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2013


Foi aprovado nesta quarta-feira (9/5/18), pela Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), parecer de turno único do Relatório de Evento Institucional 5/18, que encaminha relatório final do Fórum Técnico Semeando Letras: Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas, elaborado pelo Comitê de Representação.

Deputados aprovaram encaminhar relatório final aos secretários de Educação e de Cultura. Crédito: Luiz Santana

O relator e presidente da comissão, deputado Bosco (Avante), opinou pela aprovação das sugestões de desdobramentos nºs 1 a 5, constantes na proposição, na forma de 13 requerimentos apresentados.

O relatório tem por objetivo apresentar à Mesa da Assembleia a análise e as sugestões de desdobramentos das propostas constantes do documento final aprovado na Plenária do evento, realizada em novembro do ano passado. 

O evento aconteceu em parceria entre a ALMG e as Secretarias de Estado de Cultura e de Educação.

Os requerimentos apresentados pelo relator incorporam o teor das cinco sugestões constantes da proposição. Cinco requerimentos solicitam as seguintes providências à Secretaria de Estado de Educação (SEE):

  • Regulamentar a atuação do professor de ensino na biblioteca, a fim de que não seja permitido o deslocamento desses profissionais para outras funções;
  • Avaliar a criação de benefício para os servidores que se capacitarem em mediação de leitura;
  • Garantir a participação de autores independentes em eventos literários apoiados, financiados e/ou subsidiados pela secretaria;
  • Avaliar a criação de vale-cultura para o seu quadro de servidores;
  • Informar sobre a existência de calendário anual de eventos literários nas escolas da rede estadual;

Outros requerimentos aprovados solicitam providências à Secretaria de Estado de Cultura:

  • Instituir o Programa "Literatura Minas", de apoio financeiro a projetos de agentes do livro, leitura, literatura e bibliotecas voltados à circulação e/ou produção de eventos literários nacionais e internacionais, de modo análogo ao Programa "Circula Minas";
  • Avaliar a alteração do decreto que institui os critérios para seleção de obras do Prêmio Governo Minas Gerais de Literatura, a fim de contemplar nova categoria de premiação voltada a obras literárias publicadas exclusivamente em suporte digital, com complementação orçamentária para esta premiação;
  • Garantir a participação de autores independentes em eventos literários apoiados, financiados e/ou subsidiados pelo Estado e promovidos pela secretaria;
  • Avaliar a criação de vale-cultura para os servidores do órgão;
  • Apoiar até dois eventos literários de pequeno porte, anualmente, em cada um 17 territórios de desenvolvimento do Estado.

    Dois dos requerimentos aprovados solicitam providências ao Ministério da Educação, para que seja avaliada a inclusão de curso de mediação de leitura no catálogo nacional de cursos técnicos; e ao Ministério do Trabalho, para que seja avaliada a inclusão de profissionais que trabalham com livro, leitura, literatura e bibliotecas, entre as ocupações que podem ser enquadradas como microempreendedores individuais (MEIs).

    O último requerimento encaminha aos secretários de Estado de Educação e de Cultura o anexo do Relatório de Evento Institucional nº 5/18, que contém recomendações, propostas de ações e metas para o Plano Estadual do Livro.

    Relatório aponta ações para o plano estadual

    O anexo do Relatório de Evento Institucional 5/18 aponta várias recomendações que foram coletadas ao longo da realização do Fórum Semeando Letras. Dentre as propostas, destacam-se:

    Eixo 1 (democratização do acesso)

    • Apoio à criação de bibliotecas públicas municipais e à melhoria da estrutura das bibliotecas existentes;
    • Previsão de criação de sistema estadual de bibliotecas escolares;
    • Realização de concurso público para compor os quadros das bibliotecas escolares.

    Eixo 2 (fomento à leitura e à formação de mediadores)

    • Capacitação em mediação de leitura tanto presencial como à distância;
    • Curso profissionalizante de mediador de leitura para os estudantes do ensino médio das escolas públicas estaduais.

    Eixo 3 (valorização institucional da leitura e de seu valor simbólico)

    • Criação de prêmio para a valorização das boas práticas de incentivo à leitura nos municípios;
    • Criação do Colegiado Permanente Misto de Acompanhamento do Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas.

    Eixo 4 (desenvolvimento da economia do livro)

    • Política pública de aquisição de livros para as escolas, a partir da criação periódica de um catálogo literário e um catálogo de não ficção, contemplando obras de autores mineiros;
    • Criação de uma linha de crédito do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) para os segmentos da cadeia da economia do livro, com taxa de juros abaixo da praticada atualmente;
    • Celebração de convênio com os Correios, cooperativas de transporte e/ou logística e/ou entidades correlatas para a entrega de livros comercializados em Minas Gerais, visando à redução do valor do frete dentro do Estado.

    Fórum - O fórum técnico foi concebido com o objetivo de colher subsídios da sociedade para a elaboração do plano estadual do livro, leitura, literatura e bibliotecas. As propostas foram coletadas em sete encontros regionais nos municípios de Varginha (Sul), Juiz de Fora (Mata), Montes Claros (Norte), Governador Valadares (Rio Doce), Belo Horizonte, Uberlândia (Triângulo) e Teófilo Otoni (Mucuri).

    Também foram apresentadas propostas em consulta pública no portal da Assembleia. A etapa final para debater as sugestões foi realizada em BH, em novembro.

    Consulte o resultado da reunião.


Para preservar a memória, a religiosidade, a arte e a cultura, a Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais (ACHMG) realiza este mês, no Museu de Congonhas, uma série de atividades sobre o tema “O Culto Religioso à Imagem do Senhor Bom Jesus de Matosinhos”. Além de um fórum, haverá a oficina “Sentidos da Fé: Ex-votos em cera”, resgatando a tradição de fabricação em cera de objetos de devoção e agradecimento, além uma mostra de cartazes e uma exposição fotográfica.

A iniciativa conta com o patrocínio do Fundo Estadual de Cultura de Minas Gerais (FEC) e apoio institucional da Arquidiocese de Mariana, Reitoria da Basílica do Senhor Bom Jesus de Congonhas, Prefeitura de Congonhas/FUMCULT, Consulado de Portugal em Belo Horizonte, Câmara Portuguesa de Minas Gerais, Secretaria de Estado de Cultura e Câmara da Cidade de Matosinhos, Portugal.

Nos dias 14 e 15 acontece a oficina “Sentidos da Fé: Ex-votos em cera”, das 8h30 às 16h. A atividade será conduzida pelo artista plástico congonhense Luciomar de Jesus. No dia 25, a partir das 9h, será realizado o Fórum Presencial “O Culto Religioso à Imagem do Senhor Bom Jesus de Matosinhos”. Na ocasião, serão realizadas palestras, painéis, rodas de conversa sobre o tema, com representantes das entidades parceiras, como a cônsul de Portugal em Belo Horizonte, Joana Pinto Caliço, e o secretário de Estado de Cultura, Angelo Oswaldo. O encontro debaterá sobre preservação e difusão da memória, celebrações, lugares, usos e dimensões da sociabilidade, religiosidade e cultura entre Matosinhos (Portugal) e os 24 municípios mineiros que têm em comum essa devoção.

“É muito importante preservarmos o culto ao Bom Jesus, pela nossa história e religiosidade. Congonhas, assim como outras tantas cidades mineiras, possui esta devoção que veio com os portugueses. No caso de Congonhas, foi trazida pelo ermitão Feliciano Mendes. Aqui recebemos milhares de fiéis todos os anos para agradecer as graças do Bom Jesus. Esse fórum é uma oportunidade de nos reunirmos a fim de discutir estratégias para preservar a nossa história, compartilhar experiências e nos aproximar enquanto municípios que partilham da mesma fé”, explicou Zelinho de Freitas, prefeito de Congonhas, cidade anfitriã.

Juntamente com o Fórum, acontece a Exposição Fotográfica “A História do Senhor Bom Jesus de Matosinhos: As celebrações em torno de uma imagem religiosa”, com fotografias de 24 municípios mineiros que guardam a devoção ao Bom Jesus, e a Mostra dos Cartazes da Festa de Matosinhos, Portugal.

Segundo José Fernando Aparecido de Oliveira, presidente da Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais e prefeito de Conceição do Mato Dentro, “o culto ao Senhor Bom Jesus de Matosinhos é uma das principais manifestações religiosas de Minas e por isso o projeto vem reforçar a importância da preservação do Patrimônio Imaterial”.

Representantes dos municípios mineiros Conceição do Mato Dentro, Congonhas, Itabirito, Itapecerica, São João del-Rei, Ouro Preto, Sabará, Serro, Bom Jardim de Minas, Campo Belo, Cana Verde, Couto de Magalhães, Jesuânia, Lagoa Dourada, Lavras, Matosinhos, Nova Lima, Pedra do Indaiá, Piranga, Pouso Alegre, Rio Piracicaba e Várzea da Palma, que preservam a devoção ao Bom Jesus de Matosinhos, participarão das atividades que são abertas ao público. Mais informações (31)3731-6833.

Serviço:

“O Culto Religioso à Imagem do Senhor Bom Jesus de Matosinhos”

Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais

Rua Bom Jesus, n° 146 – Ladeira Histórica – Centro – Congonhas/MG

Telefax: (31)3731-6833


Em 2018 a Casa Fiat de Cultura lança o projeto Residência Artística em Arte Digital – Uma Jornada Colaborativa, com curadoria de Pablo Gobira, professor de pós-graduação em Artes na Escola Guignard. Entre 14 de maio e 3 de junho, oito artistas ficarão imersos em um espaço de criação na Casa Fiat de Cultura para produzir obras de arte digital relacionadas ao painel “Civilização Mineira” (1959), de Candido Portinari, acervo do espaço cultural. O programa parte do conceito de “museu fora do museu”, que amplia as experiências artísticas, promove reflexões sobre o mundo contemporâneo, extrapola os espaços físicos, deixando de ser apenas um espaço para contemplação. A proposta de criação é estabelecer uma conexão entre a obra de Portinari e a cidade de Belo Horizonte, com foco na transformação da experiência do público visitante, inserindo-o em uma realidade mista: material e virtual.

Pablo Gobira - Crédito: Alexandre Baxter

As inscrições estão abertas a partir desta semana e devem ser feitas até o dia 29 de abril com propostas enviadas para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. O regulamento e o processo de inscrição do programa de seleção estão acessíveis no site www.casafiatdecultura.com.br e a participação é gratuita. O espaço de criação dos artistas ficará aberto para visitação agendada com o Programa Educativo da Casa Fiat de Cultura pelo telefone (31) 3289-8910.

As obras resultantes da Residência Artística serão expostas na Casa Fiat de Cultura durante o mês de julho. Esta iniciativa inédita da Casa Fiat de Cultura integra a programação da 16ª Semana Nacional de Museus, que tem como tema “Museus Hiperconectados: novas abordagens, novos públicos”. A temporada cultural, que neste ano conta com a participação de mais de mil museus em todo o Brasil, traz uma reflexão sobre o espaço museológico no contexto contemporâneo em que as ferramentas tecnológicas estão cada vez mais presentes no cotidiano. “O projeto prevê também o conceito de museu no século XXI, que é de um espaço que tem relação dialética com a sociedade, com apropriação colaborativa comunitária”, explica a Coordenadora do Programa Educativo da Casa Fiat de Cultura, Clarita Gonzaga. “Seguindo as atuais diretrizes museológicas, propomos uma interlocução entre referências tradicionais e contemporâneas, abrindo espaço para a arte digital como um caminho para implementar este diálogo. Convidamos os visitantes a ter uma experiência inovadora, perceber o painel de Portinari a partir de uma nova lógica orientada pela perspectiva da comunicação em rede no ciberespaço”, completa.

Para o presidente da Casa Fiat de Cultura, José Eduardo de Lima Pereira, “a adoção dessa atividade representa um desafio quanto à própria identificação da Casa Fiat de Cultura. Nossa intenção é a de descobrir, através da arte digital, o que significa a arte dita ‘moderna’ para a geração hashtag”.

O projeto, idealizado e coordenado pelo Núcleo de Experimentação do Programa Educativo da Casa Fiat de Cultura, é uma realização da Casa Fiat de Cultura e do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio de Fiat Chrysler Automóveis (FCA), Banco Fidis, Fiat Chrysler Finanças, Fiat Chrysler Participações e Banco Safra, e apoio do Isvor, Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG), Casa Cor Minas, Multicult, Circuito Liberdade, Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha), Governo de Minas e Governo Federal.

A Residência Artística

Podem se inscrever artistas iniciantes de todas as idades, estudantes de artes e demais interessados que já desenvolvem projetos em artes visuais. Os oito selecionados terão três semanas para desenvolver suas obras com orientação da curadoria da Residência Artística e do Núcleo de Experimentação do Programa Educativo da Casa Fiat de Cultura, que é formado por artistas plásticas, designers e historiadoras. O período também inclui uma visita técnica ao Fab Lab do Isvor (Universidade Corporativa da FCA) a ser agendada com o grupo. Esta atividade possibilitará a materialização de elementos e estruturas do processo criativo, com experimentação dos aspectos mais abstratos do processo.

Os projetos de arte digital deverão abordar a cidade de Belo Horizonte a partir da escolha de um entre três temas-chave: Estrutura/Arquitetura, História e Mobilidade e Sustentabilidade. A conexão com o acervo, o painel “Civilização Mineira”, deve resultar de uma reflexão sobre outros três temas-chave: Mediação, Experimentação e Acessibilidade.

Painel Civilização Mineira (Portinari) Hall Principal Casa Fiat de Cultura Crédito: Debarry Studio Cerri

Para a execução dos projetos, a Casa Fiat de Cultura disponibilizará um espaço de criação idealizado pela Casa Cor Minas. Além da ambientação, os artistas contarão com rede de internet; cota de impressões de prova; biblioteca de referência em arte cultura e patrimônio; apoio e orientação da curadoria e da equipe educativa; e divulgação do processo com exposição dos resultados. É de responsabilidade dos selecionados utilizar os próprios computadores, smartphones e demais equipamentos e softwares necessários ao desenvolvimento dos projetos. O espaço de criação especialmente pensado para os participantes poderá ser utilizado nos seguintes horários: de terça a sexta-feira das 10h às 21h; segunda-feira, sábados, domingos e feriados das 10h às 18h.

O painel “Civilização Mineira”

Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), este é o maior painel de Candido Portinari em Minas Gerais, medindo 2,34 x 8,14 metros, em exposição permanente na Casa Fiat de Cultura. O painel retrata a mudança da capital mineira, da cidade de Ouro Preto para Belo Horizonte, em 12 de dezembro de 1897. Em meio à paisagem, a presença de Tiradentes e outras personalidades retoma outro marco da história do Estado: a Inconfidência Mineira (1789). Com técnica mista, têmpera e óleo, a obra é caracteristicamente modernista, sem abrir mão de fundamentos da pintura clássica. Portinari (1903 - 1962) é considerado um dos maiores artistas brasileiros do século XX, tanto por sua produção estética quanto pela atuação consciente nos âmbitos cultural e político.

Casa Fiat de Cultura

Há 12 anos, a Casa Fiat de Cultura cumpre importante papel na transformação do cenário cultural mineiro, ao apresentar, em Belo Horizonte, algumas das mais relevantes e prestigiadas exposições já realizadas no Brasil. Foram mais de 40 exposições de consagrados artistas brasileiros e internacionais, além de mostras de artistas que despontam na cena contemporânea. Sua contribuição à renovação da produção artística e à formação de público se estende por meio de uma programação diversificada de música, palestras e de um Programa Educativo que propõe conceitos e reflexões no diálogo com o público em visitas mediadas e nas práticas promovidas no Ateliê Aberto, um espaço de experimentação artística livre. A Casa Fiat de Cultura integra um dos mais expressivos corredores culturais do país, o Circuito Liberdade, em Belo Horizonte. Em sua sede no histórico edifício do Palácio dos Despachos apresenta, em caráter permanente, o simbólico painel de Portinari, Civilização Mineira, de 1959. Mais de 2 milhões de pessoas já visitaram suas exposições e 350 mil participaram de suas atividades educativas.

SERVIÇO

Residência Artística: Arte Digital – Uma Jornada Colaborativa na Casa Fiat de Cultura

14 de maio e 3 de junho de 2018

Inscrições: até 29 de abril de 2018, com propostas enviadas para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Participação gratuita

Casa Fiat de Cultura

Circuito Liberdade

Praça da Liberdade, 10 – Funcionários – BH/MG

Horário de funcionamento: terça a sexta, das 10h às 21h – sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h

Informações

(31) 3289-8900

www.casafiatdecultura.com.br

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facebook.com.br/casafiatdecultura

Instagram: @casafiatdecultura

Twitter: @casafiat

www.circuitoculturalliberdade.com.br


 

Conhecer o passado e entender o  presente para projetar o futuro. Os mistérios de Minas são muitos, assim como a sua pluralidade e diversidade. Inspirado por essa visão, o BDMG Cultural realizará nos dias 17 e 18 de maio, o Seminário especial Minas e seus caminhos. O evento faz parte das comemorações dos 30 anos da instituição e conta com a curadoria do professor Caio Boschi. Em pauta, política, história, demografia, urbanização, arquitetura, artes visuais, literatura, música e economia.

O seminário acontecerá no auditório do BDMG, à Rua Bernardo Guimarães, 1.600, de 9h às 18h. Não será necessário realizar inscrição e o acesso será gratuito – entrada sujeita a lotação do espaço. Para os interessados, haverá certificado de participação. 

As conferências estarão a cargo de João Paulo Cunha, Paulo Roberto Haddad, Otávio Soares Dulci, Berenice Menegale, Mário Marcos Sampaio Rodarte, Roberto Luís Monte-Mor, Maurício Laguardia Campomori, Letícia Mallard, Márcio Sampaio e Arno Wehling.

Para o curador Caio Boshi, professor titular do departamento de História da UFMG e da PUC Minas e membro da Academia Mineira de Letras, o encontro abrirá espaço para uma interlocução de qualidade sobre  o percurso de Minas Gerais nos seus trezentos anos de história: “O seminário , como enunciam os títulos de conferências, configura-se pela abordagem de variados recortes temáticos, à luz do processo histórico. Importa, então,  tentar compreender caminhos, trajetos e itinerários que começaram no passado, para fazer, no presente, a sempre necessária reflexão. Ela é fundamental para delinear potencialidades orientadoras do futuro”, explica.

Em 2017, o BDMG Cultural realizou o seminário Escrita, Memória e Movimento – BH 120 anos. Agora, volta a convidar a intelectualidade do estado para pensar outro território: Minas Gerais. Para o presidente do BDMG Cultural, jornalista Rogério Faria Tavares, “o Seminário é uma oportunidade privilegiada para ouvir os principais especialistas do estado e debater com eles temas relativos à história, à demografia, à economia e à urbanização do estado. Também falaremos de Artes Plásticas, Música e Literatura. O evento oferecerá ao seu público a chance de fazer um mergulho profundo na alma mineira”.

Entre um tema e outro, haverá espaço para interação entre o público e o conferencista, com o objetivo de ampliar ainda mais o debate em torno das principais dimensões de Minas Gerais.

PROGRAMAÇÃO

Dia 17 de maio – 9h às 18h

As Minas são muitas – João Paulo Cunha – jornalista,  é graduado em psicologia, pedagogia e filosofia, e ex- presidente do BDMG Cultural

Minas e a política: permanências e mudanças – Otávio Soares Dulci – graduado em ciências sociais, é mestre e doutor em ciência política. Atua como professor adjunto do Departamento de Relações Internacionais da PUC Minas.

Os caminhos da economia de Minas: passado, presente e futuro – Paulo Haddad – economista formado pela Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG, ex-ministro de estado da Fazenda e do Planejamento.

O artesanato dos sons e a arte da escuta em Minas Gerais – Berenice Menegale – diretora executiva da Fundação de Educação Artística, pianista

A reinvenção das Minas pelas Gerais: a questão demográfica - Mário Marcos Sampaio Rodarte – professor adjunto do Departamento de Ciências Econômicas da faculdade de Ciências Econômicas da UFMG

Dia 18 de maio – 9h às 18h

A urbanização mineira: precocidade e modernidades diversas – Roberto Luís Monte-Mor – graduado em arquitetura e urbanismo pela UFMG e professor associado no Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional - Cedeplar

A arquitetura em Minas Gerais: cenário e agente da formação de uma cultura – Maurício Languardia Campomori – mestre em arquitetura e doutor em educação pela UFMG. Diretor da Escola de Arquitetura da UFMG e membro titular do Conselho Estadual do Patrimônio Cultural do Estado de Minas Gerais

Literatura histórica: cartas do primeiro governador de Minas Gerais para o rei de Portugal – Letícia Mallard – doutora, pesquisadora e ensaísta na área de Literatura Brasileira, professora emérita da UFMG

Arte mineira: tradição e modernidade – Márcio Sampaio – crítico de arte, pintor, desenhista e poeta, membro da Academia Mineira de Letras

Minas Gerais: o roteiro do seu caminho – Arno Wehling – membro da Academia Brasileira de Letras, presidente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, doutor em História.

Conheça o BDMG Cultural

O BDMG Cultural é um instituto que há 30anos realiza ações na área da música, das artes visuais, do audiovisual e das artes cênicas. Braço cultural do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais, a instituição acredita que a cultura faz parte do desenvolvimento e está diretamente ligada a qualidade de vida. Suas ações culturais abrem espaço para jovens, novos e consagrados artistas. A galeria de arte promove exposições abertas à visitação diariamente, de 10h às 18h, inclusive aos finais de semana e feriados. A instituição faz parte do Circuito Liberdade, corredor cultural localizado em uma histórica área da capital mineira e composto por 16 equipamentos, entre museus e centros culturais.

Serviço

Seminário Minas e seus caminhos

Dias 17 e 18 de maio, das 9h às 18h

Auditório do BDMG – Marco Túlio (Rua Bernardo Guimarães, 1.600, Lourdes)

Acesso gratuito – entrada sujeita a lotação do espaço (60 pessoas)

Haverá emissão de certificados

Mais informações: (31) 3219-8691

Assessoria de imprensa: Luiza Serrano (31) 3219-8691 / 99313-5508


 

 

A programação do Fórum de Arte e Cultura do Barreiro que começou no início do mês, segue e o segundo encontro preliminar será nesta segunda-feira, dia 23/4, às 18h30 no bairro Lindeia. O fórum visa discutir, promover e dar visibilidade à produção cultural e artística da região.Não é necessária inscrição prévia e a entrada é gratuita.

Ao todo, são cinco encontros nas microrregiões do Barreiro, que pretendem promover o diálogo entre artistas, coletivos, organizações interessados em fortalecer a arte e a cultura no bairro. Para o encerramento da programação está marcado um seminário nos dias 8,9 e 10/6 no Poeint Barreiro: Praça Modestino Sales Barbosa, 11 – Barreiro de Cima. Também estão previstas atrações musicais e artísticas em todos os dias do evento.

 “Descentralização da cultura na cidade” é principal tema a ser discutido

A iniciativa tem como intuito promover a construção coletiva de um calendário cultural da região, organizar ações de fomento à produção cultural, construir estratégias para a descentralização da cultura na cidade e mapear artistas e produtores locais do Barreiro.


De acordo com o produtor geral do I Fórum, Rodrigo Zacarias, a realização desse evento se faz necessária diante da centralização da cena cultural de Belo Horizonte na região centro sul da Capital. “Nossa intenção é promover um grande debate sobre acesso à produção cultural no Barreiro, que é riquíssima, de forma que seja possível trilharmos um novo caminho para ampliar a valorização dos artistas locais e a descentralização das ofertas culturais em nossa cidade”, pontua.

O evento é uma iniciativa da Comissão Pró- Arte e Cultura do Barreiro e a realização é do Vicariato Agostiniano Nossa Senhora da Consolação do Brasil. A produção do Fórum é do Instituto Macunaíma de Cultura - Escola de Cidadania, entidade sem fins lucrativos, que reúne artistas músicos e mobilizadores culturais do Barreiro que buscam valorização social e novas propostas culturais para a regional.

Assessoria de Imprensa: Helena Pawlow (31) 99221-6519/Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Daniel Helvécio: (31) 99775-9075 Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Serviço:

23/04 (Segunda-feira) Horário: 18h30 às 21h30

Fórum Preliminar 2

Local: Centro Cultural Lindeia Regina: Rua Aristolino Basílio de Oliveira, 445 – Regina

Atração: Teatro de bonecos Origens

Não é necessário inscrição prévia. Entrada gratuita

https://www.facebook.com/ForumArteeCulturadoBarreiro/

 


O Museu Mineiro recebe pela primeira vez obras do escultor fluminense Marcelo Corrêa do Lago, que comemora, em 2018, 35 anos de carreira. A mostra Marcelo Lago – Esculturas será inaugurada no dia 10 de maio e ficará em exibição na Galeria do Atrium do Museu Mineiro, espaço vinculado à Superintendência de Museus e Artes Visuais e integrante do Circuito Liberdade.

Convite

Marcelo Lago tem uma trajetória dinâmica e inventiva, atuou como gestor cultural em diversas instituições, é professor de escultura contemporânea, curador e, como artista, possui uma sólida investigação no processo escultórico. Suas obras passeiam por temas políticos e autobiográficos, que se relacionam com a pesquisa sobre a materialidade e temporalidade dos objetos. Explora materiais como o cimento, fibra de vidro, PVC e tinta automotiva com os quais constrói  composições e assemblages em narrativas híbridas.

Marcelo Lago

Entusiasmado por apresentar suas obras ao público mineiro, Marcelo Lago trará a Belo Horizonte uma amostra de seu acervo pessoal que expressa a diversidade de materiais e ideias trabalhados por ele ao longo de sua carreira. São séries como a intitulada “Intervenções Cromáticas”, que tem como destaque a obra “Poema Paralelo em Azul” (1995), que explora a combinação de elementos bidimensionais e tridimensionais, em cores e formas. Ao todo, a mostra será composta por três instalações, duas esculturas de médio porte e uma escultura interativa, que promete convocar o visitante à participação. 

 A Superintendente de Museus Andréa Matos chama atenção para a importância de estabelecer intercâmbios com artistas e instituições de outros estados e afirma “ficamos muito felizes em receber a exposição de Marcelo Lago, composta por obras tão instigantes e de grande plasticidade. A trajetória do artista também é destacável, com consistente carreira profissional.

Marcelo Lago

Durante o período da mostra os visitantes interessados em se aprofundar um pouco mais, poderão desfrutar de visitas mediadas ofertadas pelo Programa de Educação do Museu Mineiro. A mostra Marcelo Lago – Esculturas tem entrada gratuita eficará em exibição até o dia 9 de agosto de 2018.

 

SOBRE O ARTISTA:

Marcelo Corrêa do Lago (1958) - Escultor fluminense, mora e trabalha em Petrópolis desde 1984, onde além do atelier, desenvolve atividades como professor de escultura contemporânea, curador e produtor cultural. Estudou no Parque Lage com Celeida Tostes e Cláudio Kuperman, e no Atelier de Escultura do Ingá com Haroldo Barroso e Alair Gomes. Participou também de grupo de estudos com Paulo Garcez. Criou e dirigiu o Atelier Livre de Petrópolis em 1989, um espaço dinâmico de criação, educação e divulgação da arte contemporânea, que reeditou em 2014 com o apoio da Prefeitura Municipal de Petrópolis. Com cursos, workshops e exposições, o evento contou com grandes nomes das artes plásticas brasileiras. Participou da icônica exposição “Como Vai Você Geração 80?”, na EVA do Parque Laje no Rio de Janeiro. Suas peças integram-se à paisagem urbana, como “Intervenção Vermelha”, grande tubo de aço pintado que durante oito anos “abraçou” toda a fachada da Casa de Cultura Laura Alvim, na praia de Ipanema, ou o “Grande Painel Azul” que foi feito para sua primeira exposição no Paço Imperial no Rio de Janeiro. Tem trabalhos também no jardim da PUC Rio, na Praça Paris, Centro do Rio e no metrô Barra Funda, em São Paulo. O artista já participou de exposições no Museu da Republica, MAM, Centro Cultural Hélio Oiticica, Museu de Belas Artes, entre outros.

SOBRE O MUSEU MINEIRO

Localizado na Avenida João Pinheiro, corredor de acesso à Praça da Liberdade, o Museu Mineiro funciona em um belo casarão do final do século XIX, exemplar do conjunto arquitetônico original de Belo Horizonte. Antiga sede do Senado Mineiro e da Pagadoria Geral do Estado, o Museu criado em 1982, integra o Circuito Liberdade e é gerido pela Superintendência de Museus e Artes Visuais (SUMAV) da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais.

O Museu Mineiro coloca à disposição do público exposição de longa duração e mostras temporárias, tanto de artistas consagrados quanto de iniciantes, além de ampla programação relacionada ao patrimônio material e imaterial do Estado.Com acervo de mais de 3 mil peças,de variadas tipologias, datadas dos séculos XVIII ao XXI, a instituição tem como objetivo preservar, pesquisar e difundir registros da história e da cultura mineira.

O acervo em exibição apresenta a coleção de arte sacra, composta por peças do barroco mineiro e do período neoclássico. Sua pinacoteca é formada por obras do Mestre Ataíde e de importantes artistas mineiros como Celso Renato, Inimá de Paula, Amílcar de Castro, Márcio Sampaio, Aníbal Mattos, Belmiro Almeida, além de destacados artistas brasileiros, como Volpi e Di Cavalcanti. Também compõem o acervo da instituição utensílios domésticos e de uso pessoal, instrumentos de trabalho, objetos pecuniários e cerimoniais, insígnias, esculturas, com destaque para a coleção Jeanne Milde, dentre outros.

SERVIÇO

Abertura da mostra Marcelo Lago – Esculturas

Data: 10 de maio de 2018

Horário: 19 horas

Local: Atrium - Galeria de Exposições Temporárias II

           Museu Mineiro, Av. João Pinheiro, n. 342 – Belo Horizonte – Minas Gerais 

Período exposição: 11 de maio a 9 de agosto de 2018

Horário de Visitação: Terça, Quarta e Sexta – de 10h às 19h | Quinta – de 12h às 21h| Sábado, domingo e feriado – de 12h às 19h 

ENTRADA GRATUITA 

Assessoria de Imprensa – Angelina Gonçalves – (31) 3269-1109 | 9 8876-8987         


 

O objetivo do estudo é compreender melhor a realidade de cada localidade, possibilitando a elaboração de estratégias para o desenvolvimento de políticas mais direcionadas aos municípios.

 

O questionário foi aplicado, via internet, para gestores municipais integrantes da Política de Regionalização do Turismo no Estado de Minas Gerais. No total, foram enviados 602 questionários obtendo uma taxa de retorno de 96,3%.

 

A pesquisa levantou dados a partir de cinco eixos fundamentais para o desenvolvimento sustentável do turismo: Organização da Política Municipal, Promoção Turística, Monitoramento e Pesquisa, Infraestrutura e, por último, Sustentabilidade e Participação Social.

 

No eixo Organização da Política Municipal os resultados foram positivos para os quesitos relacionados à política de repasse do ICMS critério turismo. 86% dos municípios afirmaram possuir lei municipal de turismo e 70% plano municipal de turismo. O fundo municipal de turismo foi apontado como existente em 81% dos municípios. É importante salientar que de 2010 a 2017, o número de municípios que pleiteiam o repasse cresceu 103%, ou seja, as cidades compreenderam a importância de cumprir os critérios para receber o ICMS.

 

No segmento Sustentabilidade e Participação Social, 78% dos entrevistados afirmaram possuir conselhos municipais de turismo e 51% planos diretores municipais do setor. Vale ressaltar que para fortalecer a participação social, desde o ano de 2017, a Setur-MG realizou 29 reuniões com gestores públicos regionais e municipais por todo o estado, visando valorizar a elaboração de ferramentas de gestão participativa de forma mais eficiente.

 

Já em relação à Promoção Turística, 68% dos respondentes afirmaram possuir banco de imagens, 55% sites promocionais dos destinos e 43% materiais promocionais de divulgação. Porém, ferramentas mais robustas como a realização de um plano de marketing foi apontada como existente por apenas 12% dos municípios.

 

Na parte de Infraestrutura, 52% destacaram que a sinalização turística do município é satisfatória e a sinalização geral dos demais serviços das cidades foi positiva para 42%.

O maior ponto de atenção foi detectado no eixo de Monitoramento e Pesquisa. Observou-se que os municípios ainda enfrentam obstáculos para um levantamento eficiente de informação, tais como obter dados do perfil dos turistas ou número de empregados do setor, em que apenas 13% e 6,7% dos municípios afirmaram possuir um monitoramento.

 

“Acreditamos que com o estudo será possível identificar melhor a realidade de cada região e assim buscar meios de contribuir de forma efetiva para que o turismo se fortaleça. Por meio dos resultados, poderemos traçar novas estratégias e aprofundar em demandas que ainda não exploradas em busca de desenvolvimento do setor e toda sua cadeia produtiva”, destaca o secretário de Estado Adjunto de Turismo de Minas Gerais, Gustavo Arrais.

 

Os dados da pesquisa realizada pelo Censo Turismo 2017 estão disponíveis no site do Observatório do Turismo de Minas Gerais: https://www.observatorioturismo.mg.gov.br/


 

Um velho conhecido da etnia Krenak, o Watú – o Rio Doce – está doente. Através de um ritual xamânico, corpo e natureza se unem para um diálogo profético que enxerga uma catástrofe, mas também a salvação do rio.

Histórias como a do curta-metragem “A Cura do Rio”, da diretora e especialista em cinema, Mariana Fagundes, contemplada na 4ª edição do Prêmio BDMG Cultural e Fundação Clóvis Salgado (FCS) de Estímulo ao Curta-Metragem de Baixo Orçamento, recebem investimentos do Governo de Minas Gerais.

O prêmcio chega, este ano, à sua 5ª edição, nas categorias Estreante e Não-estreante, e estão com inscrições abertas. De acordo com o gerente e curador de cinema da FCS, Bruno Hilário, a Fundação Clóvis Salgado, por meio da Gerência de Cinema, e em parceria com o BDMG Cultural, criou o edital com o intuito de fomentar a produção cinematográfica em Minas Gerais.

Profissionalizando

Inquietação e vontade de expor um material histórico, filmado na beira do rio da comunidade dos índios Krenaks, abordando rituais simbólicos da comunidade para lidar com a tragédia ambiental da Barragem de Mariana, foram os motores que levaram a cineasta Mariana a se inscrever no prêmio na categoria Não-estreante, em 2017.

“Vi a possibilidade de expor um assunto polêmico, que afetou a vida de milhares de pessoas, por meio de um edital que não impõe censuras, de uma forma que em uma mídia tradicional não teria espaço, mas busca formar o profissional de cinema para que ele vá para o mercado com uma experiência de realização prévia”, diz Mariana.

Além do investimento financeiro que recebeu para produção e realização, Mariana conta que a consultoria oferecida pelo edital, com profissionais experientes do mercado, foi fundamental para dar um salto na sua compreensão experiência no cinema.

“É um edital completo, que oferece uma oportunidade única para os novos cineastas realizarem e se formarem ao mesmo tempo”, sintetiza a cineasta.

O cinema de baixo orçamento, enfatiza Hilário, “está ligado a um cinema de invenção e criação a partir das análises do crítico de cinema Jairo Ferreira, que ressalta que a inventividade conta mais do que a técnica em uma produção cinematográfica e destaca como as novas tecnologias acessíveis podem estar a favor de criações a partir de recursos limitados”.

Novos realizadores

Nessa esteira da inventividade, a história de Lívia no filme "Sigo Viva", garantiu à produção um lugar entre os roteiros vencedores na categoria "Estreante", na 4ª edição do prêmio. Lívia é uma mulher que perde o ar por alguém, metaforicamente, por estar amando, e posteriormente é forçada a ter uma relação sexual com um suposto amigo e acaba se sentindo novamente sem ar, mas dessa vez de forma sufocante e violenta, se afogando na lembrança do abuso.

A conquista abriu portas para a jovem cinegrafista e videomaker, recém graduada em cinema, Letícia Ferreira, e para os integrantes de sua equipe. “Desde cedo eu queria realizar filmes e vinha colaborando com produções independentes. O prêmio abriu muitas portas para mim, sou muito feliz por ter ganho. A equipe também se beneficiou", frisa.

Com 11 pessoas e 5 diárias pagas para realização do filme, ela contratou uma equipe 100% iniciante. A atriz e roteirista, Luciana Brandão, e a produtora Sarah Tavares tiveram a oportunidade de atuar pela primeira vez em seus papéis.

"É preciso ter foco e persistência, mas oportunidades de estímulo como estas são fundamentais para o diretor e os realizadores em início de carreira”, pontua Letícia.

Investimentos

Nesta edição, em 2018, o valor do prêmio dobrou nas duas categorias. A Não-estreante teve os valores reajustados de R$ 15 mil para R$ 30 mil reais; já a categoria Estreante, anteriormente beneficiada com R$ 30 mil, passou a receber R$ 50 mil em investimentos.

“A gestão dos recursos públicos envolve maturidade por parte dos contemplados e essa consciência é parte do próprio processo de formação dos realizadores, o maior objetivo do prêmio. Nessa perspectiva, decidimos investir mais para termos melhores resultados”, acentua Hilário.

Nos últimos dois anos, foram realizadas quatro edições, sendo contemplados 16 cineastas. Receberam o prêmio os trabalhos de Juliana Antunes ("Plano Controle"); Marco Antônio Gonçalves ("Olhos de Inaiá"); Pedro Carvalho ("Na Velha Lagoinha"); Clara Albinati ("Hibiscos Debaixo da Terra");  Clara Antunes ("Nós Determinamos o que Somos Pelo que Fazemos"); Letícia Ferreira ("Sigo Viva"); Mariana Fagundes ("A Cura do Rio") e Roberto Cotta e Leonardo Amaral ("Juninho Mizanceni, Príncipe da Grande Área").

Inscrições

As inscrições para o 5º Prêmio BDMG Cultural/FCS de Estímulo ao Curta-Metragem de Baixo Orçamento estão abertas até o dia 17 de maio. Enquadram-se na categoria Estreante cineastas que já tiveram até três filmes exibidos publicamente, e na Não-estreante aqueles que tenham produzido e comprovada a exibição de pelo menos três filmes.

“O lugar do curta-metragem ainda é pouco discutido, mas há uma certa dificuldade no mercado para viabilização de novas produções. O incentivo a este tipo de realização está intimamente ligado à visão desta gestão, que vê no curta-metragem uma porta de entrada para alavancar a formação artística de jovens cineastas no início de carreira que muitas vezes não conseguem concorrer em outros locais de forma justa”

Bruno Hilário, gerente e curador de cinema da Fundação Clóvis Salgado

As inscrições podem ser feitas presencialmente na Gerência de Cinema da Fundação Clóvis Salgado ou via Correios, com Aviso de Recebimento (AR) e postagem até a data limite disposta no edital.

Além do valor em dinheiro, os premiados também receberão uma consultoria em produção durante todo o processo de realização de seu filme, auxiliando-os em questões financeiras, burocráticas e outras questões que possam aparecer.


 

 

A Fundação João Pinheiro (FJP) apresenta na próxima terça (24), o relatório técnico-científico da Economia Criativa de Minas Gerais aos profissionais dos diversos segmentos que participaram do seminário sobre o setor promovido pela instituição em novembro de 2016. Parceria da FJP com o Instituto Cultural BDMG e a Associação P7 Criativo, o Colóquio Devolutivo do Seminário do Plano Estadual da Economia Criativa de Minas Gerais irá acontecer no auditório do BDMG Cultural (Rua Bernardo Guimarães, 1600 - Lourdes), a partir das 18h.

A participação no evento é gratuita e aberta ao público mediante inscrição prévia por meio do endereço https://goo.gl/yWwbJQ, onde também é possível realizar consulta e download da versão preliminar do relatório final.

O documento apresenta análises sobre a situação dos 10 segmentos da Economia Criativa de Minas Gerais e diretrizes que visam auxiliar tanto os agentes econômicos, que poderão estabelecer com mais segurança suas estratégias, quanto o governo estadual, no planejamento de políticas públicas para o setor.

Para o jornalista Rogério Faria Tavares, presidente do BDMG Cultural, o relatório é uma ferramenta fundamental ao avanço da ação governamental no campo da economia criativa. “Este material contém um importante mapa do setor em Minas e traz uma reflexão já bem amadurecida dos pontos fortes e dos desafios postos ao poder público. O BDMG Cultural reitera o propósito de continuar colaborando com esse belo trabalho da Fundação João Pinheiro, que será conduzido, a partir de agora, pelo seu Observatório da Economia Criativa, que irá acompanhar e monitorar o desempenho dos segmentos”, destaca.

Economia Criativa - A Economia Criativa é composta pela cadeia produtiva (ciclos de criação, produção e distribuição) de bens e serviços que têm como ponto de partida a criatividade e o capital intelectual, fatores agregadores de valor, elemento central da formação de preços, resultando em riqueza material e simbólica.

Os segmentos que compõem o setor são Artes do Espetáculo (teatro, circo e dança); Artes Visuais e Digitais; Design; Edição de Livros; Gastronomia; Mídias Audiovisuais; Moda; Música; Softwares, Aplicativos e Jogos Eletrônicos; Patrimônio e Expressões Culturais (incluindo artesanato).

Os levantamentos têm como maior desafio conhecer de forma aprofundada as diversas cadeias produtivas, identificando necessidades de infraestrutura, tecnologias, meios de distribuição, comercialização, gestão, financiamento e marcos legais, a fim de alavancar o desenvolvimento dos empreendimentos criativos no estado.

PROGRAMAÇÃO

Abertura

[Angelo Oswaldo - Secretário de Estado de Cultura; Roberto do Nascimento Rodrigues - Presidente da Fundação João Pinheiro; Marco Aurélio Crocco Afonso - Presidente do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais - BDMG; Rogério Faria Tavares - Presidente do BDMG Cultural; Fernanda Machado - Superintendente Executiva da Associação P7 Criativo; e Bernardo Novais da Mata Machado - Diretor de Cultura, Turismo e Economia Criativa da FJP]

Apresentação do Relatório Final do Seminário do Plano Estadual da Economia Criativa em Minas Gerais [Selma Carvalho - Pesquisadora da Fundação João Pinheiro]

Leitura crítica do Relatório Final [Clélio Campolina Diniz - Doutor em Economia, professor Emérito e ex-Reitor da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG]

Debate público com a equipe de pesquisadores da Economia Criativa da Fundação João Pinheiro [Bernardo Novais da Mata Machado, Cláudio Burian Wanderley, Felipe Diniz Leroy, Juliana Minardi de Oliveira, Júnia Alves de Lima, Marta Procópio de Oliveira, Mônica Barros de Lima Starling, Nelson Antonio Quadros Vieira Filho, Paola Rettore, Rútila Maria Soares Gazzinelli Cruz e Selma Carvalho]

 

 

SERVIÇO

Colóquio Devolutivo do Seminário Plano Estadual da Economia Criativa

Data: 24 de abril | 2018

Horário: 18h

Local: Auditório do BDMG Cultural (Rua Bernardo Guimarães, 1.600 - Lourdes)

Inscrições e relatório: https://goo.gl/yWwbJQ

 

Assessoria de Comunicação | Fundação João Pinheiro

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A praça Alibenides da Costa Faria, em São Roque de Minas, região Centro-Oeste, irá receber o Festival do Queijo Canastra. O evento, que acontece entre os dias 31 de maio e 3 de junho, tem como objetivos a valorização e divulgação dessa iguaria tradicional da região.

A programação do festival é extensa com a Feira Sabores e Saberes da Canastra, Cozinha Show, seminário sobre o Queijo Minas Artesanal e Pró-Genética, oficina de gastronomia para crianças e shows. Um dos destaques da programação é a final do 11º Concurso Estadual do Queijo Minas Artesanal, no dia 2 de junho. A promoção do Festival do Queijo Canastra é do Governo de Minas Gerais, por meio da Emater-MG e do programa + Gastronomia, e da prefeitura de São Roque de Minas. Mais informações pelo telefone: (37)3433-1352.


 

O passo decisivo na carreira de Elisa Lucinda foi marcado por sua atuação na peça teatral Rosa – Um musical brasileiro, do diretor Domingos Oliveira, em 1989, sendo reconhecida pela classe artística do Rio de Janeiro como uma atriz que canta, ou uma cantora que atua. Mas o talento da artista não se resume à dramaturgia: ela é também escritora, poeta e ativista.

Elisa Lucinda - Crédito: Lílian Lacerda

Com vários talentos e histórias de sua trajetória para contar, Elisa Lucinda é a convidada do Voz Ativa desta segunda-feira, 23 de abril, às 22h15, na Rede Minas. Para conversar com a artista, o apresentador Florestan Fernandes Júnior conta na bancada com as participações dos jornalistas André Oliveira, do El País Brasil, e de Verônica Pimenta, da Rádio Inconfidência; além deles, compõem a mesa o ator e diretor Adyr Assumpção, a atriz e arte-educadora Carlandreia Ribeiro e o poeta e tradutor Léo Gonçalves.

No programa, que tem como tema POESIA E POLÍTICA, a artista fala sobre teatro, TV, cinema e literatura. Autora de livros como A fúria da beleza, Fernando Pessoa: o cavaleiro de nada e no livro de poemas Vozes Guardadas, ela fala de seu recente espetáculo teatral, atualmente em turnê pelo país, o L, o musical, escrito e dirigido por Sérgio Maggio. A peça apresenta reflexões acerca da poesia, da política, da música, do feminismo e aborda a temática da paixão.

O Voz Ativa debate ainda com a artista sua participação no projeto Vidas Negras,da ONU, em que figura como uma das mais importantes divulgadoras. Na entrevista, Elisa Lucinda discute o problema do racismo e do cenário político do país, com destaque para o assassinato da vereadora Marielle Franco, no Rio de Janeiro.

O Voz Ativa vai ao ar também pela internet no www.redeminas.tv. O telespectador pode interagir com a atração via redes sociais: pelo facebook.com/mais vozativa, twitter.com/mais vozativa, instagram.com/mais vozativa e youtube.com/mais vozativa.

O programa conta com edição especial para rádio, que vai ao ar pela Inconfidência FM (100,9), às terças-feiras, às 21h, e pela Inconfidência AM (880), aos domingos, às 22h.

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No bairro Sion, em Belo Horizonte, o comércio coberto por tapumes é descoberto pela lente da artista visual e arquiteta, Mariângela Haddad, em uma série de 11 fotografias e duas montagens fotográficas que compõem a exposição Por trás do tapume, a ser inaugurada na Piccola Galleria da Casa Fiat de Cultura no dia 8 de maio. A pesquisa da artista ultrapassa a função elementar da fotografia, que seria a fotografia de registro, para encontrar uma fotografia expressiva; revela a vida que pulsa nos espaços fadados à transformação arquitetônica. Assumindo o papel do flâneur, Mariângela vaga pelas ruas da cidade com o objetivo de experimentá-la, atenta às suas nuances, um exercício de deriva que se firma na descoberta e documentação fotográfica de espaços sujeitos às mudanças do crescimento urbano. O ensaio é, assim, resultado da coleta de memórias que permeiam esses espaços, do cotidiano das pessoas que ali vivem e trabalham, com a consciência de que novas histórias serão construídas. A mostra fica em cartaz até 24 de junho e tem entrada gratuita.

Bicicletaria (2016) Mariângela Haddad - Por trás do tapume - Piccola Galleria - Casa Fiat de Cultura

Nas obras existe uma rica textura visual, provocada pelas marcas espontâneas deixadas durante um longo período de tempo nos ambientes fotografados. É possível verificar diversos recados e anotações nas paredes ou em papeis fixados em todo tipo de suporte; recortes de jornais; calendários; manifestações de religiosidade ou fanatismo esportivo; acúmulo de material de trabalho, linhas, tecidos, espumas; paredes descascadas e outros sinais de precariedade.

A partir deste trabalho, Mariângela Haddad reúne rastros de histórias que fatalmente se perderão com a chegada de novas tecnologias e a inevitável transformação da paisagem urbana num antigo bairro da cidade. “O imóvel da reformadora de sofás que fotografei, por exemplo, foi demolido em junho de 2016 e no terreno foi construída uma drogaria. Esses lugares por onde andei guardam em si uma rica memória, agora materializada e preservada pelos meus registros”, afirma a artista.

A mostra “Por trás do tapume” é uma realização do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e da Casa Fiat de Cultura, com o patrocínio da Fiat Chrysler Automóveis (FCA), Banco Fidis, Fiat Chrysler Finanças, Fiat Chrysler Participações e Banco Safra. A exposição conta com apoio institucional do Circuito Liberdade, Instituto Estadual do Patrimônio Histórico (Iepha), Governo de Minas e Governo Federal.

Reformadora de sofás V (2016) Mariângela Haddad - Por trás do tapume - Piccola Galleria - Casa Fiat de Cultura

A história por trás dos tapumes

Durante o período de flânerie por Belo Horizonte, Mariângela Haddad detecta inúmeros tapumes de obras em andamento, que despertam sua curiosidade e passam, então, a ser objeto de sua pesquisa, como explica: “um tapume tampa, esconde, protege. Permite interferências na estrutura e nos elementos arquitetônicos desse espaço, sem o testemunho dos passantes. Pressupõe uma mudança na ordem anteriormente estabelecida, sobre o que era e sobre o que será”. Instigada a descobrir as histórias passadas e futuras destes espaços é que a artista inicia sua série fotográfica.

Durante um mês, Mariângela percorre as ruas do bairro Sion, onde mora, e destaca três ambientes comerciais em seus registros: um ateliê de molduras e pátina de móveis, uma reformadora de sofás e uma oficina de bicicletas. A escolha se dá pela semelhança entre os três: estão instalados no bairro há muitos anos, têm uma aparência degradada pela ação do tempo, são entulhados de encomendas e, com pouco espaço para trabalhar, espalham seus equipamentos pela calçada. “Meu olhar se volta para os pequenos ofícios que resistem à ação do tempo, ao avanço tecnológico e mesmo às mudanças imobiliárias. Ocupam espaços fadados à reforma ou demolição, na medida em que o crescimento da cidade provoca modificações e uma assepsia da arquitetura urbana. Documento as paredes desses ambientes de trabalho, olhando para elas como um diário do cotidiano. Imagino futuros tapumes a cobrir esses espaços e tento capturar a história que vai se perder”, conclui a artista.

Mariângela Haddad

Na década de 1970, ainda na adolescência, Mariângela desenhava e pintava seus cadernos, poesias, retratos de amigos, e hesitava em entrar para uma escola de Belas Artes por “não ter a menor ideia de como uma artista ganhava a vida”. Em 1975 se mudou para a França, onde se formou em arquitetura na École Nationale Supérieure des Beaux-Arts, em Paris. Ali a arquitetura dividia espaço com as outras belas artes e por elas Mariângela era impregnada, frequentou ateliês de pintura e desenho. Nessa época, trabalhou com uma ilustradora italiana de livros infantis e, finalmente, vislumbrou uma possibilidade de trabalho como artista plástica.

De volta ao Brasil em 1980, iniciou a carreira de ilustradora de livros infantis didáticos e de literatura. Trabalhou para a maioria das editoras nacionais e, em 1986, publicou seus primeiros livros como escritora – “Zé Zulu, malvado e mal-humorado” e “Mequetrefe quer um amigo”. Atualmente, tem publicados 9 livros escritos e mais de 150 livros ilustrados. Como escritora, recebeu o Prêmio Barco a Vapor, da Fundação SM (São Paulo, 2009), pelo livro “O sumiço da pantufa”, e o Prêmio CEPE Nacional de Literatura Infantil, da Editora CEPE (Recife, 2011) pelo livro “O mar de Fiote”. Em 2014, “O mar de Fiote” foi finalista do Prêmio Brasília de Literatura Infantil e adaptado para o teatro pelos alunos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), sob a direção do prof. Luís Reis, tendo recebido o Prêmio Especial do Júri no 28º Festival de Teatro Universitário de Blumenau (FITUB). Como ilustradora, recebeu o prêmio NOMA de Incentivo (Japão, 1996), pelas ilustrações do livro “Cantos de Encantamento”, de Elias José, e várias menções Altamente Recomendável da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (Rio de Janeiro). Seu livro “Minha vó sem meu vô” recebeu o Prêmio Jabuti 2016, da Câmara Brasileira de Livros, na categoria Ilustração para Livro Infantil ou Juvenil.

Em 2011, como artista convidada, frequentou durante sete meses o ateliê de xilogravura da Escola Guignard, onde desenvolveu, sob a supervisão da professora Maria Emília Campos, cerca de 25 xilogravuras para ilustrar o livro “Que vida eu quero ter?”, de Susana Fernandes. Provocada em outras linguagens artísticas, volta à Escola Guignard em 2012, dessa vez como aluna, estudando Artes Plásticas pela Escola Guignard, com habilitação em Pintura, Cerâmica, Fotografia e Gravura em Metal.

Piccola Galleria

A Piccola Galleria da Casa Fiat de Cultura é um espaço de permanente incentivo às expressões artísticas que foi criado em 2016, destinado a novos artistas. A proposta é apresentar e destacar trabalhos inéditos – pinturas, desenhos, gravuras, esculturas, fotografias, instalações, performances e/ou videoarte – de artistas locais, brasileiros ou estrangeiros.

O espaço, situado ao lado do painel “Civilização Mineira”, de Candido Portinari, no Hall Principal da Casa Fiat de Cultura, abriga exposições de curta duração, mas com toda visibilidade que a instituição enseja. No espaço são realizados dois tipos de mostras: aquelas programadas pela própria Casa Fiat de Cultura e as destinadas a artistas que inscreveram seus trabalhos, por meio de um processo de seleção realizado anualmente. Local intimista e com grande circulação de público, a Piccola Galleria conta com a chancela da Casa Fiat de Cultura e do Circuito Liberdade, um dos mais importantes corredores culturais do país.

Dentre os 97 inscritos no 2º Programa de Seleção, seis foram escolhidos: Fernanda Fernandes (Belo Horizonte), Wendell Leal (Belo Horizonte), Mariângela Haddad (Ponte Nova-MG), Maíse Couto (Belo Horizonte), Ildeu Lazarinni (Belo Horizonte) e Miro Bampa (Vinhedo-SP). Os trabalhos, inéditos e com técnicas diferenciadas, reúnem fotografias, aquarelas, pinturas a óleo e acrílica, instalação e assemblages.

Casa Fiat de Cultura

Há 12 anos, a Casa Fiat de Cultura cumpre importante papel na transformação do cenário cultural mineiro, ao apresentar, em Belo Horizonte, algumas das mais relevantes e prestigiadas exposições já realizadas no Brasil. Foram mais de 40 exposições de consagrados artistas brasileiros e internacionais, além de mostras de artistas que despontam na cena contemporânea. Sua contribuição à renovação da produção artística e à formação de público se estende por meio de uma programação diversificada de música, palestras e de um Programa Educativo que propõe conceitos e reflexões no diálogo com o público em visitas mediadas e nas práticas promovidas no Ateliê Aberto, um espaço de experimentação artística livre. A Casa Fiat de Cultura integra um dos mais expressivos corredores culturais do país, o Circuito Liberdade, em Belo Horizonte. Em sua sede no histórico edifício do Palácio dos Despachos apresenta, em caráter permanente, o simbólico painel de Portinari, Civilização Mineira, de 1959. Mais de 2 milhões de pessoas já visitaram suas exposições e 350 mil participaram de suas atividades educativas.

SERVIÇO

Exposição “Por trás do tapume” – Mariângela Haddad na Piccola Galleria da Casa Fiat de Cultura                                                                                                                                                       

8 de maio a 24 de junho de 2018

Terça a sexta, das 10h às 21h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h

Entrada gratuita

Casa Fiat de Cultura

Circuito Liberdade

Praça da Liberdade, 10 – Funcionários – BH/MG

Horário de funcionamento: terça a sexta, das 10h às 21h – Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h

Informações

(31) 3289-8900

www.casafiatdecultura.com.br

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facebook.com.br/casafiatdecultura

Instagram: @casafiatdecultura

Twitter: @casafiat

www.circuitoculturalliberdade.com.br


O Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, uma das principais ações do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), órgão vinculado ao Ministério da Cultura (MinC), em reconhecimento às ações de preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro, está com inscrições abertas. Neste edital de 2018, serão selecionados oito trabalhos representativos de ações no campo do Patrimônio Cultural Brasileiro. Cada premiado receberá o valor de R$ 30 mil. 

 
Os trabalhos inscritos deverão ser entregues nas superintendências do Iphan nos estados até o próximo dia 21 de maio. As ações serão pré-selecionadas pelas comissões estaduais, compostas por representantes das diferentes áreas culturais de cada Estado, sob a presidência do respectivo superintendente. 
 
Os projetos vencedores em cada etapa estadual serão analisados pela Comissão Nacional de Avaliação, formada pela presidente do Iphan, Kátia Bogéa, e por 16 jurados que atuam nas áreas de preservação ou salvaguarda do Patrimônio Cultural. 
 
O resultado final do concurso deverá ser divulgado até o dia 30 de agosto de 2018, no site do Iphan.
 
Em consonância com a proposta do Iphan de levar o prêmio a todas as regiões do Brasil e, em 2018, promover o Patrimônio Cultural do Norte brasileiro, a 31ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade acontecerá em Belém, capital do Pará. A cerimônia, marcada para novembro deste ano, será em ritmo de carimbó − registrado pelo Iphan como Patrimônio Cultural do Brasil. A solenidade contará ainda com outras expressões tradicionais do Norte, como o Boi-Bumbá de Parintins.
 

Novo Formato

Criado em 1987, em reconhecimento a ações de proteção, preservação e divulgação do Patrimônio Cultural Brasileiro, o prêmio está na sua 31ª edição − e foi assim denominado em homenagem ao primeiro dirigente da instituição.
Estimular e valorizar aqueles que atuam em favor da preservação do patrimônio cultural no País é, também, uma das missões do Iphan, vinculado ao Ministério da Cultura (MinC). 
 
Nesta edição, o prêmio apresenta um novo formato de edital, com duas grandes categorias subdivididas em quatro segmentos:
Categoria 1 - Iniciativas de excelência no campo do Patrimônio Cultural Material referem-se a ações nas áreas de preservação de bens imóveis, como paisagens culturais, cidades históricas, sítios arqueológicos e monumentos; ou móveis, como coleções arqueológicas, acervos museológicos, documentais, bibliográficos, arquivísticos, videográficos, fotográficos e cinematográficos, assim como ações relacionadas de comunicação, difusão e educação, e devem ser apresentadas por pessoas físicas ou jurídicas que sejam responsáveis por sua concepção, autoria ou responsabilidade técnica.
 
Categoria 2 - Iniciativas de excelência no campo do Patrimônio Cultural Imaterial referem-se a ações nas áreas de salvaguarda de práticas e domínios da vida social que se manifestam em saberes, ofícios e modos de fazer; celebrações; formas de expressão cênicas, plásticas, musicais ou lúdicas; e nos lugares que abrigam práticas culturais coletivas, assim como ações de comunicação, difusão e educação, e devem ser apresentadas por pessoas físicas ou jurídicas que sejam responsáveis por sua concepção, autoria ou responsabilidade técnica.
 
Segmento I – Entidades governamentais da administração direta dos níveis federal, estadual ou municipal ou indireta (autarquias, empresas públicas, sociedades de economia mista e fundações públicas).
 
Segmento II – Empresas e fundações privadas mantidas por empresas.
 
Segmento III – Outras instituições sem fins lucrativos da sociedade civil organizada.
 
Segmento IV - Pessoas físicas e representantes de grupos ou coletivos.
 
Serão selecionadas, ao todo, oito ações, sendo uma de cada segmento, por categoria.
 
 
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura
 
*Com informações do Iphan


 

Nos dias 10 e 11 de maio, às 20h30, na Sala Minas Gerais, a Filarmônica de Minas Gerais recebe a pianista canadense Angela Cheng para interpretar o Concerto para piano em lá menor, op. 7, de Clara Schumann, compositora que se destacou como pianista e foi reverenciada por músicos, críticos e pelo público. Sob regência do maestro Fabio Mechetti, a Orquestra interpretará ainda O idílio de Siegfried, WWV 103, de Wagner, e Uma vida de herói, op. 40, de Richard Strauss.

Angela Cheng - Crédito: Lisa Kohler

Na série de palestras sobre obras, compositores e solistas, promovidas pela Filarmônica antes das apresentações, entre 19h30 e 20h, o público poderá assistir aos comentários do maestro Fabio Mechetti, Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais. As palestras são gravadas em áudio e ficam disponíveis no site da Orquestra.

Estes concertos são apresentados pelo Ministério da Cultura e Governo de Minas Gerais e contam com o Apoio Cultural da Companhia Energética Chapecó e BMPI através da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).

Repertório

Sobre O idílio de Siegfried

Richard Wagner (Leipzig, Alemanha, 1813 – Veneza, Itália, 1883) e O idílio de Siegfried (1870)

É raro ouvir um Wagner tão terno, tão intimista e sem tantos arroubos melodramáticos como o que se vê em O idílio de Siegfried. Nessa obra, o compositor soube registrar em música um desses raros momentos epifânicos da psiquê humana em que realidade e sonho se confundem, os problemas se dissolvem e os desejos brevemente não precisam existir. Wagner escreveu o Idílio como um presente de aniversário para sua segunda esposa, Cosima, que havia dado à luz Siegfried, filho do casal, nascido em 1869. Os Wagner residiam em Tribschen, na Suíça, em uma villa pitoresca às margens do lago Lucerna. Ele intitulou a obra, antes de sua publicação, apenas “Idílio”, mas acresceu-lhe um rebuscado subtítulo: “Idílio em Tribschen, com o canto de passarinho de Fidi e um nascer do sol alaranjado”. Trata-se quase de uma sinopse, que faz referência à villa dos Wagner, ao filho do casal (cujo apelido familiar era Fidi), ao lago e até ao papel de parede ao lado da porta do quarto de Cosima. Mais íntima ainda foi a primeira execução da peça: na manhã de Natal de 1870, Wagner agremiou um pequeno conjunto da Orquestra do Tonhalle de Zurique e a fez executar nas escadas da casa da família. Ao que parece, Cosima foi despertada naquela manhã pela melodia de abertura.

Sobre o Concerto para piano em lá menor

Clara Schumann (Leipzig, Alemanha, 1819 - Frankfurt, Alemanha, 1896) e o Concerto para piano em lá menor (1833/1836)

Batizada Clara Josephine Wieck, Clara Schumann nasceu em Leipzig. O pai mantinha em sua residência uma espécie de “estabelecimento musical”, onde lecionava piano e teoria, alugava pianos, vendia partituras e que servia ainda de pensão para seus alunos. A mãe, filha e neta de músicos, era cantora lírica e foi aluna de piano de Wieck. Dotada de prodigioso talento, Clara foi encorajada desde cedo a compor. Suas primeiras obras foram publicadas quando ela tinha apenas 12 anos. Aos 13, já pianista internacional, iniciou a composição do Concertsatz – “movimento de concerto” – que viria a se tornar o finale de seu Concerto para piano em lá menor. Por dois anos Clara trabalhou na composição desse Concerto, seguindo à risca os planos do pai. Ele considerava a obra um adequado “cartão de visitas” que garantiria à filha uma posição entre os virtuosi pianistas-compositores. Em 1834, o concerto foi orquestrado por Robert Schumann – futuro esposo de Clara e aluno de Wieck. Em novembro de 1835 a obra foi estreada com grande sucesso no Gewandhaus de Leipzig, tendo ao piano a jovem compositora, então com 16 anos, sob a regência de Felix Mendelssohn.

Sobre Uma vida de herói

Richard Strauss (Munique, Alemanha, 1864 – Garmisch-Partenkirchen, Alemanha, 1949) e Uma vida de herói (1897/1898)

Composta em 1898, Uma vida de herói é a última obra de um período de grande fertilidade para poemas sinfônicos demonstrada por Richard Strauss, quando explorou ao limite as potencialidades e a complexidade do gênero. Se, em trabalhos anteriores, o motivo literário podia ser percebido em certas evocações musicais – seja em aspectos narrativos, seja em aspectos psicológicos das personagens –, em Uma vida de herói isso é significativamente menos evidente e menos importante. Aqui Strauss parece levar a termo e a cabo o papel de mero pretexto do motivo literário, em razão de colocar soberanamente em primeiro plano a realidade sonora da construção musical. Isso revela uma posição particular sua, interessada em dar ao mundo apenas a realidade sonora da música, sem a interferência de sugestões extramusicais. Estreada em 1899, a peça marca definitivamente a entrada de Strauss na aurora do século XX, já ensaiada por investidas anteriores, genialmente bem-sucedidas. Se com Don Quixote e, principalmente, Till Eulenspiegel, Strauss demonstra amadurecimento e maestria na consolidação de sua linguagem, enraizada no Romantismo, mas prodigamente ramificada pelo século XX, em Uma vida de herói ele afirma e endossa um posicionamento musical que extrapola suas fontes românticas e abre caminho para novas possibilidades, que culminarão em obras como as óperas Salomé e O cavaleiro da rosa.

Maestro Fabio Mechetti

Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais desde sua criação, em 2008, Fabio Mechetti posicionou a orquestra mineira no cenário mundial da música erudita. Além dos prêmios conquistados, levou a Filarmônica a quinze capitais brasileiras, a uma turnê pela Argentina e Uruguai e realizou a gravação de oito álbuns, sendo três para o selo internacional Naxos. Natural de São Paulo, Mechetti serviu recentemente como Regente Principal da Filarmônica da Malásia, tornando-se o primeiro regente brasileiro a ser titular de uma orquestra asiática.

Nos Estados Unidos, Mechetti esteve quatorze anos à frente da Orquestra Sinfônica de Jacksonville e, atualmente, é seu Regente Titular Emérito. Foi também Regente Titular das sinfônicas de Syracuse e de Spokane, da qual hoje é seu Regente Emérito. Regente associado de Mstislav Rostropovich na Orquestra Sinfônica Nacional de Washington, com ela dirigiu concertos no Kennedy Center e no Capitólio. Da Sinfônica de San Diego, foi Regente Residente. Fez sua estreia no Carnegie Hall de Nova York conduzindo a Sinfônica de Nova Jersey. Continua dirigindo inúmeras orquestras norte-americanas e é convidado frequente dos festivais de verão norte-americanos, entre eles os de Grant Park em Chicago e Chautauqua em Nova York.

Igualmente aclamado como regente de ópera, estreou nos Estados Unidos dirigindo a Ópera de Washington. No seu repertório destacam-se produções de Tosca, Turandot, Carmem, Don Giovanni, Così fan tutte, La Bohème, Madame Butterfly, O barbeiro de Sevilha, La Traviata e Otello.

Suas apresentações se estendem ao Canadá, Costa Rica, Dinamarca, Escandinávia, Escócia, Espanha, Finlândia, Itália, Japão, México, Nova Zelândia, Suécia e Venezuela. No Brasil, regeu todas as importantes orquestras brasileiras.

Fabio Mechetti é Mestre em Regência e em Composição pela Juilliard School de Nova York e vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko, da Dinamarca.

Angela Cheng, piano

Frequentemente elogiada por sua técnica brilhante, beleza tonal e musicalidade extraordinária, a pianista canadense Angela Cheng é considerada um tesouro nacional. Conquistou medalha de ouro no Concurso Internacional de Piano Arthur Rubinstein e foi a primeira canadense a vencer o Concurso Internacional de Piano de Montreal. Ganhou também a cobiçada bolsa para desenvolvimento de carreira concedida pelo Canada Council for the Arts e uma medalha de excelência por interpretações marcantes de obras de Mozart, outorgada pela Mozarteum, em Salzburg. Em 2012, Angela fez sua estreia no Carnegie Hall com a Sinfônica de Edmonton e no Festival de Salzburgo, em recital com Pinchas Zukerman, com quem atua como pianista colaborativa no projeto Zukerman Trio. Em turnês pela Europa, Ásia e América do Sul, realizou performances no Musikverein em Viena, no Concertgebouw em Amsterdã e nos festivais de Schleswig-Holstein e de Ravinia. Já gravou diversos álbuns, dentre eles um disco solo com obras de Clara e Robert Schumann e outro com peças de Chopin. A pianista Angela Cheng se apresentou com a Filarmônica de Minas Gerais em 2013 e 2016.

Sobre a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

Criada pelo Governo do Estado e gerida pela sociedade civil, a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais fez seu primeiro concerto em 2008, há dez anos. Diante de seu compromisso de ser uma orquestra de excelência, cujo planejamento envolve concertos de série, programas educacionais, circulação e produção de conteúdos para a disseminação do repertório sinfônico brasileiro e universal, a Filarmônica chega a 2018 como um dos mais bem-sucedidos programas continuados no campo da música erudita, tanto em Minas Gerais como no Brasil. Reconhecida com prêmios culturais e de desenvolvimento econômico, a nossa Orquestra, como é carinhosamente chamada pelo público, inicia sua segunda década com a mesma capacidade inaugural de sonhar, de projetar e executar programas valiosos para a comunidade e sua conexão com o mundo.

Números da Filarmônica de Minas Gerais em 10 anos (até dezembro de 2017)

950 mil espectadores

731 concertos realizados

975 obras interpretadas

102 concertos em turnês estaduais   

38 concertos em turnês nacionais

5 concertos em turnê internacional

90 músicos

527 notas de programa publicadas no site

164 webfilmes (13 com audiodescrição)

1 coleção com 3 livros e 1 DVD sobre o universo orquestral

4 exposições itinerantes e multimeios sobre música clássica

3 CDs pelo selo internacional Naxos (Villa-Lobos)

1 CD pelo selo nacional Sesc (Guarnieri e Nepomuceno)

3 CDs independentes (Brahms&List, Villa-lobos e Schubert)

1 trilha para balé com o Grupo Corpo

1 adaptação de Pedro e o Lobo, de Prokofiev, para orquestra e bonecos com o Grupo Giramundo

SERVIÇO

Série Presto

10 de maio – 20h30

Sala Minas Gerais

Série Veloce

11 de maio – 20h30

Sala Minas Gerais

Fabio Mechetti, regente

Angela Cheng, piano

WAGNER                  O idílio de Siegfried, WWV 103

C. SCHUMANN     Concerto para piano em lá menor, op. 7

R. STRAUSS             Uma vida de herói, op. 40

Ingressos: R$ 44 (Coro) R$ 50 (Balcão Palco) R$ 50 (Mezanino), R$ 68 (Balcão Lateral), R$ 92 (Plateia Central) e R$ 116 (Balcão Principal).

Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

Ingressos para o setor Coro serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br

Funcionamento da bilheteria:

Sala Minas Gerais – Rua Tenente Brito Melo, 1090 – Bairro Barro Preto

De terça-feira a sexta-feira, das 12h às 20h.

Aos sábados, das 12h às 18h.

Em quintas e sextas de concerto, das 12h às 22h

Em sábados de concerto, das 12h às 21h.

Em domingos de concerto, das 9h às 13h.

São aceitos cartões com as bandeiras Amex, Aura, Redecard, Diners, Elo, Hipercard, Mastercard, Redeshop, Visa e Visa Electron.

 

Com objetivo de apresentar as diretrizes da Política de Turismo de Minas Gerais, bem como os projetos de desenvolvimento para o setor turístico mineiro, o encontro exibiu dados do circuito presente, esclareceu dúvidas sobre o Cadastur, ICMS Turístico e ainda apresentou novas tecnologias para o desenvolvimento do setor.

O Inventário Turístico, o Portal Minas Gerais e demais mídias sociais foram pautadas por meio de palestras. A gastronomia mineira, considerada cartão postal do Estado também esteve em pauta durante a RTA.

A reunião de alinhamento é uma importante ferramenta de diálogo entre a Setur e a região, assegurando que é possível atender as necessidades locais e estabelecer ações de regionalização entre os municípios. “Na minha visão, enquanto gestor, a RTA vem para fortalecer ainda mais o trabalho que já é realizado pela associação. Além disso, o encontro permite que as cidades se aproximem da Setur-MG, já que estamos longe geograficamente”, ressalta Igor Araújo Diniz, gestor do Circuito Turístico Noroeste das Gerais e Alto Paranaíba.

“Nosso intuito é compreender quais são os gargalos turísticos que as cidades estão enfrentando e, claro, avaliar maneiras de saná-los. Por meio dessa reunião, a Setur se aproxima dos municípios na expectativa de que o setor se fortaleça cada vez mais”, afirma o secretário adjunto de Turismo de Minas Gerais, Gustavo Arrais.

O encontro reuniu os 15 municípios regionalizados, sendo eles: Buritis, Cabeceira Grande, Dom Bosco, Guarda-Mor, João Pinheiro, Lagamar, Lagoa Grande, Natalândia, Paracatu, Patos de Minas, Presidente Olegário, Riachinho, Unaí, Uruana de Minas e Vazante.

 

Panorama do Turismo

O programa Panorama do Turismo ganhou destaque durante a Reunião Técnica de Alinhamento (RTA), Na ocasião, o vídeo “Política de Regionalização do Turismo”, último da plataforma, foi lançado.

Pautado pelos três eixos: Programa de regionalização do turismo, Desenvolvimento Regional e Eixos de atuação que orientam as ações de apoio à gestão, estruturação e promoção do turismo, o vídeo tem como objetivo alcançar os gestores municipais e agentes públicos e privados do turismo.

Confira o vídeo no link: https://youtu.be/LSZhoZ6tFUA


Estão abertas as inscrições para o Edital de Patrocínios 2019/2020 do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). O programa tem por objetivo definir projetos que vão compor a programação dos CCBBs de Belo horizonte (MG), Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP). As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas entre 07 de maio e 08 de junho, por meio do site www.bb.com.br/patrocinios.

As propostas podem ser apresentadas nas seguintes áreas e segmentos: Artes Cênicas, Cinema, Exposição, Ideias e Música. Podem inscrever seus projetos os produtores (pessoa física ou jurídica) de qualquer lugar do Brasil e não só das cidades onde estão localizados os CCBBs.

O Regulamento do Edital traz todos os detalhes, incluindo o Eixo Curatorial e os Critérios de Seleção, que preveem: inovação na abordagem, no conceito e/ou na execução, valorização da diversidade, da brasilidade, da cultura e dos valores nacionais e internacionais, de fatos históricos e das manifestações tradicionais e/ou folclóricas. Também é destacada a acessibilidade, com a possibilidade de formação de público e de fomento a novos talentos.

“A cultura faz parte do DNA do Banco do Brasil, porque ela transforma as pessoas”, afirma Alexandre Alves, diretor na Diretoria de Marketing e Comunicação do Banco do Brasil. A citação lembra a nova campanha institucional do BB, que mostra essa identidade bem de perto, com a história de Adilson Dias da Silva, ex-morador de rua e atualmente um respeitado artista.

Serviço
Edital CCBB 2019/2020
Onde:
www.bb.com.br/patrocinios
Quando: 07 de maio a 08 de junho de 2018

Links
Regulamento Edital CCBB - http://www.bb.com.br/docs/pub/inst/dwn/EditalCCBB20192020.pdf
Campanha institucional do BB - https://www.youtube.com/watch?v=OHTpFghmZks

 

Pautado pelos três eixos: Programa de regionalização do turismo, Desenvolvimento Regional e Eixos de atuação que orientam as ações de apoio à gestão, estruturação e promoção do turismo, o vídeo tem como objetivo alcançar os gestores municipais e agentes públicos e privados do turismo.

Os vídeos de capacitação e sensibilização estão inseridos no Programa de Sensibilização e Capacitação de Gestores Municipais e da Cadeia Produtiva do Turismo tratam da aplicabilidade da Política Pública do Turismo por meio da divulgação e debate de vídeos temáticos utilizando uma linguagem didática, lúdica e dinâmica.

“Com uma linguagem diferenciada, apresentamos mais um vídeo do nosso projeto Panorama do Turismo na expectativa de que os gestores municipais possam conhecer as possibilidades que o turismo pode revelar para as regiões mineiras, como produto gerador de emprego e renda”, destaca o secretário de Estado Adjunto de Minas Gerais, Gustavo Arrais.

 

 

gustavo-arrais

 


Panorama do Turismo

O “Panorama do Turismo” consiste em apresentar de forma didática, por meio de vídeos, um programa de sensibilização e capacitação para os gestores municipais.

A fim de facilitar a divulgação dos vídeos elaborados a Setur criou um canal no YouTube - Panorama do Turismo MG – visando a promoção e acompanhamento dos acessos. Esta ferramenta permite que a Setur consiga contabilizar as visualizações por vídeo assim como receber avaliações e sugestões do público.

 

Programação 2018

Para 2018 está programada a sequência do programa que contará com outros três vídeos com os seguintes temas:

· Elaboração de Projetos de Infraestrutura Turística;

· Produtos Turísticos, Promoção e Comercialização;

· Inventário da Oferta Turística - Portal Turístico de Minas Gerais.

Os temas foram os mais demandados pelos gestores dos circuitos turísticos em pesquisa, realizada em março de 2018.

 

Confira o vídeo no link: https://youtu.be/LSZhoZ6tFUA

 


Na próxima quinta-feira, 10 de maio, às 19h30, o BDMG Cultural dará início a mais uma edição do Dois na Quinta, no Teatro da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais. Quem abrirá a programação são os músicos Serginho Beaga e Alexandre Rezende. Apaixonados pelo samba, os compositores se encontrarão pela primeira vez no palco da série musical e prometem uma homenagem ao centenário de Geraldo Pereira e uma surpresa para o público.

Crédito: Élcio Paraíso

Um dos objetivos do Dois na Quinta, além de promover shows inéditos, é propor encontros de gerações e estilos musicais. Serginho Beaga é um dos principais nomes do estado, cantor, compositor e cavaquinhista, tem uma longa trajetória no samba mineiro. O músico sempre foi uma referência para o cantor Alexandre Rezende, que está animado em compartilhar o palco com Serginho. “É a realização de um sonho que se transforma na realização do samba, que encurta caminhos e nos aproxima. Será especial dividir palco com esse artista que eu admiro”, conta Alexandre.

Com toda a sua experiência, Serginho Beaga conta que o samba o pegou. Aos seis anos, começou a tocar cavaquinho. “Quando eu cheguei, já estava dentro, já era enamorado do samba. É a identidade da nossa nação”, explica. Mas o que tem no samba que faz com que diferentes gerações se apaixonem? O cavaquinhista acredita que por ser um ritmo democrático e estar fora do modismo, não tem como não se apaixonar. “Tem lugar para todos no samba. A sonoridade, o ritmo, ele traz a originalidade”, finaliza.

Os músicos, além de interpretar canções juntos, apresentarão repertórios solo. Alexandre Rezende apresentará o esboço do seu novo disco autoral, que pretende lançar ainda este ano. “Vou apresentar as canções em primeira mão. São influências do samba rural, do batuque, da viola. É um samba com sotaque caipira, mais perto do rio do que do mar”, afirma. Já Serginho Beaga, trará o repertório que tem apresentado em todo estado, com músicas da sua religião e saudações aos orixás.

Conheça mais sobre os artistas

- Serginho Beaga

O cantor, compositor e cavaquinista tem uma longa trajetória no samba mineiro. Integrou grupos do gênero e teve composições gravadas por Neguinho da Beija Flor, Leci Brandão, Diogo Nogueira e Aline Calixto. Serginho participa ativamente nas escolas de samba de BH.

- Alexandre Rezende

O jovem cantor foi vencedor do concurso Novos Bambas do Velho Samba, em 2013, no Rio de Janeiro.  Um dos destaques da nova geração do samba em Minas Gerais, o artista já é considerado uma das principais revelações do gênero.

Programação Dois na Quinta

10/05 – Serginho Beaga e Alexandre Rezende

17/05 – Selmma Carvalho e Maira Baldaía

07/06 – Mel Freire e Renato Motha

21/06 – Thelmo Lins Patrícia Ahmaral

05/07 – Kiko Klaus e José Luiz Braga

19/07 – Claudia Manzo e Geovanne Sassá

16/08 – Coladera e Tau Brasil

23/08 – Sérgio Pererê e Coletivo Negras Autoras

06/09 – Zé da Guimoar e Mauro Zocratto

20/09 – Gê Lara e Lemão e Violeta

04/10 – Lúdica Música e Mamutte

18/10 – Péricles Garcia e César Santos

08/11 – Bilora e Tempera da Viola

22/11 – Tadeu Franco e Mariana Brant

Conheça o BDMG Cultural

O BDMG Cultural é um instituto que há 30anos realiza ações na área da música, das artes visuais, do audiovisual e das artes cênicas. Braço cultural do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais, a instituição acredita que a cultura faz parte do desenvolvimento e está diretamente ligada a qualidade de vida. Suas ações culturais abrem espaço para jovens, novos e consagrados artistas. A galeria de arte promove exposições abertas à visitação diariamente, de 10h às 18h, inclusive aos finais de semana e feriados. A instituição faz parte do Circuito Liberdade, corredor cultural localizado em uma histórica área da capital mineira e composto por 16 equipamentos, entre museus e centros culturais.

Serviço

Dois na Quinta apresenta Serginho Beaga e Alexandre Rezende

Dia 10 de maio, às 19h30

Teatro da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais – Praça da Liberdade, 21

Ingressos: R$10 (inteira) e R$5 (meia-entrada)

Mais informações: (31) 3219-8691

Assessoria de imprensa: Luiza Serrano (31) 3219-8691 / 99313-5508

Governo do Estado de Minas Gerais, por meio da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), participa do Minas Trend, o maior salão de negócios de moda do Brasil, apresentando um balanço de quatro anos de investimentos no setor. Foram mais de R$ 7,3 milhões movimentados na economia mineira, graças a uma curva crescente de recursos disponibilizados. Realizado pela Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), com parceria da Codemig, o Minas Trend ocorre de 17 a 20 abril, no Expominas Belo Horizonte.

Em estandes coletivos e individuais, 12 marcas mineiras, definidas a partir de seleções abertas a empresas de todo o estado, terão a oportunidade de expor suas coleções para compradores do Brasil e do mundo. Em sua sexta edição, a iniciativa contemplou até o momento 41 empresas em 14 municípios, atingindo oito dos 17 territórios de desenvolvimento, e é parte de um contexto mais amplo de fomento à moda.

Impacto na economia mineira

O setor foi estabelecido como um dos investimentos prioritários da Codemig a partir de um mapeamento de oportunidades de negócios feito pelo McKinsey Institute em 2015. A consultoria estudou tendências globais e dezenas de setores econômicos mineiros para apontar aqueles com maior potencial de impacto na economia do estado, com capacidade de promover aumento na massa salarial e agregação de valor. As indústrias de confecção/têxtil e calçados/bolsas foram identificadas como estratégicas para diversos territórios de desenvolvimento do estado.

A cadeia produtiva da moda oferece importante contribuição à economia. Em 2013, gerou riquezas para o estado no valor de R$ 3,3 bilhões. Os dados são de uma pesquisa encomendada pela Codemig à Fundação João Pinheiro (FJP). O estudo revelou que, em 2014, os empregos do setor corresponderam a 15,2% da indústria de transformação, e a moda impulsionava a economia de 135 municípios de Minas Gerais, onde o setor tinha peso maior na produção industrial do que a média do estado. 

Com isso em mente, a Codemig vem direcionando ao setor da moda investimentos crescentes. O Minas Trend, por exemplo, recebeu recursos de R$ 535 mil em 2015, e R$ 987 mil em 2016. Em 2017, o valor ultrapassou R$ 2 milhões. Somados aos R$ 747 mil referentes ao primeiro semestre desse ano, os investimentos dos últimos quatro anos totalizam R$ 4,3 milhões.

De acordo com a metodologia da Unidade de Inteligência Empresarial Integrada do Sebrae-MG, cada R$ 1 colocado no setor da moda movimenta em média R$ 1,69 em setores diversos. Desse modo, os investimentos destes quatro anos fizeram girar perto de R$ 7,3 milhões na economia mineira. Outros R$ 920 mil já estão garantidos para a realização do Minas Trend no primeiro semestre de 2019, graças a convênio firmado entre a Fiemg e a Codemig em 2017.

Como o principal evento nacional de comercialização de moda, com presença de compradores renomados do país e do exterior, o Minas Trend é um espaço privilegiado de projeção e consolidação de grifes locais. As seis edições realizadas de 2015 a 2017 receberam 90 mil pessoas, incluindo compradores internacionais, trazidos pela Codemig, de oito países (Alemanha, Angola, China, Colômbia, Coreia do Sul, Hong Kong, Panamá e Paraguai).

Os investimentos da Codemig no setor da moda criaram ou permitiram a manutenção de 4.130 empregos diretos, conforme metodologia da Fundação João Pinheiro. Levantamentos realizados junto aos organizadores e fornecedores do evento indicam que o número de empregos indiretos chegou a 12.389, totalizando 16.519 postos de trabalho.

Boa vizinhança

A Codemig também viabilizou a Mostra Moda Minas Gerais Uruguai, realizada pela Fiemg com o apoio da Embaixada do Brasil no Uruguai e da Uruguay XXI, agência governamental de comércio exterior daquele país. De 18 a 23 de março deste ano, 25 empresas mineiras foram a Montevidéu para exibir suas coleções a importadores, distribuidores e lojistas uruguaios. Foram realizadas 217 reuniões de negócios, gerando expectativas de negócios de 150 mil dólares. Os contatos estabelecidos podem ainda se materializar, nos próximos 12 meses, em outros 635 mil dólares em transações.

22ª edição do Minas Trend

O Minas Trend é realizado pela Fiemg, com parceria da Codemig. Em abril de 2017, a empresa assinou um convênio com a Fiemg no valor de R$ 3.677.500,00 para garantir a realização de quatro edições do evento em 2017, 2018 e 2019. A 22ª edição do salão de negócios será realizada esta semana na capital mineira e apresentará conceitos e tendências para as estações primavera/verão de 2019.

Os estandes coletivos da Codemig irão receber quatro marcas de vestuário, três produtores de bijuterias, e duas marcas de bolsas. Além disso, os três empreendedores que mais se destacaram no estande coletivo Codemig na última edição da feira expõem agora em estandes individuais.

A seleção foi feita por uma equipe curatorial, coordenada pela jornalista de moda Natália Dornellas, graduada pela London School of Fashion e colaboradora de veículos nacionais e internacionais. Os critérios foram: originalidade e design, qualidade de produção e acabamento, capacidade produtiva, possibilidade de expansão do negócio, adequação ao público alvo, apresentação e comunicação da marca. A escolha é orientada para valorizar profissionais de diversas partes do estado e apoiar iniciativas de maior potencial de contribuição ao desenvolvimento econômico, com geração de empregos, receitas e práticas inovadoras. Conheça abaixo os expositores:

Estandes coletivos

Vestuário

  • Rebel Heart’s – a marca produz peças de lingerie modernas, que deixam de ser somente peça íntima e ficam à mostra para compor looks.
  • Renata Coelho – grife de Nova Lima, que aposta em peças modernas dentro do conceito “slow fashion”.
  • Ca.Mar – a marca de moda praia produz maiôs e biquínis, além de saias, pantalonas e batas, que transitam da areia para o asfalto.
  • Ni.na Morato – roupas que destacam a produção artesanal, alinhadas com o consumo consciente.

Bolsas

  • Taciana Scalon – aposta nos trançados, crochês, bordados a linha e macramê, além de cores marcantes.
  • Banzo – produz bolsas, pochetes e nécessaires a partir de referências dos anos 1990 e futuristas.
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Bijuteria

  • Pulso – a marca de Itaúna produz acessórios para o público masculino, usando o couro, metal, pedras e tecido.
  • Escalda – a marca produz semijoias com formas puras e lapidação diferenciada.
  • Anma Acessórios – da cidade de Timóteo, a marca produz bijuterias em processo artesanal e estilo minimalista.

Estandes individuais

  • Candê – marca de vestidos, com combinação de estampas exclusivas e estilo vintage.
  • Fernanda Torquett – transforma materiais de descarte da indústria de bijuterias e metais da construção civil em peças exclusivas.
  • DIWO – marca de bolsas criadas pelo trabalho colaborativo de vários designers, que priorizam originalidade e bom acabamento.


Moda e P7 Criativo

O setor da moda também tem encontrado condições propícias ao desenvolvimento no P7 Criativo, a primeira agência de desenvolvimento da indústria criativa de Minas Gerais. Dedicado a oferecer a profissionais e organizações um ambiente de colaboração e empreendedorismo, o P7 irá firmar, durante o Minas Trend, termo de cooperação com instituições do poder público e da sociedade civil, para instituir a Frente da Moda Mineira. A entidade terá o propósito de criar e desenvolver ações visando promover e articular os interesses da cadeia produtiva da moda de Minas Gerais, além de consolidar a posição do estado como centro criador e produtor de moda de qualidade.

A moda já está dentro do P7 Criativo. Adélia Galantini, empreendedora do setor, escolheu trabalhar como membro residente da associação. Instalada no espaço coletivo do P7, ela desenvolve a plataforma Distrito da Moda de Belo Horizonte, que pretende incentivar a criação de novos negócios de moda na capital, estimular a inovação nas empresas e aumentar o fluxo de compradores na cidade.

“O P7 oferece muitas oportunidades, sobretudo nos aspectos da conexão e da capacitação. Por meio da associação, tive acesso a consultorias do Sebrae-MG, que me ajudaram muito. Também estava tendo uma certa dificuldade para me conectar a empresas da área de tecnologia; aqui dentro, conheci uma startup que oferece soluções de e-commerce para o varejo, e já criamos uma parceria”, comemora Adélia.

O P7 também recebeu os participantes dos estandes da Codemig no Minas Trend para um encontro de capacitação com a curadora da iniciativa, Natália Dornellas. Em palestra gratuita e aberta ao público, a jornalista conversou com os empreendedores e demais interessados no tema sobre estratégias de comunicação, relação com o público e identidade de marca na indústria da moda.

O P7 Criativo é uma iniciativa do Governo de Minas Gerais, por meio da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sedectes) e da Fundação João Pinheiro (FJP), em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae).

Minas de Todas as Artes e o setor da moda

O apoio da Companhia ao Minas Trend integra as ações do Minas de Todas as Artes — Programa de Incentivo à Indústria Criativa. A iniciativa estratégica busca fomentar o desenvolvimento de novos negócios que gerem empregos, renda e riquezas para o Estado. Até o fim de 2018, serão investidos mais de R$ 50 milhões em iniciativas de valorização dos setores de moda, gastronomia, audiovisual, design, música e novas mídias. A Indústria Criativa constitui a cadeia produtiva composta pelos ciclos de criação, produção e distribuição de bens e serviços que usam criatividade e capital intelectual como insumos primários.

Rica em ingredientes e sabores, a gastronomia mineira se destacou pelos pratos apresentados aliado ao paladar único que só o mineiro sabe ofertar. A Setur-MG esteve presente no Espaço Mineiraria e contou com a presença de vários produtores mineiros. Na ocasião, o Mapa Gastronômico e o Guia Minas Gerais foram distribuídos para que o público pudesse conhecer de perto a oferta gastronômica do estado.

 

“Estamos felizes pela excelente oportunidade de apresentar a cachaça Bem me Quer, produzida na região de Pitangui, para todo público presente em Porto Alegre”, comemora a empresária, Rosana Ross Romano Lopes.

 

“Participar de projetos como este agrega na produção e na promoção dos nossos produtos e, principalmente, na divulgação da gastronomia mineira para os outros estados. Além disso, é notório que os produtos tipicamente, como queijos, cafés e pão de queijo já conquistaram o público”, afirma o produtor e representante da Fazenda Itaoca, Lucas Goulart Collares.

 

Mais de 60 atrações gastronômicas de 12 estados brasileiros e mais de 15 apresentações culturais participaram do evento. Na oportunidade, os visitantes puderam experimentar pratos, aprender com aulas teóricas e interativas, participar de cozinhas ao vivo e levar produtos e ingredientes para casa.

 

Considerada uma das principais riquezas de Minas Gerais pelo público que visita o estado, a gastronomia mineira é uma grande aliada do turismo. “Nosso objetivo é que os produtos mineiros, assim como os produtores rurais e a culinária de forma geral ganhe, cada vez mais, destaque no país e, também, no mundo”, destaca o secretário de Estado Adjunto de Turismo de Minas Gerais, Gustavo Arrais.


Governo de Minas Gerais, por meio da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig), divulgou o resultado do edital de fomento ao artesanato. Ao todo, seis instituições, em cinco Territórios de Desenvolvimento, receberão mais de R$ 560 mil em recursos, para fomentar a produção de seus associados.

Crédito: Leonardo Horta

Com ações voltadas às associações e cooperativas de artesãos, o Governo do Estado, via Codemge, busca minimizar a informalidade do setor, além de capacitar e qualificar os artesãos e fomentar canais de comercialização. Dessa forma, o artesanato mineiro torna-se mais competitivo em nível nacional e mais reconhecido internacionalmente, consolidando-se como meio de desenvolvimento econômico, social e cultural em Minas Gerais.

De acordo com estimativa realizada pelo Instituto Centro de Capacitação e Apoio ao Empreendedor (Centro Cape), os R$ 560 mil disponibilizados pelo edital irão injetar mais de R$ R$ 340 mil na indústria, para a compra de insumos. Para cada artesão beneficiado, a expectativa é que dois outros trabalhadores sejam beneficiados indiretamente.

Os contemplados
 

  • Associação Futurarte | Betim – território Metropolitano

A Futurarte foi instituída em 2004 e promove a geração de renda para mulheres em situação de vulnerabilidade na área rural de Betim. As associadas produzem peças de tecelagem, cerâmica e cestaria utilizando materiais sustentáveis como jornais, revistas, sacos de cimento e ração e retalhos de couro e tecido.

  • Associação de Mulheres Rurais de Uberaba e Região (AMUR) – território Triângulo Sul

Criada em 2005, a associação busca empoderar a mulher do campo, valorizando a singularidade do seu modo de produzir. A associação pretender expandir sua atuação na área do bordado. 

  • Casa Real (Centro de Apoio Sociocultural e Artístico Real) – Diamantina – território Alto Jequitinhonha

O Casa Real atua desde 2007 para fomentar e fortalecer a cultura do artesanato local e tradicional em Diamantina, promovendo benefícios e garantindo canais de comercialização para seus associados, como a participação em feiras e mercados de rua.

  • Central Mãos de Minas | Belo Horizonte – território Metropolitano

A organização sem fins lucrativos atua desde 1988 como entidade promotora do artesanato mineiro e de sua cultura. A Central oferece amparo fiscal e integração aos artesãos associados e promove a participação deles em eventos em todo o País, visando expandir os canais de comercialização de produtos artesanais.

  • Cooperativa Marianense de Artesanato – Gente de Fibra | Maria da Fé – território Sul

A cooperativa fabrica itens decorativos e utilitários com fibra de bananeira, papel kraft, MDF, fibra de juta e tecido, sempre buscando imprimir a identidade local da região nos artefatos que produz. 

  • Dedo de Gente | Curvelo – território Central

Criada em 1996, a associação privilegia a matéria-prima local e reciclável, e irá direcionar recursos para a produção de peças de ferro que retratam o cotidiano do sertanejo mineiro.

Programa +Artesanato: identidade cultural e desenvolvimento econômico

O Governo do Estado de Minas Gerais, por meio da Política Estadual de Desenvolvimento do Artesanato Mineiro – Programa +Artesanato, tem por objetivo a valorização do segmento. As ações do Programa fundamentam-se nos princípios da sustentabilidade socioeconômica e ambiental, da valorização do território como reconhecimento da singularidade e da autenticidade da produção artesanal local, bem como da preservação da tradição artesanal, da identidade local e do senso de comunidade.

Entre as iniciativas vinculadas ao +Artesanato e coordenadas pela Codemge, estão a criação e a implementação da Vila do Artesanato em Araxá, espaço voltado para divulgação, exposição e comercialização de produtos artesanais.

O artesanato brasileiro é conhecido em todo o mundo por sua criatividade. Esse rico conjunto de produtos, desenhos e tons surgiu da herança dos povos que por aqui passaram e constituem a cultura brasileira. Saber identificar e estimular a identidade cultural de cada região, por meio do artesanato, é de fundamental importância para a cultura e o artesanato em si. Identificar cada cultura, através de traços, cores e texturas características, agrega valor ao ornamento, seleciona o público para o qual será vendido e aumenta as chances de apreciação por parte do consumidor.


Vencedores Prêmio BDMG Instrumental - Foto: Élcio Paraíso

A capital mineira presenciou, durante três noites, no Teatro Sesiminas, um festival de talentos da música instrumental em Minas Gerais. A 18ª edição do Prêmio BDMG Instrumental, realizado pelo BDMG Cultural, comprovou que o estado é berço de grandes instrumentistas e compositores.

“Em Minas Gerais, se você balança uma árvore, caem vários músicos incríveis. Aqui tem muita gente boa”, afirmou Aliéksey Vianna, compositor e violonista que integrou a comissão julgadora do prêmio.

Entre os doze músicos semifinalistas, a comissão julgadora consagrou Davi Fonseca (piano), João Machala (trombone), Luísa Mitre (piano) e Matheus Barbosa (guitarra). Os quatro vencedores revelam que a nova geração da música instrumental em Minas Gerais não está para brincadeira. Com composições ousadas, formações interessantes e muita técnica, essa turma conquistou não só a comissão julgadora, mas o público. Os instrumentistas Matheus Luna (violão) e Ravi Kefi (sanfona) também foram premiados como finalistas.

Outro destaque da noite foram as mulheres. Nas categorias melhores instrumentistas, Natália Mitre (vibrafone) e Camila Rocha (baixo) foram escolhidas como as melhores desta edição. Na categoria melhor arranjo, Luísa Mitre conquistou o júri com a sua versão para Corrupião, de Edu Lobo.

“O reconhecimento é muito importante. É dessa forma que vamos ocupando um espaço que ainda é dominado pelos homens. Quanto mais tivermos esse reconhecimento pelo nosso trabalho, mais mulheres serão incentivadas a também buscar esse lugar”, afirmou Luísa, que é a segunda mulher vencedora em 18 anos de premiação. Em 2009, Daniela Rennó ficou entre os quatro vencedores do prêmio. 

A comissão julgadora da 18ª edição do Prêmio BDMG Instrumental foi formada pelos músicos e compositores Marco Pereira – presidente da comissão julgadora, Aliéksey Vianna, André ‘Limão’ Queiroz, Arismar do Espírito Santo, Eduardo Neves e Paulo Braga; pelos jornalistas Daniel Barbosa, Mariana Peixoto e Paulo Henrique; e os representantes do Sesc SP, Henrique Rubin e Priscila Rahal.

Ainda na noite de premiação, o compositor, arranjador e guitarrista Samy Erick recebeu das mãos de Célio Balona, o Prêmio Marco Antônio Araújo, de melhor CD autoral, instrumental e de produção independente, produzido entre janeiro e dezembro de 2017. “Tendo em vista o altíssimo nível da produção instrumental mineira, receber este prêmio, pelo disco Rebento, é motivo de muita alegria, honra e responsabilidade”, contou Samy. 

Uma homenagem ao músico Flávio Henrique também foi realizada. Irene Bertachini e Leandro César subiram ao palco para receberem, oficialmente, o prêmio de melhor CD autoral de canção brasileira e de produção independente, produzido em 2017. A entrega do Prêmio Flávio Henrique ficou sob responsabilidade de Clara Sandroni e Sérgio Santos, que destacou a qualidade da música feita em Minas Gerais.

Os músicos vencedores Davi Fonseca, João Machala, Luísa Mitre e Matheus Barbosa se apresentarão em Belo Horizonte, no CCBB-BH, com a presença de um instrumentista consagrado convidado. Além dos shows na capital, eles também participarão do programa Instrumental Sesc Brasil, do Sesc SP. A programação será divulgada no site do BDMG Cultural.


Dono de uma expressiva produção fotográfica da vida cotidiana no Brasil no século passado, o fotógrafo Assis Horta faleceu nessa segunda-feira (16). O velório será realizado nesta terça (17), das 13h às 16h, no Cemitério Parque da Colina, em Belo Horizonte.

O secretário de Estado de Cultura Angelo Oswaldo lamentou o falecimento. "Assis Horta partiu tranquilamente, feliz por ter chegado aos 100 anos, como queria. Deixa um legado cultural. Diamantina e sua gente ficam perenizados nas imagens do admirável fotógrafo", avaliou.

O fotógrafo chegou ao centenário no último dia 28 de fevereiro. Assis Horta fez parte da primeira equipe do IEPHA nos anos 1970 e é dono de uma expressiva produção fotográfica no Brasil. Suas obras constantes dos arquivos do Iepha-MG guardam registros históricos que revelam um período importante da memória da preservação do patrimônio cultural de Minas Gerais. Por meio do olhar sensível de Horta, este legado também ocupa um lugar na memória afetiva dos mineiros. Como funcionário do quadro seminal do órgão, fotografou momentos relevantes em Minas.

 

Registrou, dentre outros, o paisagista Burle Marx (1909-1994) e o arquiteto Luciano Amédee Péret  - que foi presidente do Iepha-MG de 1979 até 1983 - em campo, durante a requalificação dos jardins dos Passos do Santuário Bom Jesus do Matosinhos, em Congonhas. As fotos trazem os dois trabalhando no local, em registros singulares, que contam parte da história da preservação do patrimônio mineiro.

Nascido em Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, onde começou a  fotografar ainda adolescente, Horta manteve na cidade  um estúdio fotográfico, o Photo Assis, de 1936 até 1967, mas parte de sua carreira esteve diretamente ligada ao patrimônio. Na década de 1930, paralelamente ao seu trabalho no estúdio, ele foi contratado por Rodrigo Melo Franco de Andrade, então presidente Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Iphan (na época, chamado de Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Sphan) para acompanhar a proteção do patrimônio cultural na região diamantinense. O material reúne imagens raras e históricas. No final dos anos 1960, Assis Horta mudou-se para a capital mineira, onde mora até hoje.

O trabalho do fotógrafo ganhou mais visibilidade ainda quando, em 1943,  o então presidente da República Getúlio Vargas tornou obrigatória,  com a Consolidação das Leis do Trabalho, a carteira profissional com foto. Assim, a classe operária foi registrada pela primeira vez, por Horta, em fotos tamanho 3 x 4 centímetros ou mesmo de corpo inteiro. As séries de retratos, feitos de centenas de pessoas, tornam Assis Horta um precursor do registro e salvaguarda da memória do trabalhador brasileiro e coloca seu nome, definitivamente, na história da nossa fotografia. Estas séries de retratos já foram reunidas em exposição, que passou com êxito por várias cidades brasileiras. Em Belo Horizonte, a mostra foi exibida, em 2015, no Palácio das Artes.

Imagem feita por Assis Horta
Imagem feita por Assis Horta


 

De 19 e 26 de maio, a cidade de Leopoldina (território da Mata) promove sua primeira Festa Literária. A FLILEO é organizada por uma equipe comprometida com o desenvolvimento de atividades culturais na cidade, composta pela Academia Leopoldinense de Letras e Artes, Academia Jovem de Letras e Artes de Leopoldina, Casa de Leitura Lya Maria Müller Botelho, CEFET-MG Unidade Leopoldina, Conhecer Educação e Cultura, Superintendência Regional de Ensino, Secretaria Municipal de Educação e Secretaria Municipal de Cultura. Serão realizadas palestras, oficinas de leitura e desenvolvimento de práticas docentes, sarau literário, feira de troca de livros, exposições, encontro com autores leopoldinenses, lançamentos de livros, apresentação teatral e encontro de fanfarras. Os eventos serão realizados em diversos locais, mas, principalmente, na Casa de Leitura Lya Maria Müller Botelho, no Museu Espaço dos Anjos, no Centro Cultural Mauro de Almeida Pereira, no auditório do CEFET e na Praça Félix Martins.

Leopoldina é um município carente de atividades artísticas e culturais, sendo raras as oportunidades para a população participar de tais manifestações. O constante aperfeiçoamento dos professores também é um aspecto dificultado pela distância dos grandes centros. Os objetivos da FLILEO são: promover o desenvolvimento do município de Leopoldina na área de Educação, Arte e Cultura; despertar nos professores e alunos o olhar artístico e cultural; estimular nos professores o espírito científico de pesquisa e aperfeiçoamento, despertar no leopoldinense o sentimento de pertencimento, fortalecendo o vínculo com a história do seu lugar e a identidade cultural do município.

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O líder do governo na Assembleia, deputado Durval Ângelo (PT), apresentou, nessa segunda-feira (16), o Projeto de Lei 5.103/208 que institui uma política permanente no Estado para fomento da indústria do audiovisual mineiro. O projeto, que foi protocolado e apresentado em entrevista coletiva na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), contou com a presença do secretário de Estado de Cultura, Angelo Oswaldo, do secretário-adjunto de Estado de Cultura, João Miguel, e de representantes de entidades ligadas ao segmento audiovisual.

O texto, de autoria do parlamentar, foi elaborado em conjunto com a Secretaria de Estado de Cultura e entidades da sociedade civil ligadas ao setor, com foco no reforço a tradição da cultura cinematográfica do Estado, iniciada com o cineasta Humberto Mauro ainda na década de 1920 e que se perpetua, por exemplo, no Festival de Cinema de Tiradentes.

Projeto foi lançado durante coletiva com presença do secretário Angelo Oswaldo - Foto: Guilherme Bergamini

O secretário de Estado da Cultura, Angelo Oswaldo, afirmou que, com o PL, “muitos projetos serão viabilizados” no Estado. “Será uma política permanente. Não vamos mais depender de projetos específicos para viabilizar patrocínios”, declarou. Ele observou ainda que a aprovação do texto irá “perenizar” o Programa de Desenvolvimento do Audiovisual Mineiro (Prodam), destinado justamente a viabilizar políticas públicas para a área por meio de parcerias com diferentes órgãos e entidades. “A lei será um farol para o setor”, acrescentou o secretário-adjunto de Cultura, João Miguel.

Angelo Oswaldo, secretário de Estado de Cultura - Foto: Guilherme Bergamini

Durval ressaltou que, com a aprovação do projeto, as políticas públicas destinadas à área não ficarão mais sujeitas a medidas específicas de governantes. “Deixa de ser uma política de governo para ser uma política de Estado”, salientou. Para isso, a matéria define princípios e objetivos para o fomento de toda a cadeia produtiva, incluindo o desenvolvimento de tecnologias, formação, pesquisa, criação, desenvolvimento, produção, finalização, distribuição, exibição e outras etapas e atividades ligadas ao setor.

A matéria também foi defendida por quem atua na área, como o cineasta Helvécio Ratton, que elogiou a forma de construção coletiva do texto, que contou com a participação de profissionais do setor e entidades como a Câmara do Audiovisual da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), além do governo e Assembleia. “Fizemos encontros e chamamos todo mundo”, contou. “A lei incorpora a diversidade da produção. Há recursos potentes do governo e este será um marco legal para distribuí-los”, concordou a produtora Luana Melgaço.

O presidente da Câmara do Audiovisual da Fiemg, o publicitário Hélio Faria, afirmou que é necessária a aprovação da matéria para garantir a continuidade do tipo de incentivo dado ao setor pelo governador Fernando Pimentel (PT). Ele lembrou que a indústria do audiovisual emprega mais de 80 mil pessoas e tem um faturamento de R$ 120 milhões. “Minas sempre foi reconhecida pela relevância na área criativa e de produção. Mas nenhum governante olhou para essa indústria como o governador Pimentel”, concluiu.

João Miguel, secretário-adjunto de Estado de Cultura - Foto: Guilherme Bergamini

Conquistas – O secretário adjunto, João Miguel, fez, ainda, um histórico do que chamou de parceria de sucesso entre Estado e ALMG. Para ele, o Plano Estadual de Cultura, o Sistema Estadual de Cultura e o Programa de Desenvolvimento do Audiovisual foram conquistas obtidas graças à sensibilidade dos parlamentares estaduais.


Os 130 anos da abolição da escravatura no Brasil, celebrados em 2018, é tema da terceira edição do Canjerê – festival de cultura quilombola de Minas Gerais, realizado entre os dias 11 e 13 de maio, na Praça da Liberdade e espaços culturais do Circuito Liberdade, em Belo Horizonte. Mais de 600 quilombolas de diversas comunidades do estado se reúnem na capital mineira com o objetivo de dar visibilidade à cultura tradicional e chamar a atenção para a luta dos quilombolas pelo direito à terra e à vida digna. O projeto vem ao encontro das políticas de salvaguarda do patrimônio imaterial e promoção do desenvolvimento agrário em Minas Gerais.

Crédito: Acervo Iepha

O Festival é realizado pela Federação das Comunidades Quilombolas de Minas Gerais -N’Golo com a parceria do Governo do Estado, por meio do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG), correalizador do evento e da Cemig, patrocinadora. Tem o apoio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário (Seda-MG), da Prefeitura de Belo Horizonte, do Iphan e Fundação Palmares.

Neste ano, além das 60 barracas com artesanatos, culinária e produtos quilombolas montadas na Alameda da Educação, na Praça da Liberdade, das 10h às 22h, o Canjerê terá exibições de filmes quilombolas, apresentações culturais, oficinas, rodas de conversas, dentre outras atrações nos espaços do Circuito Liberdade.

Crédito: Acervo Iepha

Cortejos de congado, reinado e batuque também integram a programação do Festival. Ao todo, serão oito grupos de comunidades diferentes: Ribanceira (São Romão); Pinhões (Santa Luzia); Quilombo Nossa Senhora do Rosário (Ribeirão das Neves); Cruzeiro, Brejo, Vila Santo Isidoro, Misericórdia, Moco dos Pretos, Alto Caititu e Caititu do Meio (Berilo e Chapada do Norte); Vila Nova dos poções (Janaúba); Dr. Campolina (Jequitibá); Comunidade Carrapatos da Tabatinga (Bom Despacho); Chacrinha dos Pretos (Belo Vale).

Além das cerca de 30 apresentações das comunidades, haverá shows musicais de artistas como Sérgio Pererê, Pereira da Viola, Samba de Terreiro e, do Rio de Janeiro, o grupo Realidade Negra.

A programação completa pode ser acessada pelos sites: iepha.mg.gov.br e circuitoliberdade.mg.gov.br

COMUNIDADES QUILOMBOLAS PARTICIPANTES

Braço Forte (Salto da Divisa); Teotônio/Malhadinha (Gameleiras); Buriti do Meio, Porto Velho e Bom Jardim da Prata (São Francisco); Barreirinho (Joaíma); Barro Preto (Santa Maria de Itabira); Riacho da Cruz, Alegre, Família Caluzeiros, Água Viva (Januária); Gerais Velho (Ubaí); Lapinha, Praia (Matias Cardoso); Genipapo/Chalé (Santa Fé de Minas); Baú e Arraial dos Crioulos (Araçuaí); Manzo Ngunzo Kaiango, Luízes, Mangueiras (Belo Horizonte); Gameleira, Gurutuba e Vila Nova dos poções (Janaúba); ASPOQUI (Espera Feliz); Espinho (Gouveia); Ribanceira (São Romão); Pinhões (Santa Luzia); Quilombo N Senhora do Rosário (Ribeirão das Neves); Três Barras (Conceição do Mato Dentro); Arturos (Contagem); Malhada Grande (Catuti); Namastê (Ubá); Santa Cruz, Água Limpa e Carneiro(Ouro Verde de Minas); Puris e Brejo (Manga); Macaúbas (Olhos D’água); Vila Nova, Baú e Santa Cruz (Serro); Angical e Borá (Brasília de Minas); Sisqueiro e Santo Antônio do Fanado (Capelinha); Onça, Almas e Pega (Virgem da Lapa); Pontinha (Paraopeba); São Sebastião (Monte Azul); Palmito (Bocaiúva); Mumbuca(Jequitinhonha); Cachoeira dos Forros (Passa Tempo); Arraial do São Domingos (Não informado); Candendês (Barbacena); São Félix (Cantagalo); ASCAXAR (Dom Joaquim); Indaiá (Antônio Dias)

N’GOLO E A CAUSA QUILOMBOLA

Criada em 2005, a partir de uma ampla mobilização, impulsionada, sobretudo, pela promulgação do Decreto 48887/2003, que regulamenta o processo de titulação territorial coletiva destes grupos, a N’Golo tem como objetivo representar as 640 comunidades quilombolas que a integram. Dada a emergência de seu reconhecimento e do acesso ao território em que vivem, diversos grupos quilombolas emergiram no cenário sócio-político reivindicando seus direitos enquanto categoria social específica. 

A luta pelo acesso ao território sintetiza toda uma trajetória dos afro-descentes no Brasil, sobretudo dos quilombolas, que sempre lutaram pela ruptura do escravismo simbolizada pelo tema do Canjerê 2018: os 130 anos da Abolição da Escravatura. E neste contexto de luta pelo acesso aos direitos, de afirmação identitária e pelo reconhecimento dos valores ancestrais que o Canjerê - Festival de Arte e Cultura Quilombola – surge como importante espaço de divulgação da pauta quilombola, de valorização cultural e de reivindicação política.

Segundo dados do Centro de Documentação Eloy Ferreira da Silva (Cedefes), em Minas Gerais existem cerca de 500 comunidades quilombolas identificadas. A palavra Quilombo tem origem africana e significa acampamento ou fortaleza. Alguns documentos do período colonial e imperial apontam que na época o termo quilombo estava relacionado com os espaços ocupados por negros fugidos do sistema escravista. Contudo, ao longo dos anos, devido à luta por direitos empreendida por diversos grupos étnico-raciais, e assimilada por instituições, como a Fundação Palmares, o conceito foi reformulado. De acordo com o Decreto 4887/2003, comunidades quilombolas são: “grupos étnico-raciais, segundo critérios de auto-atribuição, com trajetória histórica própria, dotados de relações territoriais específicas, com presunção de ancestralidade negra relacionada com a resistência à opressão histórica sofrida”.

Com isso, hoje, está associado às comunidades quilombolas um leque diferenciado e extenso de práticas, experiências e sentidos que têm em comum, questões de auto-atribuição de identidade étnica, territorialidade, origem escrava e ancestralidade negra com cunho eminentemente identitário, sem deixar de ser a representação da resistência por direitos a uma participação política efetiva.

SERVIÇO

CANJERÊ – Festival de Cultura Quilombola de Minas – 3ª edição

11 a 13 de maio

Circuito Liberdade (Praça da Liberdade e espaços culturais do Circuito Liberdade)

Entrada gratuita

Realização: Federação das Comunidades Quilombolas de Minas Gerais (N’Golo)

Correalização: IEPHA-MG

Parcerias: Fundação Palmares, IPHAN, Seda e Prefeitura de Belo Horizonte

Patrocínio: Cemig

Informações: iepha.mg.gov.br | circuitoliberdade.mg.gov.br

Assessoria de imprensa (Iepha-MG)

Leandro Cardoso e Sandra Nascimento – 3235-2812 / 2817 e 99100-0292 / 98200-1141

Crédito das fotos: Acervo Iepha-MG

 

 

Confira a programação completa do Canjerê - Festival de Cultura Quilombola de Minas com diversas atrações que acontecem no Circuito Liberdade, em Belo Horizonte.

Programação

FEIRA QUILOMBOLA

Cultura, artesanato, culinária e produtos quilombolas

Alameda da Educação

Dia 11, sexta-feira, 10h às 22h

Dia 12, sábado, 10h às 22h

Dia 13, domingo, 10h às 18h

PROGRAMAÇÃO ARTÍSTICA

11/05, sexta-feira

14h às 18h - Palco aberto com atrações culturais quilombolas

19h – Abertura oficial

20h – Kizomba (Comunidade quilombola Manzo)

20h40 - Pereira da Viola

12/05, sábado

14h às 18h - Palco aberto com atrações culturais quilombolas

19h – Mironê (Comunidade quilombola Carrapatos da Tabatinga de Bom Despacho)

20h – Grupo de Rap Realidade Negra (Comunidade quilombola de Campinho da Independência, Paraty, RJ)

13/05, domingo

14h às 18h - Palco aberto com atrações culturais quilombolas

9h – Cortejo: Concentração na Praça da Liberdade e segue para a Catedral de Lourdes

Guardas de congados de: Ribeirão das Neves, São Romão, Santa Luzia, Berilo, Minas Novas, Chapada do Norte, Janaúba, Jequitibá, Bom Despacho e Belo Vale.

14h às 18h - Palco aberto com atrações culturais quilombolas

DEBATES

Conjuntura brasileira e o papel das Comissões Regionais Quilombolas na promoção de direitos

Com representantes da N Golo da região do Alto Vale Rio Doce e Jaíba e do Centro de Documentação Eloy Ferreira da Silva-Cedefes, uma Organização Não-Governamental de minas Gerasis sem fins lucrativos, filantrópica, de caráter científico, cultural e comunitário, de âmbito estadual, para promover a informação e formação cultural e pedagógica, documentar, arquivar, pesquisar e publicar temas do interesse do povo e dos movimentos sociais.

12/05, sábado, às 16h

Rainha da Sucata - Auditório

Segurança Alimentar e Nutricional e Alimentação Tradicional

Com Marilda Quintino Guimarães e Maria Catarina de Souza

12/05, sábado, às 10h

Rainha da Sucata – Teatro de Arena

OFICINAS

Não são necessárias inscrições prévias. Vagas limitadas

Comunidades em situação de conflitos: encaminhamentos e acionamento dos órgãos competentes

João Batista (Unimontes); Flávia Assis (NESTH/UFMG); Mesa de Conflitos do Estado

11/05, sexta-feira, 9h

Rainha da Sucata - Auditório

Mídia ativismo com utilização de celulares

Mídia Ninja

11/05, sexta-feira, 15h

Rainha da Sucata - Auditório

Praça Carlos Drummond de Andrade

Saberes tradicionais com mestres quilombolas

Dona Sebastiana (Carrapatos da Tabatinga);Lindomar (Mata do Tição)

12/05, sábado, 9h

Rainha da Sucata – Auditório

Tranças afro (oficina coletiva)

Mulheres quilombolas representantes das comunidades de Carrapatos da Tabatinga, Porto Pontal, Espinho e Gurutubanos

12/05, sábado, 10h às 17h

Capacitação política e formação de lideranças

Jesus Rosário Araújo (N’Golo);Sandra Maria da Silva (N’Golo);Antônio Bispo (Piauí)

12/05, sábado, 15h

Memorial Minas Gerais Vale - Auditório

CINEQUILOMBOLA – Exibição de filmes com sessões comentadas

12/05 – Memorial Minas Gerais Vale – Casa da Ópera

Sessão 1 – 10h às 12h (debate até às 13h)

“Quilombos - Cultura e Resistência” (Quilombos Três Barras, Buraco, Cubas e ASCAXAR, Municípios envolvidos: Dom Joaquim, Alvorada de Minas e Conceição do Mato Dentro. 2017. 22 min.) Direção: Fábio Brito.

Quilombos da Serra do Cipó”  (Quilombos Mato do Tição (Jaboticatubas), Açude (Jaboticatubas); ASCAXAR (Dom Joaquim e Alvorada de Minas), Três Barras, Buraco e Cubas (Conceição do Mato Dentro). 2017. (72 min) Direção Bruno Vasconcelos e Alexia Melo

Debate: Lucas Hênrique e Adriana Maria de Fátima,  do Quilombo Ascaxar;  Alcione Aparecida Mendes, do Quilombo Buraco  e os realizadores Alexia Melo e Bruno Vasconcelos.

Sessão 2 – 13h às 14h (debate até às 14h)

“Filha de São Sebastião” (Quilombo Carrapatos da Tabatinga, Bom Despacho, MG, 2015. (47 min). Direção: Raquel Alvarez. (47 minutos).

               

Debate:   Senhora Sebastiana (Mãe Tiana), Quilombo Carrapatos da Tabatinga, realizadora Raquel Alvarez

 Sessão 3 – 14h às 15h20 (debate até às 16h)

“Tem Quilombo na Cidade – Mangueiras, Luízes e Manzo N gunzo Kaiango, patrimônio de BH” (Quilombos, Luizes, Manzo e Mangueiras, Belo Horizonte. 2017. 60 min) Direção Bruno Vasconcelos e Alexia Melo

“Águas Sagradas” (Quilombo Mangueiras, Belo Horizonte. 2017.10min38) Direção: Gustavo Jardim.

Debate: Makota Kidoiale (Cássia Cristina) e Mameto Muiande (Mãe Efigênia) do Manzo N gunzo Kaiango; Ivone Maria de Oliveira; Tatiane de Oliveira Pereira e Ione Maria de Oliveira do Quilombo Mangueiras. Miriam Aprígio, Núbia Sidônio e Marcos Alberto Nunes do Quilombo Luízes e os realizadores Alexia Melo e Bruno Vasconcelos.

  

Sessão 4 – 16h às 17h (debate até às 17h30)

“Eles sempre falam por nós” (Belo Horizonte. 2018. 70 min) Direção: Carina Aparecida

Debate: Carina Aparecida, Sara Cristina Ferreira Nunes e Senhoras Julia Aprígio Benfica, Luiza Maria Sidônio e Luzia Maria Sidônio, do Quilombo Luizes

DIÁLOGOS INSTITUCIONAIS

Gestão territorial - Cadastro Ambiental Rural, Cadastro Do Agricultor Familiar, Declaração de aptidão ao PRONAF – Emater, Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário, Instituto Estadual de Florestas, Delegacia Estadual do Ministério do Desenvolvimento Agrário

11/05, sexta-feira, 9h30

MM Gerdau Museu das Minas e do Metal - Auditório

Protocolo de consulta prévia em territórios quilombolas - Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual, Instituto Estadual de Florestas, ICMBIO, Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Cidadania e Participação Social, Instituto Socioambiental

11/05, sexta-feira, 14h

MM Gerdau Museu das Minas e do Metal – Auditório

A saúde quilombola sob uma perspectiva dos saberes tradicionais - Secretaria de Estado de Saúde, Fiocruz, Fundação João Pinheiro

11/05, sexta-feira, 15h

Anexo da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais - Sala de cursos

Empoderamento e combate à violência de gênero - Subsecretaria de Políticas para Mulheres, Articulação das Mulheres do Campo, Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário, Núcleo de Estudos e Pesquisa sobre Mulher (UFMG)

12/05, sábado, 15h

Anexo da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais - Sala de cursos

Juventude quilombola: caminhos e desafios no âmbito das políticas públicas - CONEN, Claudinho (liderança de São Franscisco)

12/05, sábado, 10h

MM Gerdau Museu das Minas e do Metal – Auditório

Marco legal em foco pela efetivação dos direitos quilombolas: Artigo 68 ADCT, Decreto 4887/2003, Decreto Estadual 47289/2017 - Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário, João Batista (Unimontes), Ministério Público Federal, Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Cidadania e Participação Social, Secretaria de Patrimônio da União, Lilian Gomes (UFMG)

11/05, sexta-feira, 9h30

Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais - Sala de cursos do anexo

Educação Quilombola e cotas quilombolas nas universidades - Shirley Gomes (UFMG), Mário Cléber (PUC/MG), José Eustáquio (UEMG), Secretaria de Estado de Educação

12/05, sábado, 14h

Anexo da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais - Sala de cursos


 

“Arábia” estreou no dia 5 deste mês e já é um dos filmes mais comentados do cinema brasileiro este ano. Tendo faturado o 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, o filme dirigido por Affonso Uchoa e João Dumans, ganhou projeção nacional e críticas positivas nos principais veículos de comunicação do país. Além do Troféu Candango de Melhor Filme, Ator, Montagem e Trilha Sonora pelo Júri Oficial do Festival de Brasília, o título também o vencedor na categoria de Melhor Filme pelo Prêmio Abraccine, da Associação Brasileira de Críticos de Cinema. A produção mineira contou com recursos do Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Cultura.

O filme traça um paralelo entre dois desconhecidos – o operário Cristiano, vivido por Aristides de Sousa, vencedor do Candango de Melhor Ator, e André, interpretado por Murilo Caliari, um garoto que acha o diário perdido do trabalhador. A história desse “encontro” entre realidades distintas é permeada por uma narrativa cheia de flashbacks que buscam retratar a história de Cristiano.

O premiado longa já foi exibido no Festival de Roterdã, na Holanda e no Festival de San Sebastian, na Espanha. A produção foi contemplada no edital Filme em Minas, da Secretaria de Estado de Cultura. Desde 2015 o Governo de Minas Gerais já investiu R$ 42 milhões no fomento e incentivo das produções audiovisuais mineiras, por meio do Programa de Desenvolvimento do Audiovisual Mineiro – PRODAM, e apoiou ao todo 187 projetos. “Esse reconhecimento é mais um exemplo de como as produções mineiras vem conquistando um patamar de qualidade. O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Cultura e da Codemig, vem continuamente aportando recursos nesses trabalhos e fortalecendo a produção local, em sintonia com a política audiovisual da Ancine (Agência Nacional do Cinema)”, informa Gilvan Rodrigues, coordenador do PRODAM.

Outros dois editais voltados ao audiovisual serão lançados ainda neste semestre. Um para desenvolvimento de roteiro, no valor de R$ 1,5 milhão, e outro para produção e finalização de longas-metragens, no valor de R$ 16,5 milhões, em parceria com a Ancine.

Programa de Desenvolvimento do Audiovisual Mineiro - PRODAM

Lançado em maio de 2016, o Programa de Desenvolvimento do Audiovisual Mineiro (Prodam) tem o objetivo de viabilizar políticas públicas para o audiovisual por meio de parcerias entre órgãos e entidades da administração pública direta e indireta de Minas Gerais, municípios e União, além de instituições privadas.

O Prodam vem direcionando recursos para o segmento audiovisual mineiro, distribuídos em editais destinados a roteiros, produção e finalização de longas-metragens para cinema e séries para televisão, além de mostras de cinema e cineclubes, entre outros.

Para estimular todos os ângulos de ação do segmento, o Prodam unifica, no campo do audiovisual, além de instituições privadas, as secretarias de Estado de Cultura, de Educação e de Turismo.


Por: Laura Maria

Antes utilizados como espaço para cumprimento de pena e exercício de funções administrativas das polícias Civil e Militar, cadeias públicas de três cidades mineiras ganharão nova funcionalidade: abrigarão centros culturais, como biblioteca, centro literário e museu. A iniciativa ocorre em Prados, no Campo das Vertentes, em Passa Tempo, na região Centro-Oeste do Estado, e em Cataguases, na Zona da Mata. Pertencentes à Secretaria de Estado de Segurança Pública, os prédios foram atribuídos à Secretaria de Estado de Cultura. Esta, por sua vez, cedeu os edifícios às prefeituras.

A documentação de transferência foi assinada em abril nas cidades de Prados e Cataguases. A entrega oficial do prédio em Passa Tempo será realizada no próximo dia 21 pelo secretário de Estado de Cultura, Angelo Oswaldo. Os prédios já estavam desativados há pelo menos cinco anos, porque o tipo de estrutura deles não atendia mais as necessidades de um presídio. As atuais delegacias estão funcionando em outros locais do município.

Antiga cadeia será sede de biblioteca em Passa Tempo. Crédito: José Estevão/Divulgação

De acordo com Oswaldo, a cessão de edifícios do Estado aos municípios é resposta a uma demanda antiga. “Essa reivindicação vem das próprias cidades e da articulação de movimentos e grupos culturais. O assunto ganhou a Câmara dos Vereadores para que essas três cadeias fossem transformadas em centros culturais. São prédios antigos que demonstram clara vocação para essa funcionalidade”, argumenta.

A partir da assinatura do termo de cessão, as prefeituras passam a ser as responsáveis pela implantação e pela manutenção, inclusive orçamentária, de projetos culturais. O prazo para a conclusão dos projetos, entretanto, ainda não foi definido. A Secretaria de Estado de Cultura acompanhará o andamento das ações.

“O ideal é que tivéssemos mais centros culturais que cadeias. É uma realização muito grata poder transformar antigas prisões em centros culturais dinâmicos, que interagem com a comunidade”, diz Oswaldo.

Cidades. 

Em Cataguases, a cadeia construída no início do século XX abrigará um centro literário com o objetivo de preservar a memória da “Revista Verde”. O periódico mensal, que circulou durante a década de 20, foi criado na cidade da Zona da Mata logo após a Semana de Arte Moderna, em 1922, e recebia contribuições de escritores modernistas, entre eles Mário e Oswald de Andrade, além de escritos assinados pelo poeta francês Blaise Cendrars.

“É de Cataguases que vêm dois importantes escritores, o grande Luiz Ruffato (autor de “Eles Eram Muitos Cavalos”), dono de uma trajetória importantíssima, e a poeta Lina Tâmega Peixoto, que hoje mora em Brasília. Na cidade também existe um memorial ao cineasta Humberto Mauro, mas faltava uma referência à ‘Revista Verde’”, destaca Oswaldo. O prédio, de arquitetura eclética, está localizado na rua Major Viêira, antiga Rio Pomba, no centro.

Já em Passa Tempo, a ideia é transferir a biblioteca pública da cidade, atualmente abrigada na Casa da Cultura de Passa Tempo, para a antiga cadeia. “Além da biblioteca, o espaço terá várias mostras de trabalhos culturais e de artesanato e sediará cursos”, afirma o secretário de Cultura, Maurício Rangel. A intenção, segundo ele, é preservar as características do prédio. “Vamos manter algumas grades, e as camas serão utilizadas como estantes para os livros”, diz Rangel.

O antigo presídio de Passa Tempo foi construído em 1920 e fica localizado na principal praça da cidade. “É um prédio muito bonito, de estilo eclético, meio art déco. As características históricas dele sugerem sua preservação”, diagnostica Oswaldo.

Em Prados, a antiga cadeia servirá de museu para abrigar a história da cidade. “Estamos tentando conseguir o espaço há um ano e meio. E, há 15 dias, isso se tornou realidade. Vamos transformar a cadeia de Prados, que tem mais de 200 anos de história, em um museu”, sentencia o secretário de Cultura da cidade, Jorge Rodrigues. 

De acordo com ele, já existe um acervo para compor o espaço: “O engenheiro já está fazendo o trabalho internamente, e vamos ainda escolher o nome do museu. Não temos uma data específica para a entrega, mas esperamos que seja a mais rápida possível”. 

“A cadeia de Prados está localizada atrás da Matriz de Nossa Senhora da Conceição, importante construção do barroco mineiro. Na cidade, morou Hipólita Jacinta Teixeira de Melo, que teve papel importante na Inconfidência Mineira”, fala Oswaldo. “Era um espaço que não tinha condições de continuar a ser cadeia, as celas eram muito pequenas”, completa o secretário.

Ideia semelhante

Em Minas Gerais, existe pelo menos mais um espaço cultural onde já funcionou como uma cadeia. Trata-se do Museu de Sant’Ana, localizado em Tiradentes, cidade de Campos das Vertentes. No local, estão abrigadas 291 imagens de Sant’Ana, representação da mãe da Virgem Maria, e a maior parte das peças é datada dos séculos XVII e XVIII, período de grande produção barroca. O acervo é privado e pertence a Angela Gutierrez. O prédio foi construído em 1.730 para funcionar como cadeia de Tiradentes. Em 1.829, ele foi atingido por um incêndio e passou por um processo de restauração em 1893. O interior do edifício foi preservado, mas as fachadas foram restauradas seguindo padrões neoclássicos. O museu foi inaugurado em 2014.

Outros

Segundo o secretário de Estado de Cultura, Angelo Oswaldo, existem mais espaços em Minas Gerais, como antigos fóruns e escolas, com a mesma potencialidade das cadeias para se transformarem em centros culturais. “Recentemente, cedemos uma antiga fábrica de seda para o grupo de teatro Ponto de Partida, em Barbacena. Em Mariana, a Secretaria de Estado também deu um espaço para que o jornalista Fernando Morais abrigasse seu acervo”, diz Oswaldo, ao se referir ao material que inclui fitas, vídeos, fotos e cartas de muitas personalidades.

Divulgação: Jornal O Tempo


 

Minas Gerais é o estado que mais possui municípios no Brasil. Com 853 cidades, o território mineiro é conhecido e reconhecido pela sua infinidade de manifestações artísticas e por sua vasta riqueza cultural. Para impulsionar ainda mais os trabalhos dos diversos segmentos culturais e dar visibilidade para arte produzida no estado é que a Secretaria de Estado de Cultura está com inscrições abertas para a 2ª Seleção do edital Circula Minas. Os interessados têm até o dia 21 de maio para participar desta etapa, que compreende o período de viagens entre 1º de julho e 31 de agosto. O edital e os formulários de inscrição estão disponíveis neste link, já a pré-inscrição pode ser feita aqui. 

 

O Circula Minas viabiliza viagens por municípios de todo o Brasil e dos cinco continentes do mundo. São R$ 300 mil investidos a título de ajuda de custo para despesas com passagens, seguros de viagem, hospedagem, alimentação, entre outras. O programa busca promover a difusão e o intercâmbio da cultura mineira nas diversas áreas, como artes visuais, circo, dança, teatro, literatura, afrodescendente, LGBT, folclore e outras, exceto a música, que possui edital próprio.

Grupo Minas de Minas, contemplado na edição 2017 do edital - Foto: Douglas Vinchi

Como forma de garantir a pluralidade e democratização do acesso aos recursos, o edital estabelece como critério de avaliação projetos que contemplem as culturas afrodescendentes e indígenas e que tenham como tema as mulheres, LGBTs e pessoas com deficiência. Além disso, ainda fixa que propostas provenientes do interior também sejam consideradas no conceito avaliatório. De acordo com Tatiana Nonato, diretora de Informação e Fomento da Secretaria de Estado de Cultura, os critérios adotados permitem que os recursos sejam distribuídos de uma forma mais abrangente, envolvendo de modo mais uniforme a população. “A descentralização e a democratização do acesso aos recursos é uma premissa do Governo de Minas Gerais e favorece a participação nos editais. Os critérios permitem promover temas de interesse da sociedade brasileira e ampliar a participação do interior, dando mais visibilidade a trabalhos que possuam como temática a inserção social e de grupos, coletivos e artistas de fora da capital mineira”, pontua Tatiana.

Estrangeiros residentes em Minas Gerais a no mínimo um ano e que integram alguma proposta coletiva podem se inscrever no edital.

As propostas inscritas em 2018 deverão obter uma pontuação mínima de 36 pontos, correspondente a 60%do valor total distribuído.

Inovação

O edital traz mais flexibilidade no prazo de inscrição. Agora as propostas podem ser inscritas durante todo o ano, não ficando limitadas às datas das viagens estipuladas pelas seleções. Os proponentes que planejam embarcar somente em dezembro já podem pleitear os recursos desde agora. As inscrições estão abertas para qualquer período de viagem em 2018.

Confira o cronograma:

SÁBADO – 19/05/2018
 
O quê?

Sarau Literário e

Feira de Troca de Livros

Local / Horário: Museu Espaço dos Anjos / 9:00 às 10:30
 
O quê? Oficina de Redação: Alusão Cultural
Quem? Lucas Benício
Local / Horário: Centro Cultural Mauro de Almeida Pereira / 10:30 às 12:00
Vagas: 20 vagas
 
O quê? Desfile e Encontro de Fanfarras
Local / Horário: Praça Professor Botelho Reis - Rua Barão de Cotegipe - Praça Félix Martins / 10:30 às 13:00
 
O quê? Apresentação da Banda Princesa Leopoldina
Local / Horário: Praça Félix Martins / 19:00
 
SEGUNDA-FEIRA – 21/05/2018
 
O quê? Palestra: A influência dos contos de fada na formação do ser
Quem? ALOÍSIO SILVA
Público alvo: Professores e Diretores
Local / Horário: Auditório do CEFET/MG Unidade Leopoldina / 14:00
  Apresentação Cultural: Coral EnCantar
 
O quê? Oficina de Mangá / Desenho (Parte I)
Quem? Gabriel da Silva Batista, Antônio Gabriel Ferreira Pereira, Johnny Rodrigues de Oliveira e Carlos Wagner Moura e Silva
Público alvo: Interessados na técnica de desenho Mangá
Local / Horário: CEFET/MG Unidade Leopoldina, Sala 6-106, Prédio 6 / 14:00 às 16:00
Dias: 21/05 e 23/05/2018
  dia 21/05 - anatomia básica e esboço; dia 23/05 - contorno e arte finalização
Vagas: 15 vagas
 
O quê? Oficina de Escrita
Quem? Sandro Aloísio
Público alvo: Alunos do Ensino Médio
Local / Horário: CEFET/MG Unidade Leopoldina, sala 6.101, Prédio 6 / 15:00 às 17:00
Vagas: 20 vagas
 
O quê? Palestra: “Sociedade, Educação e Leitura: os entrelaçamentos das instâncias na constituição do sujeito leitor”
Quem? Luana de Araújo Carvalho
Público alvo: Educadores em geral
Local / Horário: Auditório do CEFET/MG Unidade Leopoldina / 19:00
  Apresentação Cultural: Conservatório Estadual de Música Lia Salgado
 
TERÇA-FEIRA – 22/05/2018
 
O quê?

Palestra: Educação Financeira

Lançamento do livro: Tonico e seus primeiros dinheirinhos

Quem? Antonio Dias Pereira Filho
Público alvo: Alunos e Professores da Rede de Ensino
Local / Horário: Auditório do CEFET/MG Unidade Leopoldina / 14:30
   
O quê? Palestra: Estratégias de Leitura
Quem? Leonor Werneck dos Santos
Público alvo: Profissionais do ensino
Local / Horário: Auditório do CEFET/MG Unidade Leopoldina / 19:00
  Apresentação Cultural: Conservatório Estadual de Música Lia Salgado
   
QUARTA-FEIRA – 23/05/2018
   
O quê? Exibição do Filme: “O menino no espelho”
Quem? Em parceria com o Polo Audiovisual Zona da Mata
Local / Horário: Auditório do CEFET/MG Unidade Leopoldina / 9:00 e 15:00
Local / Horário: Escola Estadual Prof. Botelho Reis / 19:00
  Vagas limitadas!
 
O quê? Oficina de Escrita
Quem? Sandro Aloísio
Local / Horário: CEFET/MG Unidade Leopoldina, sala 6.101, Prédio 6 / 15:00 às 17:00
Vagas: 20 vagas
 
O quê? Oficina de Origami
Quem? Erika Tiemi e Laila Cassimiro
Público alvo: Alunos e Público em geral
Local / Horário: CEFET/MG Unidade Leopoldina, Sala 1102, Prédio 1 / 15:30 às 17:30
Vagas: 20 vagas
 
O quê? Oficina de Mangá / Desenho (Parte II)
Quem? Gabriel da Silva Batista, Antônio Gabriel Ferreira Pereira, Johnny Rodrigues de Oliveira e Carlos Wagner Moura e Silva
Local / Horário: CEFET/MG Unidade Leopoldina, Sala 6-106, Prédio 6 / 14:00 às 16:00
Dias: 21/05 e 23/05/2018
  dia 21/05 - anatomia básica e esboço; dia 23/05 - contorno e arte finalização
Vagas: 15 vagas
Local / Horário: CEFET/MG Unidade Leopoldina, Sala 6-106, Prédio 6 / 14:00 às 16:00
   
QUINTA-FEIRA – 24/05/2018
 
O quê? Oficina: Como falar em público
Quem? Juliana Neves Barbosa
Público alvo: Geral (idade mínima 16 anos)
Local / Horário: Centro Cultural Mauro de Almeida Pereira / 15:00 às 16:30
Vagas: 20 vagas
 
O quê? Oficina: Danças e Ritmos Brasileiros
Quem? Renata Lima e Arantes
Público alvo: Público de qualquer idade.
Local / Horário: Centro Cultural Mauro de Almeida Pereira / 17:00 às 18:30
Vagas: 15 vagas
 
O quê? Oficina de redação online de livros e contos
Quem? Letícia Veiga de Araújo
Público alvo: Público de qualquer idade.
Local / Horário: CEFET/MG Unidade Leopoldina, Laboratório 6.203 fundos / 15:30 às 17:00
Vagas: 12 vagas
 
O quê? Oficina de produção de Quadrinhos
Quem? Rapha Pinheiro
Público alvo: Quadrinistas iniciantes ou interessados em fazer quadrinhos
Local / Horário: Museu Espaço dos Anjos / 14:00 às 16:00
Vagas: 20 vagas
 
O quê? Palestra: Serjack.doc: canto de um sujeito ensimesmado
Quem? Júlia de Oliveira Sales e Juliana Dias Gomes
Público alvo: Alunos do Ensino Médio e Público em geral
Local / Horário: Museu Espaço dos Anjos / 19:00
  Apresentação Cultural: Conservatório Estadual de Música Lia Salgado
 
O quê? Uma noite na biblioteca
Público alvo: Alunos do Ensino Fundamental I
Local / Horário: Biblioteca Municipal Luiz Eugênio Botelho, no Centro Cultural Mauro de Almeida Pereira / 18:30 às 23:00
Vagas: 30 vagas
 
SEXTA-FEIRA – 25/05/2018
 
O quê? Oficina: Formação de leitores na sala de aula: do conhecimento que liberta ao amor que educa
Quem? Marcus de Mário e Ronaldo Gomes
Público alvo: Educadores e estudantes de pedagogia
Local / Horário: Centro Cultural Mauro de Almeida Pereira / 9:30 às 11:30
 
O quê? Palestra: Como a literatura pode transformar suas aulas
Quem? Marcus de Mário e Ronaldo Gomes
Público alvo: Professores e bibliotecários
Local / Horário: Centro Cultural Mauro de Almeida Pereira / 14:30
 
O quê?

Palestra: A poesia dentro da sala de aula

Lançamento do livro: Amor em azul

Quem? Teresa Cristina do Nascimento Bendini
Público alvo: Alunos, Professores, Bibliotecários e Público
Local / Horário: Auditório do CEFET/MG Unidade Leopoldina / 14:30
 
O quê? Oficina de roteiro e de fanzines
Quem? Hamilton Kabuna
Público alvo: Alunos e Professores
Local / Horário: Museu Espaço dos Anjos / 14:00 às 16:00
Vagas: 20 vagas
 
O quê? Palestra: Poemas Clássicos Chineses, Haikais Japoneses e Brasileiros: do cotidiano à transcendência
Quem? Elias Fajardo
Público alvo: Professores, alunos do Ensino Médio e Público em geral
Local / Horário: Museu Espaço dos Anjos /
SELEÇÃO VIAGENS PREVISTAS DATA LIMITE PARA INSCREVER AS PROPOSTAS
2ª Seleção

01/07/2018 a 31/08/2018

Até 21/05/2018

3ª Seleção

01/09/2018 a 31/10/2018

Até 16/07/2018

4ª Seleção

01/11 a 31/12/2018

Até 31/08/2018

Valores

Os projetos apresentados podem ser contemplados total ou parcialmente, a depender da disponibilidade de recursos. O objetivo é aprimorar o uso da totalidade dos valores disponíveis. Cada uma das quatro seleções tem o valor máximo de R$ 75 mil a serem destinados a propostas de intercâmbio naquele período.

Neste ano, os valores dos incentivos para todos os destinos foram reajustados a fim de efetivar o apoio às viagens. O valor destinado será individual ou por integrante, em casos de propostas que envolvam execução coletiva. O valor máximo por grupo será de R$12 milpara viagens nacionais e de R$32 mil para viagens internacionais. Conheça os tetos orçamentários estipulados por destino:

Destinos Valor do apoio
Intermunicipal (entre municípios mineiros) R$ 400,00
Interestadual                                                                           Partindo sempre de algum município de Minas Gerais com destino a outros Estados do Brasil: Região Sudeste R$ 650,00
Região Nordeste R$ 1.400,00
Região Sul R$ 1.000,00
Região Centro-Oeste R$ 1.200,00
Região Norte R$ 1.500,00

Internacional

Partindo sempre de algum município de Minas Gerais                                               para destinos no Exterior:

Países da América do Sul R$ 3.350,00
Países da América Central e do Norte R$ 5.800,00
Países do Continente Europeu R$ 6.000,00
Países do Continente Asiático R$ 7.500,00
Países do Continente Africano R$ 7.000,00
Países da Oceania R$ 8.000,00

CIRCULA MINAS EM NÚMEROS

Em três anos, o Circula Minas contemplou 105 projetos das mais diversas manifestações artísticas e beneficiou 256 pessoas. Ao todo, 25 países e 9 cidades brasileiras receberam a cultura mineira durante os três últimos anos, período em que o programa passou a ser realizado por meio de edital. Dentre os destinos estão Estados Unidos, na América do Norte, Coréia do Sul e China, na Ásia, França e Alemanha, na Europa, El Salvador e Cuba, na América Central, Argentina, Colômbia e Chile, na América do Sul, Cabo Verde, na África, e Austrália, na Oceania.


 

Célia e Celma são mineiras de Ubá. Ao longo da carreira, elas sempre valorizaram a cultura de Minas Gerais, incluindo no repertório canções populares e religiosas que aprenderam na infância ubaense. Para celebrar o cinquentenário de carreira, as cantoras se apresentam em São Paulo, no Teatro Itália, no dia 6 de junho, às 21h. O evento vai contar com a participação de Simoninha, As Galvão, Altemar Dutra Jr, outros nomes relevantes da música brasileira. 

O secretário Angelo Oswaldo disse que a cultura mineira se associa às comemorações do jubileu de ouro das irmãs cantoras. Para o secretário, “elas irradiam o sentimento de Minas e projetam a nossa cultura para além das montanhas, merecendo o carinho do público de seu Estado natal”.


Sempre presente na vida gastronômica dos mineiros, o queijo Minas Artesanal vem conquistando cada vez mais adeptos dentro e fora do Brasil. Reconhecido pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG) como Patrimônio Imaterial do estado, o queijo Minas Artesanal é também objeto de inúmeros estudo, que abordam seu processo de feitura, as localidades em que sua produção se desenvolve e suas características mais marcantes. Para dar visibilidade às pesquisas e ampliar o conhecimento da população sobre as particularidades da iguaria, a Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais, parte integrante do Circuito Liberdade, promove nesta terça-feira (17) a palestra "A Geografia do Queijo Minas Artesanal", com o professor e geógrafo Marcos Mergarejo Netto. O evento, que vai contar com degustação de queijo, é gratuito e acontece às 15h no recém-inaugurado Teatro José Aparecido de Oliveira.

Folder

Com anos de pesquisa sobre o universo dos queijos, Marcos Mergarejo vai traçar um panorama sobre alimento desde seus primórdios até os dias de hoje, dando destaque à produção mineira. "Dos diversos alimentos produzidos e consumidos pelo homem, um dos mais antigos, mais saborosos e que exercem mais fascínio sobre o paladar é o queijo", destaca Marcos, que é graduado em História e Geografia pela UFMG, mestre em Geologia Ambiental pela UFOP, e doutor em Geografia pela UNESP.

Marcos Margarejo - Divulgação

A coordenadora do setor de Coleções Especiais da Biblioteca Pública, Eliani Gladyr, ressalta a importância da Biblioteca em abrir espaço para que os mineiros possam conhecer mais um pedaço de sua rica cultura"A Biblioteca, enquanto espaço de múltiplos saberes, procura apresentar ao público a maior variedade possível de informações, principalmente aquelas que agregam valor ao conhecimento. Fazer uma exposição sobre a história e produção de queijo em nosso estado permite ao público conhecer mais suas origens. Produzir queijos é uma arte, que Minas Gerais faz e faz muito bem", pontua Eliani.

SERVIÇO

PALESTRA "A GEOGRAFIA DO QUEIJO MINAS ARTESANAL", COM MARCOS MERGAREJO

Data: 17/04/2018

Horário: 15h

Local: Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais - Teatro José Aparecido - (Praça da Liberdade 21 -  Funcionário, Belo Horizonte/MG))

Inscrições e informações:Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Telefone: 3269-1228

Entrada: Gratuita

A palestra fornecerá certificado de 2 horas

Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais

Assessoria de Comunicação

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(31) 3915 2692 / 2655

(31) 9 9619 7901


 

 

Maior produtor brasileiro de cachaça artesanal, Minas Gerais é referência quando o assunto é a aguardente. A produção alcança aproximadamente 230 milhões de litros por ano, segundo dados do Centro Brasileiro de Referência da Cachaça (CBRC). Muito além de apenas uma bebida, a cachaça representa toda uma cultura, é repleta de tradição e se confunde com a formação social do estado. A dimensão da importância, do tamanho e da diversidade do destilado podem ser conhecidos de perto no Museu da Cachaça, localizado na cidade de Salinas, no território Norte. Inaugurado em dezembro 2012, o museu passou por uma série de reformas de janeiro a julho de 2017 para a readequação de toda sua estrutura, que incluiu melhoria nos espaços das salas, da parte hidráulica e dos acervos multimídias. As melhorias contaram com apoio da Secretaria de Estado de Cultura. 

O secretário de Estado de Cultura, Angelo Oswaldo, disse que sua pasta foi responsável pela implantação do Museu da Cachaça, sendo agora parceira direta da Prefeitura na sua manutenção. "Graças a essa soma de esforços, o Museu foi reaberto e cumpre um papel importante no campo da cultura e do turismo", acentua Angelo Oswaldo.

Sala das Garrafas - Foto: Wellington Pedro

O museu é composto por nove salas, que retratam desde a importância da bebida para a economia e formação cultural das regiões de Minas Gerais até os mais variados rótulos e sabores da cachaça artesanal. Interativo, o Museu da Cachaça conta com um acervo diversificado. A Sala das Garrafas, por exemplo, possui nove metros de altura e mais de 2.200 garrafas, totalizando 54 diferentes rótulos. O espaço, que é todo revestido por garrafas, é uma das atrações do museu, que de julho de 2017 a maio deste ano recebeu 5.076 visitantes. “Nós queremos ampliar cada vez mais o número de visitantes. Para isso, trabalhamos em diversas frentes. Uma delas é fazer com que as pessoas se sintam cada vez mais acolhidas nos quase 13 mil metros quadrados do museu. Temos até uma brinquedoteca para a criançada”, explica a diretora do Museu da Cachaça, Cecilia Sarmento Pereira.

Preservar, incentivar e difundir saberes e fazeres vinculadas à produção da cachaça são alguns dos objetivos do museu. Para Cecilia, um dos desafios do local é promover a preservação do patrimônio da cadeia produtiva da bebida e demonstrar a importância socioeconômica para a cidade de Salinas e região. “Nós queremos ampliar o acesso ao conhecimento da produção da cachaça como bem patrimonial da cidade. Isso significa incentivar o turismo em sua modalidade empresarial e cultural”, pontua Cecilia.

Espaços

Sala dos Aromas - Foto: Wellington Pedro

A Sala dos Aromas atrai o público pelo olfato. Por meio de duas calhas, que fazem circular a cachaça, a bebida exala seu aroma e convida os visitantes a conhecerem o ambiente. O espaço conta ainda com um alambique de cobre de 1950, doado pela Fazenda Havana, e um parol, caixa de madeira do século XIX usada para o envelhecimento da cachaça. O museu também abriga a Sala Carro de Boi ou Debret - pintor francês, que, em 1816, integrou a Missão Artística Francesa ao Brasil, organizada pelo rei Dom João VI. Jean-Baptiste Debret (1768 - 1848) retratou em pinturas o Brasil Imperial e foi o responsável pelo esboço do desenho da bandeira brasileira daquele período.A sala possui, entre outros itens, uma reprodução da obra “Paisagem com plantação (O Engenho)”, do artista holandês Frans Post (1612-1680). O espaço também exibe um carretão, uma espécie de carro de boi utilizado nos canaviais de engenho, e congrega reproduções de obras de Debret, em que o artista retrata o trabalho dos escravos.

Sala dos Engenhos - Foto: Wellington Pedro

Outro espaço bastante visitado do museu é a Sala dos Engenhos. O espaço possui um engenho do século XIX, confeccionado inteiramente em madeira, e o primeiro engenho da fazenda Havana, construído com madeira e ferro em 1950. Os visitantes também encontram no local a reprodução da obra “Moulin à Sucre”, do pintor alemão Johann Moritz Rugendas (1802-1858). A Sala dos Depoimentos também faz sucesso entre o público do museu. O local exibe, por meio de quatro aparelhos de televisão, histórias de produtores, gente comum e comerciantes sobre as lendas que envolvem a produção da cachaça e os aspectos sociais e comerciais atrelados à bebida.

A Sala da Projeção, considerada a mais moderna do museu, apresenta os meios de circulação da cachaça, o processo de plantio, feitura e armazenamento da bebida. O espaço permite aos visitantes conhecerem através de vídeos um pouco mais dos diferentes processos que englobam toda a complexa cadeia produtiva da cachaça. Outra atração do museu é a Sala de Terra Batida, que possui uma passarela de vidro sobre a terra seca e permite ao visitante entrar em contato com todos os aspectos do consumo da bebida. O espaço ainda conta uma vitrine horizontal de vidro com vista para o jardim interno do museu, onde pode ser vista uma plantação de cana-de-açúcar.

O Museu

Projetado pela arquiteta Jô Vasconcelos, o Museu da Cachaça está instalado em um terreno de 13.120m², sendo 2.200m² de área construída, 1.250m² de área expositiva, 2.500m² de espaço de convivência e 950m² de espaços administrativos.

Os ambientes foram criados com base em dois conceitos. O primeiro é o socioeconômico, no qual a cachaça artesanal está retratada em aspectos de produção, circulação e consumo, gerando uma visão antropológica do produto. O segundo é sociocultural, em que a bebida é fruto do imaginário coletivo, unindo grupos sociais por meio de seu uso.

A proposta museológica está distribuída entre as nove salas – Hall de Entrada, Sala dos Canaviais, Sala das Garrafas, Sala do Engenho, Sala do Moinho, Sala do Aroma, Sala Multiuso, Sala de Terra Batida, Sala de Depoimentos.

O Museu da Cachaça ainda oferece aos visitantes biblioteca, brinquedoteca, restaurante, área de ação educativa, de degustação de cachaça e espaço para eventos.

SERVIÇO

MUSEU DA CACHAÇA

Local: Avenida Antônio Carlos, 1250 - Casa Blanca, Salinas/MG

Horários de visitação:

  • Quartas, quintas e sextas-feiras: 14h às 20h
  • Sábado: 12h às 18h
  • Domingo: 7h às 13h

Contato: (38) 3841-4800


Por 

 Documentos inéditos sobre a Inconfidência Mineira (1788-1789) poderão ser vistos até 27 de abril na sede do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais (IHGMG), em Belo Horizonte, no mês em que os brasileiros lembram o movimento liderado por Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes (1746-1792). Datados de 1936, com fita preta, lacre e o tom amarelado do tempo, os papéis, no formato de “cartas de encaminhamento”, tratam do processo investigativo sobre a exumação dos restos mortais dos inconfidentes Tomás Antônio Gonzaga, João da Costa Rodrigues e Vitoriano Gonçalves Veloso, que cumpriram o degredo na África ordenado pela Coroa portuguesa.

Adalberto Mateus, Márcia Santos e Maria Cândida Seabra, integrantes do IHGMG, mostram manuscritos inéditos sobre a Inconfidência Mineira (foto: Gladyston Rodrigues/EM/DA Press)

A coordenadora da Comissão Cultural Permanente de Geografia e Ciências Afins do instituto, Márcia Maria Duarte dos Santos, informa que as cartas têm uma longa trajetória desde que foram encaminhadas ao Brasil, no governo Getúlio Vargas, pela então colônia portuguesa de Moçambique. “Estão, portanto, longe dos olhos do grande público há mais de 80 anos”, revela a professora e especialista em cartografia histórica, ressaltando que os documentos foram doados, passaram por um processo de higienização e de catalogação, sendo um dos tesouros manuscritos da instituição, fundada há 110 anos.

Da mostra, que foi aberta no sábado com palestra e mesa-redonda sobre a Inconfidência Mineira, faz parte também um recibo assinado por Tiradentes a respeito do soldo quando era alferes e patrulhava a Estrada Real, que ligava Ouro Preto (MG) a Paraty (RJ). “Esses documentos jogam mais luz sobre a nossa história, para que ela não se repita”, lembra a também integrante da comissão, professora Maria Cândida Trindade Costa Seabra, responsável, há 10 anos, pela organização dos documentos na sede do instituto. Para facilitar, na atualidade, o trabalho da equipe de pesquisadores, que se completa com o promotor de Justiça Marcos Paulo de Souza Miranda e o jornalista Adalberto Mateus, os documentos continham uma placa com o nome do doador e datas.

O presidente do IHGMG, Aluízio Alberto da Cruz Quintão, conta que o acervo tem 43 documentos referentes à Inconfidência Mineira, que foram fotocopiados para garantir a preservação dos originais. Num livro de capa vermelha estão cartas do governador de Angola e Moçambique, decisões judiciais (acórdãos), procurações, recibos, editais do governo e outros de interesse de pesquisadores, professores, estudantes e do cidadão que quer conhecer mais sobre o passado. “São de interesse histórico e cultural”, resume. O instituto, acrescenta Aluízio Alberto, tem biblioteca, hemeroteca (jornais e revistas), videoteca, setor de honrarias e medalhas e mapoteca.

DIVULGAÇÃO: Jornal Estado de Minas

 


 

 Um panorama sobre vários grupos e movimentos poéticos ocorridos desde meados da década de 1950 em cidades do interior de Minas Gerais. Assim pode ser descrito o primeiro volume do livro “Movimentos poéticos do interior mineiro”, lançado nesta semana pelo poeta e historiador uberabense Guido Bilharinho. A obra, organizada em três tomos e disponibilizada gratuitamente para download no blog do autor (guidobilharinho.blogspot.com.br), busca evidenciar a riqueza da poesia produzida no território mineiro. De acordo com o escritor, o trabalho tem por objetivo demonstrar a produção prolífica dos mineiros e ampliar a visibilidade dos grupos responsáveis por difundir a poesia no interior do estado. A publicação, segundo o historiador, “vem preencher a lacuna proporcionada até mesmo pelas instituições que, por finalidade e obrigação, deveriam conhecê-la e proclamá-la”, afirma Guido Bilharinho na introdução da obra.

 

 

O primeiro volume de “Movimentos poéticos do interior mineiro” resgata os grupos literários Concreto Mineiro, de Poços de Caldas, o Grupo de Cataguases, o Vix e o Frente, ambos de Oliveira, e o Grupo de Pirapora, que nos anos 60 e 70, sob a “liderança” Domingos Diniz, Ivã Mota e José Jamil Fernandes Martins estabeleceu um elo definitivo com a cultura por meio do jornal Tribuna Literária, do Clube Literário e do Festival de Poesia.

Para o Secretário de Estado de Cultura, Angelo Oswaldo, que assina o prefácio do livro, Guido Bilharinho é um dos mais produtivos intelectuais mineiros. “Bilharinho é sobretudo um poeta e teve participação significativa em movimentos literários que hoje dele merecem a atenção crítica do historiador, em busca da origem e da evolução dessas manifestações”, avalia Angelo Oswaldo.

Baixe gratuitamente o livro “Movimentos poéticos do interior mineiro” aqui.


Uma geração de ativistas, com origem em diferentes movimentos sociais, estão respondendo à desconfiança com a política convencional a partir de uma nova forma de defender suas ideias. Trabalho coletivo, lutas contra a discriminação e defesa dos direitos humanos são algumas das bandeiras defendidas pelos novos militantes. Para falar sobre o atual cenário político, o Voz Ativa desta segunda-feira, 16 de abril, às 22h15, na Rede Minas, recebe a vereadora de Belo Horizonte Áurea Carolina, do Partido Socialismo e Liberdade (Psol).

Foto: Lílian Lacerda

Para o debate, o apresentador Florestan Fernandes Júnior conta com as participações dos jornalistas Sérgio Lírio, editor-chefe da revista Carta Capital; Heloísa Mendonça, do jornal El País Brasil; Marcela Martins, da Rede Minas de Televisão; Marcelo Freitas, do portal BHAZ; e do cientista político Rubens Goyatá Campante.

No programa, Áurea fala da trajetória da vereadora carioca Marielle Franco, assassinada depois de denunciar a violência nas comunidades do Rio de Janeiro e criticar a intervenção federal na cidade. Ela trata também das novas formas de mobilização política surgidas a partir dos movimentos populares, que defendem pautas feministas e de promoção das juventudes das periferias e das populações negras.

Áurea Carolina de Freitas, 34 anos, nasceu em Tucuruí, no Pará. Cresceu e se formou em Belo Horizonte. Nas eleições de 2016, foi a vereadora mais votada da capital mineira. Ela é cientista social, especialista em gênero e igualdade e mestre em Ciência Política.

Sua trajetória política foi construída em diálogo com a cultura, com o movimento hip hop e com iniciativas populares ligadas aos direitos humanos. Foi subsecretária de Políticas para as Mulheres de Minas Gerais. É uma das fundadoras do Fórum das Juventudes da Grande BH e integra o movimento Muitas pela Cidade que Queremos.

O Voz Ativa vai ao ar também pela internet no www.redeminas.tv. O telespectador pode interagir com a atração via redes sociais: pelo facebook.com/maisvozativa, twitter.com/maisvozativa, instagram.com/maisvozativa e youtube.com/maisvozativa.

O programa conta com edição especial para rádio, que vai ao ar pela Inconfidência FM (100,9), às terças-feiras, às 21h, e pela Inconfidência AM (880), aos domingos, às 22h.


 

 

Ronaldo Lenoir e Pedro Guadalupe

A Secretaria de Estado de Cultura, por intermédio do Secretário Angelo Oswaldo, lamenta o falecimento de Pedro Guadalupe, proprietário do portal BHAZ e filho do professor Jacyntho Lins Brandão, ex-vice-reitor da UFMG, e do jornalista Ronaldo Lenoir, em acidente na Rodovia 381. Pedro Guadalupe teve atuação marcante no setor de comunicação social, sobretudo no campo da mídia digital, e Ronaldo Lenoir destacou-se na redação do “Estado de Minas”. A Secretaria expressa pesar e solidariedade aos familiares e demais amigos.  


Na década de 1970, bem antes do surgimento de exibições de cinema em formatos digitais como DVD, streaming e download, cinéfilos de Belo Horizonte costumavam se reunir no Grande Teatro do Palácio das Artes, espaço do Governo de Minas Gerais, gerido pela Fundação Clóvis Salgado (FCS), onde um projetor exibia filmes esquecidos pelo circuito comercial, com sessões regulares aos sábados e domingos.

Cine Humberto Mauro / Crédito: Paulo Lacerda/FCS

Um dos mais tradicionais cinemas de Belo Horizonte, o Cine Humberto Mauro, que celebra seus 40 anos com o orgulho de ter se tornado referência em cinema na capital mineira, nasceu assim. Inaugurado oficialmente em 15 de outubro de 1978, seu nome homenageia um dos pioneiros do cinema brasileiro, o mineiro de Cataguases Humberto Mauro (1897-1983), grande realizador cinematográfico no período de 1925 a 1974.

Após inúmeras reformas e adaptações, atualmente a sala de cinema localiza-se em frente à Galeria Genesco Murta e ao lado do Café do Palácio. Com 129 lugares, sua tecnologia foi modernizada com a aquisição de equipamentos de som dolby digital e para exibição de filmes em 3D e 4K. Todas as atividades do Cine Humberto Mauro são gratuitas.

Nestes quase 40 anos de existência, a Fundação Clóvis Salgado tem investido na consolidação do espaço como um local de formação de novos públicos a partir de programação diversificada, bem como a criação de mecanismos de estímulo à produção audiovisual com a realização do tradicional Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte – FestCurtasBH, e o Prêmio Estímulo ao Curta-metragem de Baixo Orçamento.

“O Cine Humberto Mauro é uma sala de exibição que consegue reunir e agregar uma diversidade de público muito grande e coloca o espectador em condição de refletir sobre o cinema local e mundial graças à intensa programação nestes 40 anos. Com uma visão descentralizada do cinema, é um espaço com acesso gratuito e acessível ao cinema de diversas nacionalidades e diversos diretores”

Bruno Hilário, gerente e curador de cinema da FCS

A seleção das mostras privilegia a história de consagrados diretores como Tarkovsky, Alfred Hitchcock, Ingmar Bergman e Quentin Tarantino, entre outros. Gêneros distintos do cinema, como terror, comédia e ficção científica, destaques da programação, também têm atraído público numeroso.

O Cine Humberto Mauro também é um importante difusor do conhecimento ao promover cursos, seminários, debates e palestras. Sessões permanentes e comentadas também têm espaço cativo a partir das mostras Cineclube Francófono e Cinema e Psicanálise.

“É interessante ver como a sala surgiu do diálogo com a sociedade civil e com a cinefilia de BH, que demandaram do poder público o espaço e as condições para exibição de obras que não têm caráter comercial, a priori, e de filmes com intenções mais artísticas", afirma o frequentador André Gati.

Somente em 2017, mais de 71,4 mil pessoas frequentaram o Cine Humberto Mauro para conferir as 29 mostras – 21 delas promovidas pela fundação e oito por produtores externos. "Registramos recordes de frequência em 2017. Fica o convite para as pessoas abraçarem esse espaço para continuar construindo um lugar de arte e cultura que é referência em todo estado”, reitera o gerente Bruno Hilário.

História e cinefilia

O projecionista mais antigo, com 36 anos de casa e 72 de vida, Mercídio Alvinho Scarpelli, celebra a existência do cinema com bom humor e histórias. “No Cine Humberto Mauro usamos a película 16 ou 35mm, então você tem que desmontar e saber se o filme está ao contrário, senão dá zebra na tela”, conta o também cinéfilo “Cid”, como ficou apelidado no local.

Mercídio Scarpelli, o projecionista mais antigo do Cine Humberto Mauro, com 36 anos de casa / Crédito: Paulo Lacerda/FCS

Ele conta como é inusitado o dia a dia de um cinema histórico, que exibe em película. "Teve uma vez, eu estava exibindo um filme com carretéis enormes e passávamos de rolinho para rolinho quando, de repente, deu um chapisco nas imagens e chegou um senhor perguntando se eu estava roubando o filme. Aí passei apertado para explicar para ele o trabalho. Tem que saber montar, mas nós já estamos acostumados com isso", conta.

Segundo Mercídio, como a cabine tem vidros dá para ver o público saindo de dentro da sala, fazendo caras diferentes, dependendo do filme. "É interessante ver a reação do público, me sinto parte desse universo. Eu saio daqui às 23h e muitas vezes ainda vou assistir filme, é um vício que eu adquiri, me considero um cinéfilo também, então entendo porque o público vem tanto no Cine Humberto Mauro. Temos filmes maravilhosos e todos gratuitos, é um espaço cheio de magia, é uma alegria trabalhar em um lugar especial, com público tão diversificado", completa.

Celebrando 

Para dar início às comemorações do 40º aniversário do Cine Humberto Mauro, a Fundação Clóvis Salgado resgatou a trajetória do ator e diretor norte-americano Buster Keaton (1895-1966), vanguarda na comédia e referência do cinema mudo.

O auge da carreira de Buster Keaton se deu nos anos 1920, quando Chaplin também despontava. Na era do cinema mudo, o ator e diretor se notabilizou pela expressão facial imutavelmente séria, mesmo diante das maiores trapalhadas que seus roteiros cômicos traziam. Essa característica fez com que Keaton se tornasse conhecido como “O cara de pedra” e “O homem que nunca ri”.

Trecho do filme de Buster Keaton / Crédito: Divulgação FCS

Iniciar a comemoração dos 40 anos da sala com o Buster Keaton é, basicamente, retomar a origem da sétima arte, diz Hilário.

“Ele tem um caráter muito popular, é um dos personagens mais carismáticos do cinema mundial e da comédia, o único que se compara ao Carlitos (Charles Chaplin). Queremos evidenciar o caráter de cinema de repertório que o Cine Humberto Mauro sempre adotou”, explica.

O curador lembra que serão utilizadas algumas cópias restauradas em DCP trazidas dos Estados Unidos.

Com 27 longas e 24 curtas-metragens, a seleção foi feita para a mostra, realizada até o dia 29 de março, incluindo os clássicos Marinheiro de Encomenda (1928), O Homem das Novidades (1928) e Nossa Hospitalidade (1924). “A proposta é trazer reflexões sobre a própria história do cinema”, afirma Hilário.

A seleção inclui filmes dirigidos, estrelados e influenciados pelo americano, além de produções que dialogam com seu legado.

Um grand finale ocorreu no encerramento da mostra, dia 29 de março, no Grande Teatro do Palácio das Artes. O público lotou a sessão de comédia para ver The Railrodder (1965), dirigido por Gerald Potterton e lançado um ano antes da morte de Keaton, protagonista do curta. Para a ocasião especial a trilha sonora foi composta por André Brant e executada ao vivo por músicos do Centro de Formação Artística e Tecnológica do Palácio das Artes (Cefart). Em seguida, foi exibido A General.

A Fundação Clóvis Salgado planeja outras mostras e festivais para comemorar os 40 anos do Cine Humberto Mauro, mas a agenda ainda não está fechada.

Fundação Clóvis Salgado

O caráter democrático da diversidade das manifestações artísticas acolhidas pelo Palácio das Artes, localizado no centro de Belo Horizonte, coloca em destaque a singularidade do seu espaço que reúne, num mesmo endereço, importantes equipamentos culturais como o Grande Teatro do Palácio das Artes, Teatro João Ceschiatti, Sala Juvenal Dias, Cine Humberto Mauro, Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard, Galeria Genesco Murta, Galeria Arlinda Corrêa Lima, Galeria Mari’Stella Tristão, Midiateca João Etienne Filho e o Centro de Formação Artística e Tecnológica – Cefart.

Nesse ambiente convivem diariamente maestros, diretores artísticos, cineastas, artistas de teatro, dança, música e artes visuais, curadores, produtores, gestores, pesquisadores e estudantes de arte, oferecendo ambiência ímpar aos interessados em todos os passos do fazer artístico.

Fachada da Fundação Clóvis Salgado, no centro da capital / Crédito: Divulgação FCS

Cine Humerto Mauro - Palácio das Artes - Fundação Clóvis Salgado

Avenida Afonso Pena, 1.537, Centro, (31) 3236-7400. Até 29 de março. Entrada franca. Programação completa: www.fcs.mg.gov.br.


 

Aproveitando o 1º de maio, Dia do Trabalhador, o Voz Ativa desta segunda-feira, 07 de maio, às 22h15, na Rede Minas, coloca em debate o tema da Reforma Trabalhista, com o sociólogo e escritor Ruy Gomes Braga Neto. Estudioso e crítico da nova legislação, que entrou em vigor em novembro de 2017, o convidado faz uma análise das alterações da lei e o seu impacto na vida do trabalhador. Na entrevista, ele faz uma reflexão sobre o fim da contribuição sindical obrigatória, contrato intermitente de trabalho, férias fracionadas, jornada e banco de horas entre outros assuntos, bem como analisa questões como a terceirização de atividades profissionais e a Reforma da Previdência.

Formam a bancada para a entrevista, além do apresentador Florestan Fernandes Júnior, os jornalistas Renato Franco, da Rede Minas, e Heloísa Mendonça, do jornal El País Brasil; o juiz do Trabalho e presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho, Guilherme Guimarães Feliciano; o economista do Dieese e pesquisador em Demografia Econômica, Frederico Melo; e o professor de Economia da Faculdade Una, Paulo Feitosa.

Ruy Braga Neto é especialista em sociologia do trabalho e professor livre-docente da USP. Sua tese “A política do precariado” foi finalista do prêmio Jabuti 2013 na categoria de Ciências Humanas, quando de sua publicação pela Boitempo Editorial. Foi vice-diretor do departamento de Sociologia dessa mesma instituição. Atualmente preside a Comissão Geral de Recursos Humanos da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas — FFLCH-USP e é um dos coordenares do grupo de trabalho da Sociedade Brasileira de Sociologia. É também editor das revistas Outubro e Societies Without Borders, e colunista do Blog da Boitempo, com o qual colabora mensalmente.

No programa, o professor Ruy Braga fala do fim dos sindicatos como o conhecemos hoje: “vamos ver a reinvenção do sindicalismo e vivenciar um novo modelo”, observa. Segundo ele, há distorções da CLT, perda crescente dos direitos dos trabalhadores, acumulação de renda e alerta sobre o estado de indigência de alguns grupos de trabalhadores brasileiros: “o boia-fria urbano já existe”, frisa Braga na entrevista.

O Voz Ativa vai ao ar também pela internet no www.redeminas.tv. O telespectador pode interagir com a atração via redes sociais: pelo facebook.com/mais vozativa, twitter.com/mais vozativa, instagram.com/mais vozativa e youtube.com/mais vozativa.

O programa conta com edição especial para rádio, que vai ao ar pela Inconfidência FM (100,9), às terças-feiras, às 21h, e pela Inconfidência AM (880), aos domingos, às 22h.


 

 

No dia 13 de abril, às 20h, o historiador Caio Boschi foi empossado na cadeira de número 30 da Academia Mineira de Letras, na sucessão do também historiador Oiliam José.

Foto: Marcos Figueiredo

Caio César Boschi é licenciado em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (1969) e doutor em História Social Pela USP (1982). Foi professor titular de História do Brasil pela UFMG. É professor titular do Departamento de História da PUC Minas. Foi professor convidado em História do Brasil pelas Universidades portuguesas do Porto e de Lisboa, da francesa École des Hautes Études en Sciences Sociales (Paris) e pela Universidad de Salamanca.

Possui dezenas de artigos publicados em revistas especializadas nacionais e internacionais e é autor de vários livros, como “Exercícios de pesquisa histórica”, que  mereceu da Academia Brasileira de Letras, em 2012, o Prêmio ABL de História e Ciências Sociais.


 Celeiro de escritores fundamentais para a formação da literatura brasileira, Minas Gerais viu nascer em seu território nomes como os de Carlos Drummond de Andrade, Murilo Rubião, Affonso Ávila, Adélia Prado, Fernando Sabino, Guimarães Rosa e Conceição Evaristo. Para impulsionar ainda mais a literatura mineira e nacional, a Secretaria de Estado de Cultura, por meio da Superintendência de Bibliotecas Públicas e Suplemento Literário, lança mais uma edição do Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura, uma das mais importantes premiações do segmento no país. As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas até o dia 1º de julho.
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ATENÇÃO:
O edital e os formulários encontram-se disponíveis AQUI ou no site cultura.mg.gov.br.
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Divulgar a literatura brasileira, reconhecer grandes nomes nacionais e abrir espaço para os jovens escritores mineiros são alguns dos objetivos do prêmio, que este ano contempla trabalhos nas categorias “Poesia”, “Ficção (Conto)”, “Conjunto da obra” e “Jovem Escritor Mineiro”. O valor total da premiação é de R$ 212 mil.

Em 2017, a obra vencedora na categoria Ficção (romance) foi “Mobiliário para uma Fuga em Março”, da paulistana Marana Borges. Na categoria Poesia, a obra vencedora foi “Fabulário”, da gaúcha Ana Cláudia Costa dos Santos. O prêmio para “ Jovem Escritor” saiu para a mineira Sara Abreu Pinheiro e Silva, que venceu com o projeto “Membro Fantasma”.

Na categoria “conjunto da obra” já foram homenageados Conceição Evaristo (2017), Adélia Prado (2016), Fábio Lucas (2015), Ferreira Gullar (2013), Rui Mourão (2012), Affonso Ávila (2011), Silviano Santiago (2010), Luís Fernando Veríssimo (2009), Sérgio Sant’Anna (2008) e Antonio Candido (2007).

PREMIAÇÃO

Do valor total de R$ 212 mil, o edital distribui a premiação da seguinte forma: as categorias “Poesia” e “Ficção (Romance)” recebem R$ 25 mil cada; o homenageado pelo “Conjunto da obra” recebe R$ 120 mil, enquanto o vencedor na categoria “Jovem Escritor Mineiro é agraciado com seis parcelas de R$ 7 mil (totalizando R$ 42 mil) para a pesquisa e elaboração de um livro.

NOVIDADE

Diferentemente dos anos anteriores, quando o edital contemplou na categoria Ficção trabalhos voltados para o Romance, este ano a premiação abre espaço para obras inseridas na linguagem de Contos, reconhecendo a importância do gênero literário que consagrou ninguém menos que Murilo Rubião.

Para participar da categoria “Jovem Escritor Mineiro”, o interessado precisa ser nascido em Minas Gerais ou residente no estado há pelo menos cinco anos e ter idade entre 18 e 32 anos. Cada participante pode inscrever apenas uma obra inédita por categoria.

Os inscritos participam com obras e projetos assinados com um pseudônimo, o nome do vencedor só é revelado depois da escolha feita pela comissão julgadora.

A categoria “Conjunto da Obra” não recebe inscrições. Uma comissão especialmente designada indica um autor cuja obra seja, em seu conjunto, de inegável qualidade e relevância para a literatura brasileira, e que tenha também contribuído de maneira decisiva para novos rumos da produção e/ou crítica literárias brasileiras.

SERVIÇO

PRÊMIO GOVERNO DE MINAS GERAIS DE LITERATURA 2018

Inscrições abertas: até 1 de julho de 2018

Endereço para entrega de propostas:

Diretoria de Publicações e Suplemento Literário de Minas Gerais

Praça da Liberdade, 21, Funcionários, Belo Horizonte/MG

CEP 3014-010

Entrega presencial (de segunda à sexta, de 10h às 17h) ou via Correios

Informações: (31) 3269-1142 / (31) 3269-1143/ Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 


 

Em Minas Gerais, isso é ainda mais forte, pois o estado é o maior produtor de café no Brasil, representando 56,4% do total produzido no país (dados SEAPA, 2017). Se Minas Gerais fosse um país, seria o maior produtor mundial de café.
É como se, em cada seis xícaras de café consumidas no mundo, uma tivesse saído de lavoura mineira.

Sabendo disso, o Governo do Estado de Minas Gerais e a Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais (Setur-MG), por meio do programa +Gastronomia, apresentam enorme potencial em transformar a cultura cafeeira e a gastronomia mineira em importante atração e diversificação na oferta de serviços turísticos em Minas Gerais.

“Minas Gerais tem muito o que comemorar, como maior produtor de café, estamos trabalhando para projetar o estado nacional e internacionalmente por meio da gastronomia. A nossa oferta é enorme, e por isso não mediremos esforços para continuar alcançando reconhecimento”, afirma o secretário de Estado Adjunto de Turismo de Minas Gerais, Gustavo Arrais.


Em 2015, o fotógrafo Pedro Mendes passou 30 dias na Índia e fez uma série de registros no segundo país mais populoso do mundo. Algumas dessas fotos vão estar expostas na Galeria de Arte da Cemig a partir desta terça-feira (8/5), no bairro Santo Agostinho, com entrada gratuita.

As longas viagens de trem pelo país, a relação da população com os animais e a hospitalidade do povo indiano foram fatores que mais impactaram o fotógrafo.

Crédito - Pedro Mendes

“Deslocava-me pelas cidades em viagens de trem que duravam doze horas ou mais. Os percursos possibilitaram uma percepção minuciosa sobre a relação da população local com o cuidado e proteção aos animais. Fora dos grandes centros, o trabalho braçal ainda é predominante”, conta o Pedro Mendes.

Além disso, o fotógrafo destaca o sentimento hospitaleiro que predomina no país oriental. “Cores, temperos e cheiros diversos exalados pelas ruas ornam as pessoas que, apesar de grande parte delas ter condições sociais e econômicas desfavoráveis, são muito alegres, hospitaleiras e intimamente conectadas às devoções religiosas. Por muitas vezes, até me esquecia de fotografar, enquanto proseava sem pressa, com o olhar atento não ao clique, mas aos olhos, gestos e histórias”, relata Pedro.

Outro destaque lembrado por ele é o Rio Ganges. Com 2.500 quilômetros de extensão, o curso é considerado sagrado pelos hindus, que o veneram na forma da deusa Ganga Kalighat. Eles creem que, ao tomar banho no rio, os pecados são perdoados, facilitando os ciclos de vida, morte e reencarnação. Os registros que fez às margens do Ganges ressaltam a relação de amor com o rio sagrado.

Crédito - Pedro Mendes

“O Ganges  está totalmente integrado ao cotidiano da população: é fonte de água, via de transporte, objeto de veneração e rituais. A relação do povo com o rio é muito forte. A vida e a morte encontram na cidade uma significante referência”, destacou o fotógrafo.

Nesta exposição, Pedro Mendes tem o objetivo de desmistificar a cultura indiana, que é muito mais plural do que a comumente imaginada pelo Ocidente.

“A proposta de fracionar o ensaio por séries com predominâncias cromáticas é uma alusão à tentativa de desmistificar a Índia estereotipada, vista por boa parte do ocidente como uma luz única, revelando os diversos espectros de cor, que formam um país plural, com um significante sincretismo de realidades”, comenta.

Crédito - Pedro Mendes

Sobre o artista

Pedro Mendes é fotógrafo autodidata, e começou a se interessar pela fotografia aos 14 anos, por meio de seus tios apaixonados pelo tema. Viajou pelo mundo durante alguns anos e, após regressar ao Brasil com imagens feitas pelos locais por onde passou, decidiu se profissionalizar.

Sempre interessado em poesia, arte e comportamento humano, viu na fotografia uma oportunidade de expressar seu olhar publicamente. Tem como tema predileto o ser humano, e desenvolve seu trabalho autoral retratando o cotidiano das pessoas, abordando em seus projetos questões sociais, culturais e econômicas contemporâneas.

Programação Galeria de Arte Cemig

Exposição: Índia

Artista: Pedro Mendes

Período de exposição: 08/05 a 26/06

Endereço: Av. Barbacena 1200, Santo Agostinho

Horário de funcionamento: De segunda a sexta-feira, das 8 às 19 horas


 

 

Minas Gerais é sinônimo de musicalidade, de acordes e sons que colorem toda a geografia de seu território. Minas Gerais é sinônimo de música e músicos de qualidade. Até o dia 21 de maio, os integrantes da cadeia produtiva da música podem se inscrever na 2ª Seleção do Música Minas. O programa de intercâmbio cultural viabiliza viagens por municípios de todo o Brasil e dos cinco continentes do mundo, proporcionando aos contemplados a troca de experiências com outras culturas, a formação de uma rede de contatos e a ampliação do público. São R$ 700 mil repassados, a título de ajuda de custo, para despesas com passagens, seguros de viagem, hospedagem, alimentação entre outras. As inscrições já estão abertas e os interessados podem acessar o edital no site www.cultura.mg.gov.br.

Para garantir a pluralidade e a democratização do acesso aos recursos, o edital estabelece que projetos provenientes do interior entram como primeiro critério de desempate. O segundo critério se refere a propostas com temáticas voltadas aos afrodescendentes, índios, deficientes físicos, ao empoderamento da mulher e aos grupos LGBTs.

Assim como no ano passado, projetos de circulação e intercâmbio estão contempladas em um único edital. A medida facilita a vida dos interessados que desejam apresentar roteiros para ações de difusão cultural, de formação, pesquisa e capacitação. Esse conceito também possibilita a participação em feiras nacionais e internacionais de negócios.

Estrangeiros residentes em Minas Gerais podem mais uma vez participar do pleito, desde que residam a no mínimo um ano e que integrem alguma proposta de execução coletiva.

NOVIDADES

Como forma de aproximar cada vez mais a sociedade civil das políticas culturais, a Secretaria de Estado de Cultura (SEC) apresenta uma importante novidade no Música Minas 2018. A partir desta edição, o programa de intercâmbio musical passa a contar com a participação da sociedade civil em sua Comissão de Avaliação e Seleção. A iniciativa atende a uma demanda dos agentes e produtores musicais, e reafirma a preocupação do Governo de Minas Gerais com a escuta da sociedade organizada. Consultas online já eram efetuadas, mas ampliar essa cooperação era algo tratado com prioridade, conforme informa a superintendente de Interiorização e Ação Cultural, Manuella Machado. “A participação da sociedade civil nos processos de discussão e de tomada de decisão do poder público é a expressão da democracia, que deve ser valorizada e garantida pelos gestores públicos”.

Outra novidade se refere a junção de dois critérios de avaliação. A partir deste ano o clipping e o portfólio serão analisados conjuntamente pela comissão que avalia as propostas, facilitando o entendimento e a entrega dos documentos obrigatórios pelos proponentes. O diretor de Programas e Articulação Institucional da Superintendência de Interiorização e Ação Cultural da SEC, Marco Túlio Costa, ressalta a intenção das mudanças. “Nosso objetivo é tornar o processo mais efetivo e evitar dualidade na apresentação dos documentos. Percebemos que a utilização dos dois documentos em separado estava impedindo que alguns projetos avançassem na primeira etapa do certame, que é a análise documental”, afirma.

FLEXIBILIDADE NO PRAZO DE INSCRIÇÃO

As propostas podem ser inscritas durante todo o ano, não ficando limitadas às datas das viagens estipuladas pelas seleções. Os proponentes que planejam embarcar somente em dezembro já podem pleitear os recursos desde agora. As inscrições estão abertas para qualquer período de viagem em 2018. Confira o cronograma:

SELEÇÃO VIAGENS PREVISTAS DATA LIMITE PARA INSCREVER AS PROPOSTAS
2ª Seleção Viagens previstas para julho e agosto Até 21/05/2018
3ª Seleção Viagens previstas para setembro e outubro Até 16/07/2018
4ª Seleção Viagens previstas para novembro e dezembro Até 31/08/2018

No intuito de ampliar a distribuição dos recursos, no Edital de Intercâmbio e Circulação - Música Minas 2018 o proponente poderá receber apoio parcial, caso seja alcançado o limite de R$175 mil por período de seleção.

Neste ano, os valores dos incentivos para todos os destinos foram reajustados a fim de efetivar o apoio às viagens. O valor destinado será individual ou por integrante, em casos de propostas que envolvam execução coletiva. O valor máximo por grupo será de R$12 mil para viagens nacionais e de R$ 65 mil para viagens internacionais. Conheça os tetos orçamentários estipulados por destino:

Destinos Valor do apoio
Intermunicipal (entre municípios mineiros) R$ 400,00
Interestadual:                                                                           partindo sempre de algum município de Minas Gerais com destino a outros Estados do Brasil: Região Sudeste R$ 650,00
Região Nordeste R$ 1.400,00
Região Sul R$ 1.000,00
Região Centro oeste R$ 1.200,00
Região Norte R$ 1.500,00

Internacional

partindo sempre de algum município de Minas Gerais                                               para destinos no Exterior:

Países da América do Sul R$ 3.350,00
Países da América Central e do Norte R$ 5.800,00
Países do Continente Europeu R$ 6.000,00
Países do Continente Asiático R$ 7.500,00
Países do Continente Africano R$ 7.000,00

BALANÇO

Em 2017, o Música Minas contemplou 56 propostas, e garantiu a circulação de 210 pessoas. Artistas mineiros levaram a música produzida em Minas Gerais aos cinco continentes do mundo. O Japão recebeu o duo Alexandre Andrés e Rafael Martini para o lançamento do álbum Hura. A Coréia do Sul foi o destino da artista Jennifer Souza, que apresentou canções de seu trabalho "Impossível Breve". O famoso festival de jazz de Montreux, na Suíça, por onde passaram grandes nomes da música, como Nina Simone, Ella Fitzgerald e Elis Regina, foi palco para o guitarrista de Ribeirão das Neves, Expedito Inácio Andrade. A banda ouro-pretana Seu Juvenal, que comemorou no ano passado 20 anos de estrada, excursionou pela primeira vez na Europa, tocando na República Tcheca, Polônia e Eslováquia. A Argentina deu voz à música produzida em Minas Gerais com uma série de apresentações do Araçá Quarteto de Choro, grupo de Poços de Caldas. O programa da Secretária de Estado de Cultura também foi responsável por levar o professor de violão Ricardo Novais a Guiné-Bissau, na África, para ensinar violão à crianças e adolescentes carentes. O convite partiu do “Projeto Educando”, escola que atende cerca de 150 pessoas na cidade de Gabu, região leste do país. Essas são apenas algumas das inúmeras propostas contempladas ao longo de 2017.

Em 2015 e 2016 o edital viabilizou 111 projetos, promovendo a viagem de 349 integrantes da cadeia criativa e produtiva da música.


A Fundação Nacional de Artes – Funarte publicou o edital do Prêmio Funarte de Dramaturgia/2018 no Diário Oficial da União do dia 19 de abril de 2018. As inscrições estão abertas de 20 de abril a 4 de junho.

Válido para todo o território nacional, o programa tem como objetivo estimular a literatura de gênero teatral do Brasil. Serão contemplados no processo seletivo dez textos dramatúrgicos inéditos de autores nacionais, em duas categorias, sendo cinco peças de teatro adulto e cinco de teatro para a infância e juventude. Será premiada, em cada categoria, uma obra procedente de cada uma das cinco regiões do país.

Programação Visual Funarte

Os prêmios

No edital, a Funarte concederá premiações de acordo com as categorias, a saber: Teatro adulto – cinco prêmios de R$20 mil, para um contemplado de cada região do país; e Teatro para a Infância e Juventude: cinco prêmios de R$20 mil – também para um autor de cada região. Os pagamentos aos contemplados sofrerão os descontos previstos em lei (leia o item 7.2). Também é prevista pelo edital a publicação de uma coletânea das peças contempladas na página da Funarte.

Mais informações na página do edital, aqui


Do dia 11 de abril a 3 de maio, o Cine Humberto Mauro traz ao público a mostra Grandes Nomes do Kung Fu. Reunindo 27 longas que abordam o universo da milenar arte marcial chinesa, a mostra pode ser dividida em três eixos principais: ação, comédia de ação e wuxia, gênero literário e cinematográfico tradicional chinês, que tem suas origens datadas há mais de 5 milênios.

Confira a PROGRAMAÇÃO completa da mostra.

Acesse as SINOPSES dos filmes.

O cinema de Kung Fu trata, sobretudo, de uma questão de identidade nacional devido à colonização britânica de Hong Kong, onde nasceu. Nos filmes, era possível expressar a insatisfação com o apagamento geral das tradições chinesas.

A mostra é heterogênea e a seleção demonstra a reestruturação do cinema de Kung Fu clássico dos anos 60 até sua desconstrução no cinema mais contemporâneo, com longas desde 1972 até 2016. Filmes de Stephen Chow como Kung Fusão (2004) vão abordar preceitos e fórmulas do wuxia clássico e trabalhar esse aspecto do ridículo, aproximando do realismo.

 

O gênero tradicional wuxia tem como base a cultura milenar da formação religiosa chinesa e, por isso, costuma ser mal interpretado pelos ocidentais. Princípios do budismo e xintoísmo são tratados socialmente, e uma forma de Hong Kong afirmar sua identidade foi recontar essas histórias milenares no cinema, em que os personagens são capazes de aperfeiçoar o controle da força universal do Chi e atingirem feitos sobre-humanos.

A mostra Grandes Nomes do Kung Fu traz grandes destaques tradicionais como Bruce Lee, com a obra Operação Dragão (1973).

 

Já Jackie Chan estrela Police Story (1985), uma reestruturação do cinema policial com características do Kung Fu.

 

No wuxia Herói (2002), Jet Li interpreta um lutador sem nome que se propõe a enfrentar os assassinos de elite que ameaçam o soberano da província do norte da China, num exemplo da excelência da linguagem corporal do Kung Fu.

 
Data de início 11 de Abril de 2018
Data de término 03 de Maio de 2018
Endereço Cine Humberto Mauro | Palácio das Artes
Mais informações

EVENTO
Mostra Grandes Nomes do Kung Fu

CLASSIFICAÇÃO
Verifique a classificação indicativa de cada filme na programação

INFORMAÇÕES PARA O PÚBLICO
(31) 3236-7400, pelo link Fale Conosco no site www.fcs.mg.gov.br ou pelo Facebook em @fundacaoclovissalgado


No ano em que a Mostra de Artes Cênicas Tiradentes em Cena apresenta a LIBERDADE como temática, nada mais emblemático do que homenagear a atriz e cantora Zezé Motta. A artista, que há 60 anos transita entre todas as artes com destaque e talento, sempre foi um símbolo de resistência e vanguarda. “É uma grande honra poder falar de liberdade e ainda por cima homenagear uma pessoa que sempre foi à frente de seu tempo e se posicionou como mulher, negra, artista e cidadã. É uma voz que ecoa o significado de liberdade em todas as instâncias”, conta Aline Garcia, idealizadora do Tiradentes em Cena.  O evento, viabilizado com recursos da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, começa nesta sexta (4). Até o dia 12 de maio, a bela cidade mineira será palco para mais de vinte espetáculos teatrais, além de performances, rodas de conversa, oficinas, peças infantis, exposição e shows.

A mostra explora a apresentação em espaços alternativos e coloca a cidade de Tiradentes na rota das artes cênicas no país.

Programação diversificada para todas as idades durante nove dias

Somos de fato livres? Liberdade se resume em ter o livre arbítrio para decidir o que se quer de forma independente ou é algo ainda mais subjetivo? Onde a liberdade e a responsabilidade se cruzam? Esses e outros questionamentos em relação ao tema estarão presentes durante todo o evento, não só em cena, como também fora dela.

A abertura do evento, que acontece nesta sexta-feira (4), conta com uma apresentação inédita da bailarina Morena Nascimento. Nascida em Minas, a filha de bailarinos iniciou a carreira no grupo Primeiro Ato para depois se integrar à companhia da grande bailarina alemã Pina Bausch, firmando-se como um dos principais expoentes da nova geração da dança contemporânea.

“Quero dizer primeiro da minha felicidade em concretizar esse sonho de dançar em Tiradentes, cidade que faz parte do meu inventário emotivo, psíquico, que me conecta com minhas memórias mais emblemáticas de infância com meu pai. Agradeço o convite e terei um enorme prazer em contribuir com o festival”, pontua Morena Nascimento.

A programação da mostra também inclui um cortejo que celebrará os 300 anos de Tiradentes. Além disso, o evento realizará uma representação do batizado de Bárbara Heliodora, considerada a primeira poeta brasileira. Revolucionária, Bárbara foi casada com o inconfidente Alvarenga Peixoto.

O ator Julio Adrião fará uma dobradinha inédita no festival, apresentando o premiado espetáculo “A Descoberta das Américas” e estreando nacionalmente “Urbana”. 

A criançada poderá se divertir com o musical infantil “Chapeuzinho Vermelho”, enquanto o público adulto assistirá a espetáculos como “Trombo, Negro Conta” e apresentação musical de Zezé Motta com o show Divina Saudade.

Tonico Pereira - Credito Victor Pollak

A mostra receberá grandes nomes do teatro, como ator Tonico Pereira, comemorando 50 anos de carreira com seu primeiro monólogo “O Julgamento de Sócrates”. Já Fabiano Persi encena o animado “Sapato Bicolor”, narrando a história da Soul Music pelo olhar de um engraxate. Fabio Schmidt leva para o Tiradentes em Cena sua performance em homenagem ao ídolo Freddie Mercury, líder da Banda Queen.

O diretor mineiro Pedro Paulo Cava apresenta a comédia “Intimidade Indecente”. E o ator Dinho Lima apresenta o sensível espetáculo “Ledores do Breu”. O evento também vai contar com a encenação do novo espetáculo de Alexandre Lino, “O Porteiro”, que pode ser visto como um grito libertário dos excluídos em forma de comédia teatral documental.

Rodas de conversa, oficinas, residência artística e projeto de continuidade

Uma das iniciativas mais comentadas da mostra em 2017, as “Rodas de conversa”, em parceria com o Sesc em Minas, marcam presença novamente este ano. “Corpo e Liberdade”; “Teatro e Resistência”; “A representatividade da mulher negra nas artes cênicas: diálogos e liberdade” são os temas que figuram na programação do evento.

As Rodas de Conversa foram criadas para proporcionar às pessoas uma oportunidade de discussão sobre os assuntos relacionados à cultura, por meio de encontros com a participação de especialistas nos temas propostos. Dessa forma, o público se atualiza a respeito do que acontece na área e identifica possibilidades de ampliar os horizontes da produção artística. A ação é itinerante e realizada em todo o território mineiro.

A jornalista cultural Carolina Braga ministra a oficina “Crítica na Prática”. A partir de fundamentos teóricos do jornalismo cultural e da crítica de teatro, a oficina propõe uma experiência empírica voltada para a análise de obras teatrais, redação, edição e publicação. O material produzido poderá ser encontrado no site e redes sociais do Tiradentes em Cena.

Uma iniciativa inédita para 2018, e muito sonhada pela equipe da mostra, é a parceria com o grupo Teatro da Pedra, residente em Tiradentes. Além de fomentar a manutenção das aulas para jovens estudantes durante todo o ano, o evento promoverá encontros com profissionais da área teatral que culminará em uma montagem de um espetáculo a ser apresentado no Tiradentes em Cena em 2019.

A exemplo de alguns festivais europeus, o Tiradentes em Cena, em co-produção com a Spasso Escola de Circo, fará uma residência artística durante a mostra, recebendo artistas de várias regiões, que juntos, proporão a montagem de um novo espetáculo. A residência é aberta para visitas durante todo o evento.

Cenas Curtas chega à terceira edição

Pelo terceiro ano consecutivo, o Tiradentes em Cena promove um festival de cenas curtas. Grupos e artistas da região podem inscrever cenas com temática livre de até 10 minutos para serem apresentadas no dia 9 de maio, no teatro municipal de São João del Rei. As três melhores cenas, além de receberem premiação em dinheiro, serão apresentadas no último dia da mostra, no Sesi – Centro Cultural Yves Alves.

A Mostra de Teatro Tiradentes em Cena é realizada com os benefícios da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais e conta com o patrocínio da Cemig e parceria cultural com o Sesc em Minas.

SERVIÇO

Tiradentes em Cena

Data: de 4 a 12 de maio

www.tiradentesemcena.com.br

Assessoria de Imprensa -  Rio de Janeiro

Fábio Amaral - Minas de Ideias Comunicação Integrada

(21) 3023-1473 / 98249-6705 / Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Assessoria de Imprensa – São Paulo

Carlos Gilberto – Minas de Ideias Comunicação Integrada

11 3774 1918 / 11 97064 9555 / Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Assessoria de imprensa – Minas Gerais

Viviane Furst – Primeiro Plano Comunicação

31 99197 1645 / 31 98258 2036 / 31 3234 0714/ Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.


 O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), realiza nos dias 17 e 18 de abril o I Seminário Estadual da Cachaça Artesanal de Alambique. O evento será realizado no Crea-MG, em Belo Horizonte, e as inscrições gratuitas já estão abertas. O evento espera reunir produtores, técnicos, comerciantes, empresas e instituições que estejam alinhadas com as ações relacionadas à qualidade, segurança e certificação da cachaça artesanal de alambique.

Cachaça de Alambique - Carlos Alberto Pereira - Imprensa-MG

A participação da cachaça artesanal vem crescendo no ranking dos produtos que se destacam no cenário do agronegócio mineiro e despertando a atenção do mercado internacional, mas não como commodity, a exemplo dos grãos soja e milho e sim como bebida gourmet. Na avaliação do Superintendente de Apoio à Agroindústria da Secretaria de Agricultura, Gilson Sales, o segmento vem passando por uma mudança no perfil do consumidor, que está cada vez mais sofisticado, seletivo e exigente quanto à qualidade. 

Produção

A produção mineira está em torno de 150 milhões de litros. O estado tem pouco mais de 4,2 mil alambiques informais. Segundo a Associação Nacional dos Produtores de Cachaça (Anpaq), 700 são registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), órgão federal responsável pelo registro.

O estado possui um programa de certificação da bebida, o Certifica Minas Cachaça. Executado pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), o programa conta com 18 marcas certificadas. Segundo o Superintendente Gilson Sales, para atender a este novo perfil de mercado o produtor deve investir na certificação da produção, tema que será um dos destaques do seminário. “Os programas de certificação são de adesão voluntária, mas é um investimento que o produtor faz em seu negócio. O processo valoriza e promove a marca, coloca o produtor em dia com a legislação, permitindo que ele saia da clandestinidade para o mercado formal e abre as portas de um nicho de mercado que procura exatamente por este produto diferenciado”, afirma o superintendente da Seapa.

Tributação

Outro tema de grande interesse do setor produtivo que será abordado, durante o seminário, é o Simples Nacional. Segundo o Superintendente do Sindicato das Indústrias da Cerveja e Bebidas em Geral (SindBebidas), Cristiano Lamêgo, será explicado aos produtores como vai ser a tributação a partir do momento em que se optar por esse regime tributário diferenciado. “Esta é uma conquista do setor, aprovada em janeiro deste ano. Quem optar pelo Simples Nacional vai ter uma redução em torno de 60% a 70% no volume de imposto”, avalia.

O I Seminário Estadual da Cachaça Artesanal de Alambique é realizado em parceria com as instituições vinculadas ao sistema operacional da Agricultura (Emater-MG, Epamig e IMA) e tem o apoio da Anpaq, SindBebidas, Expocachaça, Sebrae-MG e o Centro Universitário UNA.

PROGRAMAÇÃO

Serviço:

I Seminário Estadual da Cachaça Artesanal de Alambique

Data: 17 e 18 de abril

Local: CREA-MG – Av. Álvares Cabral, 1600 – Santo Agostinho/BH

Inscrições gratuitas: www.sympla.com.br ( I Seminário Estadual da Cachaça Artesanal de Alambique)

Informações: (31) 3915-8554 / Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais – Assessoria de Comunicação Social

Jornalista Responsável: Márcia França

Tel: (31) 3915-8543

www.agricultura.mg.gov.br

facebook.com/agriculturamg

Twitter: @agriculturamg

Considerada a maior exposição agropecuária de raças zebuínas do mundo, a Expozebu promoveu em sua 84ª edição, um espaço voltado para a promoção de produtos típicos mineiros, como queijos, cachaças, cafés e doces.

Na ocasião, a Setur-MG e o Circuito Turístico Alta Mogiana apresentaram a gastronomia e os destinos turísticos mineiros por meio do estande da Mineiraria. Além disso, o novo material promocional da secretaria foi lançado durante o evento e distribuído para o público presente.

expozebu

Para o empresário Armando Alves, a feira atua como importante incentivo aos produtores do estado. "É a primeira vez que sou selecionado pela CODEMIG para participar de um evento, fiquei muito feliz de estar aqui. Quero participar de outros e, no próximo ano, vamos divulgar ainda mais este espaço que é maravilhoso para nós produtores", afirma.

“A gastronomia é um dos pilares do turismo em Minas Gerais e participar desta edição da Expozebu foi uma excelente oportunidade de apresentar a Gastronomia Mineira e fomentar a cadeia produtiva do setor em Minas Gerais, que é estratégica para o desenvolvimento econômico”, destaca o secretário de Estado Adjunto de Turismo de Minas Gerais, Gustavo Arrais.

A Feira de Gastronomia e Alimentos de Minas tem o selo + Gastronomia, iniciativa desenvolvida pelo Governo de Minas Gerais. A Expozebu é promovida pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) e conta com o patrocínio do Governo de Minas Gerais.


 

Confirmando sua posição de liderança entre os eventos comerciais de lançamento de moda da América do Sul, o Minas Trend, realizado pela Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG), irá contar em sua próxima edição com mais de 200 marcas que são referência nacional nos segmentos de vestuário, bolsas, sapatos, joias, bijuterias e acessórios. Os expositores se caracterizam por produtos que se diferenciam pelo design, conceito de moda e qualidade do acabamento e das matérias-primas utilizadas. O evento acontece no Expominas, em Belo Horizonte, de 17 a 20 de abril. Com o principal objetivo de gerar negócios e oportunidades para a cadeia produtiva de moda, o Minas Trend também é reconhecido pelo alto nível dos seus compradores - profissionais qualificados e com autonomia de decisão -, que são recepcionados em um ambiente pensado para proporcionar uma experiência de compra assertiva, ágil e comercialmente vantajosa. Em sua maioria, são proprietários ou representantes de butiques e multimarcas selecionadas que privilegiam produtos exclusivos, contemporâneos e altamente competitivos. Confira a lista preliminar de expositores:

Confira a lista preliminar de expositores:

Vestuário ALFAIATARIA ATELIÊ / ANANDA / ANNE EST FOLLE / ANNE FERNANDES UNIQUE / ARTE SACRA|COUTTURE / BELLA PELLE / BIANZA / BIA GUIRÃO / BRODERIE / CANDÊ / CHOCKER / CHRIS GONTIJO / CLARA NATO / CORPPUS GRIF / COSH / CRIS CAPOANI / D.DORA / DENISE VALADARES / DOMINIQUES / DONA JANDIRA COUTURE / DORINHA GUIMARÃES / ELIANE MATOS / ELLIZABETH MARQUES / ESPAÇO LIZIANE RICHTER / F. HAUS / FABIANA MILAZZO / FÁTIMA SCOFIELD / FEDRA / FE-LIS / FIGURATI / FLAVIA RAMPELOTTI / FLECHE D OR / FRUTACOR / GATOS DE RUA / IBIZA PRAIA / IZADORA LIMA / JCHERMANN / JES PLUS CULTURE / JESSICA ANDRADE / JUJU COSTA / JULIANA SANMARTIN / KALANDRA / KATMOS / LACAN / LAFÊ / LAV / LIBERTEES / LINA DELLIC / LN BRAND / L OR / LORE / LUCAS MAGALHÃES / LUME / MADDIE / MADREPEROLA / MANZAN / MARACUJÁ / MARIA PAVAN / MARIE / MARRÔ / MENIAX / MIÊTTA / MINIMALE / MOLETT / MRODARTE / NAMMOS / NANA KOKAEV / NATALIA PESSOA / NEUSA FARIA / NIN / NOTEQUAL / NOUVEAU JOUR / OLYMPIAH / ONDA QUENTE / PATRICIA MOTTA / PLURAL / PUSH PULL / R.VASCONCELLUS / RAISSA / RAQUEL DE QUEIROZ / SANM / SKAZI / SAPPHIRE UP / SILVANIA MARES / SK|SKUNK / SOL E ONDAS / ST. TROIS / STRASS / TÁSSIA ELY / THAYS TEMPONI / TON ÂGE / TUTTA / UH.PREMIUM / UMA|RAQUEL DAVIDOWICZ / UNITY SEVEN / V & V ARTE NA LINHA / VERDE LIMÃO MODA PRAIA / VILLAGE CONDOTTI / VIRGÍLIO COUTURE / VITOR ZERBINATO / WMDCCOLLECTION Joias/Bijoux ALANA TENÓRIO / AMÉM ACESSÓRIOS / ANNA PRATA ACESSÓRIOS / ATELIÊ ENDY MESQUITA / ATELIER CHILAZE / AULORE / BIJUKA - JERUSA GOMES / BRINCOLAR / BROG SEMI JOIAS / BY SEGHETO SEMIJOIAS E PRATA / CALEIDOSCÓPIO / CAMILA KLEIN / CARLOS PENNA / CAROL PAZ / CLAUDIA ARBEX / CLAUDIA MARISGUIA BIJOUX / CMC SEMIJOIAS / DIVINÍSSIMA / ELEGANCE SEMI JOIAS / ENTREAMAR / ERÊ BIJOU / ESSAMULHER / FERNANDA TORQUETT / FIORITA JOIAS / GLAMOUR DAS MENNINAS / HECTOR ALBERTAZZI / HELIANA LAGES JOIAS EM CROCHÊ / HERREIRA SEMI-JOIAS / IPEK BRASIL / IVANA SALUME ACESSÓRIOS / JESSICA DI NETTI / JULI BULI ESTÚDIO / JÚLIA TORQUETTI SEMIJOIAS / K / KORPUSNU / LÁZARA DESIGN / LE DIAMOND / LEGUEDÊ / LETÍCIA SARABIA ACESSÓRIOS / LUÍZA ROGI / MADAME MORDÔ / MARIA CEREJA ACESSÓRIOS / MARIAH ROVERY / MARIANA AMARAL / MONICA DI CREDDO / MORENA CANELA / NÁDIA GIMENES BIJOUX DESIGNER / NINA K - CONCEITOS E ESTILOS / OLGA / PALONE DESIGN / PAOLA DE LUCA / RAFAELA RIBEIRO JOIAS / RALUAN CRIAÇÕES / RINCAWESKY / ROSANA BERNARDES / RUST MINER / S&B ACESSÓRIOS / S.D POR SHEILA MORAIS / SIMONE SALLES ACESSÓRIOS / SORAYA CAMPOS / T.ARRIGONI / TODA COR ATELIER DE RESINA Bolsas/Calçados AGALI / ANZETUTTO / CECCONELLO / CELLSO AFONSO / CHERRY BYBOAONDA / CONFRARIA / CRISTÓFOLI / DEBORA GERMANI / DIWO / DONNA BRASIL / ELISA ATHENIENSE / FERRI - D.FRENT / FERRUCCI / FLORÉ / GUILHERMINA / INCONTRI / ISLA / ITTEM / JORGE BISCHOFF – LOUCOS E SANTOS / JUNIA GOMES / KILLANA / LA SPEZIA / LENNY E CIA / LORRACI / LUIZA BARCELOS / MARA SPINA / MARGOT / MEZZO PUNTO / NUU SHOES / PATRICIA MARANHÃO / PAULA BAHIA / PRAZERES ACCIOLY / SELO DE CONTROLE / SERPUI / VICENZA

SERVIÇO

Minas Trend – Primavera-verão 2019

Data: 17 a 20 de abril de 2018

Horário: de 3ª a 5ª feira, das 10h às 20h, e 6ª feira das 10h às 17h

Local: Expominas – Belo Horizonte – MG

Informações: www.minastrend.com.br - https://www.facebook.com/minastrend

Informações para imprensa: namídia assessoria de comunicação - tel. (11) 3034.5501

Marcia Fonseca - Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Robson Leite – Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Ivo Chicuta – Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.


A Missão Diplomática dos Estados Unidos no Brasil traz a Belo Horizonte e Ouro Preto a banda gospel “Oscar Williams & the Band of Life”. A visita da banda gospel busca promover entendimento cultural entre brasileiros e norte-americanos. O grupo também se apresenta nas cidades de Salvador, Porto Alegre e Brasília. Em Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Cultura é uma das apoiadoras. Em BH a apresentação acontece na sexta (4) no Teatro Francisco Nunes, e em Ouro Preto os artistas sobem ao palco da Casa da Ópera no sábado (5). Todas as apresentações são gratuitas e sujeitas à disponibilidade de assentos.

Durante a passagem pelas cidades brasileiras, a banda também ministrará oficinas para estudantes de conservatórios de música e universidades. 

Oscar Williams & the Band of Life

Oscar Williams & the Band of Life têm um histórico considerável na música. A banda foi formada em 2000 como um conjunto de música gospel e, desde então, passou a incorporar outros estilos e vários músicos e cantores dos Estados Unidos. Esse grupo inovador começou a viajar pelo país logo após o lançamento de seu primeiro CD intitulado “Unstoppable”. O CD teve boa recepção, ficando inclusive na lista dos 40 álbuns de gospel mais tocados da Billboard. Logo depois, Oscar começou suas viagens internacionais com uma turnê pela Alemanha, Suíça e Itália. Até agora, Oscar e sua banda participaram de várias apresentações de grande repercussão, entre elas: a celebração de Natal pelo Papa João Paulo II no Vaticano, (Roma 2001 – 2002), como backing vocals em diversas apresentações da pop star europeia Elisa e em comemorações natalinas na República Tcheca, na Áustria e na França. Em 2010, Oscar concorreu e foi escolhido entre mais de 100 candidatos como artista do programa Rhythm Road: Music Abroad [Estrada do Ritmo: Música no Exterior]  e nomeado embaixador da música dos Estados Unidos da América.

Esse prestigiado programa, patrocinado pelo Departamento de Estado, remonta à década de 1960 e era conhecido como programa Embaixador do Jazz. Artistas como Dizzy Gillespie, Duke Ellington e Louie Armstrong foram pioneiros desse programa e iniciaram a rica tradição de músicos americanos que viajam pelo mundo todo para contatar, ensinar e treinar pessoas, contribuindo assim para que várias culturas tenham uma percepção melhor dos Estados Unidos da América. Em 2010, Oscar e sua Band of Life foram enviados a Chipre, Líbano, Polônia e Romênia como embaixadores da música gospel por seis semanas. Durante esse período, reuniram-se com o embaixador dos EUA em cada país, realizaram vários workshops educacionais, deram master classes e concertos com salas lotadas. Oscar sensibilizou e mudou o coração de incontáveis estrangeiros que enviaram ao Departamento de Estado seus testemunhos de como a música e as apresentações inspiraram suas comunidades.

Em 2011, Oscar concorreu novamente e foi escolhido Embaixador da Música. Dessa vez ele e sua banda foram enviados para as Américas do Sul e Central, especificamente para Colômbia, Argentina, Chile, Equador e Guatemala. A resposta foi fantástica! Formaram-se vários relacionamentos com estudantes, instituições educacionais, organizações comunitárias e músicos locais enquanto a Band of Life mais uma vez cantava os gloriosos sons da música gospel para plateias que invariavelmente aplaudiam de pé. Essa turnê permitiu a Oscar trabalhar com diversos grupos de pessoas, inclusive alunos do ensino fundamental e estudantes selecionados de conservatórios de música. O objetivo de cada master class e workshop foi apresentar um histórico da música americana baseada no gospel e demonstrar vários estilos de canto associados com o jazz e o gospel. A banda também ensinou aos estudantes e às plateias músicas tradicionais americanas, e seus membros também se tornaram alunos da cultura local aprendendo canções folclóricas da região, participando de fóruns comunitários e jam sessions. As experiências adquiridas com essas interações dotaram Oscar e sua banda de recursos para explorar novas oportunidades de ensinar e apresentar ao mundo toda a riqueza da música americana.

Apresentações abertas ao público em Minas Gerais:

Belo Horizonte:

Data: 4 de maio (sexta-feira)
Local:Teatro Francisco Nunes

Endereço: Av. Afonso Pena, s/n – Centro
Horário: 19h
Entrada Franca – sujeito à disponibilidade de assentos

Retirar ingressos uma hora antes na bilheteria do Teatro

Telefone: (31) 3338-4010

Ouro Preto:

Data: 5 de maio (sábado)
Local:Casa da Ópera – Teatro Municipal de Ouro Preto

Endereço: Rua Brigadeiro Musqueira, nº 104 – Centro
Horário: 19h
Entrada Franca – sujeito à disponibilidade de assentos

Telefone: (31) 3338-4010


  

Com uma programação extensa e democrática, a ONG Contato apresenta a partir de amanhã (13) a Contato Filmes Incubadora de Audiovisual. O objetivo da ação é refletir criticamente sobre o mercado no Brasil propondo ações práticas como maior articulação do setor, produção de conteúdos e inclusão social. A edição 2018 vai contar com três seminários, 24 oficinas, uma mostra de filmes itinerante e um circuito de favelas que contempla sete instituições sociais, 26 exibições em comunidades e sete oficinas.

Abrindo as atividades da Contato Filmes Incubadora de Audiovisual, amanhã (13) acontece o seminário “Os marcos legais do audiovisual no Brasil e a Lei do Audiovisual de Minas Gerais”, no Cine Humberto Mauro (Palácio das Artes), das 10h ao meio-dia. Participam: Alfredo Manevy, doutor em Cinema e Vídeo pela USP e ex-presidente da SP Cine e Carla Francine Pedrosa Ferreira, do Conselho Gestor do Fundo Setorial do Audiovisual. A medição é de Gilvan Rodrigues, coordenador do Programa de Desenvolvimento do Audiovisual Mineiro – PRODAM, parceira deste seminário. Em debate, políticas de desenvolvimento do setor para o Estado e criação da Lei do Audiovisual em Minas.

“A importância da inciativa se dá na troca, no intercâmbio de conhecimentos e experiências entre os profissionais já consagrados do mercado audiovisual brasileiro e internacional com os novos pensadores e realizadores do setor. Fundamental para um profissional do audiovisual brasileiro ter uma formação ampla e republicana. Para isso, buscamos promover debates sobre cinema e audiovisual, mas também sobre as bandeiras que este cinema como instrumento de transformação social possui”, explica o idealizador, Helder Quiroga Mendoza.

As inscrições para os seminários e oficinas são gratuitas e estão abertas por meio do site www.sympla.com.br/ongcontato. As vagas são limitadas e haverá seleção com base em análise de currículo pelos ministrantes das oficinas e equipe da ONG. Contato Filmes Incubadora de Audiovisual tem o patrocínio da CEMIG e da NET através de Lei Estadual de Incentivo à Cultura.

O principal desafio do Cinema Brasileiro ainda é a formação de novos profissionais para atender as demandas do mercado para seu pleno desenvolvimento e crescimento, de acordo com Helder. “Porém, para nós da Contato, o principal desafio é gerar a inclusão sócio-produtiva de jovens profissionais gerando inclusão social e geração de renda. Acreditamos que a economia da cultura, em especial, a economia do audiovisual deve ser uma economia antes de mais nada, sustentável, inclusiva e que defenda os direitos humanos como fundamentos de uma economia do século 21”, diz.

Joana Oliveira - Crédito: Passaporte

No dia 17 de abril, terça-feira, a discussão se centra numa pauta fundamental, “As Mulheres na Cadeia Produtiva do Audiovisual no Brasil”. No auditório da UNA, Debora Ivanov, diretora da ANCINE, Luciane Gorgulho, chefe do Departamento de Economia da Cultura do BNDES, Marina Pompeu, analista de projetos do Canal Brasil levantam os diversos aspectos da participação feminina no setor, a partir das 19h30. A mediadora é Joana Oliveira, coordenadora do curso de Cinema da UNA.

Isadora Lerman - Crédito: Bruno Figueiredo

As oficinas de abril da Contato Filmes Incubadora de Audiovisual têm as mulheres como tema e acontecem na ONG Contato. Isadora Lerman ministra, a partir do dia 16, “Assistente de Direção”, que se dedica a formar e capacitar profissionais a atuar como em obras cinematográficas e audiovisuais, auxiliando os trabalhos do diretor no diálogo com atores, decupagem de roteiros técnicos, diálogos com setores de criação e produção, narrativa fílmica pela imagem e etapas de pré e pós-produção.

A partir de 24 de abril, Joana Oliveira está à frente de “Roteiro” cuja proposta é apresentar a importância do roteiro para a produção e realização audiovisual, bem como os conceitos de ideia, sinopse, argumento e roteiro. Além disso, serão apontados: elementos da narrativa audiovisual, tipos de roteiro, adequação do roteiro ao formato e gênero da obra audiovisual, técnicas de elaboração de roteiros, o roteiro na ficção, no documentário, no desenho animado, na adaptação de obras literárias, construção dos personagens e redação de diálogos, e exercícios de elaboração de roteiros e profissão de roteirista.

Também a partir de 24 de abril e fechando o ciclo de oficinas do mês, Carina Bismarck ministra “Direito Autoral e Legislação Audiovisual”. Serão abordados: a regulamentação dos setores de cinema e TV no Brasil, os órgãos reguladores do Estado que afetam a indústria audiovisual e suas atribuições - ANCINE, CVM, ANATEL - as principais leis e regulamentos que regem a indústria audiovisual no Brasil e As leis federais, estaduais e municipais de incentivo à cultura e ao audiovisual e suas aplicações.

A atenção aos temas do momento norteiam todos os projetos da ONG Contato. “Nós temos como um de seus fundamentos principais as ações de interesse da juventude, dos movimentos sociais e da cultura. O meio ambiente, as questões de gênero, a democratização dos meios de comunicação e os direitos humanos de uma forma ampla são e serão sempre objeto de nossas ações. O que buscamos nos últimos tempos é introduzir estes debates dentro dos campos da música, do audiovisual, das articulações em rede e no ambiente internacional. Acreditamos que o setor audiovisual é um setor estratégico para Minas Gerais e por isso, importante que ele se fortalece de princípio e valores baseados nos direitos humanos e nos debates da contemporaneidade”, pontua Helder.

A partir de maio seguem as oficinas, seminários e mostras, com o destaque para os recortes feitos nas comunidades da capital. “Estamos iniciando agora, pela primeira vez na cidade queremos transformar experiências bem sucedidas de exibições e realização de formação nas periferias de Belo Horizonte em um circuito cinematográfico de periferia, buscando identificar e potencializar os novos realizadores e pensadores do audiovisual nas quebradas da capital mineira. Teremos o apoio de diversas entidades socioculturais que atuam neste campo formando uma rede de inclusão e defesa do acesso ao cinema e o audiovisual para todos. A programação do circuito está sendo arquitetada no diálogo com as lideranças destas comunidades que vão desde o Alto Vera Cruz, Aglomerado da Serra, Venda Nova até a Barragem Santa Lúcia. Em breve soltaremos a programação completa”, finaliza.

PROGRAMAÇÃO DE ABRIL

Seminários

“Os marcos legais do Audiovisual no Brasil e a Lei do Audiovisual de Minas Gerais”

Dia 13 de abril de 2018, sexta-feira, das 10h às 12h

Local: Cine Humberto Mauro Palácio das Artes - Avenida Afonso Pena, 1.537, Centro

Parceria: PRODAM

“As Mulheres na Cadeia Produtiva do Audiovisual no Brasil”

Dia 17 de abril de 2018, terça-feira, das 19h30 às 21h

Local: Auditório UNA – Rua da Bahia, 1.723, Lourdes

Parceria: UNA

Oficinas

Tema: Mulheres no audiovisual

“Assistente de Direção”

Oficineira: Isadora Lerman

Duração: 20 horas – 5 encontros de 4 horas / Capacidade: 15 pessoas

Dias: 16 a 20 de abril, das 14h às 18h

Local: ONG Contato - Rua Pouso Alto, 175, Serra

“Roteiro”

Oficineira: Joana Oliveira

Duração: 15 horas – 3 encontros de 5 horas / Capacidade: 20 pessoas

Dias: 24, 25 e 27 de abril, das 13h30 às 18h30

Local: ONG Contato - Rua Pouso Alto, 175, Serra

“Direito Autoral e Legislação Audiovisual”

Oficineira: Carina Bismarck

Duração: 8 horas – 4 encontros de 2 horas / Capacidade: 20 pessoas

Dias: 24 a 27 de abril, das 19h30 às 21h30

Local: ONG Contato - Rua Pouso Alto, 175, Serra

Agradecemos a atenção. Para informações adicionais e agendamento de entrevistas, favor entrar em contato com Noir Comunicação Total: (31) 3297-1014

Ângela Azevedo: (31) 9 9114-7229 pelo e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Ludmila Azevedo: (11) 97161-9753 pelo e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

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O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, lançou, nesta sexta-feira (27), em Recife (PE), a 6ª edição do Prêmio Culturas Populares. Trata-se da maior premiação da cultura popular realizada pelo MinC em termos de valores e número de premiados. Este ano serão investidos R$ 10 milhões – valor recorde – em 500 iniciativas que fortaleçam e contribuam para dar visibilidade a atividades culturais de todo o Brasil, como cordel, quadrilha, maracatu, jongo, cortejo de afoxé, bumba-meu-boi e boi de mamão, entre outras. 

Ministro Sá Leitão, Lia de Itamaracá e netas de Selma do Coco durante lançamento do Prêmio Culturas Populares 2018 (Foto: Clara Angeleas/Ascom MinC)

"O Prêmio Culturas Populares é um marco. É a maior premiação da cultura popular brasileira, é o reconhecimento da importância de nossas tradições culturais e daqueles que as mantêm vivas e potentes em todas as regiões deste vasto e diverso país", destacou o ministro durante o evento, realizado em clima de festa, com apresentações de grupos de maracatu, quadrilha e outras manifestações populares.
 
Durante o evento, o ministro defendeu o papel da cultura como fator de união: "Independentemente da visão política, partidária, ideológica de cada um, estamos lidando com algo que está acima disso. A cultura nos une", afirmou Sá Leitão. Ele também destacou que o MinC tem lançado um novo olhar sobre a cultura, resgatando a importância econômica do setor. "Fico angustiado de ver o quanto nós temos historicamente desperdiçado, do ponto de vista econômico, os nossos ativos culturais. Cada real que o poder público coloca na cultura volta multiplicado na forma de arrecadação", destacou.
 
Na edição deste ano, cada um dos premiados receberá R$ 20 mil, o dobro de 2017. Serão 200 prêmios para iniciativas de mestres e mestras (pessoa física); 180 para iniciativas de grupos sem CNPJ; 70 para pessoas jurídicas sem fins lucrativos; 30 para pessoas jurídicas com ações comprovadas em acessibilidade cultural; e 20 para herdeiros de mestres e mestras já falecidos (in memoriam). As inscrições podem ser feitas de 30 de abril a 13 de junho, pela internet ou via postal. 
 
A seleção dos premiados será conduzida por uma comissão composta por 30 membros: 15 servidores públicos e 15 membros da sociedade civil. Os critérios de seleção incluem o grau de intercâmbio de saberes e fazeres da cultura popular que tenham proporcionado aprendizado entre diferentes gerações, a relevância e a contribuição sociocultural das práticas nas comunidades em que são desenvolvidas, a capacidade de perpetuação e preservação dessas atividades tradicionais, gerando emprego e renda, entre outros. 
 
Em cinco edições, o Prêmio Culturas Populares contou com 9 mil inscrições e distribuiu R$ 18,7 milhões em prêmios a 1545 mestres, grupos e entidades sem fins lucrativos. A premiação estava suspensa desde 2012 e foi retomada no ano passado, quando obteve número recorde de inscritos (2.862), com 500 premiados.
 
Na edição de 2017, foram 258 agraciados do Nordeste, 151 do Sudeste, 42 do Norte, 21 do Centro-Oeste e 28 do Sul do Brasil. Para garantir que a distribuição dos recursos seja feita de forma democrática, em 2018 serão 100 prêmios para cada região. Se uma das regiões não atingir o total de vagas existentes, as vagas restantes serão redistribuídas entre as demais regiões. 
 
Selma do Coco
 
A cada ano, o prêmio homenageia um grande nome da cultura popular. Nesta edição, a homenageada é a cantora pernambucana Selma Ferreira da Silva, a Selma do Coco, falecida em 2015. Nascida em 1925 na cidade de Vitória de Santo Antão, deixou como principal legado a sua contribuição para a consolidação do coco, ritmo típico do Nordeste brasileiro, como referência nacional, tendo gravado cinco discos, ganhado oito prêmios – entre eles um Prêmio Sharp – e participado de festivais internacionais nos Estados Unidos e na Europa.
Selma do Coco foi essencial para a consolidação do coco, ritmo típico do Nordeste brasileiro (Foto: Priscilla Buhr)
 
Selma do Coco teve contato com a música tradicional pernambucana ainda criança, nas festas juninas que frequentava com os pais. Aos 10 anos, mudou-se com a família para Recife. Casou-se e teve 14 filhos, dos quais apenas um chegou à vida adulta. Dos demais, 10 morreram recém-nascidos, dois durante o parto e um em um acidente de caminhão, que também vitimou seu marido. Além dos filhos, também ajudou na criação de quatro sobrinhos. 
 
Já viúva, mudou-se para Olinda. No Alto da Sé, cantava o coco enquanto trabalhava com a venda de tapiocas. A cantoria, inicialmente solitária, aos poucos se transformou em rodas de coco, realizadas no fundo do quintal da casa da artista. "Aos poucos, as pessoas foram gostando, as rodas ficaram cada vez mais cheias e assim minha avó foi ficando conhecida", conta a neta Raquel Marta, 37 anos. 
 
"Ocupo com muito orgulho o lugar dela", destaca Raquel, que é vocalista do grupo Coco de Selma. "Além de fisicamente parecida, minha voz também se parece muito com a de minha avó", afirma. "Ela era uma mulher guerreira, uma grande mestra do coco. Tinha grande amor pelo trabalho. Eu e várias outras pessoas do coco nos espelhamos nela", destaca.
 
Gravou o primeiro CD – Coco de Roda, o elogio da festa – em 1995. Em 1996, apresentou-se pela primeira vez a um grande público, durante o Festival Abril pro Rock, em Recife. O segundo CD – Cultura Viva – foi gravado em Berlim, em 1997, e relançado no Brasil em 1998 com o nome Minha História. Pela obra, que traz os sucessos A Rolinha, Santo Antônio e Dá-lhe Manoel, recebeu, em 1998, o então Prêmio Sharp, hoje Prêmio da Música Brasileira. 
 
Participou do Festival Lincoln Center, em Nova York, e do New Orleans Jazz & Heritage Festival, em Nova Orleans, entre outros, e se apresentou em diversos países, como Alemanha, França, Bélgica, Espanha, Suíça e Portugal.  
 
Em 2007, recebeu a Ordem do Mérito Cultural (OMC), principal condecoração pública da área da cultura, entregue pelo Ministério da  Cultura (MinC). Faleceu em 9 de maio de 2015.
 
Confira vídeo sobre a vida de Selma do Coco:
 
 
De todas as regiões do Brasil
 
Histórias de amor pela cultura, de dedicação e de superação dão a tônica do Prêmio Culturas Populares. No ano passado, um dos premiados foi o mestre Severino Vitalino, natural de Caruaru (PE). Com o pai, aprendeu a modelar o barro e retratar personagens e bonecos da realidade local. As obras de Mestre Vitalino podem ser vistas no Museu do Barro de Caruaru e no Museu Casa do Pontal, o mais importante museu de arte popular do Brasil, no Rio de Janeiro. O mestre criou uma narrativa visual expressiva sobre a vida no campo e nas vilas do nordeste pernambucano. Realizou esculturas antológicas, como "o enterro na rede", "cavalo marinho" e "casal no boi", entre outras.
 
O Grupo Afrolage, do Rio de Janeiro (RJ), também foi premiado no ano passado. Idealizado pela professora e coreógrafa Flávia Souza, busca dar visibilidade à cultura de matriz afro-brasileira, por meio de manifestações culturais como o jongo, a capoeira Angola, o maracatu, o coco e o samba de roda. Todo último domingo do mês, seus membros promovem, de forma voluntária, um encontro na Praça Agripino Grieco, Zona Norte da capital fluminense. 
 
No Centro-Oeste, a Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge, em Alto Paraíso de Goiás (GO), foi outra expressão cultural reconhecida pelo Prêmio. Fundada em 1997, na pequena Vila de São Jorge, é sede e precursora do Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros, que reúne, anualmente, manifestações artísticas e expressões culturais do povo brasileiro, como a catira, a curraleira, a sussa, o lundu, o batuque e o congo, entre outros.
 
Já na região Norte, Mestre Damaceno, o "botador de boi", repentista, cantador de carimbó, compositor de sambas, poeta e pescador, recebeu reconhecimento. Ele criou, a exemplo do boi-bumbá, o "Búfalo-Bumbá" de Salvaterra. A escolha do búfalo se deu por ser um símbolo da paisagem de Marajó. Trata-se de uma brincadeira coletiva, que percorre as ruas da cidade duas vezes por ano, em junho e agosto.
 
Na região Sul, o Boizinho da Praia, do município de Cidreira (RS), foi um dos contemplados no ano passado. A manifestação cultural havia caído em desuso por mais de 50 anos e foi resgatada, registrada e socializada pelo Mestre Ivan Therra. A iniciativa conta com elementos próprios do imaginário popular do litoral gaúcho, como o Minhocão da Lagoa do Armazém, a Sereia da praia da Cidreira, o Boto Encantado da Barra do Imbé, o mestre Julinho tocador de tambor e as benzedeiras da beira do mar, entre outros.
 
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Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura


Ministério da Cultura, Governo de Minas Gerais e Fundação Clóvis salgado apresentam:

 Créditos: Paulo Lacerda / ASCOM FCS

CONCERTOS NO PARQUE | ÓPERA LA TRAVIATA

No próximo dia 15 de abril, a partir das 10h, a Fundação Clóvis Salgado traz ao público de Belo Horizonte uma de suas atividades mais aclamadas, a série Concertos no ParqueA apresentação acontece no Parque Municipal Américo Renné Giannetti com entrada gratuita.

Orquestra Sinfônica e o Coral Lírico de Minas Gerais, sob regência de Silvio Viegas, se unem aos solistas convidados, Fernando Portari (Alfredo Germont) e Jaquelina Livieri (Violetta Valery) para encantar o público com trechos da montagem da FCS da ópera La Traviata, de Giuseppe Verdi. 

EVENTO

CONCERTOS NO PARQUE | ÓPERA LA TRAVIATA

HORÁRIO

10H

CLASSIFICAÇÃO LIVRE

INFORMAÇÕES PARA O PÚBLICO: 

(31)3236-7400


Berço de grandes nomes da música instrumental brasileira, Minas Gerais segue a tradição de talentosos compositores, arranjadores e instrumentistas. Prova disso é a longevidade do Prêmio BDMG Instrumental que, há 18 anos, consagra músicos que se destacam, a eles proporcionando voos maiores em suas carreiras.

Foto: Élcio Paraíso

Nos dias 4 (sexta-feira), às 20h,  5 e 6 de maio (sábado e domingo), às 18h, será realizada no Teatro Sesiminas, a 18ª edição do Prêmio BDMG Instrumental, que apoia e divulga a música instrumental mineira.

Ao todo, doze músicos se apresentarão para o público e para a comissão julgadora. Apenas quatro deles receberão o prêmio de R$ 12 mil e farão shows, em Belo Horizonte, no CCBB-BH, com a participação de um músico renomado, e em São Paulo, no programa Instrumental Sesc Brasil, do Sesc-SP.

No domingo (6/5), dia no qual os vencedores serão revelados, o músico Samy Erick apresentará um pocket show do CD Rebento, vencedor do Prêmio Marco Antônio Araújo de melhor CD autoral, instrumental e de produção independente, produzido entre janeiro e dezembro de 2017. Na ocasião, os vencedores da primeira edição do Prêmio Flávio Henrique, Irene Bertachini e Leandro César, receberão a premiação pelo álbum Revoada. O acesso será gratuito.

Este ano, os responsáveis pela escolha dos semifinalistas do BDMG Instrumental e do vencedor do Prêmio Marco Antônio Araújo foram Célio Balona, Celso Moreira e Cléber Alves, conhecidos no cenário da música instrumental em todo país.

Entre os 32 trabalhos inscritos para a premiação, a comissão julgadora escolheu 12, que concorrerão ao prêmio final. São eles, 13 Cordas – Carlos Walter e Sílvio Carlos (violão), Davi Fonseca (piano), Deivid Santos (violão), Expedito Andrade (guitarra), Filipe Brandão (bateria), João Machala (trombone), Luisa Mitre (piano), Matheus Barbosa (guitarra), Matheus Luna (violão), Nô Corrêa (contrabaixo elétrico), Ravi Kefi (saxofone) e Sanchez-Chacal (contrabaixo).

“Eu, que tenho acompanhado o prêmio ao longo desses 18 anos, assistindo as apresentações dos concorrentes e como jurado, fico feliz em constatar a evolução da música praticada aqui e a grande criatividade e talento de nossos músicos que, independentemente da idade, nos mostram um trabalho de altíssima qualidade”, revela o Célio Balona.

A opinião de Célio é compartilhada pelo compositor, arranjador e guitarrista Samy Erick. Vencedor da 14ª edição do Prêmio BDMG Instrumental, Samy retorna ao palco da premiação para apresentar um pocket show do disco vencedor do Prêmio Marco Antônio Araújo desta edição. O CD Rebento é resultado da mistura de músicas, culturas, fatos e experiências vividas por Samy.

“O CD tem a pretensão de mostrar, através de diferentes  sonoridades, as minhas principais influências. Sou muito grato ao BDMG Cultural pelo Prêmio BDMG Instrumental, que foi um dos importantes impulsos para a elaboração deste disco, e pelo Prêmio Marco Antônio Araújo, que é motivador de um caminho a seguir”, afirma o músico.   

Samy será acompanhado por um time de peso, formado por Alexandre Andrés (flauta), Aloízio Horta (baixo), Breno Mendonça (sax), Gladston Vieira (bateria) e Serginho Silva (percussão).

Nesses 18 anos de Prêmio BDMG Instrumental, foram consagrados 68 músicos. Também foram revelados inúmeros instrumentistas, compositores e arranjadores. Entre os músicos que passaram pela premiação estão Geraldo Viana, Flávio Henrique, Thiago Delegado, Rafael Martini e Weber Lopes.


Serviço:

18º Prêmio BDMG Instrumental – Final
Data/horário: 
Dias 4, às 20h, 5 e 6 de maio, às 18h
Local: Teatro Sesiminas – Rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia - Belo Horizonte (MG)
Acesso gratuito
Mais informações: (31) 3219-8691


 

 

Durante o encontro, os resultados das ações do projeto realizadas em 2017 foram apresentados aos participantes que, na sequencia, fizeram uma avaliação das atividades. Ao final, o planejamento realizado para este ano também foi apresentado e validado por todos.

 

A reunião ainda alinhou os objetivos e expectativas das instituições e das regiões mineiras para fomentar o turismo nos parques. “Nosso foco é o aumento de visitantes nos parques, melhoria das avaliações dos parques e, consequentemente, o aumento do fluxo turístico no estado de Minas Gerais”, declarou o secretário de Estado Adjunto de Turismo de Minas Gerais, Gustavo Arrais.

 

O projeto de fomento ao turismo nos parques é uma ação prioritária do Governo de Minas, que integra o Pacto pelo Cidadão. Participam do projeto 17 unidades de conservação estaduais e nacionais administradas pelo IEF e ICMBIo. O projeto possui cinco eixos prioritários de atuação: infraestrutura, sensibilização/qualificação, informação/pesquisa, comercialização e promoção.


Instalações, pinturas e textos propõem a noção do tempo. Juntos, esses elementos referem-se ao passado e ao presente, e também indagam por aquilo que está por vir em nossa sociedade (e o que já acontece). Explorando este tema, Gladston Costa apresenta na Galeria de Arte BDMG Cultural, espaço integrante do Circuito Liberdade, a inédita Ideias de Novo, exposição individual selecionada pelo programa de ocupação da galeria, o Mostras BDMG.

A abertura será realizada no dia 27 de abril, às 19h. A visitação poderá será realizada diariamente, inclusive sábados, domingos e feriados, até o dia 28 de maio, de 10h às 18h. Às quintas-feiras, horário estendido, de 10h às 21h. O acesso é gratuito.

Escritos de Lenin, Bertolt Brecht, Octavio Paz, Marta Traba, Florestan Fernandes, Antonio Candido e Mario Pedrosa; uma fotografia recente de um jornal de economia; um telegrama interceptado. “Juntos esses elementos servem para dizer muito sobre os eventos políticos, sociais e econômicos mais atuais”, explica Gladston Costa. O artista desenvolve proposições artísticas a partir de questões tomadas à cultura visual, tratando sempre das suas implicações nas práticas da arte contemporânea e nas possibilidades de diálogo do campo artístico com elementos da indústria cultural, cultura popular, economia e antropologia visual.

A exposição revela fragmentos da história do pensamento crítico do último século, da crítica da cultura e da prática política na América Latina, propondo um diálogo entre ideias, textos e fatos da realidade mais imediata. “Essa exposição é uma espécie de urgência para mim. Tive sempre essa relação com as questões atuais e fui deixando aparecer neste trabalho criado especialmente para a galeria”, afirma o artista.

Todas as proposições mostradas indicam a recorrência de uma série de eventos na história, que podem ser representados por uma dinâmica circular ou como aquilo que retorna infinitamente. As obras ressaltam acontecimentos já vividos e que hoje se tornam atuais novamente.

Saiba mais sobre o artista

- Gladston Costa

Gladston Costa é doutorando e mestre em artes visuais pelo programa de pós-graduação em artes da Escola de Belas Artes, da UFMG. Atua nas áreas de história e crítica de artes visuais e filosofia da arte.

Conheça o BDMG Cultural

O BDMG Cultural é um instituto que há 30anos realiza ações na área da música, das artes visuais, do audiovisual e das artes cênicas. Braço cultural do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais, a instituição acredita que a cultura faz parte do desenvolvimento e está diretamente ligada a qualidade de vida. Suas ações culturais abrem espaço para jovens, novos e consagrados artistas. A galeria de arte promove exposições abertas à visitação diariamente, de 10h às 18h, inclusive aos finais de semana e feriados. A instituição faz parte do Circuito Liberdade, corredor cultural localizado em uma histórica área da capital mineira e composto por 16 equipamentos, entre museus e centros culturais.

Serviço

Galeria de Arte BDMG Cultural apresenta Ideias de Novo, de Gladston Costa

Visitação: 28 de abril a 28 de maio, diariamente (inclusive sábados, domingos e feriados), de 10h às 18h

Horário estendido: quinta-feira, de 10h às 21h

Lançamento do catálogo: 17 de maio

O acesso é gratuito - Mais informações: (31) 3219-8691

*Assessoria de imprensa: Luiza Serrano – (31) 3219-8691 / 99313-5508 (favor não divulgar o número)


 

Com foco na promoção dos destinos mineiros, a Setur-MG terá um estande, em parceria com o Ministério do Turismo (MTur), para atender ao público presente. Além disso, a equipe técnica contará com uma área para capacitação, onde será ministrada uma palestra sobre Minas Gerais no dia 12, a partir das 11h.

A exposição conta com palestras, workshops, capacitações e tem como público-alvo os profissionais do setor turístico e agentes de viagens. A audiência esperada para esse ano é de cerca 10 mil pessoas durante os dois dias de evento.

De acordo com o secretário de Estado Adjunto de Turismo de Minas Gerais, Gustavo Arrais, a ação é estratégica, pois o estado de São Paulo é o maior emissor de turistas para Minas Gerais, conforme os dados da Pesquisa da Demanda Turística, realizada pela Setur-MG. “A feira é de extrema importância para apresentar nosso Estado enquanto destino turístico na expectativa de que os agentes conheçam melhor as nossas riquezas e, claro, se sintam motivados a comercializar todas as regiões mineiras”.

 

EXPO AVIESP

 

A AVIESP: Expo de Negócios em Turismo é um evento que contempla oportunidades de negócios aos profissionais de turismo, sendo o agente de viagens o protagonista deste ponto de encontro.

A Associação das Agências de Viagens Independentes do Interior do Estado de São Paulo – AVIESP - é uma entidade privada, sem fins lucrativos, que objetiva a atualização, capacitação, networking e negócios no ramo turístico.

Para mais informações: https://www.aviespexpo.com.br


 

Temas como gestão, indicadores de pesquisa e investimentos econômicos, musicalidade e a sustentabilidade econômica e cultural das manifestações culturais do Carnaval de Diamantina, que vem passando por mudanças em seu formato ao longo dos anos, foram debatidos.

Durante o seminário, foi apresentada a Pesquisa do Carnaval de Diamantina, que teve por objetivo traçar o perfil dos visitantes e moradores que participaram da festa em 2018. O estudo foi realizado pela Secretaria de Cultura, Turismo e Patrimônio de Diamantina em parceria com a Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) e com o Observatório do Turismo de Minas Gerais.

Dentre os dados apresentados, foram diagnosticados os motivos de escolha pelo Carnaval de Diamantina, nível socioeconômico dos entrevistados e as expectativas em relação aos produtos e serviços na cidade durante o evento. “Oportunidades como esta são fundamentais para levarmos o Observatório do Turismo como uma ferramenta de apoio à tomada de decisão e à construção de políticas públicas para o setor", avalia a diretora de Pesquisa e Estatística da Setur, Helena Peres.

Como parte da programação, foi realizada ainda a oficina “Que futuro queremos para o Carnaval de Diamantina?”, que explorou questões econômicas e culturais ligadas aos moradores e ao espaço urbano e, também, a imagem da festa carnavalesca.

Além da participação no evento, o Observatório do Turismo de Minas Gerais realizou uma palestra para alunos do curso de turismo da UFVJM. O intuito foi apresentar a construção do Observatório e os trabalhos realizados por ele, promovendo um debate com os alunos dentro do que é abordado na disciplina de Planejamento e Organização do Turismo. “O Observatório é um importante ator no estreitamento das relações entre a academia, o poder público e instituições que realizam pesquisas sobre o turismo mineiro”, ressalta o secretário de Estado de Turismo de Minas Gerais, Gustavo Arrais.


 

 

O Museu de História e Ciências Naturais de Além Paraíba promove a inauguração de uma sala de cinema, nesta sexta-feira, dia 13, às 14h. Segundo André Martins Borges, diretor do Museu, o projeto PopCine - Circuito Popular de Cinema, teve a sua sala de exibição ampliada e reformada graças a um termo de fomento assinado com a Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais, através de uma emenda parlamentar do deputado estadual Rogério Correia, que participa da inauguração.

A sala será entregue ao público em cerimônia para autoridades, parceiros, patrocinadores e convidados, na sede do projeto, localizada na Estação Ferroviária de Porto Novo, na cidade de Além Paraíba, Zona da Mata mineiraO espaço foi ampliado e as poltronas substituídas, além de ter sido remodelada a área de bomboniere e de espera. Além do cinema, será também inauguradoo espaço de uma das torres da antiga Estação Ferroviária de Porto Novo, datada de 1871, todo recuperado. Passará a ser a ser utilizado pelo público para ter acesso às sessões de cinema.

As exibições, em 2018, irão acontecer em razão de patrocínio da empresa Zamboni Atacadista, que fez um aporte de recursos próprios, e da empresa Energisa, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura - Edital 2017, garantindo uma programação gratuita para a comunidade de Além Paraíba e região.

O secretário Angelo Oswaldo ressalta a importância das emendas parlamentares e dos programas da Secretaria de Estado de Cultura. “Com o apoio de deputados como Rogério Correia, estamos ampliando cada vez as iniciativas de cultura no interior de Minas Gerais, contemplando os diversos territórios, como a Mata mineira. O trabalho de André Martins Borges é exemplo de resultados positivos e grandes conquistas. Devemos a ele esse espaço em Além Paraíba, voltado para a formação de público de cinema”.


 

As disputas eleitorais em 2018 prometem ser acirradas. Nelas, os meios de comunicação acabam sendo os principais elos de difusão de informação dos candidatos para o eleitorado. Frente a esse cenário, há preocupação de diversas autoridades, entre elas dos tribunais eleitorais, do Ministério Público, de estudiosos e de pesquisadores de mídia com a fabricação e disseminação de notícias falsas, as chamadas Fake News, como estratégias a serem utilizadas por pessoas ou grupos políticos com o intuito de desequilibrar a corrida para o Palácio do Planalto, câmara federal ou assembleias legislativas no mês de outubro.

Diante de um possível quadro de utilização das notícias falsas, principalmente pela internet, o Voz Ativa desta segunda-feira, 30 de abril, às 22h15, na Rede Minas, coloca em discussão o assunto e conta com seis especialistas para falar dos possíveis impactos das Fake News na opinião pública.

O apresentador Florestan Fernandes Júnior recebe no programa Drica Guzzi, da Escola do Futuro da Universidade de São Paulo (USP); o jornalista da edição brasileira do jornal El País, Rodrigo Borges; o também jornalista e Editor do site O Beltrano, Rafael Mendonça; a historiadora e coordenadora do Centro de Convergência de Novas Mídias (CCNM), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Regina Helena Alves da Silva; e o fundador da ONG Safernet Brasil, Thiago Tavares.

O Voz Ativa vai ao ar também pela internet no www.redeminas.tv. O telespectador pode interagir com a atração via redes sociais: pelo facebook.com/mais vozativa, twitter.com/mais vozativa, instagram.com/mais vozativa e youtube.com/mais vozativa.

O programa conta com edição especial para rádio, que vai ao ar pela Inconfidência FM (100,9), às terças-feiras, às 21h, e pela Inconfidência AM (880), aos domingos, às 22h.


 

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais realizou sessão solene para comemorar o centenário da diocese de Luz, que abrange extensa região do Centro-Oeste do Estado. A cerimônia foi presidida pelo deputado Fábio Tolentino, contando com a presença dos deputados Dalmo Ribeiro e Antônio Carlos Arantes, autor da iniciativa, bem como do bispo dom José Aristeu Vieira, titular da diocese de Luz. O secretário de Estado de Cultura, Angelo Oswaldo, representou o governador Fernando Pimentel.

A Secretaria de Estado de Cultura, por meio do Arquivo Público Mineiro, viabilizou a edição fac-similar de três obras raras sobre a diocese de Aterrado (Cidade de Luz), lançadas no dia 25 de fevereiro, em parceria firmada com Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais e o Município de Luz.

Ao falar na solenidade, em nome dobispado luceatino, o historiador Iácones Batista Vargas disse que “a diocese merece todas as homenagens pela sua marca evangelizadora no Centro-Oeste mineiro e pela peculiar identidade histórica firmada na fé de sua gente. O secretário Angelo Oswaldo destacou a importante contribuição cultural do pronunciamento. Segundo ele, Iácones Batista Vargas promoveu, “no território episcopal, notável levantamento histórico, desde os primórdios até os dias atuais, passando pelo Quilombo do Ambrósio até chegar às represas formidáveis que delimitam o mapa diocesano ao sul e ao norte.

Em sessão solene, no próximo dia 9 de junho, às 10h, o Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais homenageará a diocese de Luz com o lançamento de medalha comemorativa pelos seus 100 anos.


 

Na tarde desta sexta-feira (27), o secretário de Estado de Cultura, Angelo Oswaldo, recebeu em seu gabinete o secretário Nacional de Cultura do PT, Márcio Tavares, e o secretário Estadual de Cultura do PT, Jorge Mairink. O encontro, que contou com a presença do chefe de Gabinete, Evandro Xavier, abordou os avanços das políticas públicas no âmbito da cultura desenvolvidas pela SEC.

Na oportunidade, Angelo Oswaldo apresentou os principais marcos de sua gestão, que incluem a aprovação do Plano Estadual de Cultura. Assim como a nova lei que institui o Sistema Estadual de Cultura, o Sistema de Financiamento à Cultura e a Política Estadual de Cultura Viva, que estabelece melhorias no incentivo às políticas culturais, aprimora os mecanismos de capacitação via desoneração fiscal e ainda eleva os recursos destinados ao Fundo Estadual de Cultura.

Para Márcio Tavares, o trabalho desenvolvido pela Secretaria de Estado de Cultura é referência nacional para a gestão cultural. “Hoje as políticas públicas desenvolvidas em Minas Gerais estão na vanguarda do que vem sendo realizado no Brasil e precisamos ter a gestão de Angelo Oswaldo como um exemplo a ser seguido nas demais gestões do partido”, avalia o secretário Nacional de Cultura do PT.


 

 

Para impulsionar ainda mais a economia criativa e fortalecer a cadeia produtiva cultural, o Pronatec, em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura, Utramig, Plugminas, e Centro Cultural Lindeia Regina, abre vagas para os cursos de “Assistente de Produção Cultural” e “Agente Cultural”. Os interessados devem realizar a pré-matrícula até o dia 27 de abril na sede da Utramig (Av. Afonso Pena, 3400 – Funcionários, Belo Horizonte/MG), de 9h às 16h para ambos os cursos noturnos. A Plugminas também promove uma turma vespertina de “Assistente de Produção Cultural”. A pré-matrícula deve ser realizada na sede da instituição (Rua Santo Agostinho, 1441 – Horto, Belo Horizonte/MG), de 26 a 27 de abril. Além disso, os interessados também podem se inscrever no curso de “Assistente de Produção Cultural”, no Centro Cultural Lindeia Regina, no dia 27 de abril.

Os cursos, que são gratuitos e abertos para todos os públicos, têm duração de 160h e contam com 25 vagas para cada uma das turmas. As aulas acontecem de segunda a quinta-feira a partir de maio. Jovens com idade de 16 a 29 anos, com ensino fundamental completo, tem prioridade nas inscrições. O preenchimento das vagas está sujeito a ordem de inscrição na pré-matrícula.

Confira as ementas e as datas dos cursos

AGENTE CULTURAL

Fomenta a difusão dos saberes culturais locais. Auxilia na organização de eventos culturais e na promoção de espaços de divulgação e valorização de diversidades culturais. Incentiva a geração de renda por meio da comercialização de produtos artesanais produzidos na comunidade. Reconhece o conceito de economia criativa (cooperativismo, associativismo e economia solidária). Conhece noções básicas de direitos humanos, sociais e culturais.

Temas a serem abordados:

Educação, cultura e diversidade. Sujeitos. Processos sociais. Projeto de vida e campo de possibilidades. Mediação sociocultural. Invisibilidades e violências. Expressões Artísticas. Apresenta o mundo do trabalho. O jovem trabalhador. Economia criativa. Cadeia produtiva da cultura. Campos de atuação do assistente de produção cultural. O trabalho e sua dimensão educativa. Comunicação e divulgação em projetos socioculturais. Produção colaborativa de textos, imagens e sons. Expressão corporal. Leitura e escrita. Introdução aos conceitos básicos de comunicação, rede e multimídia; interface entre processos digitais e analógicos; exercícios práticos de produção colaborativa e multimidiática. Planejamento e diagnóstico de projetos culturais. Fundamento para a construção de projetos socioculturais. Elementos norteadores técnicos e conceituais da atuação na área cultural. Identificação de ideias criativas que valorizam a diversidade cultural e sua transformação em projetos culturais.

  • PROJETO
  • PRODUÇÃO EXECUTIVA
  • CAPTAÇÃO DE RECURSOS

ASSISTENTE DE PRODUÇÃO CULTURAL

Assessora a elaboração, implementação e a execução de projetos culturais, de espetáculos artísticos, de conteúdos audiovisuais e multimídia. Auxilia na pré-produção, execução e pós-produção nas áreas de teatro, dança, circense, ópera, música, exposições, cinema, audiovisual, televisão, rádio, eventos e mídias digitais.

Temas a serem abordados:

Educação, cultura e diversidade. Sujeitos. Processos sociais. Projeto de vida e campo de possibilidades. Mediação sociocultural. Invisibilidades e violências. Expressões Artísticas. Apresenta o mundo do trabalho. O jovem trabalhador. Economia criativa. Cadeia produtiva da cultura. Campos de atuação do assistente de produção cultural. O trabalho e sua dimensão educativa. Comunicação e divulgação em projetos socioculturais. Produção colaborativa de textos, imagens e sons.  Expressão corporal. Leitura e escrita. Introdução aos conceitos básicos de comunicação, rede e multimídia; interface entre processos digitais e analógicos. Exercícios práticos de produção colaborativa e multimidiática. Planejamento e diagnóstico de projetos culturais. Fundamento para a construção de projetos socioculturais. Elementos norteadores técnicos e conceituais da atuação na área cultural. Identificação de ideias criativas que valorizam a diversidade cultural e sua transformação em projetos culturais.

  • PROJETO
  • PRODUÇÃO EXECUTIVA
  • CAPTAÇÃO DE RECURSOS

Documentos necessários para pré-matrícula

- Nome

- Foto 3x4

-Cópia do CPF

- Cópia do RG

- Contato (celular e e-mail)

- Cópia do comprovante de residência

- Cópia do comprovante de escolaridade

Para menores de 18 anos (Dados dos responsáveis)

- Nome

- Cópia do CPF

- Cópia do comprovante de residência

- Telefone

- Data de nascimento

- Grau de parentesco

SERVIÇO

PRÉ-MATRÍCULAS CURSOS PRONATEC

  • Assistente de Produção Cultural – turno noite - UTRAMIG

Pré-matrícula: 23 e 24 de abril, na UTRAMIG, das 9h às 16h 

Início das aulas: 07/05/2018 – Horário: 18h às 22h 14h as 18h

  • Agente cultural – turno noite - UTRAMIG

 Pré-matrícula: 23 e 24 de abril, na UTRAMIG, das 9h às 16h 

 Início das aulas: 07/05/2018 – Horário: 18h às 22h

  • Assistente de Produção Cultural – turno da tarde -  PLUGMINAS

Pré-matrícula: 26 e 27 de abril, 9h30 às 12h e 14h às 16h30

Início das aulas: 07/05/2018 – Horário: 14h as 18h

  • Assistente de Produção Cultural – turno da tarde -  CENTRO CULTURAL LINDÉIA

Pré-matrícula: 27 de abril

Início das aulas: 08/05/2018 – Horário: 14h as 18h

Informações: Cesária Macedo (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. – (31) 3915-2684)


Quatro representantes dos servidores da Cultura se reuniram na manhã desta sexta-feira (27) com o secretário Angelo Oswaldo. Durante o encontro, foram debatidos temas internos como gestão de pessoas, condições de trabalho, cessão de benefícios, ajuda de custo, plano de cargos e salários e a crise financeira pela qual passa o Estado de Minas Gerais.

O secretário demonstrou-se totalmente interessado em atender demandas de possíveis melhorias trabalhistas, e também examinou com os representantes dos servidores as dificuldades do momento atual.

Além do secretário, participaram do encontro o chefe de gabinete Evandro Xavier; a superintendente de Planejamento e Gestão da SEC, Amaure Klausing; e os servidores Edson Filho (SFIC), Gildete Veloso (Biblioteca), Ana Carolina (SPGF) e Camila Souza (Arquivo Público).


 

 

O distrito de São Bartolomeu recebe nos próximos dias 13, 14 e 15 de abril a 22º edição da Festa da Goiaba. O evento foi revitalizado na época de elaboração do dossiê de registro da Produção de Doces Artesanais de São Bartolomeu como patrimônio imaterial de Ouro Preto e desde então tem ocorrido de forma ininterrupta, sendo o principal evento local para divulgação e celebração da produção doceira.

A produção de doces artesanais do distrito foi o primeiro bem cultural registrado como patrimônio imaterial no Município de Ouro Preto, em 2008. Esse ano, ao comemorar 10 anos do registro, estão também sendo elaborados os estudos que visam a revalidação do reconhecimento como patrimônio imaterial.

Dentro desse processo, foi elaborada uma nova versão do selo identificativo de Patrimônio Imaterial, que faz menção aos 10 anos de reconhecimento do bem e à celebração de 2018 como Ano do Patrimônio Cultural em Ouro Preto.

Em parceria com a TV UFOP, a Secretaria de Cultura e Patrimônio está também realizando um novo vídeo documentário sobre a produção doceira, com o título “Mais que doce”. O material audiovisual pretende fazer parte do processo de revalidação do título de patrimônio imaterial e divulgar o trabalho das doceiras e doceiros, mostrando as relações afetivas por trás da produção de doces que é sustento, trabalho, negócio, tradição e laço social.

Confira a programação da Festa da Goiaba/2018:


 

A estrada leva da cidade grande para o interior. A arte, o tempo, o espaço, o humano ultrapassam fronteiras, limites e territórios, unindo um ao outro, o diferente de nós.

Para reforçar a tradição cultural do teatro, do circo e da dança em Minas Gerais, o Governo de Minas Gerais, por meio do BDMG Cultural, leva grupos de artes cênicas, com sede em municípios mineiros, a circular com seu trabalho do interior para Belo Horizonte ou vice-versa.

"Eu moro aqui e também sou atração daqui, desse lugar lindo", fala de um morador de Conceição do Ibitipoca, no dia 8 de abril de 2015, em circulação do Grupo Casca.

O incentivo à circulação das mais recentes produções artísticas realizadas em Minas Gerais é o foco do programa Trilha Cultural. Nesta 13ª edição, foram recebidas mais de 120 inscrições, sendo mais de 30% do interior e cerca de 70% de candidatos de Belo Horizonte.

Os 14 grupos selecionados estão com viagens agendadas até o mês de julho para, no mínimo, 150 quilômetros de distância de sua cidade de origem, como estratégia de circulação, como prevê o edital. O circuito começou em março último.

O incentivo a cada grupo, no valor de R$ 17 mil, possibilita a descentralização artística e a democratização do acesso ao teatro, circo e dança, chegando a locais fora do circuito comercial das artes cênicas, nos 17 Territórios de Desenvolvimento.

“O edital estimula levar espetáculo de qualidade à população que não tem acesso. O estímulo aos grupos locais para circulação é fundamental porque é caro se deslocar para outros locais, e o edital busca encurtar essa distância entre as cidades e a capital mineira”, Érico Grossi, coordenador de Artes Visuais do BDMG Cultural

Segundo o ator e integrante do Grupo Casca, João Batista Marques Filho, desde sua concepção, o espetáculo Quintal foi pensado para ser friccionado com inúmeras geografias, locais onde a dramaturgia ganhasse potência pelo seu diálogo com diferentes paisagens e culturas, colocando o grupo em constante processo de atuação e ressignificação artística.

“Vilarejos escolhidos dentro destas cidades, com menos de mil habitantes, têm ainda mais peculiaridades na sua forma de movimentar, receber, trabalhar, e mesmo viver. Nos interessa a troca como processo real para uma potencialização artística constante. Cidades do interior têm dinâmicas que lhes são muito próprias”, ilustra o diretor.

Nesse contexto diverso, uma apresentação teatral aos moldes tradicionais cedeu lugar à ideia de um projeto com bate-papo, oficina, ensaio aberto e apresentação, o que o grupo chamou de “experiência Quintal” nos povoados de Conceição do Ibitipoca, São José das Três Ilhas e Santana do Deserto, todos na Zona da Mata, onde percorreram as localidades com o Trilha Cultural BDMG.

“Participar do projeto Trilha Cultural BDMG foi um momento decisivo para que amadurecêssemos a nossa própria criação, um novo fazer artístico com interesse pela simplicidade, pelo diálogo e pela arte educação”, conclui Marques Filho.

Despertando novos olhares

Em outro canto de Minas Gerais, o Trilha Cultural também semeia a arte. A cidade de Timóteo, no Vale do Aço, recebe o duo circense El Individuo Circo Teatro Itinerante. Mercúrio e Motorzinho, os dois palhaços que formam o duo, interpretados pelos atores Marcelo Carlos Castilho e Carlos Alexandre da Silva, são vistos nas ruas, padarias, bancos e praças da cidade.

O duo está na estrada circulando com o espetáculo “Descaideirados”, realizado sempre às 18h30 ou 19h30 nos teatros e espaços públicos das cidades, além da a oficina “Vivências circenses”, com aulas e práticas sobre malabarismo e equilibrismo.

Das 20 cidades do interior que o El Individuo Circo Teatro Itinerante irá percorrer, a estreia foi em Joanésia. Em seguida o circo viaja para   Dionísio e Ponte Nova, e já vem encantando os mineiros.

“Estamos olho no olho com as pessoas para despertar a curiosidade e o interesse delas sobre o circo, essa arte milenar tão importante na nossa cultura, que contribui para sensibilizar e expandir a formação de toda a população de Minas Gerais. O circo tem grande valor para a alma e para o ser humano, vemos isso no riso e no olhar das pessoas que muitas vezes têm contato pela primeira vez com o circo”, observa Castilho.

De acordo com ele, o edital do BDMG é uma alavanca muito importante para os artistas realizarem seus trabalhos e chegar ao público que não tem tanto acesso à cultura.

“O valor de incentivo e o edital do Trilha Cultural são ferramentas fundamentais para o povo mineiro ver e conhecer a arte de seu estado. Sem esse investimento em cultura seria muito difícil realizar um trabalho junto ao povo”, conclui Castilho.

Seleção

A seleção é realizada por meio de edital público, com a participação de uma comissão julgadora independente, composta por profissionais da área de artes cênicas. O próximo edital ainda não tem data definida, possivelmente sairá no final de 2018.

Para outras informações acesse: www.bdmgcultural.mg.gov.br.


 

 

Ausência, saudade, distância, vazio existencial, esperança e visões da desigualdade social estão entre as paisagens do novo livro do poeta mineiro Lucas Guimaraens. “Exílio — o lago das incertezas”, publicado ano passado na França, será lançado em terras brasileiras nesta quinta-feira (12), às 19h, na Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais. Quinto livro do escritor, a obranasceu de suas observações e inquietações desde que morou na França, onde estudou direito e filosofia na Universidade Paris 8 e Paris X, até os dias atuais. O lançamento vai contar com sessão de autógrafos e um bate-papo entre o autor e o editor José Eduardo Gonçalves. Além disso, os poetas Ana Martins Marques, Ana Elisa Ribeiro, Fabrício Marques e Leo Gonçalves vão realizar leituras de trechos dos poemas presentes em “Exílio”.

Com apresentação assinada pelo conterrâneo Edimilson de AlmeidaPereira, o livro é composto de 27 poemas agrupados em cinco seções, cada uma delas inaugurada por um poema em prosa. Esses poemas iniciais – que podem se assemelhar ora a contos, ora a crônicas – estabelecem os pilares da obra: dão o tom da linguagem escolhida, marcam o cotidiano e a sensação de inquietude própria do século XXI. Perpassam todo o livro a ideia do exílio (de si, de sensações, de situações factuais da vida cotidiana) e da experiência individual do autor. Conforme aponta Edimilson de Almeida Pereira na introdução da obra, "esses poemas formam um conjunto com tessitura própria, na qual se destacam a ironia e a acidez de um mundo em desordem". 

Sobre Lucas Guimaraens

Lucas Guimaraens firma a própria voz poética sem abandonar suas influências literárias (Ginsberg, Whitman, Lorca, Cecília Meireles, entre outros) e abraça também a herança poética familiar de Bernardo Guimarães, Alphonsus de Guimaraens, Alphonsus de Guimaraens Filho e Afonso Henriques Neto. No campo da poesia, lançou em 2011, pela 7Letras, “Onde (poeira pixel poesia)”, e em 2015, pela Azougue Editorial, “33,333 – conexões bilaterais”. Também é autor do livro de filosofia “Michel Foucault et la dignité humaine”, publicado em 2015 pela editora parisiense L Harmattan. 

Atual Superintendente de Bibliotecas Públicas e Suplemento Literário da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais, Lucas Guimaraens defende o amplo acesso à leitura em seu estado. Em 2016, tornou-se coordenador do Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura Brasileira e Bibliotecas, que visa a garantir o acesso aos livros e a formalizar políticas públicas de fomento e democratização da leitura em Minas Gerais.

Desde que retornou ao Brasil, em 2010, o escritor se divide entre a Academia Marianense de Letras (MG); o programa Outras Palavras, que leva pílulas de literatura à Rádio Inconfidência;  os cargos de membro do conselho consultivo e deliberativo da cátedra de Filosofia da Cultura e das Instituições Culturais da Unesco e de editor da coleção Philosophie-artiste nas Éditions L’Harmattan, ambos em Paris, França. Além disso, em 2014, foi curador do Festival Internacional de Poesia de Istambul, Turquia; em 2016, do Circuito das Letras, em Belo Horizonte, e em 2017, da Bienal Internacional de Poetas de Paris/Val-de-Marne.

Título:Exílio — o lago das incertezas

Autor: Lucas Guimaraens

Número de páginas: 68

Editora: Relicário Edições

Preço: R$ 35,00

SERVIÇO

LANÇAMENTO DO LIVRO EXÍLIO — O LAGO DAS INCERTEZAS, DE LUCAS GUIMARAENS

Data: 12 de abril (quinta-feira)

Hora: a partir das 19h

Local: Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais (Praça da Liberdade, 21, Belo Horizonte)

Evento gratuito e aberto ao público


 

Aos 86 anos, ela é um dos principais nomes da gastronomia mineira, tendo, inclusive, reconhecimento internacional. Maria Lúcia Clementino Nunes, mais conhecida como Dona Lucinha, abriu os segredos de seus disputados pratos pela primeira vez em 2001, quando, juntamente com sua filha, a historiadora Marcia Nunes, lançou o livro “A História da Arte da Cozinha Mineira por Dona Lucinha”. De lá para cá, foram mais de 8 mil exemplares editados. A obra ganhou, inclusive, versão em inglês, tamanho o renome da autora fora do país.

No próximo dia 3 de maio será lançada na matriz dos seus restaurantes, localizada na rua Padre Odorico, na Savassi, mais uma edição desse clássico livro de receitas. Em sua 5ª edição, o exemplar se mantém atual e traz uma novidade que encartou as primeiras edições: um manuscrito com dicas e uma receita, que remete ainda mais aos cadernos herdados de nossas avós. Atualmente à frente da casa onde tudo começou, das três que carregam o nome de sua mãe – duas em BH e um em São Paulo, Marcia se dedica integralmente a levar a frente o propósito da matriarca da família de fomentar a comida mineira de raiz. “Me sinto orgulhosa de ser guardiã da beleza dessa tradição que dona Lucinha buscou perpetuar”, conta.

Carregada de história e nostalgia e ilustrado com belíssimas fotos de Miguel Aun, a publicação narra um pouco da trajetória e registros da história e hábitos da culinária tradicional, além das preciosas receitas. Nome maior da cozinha no estado, nascida no Serro e empresária desde 1990, quando abriu as portas de seu primeiro restaurante, Dona Lucinha já foi homenageada até na Sapucaí. Em 2015, ela foi inspiração de um enredo da Salgueiro, escola de samba tradicional do Carnaval carioca, que homenageou os sabores e saberes da comida de Minas. Em seu vasto currículo também constam viagens feitas como representante mineira a países como Estados Unidos e Itália.

A publicação da 5ª edição da obra está sendo realizada via recursos da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, com o patrocínio exclusivo da Cemig.

SERVIÇO

LANÇAMENTO DA 5ª EDIÇÃO DO LIVRO “A HISTÓRIA DA ARTE DA COZINHA MINEIRA POR DONA LUCINHA”

Data: 3 de maio de 2018 (quinta-feira)

Horário: 19h

Endereço: Restaurante Dona Lucinha (Rua Padre Odorico, 38 – Savassi, Belo Horizonte/MG)

Informações: (31) 3227-0562

Valor do livro: R$ 35


 

imagem de destaque
 

Governo do Estado de Minas Gerais, por meio da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge) e no âmbito do Programa de Desenvolvimento do Audiovisual Mineiro (Prodam), prorrogou as inscrições no edital para financiar a produção cinematográfica mineira.

Uma parceria com a Agência Nacional do Cinema (Ancine), o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e a Secretaria de Estado de Cultura (SEC), a seleção disponibiliza R$ 16,5 milhões. O novo prazo para inscrições é até 16 de abril de 2018, e o edital está disponível neste link.

Para essa ação, a Codemge conseguiu obter junto à Ancine cerca de R$ 10 milhões em recursos para o audiovisual mineiro. A política de fomento da Ancine e do FSA define que os recursos disponibilizados pelos entes locais sejam equiparados na proporção de 1:1,5 ― isto é, a cada R$ 1 investido pela Codemge, a Ancine/FSA disponibiliza R$ 1,50.

Para o presente edital, a Codemge mobilizou R$ 6,6 milhões, de forma a garantir R$ 9,9 milhões da Ancine, teto da agência para essa linha de financiamento. Desse modo, a Codemge maximiza o investimento estadual, considerando que a captação de verbas disponíveis no âmbito federal é uma estratégia importante para gerar influxo de recursos para Minas Gerais e amplia ainda mais o impacto das iniciativas.

Investimentos crescentes

O montante é também um marco na trajetória de investimentos crescentes da Codemge no setor do audiovisual. Em 2015, foram alocados aos editais de fomento ao audiovisual R$ 3 milhões, sendo R$ 315 mil provenientes da Ancine. No ano seguinte, o valor chegou aos R$ 6,2 milhões, dos quais R$ 2,8 milhões vieram do órgão federal.

Em 2017, os investimentos voltaram-se para a produção de conteúdo para a televisão: o edital Olhar Independente, da Codemge, captou junto à Ancine recursos da ordem de R$ 17 milhões, complementados com R$ 900 mil da Codemge, para a produção e finalização de obras seriadas e telefilmes.

O investimento no audiovisual mineiro, nos últimos 3 anos (R$ 44 milhões), já é 50% maior do que o valor dedicado ao setor em uma década inteira, no período de 2004 a 2014 (R$ 29 milhões). Naquele período, a média de investimento anual foi de R$ 3 milhões. De 2015 a 2018, o número é de quase R$ 15 milhões por ano. Além disso, a verba média dedicada a cada um dos projetos premiados atualmente triplicou.

O resultado das ações de fomento ao audiovisual se distribui em uma complexa cadeia de valor, que dinamiza a economia de todo o estado. De acordo com a metodologia da Unidade de Inteligência Empresarial Integrada do Sebrae-MG, cada R$ 1 investido no setor audiovisual movimenta em média R$ 1,93 em setores diversos, como alimentação, transporte, comunicações e outros. Isso significa que os R$ 44 milhões direcionados ao audiovisual nos últimos três anos fazem girar R$ 85 milhões na economia mineira, promovendo a criação de mais de 8 mil empregos, entre diretos e indiretos.

A Codemge tem atuado de modo a estimular o setor do audiovisual não apenas no âmbito da produção, mas também na distribuição de conteúdo e na formação de público: no ano passado, R$ 1,5 milhão foram direcionados ao patrocínio de festivais de cinema. Além disso, R$ 4 milhões permitiram a realização das edições 2016 e 2017 da MAX – Minas Gerais Audiovisual Expo. Somadas as duas edições, a feira promoveu mais de 900 encontros entre produtores e distribuidores de conteúdo, gerando expectativas de negócios superiores a R$ 580 milhões.

Diversidade e descentralização

O Edital de Produção e/ou Finalização de Obra Audiovisual de Curta e Longa-metragem 2018 traz novidades importantes em relação às seleções anteriores. A primeira delas é a inclusão da categoria Curta-Metragem: a previsão é contemplar três projetos de curta de ficção e dois de animação, com verba exclusiva da Codemge, com até R$ 100 mil por projeto. Caso o número de projetos selecionados seja inferior ao previsto ou na hipótese de os produtores reivindicarem valor menor de financiamento, a verba restante será direcionada para outros projetos, inclusive de outras categorias.

Outra nova categoria, denominada Arranjos Produtivos Locais, contempla obras cuja etapa de produção se realize inteiramente em cidades do interior de Minas Gerais. O objetivo é descentralizar a produção mineira do audiovisual, promovendo a interiorização dos recursos. A nova categoria é a única que permite a participação de empresas de outros estados brasileiros, desde que em parceria com empresas sediadas em Minas Gerais.

Por fim, a categoria longa-metragem de ficção será, pela primeira vez, desmembrada em Ficção I, voltada para obras que priorizem a atração de espectadores, sem prejuízo da qualidade artística e técnica, e Ficção II, destinada a obras que priorizem a busca de reconhecimento artístico e técnico no mercado nacional e internacional.

Os projetos serão analisados de acordo com critérios como abordagem do tema, criatividade e originalidade, adequação ao público alvo e potencial de interesse, planejamento e viabilidade de realização, histórico de projetos do proponente e equipe, além da capacidade de fomentar o setor audiovisual em Minas Gerais. A Comissão de Avaliação será constituída por profissionais de notório saber ligados ao setor audiovisual.

Podem se inscrever no edital para produção e finalização de curtas e longas-metragens produtoras independentes registradas na Ancine e sediadas em Minas Gerais há pelo menos 1 ano; já na categoria Arranjos Produtivos Locais, podem ser inscritas coproduções entre empresas sediadas em Minas Gerais há pelo menos 1 ano e produtoras de outros estados.

Veja, a seguir, o detalhamento das categorias e valores disponibilizados pelo edital:

Curta-metragem – ficção
Número de projetos previstos: 3
Recurso máximo por projeto: R$ 100 mil
Total: R$ 300 mil

Curta-metragem – animação
Número de projetos previstos: 2
Recurso máximo por projeto: R$ 100 mil
Total: R$ 200 mil

Longa-metragem – Ficção I
Número de projetos previstos: 1
Recurso máximo por projeto: R$ 2,65 milhões
Total: R$ 2,65 milhões

Longa-metragem – Ficção II
Número de projetos previstos: 1
Recurso máximo por projeto: R$ 2,65 milhões
Total: R$ 2,65 milhões

Longa-metragem – documentário
Número de projetos previstos: 2
Recurso máximo por projeto: R$ 1,375 milhão
Total: R$ 2,75 milhões

Longa-metragem – animação
Número de projetos previstos: 1
Recurso máximo por projeto: R$ 2,65 milhões
Total: R$ 2,65 milhões

Arranjos Produtivos Locais – Longa-metragem – animação
Número de projetos previstos: 1
Recurso máximo por projeto: R$ 2,65 milhões
Total: R$ 2,65 milhões

Arranjos Produtivos Locais – Longa-metragem – ficção
Número de projetos previstos: 1
Recurso máximo por projeto: R$ 2,65 milhões
Total: R$ 2,65 milhões


Prodam

O edital é mais uma ação do Prodam. O Programa de Desenvolvimento do Audiovisual Mineiro foi lançado em maio de 2016, reunindo representantes de instituições privadas, setoriais, órgãos e entidades da administração pública direta e indireta do Estado de Minas Gerais.

Encabeçada pela Secretaria de Estado de Cultura (SEC), a rede de cooperação visa atuar como um elo de forças em prol do impulso à formação, produção, distribuição, exibição e preservação do audiovisual mineiro, colocando em uma mesma direção ações diretas e dinâmicas com todos os atores envolvidos. Desde sua criação, o Prodam já viabilizou o investimento de cerca de R$ 70 milhões na cadeia do audiovisual feito em Minas Gerais.

Minas de Todas as Artes

O fomento da Codemge ao audiovisual integra o Minas de Todas as Artes – Programa Codemge de Incentivo à Indústria Criativa, lançado em agosto de 2015. A iniciativa inédita e estratégica busca fomentar o desenvolvimento de novos negócios que gerem empregos, renda e riquezas para o Estado. Até o fim de 2018, serão investidos mais de R$ 50 milhões em editais de fomento e fortalecimento, com iniciativas de valorização de setores como gastronomia, audiovisual, design, moda, música e novas mídias.

A Indústria Criativa constitui a cadeia produtiva composta pelos ciclos de criação, produção e distribuição de bens e serviços que usam criatividade e capital intelectual como insumos primários. Estima-se que haja mais de 250 mil empresas no Brasil na área da Indústria Criativa.

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Mantendo a versatilidade de atrações, que já é uma das marcas do Festival Literário Internacional de Poços de Caldas, o Flipoços inicia neste sábado (28) a 13ª edição do evento conta com mais de 80 atividades distribuídas em nove dias – de 28 de abril a 06 de maio - com palestras, cinema, oficinas e festas. A expectativa é receber pelo menos 60 mil pessoas no Espaço Cultural da Urca e no Museu Histórico e Geográfico, onde ocorre o evento.

Crédito: Bruno Alves

A abertura do festival dia 28, às 19h, vai contar com as homenagens aos ilustres dessa edição – Patrono Davi Arrigucci Jr. e Escritor Sulfuroso Luis Nassif. Na sequência acontece a primeira festa Levedo & Letras  dessa edição, dedicada ao Chorinho, “uma das paixões do nosso sulfuroso”, que também é músico. E mais duas outras festas ao longo da semana, Edição Hip Hop com Dexter e Edição Jazz com a Estação do Jazz.

Com o tema “A Literatura & os outros saberes”, o festival deste ano vai desde os saberes Milenares, passando por Diversidades até o Hip Hop, já tradicional no evento. Passa por festas e atrações diversas, bem como por assuntos de extrema importância, como mesas que discutem o abuso sexual na infância. Vai desde um encontro com o dramaturgo Walcyr Carrasco até a máxima intelectualidade da literatura, como a palestra do patrono Davi Arrigucci Jr. que vai abordar seu recente trabalho “Sertão Oeste Pampa”, uma trilogia de ensaios sobre as relações entre narrativa e experiência histórica na obra de João Guimarães Rosa, Jonh Ford e Jorge Luis Borges.

O secretário de Cultura, Angelo Oswaldo, que representa o governador Fernando Pimentel na abertura da Flipoços, disse “que a edição de 2018 traz a marca do centenário de nascimento de Antonio Candido, cuja infância foi vivida em Poços de Caldas”. Segundo o secretário, a figura intelectual de Antonio Candido alcançou uma dimensão singular na inteligência brasileira. “Ele foi o maior estudioso da nossa literatura e apreendeu, como ninguém, as dimensões plurais do fazer literário na própria formação cultural do país”. Sobre a Flipoços, Angelo Oswaldo a considerou um exemplo de organização e execução de um certame de livros e incentivo à leitura, “graças ao empenho de sua curadora, Gisele Ferreira Corrêa”, finalizou.

Dany Wambire. Crédito: Bruno Alves

O Flipoços traz também o garoto João Paulo Guerra Barrera, que aos 7 anos já é embaixador da Nasa e também lança um livro bilíngue “Morando no Espaço”. Por outro lado, o Festival faz também presta homenagem ao Centenário de nascimento do professor Antonio Candido de Melo e Souza, que foi patrono do Flipoços em 2012 e um grande apaixonado por Poços de Caldas.

Como parte integrante da programação oficial, o Festival destaca novamente, os países lusófonos e traz escritores ainda inéditos no país, como os portugueses Patrícia Portela e João Pinto Coelho. Também estão convidados os moçambicanos Dany Wambire e Manuel Mutimucuio, juntos fazem parte da Mesa em homenagem ao Dia da Língua Portuguesa, atividade que faz parte do roteiro oficial estipulado pela Embaixada de Portugal no Brasil que contará com diversas iniciativas no Brasil em homenagem ao Dia da Língua Portuguesa.

Depois, os autores lusófonos acompanhados pela curadora Gisele Ferreira, cumprem agenda em Belo Horizonte no Sesc Palladium e no Instituto Camões em Brasília, como extensão das atividades do Flipoços nas comemorações da Semana da Língua.

A novidade nessa edição no ciclo Literatura e Espiritualidade é a vinda do autor taiwanês Chiu Yi Chih, que traz a filosofia taoísta para o universo do Festival. Além dele, mais uma vez o Flipoços vai contar com a presença especialíssima da Monja Coen que vai lançar seu último livro escrito a quatro mãos com Leandro Karnal.

Outro destaque inédito é o ciclo de literatura policial, gênero literário que mais cresce no mundo e que inaugura a “Quinta-feira Noir” com grandes nomes da literatura policial brasileira.

Haverá também a mesa “Literatura e artes plásticas” com as presenças de Tarsilinha do Amaral, Ricardo Ohtake e Eduardo Kobra e mediação de Sergio Roberto Montero Aguiar do Instituto Moreira Salles (IMS).

Para o público profissional do mercado editorial, a curadoria também propõe diálogos muito especiais. O SNEL, Sindicato Nacional das Editoras de Livros e o MEC, Ministério da Educação, promovem de forma inédita a mesa “O novo PNLD Literário pela ótica editorial à luz da BNCC (Base Nacional Comum Curricular)” com diretores da entidade e representantes do governo, voltado não só para o trade editorial, mas, sobretudo para profissionais da área da Educação. Outro assunto com esse viés será a mesa “Educação, Leitura e Minecraft”, promovida pela Câmara Brasileira do Livro e pela Microsoft com a presença de professores mediada pelo presidente da CBL, Luis Antonio Torelli. 

Dois outros destaques inéditos nessa edição é a participação pela primeira vez da Edições Sesc SP na curadoria de quatro mesas inéditas, contextualizadas com a temática central do Festival, sobre Culturas Milenares e Tecnologia com nomes como Mamede Mustafa Jarouche (cultura islâmica) e Sandra Salles (cultura africana), Sérgio Amadeu da Silveira (mídias sociais) e Ulisses Capozzoli (tecnologia). E o outro destaque é a Casa Philos - residência de literatura e artes que será instalada na Sala Casino no Museu Histórico de Poços e que vai receber mais de 20 autores especialíssimos para falar de cinema, artes plásticas, arquitetura, poesia e transculturalidade.

E claro, mais uma vez para a alegria geral dos pequenos e futuros leitores, o Sesc Minas, traz uma intensa e diversificada programação no Espaço Sesc Flipocinhos. Para os amantes da boa gastronomia, o Ciclo Letras & Saberes traz a Carreta do Senac que vai oferecer diversos minicursos ao longo da semana, além de uma aula degustação de Paella Caipira na árvores da Urca.

Para a curadora do evento, Gisele Corrêa Ferreira, a temática definida nessa edição busca promover outras formas de conhecimento para além da literatura. “O tema vai dialogar com as várias áreas de saberes tendo como alicerce a literatura como formador de todas as expressões universais. Ele se encontra de diversas formas, estilos, jeitos e pensamentos do cotidiano da gente. Será um despertar para o diferente. Esperamos que o público goste da programação e prestigie o Festival e a Feira que foi pensada para todos”, enfatiza ela.

O Flipoços

O Flipoços 2018 e a 13ª Feira Nacional do Livro de Poços de Caldas são realizados pela GSC Eventos Especiais e acontecem de 28 de abril a 06 de maio no Espaço Cultural da Urca. O Flipoços 2018 conta com o patrocínio do DME, BDMG Cultural, Codemge, Pólen Suzano, Climepe, Fibrax, e Prefeitura de Poços de Caldas. Parceiro Cultural Sesc Minas, Instituto Camões, Editoras Sextante, Dublinense, Malê, Faro Editorial, Aletria, Leya, Trilha Educacional, Edições Sesc São Paulo. Mais informações ligue (35) 3697 1551. Programação completa na revista virtual no site www.flipocos.com

Informações para a Imprensa

Jéssica Balbino

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35 3697 1551 | 35 9 9160 3755


 

Com direção musical e regência de Silvio Viegas e concepção cênica de Jorge Takla, a Fundação Clóvis Salgado estreia em abril sua nova montagem operística, La Traviata, no Grande Teatro do Palácio das Artes. Encenada em três atos, a montagem vai transportar o público para uma Paris do século XIX, onde o Demi-Monde (o mundo do meio), entre a alta sociedade e o submundo da pobreza e da prostituição, e a Família, estrutura inabalável em que os valores burgueses e religiosos ditam as regras, servem de cenário para o conturbado romance entre Alfredo Germont e Violetta Valéry.

Uma das mais celebradas composições de Giuseppe Verdi, La Traviata terá em seu elenco importantes nomes da cena lírica nacional e internacional, como a argentina Jaquelina Livieri (soprano), como a protagonista Violetta, além dos brasileiros Fernando Portari (tenor), interpretando Alfredo Germont, e Paulo Szot (barítono), como Giorgio Germont. Integram o elenco da montagem, ao lado da Orquestra Sinfônica e Coral Lírico de Minas Gerais e da Cia. de Dança Palácio das Artes, os solistas Juliana Taino (Flora Bervoix), Fabíola Protzner (Annina); Thiago Soares (Gostone), Pedro Vianna (Barão Douphol), Cristiano Rocha (Marquês d’Obigny), Mauro Chantal (Dottore Grenvil) Lucas Damasceno (Giuseppe) e Thiago Roussin (Mordomo de Flora e Mensageiro).

/Ensaio La Traviata- Orquestra Sinfonia de Minas Gerais. Crédito Thamiris Rezende

Nessa história, com libreto de Francesco Maria Piave e baseada no romance A Dama das Camélias (1848), de Alexandre Dumas Filho, amor e destino resultam em tragédia, com dois mundos opostos se colidindo na Cidade-Luz. Para a montagem da FCS, a proposta de Takla é resgatar o frescor do período em que a ópera foi concebida. La Traviata é considerada a maior ópera de todos os tempos e já teve inúmeras encenações ao redor do mundo desde que estreou, em 1853, na Itália. Esta é a quinta montagem de La Traviata feita pela FCS.

Segundo Jorge Takla, a ópera foi concebida como um melodrama, um retrato ousado e chocante da sociedade parisiense. Com o passar dos anos, ela é percebida como uma tragédia de alcance mais profundo de que se imaginava. “Nesta minha concepção, tento transitar entre o trágico e o dramático, para contar esta história dentro de seu contexto ‘de época’, sem que se torne peça de museu, velha e mofada. Quero manter o seu frescor, o seu vigor”, comenta o diretor cênico.

O cenário de La Traviata é assinado pelo argentino Nicolás Boni. Assumindo a criação cênica pela primeira vez em uma montagem mineira, Boni vai transformar o Grande Teatro em uma Paris do século XIX, onde a história é originalmente ambientada. Já os 300 figurinos que compõem a montagem são de Cássio Brasil, que também faz sua estreia em uma montagem na cidade. Os trajes resgatam o glamour, a tradição e o conservadorismo da sociedade parisiense da época. A iluminação é de Fábio Retti, que atua em várias montagens da FCS.

Mais de 200 pessoas estão envolvidas nessa superprodução. Além dos 11 solistas, Orquestra Sinfônica e Coral Lírico somam 140 músicos. Já da Cia. de Dança Palácio das Artes, participam 14 bailarinos. No palco, trabalhando diretamente com a montagem dos cenários e a concepção dos figurinos e caracterização, estão aproximadamente 60 pessoas, entre técnicos de palco, assistentes, contrarregras, maquiadores e cabeleireiros.

 

Ópera La Traviata – Giuseppe Verdi

Local: Grande Teatro do Palácio das Artes

Endereço: Av. Afonso Pena, 1537 – Centro

Récitas: 20, 24,26 e 28 de abril, às 20h30;

22 de abril, às 19h

Preço: R$60,00 (inteira) e R30,00 (meia-entrada)

INGRESSOS À VENDA

Informações para o público: (31) 3236 7400

Júnia Alvarenga: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Vítor Cruz: (31) 3236-7378 l (31) 99317-8845 l Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Thamiris Rezende: (31) 3236-7381 l (31) 99154-9103 l Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.


O programa tem como objetivo auxiliar os municípios no aprimoramento dos processos de elaboração de instrumentos de planejamento turístico.

Dessa forma, os alunos do curso de Gestão Pública da UFMG irão contribuir com total apoio técnico para a elaboração do Plano Municipal - item importante para o setor. Além disso, eles estarão disponíveis para orientar e tirar dúvidas em qualquer momento da construção do plano e programação proposta.

Para o secretário de Estado Adjunto  de Turismo de Minas Gerais, Gustavo Arrais, a ideia é auxiliar na elaboração de um plano de diretrizes e planejamento do turismo. “Nosso foco é transformar esses municípios em cidades turísticas. Assim, essa parceria contribui com incentivo e apoio para construção do Plano Municipal de Turismo”, destaca Arrais.


O governador Fernando Pimentel recebeu na noite de quinta-feira (5/4), no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, produtores de Queijo Minas Artesanal (QMA) de diversas regiões do estado. Durante o encontro, foi discutida e apresentada propostas para a criação da lei que trata sobre a produção e comercialização do queijo artesanal em Minas Gerais.

Encontro ocorreu no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte. Crédito: Manoel Marques

Fernando Pimentel destacou a importância do diálogo com os produtores com objetivo de construir uma proposta em conjunto para modernizar a legislação e o processo de produção, facilitando, assim, a certificação – e a comercialização - dos queijos mineiros. “Estamos unidos nesse trabalho. Vamos recolher as sugestões de vocês, produtores, que colocamos como prioridade de governo. Esperamos que ainda esse ano tenhamos uma nova legislação funcionando de forma efetiva”, destacou.

A proposta de substitutivo apresentada aos produtores foi construída a partir da discussão com os próprios produtores. Uma comissão entre representantes do governo e de fabricantes de queijo será formada para a finalização da proposta, que será encaminhada posteriormente à Assembleia Legislativa.

A presidente do Servas, Carolina Pimentel, destacou a atenção dada pelo governo para a preservação das tradições gastronômicas e reforço da identidade local, principalmente por meio do Programa +Gastronomia.

“Os nossos queijos artesanais são fundamentais para a nossa cultura, a nossa tradição e para a nossa economia. É uma honra participar desse processo. Sabemos que é uma luta muito grande dos produtores, e é por isso que estamos juntos para ajudar”, afirmou.

João Carlos Leite, presidente da Associação de Produtores de Queijo Canastra (Aprocan), afirmou que a proposta é um “marco histórico” para os produtores mineiros. “É inédito um governador chamar os representantes das principais regiões produtoras do Estado para poder apresentar um projeto que beneficie o setor. Espero que realmente Minas saia a frente do país com uma legislação mais moderna, com a possibilidade de inovar nos nossos produtos e de manter a nossa identidade. Isso é fantástico. Temos a possibilidade de aumentar a geração de empregos, mantendo a nossa cultura, a nossa identidade, valorizando a nossa gastronomia e girando a economia”, disse.

Também participaram do encontro o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Pedro Leitão; o presidente da Emater-MG, Glenio Martins; o diretor-geral do IMA, Marcílio Magalhães; o presidente da Epamig, Rui Verneque; o presidente da Faemg, Roberto Simões; e os deputados estaduais Agostinho Patrus e Bosco.


 

Arte do 31o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade

Estimular e valorizar aqueles que atuam em favor da preservação do patrimônio cultural no país é, também, uma das missões do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Pensando nisso, uma das principais ações do Iphan em reconhecimento às ações de preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro é o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, que está com inscrições abertas. Criado em 1987 em reconhecimento a ações de proteção, preservação e divulgação do Patrimônio Cultural Brasileiro, o prêmio, que está na sua 31ª edição e foi assim denominado em homenagem ao primeiro dirigente da instituição.

Neste edital de 2018, serão selecionados oito trabalhos representativos de ações no campo do Patrimônio Cultural Brasileiro e cada premiado receberá o valor de R$ 30 mil. Os trabalhos inscritos deverão ser entregues nas superintendências do Iphan nos Estados até o dia 21 de maio. As ações serão pré-selecionadas pelas comissões estaduais, compostas por representantes das diferentes áreas culturais de cada Estado, presidida pelo superintendente. Os projetos vencedores na etapa estadual serão analisados pela Comissão Nacional de Avaliação, formada pela presidente do Iphan e por 16 jurados que atuam nas áreas de preservação ou salvaguarda do Patrimônio Cultural.

O resultado final do concurso deverá ser divulgado até o dia 30 de agosto de 2018, no site do Iphan.

Carimbó
Grêmio Folclórico Boi Bumbá Brilhante de Manaus (AM)

A 31ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade

Em consonância com a proposta do Iphan de levar o prêmio para todas as regiões do Brasil e, em 2018, promover o Patrimônio Cultural do Norte brasileiro, a 31ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade acontecerá em Belém, capital do Pará. A cerimônia, marcada para novembro deste ano, será em ritmo de Carimbó, registrado pelo Iphan como Patrimônio Cultural do Brasil, e contará com outras expressões tradicionais do Norte, como o Boi-Bumbá de Parintins.

Nesta edição, o prêmio apresenta um novo formato de edital, com duas grandes categorias subdivididas em quatro seguimentos:

Categoria 1 - Iniciativas de excelência no campo do Patrimônio Cultural Material referem-se a ações nas áreas de preservação de bens imóveis como paisagens culturais, cidades históricas, sítios arqueológicos e monumentos; ou móveis, como coleções arqueológicas, acervos museológicos, documentais, bibliográficos, arquivísticos, videográficos, fotográficos e cinematográficos, assim como ações relacionadas de comunicação, difusão e educação, e devem ser apresentadas por pessoas físicas ou jurídicas que sejam responsáveis por sua concepção, autoria ou responsabilidade técnica.

Categoria 2 - Iniciativas de excelência no campo do Patrimônio Cultural Imaterial referem-se a ações nas áreas de salvaguarda de práticas e domínios da vida social que se manifestam em saberes, ofícios e modos de fazer; celebrações; formas de expressão cênicas, plásticas, musicais ou lúdicas; e nos lugares que abrigam práticas culturais coletivas, assim como ações de comunicação, difusão e educação, e devem ser apresentadas por pessoas físicas ou jurídicas que sejam responsáveis por sua concepção, autoria ou responsabilidade técnica.

Segmento I – Entidades Governamentais da administração direta dos níveis federal, estadual ou municipal ou indireta (autarquias; empresas públicas; sociedades de economia mista; e fundações públicas).

Segmento II – Empresas e Fundações privadas mantidas por empresas.

Segmento III – Outras Instituições sem fins lucrativos da sociedade civil organizada.

Segmento IV - Pessoas Físicas e representantes de grupos ou coletivos.

Serão selecionadas, ao todo, oito ações, sendo uma de cada segmento, por categoria.

Mais informações para a imprensa
Assessoria de Comunicação Iphan

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DIVULGAÇÃO: IPHAN


 

Numa sociedade dividida, pelo menos em um aspecto todos concordam: o momento é de grandes perguntas. Como fica o país depois da ordem de prisão do ex-presidente Lula? Qual será o impacto da decisão da Justiça nas eleições de 2018? O Poder Judiciário sai enfraquecido desse episódio? A democracia brasileira corre perigo? Como as forças sociais vão se articular a partir de agora para superar o clima de divisão presente na sociedade?

Essas são algumas questões que ocupam a atenção dos cidadãos brasileiros. E são também os temas do programa Voz Ativa Especial, que vai ao ar nesta segunda-feira, dia 9, às 22h15, na Rede Minas de Televisão. Em vez de trazer apenas um entrevistado, foram convidados juristas, cientistas políticos e jornalistas, para debater a relação entre política e justiça, eleições, impacto na economia e desafios para a democracia.

O apresentador Florestan Fernandes Júnior conta na bancada com a presença do cientista político Leonardo Avrizter, professor titular da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e autor, entre outros, do livro Impasses da democracia no Brasil, um estudo sobre a política no Brasil contemporâneo; também com a participação da professora de direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Margarida Lacombe, e com a pesquisadora e cientista política, Sônia Fleury, autora, entre outros, de Estado Sem Cidadão.

Da área jurídica, o Voz Ativa Especial conta com a presença do constitucionalista Marcelo de Andrade Cattoni, professor da Faculdade de Direito da UFMG, um dos autores do livro O Impeachment e o Supremo Tribunal Federal: História e Teoria Constitucional Brasileira.

O Voz Ativa é uma produção da Rede Minas de Televisão e da Rádio Inconfidência, em parceria com o jornal El País Brasil. O programa vai ao ar também pela internet no www.redeminas.tv. O telespectador pode interagir com a atração via redes sociais: pelo facebook.com/maisvozativa, twitter.com/maisvozativa, instagram.com/maisvozativa e youtube.com/maisvozativa.

O programa conta com edição especial para rádio, que vai ao ar pela Inconfidência FM (100,9) às terças-feiras às 21h e pela Inconfidência AM (880) aos domingos às 22h.


 

Quinta-feira, por volta das 23h, sem muita pontualidade que é para não comprometer o clima de liberdade. Quem gosta de música sabe que em Belo Horizonte, no bar A Casa, é dia e hora da DelegasCia. Com patente, mas sem marra, o violonista, compositor e arranjador Thiago Delegado se cerca de amigos para a roda instrumental mais conhecida da cidade. Aloizio Horta no contrabaixo, Christiano Caldas nos teclados e André Limão Queiroz na bateria completam o time, que se abre a participações espontâneas. Foi nesse território e sob essa inspiração que foi criado e desenvolvido o repertório de Sambetes Vol.1, que está sendo lançado em CD e vinil.

Thiago Delegado. Crédito: Beth Freitas

O disco foi gravado em São João del-Rei, na região do Campo das Vertentes, no único estúdio do estado com tecnologia totalmente analógica. A escolha não foi só técnica, mas de alma. Sambetes Vol.1 é um disco que dá sequência a uma linha de música instrumental sofisticada que vem de antes da bossa nova, sofre influência do som feito nas pequenas boates do Beco das Garrafas, no Rio de Janeiro, e depois se mistura com o jazz e outras influências. Pré-bossa, bossa e pós-bossa. Se o samba é a tristeza que balança, como definiu Vinicius de Moraes, nos sambetes ela balança ainda mais. O bolachão é uma consequência natural dessa história.

As composições trazem a marca de sua gênese notívaga. São temas que Thiago Delegado apresentou aos amigos e que foram testados na mais exigente pista de provas da música, a noite. Com estrutura aparentemente simples, com temas cantantes, diretos, cheios de suingue, trabalhados pelos instrumentistas em improvisos criativos, os sambetes resgatam uma felicidade que anda rara no campo da música. O prazer de ouvir e tocar parece ser o mesmo. Enquanto os músicos se divertem, o público incorpora uma dose a mais de alegria com a música. Sambetes Vol.1 não é disco para guardar, é desses que vão esquentar o prato - ou as plataformas -, rodando sem parar.

O violão de Thiago comanda os arranjos, que pela base que se mantém em todo o álbum, cria uma sonoridade muito peculiar, com destaque para os timbres dos teclados Rhodes e Hammond de Christiano Caldas. Contrabaixo e bateria trazem a melhor memória da música instrumental dos anos 1960 e 1970, mas com muitas contribuições contemporâneas, originais e cheias de ideias. Todas as composições são de Thiago Delegado, que divide a faixa Afrosambete, com Aloizio Horta.

Uma das influências do disco, Roberto Menescal tem sua presença registrada na música que abre os trabalhos, o divertido Sambete do Menexca, com direito a citações de clássicos do autor de O Barquinho. Delegado foi apresentado a Menescal por Christiano Caldas, que havia trabalhado com ele. Do encontro surgiu o convite para o lançamento no Rio de Janeiro do disco Thiago Delegado Trio ao vivo no Museu da Pampulha. Sempre atento aos novos (ele é dos maiores produtores da música brasileira e ouvido infalível para descobrir talentos), Menexca não só compareceu como marcou presença como convidado em Viamundo, terceiro álbum de Thiago Delegado.

Feito em homenagem à sobrinha Maria Luiza, o tema Sambete da Malu é considerado pelo autor como o mais violonístico do disco. Uma homenagem que exigiu emoção do compositor e virtuosismo do intérprete. A única canção com letra é Garoto Matheus, que tem história para contar. Delegado escreveu a música em resposta a uma mensagem elitista e ameaçadora de um morador do “bairro de classe média”, incomodado com o bloco de Matheus Brant, o Me Beija Que Eu Sou Pagodeiro. Do violão para as redes foi um pulo e a canção ajudou a lavar a alma de quem gosta de alegria, que parece ser artigo raro nas redes antissociais. Para completar, deu a Thiago Delegado a oportunidade de cumprir seu desejo de “ser João Gilberto”, sussurrando como o ídolo pela primeira vez em disco.

Disco de gênese coletiva, que só podia ter surgido entre amigos, Sambetes Vol. 1 propõe outros diálogos estéticos. Afrosambete é um tributo aos afrosambas de Baden e Vinicius, e incorpora uma nova rítmica, percussiva e com divisões mais trabalhadas. Sambete Americano começa como choro e logo se abre ao fraseado do jazz e de ritmos americanos, num encontro de igual para igual .Sambete nº 2 é puro suingue joãodonatiano, que faz a cama para improvisos espertos e bem-humorados.

E como humor é a marca em tudo o que Delegado faz, não falta nem mesmo uma homenagem ao pagode, no sambete Maguá no Pagode, que espera letra do homenageado. “Descobrimos nessa música uma ascendência mineira”, filosofa Delegado. E foi também de uma brincadeira, na relaxada Sambete Preguiçoso, que surgiu o tema que mais tem agradado o público que experimentou a obra em progresso nas noites de quinta-feira n’A Casa.

O clima de alegria é patente no resultado do álbum. Mas nem tudo foi festa durante a gravação São João del-Rei. “Foi um pouco tenso”, lembra Thiago Delegado. “Fizemos cerca de oito ensaios, além da nossa tocada semanal. Estávamos prontos, mas o desafio de gravar todo o disco em um só dia, com as dificuldades da gravação analógica, trouxe um pouco de tensão para o processo”. Até terminar a primeira faixa, foram mais de três horas. Os trabalhos se estenderam até às 3 da madrugada. Com apelo explícito aos santos barrocos das igrejas da cidade para sanar um ruído no baixo. Missão cumprida, a comemoração foi até o meio-dia.

Para terminar, Thiago Delegado apresenta o verbete sambete de seu dicionário musical particular: “São sambas pequenininhos, com temas bem definidos, levada divertida, muito suingue e espaço pra improvisação”. 

 Memória afetiva

Ao ouvir Sambetes Vol. 1, quem gosta de música instrumental brasileira vai se perder (e se encontrar) buscando referências, dos pianistas Luiz Eça, Dom Salvador, Tenório Jr., Sérgio Mendes e, sobretudo, João Donato, sem esquecer dos organistas Ed Lincoln e Walter Wanderley. As batidas de Milton Banana, Edison Machado, Dom Um e Airto Moreira. Os desenhos da linha de baixo de Luiz Chaves, Tião Neto, Humberto Clayber, Luiz Marinho e Edson Lobo. O violão de Baden Powell e Roberto Menescal, os arranjos de Moacyr Santos e Eumir Deodato. Só gente boa.

São nomes que trazem a memória de um som de grupos tocavam ao mesmo tempo, em várias casas vizinhas de Copacabana, batizados como Som 3, Sansa Trio, Sambossa 5, Sambrasa Trio, Quarteto Bossamba, Sexteto Bossa Rio, entre outros. A música instrumental brasileira ajudou a criar a bossa nova, mas foi, segundo alguns historiadores, a primeira vítima de seu reconhecimento internacional. Com o sucesso das canções e dos cantores, os músicos foram compor um luxuoso segundo plano para o desfile internacional da Garota de Ipanema. Muitos dos instrumentistas citados acima foram para os States ensinar o jazz a sambar. O resto é história.

SAMBETES 1

1 - Sambete do Menexca

2- Sambete da Malu

3 -Maguá no Pagode

4 - Sambete Preguiçoso 

5 - Afrosambete

6 - Sambete Americano

7 - Garoto Matheus

8 - Sambete nº 2 

Todas as faixas são composições de Thiago Delegado, exceto Afrosambete, parceria de Thiago Delegado e Aloizio Horta

Todas as músicas são tocadas por:

Thiago Delegado – Violão de sete cordas

Christiano Caldas –Rhodes e Hammond

Aloizio Horta –Contrabaixo

André Limão Queiroz – Bateria 

Serviço: Show de lançamento de Sambetes Vol.1

Data: 26 de abril de 2018 - quinta-feira

Horário: 20h30

Local: Teatro Bradesco

Rua da Bahia, 2244 – Lourdes – Belo Horizonte/ MG

Classificação etária: livre

Classificação: livre.

Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)


 

 Crédito: Omar Freire

A cena cultura da capital e de toda Minas Gerais ganha mais um presente. O Teatro José Aparecido de Oliveira teve sua infraestrutura toda renovada e foi reinaugurado na noite dessa quinta (5). O espaço funciona nas instalações da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais, no Circuito Liberdade. As comemorações foram encabeçadas pela presença da escritora mineira Conceição Evaristo. Na ocasião, a autora recebeu o Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura 2017 na categoria conjunto da obra e participou de um bate-papo com público. O evento também contou com a participação da escritora gaúcha Ana Cláudia Costa dos Santos, vencedora do prêmio na categoria poesia, com o trabalho “Fabulário”. Performances literárias do grupo Preta Poeta, formado por jovens mulheres negras, emocionaram o público com leituras de trechos da obra de Conceição Evaristo.

Grupo Preta Poeta - Crédito: Omar Freire

Com a reforma patrocinada pela Copasa, o teatro passou por uma série de melhorias para atender melhor a público e artistas. Entre elas destacam-se a renovação integral do sistema de ar-condicionado, iluminação e sonorização novas, a inclusão de carpete não-inflamável, reforma integral dos camarins, melhorias no piso e em toda a acústica do local. A plateia agora conta com cadeiras acessíveis a todos os públicos.  Inaugurado em 2004, no ano do cinquentenário da Biblioteca, o Teatro José Aparecido de Oliveira recebeu, ao longo desses 14 anos de existência, mais de 100 mil pessoas. Abrigou centenas de espetáculos, shows e outras manifestações artísticas.

O secretário de Estado de Cultura, Angelo Oswaldo, enalteceu a importância do Teatro José Aparecido de Oliveira para a vida cultural dos mineiros. “O teatro da biblioteca unifica as expressões artísticas que fazem parte deste equipamento cultural. Este é um momento muito gratificante, pois vemos a sala revitalizada com todos seus recursos aprimorados a fim de que ela continue a desempenhar seu papel essencial na vida cultural do estado”, pontuou Angelo. O secretário de Cultura ainda acrescentou que a Biblioteca Pública Estadual é um dos equipamentos culturais mais visitados do estado, o que demonstra a relevância que ela tem para a população. “Estamos chegando a quase 400 mil usuários por ano. Temos leitores de todas as idades e vertentes que visitam o local, começando pela biblioteca infantojuvenil, que está sempre repleta de crianças, passando pelo setor braile, que possui um número expressivo de usuários”, explicou Angelo.

Para o superintendente de Bibliotecas Públicas e Suplemento Literário, Lucas Guimaraens, a convergência de diversas artes em uma biblioteca pública é uma tendência no mundo contemporâneo. “Uma biblioteca pública não pode mais ser concebida como repositório de livros e memórias apenas. A biblioteca tende, no mundo ocidental, a se tornar um local de convívio e de transversalidades artísticas, culturais e sociais. Assim, a reinauguração desse teatro permite que a Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais tenha o uso de seu espaço ampliado para todas as expressões da sociedade”, pontua Lucas.

A importância do teatro se confunde com a figura que empresta o nome ao local. José Aparecido de Oliveira foi um importante político mineiro e teve papel destacado no campo cultural, quando se tornou Ministro da Cultura no governo de transição da ditadura para a democracia, de 1985 a 1988. Nascido em Conceição do Mato Dentro, José Aparecido foi um dos fundadores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, secretário particular de Jânio Quadros e o primeiro secretário de Estado de Cultura de Minas Gerais.

Também estiveram presentes durante a cerimônia de reinauguração do teatro a presidente da Copasa, Sinara Meireles, e o presidente SABE, José de Alencar Mayrink.

Prêmio Minas Gerais de Literatura 2017

Crédito: Omar Freire

Uma das principais premiações do gênero no país, o Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura 2017, da Secretaria de Estado de Cultura, colocou ainda mais em voga a voz da mulher na literatura brasileira. Pela primeira vez desde que foi criado, o prêmio contemplou apenas mulheres em todas as suas categorias. A mineira Conceição Evaristo, nascida no morro do Pindura Saia, em Belo Horizonte, foi a grande vencedora da edição, que de forma inédita contemplou uma escritora negra na categoria Conjunto da Obra. Autora de uma obra extensa, que inclui prosa e poesia, a belo-horizontina também ficou conhecida pela importância e densidade de seus romances, como “Ponciá Vicêncio” (2003) e “Becos da Memória (2006)”, que trata da complexidade humana e dos sentimentos de quem sofre com o preconceito, a fome e a miséria. Para a escritora, ter sido premiada em seu estado é motivo de orgulho e reconciliação com suas raízes. “Foi uma surpresa muito grande ter sido contemplada com este prêmio. A minha sensação é de que Minas está se reconciliando comigo e eu me reconciliando com Minas. Me mudei do estado em 1973 para tentar a vida dando aula. Saí daqui com muita dor, deixando família, amigos e fui construir minha vida profissional no Rio de Janeiro. Ter esse reconhecimento em casa é muito especial. É como se Minas me acolhesse novamente”, disse a escritora. Conceição também tratou do componente social que está por trás de uma mulher negra ser reconhecida pela qualidade de sua literatura e atividade intelectual. “Se existe uma Conceição Evaristo, existem outras mulheres negras que estão escrevendo. Temos que criar o imaginário que as mulheres negras produzem escritas, são intelectuais, pensam. Quero que este meu prêmio e a minha visibilidade sirvam para quebramos a visão cruel que existe a respeito das mulheres negras, que sempre são retratadas com subalternidade”, explicou Conceição.

Angelo Oswaldo, Conceição Evaristo, Ana Cláudia Costa dos Santos, Jaime Prado Gouvêa e Lucas Guimaraens  - Crédito: Omar Freire

Na categoria Poesia, a obra vencedora foi “Fabulário”, da gaúcha Ana Cláudia Costa dos Santos, que também esteve presente ao evento. A escritora, que saiu de Porto Alegre e veio prestigiar a cerimônia na capital mineira, enalteceu a representatividade do prêmio. “Este é o primeiro reconhecimento que recebo por uma obra pronta e inédita. Estou muito feliz, não acreditei quando me comunicaram. Já tinha me inscrito nesta premiação e sempre me pareceu muito difícil ganhar. Esse prêmio traz uma visibilidade muito grande por ser representativo no cenário nacional”, comentou a poeta.

Também foram contempladas a escritora Marana Borges, que venceu na categoria Ficção (Romance) com a obra “Mobiliário para uma Fuga em Março”. A Jovem Escritora desta edição é Sara Abreu Pinheiro e Silva, que venceu com o projeto “Membro Fantasma”. Na categoria Jovem Escritor, a Comissão Julgadora decidiu também dar menção honrosa para “A Casa dos Amores Loucos”, de autoria de Giovanna Ferreira Silva.

O Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura tem como objetivo divulgar a literatura brasileira, reconhecendo grandes nomes nacionais e abrindo espaço para os jovens escritores mineiros. O edital distribui R$ 258 mil em quatro categorias: Poesia (R$ 30 mil); Ficção (R$ 30 mil); Conjunto da obra (R$ 150 mil); e Jovem Escritor Mineiro (R$ 48 mil).


   

Críticos às mudanças avaliam que novas regras favoreceriam projetos mais comerciais - Arquivo ALMG
Críticos às mudanças avaliam que novas regras favoreceriam projetos mais comerciais - Arquivo ALMG - Foto: Pollyanna Maliniak

As novas regras para financiamento de audiovisuaisadotadas pela Agência Nacional de Cinema (Ancine) e a situação dessas produções em Minas Gerais serão tema de audiência pública que será realizada nesta quinta-feira (26/4/18) pela Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

A reunião foi solicitada pelo presidente da comissão, deputado Bosco (Avante), e acontecerá no Auditório José Alencar Gomes da Silva, às 15 horas.

As regras definidas pela Ancine vêm sendo muito criticadas por cineastas, produtores e roteiristas. O argumento é que mudanças nos critérios de seleção favoreceriam projetos mais comerciais e produtoras já consolidadas no mercado, em detrimento de obras autorais e de profissionais iniciantes.

Já confirmaram presença na reunião da Assembleia, entre outros, o cineasta Helvécio Ratton; o coordenador do Programa de Desenvolvimento do Audiovisual Mineiro (Prodam), Gilvan Rodrigues dos Santos; e a coordenadora de Articulação Institucional para Ações de Fomento da Secretaria de Políticas de Financiamento, Fabiana Trindade Machado, representando a Ancine.

As novas regras de financiamento audiovisual se aplicam a seis editais lançados pela Ancine e pelo Ministério da Cultura (MinC) no dia 12/3/18. Trata-se da segunda etapa do programa #audiovisualgerafuturo, totalizando um investimento de R$ 471 milhões. Na avaliação do Governo Federal, as modificações darão mais agilidade e transparência aos processos de seleção.

A Associação Brasileira de Cineastas (Abraci) e a Associação Brasileira de Autores Roteiristas (Abra) já se manifestaram contra os novos critérios. Centenas de profissionais aderiram a um abaixo-assinado para protestar contra as mudanças.

Consulte a lista completa de convidados para a reunião.

DIVULGAÇÃO: ALMG


 

A artista mineira Teresinha Soares transita pela pintura, instalação, desenho, gravura e serigrafia. Toda a multiplicidade de sua obra compõe a exposição Teresinha Soares, que abrange todos os anos de produção da artista e suas apropriações de temáticas como o corpo e a sexualidade feminina, a identidade do indivíduo, os costumes morais, o consumo e a política. Em meio ao conjunto de 72 obras de cores fortes e vivas, produzidas durante as décadas de 1960 e 1970, a exposição conta com o consagrado álbum de serigrafias Eurótica e trabalhos emblemáticos da trajetória da artista, como as instalações Túmulos (1972-73), Bandejas (1971-2017) e o Altar do Sacrifício (1973),além de três séries inéditas de desenhos em preto e branco que remetem ao início da carreira. A curadoria é da historiadora e crítica de arte Marília Andrés Ribeiro.

Divulgação - Teresinha Soares

Natural de Araxá, Teresinha Soares irrompeu no cenário artístico com uma arte inquietante, libertária e crítica. Utilizando elementos da pop art e da performance, chocou a “tradicional família mineira” com seus objetos, happenings e desenhos eróticos, ocupando um lugar que, segundo as normas da época, era exclusivo dos homens. A artista criou instalações que convidam o público a interagir com as obras, celebrando a liberdade de expressão, a sexualidade, o amor, a vida e a morte – buscando, principalmente, reconhecimento pelos direitos da mulher.

A personalidade forte da artista retorna ao Palácio das Artes, local em que realizou um dos módulos de sua primeira performance, Túmulos, em 1973. Segundo Marilia Andrés Ribeiro, a exposição na Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard é um verdadeiro manifesto “em prol da liberdade de expressão, da consciência da mulher e da defesa do meio ambiente”.

Divulgação - Teresinha Soares

Ainda segundo a curadora, a arte de Teresinha Soares trata com leveza e vigor temas que são discutidos até hoje. “Fizemos um recorte a partir do conceito Corpo: o Corpo da Mulher e o Corpo da Terra​. A partir desse panorama, selecionamos as obras de acordo com sua expressão artística, sem a preocupação de uma retrospectiva cronológica. O público terá a oportunidade de conhecer e apreciar a obra de uma grande artista mineira que teve um papel de vanguarda e de resistência no contexto da arte brasileira durante os anos 1960 e 1970, período da ditadura militar”, conta Marilia.

Erotismo delineado – A representação da sexualidade, temática frequente na obra de Soares, é destaque na exposição. O expectador poderá conhecer a série Eurótica (1970),conjunto de 32 serigrafias sobre papel, representativas do retrato nu feminino e masculino. Nessa série, utilizando novas técnicas e dimensões do desenho, Soares reconstrói formatos e posições corporais com traços bem marcados.

Um homem e sua mulher - 1967 - Serigrafia sobre papel - Divulgação Teresinha Soares

As pinturas, com traços precisos, frios, e cores chapadas, marcos na produção da artista, também estarão distribuídas pela Grande Galeria. Dentre elas, estarão obras das séries Desenhos espaciais (1968), na qual a artista aproxima o corpo à máquina, representando órgãos que viram tubos, mangueiras e vasos que se interpenetram; Acontecências (1966-67), pequenos recortes de letreiros de jornal, dispostos em diversas orientações em meio a desenhos de nus pintados em cores puras; Fizemos amor (1968), gravuras em metal relacionadas ao tema da maternidade; além das serigrafias Um homem e uma mulher (1976), A mulher em 10 parágrafos (1968), Pernas para que te quero (1970) e uma série em homenagem a Caetano Veloso. A temática amorosa está presente nas pinturas sobre madeira recortada O jogo do desencontro (1967) e Procissão do Encontro (1970).

Já as pinturas em madeira da série Vietnã (1968), que está entre seus trabalhos mais conhecidos e comentados, também faz parte da mostra. O conjunto é uma das experiências mais elaboradas da artista, e tem como mote a guerra norte-americana na Ásia, de forma libertadora e explosiva. Na exposição apresentaremos uma dessas pinturas, Guerra é guerra, vamos sambar, pertencente ao Museu de Arte da Pampulha.

Morte e ressureição – O interesse da artista pela morte como assunto de suas obras está presente na exposição com a instalação Túmulos, que engloba as performances Vida, Morte e Ressurreição; e Altar do Sacrifício, onde a artista faz um protesto contra a morte de nosso meio ambiente. Os happenings apresentados nas décadas de 1960 e 1970 em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro, renderam à artista grandes polêmicas e plateias eufóricas.

A História de Um Homem Mau - 1966 - série Acontecências, Óleo e colagem sobre tela - Divulgação Teresinha-Soares

Já com 91 anos de idade, a artista não realizará performances na íntegra, mas promete estar presente na abertura da exposição para interação com o público, oferecendo alguns insumos que fazem parte de suas instalações Túmulos e Bandejas. Feita pela primeira vez no Salão de Arte de Belo Horizonte, Túmulos tem como centro irradiador um objeto escultórico em formato de túmulo, com duas cruzes das quais saem torneiras de chope. As gavetas posicionadas abaixo guardam estruturas em baixo-relevo em formato de corpo, circundadas por linguiças, queijo e dentaduras. Bandejas é configurada por seis bandejas de madeira com recortes em formatos de corpo de mulher, preenchidas por diferentes grãos.

Teresinha Soares – Teresinha Soares nasceu em Araxá, Minas Gerais, em 1937. É pintora, desenhista, gravadora, escritora e poeta. Fez curso de artes na Universidade Mineira de Artes (UMA) em Belo Horizonte, em 1965, e o curso de gravura em metal no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, com José Assunção Sousa, em 1966. No mesmo ano, em Belo Horizonte, frequentou o curso de Fayga Ostrower (1920-2001) na Escola de Belas Artes da UFMG. Já em 1973, também em Belo Horizonte, realizou a primeira performance da cidade, no Palácio das Artes. Sua importância é reconhecida internacionalmente através de participação em exposições como The world goes pop, realizada na Tate Modern, em Londres (2015) e Radical Women, no Hammer Museum da Universidade de California, em Los Angeles (2017). Recentemente, a artista realizou uma grande exposição no Museu de Arte de São Paulo (MASP), com o título provocativo: Quem tem medo de Teresinha Soares? (2017).

Divulgação - Teresinha Soares

Exposição Teresinha Soares

Local: Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard - Palácio das Artes

Endereço: Av. Afonso Pena, 1537, Centro

Data: 14 de abril a 1º de julho de 2018

Horário: De terça-feira a sábado, das 9h às 21h; domingos, das 16h às 21h

Entrada gratuita

Informações para o público: (31) 3236-7400

Informações para a imprensa:

Júnia Alvarenga| (31) 3236-7419 |(31) 98410-7084 | Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Vítor Cruz | (31) 3236-7378 | (31) 99317-8845 | Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Thamiris Rezende | (31) 3236-7381 l (31) 99154-9103 l Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.


 

A próxima sessão da 17ª edição do Curta Circuito - Mostra de Cinema Permanente traz um dos grandes clássicos do gênero policial do cinema nacional, o longa Eu matei Lúcio Flávio (1979), dirigido pelo diretor Antônio Calmon e protagonizado e produzido por Jece Valadão, o eterno Machão do cinema brasileiro. Seguindo a temática da programação 2018 da mostra, que trata a presença da  violência em produções cinematográficas nacionais, o filme discorre sobre a sociedade urbana da época a partir da brutalidade, em especial, a praticada pela polícia. O filme será exibido na próxima segunda-feira, dia 30 de abril, às 20h, no Cine Humberto Mauro, com bate-papo após a sessão. A entrada é franca, com distribuição de ingressos na bilheteria do cinema 30 minutos de antecedência.

“Esse filme é baseado em fatos da crônica policial carioca e inspirado em acontecimentos da vida de Mariel Maryscotte de Mattos, nada tendo a ver com a pessoa do referido policial”. Assim começa Eu matei Lúcio Flávio, filme conduzido pela ótica dos policiais/exterminadores, que trata da violência, do crime e da brutalidade de uma maneira orgânica, o que seria impossível se a intenção do diretor fosse denunciar as mazelas da sociedade. “Ele abraça o lado mais reacionário da sociedade e celebra, sem hipocrisia, os feitos desse grupo. Essa opção, que foge à tendência do cinema brasileiro de se associar sempre ao lado dos oprimidos, não prejudica em nada a potência do que vemos na tela; é por abordar uma situação-limite, com outro enfoque, que o diretor acaba por expor os mecanismos estruturantes da sociedade em que estamos mergulhados”, explica Fernando Oriente, crítico de cinema paulista que conduzirá o bate-papo após a sessão.

Considerado uma resposta ao longa  “Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia” - grande sucesso popular de 1977, dirigido por Hector Babenco, que focava no lendário assaltante de bancos, Lúcio Flávio - o filme de Calmon funciona quase um contraponto, como se mostrasse um outro lado da mesma

história, destacando desta vez a trajetória da polícia, no caso, de um dos líderes do Esquadrão da Morte no Rio de Janeiro na década de 1970.

Mais conhecido como autor de novelas , Antônio Calmon atuou fortemente no cinema, tendo sido assistente de direção de grandes nomes como Glauber Rocha. Eu matei Lúcio Flávio é considerado por muitos especialistas como sua grande obra prima, que traz no elenco, além de Jece Valadão -que foi elogiado na época por sua atuação como o policial Mariel - Otávio Augusto, Monique Lafond, Maria Lúcia Dahl e Vera Gimenez.

Eu matei Lúcio Flávio*
Antônio Calmon  |RJ, 1979, 97
Lúcio Flávio é um jovem em busca de ascensão social que opta pela vida do crime, enquanto Mariel ganha fama como um policial de atuação no submundo criminoso. Os dois acabam se enfrentando na eterna luta entre polícia e bandido.

*Após a exibição será exibido um depoimento do diretor Antônio Calmon e haverá ainda um bate-papo com o crítico paulista Fernando Oriente.

Antônio Calmon

Atualmente com 72 anos de idade e quase 50 de carreira, Antônio Calmon foi um dos grandes realizadores do cinema brasileiro, principalmente durante os anos 1970 e início da década de 1980. Começou como assistente de direção em filmes seminais do Cinema Novo, como A Grande Cidade (1965), de Cacá Diegues, Terra em Transe (1967) e O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro (1968), de Glauber Rocha e O Bravo Guerreiro (1968), de Gustavo Dahl. Pouco reconhecido nessa área, ele realizou filmes emblemáticos, verdadeiras radiografias do Brasil no período, passando por comédias de costumes até filmes leves e despretensiosos como seu maior sucesso de público, Menino do Rio (1982). Se tornou popularmente conhecido pelo seu trabalho em TV, como roteirista da série Armação Ilimitada e autor de novelas de sucesso, como Top Model, Vamp, Olho no Olho e Corpo Dourado, todas exibidas pela rede Globo.

Curta Circuito
Durante sua trajetória, iniciada em 2001, a Mostra de Cinema Permanente, que exibe exclusivamente filmes nacionais, sempre com entrada franca, reuniu um público de mais de 74 mil pessoas, que estiveram presentes nas quase cinco mil sessões apresentadas. A mostra é dirigida por Daniela Fernandes, da Le Petit Comunicação Visual e Editorial, com curadoria assinada pela crítica de cinema e autora do blog Estranho Encontro, Andrea Ormond. É referência em Minas e no Brasil como ação de formação qualificada de público, espaço de reflexão e debates sobre a cultura audiovisual e todos os aspectos que a envolvem, sejam técnicos, narrativos, estéticos, culturais e políticos. O Curta Circuito já atuou em 18 cidades dos estados de Minas Gerais, São Paulo, Bahia e Pará e atualmente está presente em Belo Horizonte - onde tem como “sede” de suas exibições o Cine Humberto Mauro - e nos município mineiros de Montes Claros e Araçuaí. Já passaram pelo projeto convidados como Nelson Pereira dos Santos, Zé do Caixão, Sidney Magal, Othon Bastos, Antônio Pitanga, Nelson Xavier, Darlene Glória entre outros. O Curta Circuito atua também na preservação e memória do cinema brasileiro, trabalhando na restauração de filmes, em parceria com a Cinemateca do MAM-RJ. A iniciativa recebeu Mention do D Hounner em Milão, em 2013, pela restauração do filme “Tostão, a fera de Ouro”, da década de 1970.

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Confira a programação completa das sessões de Belo Horizonte, Montes Claros e Araçuaí no site oficial da mostra www.curtacircuito.com.br

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Serviço:

Filme | Eu Matei Lúcio Flávio (direção: Antônio Calmon)

Data | 30 de abril (segunda-feira)

Horário|20h

Local | Cine Humberto Mauro | Palácio das Artes - Av. Afonso Pena, 1537 - Belo Horizonte

Entrada gratuita, sujeito a lotação do espaço

Informações: 31 3226-9625

Ingressos deverão ser retirados meia hora antes da sessão

Classificação Indicativa| 18 anos

Capacidade da Sala | 129 lugares

O Curta Circuito é realizado com os recursos das Leis: Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Governo de Minas Gerais e da Lei Municipal de Incentivo à Cultura - Fundação Municipal de Cultura,  Prefeitura de Belo Horizonte. Patrocínio: Cemig, Banco BDMG, Tecar Fiat e Sambatech. Apoio Cultural: Fundação Clóvis Salgado.Co Realização Mascote e Frutilla Filmes. Realização: Le Petit.

Para informações adicionais, entrevistas e fotos

Assessoria de Comunicação Curta Circuito |  Bárbara Prado – (31) 9.9192-1203

http://www.curtacircuito.com.br/


 

As ações integram o projeto de fomento ao turismo nos parques desenvolvido pela Setur-MG, em parceria com o Instituto Estadual de Florestas (IEF) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), é uma ação prioritária do Governo de Minas no Pacto pelo Cidadão.

 

Adventure Connect

Em parceria com a Adventure Travel Trade Association (ATTA), a participação da Setur-MG no evento, nesta quarta-feira (4), se deu por meio da apresentação dos parques estaduais e nacionais presentes no Estado, que posicionam o destino como referência nacional nos segmentos de aventura e natureza.

 

Lançamento do Abeta Summit 2018

Durante a programação da WTM, a Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (ABETA) lançou oficialmente o Abeta Summit 2018, que será sediado em território mineiro.

A 15ª edição do Abeta Summit acontecerá entre os dias 26 e 29 de agosto, tendo como destino anfitrião, o Circuito Turístico Parque Nacional  Serra do Cipó, em Conceição do Mato Dentro (MG), com o tema central: “Conectando pessoas, produzindo Ideias”.

O evento tem o objetivo de reunir, de forma dinâmica e interativa, gestores públicos, consultores, acadêmicos, ativistas, jornalistas, guias e condutores de atividades em ambientes naturais. Com uma grande variedade de palestras, oficinas de capacitação, estudos de casos e visitas técnicas, o congresso busca produzir conhecimento e melhorar a capacidade de gestão e inovação do segmento turístico.

“Consolidar Minas Gerais como potencial destino de aventura e natureza é essencial para apresentar as diversas belezas e conversação presente nos parques naturais em nosso Estado. O Abeta Summit 2018 é um convite aos profissionais de turismo e demais participantes a conhecerem as nossas políticas de turismo e relaxar em meio a paisagens mineiras exuberantes” afirma o secretário de Estado Adjunto de Turismo, Gustavo Arrais.


 

A partir desta terça-feira, (24), a Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais, espaço integrante do Circuito Liberdade, promove a exposição 20,000 léguas (Sub)urbanas, do artista belo-horizontino Daniel Jack. Com entrada franca, a mostra apresenta 16 telas que exploram a noção da vivência nas cidades através de múltiplas camadas de cartazes sobrepostas em variadas superfícies. A técnica, chamada pelo artista de “colagem vernacular”, explora paisagens degradadas pelo tempo, como a tinta descascada, sem reboco, com partes do cimento cru e metal enferrujado.

Utilizando a pintura acrílica em camadas, Daniel tenta recriar o espírito das colagens vernaculares nas suas obras, usando fragmentos de linguagens gráficas achadas na rua, em revistas, livros e outros materiais. “É um processo espontâneo e intuitivo, cada pintura tende a se resolver de uma maneira única. Às vezes o tempo para conclusão de uma obra pode demorar um período de meses enquanto outras podem ser resolvidas em alguns dias”, explica Daniel.

A relação entre criação e destruição norteia o processo do artista, que é grande admirador do trabalho de "cartazistas", como o francês Jacques Villeglé e o italiano Mimmo Rotella, personalidades que fizeram colagens usando pedaços de cartazes que eles mesmos rasgavam nas ruas de Paris.

SERVIÇO

EXPOSIÇÃO “20,000 LÉGUAS (SUB)URBANAS”, DE DANIEL JACK

Período: de 24 de abril a 29 de maio de 2018

Horário: segunda a sexta-feira: das 8h às 18h / sábados: das 8h às 12h

Local: Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais – Galeria de Arte Paulo Campos Guimarães - (Praça da Liberdade 21 - Funcionário, Belo Horizonte/MG)

Informações: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Telefone: 3269-1204

Entrada: Gratuita


O retrato do museólogo Antônio Joaquim de Almeida será inaugurado no Museu do Ouro, em Sabará, às 10h30m, da próxima segunda-feira, dia 9 de abril. Nascido em São Paulo, onde veio a falecer (1907-1996), o criador e primeiro diretor do Museu do Ouro dedicou-se de modo exemplar ao patrimônio cultural mineiro. Obteve a doação da Belgo-Mineira e acompanhou a restauração da antiga Casa da Intendência da Vila Real de Sabará, para que nela se instalasse, em 1946, o museu consagrado ao ciclo do ouro. Selecionou as peças que constituem o seu extraordinário acervo setecentista, tendo sido responsável pela museografia e desenvolvimento das atividades culturais. Criou, ainda, o Museu Regional de Caeté e atuou na direção do IPHAN em Minas Gerais. A cerimônia terá a presença do diretor do Museu do Ouro, Ricardo Rosa Carvalho, do prefeito de Sabará, Wander Borges, e do secretário de Estado de Cultura, Angelo Oswaldo, que ofereceu a fotografia, em nome das filhas Patrícia Machado de Almeida Penido e Mônica Machado de Almeida.

Antônio Joaquim de Almeida destacou-se no processo de criação do IPHAN e de seus primeiros museus, na década de 1940. Era irmão do poeta Guilherme de Almeida e casou-se com a escritora mineira Lúcia Machado de Almeida (1910-2005), irmã do escritor Aníbal Machado e autora dos “Passeios” a Sabará, Diamantina e Ouro Preto. O casal promoveu a construção do Edifício Niemeyer, na Praça da Liberdade, tendo residido no 12º andar e cobertura. Ali recebiam intelectuais mineiros e visitantes, numa espécie de salão cultural que marcou época em Belo Horizonte. Numerosas personalidades foram levadas por Antônio Joaquim de Almeida ao Museu do Ouro, conforme registra o livro de visitantes da instituição, como os pintores Guignard, Portinari e Maria Helena Vieira da Silva, o filósofo Jean Paul Sartre e os poetas Pablo Neruda, Gabriela Mistral, Murilo Mendes e Nicolas Guillén.

Crédito: Secretaria de Estado de Cultura

O secretário Angelo Oswaldo, ex-presidente do Instituto Brasileiro de Museus, IBRAM, disse que a homenagem a Antônio Joaquim de Almeida vem perenizar a lembrança do criador do Museu do Ouro e admirável defensor do patrimônio cultural de Minas Gerais. “Devemos a Antônio Joaquim uma contribuição modelar à cultura de Minas Gerais e do Brasil e é importante que ele seja sempre lembrado, em especial no Museu do Ouro”, afirmou o secretário.

Legenda: António Joaquim de Almeida entre Guignard, Amilcar de Castro e Geraldo Pacheco Jordão


O secretário Angelo Oswaldo, em visita de trabalho à cidade de Prados, cumpriu uma intensa agenda. Na Prefeitura, juntamente com o prefeito Lester Rezende Dantas Júnior, assinou o protocolo de cessão ao Município da cadeia pública de Prados, uma antiga reivindicação dos meios culturais, a fim de que no prédio seja instalado um centro de artes. Em companhia do prefeito, do vereador Daniel Carvalho e do secretário de Turismo e Cultura, Jorge Rodrigues Ferreira, bem como do conselheiro do Patrimônio Cultural, vereador Roseni Pinheiro, Angelo Oswaldo visitou a Câmara Municipal, a igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição e a igreja do Rosário, a qual receberá, em maio, a imagem da padroeira recuperada pela Polícia Federal. Na cadeia, todos comemoraram a conquista de mais um espaço de cultura e a reversão da finalidade da edificação. O secretário destacou a relevância do acervo patrimonial da cidade e do festival de música erudita que ali se realiza anualmente, com o apoio de professores e alunos da USP e a coordenação da bicentenária orquestra Lira Ceciliana de Prados.

Em seguida o secretário de Cultura de Minas Gerais conheceu o Museu “Marieta Teixeira de Oliveira”, que reúne um acervo de história e cultura de Prados. Organizado por Ivaci Lopes de Oliveira, conhecido como Ratinho, o Museu está instalado na residência da família, uma construção histórica, e ostenta objetos, instrumentos, fotografias, placas e livros referentes aos ciclos do ouro e do couro no município, bem como relativos à sua intensa tradição musical. Angelo Oswaldo cumprimentou Ivaci Lopes de Oliveira, ressaltando “o exemplo que Ratinho oferece a Minas Gerais e ao Brasil, como guardião da memória histórica de uma cidade como Prados, na qual viveram vários personagens da Inconfidência Mineira, como Dona Hipólita Jacinta”.  

Secretário Municipal de Turismo e Cultura: Jorge Rodrigues Ferreira

Vereador: Daniel Fonseca e Silva de Carvalho

Conselho Municipal do Patrimônio Cultural: Roseni Pinheiro

Colecionador (Ratinho): Ivacir Lopes de Oliveira


A Casa do Beco, espaço de intercâmbio de experiências culturais e artísticas diversas, voltada para promover e incentivar a formação humana e profissional por meio das artes, fundada em 2010, será reconhecida por sua importante atuação em Belo Horizonte, uma vez que seu Fundador e Diretor Institucional, Nil César, foi anunciando como um dos vencedores do prêmio “Bom Exemplo 2018”, na categoria Cultura, promovido pela Rede Globo Minas. O prêmio tem como finalidade destacar atitudes de pessoas e instituições da Região Metropolitana de Belo Horizonte, nas áreas social, cultural, comportamental, esportiva, patrimonial e sustentável, que se configuram em bons exemplos, por contribuírem, direta ou indiretamente, para a construção de uma sociedade mais solidária e cidadã. Ainda, ao destacar as atitudes dessas pessoas, o “Prêmio Bom Exemplo”, visa despertar na população a sensibilidade para reconhecer a importância e o valor dessas atitudes para uma convivência mais respeitosa, harmoniosa, igualitária e democrática entre todos.

Crédito: Roberth Michael

Para celebrar a conquista com todos os envolvidos no dia a dia da instituição, a Casa do Beco promoverá a sua própria versão de um prêmio que reconhece o envolvimento, valor, esforço e importância de diversos atuantes, parceiros e dos moradores da comunidade que fizeram parte dessa história e que contribuíram para que o espaço de cultura construísse seu DNA e todas as ações que são desenvolvidas junto à comunidade. Serão 9 categorias ao todo, que reconhecerão a importante contribuição de pessoas em diferentes vertentes de atuação, como Relevância Histórica para a Casa que reconhecerá pessoas que ofereceram seu trabalho para o crescimento da Casa do Beco, Relevância Histórica Para a Comunidade que enaltecerá as personagens que contribuíram com a construção da Comunidade e a categoria De Mãos Dadas, responsável por celebrar as pessoas, empresas e instituições parceiras que acreditam na transformação social e se doam para que ações de transformação e cidadania possam seguir.

O evento promovido pela Casa do Beco será realizado em duas etapas. A primeira no dia 06/04 (sexta-feira, as 19h), somente para convidados, comportará a celebração dos personagens importantes para o contexto cultural e social de Belo Horizonte, enquanto no dia 07/04 (sábado as 19h), ocorrerá o evento “Cozinha Cultural” aberta e como convite ao público para conhecer o espaço da Casa do Beco e a se integrar com a comunidade em uma tarde recheada de pizza, cerveja e refrigerantes que serão vendidos para arrecadar fundos e investimentos para a instituição.

Crédito: Roberth Michael

SOBRE A CASA DO BECO

A CASA DO BECO surgiu em 2003, a partir do trabalho artístico do Grupo do Beco (criado em 1995). Localizada aos pés do Aglomerado Santa Lúcia/Morro do Papagaio, na região Centro Sul de Belo Horizonte (MG), a instituição é um Ponto de Cultura desde 2010 e seu principal objetivo é promover o desenvolvimento humano e a transformação social por meio do fomento à produção e difusão cultural e artística, especialmente do teatro, em sua comunidade, além disponibilizar suas atividades a outros públicos da cidade. Aberta ao público desde 2011, a Casa é espaço de intercâmbio de experiências culturais diversas. Buscando a formação humana e profissional através da arte, são oferecidas oficinas artísticas para crianças, jovens e adultos. Além disso, há uma ampla programação artística e cultural, sempre gratuita, que mescla grandes sucessos do teatro dos grupos mais distintos da cidade e as montagens produzidas pela própria Instituição.

Crédito: Roberth Michael

Através de seu Núcleo artístico, composto pelo Grupo do Beco e pela Companhia Movimento do Beco, a Casa oferece aos seus artistas a oportunidade de se profissionalizar no teatro e na dança, expressando nos palcos as cenas de seu cotidiano. Para manter suas atividades, a Casa do Beco conta com a colaboração de parceiros, amigos e empresas que apoiam seus projetos. Atualmente, a programação da Casa do Beco é mantida graças ao patrocínio do Instituto Unimed BH, via da Lei Rouanet, viabilizado pelo incentivo de pessoas físicas e da Cemig, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais,.

A Instituição também conta com os recursos do Fundo Estadual de Cultura de Minas Gerais e do Fundo Municipal e Cultura de Belo Horizonte. Assim, desde suas origens, com a experiência inicial do Grupo do Beco, em 1995, a instituição vem tentando fazer com que o teatro, atividade popular em sua origem, mas elitizada em nossos tempos, seja acessível a todos os cidadãos.

Prêmio Reconhecimento Casa do Beco à personagens importantes para a construção de uma cultura de transformação social.

Relevância Histórica pra Casa: pessoas que ofereceram seu trabalho para o crescimento da Casa do Beco.

Estrela Cintilante da Casa: integrantes da equipe da Casa do Beco que, tanto nos momentos bons quanto nos momentos ruins, estiveram presentes pela instituição.

Público fiel da Casa do Beco: público espontâneo da Casa do Beco que ajudaram os promotores e agentes culturais a trilhar o caminho e a história de atuação da instituição com feedbacks e envolvimento direto na história da Casa.

Relevância Histórica Para a Comunidade: pessoas e personagens que contribuíram com a construção da Comunidade.

Beleza e Criatividade da Comunidade: artista do Morro do Papagaio/Aglomerado Santa Lúcia que com sua atuação contribui com a melhoria da qualidade de vida das pessoas e da Comunidade.

Fazendo a diferença para o Morro: lideranças da comunidade que doaram sua vida em prol da melhoria estrutural da comunidade e em prol da qualidade de vida.

De mãos dadas: pessoas, empresas e instituições que acreditam na transformação social e ajudam as ações de transformação e cidadania da Casa.

Relevância Social: grupos e artistas da cidade, independentes da classe social, que se envolvem nas ações sociais e culturais da cidade.

Brilhando nas Artes da Periferia: artistas e agentes de outras comunidades que produzem peças, intervenções, materiais e obras artísticas que são relevantes e importantes para as suas comunidades.

Serviço:

Prêmio Reconhecimento Casa do Beco

Data: 06/04 (evento para convidados) e 07/04 (aberto ao público)

Horário: 19h

Onde: Casa do Beco (Avenida Arthur Bernardes, 3876 - Barragem Santa Lúcia)

Informações para a imprensa

Fábio Gomides – (31) 99693-2767

João Dicker – (31) 98841-9613

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Foi realizada neste sábado (21/4), em Ouro Preto, a solenidade de entrega da Medalha da Inconfidência. A comenda – a maior honraria concedida pelo Estado de Minas Gerais – foi entregue a 170 personalidades e instituições que contribuíram para o desenvolvimento de Minas Gerais e do Brasil. Vários representantes da cultura mineira e brasileira foram homenageados, entre eles os músicos Juarez Moreira, Maurício Tizumba e Aline Calixto, a cartunista Laerte, os filósofos Márcia Tiburi e Renato Janine Ribeiro, a ex-diretora do Museu de Arte da Pampulha Priscila Freire, os chefs de cozinha Léo Paixão, Pablo Oazen e Eduardo Avelar, o presidente da Escola de Samba Paraíso do Tuiuti, Renato Ribeiro Martins, além de arquitetos, artesãos e professores.

Entre os agraciados estão a vereadora e ativista dos direitos humanos Marielle Franco (in-memoriam), assassinada a tiros no mês de março no Rio de Janeiro. O Prêmio Nobel da Paz de 1980 e também ativista dos direitos humanos, o argentino Adolfo Pérez Esquivel, também será homenageado, além de músicos, artesões, chefes de cozinha, professores, lideranças políticas, entre outros.

Neste ano, atendendo aos pedidos da população local, o Governo de Minas Gerais realizou a solenidade em dois momentos distintos. Como em outros anos, a cerimônia oficial de tiros, o hasteamento da bandeira e a colocação de flores no monumento ao mártir da Inconfidência Mineira foram realizados na Praça Tiradentes. Já a entrega da Medalha da Inconfidência ocorreu no Centro de Artes e Convenções da Ufop.

Confira abaixo os representantes do segmento cultural que foram homenageados durante a solenidade:

Márcia Angelita Tiburi - Artista Plástica, professora de filosofia e escritora brasileira

Priscila Euler Freire de Carvalho - Diretora do Museu de Arte da Pampulha

Renato Janine Ribeiro – Ex-ministro da Educação

Sandra Regina Goulart Almeida - Reitora da Universidade Federal de Minas Gerais

Antonio Alvimar Souza - Vice-Reitor da UNIMONTES

Adailton Pereira – Pró-reitor Universidade do Estado de Minas Gerais

Aline Calixto - Cantora

Ana Eliza de Souza - Cantora e compositora

Ângela Togeiro Ferreira - Diretora da Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais

Benigna Maria de Oliveira - Pró-Reitora de Graduação da UFMG

Cecília Matias do Carmo Ferreira "Dona Cecília" - Artesã

Cristiano de Castro Lamego - Superintendente-Executivo do SINDBEBIDAS

Eduardo Avelar Fonseca - Chef de cozinha

Evandro Campos Maria - Diretor do Instituto de Filosofia e Tecnologia Dom João Resende Costa da PUC-MG

Fábio Lúcio Maciel - Cantor e compositor

Geraldo Henrique Figueiredo Campos - Presidente do Mercado Central

Homero Aguiar Paiva - Diretor Técnico da MRV/Cafeicultor

Ismênia Aparecida de Oliveira - Artesã

José Luciano Martins "Zé Preto" - Garçom do restaurante Casa do Ouvidor

Juarez Ferreira Moreira - Violonista e compositor

Laerte Coutinho - Cartunista

Leonardo José Paixão Dias - Chef de cozinha

Luiz Augusto Pianetti - Artesão

Marcelo Aragão de Podestá - Gastrônomo

Marco Antonio dos Anjos Falcone - Empresário/Vice- Presidente do SINDBEBIDAS

Maria Cecília Cardoso Jannuzzi - Artesã de trabalhos manuais

Maurício Lino Moreira (Maurício Tizumba) - Músico, ator, empreendedor cultural

Ofélia de Lourdes Hilário de Oliveira - Conselheira da Associação Afro Cultural Betim

Pablo Roni Oazen de Rezende - Chef de cozinha

Renato Ribeiro Marins - Presidente da Escola de Samba Paraíso do Tuiuti

Ricardo Rodrigues - Presidente do Conselho de Administração da ABRASEL em MG

Vilmar Oliveira de Jesus - Diretor do Instituto Sociocultura Vale Mais

Zaqueu Astoni Moreira - Secretário Municipal de Cultura e Patrimônio de Ouro Preto

João Felício Rodrigues Neto - Pró-Reitor de Ensino da UNIMONTES

José Luiz Quadros de Magalhães - Professor Titular da Puc Minas

José Marcelino de Rezende Pinto - Professor Titular da Universidade de São Paulo

Leonardo Avritzer - Professor titular da Universidade Federal de Minas Gerais

Monica Tereza Azeredo Benicio - Arquiteta

Raimundo Alves de Jesus - Presidente da Academia Cordisburguense de Letras


O Jovem Músico BDMG chega à sua maioridade: 18 anos. Dedicado a músicos eruditos, a série de recitais oferece à nova geração a oportunidade de se apresentar na reconhecida Sala Juvenal Dias, da Fundação Clóvis Salgado, mostrando ao público todo talento e dedicação à música. As inscrições para fazer parte da programação de recitais, que vai de julho a dezembro de 2018, estão abertas. Os interessados poderão se inscrever, gratuitamente, até o dia 3 de maio. O regulamento e ficha de inscrição estão no site www.bdmgcultural.mg.gov.br

Criado em 2000, pela então presidente Marília Salgado, a série de recitais foi pioneira na capital. “A série Jovem Músico BDMG foi criada para dar oportunidade aos estudantes mineiros de música erudita de se apresentarem em recitais organizados profissionalmente. Penso que talvez seu grande sucesso advém do caráter de abertura que o define, incluindo vários níveis de adiantamento dos músicos na seleção, ao contrário de concursos que premiam poucos candidatos”, explica.

Diferente de um concurso, o Jovem Músico BDMG tem o objetivo de dar espaço ao músico que está no início e também àquele que está mais adiantado nos estudos. “Oportunidade é a palavra-chave”, afirma Marília Salgado. A programação dos recitais é planejada de acordo com a capacidade de cada músico. “Se ele está no início, recebe um tempo menor para apresentação. Se é mais experiente, o espaço é maior”, completa. Quanto ao tratamento profissional oferecido aos selecionados, o BDMG Cultural oferece sessão de fotos para divulgação, assessoria de imprensa, teatro adequado para as apresentações, gravação dos recitais e todo suporte necessário para a realização do recital.

Participantes do recital de outubro de 2017: Geraldo Costa Neto, Davi Efraim, Trio Haydn e Giovanni Martins. Crédito: Élcio Paraíso

O atual presidente do BDMG Cultural, jornalista Rogério Faria Tavares, considera o Jovem Músico um excelente espaço para que os novos talentos se afirmem e se exponham ao público: “É um momento privilegiado de apresentar à plateia o resultado de muito estudo, esforço e dedicação à arte. Minas Gerais é um celeiro impressionante de artistas de alta qualificação, que precisam ser devidamente reconhecidos e valorizados. O dever do BDMG Cultural é promover o encontro entre eles e a comunidade”, pontua.

Para participar, os interessados devem ser mineiros ou residirem no estado há mais de dois anos, além de ter até 25 anos. Poderão se inscrever na série de recitais cantores e os seguintes instrumentos: violão clássico, violino, viola clássica, violoncelo, contrabaixo erudito, flautas, clarineta, oboé, fagote, trompa, trompete, trombone, tuba, bombardino, percussão sinfônica, piano, harpa, saxofone erudito, cravo, viola da gamba, tiorba, oboé barroco, viola d’amore, flauta barroca e transverso.

Participantes do recital de agosto de 2017: Henrique Rocha, Rhaniel Veríssimo e Gustavo Machado. Crédito: Élcio Paraíso

Os candidatos participarão de uma audição nos dias 25, 26 e 27 de maio, no mesmo local onde serão realizados os recitais, onde serão avaliados por uma comissão julgadora independente, composta por músicos e professores renomados.

Músicos selecionados que residam há até 100 km de distância de Belo Horizonte, receberão ajuda de custo no valor de R$100. Para aqueles que morarem há mais de 100 km, será oferecido R$400. Este ano, o BDMG Cultural também se responsabilizará pela hospedagem do participante que residir em município localizado a mais de 100 quilômetros da capital mineira.

Mais informações: (31) 3219-8691 / 3219-8656

Assessoria de imprensa: Luiza Serrano – (31) 3219-8691 / 99313-5508 (favor não divulgar os números)

LUIZA SERRANO 
Assessora de Comunicação
Tel: (31) 3219-8691 Cel: (31) 99313-5508
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O francês Victor Julien-Laferrière venceu o mais recente concurso Rainha Elisabeth da Bélgica. Nos dias 26 e 27 de abril, às 20h30, na Sala Minas Gerais, o violoncelista se apresenta pela primeira vez no Brasil executando o Concerto para violoncelo em mi menor, op. 85, do inglês Edward Elgar, obra sempre em destaque no repertório de violoncelo. Ainda no programa, Genoveva, op. 81: Abertura, de Schumann, e a Sinfonia nº 5 em ré menor, op. 47, de Shostakovich. A regência é do maestro Marcos Arakaki.

Victor Julien-Laferrière (foto Lyodoh Kaneko).

Na série de palestras sobre obras, compositores e solistas que a Filarmônica promove antes das apresentações, das 19h30 às 20h, o convidado das duas noites será o percussionista da Filarmônica de Minas Gerais e curador dos Concertos Comentados, Werner Silveira. As palestras são gravadas em áudio e ficam disponíveis no site da Orquestra.

Estes concertos são apresentados pelo Ministério da Cultura e Governo de Minas Gerais e contam com o patrocínio da Cemig por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Repertório

Sobre a Genoveva

 

Robert Schumann (Zwickau, Alemanha, 1810 - Endenich, Alemanha, 1856) e a Genoveva, op. 81: Abertura (1847/1848)

O ano era 1842 quando Schumann teve a ideia de compor uma ópera, e sua vontade era a de se basear em alguma lenda germânica. No entanto, uma severa crise de depressão o acometeu e deixou de lado o projeto até 1844, quando ele e Clara, já casados, se estabeleceram em Dresden. A partir daí, nasceram as principais obras sinfônicas de Schumann, incluindo o Concerto em lá menor. Genoveva, sua única ópera, foi estreada em Leipzig, em 1850, conduzida pelo próprio compositor. O enredo é baseado na lenda medieval de Genoveva de Brabant, esposa do duque da Bavária. A Abertura de Genoveva é um dado à parte. A capacidade de síntese (mais poesia que prosa) que Schumann sempre atingiu nas suas canções ou nas obras para piano raramente transparece em sua produção sinfônica. A abertura de sua ópera é uma exceção a isso. A atmosfera sombria que abre a peça, tão próxima das atmosferas de Wagner, não é senão o início de uma narrativa completa, que diz, por si, o que tem que dizer.

Sobre o Concerto para violoncelo em mi menor

Edward Elgar (Broadheath, Inglaterra, 1857 - Worcester, Inglaterra, 1934) e o Concerto para violoncelo em mi menor, op. 85 (1919)

A obra de Elgar, o primeiro compositor britânico a garantir um lugar fixo no repertório sinfônico internacional, foi decisiva para a renovação da música inglesa a partir dos últimos anos do século XIX. Porém, o ritmo de produção do compositor tornou-se bem mais lento depois da Primeira Guerra Mundial – a Inglaterra não era mais aquela que ele celebrara, e sua crença no progresso e na boa convivência entre os homens estava abalada. Elgar voltou-se para a música de câmara, compondo peças mais austeras, despojadas e repletas de tristeza e ternura. Última grande obra de seu período outonal, o Concerto para violoncelo apresenta uma orquestração contida, poética e opaca que, segundo Pablo Casals, “deixa livre a alma do instrumento”. Alguns movimentos são marcados pelo caráter melancólico, outros mais intensos e impetuosos. No geral, é uma peça que exige grande expressividade e virtuosismo do solista.

Sobre a Sinfonia nº 5 em ré menor

Dmitri Shostakovich (São Petersburgo, Rússia, 1906 - Moscou, Rússia, 1975) e a Sinfonia nº 5 em ré menor, op. 47 (1937)

Durante a década de 1930, Shostakovich sofria duras críticas no Pravda – publicação do Partido Comunista da União Soviética –, que taxava suas obras de extremamente progressistas, imorais e inapropriada para o consumo de massa. A resposta de Shostakovich aos ataques foi uma mudança drástica em seus planos. Mas tal mudança não ocorreu subitamente. Na época dos ataques no Pravda ele terminava a sua Quarta Sinfonia; uma execução da obra poderia levar a consequências trágicas, já que era muito distante do classicismo heroico desejado pelo Comitê Central. Ao perceber o risco que corria, Shostakovich cancelou os ensaios e começou a escrever uma nova peça, mais em conformidade com as diretrizes do Partido. Assim surgiu a Sinfonia nº 5, composta entre abril e julho de 1937 e estreada em novembro do mesmo ano. O imenso sucesso ajudou a reabilitação de Shostakovich e lhe possibilitou encontrar uma linguagem que lhe permitiria continuar a compor, com toda a força de seu talento, por mais 30 anos.

Maestro Marcos Arakaki

Regente Associado da Filarmônica, Marcos Arakaki colabora com a Orquestra desde 2011. Sua trajetória artística é marcada por prêmios como o primeiro lugar no Concurso Nacional Eleazar de Carvalho para Jovens Regentes (2001) e no Prêmio Camargo Guarnieri (2009). Foi semifinalista no Concurso Internacional Eduardo Mata (2007).

O maestro foi regente assistente da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), bem como titular da OSB Jovem e da Sinfônica da Paraíba. Dirigiu as sinfônicas do Estado de São Paulo (Osesp), do Teatro Nacional Claudio Santoro, do Paraná, de Campinas, do Espírito Santo, da Paraíba, da Universidade de São Paulo, Filarmônica de Goiás, Petrobras Sinfônica e Orquestra Experimental de Repertório. No exterior, regeu as filarmônicas de Buenos Aires e da Universidade Autônoma do México, Sinfônica de Xalapa, Kharkiv Philharmonic da Ucrânia e BoshlavMartinuPhilharmonic da República Tcheca.

Arakaki tem acompanhado importantes artistas do cenário erudito, como Pinchas Zukerman, Gabriela Montero, Sergio Tiempo, Anna Vinnitskaya, SofyaGulyak, Ricardo Castro, Rachel Barton Pine, ChloëHanslip, LuízFilíp, Günter Klauss, Eddie Daniels, David Gerrier, Yamandu Costa.

Natural de São Paulo, é Bacharel em Música pela Universidade Estadual Paulista, na classe de Violino de Ayrton Pinto, e Mestre em Regência Orquestral pela Universidade de Massachusetts. Participou do Aspen Music Festival and School, recebendo orientações de David Zinmanna American Academy of Conducting at Aspen. Esteve em masterclasses com Kurt Masur, Charles Dutoit e Neville Marriner.

Seu trabalho contribui para a formação de novas plateias, em apresentações didáticas, bem como para a difusão da música de concerto em turnês a mais de setenta cidades brasileiras. Atua como coordenador pedagógico, professor e palestrante em projetos culturais, instituições musicais e universidades.

Victor Julien-Laferrière, violoncelo

Vencedor do Rainha Elisabeth em 2017, Victor Julien-Laferrière tem despontado como um violoncelista de destaque em sua geração. Vencedor também do primeiro prêmio da Spring Prague International Competition em 2012, o francês concluiu seus estudos no Conservatório de Paris e depois se aperfeiçoou nas universidades de Viena e na Mozerteum de Salzburg, com Heinrich Schiff e Clemens Hagen. Apresentou-se como solista com a Orquestra Nacional da Bélgica e as filarmônicas de Bruxelas, Bogotá e da Radio France. Também acumula ampla participação em programas camerísticos em festivais europeus e aparições em rádio e TV, como a France Musique, a BBC de Londres e a Mezzo. Seu primeiro disco de sonatas, gravado com o pianista Adam Laloum e lançado em 2016, foi celebrado pela crítica especializada, recebendo recomendações da Diapason, Classica e outras publicações importantes.

Sobre a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

Criada pelo Governo do Estado e gerida pela sociedade civil, a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais fez seu primeiro concerto em 2008, há dez anos. Diante de seu compromisso de ser uma orquestra de excelência, cujo planejamento envolve concertos de série, programas educacionais, circulação e produção de conteúdos para a disseminação do repertório sinfônico brasileiro e universal, a Filarmônica chega a 2018 como um dos mais bem-sucedidos programas continuados no campo da música erudita, tanto em Minas Gerais como no Brasil. Reconhecida com prêmios culturais e de desenvolvimento econômico, a nossa Orquestra, como é carinhosamente chamada pelo público, inicia sua segunda década com a mesma capacidade inaugural de sonhar, de projetar e executar programas valiosos para a comunidade e sua conexão com o mundo.

Números da Filarmônica de Minas Gerais em 10 anos (até dezembro de 2017)

950 mil espectadores

731 concertos realizados

975 obras interpretadas

102 concertos em turnês estaduais   

38 concertos em turnês nacionais

5 concertos em turnê internacional

90 músicos

527 notas de programa publicadas no site

164 webfilmes (13 com audiodescrição)

1 coleção com 3 livros e 1 DVD sobre o universo orquestral

4 exposições itinerantes e multimeios sobre música clássica

3 CDs pelo selo internacional Naxos (Villa-Lobos)

1 CD pelo selo nacional Sesc (Guarnieri e Nepomuceno)

3 CDs independentes (Brahms&List, Villa-lobos e Schubert)

1 trilha para balé com o Grupo Corpo

1 adaptação de Pedro e o Lobo, de Prokofiev, para orquestra e bonecos com o Grupo Giramundo

SERVIÇO

Série Allegro

26 de abril – 20h30

Sala Minas Gerais

 

Série Vivace

27 de abril – 20h30

Sala Minas Gerais

 

 

Marcos Arakaki, regente

Victor Julien-Laferrière, violoncelo

SCHUMANN              Genoveva, op. 81: Abertura
ELGAR                        Concerto para violoncelo em mi menor, op. 85
SHOSTAKOVICH        Sinfonia nº 5 em ré menor, op. 47

Ingressos: R$ 44 (Coro) R$ 50 (Balcão Palco) R$ 50 (Mezanino), R$ 68 (Balcão Lateral), R$ 92 (Plateia Central) e R$ 116 (Balcão Principal).

Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

Ingressos para o setor Coro serão comercializados somente após a venda dos demais setores. 

Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br

Funcionamento da bilheteria:

Sala Minas Gerais – Rua Tenente Brito Melo, 1090 – Bairro Barro Preto

De terça-feira a sexta-feira, das 12h às 20h.

Aos sábados, das 12h às 18h.

Em quintas e sextas de concerto, das 12h às 22h

Em sábados de concerto, das 12h às 21h.

Em domingos de concerto, das 9h às 13h.

São aceitos cartões com as bandeiras Amex, Aura, Redecard, Diners, Elo, Hipercard, Mastercard, Redeshop, Visa e Visa Electron.

Informações para imprensa:

Personal Press

Polliane Eliziário – Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. – (31) 99788-3029


O Programa de Desenvolvimento do Audiovisual Mineiro - PRODAM marcou presença durante a Rio Creative Conference, considerado o maior evento da América Latina dedicado à indústria do audiovisual. Nesta quarta (4), o secretário de Estado de Cultura, Angelo Oswaldo, e o coordenador do PRODAM, Gilvan Rodrigues, estiveram na Cidade das Artes, na capital fluminense, e participaram da programação.

A intenção é aproximar os laços com os principais players do cenário nacional e costurar possíveis parcerias que possam ampliar os mecanismos de fomento e incentivo ao audiovisual mineiro, segundo informou Angelo Oswaldo.

O Rio Creative Conference, conhecido como Rio2C, um desdobramento do Rio Content Market, começou no dia 3, na Cidade das Artes, na Barra, com atrações ligadas a audiovisual, inovação e música, com foco em negócios, voltado a profissionais do setor.

Para o público em geral, há uma programação ampla no fim de semana, com lançamentos de filmes e séries, shows, workshops, competições de eSports, experiências de conteúdos em realidade virtual e realidade aumentada, além de um festival de food truck.

Sábado, o Anima Mundi é um dos que participam do Rio2C, com exibição de uma coletânea de curtas de animação brasileiros. Integrantes do Porta dos Fundos, entre eles Gregório Duvivier e Fabio Porchat, batem papo com o público, também sábado.

No domingo, acontece o Globosat Day, com participação do Multishow, do canal OFF, do GNT, da Globonews e do Canal Brasil. Há ainda exibição de episódios inéditos da 10ª temporada de "D.P.A. - Detetives do Prédio Azul".

O lutador Minotauro ainda faz um encontro com o público, também no domingo, acompanhado de executivos do canal Combate e do UFC, seguido da pré-estreia de um documentário que leva seu nome e conta detalhes de sua carreira.

CIDADE DAS ARTES
Avenida das Américas, 5.300, Barra da Tijuca.
Telefone: (21) 3325-0102.
Estreia terça (3). Até domingo (8).
R$ 100 por dia (sábado e domingo, para o público).
R$ 550 por dia (terça a sexta, para profissionais).

AUDIOVISUAL EM MINAS GERAIS

Um dos grandes momentos de convergência do audiovisual mineiro tem sido a realização da MAX – Minas Gerais Audiovisual Expo. Em sua edição de 2017, o evento dobrou os números na área de negócios. Foram realizados 450 encontros entre produtores de audiovisual e canais de televisão ou empresas distribuidoras de cinema, gerando expectativas de negócios em torno de R$ 380 milhões, quase duas vezes a estimativa do ano anterior, que havia sido de aproximadamente de R$ 200 milhões.

Minas Gerais foi o estado com maior número de projetos apresentados na edição de 2017, com 290; outros estados somaram 167 propostas. Realizada entre os dias 22 e 26 de agosto na capital mineira, a MAX se consolida entre as maiores iniciativas do poder público no Brasil de fomento ao setor audiovisual.

A iniciativa integra o PRODAM e é realizada pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae Minas) e pela Federação das Indústrias de Minas Gerais (Sistema Fiemg), por meio do Serviço Social da Indústria (Sesi-MG). Tem o apoio da Secretaria de Estado de Cultura.

Durante os cinco dias do evento também foram realizados 77 painéis, contabilizando 5.355 minutos (mais de 80 horas) de capacitação e debates entre criadores, produtores, distribuidores e exibidores de conteúdo de cinema, televisão e internet, desenvolvedores de jogos e profissionais de artes gráficas, música e publicidade.

A MAX 2017 teve como tema a Indústria Audiovisual 360 e ampliou sua programação para contemplar diversas vertentes que compõem o setor, abrangendo produção de conteúdo para cinema, televisão e internet, além de games, música, comunicação e artes gráficas. O evento reuniu salão de negócios, exibição de filmes e atividades de capacitação.

Rodada de negócios

Coração da MAX, a Rodada de Negócios cresceu significativamente em relação à edição passada, tanto em termos qualitativos quanto em perspectivas de geração de negócios, saltando de R$ 200 milhões em 2016 para quase R$ 400 milhões neste ano. 

A Rodada de Negócios promoveu o encontro entre produtores independentes e os chamados players (canais de televisão, distribuidoras, programadoras, coprodutoras, investidores). 

Exibição de filmes e exposições

Além de fortalecer a cadeia produtiva do setor com as atividades que aconteceram na Serraria Souza Pinto, a MAX 2017 ampliou seus horizontes em relação à primeira edição. Levou diversão ao grande público, com sessões diárias e gratuitas de cinema na Mostra Clássicos na Praça, na Praça da Estação, e inaugurou duas exposições: “Ofícios da Animação” e “Um Atrapalho no Trabalho”, ambas no Museu de Artes e Ofícios.

Prodam: política estadual em prol da cultura

A MAX 2017 foi realizada no contexto do Programa de Desenvolvimento do Audiovisual Mineiro (Prodam). Lançado em maio de 2016, o programa tem o objetivo de viabilizar políticas públicas para o audiovisual por meio de parcerias entre órgãos e entidades da administração pública direta e indireta de Minas Gerais, municípios e União, além de instituições privadas.

O Prodam vem direcionando recursos para o segmento audiovisual mineiro, distribuídos em editais destinados a roteiros, produção e finalização de longas-metragens para cinema e séries para televisão, além de mostras de cinema e cineclubes, entre outros.

Para estimular todos os ângulos de ação do segmento, o Prodam unifica, no campo do audiovisual, além de instituições privadas, as secretarias de Estado de Cultura, de Educação e de Turismo.

Entre as entidades da administração pública indireta, participam das discussões as fundações de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), Clóvis Salgado e a TV Minas Cultural e Educativa - Rede Minas, as companhias Energética de Minas Gerais (Cemig) e de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), a Rádio Inconfidência, o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha) e a Imprensa Oficial de Minas Gerais.

 

Nascido em 12 de novembro de 1746, em Minas Gerais, que na época era capitania subordinada à Cora Portuguesa, durante o período do Brasil Colonial, Joaquim José da Silva Xavier, popularmente conhecido como Tiradentes, foi um dos líderes da Inconfidência Mineira. Por ter sido o único dos inconfidentes a receber a pena capital, isto é, a pena de morte, pela forca, Tiradentes teve sua luta reconhecida nacionalmente.

 

Muitos dos inconfidentes foram presos com punições severas. O único a se repudiar foi Tiradentes, que, por isso mesmo, recebeu a pena mais dura, que só teve fim em 21 de abril de 1792, quando foi enforcado, decapitado e esquartejado em plena praça pública, na antiga Vila Rica.

 

Mais tarde, já no período imperial e também no período republicano, a imagem de Tiradentes passou a ser representada como um ícone da liberdade e independência do Brasil, como herói da nação.

 

No ano de 1965, já na primeira fase do Regime Militar no Brasil, o marechal Castelo Branco, então presidente da República, contribuiu para o reforço dessa imagem de Tiradentes, sancionando a Lei 4.897, de 9 de dezembro, que instituía o dia 21 de abril como feriado nacional e Tiradentes como, oficialmente, Patrono da Nação Brasileira.

 

Até os dias atuais, Tiradentes tem papel importante dentro da história mineira atraindo muitos turistas para conhecer de perto toda sua trajetória que está diretamente ligada à história do Brasil.

 

Dados da Pesquisa de Demanda 2017, realizada pela Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais (Setur-MG), mostram que dentre as pessoas que viajaram motivadas a lazer ou passeio, 46% buscaram o turismo cultural.

 

O município de Ouro Preto foi a primeira cidade do Brasil e uma das pioneiras do mundo a ser considerada Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO, em 1980. Sua primorosa arquitetura colonial começou a ser construída no auge do Ciclo do Ouro. Já o importante legado histórico descendente da Inconfidência Mineira se expressa nas atividades culturais e no centro histórico.

 

Formado por mais de 4 mil objetos, o acervo do Museu da Inconfidência, localizado no centro histórico de Ouro Preto, reúne exemplares de praticamente todas as esferas da vida social mineira dos séculos XVIII e XIX. A verdade histórica de que a inconfidência não teria existido se não fosse Vila Rica, onde estava emergindo uma classe social com massa crítica que permitiu se pensar na autonomia do país, o Museu foi reestruturado para apresentar a Inconfidência relacionada com Ouro Preto.

 

Cidade de Tiradentes

Valorizando a figura do herói da Inconfidência Mineira, em 6 de dezembro de 1889, o governo republicano homenageia Tiradentes colocando seu nome na antiga cidade de Santo Antônio da Ponta do Morro.

 

Atualmente, o centro histórico da cidade de Tiradentes é reconhecido como patrimônio cultural da humanidade, tomado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Considerado um dos polos turísticos mais importantes do Brasil, o município se orgulha de sua vocação turística também pautada pela história de Tiradentes.

 

Fonte: https://www.observatorioturismo.mg.gov.br/destinos-indutores

http://tiradentesgerais.com.br/tiradentesmg.htm

 

 

 

 

 


O Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) e a Secretaria de Estado de Cultura lamentam o falecimento de José Pereira de Souza, Índio Cachoeira, na manhã desta quarta-feira, 04 de abril.

Cachoeira era natural de Junqueirópolis (SP), e ainda criança teve seu primeiro contato com a viola iniciando sua vida profissional aos 17 anos tocando nas rádios locais e mais tarde formou dupla com Tião do Gado. Em 1995, tornou-se o Pajé da tradicional dupla Cacique e Pajé, na qual atuou por cinco anos e gravou cinco CDs. Tornou-se luthier, com a marca Canaã, fabricava sua própria viola de dez e quinze cordas, rabeca, violão e harpas.

Em 2017, Índio Cachoeira participou do Seminário Violas: o fazer e o tocar em Minas Gerais realizado pelo Iepha-MG no BDMG Cultural, sua presença foi marcante ao fazer uma apresentação no evento juntamente com outros violeiros de todo o estado tocando os ritmos tradicionais da viola.

O velório acontece no Centro Municipal de Música Professora Walda Tiso Veiga, à rua Presidente Artur Bernardes, 639, Centro, Alfenas, onde morava desde 2003.

O Iepha-MG e a Secretaria de Cultura prestam seus sentimentos à comunidade violeira e à família de Cachoeira pelo seu passamento.


 

Parte da riqueza cultural de Minas Gerais é representada pela música de Milton Nascimento, Toninho Horta, Lô Borges, Fernando Brant, Flávio Venturini e tantos outros artistas. A música minera, que ultrapassa a geografia do estado, ganhando novos contornos ao redor do mundo, é reconhecida e requisitada nas mais diversas regiões e continentes. Prova disso é o festival Sambafest, que acontece de 26 a 28 de abril, no Trinity College, em Hartford, Estados Unidos. Criado há doze anos por Eric Galm, pesquisador e professor estadunidense especializado nas tradições musicais do congado mineiro, o evento vai reunir grandes nomes da música produzida na terra de João Bosco, como Gilvan de Oliveira Trio, Adrianna e Adriano George.

Serginho Silva, Gilvan de Oliveira, João Miguel, Adrianna, Adriano George/ Foto: Douglas Vinchi

Para o violonista Gilvan de Oliveira, que viaja acompanhado dos músicos Serginho Silva (percussão) e Ivan Corrêa (baixo), a música mineira é única por encantar público e estudiosos com sua capacidade de agrupar diversas linguagens e ressignifica-las, criando uma miscelânea de novos significados e tonalidades. “O território mineiro é muito amplo, há uma gama de culturas dentro de nós. E isso faz com que a nossa música seja a expressão das inúmeras regiões que são atravessadas pelas influencias dos estados fronteiriços”, avalia Gilvan. Para o músico, a qualidade musical mineira sintetiza o Brasil. “Costumo dizer que em Minas criamos um blend musical, como um uísque. Incorporamos várias musicalidades para depois apresentá-las com o traquejo da nossa cultura. De Minas Gerias veio o samba mais importantes do país, que é Aquarela do Brasil, de Ary Barroso. Isso já diz muito”, acrescenta o músico. 

O músico Adriano George, que participa há mais de uma década de eventos e atividades correlatas ao Sambafest, destaca a importância deste intercâmbio para o fortalecimento das parcerias artísticas entre Minas Gerais e os Estados Unidos. “Esse trabalho vem rendendo frutos aos músicos mineiros, pois os artistas acabam retornando para outras apresentações, em diferentes espaços”, aponta Adriano. 

A cantora Adrianna, que fará o show de enceramento do evento, se mostrou empolgada. "É um prazer representar nosso estado ao lado de tantos outros importantes artistas”, comentou Adrianna.

O palco do Sambafest também vai receber o grupo Meninos de Minas, que estará acompanhado de Maíra Baldaia e Guilherme Ventura. Ainda se apresentam na festa os artistas José Paulo, Friendz World Music, Zikina, Trinity Samba Ensemble, Trinity Steel, o grupo Ginga Brasileira e vários Corais da região.

Gilvan de Oliveira /Foto: Sylvio Coutinho

Nem só de apresentações musicais é feito o Sambafest. O evento traz em seu corpo oficinas e seminários sobre a música brasileira. Dentre as palestras está a do secretário-adjunto de Estado de Cultura João Miguel, que apresentará o estudo “O congado em Minas Gerais: desafios e perspectivas”. “A nossa riqueza cultural precisa transcender o estado. E é por isso que estamos aqui, para dar ainda mais visibilidade ao que Minas Gerais produz artística e culturalmente. Temos 853 municípios e isso já dá a dimensão de nossa vasta produção cultural. O congado mineiro é uma das expressões mais importantes e fundamentais do nosso território”, pontua João Miguel.

O Sambafest ainda vai contar com Cortejo e Missa Conga, que serão realizadas pelos representantes da Associação de Congado de Itabira. Além disso, o percussionista Serginho Silva ministrará oficinas de percussão na Universidade de Connecticut (UCONN), no Campus em Hartford.

Um dos pontos altos do evento será a apresentação da pesquisa “Reflexões Rítmicas: Explorando a Comunidade através da Música Brasileira”, patrocinada pela Fundação Cultural Latin Grammy. A exposição fotográfica “Minas, Afro e Gerais – Raizes Antenas”, de Stael Azevedo e Simão Kursseldorf, com texto de Cléber Camargo Rodrigues, também compõem o quadro de atrações do Sambafest.


 

 

Questionar, criar espaços para rupturas, propor novos caminhos e formas de perceber e sentir o mundo O audiovisual, assim como outras manifestações artísticas, busca sensibilizar o indivíduo por meio de sua linguagem, desmitificando valores socialmente arraigados e ajudando a descontruir preconceitos. Pensando nisso e no potencial da sétima arte para mobilizar a sociedade, a Secretaria de Estado de Cultura (SEC), em parceria com a Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania (SEDPAC), realiza a Mostra Internacional de Cinema em Cores. Com uma programação que se divide entre os dias 6 e 10 de abril, o evento também conta com a participação do UNA-Se Contra a LGBTfobia, do coletivo cineclubista cinefronteira e Fundação Clóvis Salgado. Ao todo, o Cine Humberto Mauro, no Palácio das Artes, irá exibir 19 filmes que trabalham os princípios de diversidade, liberdade, visibilidade e igualdade para toda a comunidade LGBT. Debates após alguns filmes irão contar com a presença de diretores, pesquisadores, jornalistas e militantes LGBT. Toda a programação é gratuita e a retirada dos ingressos deve ser realizada 30 minutos antes de cada sessão.

Os curadores Luiz Gustavo Guimarães e Jacson Dias tentaram elaborar um recorte audiovisual sobre as principais questões que afligem a existência LGBT e impedem os direitos dessa população. A transfobia é abordada em filmes como “Dandara”, “A Vida que Não me Cabe” e “Belize”; o diálogo da religião com os LGBTs é percebido em “A Fé Que Nos Une”; enquanto as questões da vida lésbica podem ser conferidas nos filmes “Piscina” e “Na Esquina da Minha Rua Favorita com a Sua”.

Ampliar a visibilidade das pautas da comunidade LGBT é um dos objetivos da Mostra, conforme explica o secretário-adjunto de Estado de Cultura, João Miguel. “É fundamental inserirmos dentro das políticas públicas de cultura ações que possam auxiliar no reconhecimento dos LGBTs na sociedade e contribuir para o combate ao preconceito”, disse. “É preciso que os espaços, sejam eles simbólicos, políticos ou públicos, possam ser ocupados por todos”, completou João Miguel.

O argumento é compartilhado por Francisco Matias, diretor de Fomento à Produção Audiovisual, da Secretaria de Estado de Cultura. Para ele, a mostra cumpre um papel de fortalecer o discurso LGBT. “Produzir eventos com essa temática significa lutarmos pela igualdade, fraternidade e respeito. Ao realizar a mostra, a Secretaria de Cultura dá mais um passo em direção à visibilidade positiva de uma comunidade que é cotidianamente ainda desrespeitada”, avalia Francisco.

Filmes que retratam a vivência e a existência LGBT prometem comover e gerar reflexão junto ao público presente, especialmente num país como o Brasil, onde a homofobia é presente e a transfobia é a mais fatal do mundo. Diante desse triste cenário, demonstrar como o audiovisual dialoga com o universo LGBT é mais do que urgente, conforme avalia Jacson Dias, integrante do cinefronteira e um dos curadores da mostra. "Nesses tempos nebulosos em que vivemos, é extremamente importante ter uma Mostra de cinema que fala sobre diversidade para o público em geral. Em pleno século 21 é necessário discutir esses assuntos de forma objetiva, franca e sem medo. A 2ª Mostra Internacional de Cinema em Cores traz um sopro de esperança no meio do caos".

DESTAQUES DA PROGRAMAÇÃO

Diante desse triste cenário, o primeiro dia do evento merece destaque por exibir o documentário “Luana Muniz: Filha da Lua”, dos diretores Rian Córdova e Leonardo Menezes. O filme retrata a rotina de Luana, uma travesti que divide sua vida entre a prostituição, a militância LGBT e shows em cabarés. Focado no trabalho artístico-performático da travesti conhecida como a Rainha da Lapa, o documentário conquistou o prêmio de melhor longa no Festival de Gênero e Sexualidade do Rio no Cinema 2017.

As sessões comentadas irão amplificar as questões relacionadas aos filmes e ao universo LGBT. A chamada “Noite com temática trans”, que acontece no sábado (7), é uma das mais aguardadas. Mediada por Jacson Dias, curador da mostra, a mesa vai contar com a presença de Augusto Brasil, diretor de “Maravilhosa”; Fred Bottrel, diretor de “Dandara”; Maick Hannder, diretor de “Ingrid”; Lázaro dos Anjos, protagonista do curta “Maravilhosa”; e Gael Benitez, homem transexual e produtor de mídias audiovisuais.

O papel da religião e sua relação com a comunidade LGBT também serão abordados, especialmente com a exibição do filme "A fé que nos une", do belo-horizontino Paulo Guerra. O documentário evidencia o trabalho das igrejas inclusivas da capital mineira e sua função agregadora para a comunidade LGBT. A narrativa traz histórias de pessoas que tiveram que se retirar das igrejas tradicionais para ir em busca de espiritualidade. Em seguida, a sala será ocupada por um debate sobre a importância da fé como instrumento agregador para a comunidade LGBT. Participam da discussão Célia Batista e Myriam Salum, ambas integrantes do grupo Mães pela Diversidade; Sandro Silva, um dos personagens do filme e pastor da Igreja da Comunidade Metropolitana de Belo Horizonte; e o diretor Paulo Guerra.No domingo, às 17h, será veiculado o clássico da visibilidade LGBT nos Estados Unidos. Intitulado “Paris em Chamas”, a obra percorre a cena das Casas de Baile nova-iorquinas da década de 1980, criadas pelas populações LGBT afro-latinas. O filme explora os aspectos e as reflexões daquele contexto, buscando no retrato de seus personagens apresentar a história daquele momento. A sessão também será seguida de debate, que acontece entre o Mário Rosa, dramaturgo e integrante do projeto segundaPRTEA, e Tatiana Carvalho, professora de jornalismo e coordenadora do Projeto de Extensão Pretança do UNA.

O recorte brasileiro para a história do movimento LGBT fica a cargo do filme "São Paulo em Hifi”, de Lufe Steffen. O trabalho narra histórias das noites gays na capital paulista nas décadas de 1960, 1970 e 1980. Após a sessão, um debate vai contar com a presença de Luiz Morando, professor do curso de Letras do Uni-BH; e do jornalista Paulo Proença, colunista LGBT da Rádio Inconfidência.


 

No dia 23 de abril comemora-se o dia nacional do choro em todo país. Em Belo Horizonte, terra de chorões talentosos e consagrados, será realizada uma homenagem com bate-papo com o professor Marcos Flávio Aguiar Freitas e show com o grupo do Clube do Choro de Belo Horizonte, no dia 25 de abril, às 19h30, no Teatro da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais. O acesso é gratuito.

Professor e mestre em música e performance pela UFMG, o trombonista Marcos Flávio vai apresentar ao público a sua tese de doutorado, “O estilo de Zé da Velha no CD Só Gafieira – Práticas de Performance e Trombone no Choro”. Marcos, que é coordenador do grupo de choro do Clube do Choro de Belo Horizonte, também participará de uma roda de choro, com os músicos Frederico Lazzarini (pandeiro), Hélio Pereira (bandolim), Geraldo Magela (violão de sete cordas) e Cícero Gonzaga (acordeon).

Clube do Choro de Belo Horizonte/ Foto: Paulo Ramos

A tese foi apresentada no ano passado na UFMG e aborda a singularidade do trombonista José Alberto Rodrigues Matos, o Zé da Velha, um dos maiores solistas de choro do país. O músico tocou ao lado de grandes nomes, como Jacob do Bandolim, Beth Carvalho, Martinho da Vila, Luiz Melodia, entre outros.

Conheça mais sobre Marcos Flávio de Aguiar Freitas

Membro da Internacional Trombone Association (ITA), da Associação Brasileira de Trombonistas (ABT) e do Clube do Choro de Belo Horizonte, Marcos Flávio é, atualmente, artista da YAMAHA. Participa dos grupos Jazz Mineiro Orquestra, Flor de Abacate, Happy Feet Jazz Big Band, Zé da Guiomar e Copo Lagoinha. Já se apresentou no Clube do Choro de Paris, em Buenos Aires, Madri, Montevidéu, São Paulo, entre outros.

Como solista e músico convidado, marcou presença nas Filarmônicas de Minas Gerais e do Espírito Santo e em diversas orquestras pelo país. Marcos Flávio já se apresentou no Clube do Choro de Paris, em Buenos Aires, Madri, Montevidéu, São Paulo, entre outras cidades. Dividiu palco com Frank Sinatra Jr., Jeff Rupert, Rosa Passos, Gal Costa, Ivan Lins, Zé da Velha, Hamilton de Holanda, Dudu Braga, e com outros grandes nomes da música nacional e internacional.

Saiba mais sobre o Clube do Choro de Belo Horizonte

O Clube do Choro de Belo Horizonte surgiu informalmente de reuniões às quintas-feiras no Bar do Bolão, no bairro Padre Eustáquio. Músicos, amadores e profissionais, se encontram desde 1993, no mesmo local, em rodas de choro abertas ao público que aprecia boa música e bate-papo.

Fundado oficialmente em 2006, o Clube do Choro de BH tem manutenção realizada a partir das contribuições mensais do seu quadro de associados que, atualmente, conta com 105 pessoas.

SERVIÇO

Bate-papo com Marcos Flávio de Aguiar Freitas e show com o grupo do Clube do Choro de Belo Horizonte

Local: Teatro da Biblioteca Pública Estadual de Mina Gerais (Praça da Liberdade, 21)

Data: 25 de abril de 2018

Horário: 19h30

Acesso gratuito

Classificação livre

Mais informações: 31 3219-8691


Cristiani Papini, Inês Antonini, Lorena D’Arc e Regina Paula Mota apresentam a mostra "Arqueologia da Destruição" na Galeria de Arte Nello Nuno, em Ouro Preto, entre os dias 06 de abril e 06 de maio. A entrada é gratuita. As artistas partiram do desastre da barragem do Fundão, em Mariana, no ano de 2015, para criar cerâmicas, esculturas, instalações, fotografias e pinturas. Uma discussão sobre a ruína e o enfrentamento dos processos de destruição e ruptura.

derretimentos-Ines

A montagem da exposição em Ouro Preto simboliza a abertura de um debate sobre a cultura extrativista, perpetuada por mais de três séculos de exploração."Para nós, mais importante do que mostrar o trabalho é que ele seja um estímulo à reflexão sobre as contradições que as escolhas econômicas impõem ao meio ambiente e a nossa qualidade de vida", explica a artista Inês Antonini.

Em seu trabalho, Inês une a tradição da cerâmica oriental e a contingência do real. Os cacos da louça da avó, em si mesmo um desastre, reaparecem em pratos rústicos como traços da memória. Os derretimentos são narrativas da ação do fogo e do tempo, que ao destruírem também constroem o acaso. Lorena D’Arc apresenta uma obra refinada, em que a porcelana é também ultrajada pelo barro, que marca a passagem do tempo, da destruição e do esquecimento. Seus pequenos potes recobertos pela lama do desastre, expressam um tempo congelado, marcado pelos tons do minério e da dor.

Pratos-Ines

Cristiani Papini e Regina Paula Mota enfrentam diretamente a tragédia de Mariana por meio de imagens na cerâmica, na fotografia e na pintura, deixando claras as referências nos registros reproduzidos ora em transferências sobre o barro, ou na delicada película do papel de arroz pela fotografia de Papini, que refaz no vazio o rio destruído. Seu rio modelado, apresenta no fluxo de suas ondas, a perda do brilho de suas águas puras. Na mesma vertente, os suvenires de Regina, ao invés de apresentarem paisagens bucólicas em suas superfícies, denunciam por meio de imagens turvas e relatos, a triste realidade local.

Bento Rodrigues-Regina

Para a artista Lorena D’Arc, a exposição é uma manifestação em memória dos que se foram, e do que se foi, uma forma de chamar atenção para nossa condutas."Perdi um parente que estava trabalhando no momento do desastre. É uma mistura de sentimentos e de indignação com o ocorrido. Em meu ponto de vista é difícil distinguir algum fato, são muitas realidades implicadas numa só. As pessoas que se foram, as famílias que perderam suas casas,  a violação de suas identidades, a dor dos  animais morrendo atolados, os quintais destruídos, as casas saqueadas.  Há toda uma cadeia de problemas  decorrentes da lama em relação ao meio ambiente. Foi desolador ver os  pescadores chorando tentando salvar os peixes, é muito difícil ficar indignada sem fazer nada", comenta.

Tabuleiro-Lorena

Galeria de Arte Nello Nuno

Localizada no centro histórico de Ouro Preto, a Galeria de Arte Nello Nuno está instalada no prédio onde a Escola de Arte Rodrigo Melo Franco de Andrade | EARMFA iniciou suas atividades. Na época, artistas como Nello Nuno e Annamélia Lopes ministravam cursos de pintura e desenho. O espaço tem como objetivo divulgar expressões artísticas locais e dos mais diversos cantos do país. Já expuseram na galeria Annamélia Lopes, Rogério Fernandes, Sussuca, Gê Fortes, M. C. Lux, Fernando Lucchesi, Thaís Helt, entre outros.

FAOP 50 anos

A Fundação de Arte de Ouro Preto | FAOP nasceu em 1968 da união dos esforços do poeta Vinícius de Moraes, da atriz Domitila do Amaral, do escritor Murilo Rubião e do historiador Afonso Ávila como um espaço para produzir e estudar arte, semeando um novo olhar em tempos árduos. Na FAOP nasceu o primeiro curso para formação de conservadores e restauradores do Brasil. Este ano, a instituição celebra 50 anos de valorização, incentivo e preservação do patrimônio artístico de Minas.

A FAOP atua por meio de políticas públicas, parcerias sociais, comunitárias e educativas, realizando ações de conservação, restauração, fazeres tradicionais e da arte contemporânea em seus mais diversificados suportes e linguagens.

Serviço:

Exposição Arqueologia da Destruição

Abertura: 06 de abril às 18h

Visitação: até 06 de maio

Horário: Segunda a sexta-feira de 9h às 18 | sábado e domingo 13h às 18h

Endereço: Rua Getúlio Vargas, 185, bairro Rosário | Ouro Preto (MG)

Entrada: Gratuita

Classificação: Livre

Informações: (31) 3552-2480 | Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Com o objetivo de ofertar a prática profissional aos alunos do curso de Gestão Pública/UFMG, a diretora de Regionalização e Descentralização das Políticas do Turismo da Setur-MG, Flávia Ribeiro, e os  professores Paulo Diniz e Eduardo Moreira compartilharam estudos sobre o tema.

 

Na oportunidade, os alunos foram apresentados às principais diretrizes nacionais e estaduais para o turismo como o Programa de Regionalização do Turismo, Mapa do Turismo Brasileiro e a categorização de municípios.

 

Algumas ferramentas também foram apresentadas aos alunos, como o sistema de inventário turístico, programa Panorama do Turismo, Pesquisa de Demanda e Oferta Turística.

 

“Essa aula possibilita aos estudantes de Gestão Publica compreender melhor como se dá  a atuação do Estado nas políticas públicas de turismo no âmbito nacional e estadual. Estamos entusiasmados com a oportunidade, e esperamos que esta ação se fortaleça e abra a possibilidade de mais parcerias e aproximação entre a universidade e o estado,” afirma Flávia.

 


BDMG Cultural e o Coral BDMG receberão, até o dia 13 de abril, inscrições de grupos vocais interessados em participar da programação comemorativa da série Quatro Cantos Coral na Praça.


Coral BDMG - Crédito: Élcio Paraíso
Há 25 anos, o projeto divulga e promove a música coral no estado, privilegiando, principalmente, os grupos de Minas Gerais. Poderão se inscrever grupos infantis, infanto-juvenis, adultos ou da maturidade; de formações independentes ou vinculadas a empresas privadas, instituições pública, de ensino, religiosa, entre outros.

De acordo com a coordenadora do Coral BDMG e da série de apresentações, Leila Gregório, manter uma série de apresentações dedicada a corais há 25 anos é muito importante.

“Esse ano queremos comemorar muito, afinal, são 25 anos ininterruptos de Quatro Cantos Coral na Praça. Em uma época que percebemos que a tradição dos coros tem se dissolvido, manter essa programação e as portas abertas para os grupos vocais, é muito importante”, afirma Leila que também integra o Coral BDMG.

A série Quatro Cantos Coral na Praça nasceu no Coreto da Praça da Liberdade. Durante a interdição do local para reforma, as apresentações foram alteradas para a Praça da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Hoje, de volta ao seu local de origem, a programação também é realizada na Basílica de Nossa Senhora de Lourdes, um patrimônio histórico para a capital.

Nesta temporada 2018, as apresentações serão realizadas de abril a setembro. Em cada concerto, três coros selecionados serão recebidos pelo anfitrião do projeto, o Coral BDMG. No repertório, canções folclóricas, tradicionais e clássicos da MPB, que desmistificam a ideia de que o canto coral não possui viés popular.

O regulamento e ficha de inscrição estão disponíveis no site do BDMG Cultural: www.bdmgcultural.mg.gov.br.

Abertura em 5 de abril

Na próxima quinta-feira (5/4), às 19h30, os corais São Thiago, Copasa, Vozes da Globo Minas e o anfitrião Coral BDMG darão início à temporada comemorativa.

"Os coros que participarão como convidados nesta noite de abertura de temporada foram escolhidos pela participação na história do projeto durante estes 25 anos. É uma forma de agradecê-los também”, explica Leila.

A primeira apresentação será realizada no Coreto da Praça da Liberdade e terá acesso gratuito. Os repertórios dos coros desmistificam a ideia de que o canto coral não possui viés popular, por meio de canções folclóricas, tradicionais e clássicos da MPB.

Outras informações:
Assessoria de Comunicação do BDMG Cultural
(31) 3219-8691 

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Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais, anunciou os selecionados para exposição no Minas Trend. Nove marcas foram escolhidas, em seleção aberta a empreendedores de todo o estado, para apresentar e comercializar suas coleções para a estação Primavera/Verão 2019 em espaços coletivos na 22ª edição do evento.

Crédito: Divulgação/Codemig

A próxima ocorre, de 17 a 20 de abril deste ano, no Expominas Belo Horizonte. A iniciativa da empresa está em sua 6ª edição e tem como objetivo dar aos produtores de moda mineiros acesso ao maior salão de negócios do país, fomentando o desenvolvimento do setor no estado.

Foram selecionados quatro representantes do setor de vestuário, três produtores de bijuterias e duas marcas de bolsas. A seleção foi feita por uma equipe curatorial, coordenada pela jornalista de moda Natália Dornellas, graduada pela London School of Fashion e colaboradora de veículos nacionais e internacionais.

Os critérios de seleção foram: originalidade e design, qualidade de produção e acabamento, capacidade produtiva, possibilidade de expansão do negócio, adequação ao público alvo, apresentação e comunicação da marca. A escolha é orientada para valorizar profissionais de diversos territórios do estado e apoiar iniciativas de maior potencial de contribuição ao desenvolvimento econômico, com geração de empregos, receitas e práticas inovadoras.

Crédito: Divulgação/Codemig

Minas Trend

O Minas Trend é realizado pela Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), com parceria do Estado. Em abril de 2017, foi assinado convênio com a Fiemg no valor de R$ 3.677.500, para garantir a realização de quatro edições do evento em 2017, 2018 e 2019.

O Minas Trend é considerado o principal evento nacional de comercialização de moda, com presença de compradores renomados do País e do exterior, que o tornam um espaço privilegiado de projeção e consolidação de grifes locais. 

Selecionados

Vestuário

  • ABA – Associação Bocaiuvense de Artesãos – estampas exclusivas, trabalho à mão e sustentabilidade são parte da identidade da ABA.
  • Rebel Heart’s – a marca produz peças de lingerie modernas, que deixam de ser somente peça íntima e ficam à mostra para compor looks.
  • Renata Coelho – grife de Nova Lima, que aposta em peças modernas dentro do conceito “slow fashion”.
  • Ca.Mar – a marca de moda praia produz maiôs e biquínis, além de saias, pantalonas e batas, que transitam da areia para o asfalto.

Bolsas

  • Taciana Scalon – aposta nos trançados, crochês, bordados à linha e macramê, além de cores marcantes.
  • Banzo – produz bolsas, pochetes e nécessaires a partir de referências dos anos 1990 e futuristas.

Bijuteria

  • Pulso – a marca de Itaúna produz acessórios para o público masculino, usando couro, metal, pedras e tecido.
  • Escalda – a marca produz semijoias com formas puras e lapidação diferenciada.
  • Anma Acessórios – da cidade de Timóteo, a marca produz bijuterias em processo artesanal e estilo minimalista.

Visibilidade e capacitação para o mercado

O fomento à participação das marcas no Minas Trend pretende divulgar e capacitar os produtores de moda, elevando sua expertise e competitividade.

Com esse objetivo, os nove selecionados irão participar, nesta terça-feira (3/4), de oficina com a jornalista de moda, Natália Dornellas. A jornalista irá orientá-los sobre as melhores estratégias de comunicação e redes sociais, para potencializar a visibilidade das marcas durante sua participação no salão de negócios.

Exemplo de sucesso

Foi o caso da Molett, marca de vestuário que expôs no estande coletivo da Codemig em abril de 2017. Na edição seguinte, em outubro de 2017, a marca apresentou sua coleção não só em estande próprio, mas também em desfile, e irá repetir a dupla participação no próximo Minas Trend.

“Começamos pequenos e sem saber o quê e como fazer para crescer, como atender o cliente. Participar dos estandes coletivos é uma oportunidade não só de ganhar um espaço, mas de ter alguém nos orientando. Isso significa amadurecimento e evolução muito significativos para a marca”, relata a estilista Bárbara Monteiro, criadora da Molett.

Além dos nove selecionados para os espaços coletivos, a Codemge irá proporcionar a participação de três marcas em estandes individuais. As marcas Candê, do setor de vestuário, Diwo do segmento de bolsas e calçados, e Fernanda Torquetti, que representou os fabricantes de acessórios, foram escolhidas entre os participantes da edição de outubro do ano passado.

Minas de Todas as Artes e o setor da moda

O apoio ao Minas Trend integra as ações do Minas de Todas as Artes — Programa de Incentivo à Indústria Criativa. A iniciativa estratégica busca fomentar o desenvolvimento de novos negócios que gerem empregos, renda e riquezas para o estado.

Até o fim de 2018, serão investidos mais de R$ 50 milhões em iniciativas de valorização dos setores de moda, gastronomia, audiovisual, design, música e novas mídias. A Indústria Criativa constitui a cadeia produtiva composta pelos ciclos de criação, produção e distribuição de bens e serviços que usam criatividade e capital intelectual como insumos primários.

O fomento ao setor da moda foi estabelecido como um dos investimentos prioritários da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais a partir de um mapeamento de oportunidades de negócios feito pelo McKinsey Institute. A consultoria estudou tendências globais e dezenas de setores econômicos mineiros para apontar aqueles com maior potencial de impacto na economia do estado, com capacidade de promover aumento na massa salarial e agregação de valor. As indústrias de confecção/têxtil e calçados/bolsas foram identificadas como estratégicas para diversos territórios de desenvolvimento do estado.

A cadeia produtiva da moda oferece importante contribuição à economia. Em 2013, gerou riquezas para o estado no valor de R$ 3,3 bilhões. Os dados são de uma pesquisa encomendada pela companhia à Fundação João Pinheiro (FJP). O estudo revelou que, em 2014, os empregos do setor corresponderam a 15,2% da indústria de transformação, e a moda impulsionava a economia de 135 municípios de Minas Gerais, onde o setor tem peso maior na produção industrial do que a média do estado.


Crédito (fotos): Divulgação/Codemig

Mais informações: Assessoria de Comunicação da Codemig – Telefone (31) 3207-8964 / 8965 / 8984

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O Museu Mineiro recebe a exposição Aquarelas Belo Horizonte de Fátima Pena, com temática relacionada à cidade que a artista escolheu para morar. Aquarelas e bicos de pena, realizados ao longo de décadas, são objeto dessa mostra, que comemora os 120 anos de Belo Horizonte. Os trabalhos ficam expostos até 1º de maio de 2018, na Galeria de Exposições Temporárias II do Museu Mineiro, instituição integrante do Circuito Liberdade e vinculada à Superintendência de Museus e Artes Visuais da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais. 

Paisagens do tempo que não passa

Angelo Oswaldo de Araújo Santos

O Museu Mineiro abriu uma importante exposição da pintora Fátima Pena, remetendo-me ao texto no qual, faz alguns anos, pude refletir sobre o trabalho da artista. É prazeroso visitar a mostra, e o artigo vale como um fio condutor. Vamos relê-lo: A pintora Fátima Pena apresenta uma série de trabalhos de grande formato, tendo como tema a paisagem urbana. Ela sublinha o fato de estar tratando especificamente da paisagem de Belo Horizonte, reconhecível nas diversas imagens. “Procuro em mim a cor de Belo Horizonte, e Belo Horizonte entre as cores”, diz a artista, embora afirme, em seguida, que sua memória da cidade também abrange “lugar nenhum ou todos os lugares do mundo, para onde se vai quando se quer pairar acima da crua realidade cotidiana”.

Belo Horizonte é cidade que, desde seu nascimento, tem um espelho nas artes plásticas e outro na literatura. Emile Rouède pintou as cenas derradeiras do Curral del-Rei, nas vésperas da construção da capital, que ambienta um romance de Avelino Fóscolo em seus canteiros de obra. Frederico Steckel captou a primeiras visões da urbe nascente. Se o espelho da literatura tem sido mais nítido, ao refletir incessantemente a trajetória da cidade em considerável volume de textos e livros, as artes plásticas oferecem alguns registros notáveis, como as cenas do Parque Municipal pintadas por Guignard.

Fátima Pena parece partir da paisagem de Belo Horizonte para cuidar antes do tempo que do espaço. O tempo é a minha matéria, diz um verso de Carlos Drummond de Andrade. É esse tempo que abarca as paisagens amplas e largas que a artista recorta no panorama da cidade, é essa matéria que conforma o universo de símbolos que ali se expande. Sua pintura traduz visualmente o que disse outro autor que elege Belo Horizonte como cenário de suas narrativas. Em “O Amanuense Belmiro”, Cyro dos Anjos confessa: “Na verdade, as coisas estão é no tempo, e o tempo está é dentro de nós”. Segundo o romancista, “acham-se no tempo, e não no espaço, as gratas paisagens”.

Paisagens do tempo, as imagens de Fátima Pena referem outra característica para a qual Antonio Candido, citado por Rui Mourão, chama a atenção no texto belmiriano: o estilo caligráfico. A experiência anterior com aquarelas e óleos de dimensão mínima forneceu à artista um extenso e rico alfabeto, com que suspende e faz flutuar nessas rasgadas janelas sobre Belo Horizonte com uma constelação de signos, iluminuras do grande texto. Como não associar o pequeno coreto e os arcos do viaduto entrecruzando-se na pintura a capitulares da crônica visual? Ou aos pagodes das chinoiseries? Como não vê-los, assim como sinais do tempo, fragmentos da memória urbana dando vida e alma a espaços que, sem eles, seriam talvez destituídos de historicidade, de temporalidade?

Essas partículas foram coletadas não apenas pelo código da pintora, como aparecem na condição de últimos referenciais retidos pela própria cidade, cujo vocabulário sígnico continua a ser implacavelmente reduzido, dizimado por transformações desumanas. São vestígios da história que perpassam o tempo. Belo Horizonte são fragmentos. O jovem Pedro Nava, ao visitar o Palácio da Liberdade, levado por Fábio, o filho do presidente Antônio Carlos de Andrada, parou à entrada para contemplar, no alto, a efígie da deusa romana que olhou, ainda que tarde, para o pastor do poema de Virgílio. Aquela face o acompanharia para sempre.

As visões de Belo Horizonte na obra de Fátima Pena nascem da conjugação de uma pintura vigorosa, construída sob pleno domínio cromático, com o acento subjetivo marcado pelas alusões à identidade urbana, em aplicação minuciosa e elegante, reveladora da mestria artesanal igualmente exercida sobre o território da cor. O crescimento da artista evidencia como a grande tradição da pintura continua a produzir caminhos e se mantém não sobrevivente, mas contemporânea, conforme propõe o poeta Murilo Mendes.

Por ser o tempo a sua matéria, as imagens não definem de pronto o espaço. Elas o sugerem, ao encantá-lo no plano cronológico. Coreto, palmeiras, arcos do palácio, fonte das Graças, platibanda, viaduto, montanha, miragem, maravilha de milhares de signos brilhando no rosto da grande cidade, que assim vai se definindo, iluminando-se na trama urbana recorrente para assumir, de súbito, um significado simultaneamente pictórico e afetivo, plástico-visual e emocional, na fusão de invenção e memória.

A artista, finalmente, insere-se a si própria na pintura, e uma carga dramática, antes subjacente, aí se intensifica. “Minha memória privilegia o símbolo e sua aura, resgata a poesia silenciosa das cores sem grandiloquência. Pretendo ganhar o olhar do outro pelo que a pintura sugere, não pelo que explicita”, diz Fátima Pena. Ambas, autora e obra, se encontram no tempo, que “está é dentro de nós”, e começam a revelar ao espectador a alma das coisas, a luz da cidade, o sentimento de Belo Horizonte. E é a pintura que, nesse encontro, celebra um momento especial de seu colóquio centenário com o belo Belo Horizonte.

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SOBRE A ARTISTA

Fátima Maria Ottoni Pinto Ordones Pena nasceu em Teófilo Otoni/MG e desde 1966 reside em Belo Horizonte. A partir de 1974 passou a se dedicar à arte, tendo participado de diversas exposições e atuado como professora de Pintura na Escola Guignard entre 1986 a 2010. A artista é bacharel em Comunicação Social pela UFMG (1970) e tem especialização em Filosofia pela UEMG (2002). Fez cursos artísticos no Atelier Livre de Artes Plásticas (1975/76), na Escola Guignard - Litografia com Lótus Lobo (1979) e - Núcleo Experimental Amílcar de Castro (1980) e durante o Festival de Inverno em Diamantina (1989). Tem obras em Coleções Públicas de instituições como a Fundação Clovis Salgado, o Museu Histórico Abílio Barreto, o Ministério da Aeronáutica, a Universidade Federal de Viçosa, a Acesita e a Universidade Federal do Espírito Santo.

SERVIÇO

Exposição: Aquarelas Belo Horizonte

Artista: Fátima Pena

Curadoria: Guilherme Horta

Local: Museu Mineiro – Galeria de Exposições Temporárias II - Avenida João Pinheiro, 342, Funcionários, Belo Horizonte/MG

Abertura: 1º/03/18 - quinta-feira – 19h às 21h

Período: 1º/03 a 01/05 /18

Horário de Funcionamento: Terças, quartas e sextas-feiras – das 10 às 19h, quintas-feiras das 12 às 21h, sábados e domingos das 12 às 19h

Informações: (31) 3269-1103