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Dia do pequeno artista Paulo Lacerda FCS

Equipamentos culturais e parques estaduais oferecem diversas atividades para crianças e famílias durante o mês de outubro (Foto: Paulo Lacerda)

O Dia das Crianças é uma oportunidade para descobrir novos lugares, aprender brincando e aproveitar momentos em família. Entre os dias 10 e 18 de outubro, espaços culturais oferecem oficinas, espetáculos, sessões de cinema e atividades educativas em Belo Horizonte e Ouro Preto. Já os parques estaduais são opções para aproveitar o feriado em contato com a natureza. 

No Palácio das Artes, o Palco Aberto – Dia do Pequeno Artista acontece neste sábado (10/10), das 10h às 17h, com música, dança, teatro, contação de histórias, oficinas e troca de livros. Entre os destaques estão o espetáculo circense “Baú Circolar” e a peça “Dona Recicla e Senhorita Biosfera”, sobre sustentabilidade. O Programa Educativo também promove oficinas inspiradas na 36ª Bienal de São Paulo, em cartaz até dezembro.

No Palácio da Liberdade, atividades educativas ocorrem de 14 a 17 de outubro, às 14h, com jogo sobre a construção de Belo Horizonte, criação de cartões-postais, visita investigativa pelas pinturas do palácio e contação da história “Íjàpá e a Cabaça”.

No MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal, a 9ª edição do “Se essa rua fosse nossa” ocupa a Alameda da Educação no dia 10, das 10h às 16h30. O museu também oferece oficinas de cristalografia de 13 a 16 de outubro e atividades sobre fósseis e minerais nos dias 17 e 18.

A Biblioteca Pública Estadual terá, de 13 a 16 de outubro, aula de Hatha Yoga, lançamento de livro com oficina de fanzine, contação de histórias e leitura de “Chapeuzinho Amarelo”.

No domingo (11/10), às 11h, a Filarmônica de Minas Gerais apresenta “A harpa e os teclados da orquestra”, na Sala Minas Gerais, com regência de José Soares e participação da harpista Clémence Boinot.

Na Avenida Cultural, o Cine Theatro Brasil recebe, de 10 a 18 de outubro, a primeira Mostra Cine Brasil de Teatro Infantil, com espetáculos, cinema, oficinas e atividades educativas. Entre as atrações estão “A Festa do Pijama”, “O Pequeno Príncipe”, “O Mágico de Oz” e “Os Saltimbancos”, além dos filmes “Menino Maluquinho: O Filme” e “O Menino e o Mundo”. Os ingressos têm preços populares e estão disponíveis na bilheteria e no site oficial do espaço.

Em Ouro Preto, a Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop) promove, no dia 15, a oficina “Leitura Mediada e Expressão Criativa”, para crianças de 7 a 10 anos, na Biblioteca Murilo Rubião. As inscrições são feitas por formulário on-line.

Parques oferecem opções ao ar livre

Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o Parque Estadual da Serra do Rola-Moça se destaca pelos seus mirantes. Entre Ouro Preto e Mariana, o Parque Estadual do Itacolomi reúne atrativos naturais e históricos, como a Casa Bandeirista e o Museu do Chá.
Em Cordisburgo, o Monumento Natural Peter Lund terá programação especial de 10 a 12 de outubro. Além da Gruta do Maquiné, as crianças poderão aproveitar uma área de recreação e visitar o museu interativo.

No Vale do Aço, o Parque Estadual do Rio Doce promoverá caminhadas guiadas pelas trilhas do Vinhático e do Angico Vermelho durante o feriado.
Antes da visita, consulte as condições de acesso, os horários e as regras de cada unidade. A lista de parques estaduais e contatos está disponível no site do Instituto Estadual de Florestas (IEF).

Foto Secult Divulgacao 1Com crescimento contínuo frente aos 605 habilitados no último ciclo, número recorde amplia a participação dos municípios na política de regionalização do turismo em Minas Gerais (Foto: Secult-MG/Divulgação

 

Minas Gerais conta com 655 municípios habilitados nos índices definitivos do ICMS Turismo para os repasses de 2027. O número, divulgado pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo, representa um crescimento de 50 municípios em relação ao ciclo anterior, quando 605 cidades foram habilitadas.

A listagem completa com os 655 municípios habilitados e a cota-parte definitiva de cada localidade pode ser consultada diretamente na plataforma oficial do programa: www.icmsturismo.mg.gov.br

Em 2025, foram repassados R$ 87,4 milhões a 580 municípios. Já em 2026, entre janeiro e junho, R$ 43,6 milhões foram transferidos a 605 cidades.

O ICMS Turismo é um mecanismo de distribuição de recursos que considera a organização e a estruturação da atividade turística nos municípios. A ampliação do número de cidades habilitadas demonstra a adesão dos municípios aos critérios da política e contribui para que mais localidades estejam aptas a receber recursos destinados ao setor.

A evolução também está relacionada ao processo de aprimoramento dos procedimentos de habilitação, com iniciativas voltadas à orientação dos gestores municipais e à maior clareza das etapas e critérios. Nesse processo, a articulação com as Instâncias de Governança Regionais (IGRs) e os municípios contribui para a disseminação de informações e para a qualificação da gestão turística local.

Outro fator relevante para a ampliação dos recursos destinados ao setor foi a alteração do percentual do ICMS Turismo, que passou de 0,1% para 0,5% a partir da sanção da Lei nº 24.431, em setembro de 2025. A mudança ampliou a participação dos municípios na distribuição e elevou a capacidade de financiamento das ações relacionadas ao turismo em diferentes regiões de Minas Gerais.

O resultado evidencia a abrangência alcançada pelo mecanismo e sua presença em diferentes regiões do estado. A participação municipal permite que os recursos sejam direcionados de acordo com as características, prioridades e estratégias definidas localmente para o desenvolvimento da atividade turística.

*Este conteúdo foi produzido durante o período de restrição eleitoral e publicado somente após a oficialização do término das eleições.

foto renatagarbocciEntre os dias 23 e 24, cinco novos roteiros foram divulgados e foi apresentada a Rota dos Quilombos de Paracatu (Foto: Renata Garbocci)

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), em parceria com o Sebrae Minas, realizou, entre os dias 23 e 24/4, uma série de lançamentos estratégicos durante o Minas Travel Market (MTM), em Belo Horizonte, reforçando a diversificação da oferta turística e a valorização dos territórios mineiros.

As ações integram o programa Minas Essencial e fazem parte da estratégia do Governo de Minas de fortalecer o turismo como vetor de desenvolvimento econômico, ampliando a visibilidade dos destinos, estruturando novos produtos e promovendo experiências autênticas que conectam território, cultura e mercado.

Ao todo são cinco novos roteiros: Vale Além do Aço, Rota Caminho de Nossa Senhora da Lapa (Vazante), Rota Turística Geoparque de Uberaba, Rotas Natureza e Aventura nas Grutas e Rota Azeites no Sul de Minas, sendo os três últimos previstos para serem apresentados no dia 24/4.

Com esses novos lançamentos, o Governo de Minas alcança a meta de 16 rotas previstas para 2026 e amplia o objetivo para 22 rotas no mesmo ano. “O que estamos apresentando aqui é resultado de uma política estruturada de diversificação da oferta turística em Minas Gerais. Isso significa mais oportunidades para os territórios, mais geração de renda e um turismo cada vez mais conectado com a identidade e a vocação de cada região do estado”, celebra o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira.

”Esse resultado só possível graças à atuação do Governo do Estado e ao atendimento do Sebrae Minas, por meio do Check-in Turismo, que estruturou destinos, fortalecendo o trade turístico e as governanças locais. Avançamos na criação de experiências para atender melhor nossos visitantes”, acrescenta o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, Marcelo de Souza e Silva.

Vale Além do Aço

Entre os principais destaques do dia 23/4 está o lançamento do conjunto Vale Além do Aço, que apresenta três novos roteiros turísticos na região: Ipatinga Rural, Vale dos Tropeiros e Serra dos Cocais. As iniciativas conectam natureza, história, gastronomia e experiências imersivas em uma das regiões mais dinâmicas do estado.

Caminho de Nossa Senhora da Lapa

Outro lançamento de destaque é o Caminho de Nossa Senhora da Lapa, em Vazante, um percurso de 23 quilômetros voltado a peregrinos e ciclistas. O trajeto passa por estradas rurais e pontos de acolhimento comunitário, oferecendo uma experiência que integra fé, tradição e hospitalidade mineira.

Geoparque de Uberaba

A Rota Turística Geoparque de Uberaba destaca um território que integra ciência, história e espiritualidade. O roteiro articula três grandes pilares: a paleontologia, com destaque para fósseis de dinossauros; o agronegócio, com a tradição do gado zebu; e a religiosidade, marcada pela presença de Chico Xavier.

Natureza, aventura e sabores

A Rota Natureza e Aventura nas Grutas, no entorno de Belo Horizonte, valoriza o patrimônio natural do Circuito das Grutas. O roteiro reúne experiências como trekking, mountain bike, rapel e caminhadas ecológicas.

Já a Rota Azeites no Sul de Minas, no Circuito Caminhos da Mantiqueira, posiciona a região como um dos principais polos brasileiros de olivicultura de alta qualidade. A experiência combina gastronomia, produção artesanal e turismo rural.

Rota dos Quilombos de Paracatu

Com destaque para o Quilombo São Domingos, território com mais de dois séculos de história, a experiência valoriza o protagonismo das comunidades quilombolas, especialmente das mulheres, e integra cultura, memória e gastronomia, com vivências ligadas às tradições locais.

foto filipenatanaelA data foi celebrada com missa em ação de graças e leitura pública da Carta, na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, em Ouro Preto (Foto: Filipe Natanael)

O lançamento da Carta do Pilar, que orienta um novo ciclo para o turismo em Minas Gerais, marcou o Dia Mundial do Turismo, no último domingo (27), em Ouro Preto. A data foi celebrada com missa em ação de graças e leitura pública da Carta, na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, com representantes da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG), do Conselho Estadual de Turismo (CET), do setor turístico e da comunidade local.

A escolha de Ouro Preto remonta a 2021, em meio à pandemia de Covid-19, quando a primeira Carta foi apresentada na Basílica de Nossa Senhora do Pilar. Cinco anos depois, o Rosário marca uma nova reflexão.

Um novo ciclo para o turismo

A Carta do Pilar constitui referência de princípios para o desenvolvimento do turismo no estado, considerando cultura e singularidade dos territórios, participação das comunidades, geração e permanência de valor local, trabalho, patrimônio, paisagem e natureza, acessibilidade, conectividade, tecnologia, hospitalidade e qualidade da experiência turística.

“A Carta traz parâmetros para compreender não apenas o número de pessoas que visitam os lugares, mas também o que é riqueza e o que está ficando nos territórios. Singularidade é o grande valor que teremos a oferecer no futuro: ser quem somos e preservar tudo aquilo que oferece verdade, e não apenas um cenário”, destaca o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira.

Com a crise sanitária, o número de turistas em Minas caiu de 30,4 milhões, em 2019, para 17,6 milhões, em 2020. Desde então, o setor cresceu, chegando a 33 milhões de visitantes em 2025. Atualmente, o turismo representa cerca de 7% do PIB de Minas Gerais e alcança aproximadamente R$ 80 bilhões por ano. Nesse cenário, a Carta propõe ampliar a discussão sobre esses resultados.

Novos indicadores e adesão

Além de indicadores como número de visitantes, ocupação, permanência, gasto, empregos e conectividade, os critérios para avaliar o desempenho do turismo devem levar em conta quanto dessa riqueza permanece no território, participação de fornecedores locais, percepção dos moradores, situação do patrimônio e da natureza, infraestrutura, acessibilidade e distribuição dos fluxos turísticos.

O documento estará aberto à adesão de municípios, Instâncias de Governança Regional (IGRs), empresas, instituições, trabalhadores, universidades, comunidades, detentores de patrimônio e organizações da sociedade civil. O CET, que aprovou por unanimidade a Carta, acompanhará sua implementação em articulação com o Observatório do Turismo, IGRs e demais aderentes.

A proposta não prevê ranking entre destinos, mas o acompanhamento das diferentes realidades do estado, com síntese pública anual sobre avanços e desafios identificados. A perspectiva é que, em 2031, a Carta seja retomada para avaliar as transformações ocorridas.

Confira a lista dos dez princípios da Carta:

1 - Cultura é vida, não cenário;
2 - Quem vive o território participa de seu futuro;
3 - Minas são muitas;
4 - A fé tem seus próprios tempos;
5 - O crescimento deve deixar riqueza onde acontece;
6 - Todo território possui seu ritmo e seu limite;
7 - Paisagem e natureza são uma herança comum;
8 - A tecnologia deve revelar diferenças;
9 - Viajar é estabelecer uma relação;
10 - Precisamos mudar a medida do sucesso.

*Este conteúdo foi produzido durante o período de restrição eleitoral e publicado somente após a oficialização do término das eleições.

 

 

Foto2 CesarTropiaPrograma consolida a transversalidade entre cultura, patrimônio e turismo e projeta uma nova etapa do debate sobre o fomento em Minas Gerais (Foto: Cesar Tropia)

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), apresentou o programa Minas Essencial nesta quinta-feira (22), durante a abertura da Minas Travel Market (MTM), em Belo Horizonte. A iniciativa, que organiza, integra e projeta as ações estratégicas de arte, cultura, patrimônio e turismo no estado, foi detalhada pela secretária de Estado Adjunta de Cultura e Turismo, Josiane de Souza.

O lançamento ocorreu em Uberaba, na quarta-feira (22), em um momento de forte significado simbólico e político, durante a transferência da capital do Estado para Uberaba, reafirmando a diretriz de interiorização, presença territorial e valorização das diversas regiões mineiras.

Para o governador Mateus Simões, o programa expressa uma visão de governo baseada em continuidade, presença regional e fortalecimento das vocações mineiras. “O Minas Essencial mostra que cultura, patrimônio e turismo são também desenvolvimento, geração de oportunidades e presença efetiva do Estado nos territórios. Minas Gerais construiu uma política sólida nesses campos e quer seguir avançando, com responsabilidade, continuidade e foco em resultados para todas as regiões do estado”, afirma.

O secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, ressaltou como o lançamento em Uberaba sintetizou a proposta do projeto. “A história de Minas sempre foi contada a partir do Ciclo do Ouro e aqui no cerrado nós temos cidades do século XVIII e XIX, como Uberaba, município que tem uma importância histórica na formação da mineiridade. E esse projeto vem justamente da união das essências de Minas, propondo a unificação de uma linguagem única para o nosso estado”, ressaltou o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira.

Concebido a partir da Pesquisa de Demanda Turística 2025, o Minas Essencial parte do reconhecimento de que a força de Minas está justamente na articulação entre cultura, patrimônio, natureza, hospitalidade e território. O levantamento, realizado em 88 destinos turísticos com 13.618 entrevistas presenciais, confirmou a relevância dos atrativos histórico-culturais, que lideram a procura dos visitantes, e evidenciou o peso da natureza na experiência turística em Minas Gerais.

Também registrou altos níveis de satisfação com o estado. Ao mesmo tempo, a pesquisa aponta a necessidade de ampliar a diversificação regional do turismo mineiro, valorizando distritos, povoados e novos territórios de experiência.

Eixos principais

O Minas Essencial é estruturado em dois grandes programas: o Minas Viva e o Minas da Memória. O primeiro o que Minas ativa, mostra, circula e oferece, com foco na fruição cultural, na ativação dos territórios e na presença pública do Estado. Já o Minas da Memória concentra o que Minas guarda, reconhece, preserva e transmite, voltado à ancestralidade, ao legado patrimonial e à proteção da memória mineira.

Entre os projetos e ações estratégicas reunidos pelo Minas Essencial estão o Descentra Cultura, o Fundo Estadual de Cultura, o ICMS Turismo, o ICMS Patrimônio Cultural, além de projetos como Minas Inédita, Minas Natural e Minas Hospeda, no campo do turismo. No campo da arte, da cultura e do patrimônio, o programa também reúne frentes como FAOP Liberdade, Imaginárias de Minas, Traços de Minas, Percursos da Arte, Escola Viva, além das ações da Fundação Clóvis Salgado, do IEPHA-MG e do Arquivo Público Mineiro.

“O Minas Essencial é, em grande medida, uma síntese do trabalho que vimos desenvolvendo nos últimos anos e a consolidação de uma diretriz central para nós, que é a transversalidade entre cultura, patrimônio e turismo”, acrescenta Oliveira.

FCS Paulo Lacerda 1Intervenção vai modernizar infraestrutura, acessibilidade e segurança e conta com cerca de R$ 10 milhões direcionados pelo MPMG (Foto: Paulo Lacerda)

O Palácio das Artes vai passar pela maior reforma dos últimos quase 30 anos. As intervenções começam pelo Grande Teatro Cemig, principal espaço de espetáculos do complexo cultural, com obras de modernização da infraestrutura, melhorias de acessibilidade e segurança e preservação das características arquitetônicas do espaço. Cerca de R$ 10 milhões serão direcionados pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Plataforma Semente, para viabilizar essa etapa da revitalização.

A iniciativa reúne o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG) e da Fundação Clóvis Salgado (FCS), e o MPMG. A assinatura do Termo de Compromisso entre as instituições foi oficializada na última quarta-feira (30/09), no Espaço Oscar Niemeyer, foyer do Grande Teatro Cemig Palácio das Artes.

A revitalização terá início após a conclusão do processo licitatório para escolha da empresa responsável pelas obras, com previsão de duração de cinco a sete meses. A intervenção inclui a troca das cadeiras, o restauro do piso do palco e das plateias, a substituição dos carpetes e a renovação da infraestrutura elétrica. A primeira etapa integra um projeto mais amplo de restauração e requalificação de todo o complexo cultural.

“A preservação do patrimônio cultural é também uma forma de proteger a memória, a identidade e os direitos da sociedade. Ao direcionar recursos para a revitalização de um espaço da relevância do Palácio das Artes, o Ministério Público contribui para que valores recuperados a partir de sua atuação sejam transformados em benefícios concretos para os cidadãos”, ressalta o procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Paulo de Tarso Morais Filho.

A atuação integra o programa Minas para Sempre, política institucional do MPMG voltada à proteção do patrimônio histórico e cultural de Minas Gerais.

“Esta obra é um grande presente aos 55 anos do Palácio das Artes e só se torna possível pela parceria extraordinária que construímos com o Ministério Público de Minas Gerais. É uma união de instituições em torno daquilo que pertence a todos. O Palácio das Artes está no imaginário afetivo de Belo Horizonte, de Minas Gerais e do Brasil. Gerações passaram por esta casa, aqui encontraram a música, o teatro, a dança, o cinema, as artes visuais; aqui artistas construíram parte fundamental da história cultural brasileira”, celebra o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira.

A concretização dessa parceria também contou com a articulação institucional da Secretaria-Geral do Estado. “São quase R$ 10 milhões que deixam de ser apenas uma possibilidade e se transformam em investimento concreto no patrimônio e na cultura de Minas. O resultado mostra a força da articulação institucional quando ela é feita com propósito, diálogo e responsabilidade”, acrescenta o secretário-Geral do Estado de Minas Gerais, Luiz Otávio Gonçalves.

O projeto de restauro foi aprovado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais e pela Diretoria de Patrimônio Cultural da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte. As intervenções deverão preservar as características arquitetônicas e culturais do complexo, além de ampliar as condições de atendimento ao público e de realização de atividades culturais, educativas e institucionais.

Com 1.707 lugares, o Grande Teatro Cemig Palácio das Artes passou por uma reconstrução após o incêndio de 1997, concluída em julho de 1998. Desde então, há quase 30 anos, o Grande Teatro não passa por uma reforma de grande porte.

*Este conteúdo foi produzido durante o período de restrição eleitoral e publicado somente após a oficialização do término das eleições.

Foto IsisMedeiros 1859Notas elevadas a produtores e pratos da culinária regional na plataforma revelam projeção dos sabores mineiros no cenário global (Foto: Isis Medeiros)

Minas Gerais volta a ganhar projeção internacional a partir das notas divulgadas pelo site TasteAtlas a produtos e referências da cozinha mineira. Sabores emblemáticos de Minas aparecem com pontuações elevadas, acima de 4, e, em alguns casos, chegando a 5 nessa plataforma global que reúne grande volume de avaliações de pessoas de diferentes partes do mundo. O resultado reafirma a força da cozinha mineira no cenário internacional e consolida o estado como um dos grandes territórios gastronômicos do planeta.

Entre os itens mineiros destacados com notas acima de 4 estão o pão de queijo (4,4), o Queijo Minas (4,2), a jabuticaba (4,3), o feijão tropeiro (4,3) e o Queijo Canastra (4,4). No campo dos produtos e produtores de excelência, Minas alcança resultados ainda mais expressivos, com referências que chegam a 4,9 e 5, como as queijarias Roça da Cidade (5), Serra das Antas (4,9), Laticínios Paiolzinho (4,9), além da Odle Chocolates (4,9), Kochen Azeites Saborizados (4,9) e Azeite de Oliva Orfeu (4,9).

Minas em destaque

O TasteAtlas vem reconhecendo Minas Gerais de forma recorrente. Na repercussão do TasteAtlas Awards 23/24, a culinária mineira foi apontada como a melhor culinária regional do Brasil e posicionada entre as 30 melhores do mundo, com nota 4,36. Na edição atual dos rankings da plataforma, Minas Gerais volta a figurar entre os 100 melhores destinos gastronômicos regionais do planeta, reafirmando sua presença entre os territórios culinários mais admirados do mundo.

Para o governador de Minas Gerais, Mateus Simões, o reconhecimento internacional confirma a potência da cozinha mineira como expressão maior da identidade do estado.
“Quando nossos produtos e sabores aparecem com avaliações tão altas, acima de quatro e chegando a cinco, o que se reconhece é a força de uma tradição viva, profundamente ligada à história, à criatividade e à hospitalidade de Minas Gerais. É um orgulho para o estado e uma demonstração de que Minas se afirma, cada vez mais, como um dos grandes destinos gastronômicos do planeta”.

O governador destaca ainda que a gastronomia mineira projeta uma imagem ampla de Minas, reunindo cultura, turismo, produção e pertencimento. “Nossa cozinha traduz o que Minas tem de mais valioso: autenticidade, memória, qualidade e capacidade de acolher. O pão de queijo, os queijos artesanais, o feijão tropeiro, os doces, os cafés e tantos outros produtos carregam uma história coletiva e uma sofisticação própria”.

Para o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, o destaque das notas confere objetividade internacional a uma excelência que os mineiros sempre souberam cultivar. Isso dá visibilidade internacional, em linguagem objetiva, a uma verdade que nós conhecemos profundamente: Minas Gerais é um território de excelência gastronômica, de enorme densidade cultural, afetiva e histórica.”

Segundo o secretário, o valor das pontuações está justamente em mostrar que a cozinha mineira não se impõe apenas pela tradição, mas também pela qualidade reconhecida em escala mundial. Ele também ressalta que esse reconhecimento nasce da combinação singular entre território, saber tradicional e sofisticação cultural.

“Essas pontuações revelam mais do que preferência de consumo. Elas traduzem uma civilização culinária viva, feita de montanhas, quintais, cozinhas, mercados, fazendas, queijeiros, doceiras, agricultores e famílias inteiras que transformaram alimento em patrimônio”.

Território dos Vinhos - Questionário para Tomada de Subsídios
Encontra-se disponível questionário de Tomada de Subsídios destinado à coleta de informações sobre a cadeia vitivinícola em Minas Gerais
O objetivo do instrumento é reunir dados e informações técnicas sobre os empreendimentos do setor, contemplando aspectos relacionados à produção, infraestrutura, comercialização, práticas de sustentabilidade e potencial de desenvolvimento de atividades turísticas associadas.
As informações coletadas serão utilizadas exclusivamente para fins de levantamento, sistematização e análise de dados, subsidiando estudos e diagnósticos técnicos.
Prazo para preenchimento: até 30/10.

Foto Lori Figueiro 1Mostra reúne fotografias bordadas, estandartes e aquarelas que homenageiam as benzedeiras do Vale do Jequitinhonha (Foto: Lori Figueiró)


O Museu Casa Guimarães Rosa, em Cordisburgo (MG), inaugurou a exposição temporária “Guardiãs das Palavras Benditas: Benzedeiras do Jequitinhonha”, que apresenta um encontro sensível entre fotografia, bordado e memória, na última quinta-feira (16). A mostra reúne obras do fotógrafo Lori Figueiró e da bordadeira, aquarelista e quilombola Aline Gomez Ruas, em uma homenagem poética às rezadeiras e curandeiras do Vale do Jequitinhonha.

Com 52 fotografias bordadas, além de estandartes e aquarelas, a exposição revela o universo simbólico e afetivo das benzedeiras, mulheres que, por meio de rezas, gestos e saberes transmitidos de geração em geração, preservam práticas ancestrais de cuidado. As imagens foram registradas ao longo do vale formado pelas águas do Rio Jequitinhonha e pelas estradas que levam às casas dessas guardiãs de tradições.

Antes de chegar a Cordisburgo, a mostra foi apresentada em Belo Horizonte, em setembro de 2025, no Centro de Arte Popular (CAP), e agora passa a integrar a programação cultural do Museu Casa Guimarães Rosa, ampliando o diálogo entre arte, memória e cultura popular.

O trabalho fotográfico de Lori Figueiró se destaca pela proximidade com os personagens retratados e pela estética que valoriza expressões, gestos e modos de vida do Vale do Jequitinhonha. Fotografando apenas com uma câmera, sem lentes adicionais, o artista constrói uma narrativa visual marcada pela simplicidade técnica e pela intimidade com as pessoas e os lugares que registra.

As imagens ganham novas camadas de sentido com a intervenção de Aline Gomez Ruas, que borda sobre as fotografias e cria aquarelas inspiradas nas histórias dessas mulheres. Seus fios e cores ampliam o olhar sobre as imagens, transformando-as em territórios de memória, afeto e ancestralidade. O gesto de bordar sobre a fotografia cria um diálogo entre o visível e o invisível, costurando narrativas de vida e espiritualidade.

A exposição integra um acervo de memória em expansão, que reúne mais de duas mil fotografias editadas, centenas de fotografias bordadas, além de registros em áudio e mais de cinco horas de vídeos. Esse conjunto forma um verdadeiro relicário de imagens e vozes dedicado a tornar visível o ofício das benzedeiras e a força cultural do Vale do Jequitinhonha.

Ao reunir arte, espiritualidade e tradição, “Guardiãs das Palavras Benditas: Benzedeiras do Jequitinhonha” convida o público a conhecer histórias de mulheres que transformam palavras em cuidado e gestos em cura , guardiãs de saberes que seguem vivos no território e na memória coletiva.

Sobre os artistas

Lori Figueiró, natural de Diamantina, é fotógrafo e poeta com vasta obra dedicada à cultura do Vale do Jequitinhonha. Autor de livros como “Cotidianos no Sagrado do Vale”, “Mulheres do Vale Substantivo Feminino” e “Benzedeiras do Jequitinhonha” (em parceria com Aline Ruas), ocupa a cadeira 25 da Academia de Letras do Vale do Jequitinhonha.

Aline Gomez Ruas é bordadeira, aquarelista e benzedeira, mulher quilombola do Arraial dos Crioulos. Herdeira das práticas de sua mãe e avó, desenvolve bordados e projetos que entrelaçam arte, memória e ancestralidade. Em 2021, criou, junto a Lori Figueiró, o projeto “Guardiãs das palavras benditas”, que vem registrando e celebrando a presença das benzedeiras do Vale.

Serviço:

Exposição “Guardiãs das Palavras Benditas: Benzedeiras do Jequitinhonha”
Período de visitação: Até 14/06
Horário de visitação: Ter a dom, das 9h30 às 17h
Local: Museu Casa Guimarães Rosa (Rua Padre João, 744 – Cordisburgo/MG)

10 1 apmMostras em cartaz no Arquivo Público Mineiro, Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais, Iepha-MG e Circuito Liberdade apresentam diferentes perspectivas sobre a trajetória do estadista e sua contribuição para a história brasileira (Foto: Arquivo Público Mineiro/Divulgação)

 

Cinquenta anos após a morte de Juscelino Kubitschek, instituições culturais de Minas Gerais promovem uma programação especial que convida o público a revisitar a trajetória de um dos principais personagens da história republicana brasileira. Exposições em cartaz no Arquivo Público Mineiro (APM), na Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais, no Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) e em espaços do Circuito Liberdade apresentam documentos, fotografias, objetos e registros históricos que ajudam a compreender o legado de JK para o país.

As iniciativas integram as ações do Ano JK e evidenciam diferentes dimensões de sua atuação pública, abordando temas como patrimônio, cultura, arquitetura, planejamento urbano e desenvolvimento nacional.

“Cinquenta anos após sua morte, Minas Gerais celebra não apenas um estadista, mas um visionário que fez da cultura, da arquitetura, do planejamento e da esperança instrumentos de construção nacional. Ao ocupar simultaneamente o Arquivo Público Mineiro, a Biblioteca Pública Estadual e o Iepha-MG, sua memória reafirma que o futuro também se preserva por meio dos documentos, das instituições e do patrimônio cultural”, sublinha o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira.

JK e a construção de Brasília

No APM, a exposição "JK e a Construção de Brasília: Documentos de um Projeto de Nação" permanece em cartaz até 30/09, com entrada gratuita. A mostra reúne documentos textuais, iconográficos e cartográficos que retratam a trajetória política de Juscelino Kubitschek e o processo de construção da nova capital federal, destacando Brasília como um dos principais marcos da modernização brasileira.

Cartas, discursos, fotografias, mapas, registros administrativos e peças de divulgação permitem ao visitante acompanhar o planejamento, os desafios e a execução do projeto, além de compreender como a documentação preservada pelo APM registra decisões, debates e memórias que marcaram esse período da história nacional.

Biblioteca destaca JK como idealizador da instituição

A partir de 04/08, a Biblioteca recebe a exposição "Homenagem à JK: o idealizador da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais", na Galeria Paulo Campos Guimarães.

A mostra reúne livros, revistas e fotografias pertencentes ao acervo da instituição, destacando aspectos da trajetória de Juscelino Kubitschek e sua iniciativa de construir a atual Biblioteca Pública Estadual.

A abertura integra uma programação especial realizada no Teatro da Biblioteca, a partir das 19h, que inclui apresentação do Grupo de Câmara do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e a palestra "Juscelino Kubitschek: Modernidade, Cultura e o Brasil das Artes", ministrada pelo professor João Caixeta.

Iepha-MG apresenta trajetória do estadista

No Iepha-MG, a exposição "JK, o Arquiteto do Amanhã" está aberta à visitação a partir de 31/07, das 10h às 16h. A mostra propõe uma imersão na vida e na obra de Juscelino Kubitschek por meio de documentos, fotografias, objetos, registros históricos e itens de memorabilia.

O percurso acompanha diferentes momentos de sua trajetória, desde a infância em Diamantina até sua atuação como uma das principais lideranças políticas do Brasil, ressaltando sua relação com a modernização do país e a preservação da memória histórica.

Circuito Liberdade

No Circuito Liberdade, a Casa Fiat de Cultura apresenta, até 11/10, a exposição "Celebrar as ruas: 50 anos de Fiat e brasilidade na Casa Fiat de Cultura". Entre os núcleos da mostra, um espaço é dedicado a Juscelino Kubitschek, destacando registros históricos como sua visita à fábrica da Fiat, em Betim, símbolo do processo de industrialização e desenvolvimento vivido pelo país.

Também no Circuito Liberdade, o Palácio da Liberdade realiza, nos dias 8 e 22/08, às 15h, a visita guiada "JK: Mineiridade e Modernismo", que apresenta a influência de Kubitschek na vida política e cultural de Minas Gerais, além de sua relação com a história do próprio Palácio.

*Este conteúdo foi produzido durante o período de restrição eleitoral e publicado somente após a oficialização do término das eleições.

Foto Eric RibeiroPremiação na maior feira de turismo da América Latinareforça o protagonismo do estado Minas Gerais no cenário nacional e internacional (Foto: Eric Ribeiro)

Minas Gerais conquistou, na WTM Latin America 2026, em São Paulo, o prêmio de Destino Gastronômico do Ano de 2026, concedido pelo Mercado & Eventos no M&E Awards – Destinos do Ano 2026. O reconhecimento foi confirmado em votação que reuniu mais de 84 mil votos entre profissionais do trade e leitores de todo o país, consolidando Minas como uma das maiores referências do turismo gastronômico brasileiro.

A conquista deu visibilidade nacional ao estado em um dos ambientes mais estratégicos do turismo internacional, reforçando a gastronomia mineira como patrimônio cultural, diferencial competitivo e ferramenta efetiva de promoção de destinos.

O governador Mateus Simões ressalta a dimensão estratégica da gastronomia para a economia do estado: “Esse prêmio confirma que Minas Gerais soube transformar sua vocação cultural em oportunidade, desenvolvimento e projeção nacional. Nossa gastronomia é patrimônio vivo, gera emprego, movimenta cadeias produtivas em todas as regiões do estado e fortalece a imagem de Minas como destino de excelência”.

Para o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, o prêmio expressa uma conquista que ultrapassa o simbolismo e se traduz em desenvolvimento para os territórios: “Minas transforma cultura em pertencimento, memória em experiência e gastronomia em destino. Receber esse prêmio na WTM é o reconhecimento de uma trajetória construída por nossas cozinhas, por nossos produtores, por nossos territórios e por um povo que sabe acolher como poucos. A cozinha mineira é uma síntese da nossa identidade e uma porta de entrada poderosa para quem quer conhecer Minas Gerais em sua profundidade”, afirma.

O prêmio recebido por Minas na maior feira de turismo da América Latina fortalece, assim, a reputação do estado no Brasil e no exterior e gera reflexos concretos sobre a economia da hospitalidade. Ao projetar sua gastronomia no cenário nacional e internacional, Minas amplia o desejo de viagem, atrai novos visitantes, estimula o consumo turístico e impulsiona a atividade de bares, restaurantes, cozinhas tradicionais, mercados, produtores locais, empreendedores e trabalhadores do setor. Trata-se de uma visibilidade que se converte em circulação econômica, dinamismo para os destinos e novas possibilidades de emprego e renda em todas as regiões mineiras.

Na WTM Latin America, Minas também realizou uma participação ativa de promoção institucional e comercial, reunindo municípios, destinos, parceiros e expressões da cozinha mineira em seu estande. Entre os destaques, Paracatu esteve presente representando a força dos territórios, dos saberes culinários e da hospitalidade mineira em uma vitrine voltada à geração de negócios, conexões e posicionamento turístico. A presença mineira na feira reafirmou que promover cultura, turismo e gastronomia de forma integrada é também abrir mercados e ampliar oportunidades para toda a cadeia produtiva do setor.

Bate papo com artistas da exposição A volta ao dia em 80 mundos 20 08 2026 13Encontro reúne artistas da pós-graduação em Artes Plásticas e Contemporaneidade da Escola Guignard/UEMG e encerra período de visitação da mostra (Foto: Vinicius Duarte)

 

O Museu Mineiro promoveu, no dia 20 de agosto de 2026, das 19h às 21h, um bate-papo com os artistas participantes da exposição “A Volta ao Dia em 80 Mundos”. Realizado no Atrium do museu, o encontro acontece no último dia de visitação da mostra e oferece ao público a oportunidade de conhecer os processos criativos, as pesquisas e as experiências de formação que deram origem aos trabalhos apresentados.

A exposição é resultado da conclusão de curso da turma XVI (2024/2026) da pós-graduação lato sensu em Artes Plásticas e Contemporaneidade da Escola Guignard, da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), com curadoria de Júlio Martins. A mostra reúne trabalhos de Adryzno, Ana Garcia, Carol Fonseca, Flávio Duarte, Hermano Hermana, Isabella Leite, Karine Terrinha, Luiza Therezo, Marco Mau, Marcelo Batista, Marina Góes, Marina Sebba, Marília Pacheco, Patricia Mafra, Paula Nardy, Renata Draga, Rinara Figueiredo, Rodrigo Amaral, Vitória Camarano, Vitor Gibram e Walison Gomes.

Durante o encontro, os artistas compartilharam com o público os percursos de criação que atravessam suas produções, as experiências vivenciadas ao longo da pós-graduação e os projetos desenvolvidos durante o curso. A proposta é aproximar os visitantes das pesquisas, escolhas poéticas e diferentes processos que constituem as obras reunidas na exposição.

Realizado no espaço da mostra, o bate-papo também ampliou as possibilidades de diálogo sobre a produção artística contemporânea e sobre os caminhos percorridos pelos artistas em sua formação. A atividade terá duração aproximada de 1h30 e será conduzida de forma aberta e participativa, favorecendo a troca entre artistas e público.

Para quem ainda não visitou “A Volta ao Dia em 80 Mundos”, o encontro representa também uma oportunidade de conhecer a exposição em seu último dia e, ao mesmo tempo, conversar com os próprios artistas sobre as obras e as pesquisas que as originaram.

Sobre o Museu Mineiro

Inaugurado em 1982, o Museu Mineiro é uma instituição de referência para a preservação, pesquisa e difusão da história e da produção cultural de Minas Gerais. Seu acervo reúne obras e documentos que ajudam a contar diferentes dimensões da formação artística e cultural do estado, com trabalhos de nomes como Ataíde, Yara Tupynambá, Amílcar de Castro, Jeanne Milde, Inimá de Paula, Lótus Lobo, Celso Renato, Sara Ávila, Guignard, Maria Helena Andrés e Di Cavalcanti.

O museu abriga a exposição de longa duração “Minas das Artes, Histórias Gerais”, além de obras e documentos de relevância para a memória mineira, como a bandeira da Inconfidência Mineira, manuscritos originais de Tutaméia, de João Guimarães Rosa, e um retrato atribuído a Aleijadinho. O Museu Mineiro integra a rede de museus estaduais administrada pela Diretoria de Museus da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais.

*Este conteúdo foi produzido durante o período de restrição eleitoral e publicado somente após a oficialização do término das eleições.

Serviço
Bate-papo com os artistas da exposição “A Volta ao Dia em 80 Mundos”
Data: 20/08, a partir das 19h
Horário: 19h às 21h
Local: Atrium do Museu Mineiro (Avenida João Pinheiro, 342, Lourdes, Belo Horizonte)
Entrada gratuita

FotoWTM CesarTropiaNovo produto turístico em Paracatu valoriza cultura, memória e protagonismo quilombola no Noroeste do estado (Foto: Cesar Tropia)

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), em parceria com o Sebrae Minas, o município de Paracatu e membros da comunidade do Quilombo São Domingos, lançou, nesta terça-feira (14), durante a WTM Latin America, em São Paulo, as Experiências de Afroturismo do Quilombo São Domingos, em Paracatu.

A ação integra o Projeto Estratégico de Diversificação da Oferta Turística, que é resultado da parceria entre o Governo de Minas e o Sebrae Minas e é uma iniciativa do município, sendo construída em parceria com o Sebrae e a comunidade. Com caráter afrocentrado, o novo produto reforça o compromisso do estado com o fortalecimento do afroturismo e marca a 15ª entrega de um total de 16 rotas previstas para 2026.

Para o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, a iniciativa representa um marco na valorização de territórios tradicionais e na diversificação da oferta turística mineira. “O lançamento das experiências do Quilombo São Domingos reafirma o compromisso de Minas Gerais com um turismo mais inclusivo, diverso e conectado às suas raízes. Estamos valorizando comunidades que guardam saberes fundamentais da nossa formação e transformando essa singularidade em oportunidades de desenvolvimento sustentável, com protagonismo local. O afroturismo é um caminho de reconhecimento e fortalecimento da identidade cultural do nosso estado”, pontua.

O presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, Marcelo de Souza e Silva, destaca que o lançamento vai impulsionar a região ao conectar os visitantes a experiências culturais únicas da comunidade quilombola. “Este é mais um produto turístico que valoriza a memória, a cultura e os modos de vida das comunidades, evidenciando a força de suas tradições. O afroturismo vem se consolidando como uma tendência que conecta turistas às raízes da cultura afro-brasileira, ao mesmo tempo em que valoriza identidades, tradições e saberes. Nesse contexto, o Sebrae Minas e o Governo do Estado atuam para estruturar os destinos, fortalecer pequenos negócios, valorizar identidades regionais e impulsionar experiências autênticas que promovem o desenvolvimento sustentável da região”.

Localizado a 4 km do centro histórico de Paracatu, o Quilombo São Domingos é um território de história, fé e resistência, fundado há mais de dois séculos e reconhecido pela Fundação Palmares em 2004. A comunidade preserva tradições que atravessam gerações e transforma seu modo de vida em experiências turísticas autênticas, baseadas na memória, na ancestralidade e na vivência cotidiana.

Vivências

O roteiro reúne um conjunto de vivências conduzidas pelos próprios moradores, que convidam visitantes a mergulhar na cultura quilombola. Entre as experiências estão oficinas gastronômicas, visitas à Casa Museu, a qual guarda objetos e histórias da comunidade, trilhas pelo cerrado com narrativas sobre o território, além de atividades ligadas à produção de rapadura, cultivo de açafrão e manifestações culturais como a Caretagem.

A gastronomia é um dos pontos altos da rota, com destaque para as quitandas produzidas na Fábrica de Biscoitos Ouro da Roça e para os almoços coletivos preparados por mulheres da comunidade, que combinam ingredientes locais, saberes ancestrais e hospitalidade mineira. O protagonismo feminino, aliás, é uma das marcas do quilombo, com mulheres liderando iniciativas produtivas, culturais e turísticas.

As experiências de São Domingos propõem, assim, uma imersão em modos de vida, saberes e práticas preservadas na oralidade e na vivência da comunidade.

Apresentação Coral Madrigal Scala 13 08 2026 1Sob direção do maestro Breno Bartolomeu, apresentação percorre diferentes tradições musicais, dos spirituals afro-americanos à música popular brasileira (Foto: Vinicius Duarte)

 

O Museu Mineiro recebeu, no dia 13 de agosto de 2026, às 19h, a apresentação do Coro Madrigal Scala, sob direção musical do maestro Breno Bartolomeu, com participação da pianista Alana Camoropin. Realizado na Sala das Sessões. O concerto propôs uma viagem pela música coral das Américas, reunindo diferentes tradições, sonoridades e identidades culturais em um repertório que transita entre a música erudita, popular e folclórica.

A primeira parte do programa foi dedicada à tradição coral norte-americana, com obras de Moses Hogan, reconhecido por seus arranjos de spirituals afro-americanos, e David L. Brunner, cuja produção coral contemporânea combina expressividade e ritmo. O repertório também incluiu arranjos de canções dos Beatles, aproximando a formação coral de um dos grupos mais marcantes da música popular do século XX.

Na segunda parte, o concerto celebraou diferentes expressões da música popular brasileira por meio dos arranjos de Marcos Leite, importante referência da música coral no país. Entre as obras apresentadas estão Lata d’Água e Andar com Fé, que exploram a diversidade rítmica e a vitalidade da música brasileira.

Ao reunir repertórios de diferentes origens e períodos, a apresentação evidenciou a versatilidade do canto coral e sua capacidade de estabelecer diálogos entre culturas e linguagens musicais. O programa percorre diferentes paisagens sonoras do continente americano e aproxima tradições, obras e compositores por meio da interpretação coletiva do coro.

Sobre o Museu Mineiro

Inaugurado em 1982, o Museu Mineiro é uma instituição de referência para a preservação, pesquisa e difusão da história e da produção cultural de Minas Gerais. Seu acervo reúne obras e documentos que ajudam a contar diferentes dimensões da formação artística e cultural do estado, com trabalhos de nomes como Ataíde, Yara Tupynambá, Amílcar de Castro, Jeanne Milde, Inimá de Paula, Lótus Lobo, Celso Renato, Sara Ávila, Guignard, Maria Helena Andrés e Di Cavalcanti.

O museu abriga a exposição de longa duração “Minas das Artes, Histórias Gerais”, além de obras e documentos de relevância para a memória mineira, como a bandeira da Inconfidência Mineira, manuscritos originais de Tutaméia, de João Guimarães Rosa, e um retrato atribuído a Aleijadinho. O Museu Mineiro integra a rede de museus estaduais administrada pela Diretoria de Museus da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais.

*Este conteúdo foi produzido durante o período de restrição eleitoral e publicado somente após a oficialização do término das eleições.

 

Serviço
Apresentação do Coro Madrigal Scala
Data: 13/08, às 19h
Horário: 19h
Local: Sala das Sessões do Museu Mineiro (Avenida João Pinheiro, 342, Lourdes, Belo Horizonte)
Entrada gratuita

 

Minas Gerais - WTM 2025

WTM 2025 3LeoBicalho

Estado apresenta novos roteiros, ativações imersivas e estratégias de valorização dos territórios mineiros na principal feira do setor na América LatinaEstado apresenta novos roteiros, ativações imersivas e estratégias de valorização dos territórios mineiros na principal feira do setor na América Latina.


O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG), participa da WTM Latin America 2026, realizada entre os dias 14 e 16 de abril, no Expo Center Norte, em São Paulo, com uma estratégia voltada à promoção dos destinos mineiros no mercado nacional e internacional. Neste ano, a presença de Minas destaca, sobretudo, o fortalecimento do turismo rural e do afroturismo, sem perder de vista a amplitude da experiência turística mineira, que reúne cultura, natureza, gastronomia, inovação e sustentabilidade.


Participam das ações no estande de Minas Gerais as Instâncias de Governança Regionais (IGRs) Águas, Montanhas Mágicas da Mantiqueira, Caminhos da Mantiqueira, Serras Verdes e Malhas do Sul de Minas. Também integram o projeto os municípios de Paracatu, São José da Barra, Aiuruoca, Capitólio, Dom Viçoso e Monte Verde, além de representantes da Emater-MG.


No espaço, Minas apresenta ao público experiências, rotas e produtos turísticos já consolidados e outros em expansão, com programação contínua de capacitações, ativações sensoriais, cozinhas vivas e apresentações voltadas ao trade, operadores e visitantes.
“Minas está na WTM para mostrar ao Brasil e ao mundo a força dos seus territórios, mas também para reafirmar um compromisso que começa dentro de casa: valorizar o que é nosso, reconhecer nossas vocações e transformar identidade em desenvolvimento. Quando destacamos o turismo rural e o afroturismo, estamos falando de inclusão, geração de oportunidades e valorização local. É Minas para Minas, com resultados que projetam o estado de forma cada vez mais sólida no cenário nacional e internacional”, afirma o governador de Minas Gerais, Mateus Simões.


Turismo rural


Um dos principais destaques da programação é a apresentação do novo Catálogo de Experiências do Turismo Rural, desenvolvido em parceria com a Emater-MG. A nova edição amplia de forma expressiva a oferta turística no campo, passando de 137 experiências, em 2025, para 266 roteiros, evidenciando o crescimento, a diversificação e a capilaridade do setor em Minas Gerais.
A iniciativa reforça o papel do turismo rural como vetor de desenvolvimento regional, geração de renda e valorização dos modos de vida do interior mineiro, conectando produção, hospitalidade, paisagem, tradição e experiência.


Afroturismo


Outro eixo central da participação mineira na WTM é o fortalecimento do afroturismo. No dia 14 de abril, às 14h30, será realizado o lançamento das Experiências de Afroturismo do Quilombo São Domingos, em Paracatu. A iniciativa integra o Projeto Estratégico de Diversificação da Oferta Turística e resulta de parceria entre o Governo de Minas e o Sebrae Minas.


Com abordagem afrocentrada, a rota reafirma o compromisso do estado com a valorização das comunidades tradicionais, da memória, da ancestralidade e das narrativas negras em Minas Gerais. A entrega marca a 15ª de um total de 16 rotas previstas até 2026.


Turismo e experiências culturais


Além dos destaques do turismo rural e do afroturismo, Minas Gerais leva à WTM uma ampla vitrine de experiências turísticas e culturais. Entre elas está a experiência imersiva desenvolvida pela Mavis 360, que oferece uma inovadora catalogação inversa de mais de 3 mil pontos da Cordilheira do Espinhaço, proporcionando ao público uma vivência sensorial dos atrativos naturais da região.


A programação no estande inclui ainda cozinhas vivas, degustações — como as tradicionais quitandas de Paracatu —, capacitações para hosted buyers e agentes de viagem, além de encontros estratégicos com o mercado, reafirmando Minas Gerais como um dos principais destinos turísticos do Brasil.


A presença do estado na feira também será marcada por reconhecimentos importantes. Minas Gerais foi vencedor nacional na categoria Gastronomia do M&E Awards – Destinos do Ano 2026, promovido pela Mercado & Eventos, com entrega oficial do troféu no dia 14, durante a feira. O estado também é finalista no Prêmio de Turismo Responsável da WTM Latin America, na categoria Melhores Iniciativas de Turismo Regenerativo.


Além disso, Belo Horizonte concorre como Melhor Destino Nacional no Prêmio do Afroturismo Guia Negro, enquanto a Belotur figura entre os destaques do ano e a experiência Caminhada Belos Horizontes Negros, da Sensações Turismo, disputa como Melhor Experiência Brasil Adentro.A aspas do Mateus Simões está redigida como sugestão editorial. Se quiser, eu também posso entregar uma versão mais institucional, mais política ou mais jornalística.

IMG 3819 1“Volta ao dia em 80 mundos” reúne trabalhos de artistas em formação continuada e apresenta diferentes linguagens e perspectivas da produção contemporânea (Foto: Ana Garcia)

 

O Museu Mineiro recebe, a partir de 31 de julho, a exposição “Volta ao dia em 80 mundos”, com trabalhos desenvolvidos por alunos da pós-graduação lato sensu em Artes Plásticas e Contemporaneidade da Escola Guignard, da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG). A abertura será realizada às 19h, no Atrium do museu, reunindo uma produção marcada pela diversidade de linguagens, poéticas e processos de investigação em artes visuais.

A mostra apresenta trabalhos desenvolvidos no contexto da formação continuada em artes plásticas, evidenciando diferentes caminhos de pesquisa e criação percorridos pelos artistas participantes. Pintura, desenho, gravura, fotografia, objeto, instalação e experimentações interdisciplinares integram a exposição, que aborda questões estéticas, culturais, sociais e territoriais presentes na produção artística contemporânea.

A realização da exposição no Museu Mineiro aproxima dois espaços dedicados à preservação, produção e difusão das artes em Minas Gerais. De um lado, a Escola Guignard, instituição vinculada à UEMG e herdeira do legado de Alberto da Veiga Guignard, com trajetória marcada pela formação artística, pela experimentação e pela pesquisa. De outro, o Museu Mineiro, que preserva e apresenta referências da história e da produção artística e cultural do Estado.

Ao ocupar o espaço do museu, a produção dos alunos da pós-graduação estabelece também um diálogo entre diferentes gerações, linguagens e modos de pensar a arte. A exposição evidencia o papel da formação artística como espaço de reflexão e experimentação e amplia as possibilidades de encontro entre a produção acadêmica e o público.

Museu Mineiro

Inaugurado em 1982, o Museu Mineiro é uma instituição dedicada à preservação, pesquisa e difusão de referências da história e da produção artística e cultural de Minas Gerais. Seu acervo reúne obras e documentos de diferentes períodos e linguagens, com nomes como Ataíde, Yara Tupynambá, Amílcar de Castro, Jeanne Milde, Inimá de Paula, Lótus Lobo, Celso Renato, Sara Ávila, Guignard, Maria Helena Andrés e Di Cavalcanti. O museu abriga ainda a exposição de longa duração “Minas das Artes, Histórias Gerais”, além de itens de relevância histórica, como a bandeira da Inconfidência Mineira, manuscritos originais de Tutaméia, de João Guimarães Rosa, e retrato atribuído a Aleijadinho.

*Este conteúdo foi produzido durante o período de restrição eleitoral e publicado somente após a oficialização do término das eleições.

 

Serviço

Exposição “Volta ao dia em 80 mundos”
Abertura: 31/07, às 19h; visitação: até 20/08/2026
Horário: 19h
Local: Atrium do Museu Mineiro (Avenida João Pinheiro, 342, Lourdes, Belo Horizonte)
Entrada gratuita

Pocos de Caldas Jean Rodrigues2 1Reconhecimento foi aprovado pelo CONEP nesta sexta-feira (10), durante reunião realizada no município dentro da programação do Governo Presente (Foto: Jean Rodrigues)

 

O Governo de Minas aprovou, nesta sexta-feira (10), o tombamento do Conjunto Urbano Hidrotermal e Hoteleiro de Poços de Caldas como patrimônio cultural material do Estado. A decisão foi tomada durante a 1ª Reunião Ordinária de 2026 do Conselho Estadual do Patrimônio Cultural (CONEP), realizada de forma híbrida, com participação presencial no município e transmissão on-line.

A deliberação ocorre durante a programação do Governo Presente em Poços de Caldas, cidade que sedia simbolicamente a capital mineira nesta semana. O reconhecimento reforça a importância histórica, urbana, paisagística e turística do município, cuja formação está diretamente ligada às águas termais.

Formação urbana

O tombamento tem como base dossiê técnico elaborado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), que destaca a relevância do termalismo para a origem e o desenvolvimento urbano de Poços de Caldas.

A história da cidade está associada às águas termais desde o século XVIII. Com a abertura dos primeiros poços, em 1826, o município consolidou-se como estância de saúde, lazer e turismo, dando origem a um modelo urbano planejado, marcado pela integração entre edificações monumentais, praças, parques, fontes e equipamentos públicos.

Para o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, o reconhecimento evidencia uma característica singular de Poços de Caldas.

“Poços de Caldas é um caso singular no Brasil: uma cidade que se estruturou e se desenvolveu a partir de um complexo hidrotermal e hoteleiro, onde arquitetura, paisagem e vocação turística nasceram de forma integrada. O tombamento reconhece essa identidade construída em torno das águas termais e dos equipamentos que deram origem à vida urbana local. Ao proteger esse conjunto, preservamos não apenas edificações, mas uma forma de organização do território que faz de Poços de Caldas uma referência histórica de turismo, saúde e cultura em Minas Gerais”, afirma.

Bens protegidos

O conjunto tombado reúne bens representativos de diferentes períodos históricos, com destaque para a fase de maior expansão urbana entre as décadas de 1930 e 1940. Entre os principais marcos estão o Palace Hotel, o Palace Cassino, as Thermas Antônio Carlos, o Parque José Affonso Junqueira e a Praça Pedro Sanches.

A proteção também abrange praças, parques, monumentos, fontes, coretos, elementos artísticos integrados, trechos de ribeirões urbanos e áreas de entorno, com diretrizes voltadas à preservação da ambiência urbana e da paisagem cultural.

Desenvolvimento sustentável

Segundo o presidente do Iepha-MG, Paulo Roberto do Nascimento Meireles, a medida fortalece o patrimônio como vetor de desenvolvimento sustentável.

“Em Minas, cidades como Poços de Caldas se afirmam como verdadeiros boulevards de saúde, do bem-estar, do turismo e do patrimônio, e o tombamento do Conjunto Urbano Hidrotermal e Hoteleiro reforça esse caminho ao reconhecer, proteger e valorizar um território onde história, águas termais e vida urbana se entrelaçam. Mais do que um instrumento legal, o tombamento consolida a importância do patrimônio como base para o desenvolvimento sustentável, garantindo que a cultura, a memória e a vocação terapêutica da cidade permaneçam vivas e acessíveis para as futuras gerações de Minas Gerais”, diz.

IMG 9011Mostra propõe experimentações com fios, tecidos, palavras e diferentes materiais, reunindo trabalhos individuais e colaborativos na Galeria de Exposições Temporárias do Museu Mineiro (Foto: João Victor Rodrigues)

O Museu Mineiro recebe, a partir de 30 de julho, a exposição “Bagunce o texto, bagunce o têxtil”, que reúne 11 artistas de diferentes formações em torno da pesquisa e da experimentação com a linguagem têxtil. A abertura será realizada às 19h, na Galeria de Exposições Temporárias do museu. A mostra propõe um espaço de criação e diálogo no qual trabalhos concluídos e processos em desenvolvimento evidenciam a diversidade de conceitos, procedimentos e materiais presentes na arte têxtil contemporânea.

O próprio título da exposição parte da aproximação entre as palavras textilis e textum, de origem latina, relacionadas às ideias de tecido e entrelaçamento. A partir dessa relação, a mostra explora as aproximações entre fios e palavras, entendendo tanto o fazer têxtil quanto a construção do texto como práticas capazes de entrelaçar elementos, produzir sentidos e reorganizar relações.

Com diferentes trajetórias e procedimentos artísticos, os participantes apresentam obras individuais e trabalhos realizados em parceria. A proposta é evidenciar a pluralidade de possibilidades da produção têxtil contemporânea, explorando materiais, técnicas, conceitos e formas diversas de ocupação do espaço expositivo. Nesse contexto, o público também integra a dinâmica da exposição, participando das relações que se estabelecem entre artistas, obras e espaço.

A exposição dá continuidade à parceria entre os artistas Lívia Limp e Rodrigo Mogiz, que desenvolvem pesquisas artísticas e curatoriais relacionadas ao têxtil como matéria e conceito. Entre os trabalhos anteriores da dupla está a exposição “Tramas da Memória”, realizada em 2022 no Museu de Artes e Ofícios, em Belo Horizonte, que reuniu 26 artistas contemporâneos e três projetos sociais de Minas Gerais relacionados aos saberes manuais.

A experiência deu origem a novas reflexões sobre as possibilidades de criação coletiva e sobre o lugar das práticas têxteis na arte contemporânea. “Bagunce o texto, bagunce o têxtil” surge, assim, como desdobramento desse percurso, ampliando a participação para novos artistas e diferentes formas de pensar e experimentar o têxtil.

Museu Mineiro

Inaugurado em 1982, o Museu Mineiro é uma instituição dedicada à preservação, pesquisa e difusão de referências da história e da produção artística e cultural de Minas Gerais. Seu acervo reúne obras e documentos de diferentes períodos e linguagens, com nomes como Ataíde, Yara Tupynambá, Amílcar de Castro, Jeanne Milde, Inimá de Paula, Lótus Lobo, Celso Renato, Sara Ávila, Guignard, Maria Helena Andrés e Di Cavalcanti. O museu abriga ainda a exposição de longa duração “Minas das Artes, Histórias Gerais”, além de itens de relevância histórica, como a bandeira da Inconfidência Mineira, manuscritos originais de Tutaméia, de João Guimarães Rosa, e retrato atribuído a Aleijadinho.

*Este conteúdo foi produzido durante o período de restrição eleitoral e publicado somente após a oficialização do término das eleições.

 

Serviço

Exposição “Bagunce o texto, bagunce o têxtil”
Abertura: 30/07, às 19h; visitação: até 26/09/2026
Local: Museu Mineiro (Avenida João Pinheiro, 342, Lourdes)
Entrada: gratuita

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG) e da Fundação Clóvis Salgado (FCS), informa que Yuri Mesquita passa a presidir a Fundação Clóvis Salgado.

Mestre e doutor em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Yuri Mesquita tem trajetória reconhecida na área cultural. Trabalhou com acervos artísticos e com projetos de gestão cultural. Em Belo Horizonte, integrou a Comissão da Dança e atuou como gestor do projeto Cultura na Cidade, realizado pelo Funemp em parceria com a Fundação Municipal de Cultura. A iniciativa contemplou diversas linguagens artísticas, como dança, exposições, festivais e lançamentos de livros.

Ao longo da carreira, exerceu funções estratégicas na política cultural de Belo Horizonte, com passagens pela Fundação Municipal de Cultura, pelo Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte e pela coordenação dos Fóruns das Áreas de Diretrizes Especiais Culturais (Fades). Atualmente, coordena a pós-graduação em Conservação e Gestão do Patrimônio Cultural da PUC Minas.

A Secult-MG e a Fundação Clóvis Salgado agradecem a Sérgio Rodrigo Reis, que deixa a presidência da FCS a pedido, pela dedicação e pelas importantes entregas realizadas à frente da instituição desde 2022. Em sua gestão, destacam-se a reinauguração da Serraria Souza Pinto, a ampliação das atividades culturais com a abertura do Palácio da Liberdade, o avanço dos projetos de restauração da sede da Fundação Clóvis Salgado e o fortalecimento do Circuito Liberdade, que passou a reunir 60 espaços culturais.

Também se destaca, no período, a valorização da criação de óperas locais, com a consolidação de um programa continuado desenvolvido pelo corpo artístico do Palácio das Artes. Nesse contexto, foram realizadas montagens como Matraga (2023) e Devoção (2024), além da estreia prevista de Xica da Silva neste ano.

O Museu Mineiro recebe, no dia 23 de julho (quinta-feira), das 19h às 22h, a apresentação do monólogo "Sobre quase tudo o que importa", seguida do lançamento do livro homônimo, de autoria de Rosângela Bretas. Com entrada gratuita, o evento acontece no Átrio e na Sala das Sessões do museu e propõe ao público uma experiência artística que aproxima literatura, teatro e memória por meio de uma narrativa sensível sobre a condição humana.

Concebido como um projeto integrado, "Sobre quase tudo o que importa" reúne dois formatos complementares, o livro e o monólogo cênico, que dialogam entre si para ampliar as possibilidades de encontro entre obra e público. A publicação é composta por poemas, verbetes e fragmentos que atravessam temas universais como o tempo, o amor, a família, o silêncio, o desejo e a memória, convidando o leitor a reconhecer, nas pequenas experiências do cotidiano, reflexões sobre a vida.

No palco, a própria autora interpreta o monólogo, construído a partir da palavra viva e da força da presença. A encenação rompe com a estrutura convencional do teatro para criar uma atmosfera intimista, inspirada na ideia de casa e de encontro. Objetos cotidianos, como uma mesa, cartas e uma xícara de café, compõem a cena ao lado de projeções, trilha sonora e uma iluminação delicada, conduzindo o público por uma experiência marcada pela escuta, pela identificação e pelo compartilhamento de afetos.

Ao receber a apresentação e o lançamento da obra, o Museu Mineiro reafirma sua vocação como espaço de diálogo entre diferentes linguagens artísticas e de incentivo à produção cultural contemporânea. A programação amplia as possibilidades de fruição do patrimônio cultural ao aproximar literatura, artes cênicas e público em um ambiente dedicado ao encontro e à reflexão.

Museu Mineiro: um encontro com a história, a arte e a identidade de Minas Gerais

Inaugurado em 1982, o Museu Mineiro é uma das mais importantes instituições dedicadas à preservação, pesquisa e difusão do patrimônio histórico, artístico e cultural de Minas Gerais. Vinculado à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG), o museu reúne um acervo diversificado que revela diferentes aspectos da formação histórica e da produção artística mineira, consolidando-se, ao longo de mais de quatro décadas, como um espaço de referência para moradores, pesquisadores e visitantes interessados na riqueza cultural do estado.

Em suas galerias, o público encontra obras de grandes nomes da arte brasileira e mineira, como Manoel da Costa Ataíde, Alberto da Veiga Guignard, Yara Tupynambá, Amílcar de Castro, Jeanne Milde, Inimá de Paula, Lótus Lobo, Celso Renato, Sara Ávila, Maria Helena Andrés e Di Cavalcanti, entre outros artistas que ajudaram a construir a história das artes visuais em Minas Gerais.

A principal atração do museu é a exposição de longa duração "Minas das Artes, Histórias Gerais", que convida os visitantes a percorrerem diferentes momentos da trajetória cultural mineira por meio de um acervo singular. A mostra reúne importantes exemplares de arte sacra dos séculos XVIII e XIX, além de peças emblemáticas, como a histórica Bandeira da Inconfidência Mineira, os manuscritos originais de "Tutaméia", de João Guimarães Rosa, o célebre retrato de Aleijadinho e uma expressiva coleção de santos de devoção popular. O percurso evidencia a pluralidade das manifestações artísticas e culturais de Minas Gerais, oferecendo uma experiência que conecta história, memória, identidade e patrimônio.

*Este conteúdo foi produzido durante o período de restrição eleitoral e publicado somente após a oficialização do término das eleições.

 

Serviço

Apresentação do monólogo e lançamento do livro "Sobre quase tudo o que importa"
Data: 23 de julho de 2026 (quinta-feira)
Horário: 19h às 22h
Local: Átrio e Sala das Sessões do Museu Mineiro
Entrada gratuita

IMG 2223Programa amplia alcance, mobiliza 610 mil visitantes, registra 667 ritos e reafirma a força da fé, da cultura e da tradição em todo o território mineiro (Foto: Prefeitura de São Tomé das Letras)

O Minas Santa 2026 consolidou Minas Gerais como a maior referência da Semana Santa no Brasil e reafirmou a força da fé como experiência cultural, patrimonial e turística em todo o território mineiro. O balanço do programa foi apresentado nesta terça-feira (7), em coletiva de imprensa realizada no Palácio da Liberdade. Em sua quarta edição, o programa alcançou 486 municípios cadastrados, registrou 667 ritos em sua programação oficial e acompanhou um período que levou 610 mil visitantes ao estado, crescimento de 11% em relação a 2025.

 Os números mostram o avanço contínuo de uma política pública que cresce a cada ano e se fortalece ao reconhecer, organizar e promover uma tradição que, em Minas Gerais, ultrapassa os dados oficiais do programa. A Semana Santa está presente, de diferentes formas, nos 853 municípios mineiros e em milhares de povoados, vilas e distritos, onde procissões, ofícios, encenações, concertos, tapetes devocionais, sinos e celebrações comunitárias seguem vivos como expressão profunda da identidade do estado.

Além do fluxo turístico registrado no período, Minas abriga um universo social ainda mais amplo ligado a essa tradição. Com população estimada em mais de 21 milhões de habitantes e cerca de 14 milhões de católicos, o estado reúne a maior base territorial, histórica e cultural da Semana Santa no país, à qual se somam outras comunidades cristãs e manifestações religiosas que também integram esse ciclo de fé, arte e pertencimento.

“O Minas Santa cresce a cada ano porque nasce de algo muito profundo: ele não inventa a Semana Santa em Minas, ele reconhece, organiza, valoriza e projeta uma tradição que já vive no coração do nosso povo. Os números do programa mostram isso com clareza, mas a realidade de Minas é ainda maior. A Semana Santa alcança os 853 municípios do estado e milhares de povoados, vilas e distritos, mobilizando comunidades inteiras em torno da fé, da cultura e da memória. Por isso, Minas já se consolida como a maior referência da Semana Santa no Brasil. E o Minas Santa é uma política que veio para ficar, porque transforma essa força histórica em promoção cultural, desenvolvimento turístico e valorização territorial”, avaliou o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira.

A força dessa mobilização também apareceu nos principais acessos ao estado. O Aeroporto Internacional de Confins registrou 214 mil passageiros durante o período, alta de 12,6% em relação ao ano anterior, com 177 voos extras programados para atender à demanda. Já a Rodoviária de Belo Horizonte contabilizou 144.070 viajantes, enquanto a taxa média de ocupação hoteleira chegou a 88%, confirmando o aquecimento da cadeia do turismo em várias regiões mineiras.

No campo da cultura, Minas reafirmou a singularidade de seu patrimônio religioso. O estado reúne mais de 600 ritos ligados à Quaresma e à Semana Santa, preservados e atualizados pelas comunidades ao longo do tempo. Em 2026, essa força se expressou em igrejas, ruas, praças, museus, teatros e equipamentos culturais, com programação distribuída entre a capital, a Região Metropolitana, as cidades históricas e os territórios de todas as regiões mineiras.

Mais do que uma agenda de feriado, o Minas Santa se consolida como política pública permanente e como uma das mais importantes iniciativas de valorização da cultura viva em Minas Gerais. Ao crescer ano após ano, o programa reafirma que, no estado, a Semana Santa não é apenas tradição religiosa: é também patrimônio, arte, pertencimento e desenvolvimento.

WhatsApp Image 2026 08 03 at 12.23.54Mostra reúne roupas, acessórios, pinturas e objetos do ateliê do casal para contar a trajetória de uma costureira e de um pintor e suas relações com a moda e a arte em Minas Gerais (Foto: CAP/Divulgação)

 

O Centro de Arte Popular apresenta a exposição “Costurando Memórias – Leda e Bax”, com abertura em 18 de julho de 2026, às 11h, na Sala de Exposições Temporárias. Com projeto e curadoria de Simone de Carvalho Bax, a mostra propõe um percurso pela moda e pelas artes plásticas a partir da história de Leda, costureira, e Bax, pintor, revelando a parceria entre os dois e aspectos da produção artística e dos modos de vestir em Minas Gerais ao longo de diferentes décadas.

A exposição destaca o trabalho da costureira como prática artesanal que envolve diferentes etapas, desde a criação e a escolha dos materiais até o corte, a modelagem, a costura e o acabamento das peças. Roupas e acessórios permitem observar os processos e saberes envolvidos na confecção do vestuário, realizados à mão e à máquina.

A narrativa é construída também a partir de elementos que fizeram parte do Ateliê Leda e Bax, reunindo quadros, paletas de pintura, peças de vestuário e objetos relacionados à trajetória do casal. O conjunto evidencia o diálogo entre o trabalho de uma costureira e o de um pintor e apresenta memórias relacionadas a usos e costumes que atravessam o período entre a década de 1930 e 2018.

Ao reunir essas diferentes referências, “Costurando Memórias – Leda e Bax” estabelece ainda uma relação com o acervo do Centro de Arte Popular, aproximando experiências pessoais, saberes manuais e produção artística. A exposição apresenta, assim, um recorte sobre práticas e memórias que integram a cultura material e a história da arte e da moda em Minas Gerais.

Centro de Arte Popular

O Centro de Arte Popular integra a rede de museus da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais e é dedicado à valorização, preservação e difusão da produção artística popular mineira. Seu acervo reúne diferentes manifestações e técnicas, evidenciando a diversidade da cultura e dos saberes tradicionais presentes no estado.

*Este conteúdo foi produzido durante o período de restrição eleitoral e publicado somente após a oficialização do término das eleições.

Serviço
Exposição “Costurando Memórias – Leda e Bax”
Abertura: 18/07, às 11h
Visitação: 18/07 a 06/07/26
Local: Centro de Arte Popular (Rua Gonçalves Dias, 1.608, Lourdes)
Entrada gratuita

75aff3f4 d508 4e48 a93a 82768299c702 Cesar TropiaImportante espaço de convenções, feiras e mostras de Belo Horizonte terá potencial para receber mais de 100 eventos por ano e reforçar a cultura, o turismo e a economia do hipercentro (Fotos: Cesar Tropia)

Belo Horizonte volta a contar, a partir desta segunda-feira (6/4), com um de seus mais emblemáticos espaços para realização de eventos. Após a concessão à iniciativa privada e uma ampla etapa de obras de modernização, o Governo de Minas, por meio da Fundação Clóvis Salgado (FCS), entrega novamente à população a Serraria Souza Pinto, equipamento histórico que retorna ao calendário da capital com infraestrutura renovada e novo posicionamento estratégico no circuito de grandes eventos.

O projeto de concessão contou com o apoio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG), da Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra-MG) e da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge). O espaço será administrado até 2044 pelo consórcio Nova Serraria, formado pelas empresas REVEE e Integritate, vencedor da licitação e responsável pelas intervenções estruturais realizadas no imóvel.

A expectativa é de que o equipamento receba mais de 100 eventos por ano, com circulação superior a 300 mil pessoas, consolidando-se como um dos principais espaços de convenções, feiras, mostras, congressos, festivais e grandes encontros de Belo Horizonte. A retomada da Serraria representa também um movimento concreto de fortalecimento do turismo de eventos, da economia criativa e da requalificação do hipercentro da capital, especialmente da zona cultural da Praça da Estação.

Entre as melhorias executadas estão novos banheiros, reforma dos sanitários existentes, implantação de estruturas acessíveis, nivelamento entre área externa e interna, manutenção do elevador para pessoas com deficiência e restauração completa da fachada, com recomposição de elementos arquitetônicos e pintura alinhada às características originais do edifício. Também foram implantadas estruturas operacionais como cozinha, bares, nova bilheteria e áreas de apoio à realização de eventos.

Para o governador Mateus Simões, a reabertura da Serraria Souza Pinto reafirma a capacidade de unir preservação patrimonial, modernização e desenvolvimento econômico. “Estamos devolvendo a Belo Horizonte um espaço histórico plenamente requalificado, preparado para receber grandes eventos e contribuir diretamente para a dinamização do hipercentro. A Serraria Souza Pinto reúne patrimônio, localização estratégica e capacidade de atrair atividades que movimentam a economia, fortalecem o turismo e ajudam a consolidar o centro da cidade como lugar de encontro, cultura e desenvolvimento.”

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Com cerca de 7 mil metros quadrados de área útil, capacidade para até 5.200 pessoas em shows e 2.500 em eventos corporativos com mesas, além de área externa superior a 3 mil metros quadrados, a Serraria está preparada para sediar eventos de médio e grande porte, ampliando a competitividade de Belo Horizonte no turismo de negócios e eventos.

O secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, destaca o papel estratégico do equipamento no novo momento urbano da capital. “Trata-se de uma contribuição efetiva para a requalificação do hipercentro de Belo Horizonte, especialmente da região da Praça da Estação, uma das áreas culturais mais emblemáticas da capital. Ao devolver esse grande espaço de convenções, feiras, mostras e eventos ao calendário da cidade, fortalecemos o turismo de eventos, ativamos a economia urbana, ampliamos a agenda cultural e reafirmamos o centro como território vivo, de convivência, cultura, trabalho e desenvolvimento.”

Sob gestão da REVEE, o espaço retorna ao calendário da capital após investimentos iniciais superiores a R$ 12 milhões. Segundo o CEO da REVEE, Leonardo Donato, a revitalização foi estruturada para reposicionar o equipamento dentro do circuito nacional de eventos. “A Serraria reúne localização estratégica, capacidade técnica e valor simbólico. Ao modernizar sua infraestrutura e preservar sua identidade histórica, criamos as condições para que Belo Horizonte amplie sua competitividade na atração de eventos. Isso significa geração de receita, empregos e fortalecimento da economia criativa”, afirma.

 

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O Museu Casa Alphonsus de Guimaraens, em Mariana, recebe, a partir de 18 de julho de 2026, a exposição “O Sagrado”, da artista Alba D’Angelo. A abertura acontece das 9h às 12h, no próprio museu. Composta por pinturas a óleo sobre tela, a mostra apresenta representações de Jesus, Maria, santos e da Santa Ceia, propondo uma reflexão sobre o sagrado a partir de temas como amor, compaixão, acolhimento e comunhão.

Na série, os rostos dos santos não são definidos. A escolha, segundo a proposta da exposição, busca ampliar a representação do sagrado para além de uma identidade ou de uma face específica. As obras convidam o público a relacionar a ideia de santidade a atitudes cotidianas, como praticar o bem, acolher, cuidar e reconhecer a dignidade do outro.

Essa perspectiva também está presente na pintura da Santa Ceia, que, além de representar a união dos discípulos ao lado de Jesus, propõe uma leitura voltada à convivência entre diferentes povos e culturas. A obra apresenta a mesa como espaço de encontro e comunhão, sem distinções relacionadas à origem ou pertencimento.

Em “O Sagrado”, Alba D’Angelo aproxima a representação de figuras religiosas de uma reflexão sobre a presença humana no cotidiano. As pinturas articulam símbolos da tradição cristã a uma mensagem de fraternidade e valorização da diversidade, convidando o visitante a contemplar o sagrado também nos gestos de cuidado e convivência.

Sobre o Museu Casa Alphonsus de Guimaraens

Inaugurado em 1987, em Mariana, o Museu Casa Alphonsus de Guimaraens preserva e difunde a memória do poeta Alphonsus de Guimaraens (1870–1921), um dos principais nomes do Simbolismo brasileiro. O acervo reúne objetos pessoais, itens relacionados à atuação do escritor como juiz, fotografias, sua biblioteca particular e documentos textuais, incluindo artigos publicados em periódicos.

Instalado na antiga residência do poeta, o museu integra a rede de museus estaduais administrada pela Diretoria de Museus da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais.

*Este conteúdo foi produzido durante o período de restrição eleitoral e publicado somente após a oficialização do término das eleições.

Serviço
Exposição “O Sagrado”, de Alba D’Angelo
Data de abertura: 18/07
Horário: 9h às 12h
Local: Museu Casa Alphonsus de Guimaraens (Rua Direita, 35, Centro, Mariana)
Entrada gratuita

29032026 Procissao do Encontro Ouro Preto MG Foto Ane Souz 0A8A1631Relatório parcial aponta forte circulação de visitantes em todo o estado; dados consolidados serão apresentados nesta terça, 7/4 (Foto: Ane Souz)

Minas Gerais vive, neste momento, um dos mais intensos períodos de movimentação turística e cultural do ano. Diferentemente de outros destinos, onde os fluxos tendem a se concentrar em poucos polos, a Semana Santa mineira se distribui por todo o território, alcançando os 853 municípios, além de milhares de distritos, vilas e povoados. Essa capilaridade, associada à força da fé, da cultura, do patrimônio, da gastronomia e da vida comunitária, faz deste um dos períodos mais expressivos do calendário mineiro.

Os dados parciais da Semana Santa de 2026 já indicam esse movimento. Entre os dias 1º e 3 de abril, o Terminal Rodoviário Governador Israel Pinheiro registrou 71.653 passageiros. No transporte aéreo, o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte projeta 113.247 passageiros no mesmo período e 213.926 até o dia 6 de abril, com 177 voos extras programados para atender à demanda do feriado. Na hotelaria, levantamento da Associação Mineira da Indústria de Hotéis de Lazer aponta taxa média de ocupação de 79,91%, confirmando o aquecimento do setor em várias regiões do estado.

O programa Minas Santa 2026 reúne, neste ano, 485 municípios e 667 eventos cadastrados. Em sua quarta edição, a iniciativa reafirma a vocação de Minas Gerais para o turismo religioso, cultural e de experiência, articulando tradição, circulação econômica e valorização territorial.

Em Minas, a Semana Santa possui densidade histórica singular e forte dimensão cultural. Em cidades como São João del-Rei, Mariana e Ouro Preto, muitas celebrações remontam aos séculos XVII e XVIII, preservando procissões, músicas, cortejos, tapetes devocionais e ritos que atravessam o tempo. Mas a força da Semana Santa mineira não se limita ao barroco nem às cidades históricas. Ela se manifesta também em santuários, comunidades, centros urbanos e territórios de todas as regiões do estado, em cidades como Baependi, Uberlândia e em inúmeros outros municípios onde fé, memória e cultura estruturam a vida coletiva.

Segundo levantamento do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais, Minas reúne mais de 600 ritos distintos relacionados à Semana Santa. Muitas dessas práticas já integram o patrimônio cultural mineiro ou são reconhecidas como expressões fundamentais da identidade local. Trata-se de um patrimônio vivo, preservado pelas comunidades, que combina religiosidade, arte, música, pertencimento e hospitalidade.

A programação deste fim de semana também revela a amplitude contemporânea dessa diversidade cultural e religiosa. Neste sábado (04), a Praça da Liberdade deve receber milhares de pessoas para o espetáculo “Cante Comigo - Lázaros”, expressão da cultura gospel e evangélica que integra a agenda da Semana Santa no estado, mostrando que Minas reconhece a pluralidade da fé também como manifestação cultural e como parte de sua política pública.

“O relatório ainda é parcial, e nesta próxima terça-feira (7/4) apresentaremos os dados consolidados de toda a Semana Santa. Mas o que já se observa é muito significativo. Minas vive um mês especialmente favorável ao turismo, porque a Semana Santa e o feriado de 21 de abril estão muito próximos no calendário. Isso amplia o ambiente de viagens, distribui os fluxos ao longo de abril e deve fazer deste um dos melhores meses do ano para o turismo mineiro”, afirma o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira.

“O mais importante é compreender que, em Minas Gerais, a Semana Santa é também um grande acontecimento cultural. Ela está nas cidades históricas, mas também nos santuários, nas pequenas cidades, nos distritos, nas vilas, nos povoados e nos grandes centros regionais. Está nas tradições católicas, nas expressões gospel e evangélicas, na música, nos tapetes, nos ritos, nas encenações e nos modos de viver coletivamente este tempo. Muitas dessas manifestações são patrimônio histórico e cultural de Minas Gerais”, acrescenta o secretário.

O governador Mateus Simões destaca a força estratégica desse movimento: “Minas Gerais tem demonstrado capacidade de transformar patrimônio cultural, religiosidade e identidade territorial em oportunidade concreta para os municípios. Quando valorizamos nossa diversidade cultural e organizamos nossos ativos com inteligência, geramos renda, fortalecemos economias locais e projetamos Minas em todas as regiões”.

Teatro Boi Rodapião MCGR Ronaldo Alves 2023Maior encontro dedicado à obra de Guimarães Rosa reúne literatura, arte, memória, espetáculos, exposições, lançamentos de livros e narrativas do Grupo Miguilim entre os dias 5 e 11 de julho (Foto: Roanldo Alves)

 

O sertão volta a ocupar o centro do mundo entre os dias 5 e 11 de julho, quando a cidade natal de João Guimarães Rosa recebe a 38ª Semana Rosiana. Com o tema “O sertão é do tamanho do mundo: 70 anos das obras Grande Sertão: Veredas e Corpo de Baile”, a programação celebra as sete décadas de publicação dos dois livros que revolucionaram a literatura brasileira e projetaram o sertão mineiro para o centro da cultura universal.

Realizada pelo Museu Casa Guimarães Rosa, em parceria com instituições culturais e educacionais de Cordisburgo, a Semana Rosiana reafirma a vitalidade da obra do escritor por meio de uma programação que reúne palestras, mesas de debate, lançamentos de livros, exposições, oficinas, espetáculos, cortejos, exibições de cinema e as tradicionais apresentações do Grupo Miguilim, reconhecido há mais de 25 anos pela preservação da oralidade e da literatura de Rosa.

Mais do que uma celebração literária, a edição de 2026 convida o público a revisitar as travessias de Riobaldo, Miguilim, Manuelzão e tantos outros personagens que seguem iluminando reflexões sobre identidade, território, amor, memória e destino.

Ao longo de sete dias, pesquisadores, escritores, artistas, educadores e leitores de diversas regiões do país se encontram em Cordisburgo para discutir a atualidade da obra rosiana e suas múltiplas reverberações na literatura, nas artes visuais, no teatro, na música, no cinema e na cultura popular.

A programação contempla ainda debates acadêmicos sobre Grande Sertão: Veredas e Corpo de Baile, atividades de educação patrimonial, caminhadas ecoliterárias, saraus, rodas de conversa e manifestações culturais tradicionais que reafirmam o vínculo entre a obra de Guimarães Rosa e os modos de vida do sertão mineiro.

Lançamentos editoriais ampliam as leituras sobre o universo rosiano

Um dos pontos altos da 38ª Semana Rosiana será a intensa programação de lançamentos de livros, que reúne pesquisadores, escritores, poetas e artistas interessados em ampliar os diálogos com a obra de Guimarães Rosa.

Entre os destaques está o lançamento de “João Guimarães Rosa, biografia”, do jornalista e historiador Leonencio Nossa, obra que investiga a vida pessoal, o processo criativo e os percursos intelectuais do escritor mineiro.

A programação também inclui o lançamento de “Anatomia do Grande Sertão – Uma leitura geográfica do Grande Sertão: Veredas”, de Paulo Guimarães Salles, que propõe um mapeamento dos territórios reais e ficcionais presentes no romance.

O público poderá conhecer ainda o livro artesanal “Canimbó”, organizado por Sol Barreto a partir dos saberes dos mestres Antônio e Arlindo; a obra poética “Para ouvir depois”, de Ernesto Marques; os títulos infantis “Jurubá: o guardião medonho do Velho Chico”, de Elaine Ramos, e “Turi-tatá”, de Jean Matheus; além de “O fio de dentro”, de Beth Ziani.

Outro destaque é a coleção “Sertão Vivo”, de Dilce Laranjeira, composta por quatro volumes inspirados na fauna, na flora e nas paisagens presentes em Grande Sertão: Veredas. Também será lançado “No rastro de Rosa”, de Sylvia Leite, que reúne reportagens produzidas em diferentes localidades relacionadas à obra do escritor.
A programação editorial reforça a permanência da literatura rosiana como fonte de pesquisa, criação artística e reinvenção constante do sertão.

Brasinha transforma palavras de Rosa em cartografia afetiva do sertão

A abertura da exposição “De setenta e setentas distâncias do profundo mesmo da gente: o ser:tão em todo lugar”, do artista cordisburguense José Osvaldo dos Santos, o Brasinha, marca um dos momentos mais aguardados da Semana Rosiana.

Reconhecido como uma das figuras centrais da cultura rosiana em Cordisburgo, Brasinha apresenta uma instalação composta por 140 placas pintadas a partir de passagens retiradas de Grande Sertão: Veredas e Corpo de Baile. São setenta trechos de cada obra, escolhidos ao longo de décadas de leitura e reunidos em homenagem aos setenta anos dos dois livros.

A mostra propõe uma travessia entre literatura, arte e memória. Inspirado na tradição popular dos abridores de letras e pintores de placas, o artista desloca frases da obra rosiana para o espaço cotidiano, transformando palavras em objetos de contemplação e encontro.

Ao propor a leitura da palavra sertão como “ser:tão”, Brasinha convida o público a refletir sobre o sertão não apenas como território geográfico, mas como experiência humana compartilhada, marcada por escolhas, descobertas, afetos e travessias.

A exposição integra a programação do Museu Casa Guimarães Rosa e reafirma o papel de Brasinha como um dos principais intérpretes contemporâneos do universo rosiano.

*Este conteúdo foi produzido durante o período de restrição eleitoral e publicado somente após a oficialização do término das eleições.

29032026 Procissao de Ramos Ouro Preto MG Foto Ane Souz 0A8A1051Programa cresce em número de municípios e eventos, impulsiona o fluxo turístico e fortalece tradições culturais e de fé em todas as regiões do estado (Foto: Ane Souz)

 O programa Minas Santa chega à sua quarta edição em 2026 com presença ampliada em todo o território mineiro e consolida-se como uma das mais importantes iniciativas de valorização do turismo religioso no país. Neste ano, já são 473 municípios participantes e 648 eventos cadastrados, números que evidenciam a capilaridade da programação e sua força em todas as regiões de Minas Gerais.

O crescimento do programa também se reflete na movimentação turística. De acordo com o BH Airport, a expectativa é de que 213.926 passageiros circulem pelo terminal entre os dias 1º e 6 de abril, durante o período da Semana Santa, o que representa aumento de 12% em relação a 2025. O dia de maior fluxo deverá ser 2 de abril, com mais de 40 mil passageiros, e, para atender à demanda, estão previstos 177 voos extras, número quase 97% superior ao registrado no ano anterior.

Os dados confirmam a força do turismo religioso em Minas Gerais, que em 2025 atraiu mais de 550 mil visitantes e gerou impacto econômico superior a R$ 1,9 bilhão. Em 2026, a expectativa é de novo crescimento, impulsionado por uma programação que articula fé, cultura, patrimônio, gastronomia e experiências territoriais em todo o estado.

“A Semana Santa em Minas é um tempo de profunda reflexão e conexão com aquilo que nos constitui como povo. É quando a fé se manifesta nas ruas, nas igrejas, nos gestos e nos encontros, revelando a força da nossa mineiridade. O Minas Santa potencializa essa vivência ao valorizar nossas tradições, nosso patrimônio e nossas expressões culturais, ao mesmo tempo em que reafirma Minas Gerais como um dos maiores destinos de turismo religioso do Brasil”, afirma o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira.

Cristãos católicos e evangélicos estão presentes nessa construção, o que expressa a diversidade cristã de Minas em sua forma ampla. “Desde 2022, o Governo de Minas vem consolidando, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, o reconhecimento da arte sacra e da arte gospel como campos legítimos da política pública cultural, alcançando públicos diversos e ampliando o entendimento da cultura em sua dimensão mais plural”, acrescenta Oliveira.

Belo Horizonte e Região Metropolitana

Na capital e na Região Metropolitana, a programação reúne importantes manifestações culturais e religiosas. No Palácio da Liberdade, o musical Cante Comigo Lázaros será apresentado no Sábado de Aleluia, 04/04, às 19h, combinando música, teatro, dança e recursos audiovisuais em uma releitura da passagem bíblica da ressurreição de Lázaro.

O Palácio das Artes recebe o evento Festas Proféticas, com momentos de louvor e reflexão conduzidos por lideranças religiosas, além do Especial de Páscoa do Cine Humberto Mauro, com sessões nos dias 3 e 04/04. Já na Praça da Liberdade, o Iepha-MG apresenta a mostra Minas Santa no Iepha – Paixão Mineira no Século XXI, destacando manifestações tradicionais como as Madalenas de Oliveira. A Jornada Pascal 2026 também amplia as vivências religiosas com celebrações distribuídas por diferentes comunidades.

Em Sabará, Santa Luzia e Caeté, a Semana Santa mobiliza comunidades inteiras com procissões, celebrações litúrgicas, encenações e práticas devocionais preservadas ao longo do tempo. Em Ouro Preto, Mariana, Diamantina e São João del-Rei, a tradição religiosa segue como elemento central da experiência cultural mineira, reunindo ruas ornamentadas, concertos, tapetes devocionais e ritos que atravessam gerações. A Fundação de Arte de Ouro Preto também integra a programação com a tradicional confecção de tapetes no Sábado de Aleluia, reafirmando a força dessa prática na vida comunitária.

O Minas Santa vai além das cidades históricas e revela a amplitude do turismo religioso mineiro em todas as regiões do estado. No Triângulo Mineiro, Uberlândia promove intensa programação religiosa e cultural. No Norte de Minas, Montes Claros mantém vivas as celebrações da Paróquia de Santos Reis. No Sul de Minas, Poços de Caldas se destaca com o espetáculo Pelos Caminhos do Gólgota, enquanto Baependi ganha projeção nacional com as celebrações realizadas no Santuário de Nhá Chica, importante destino de peregrinação.

No Noroeste, Paracatu associa religiosidade e cultura local em sua programação. No Vale do Mucuri, Teófilo Otoni mobiliza artistas e comunidades em torno da encenação da Paixão de Cristo. No Campo das Vertentes, São João del-Rei realiza uma das celebrações mais antigas do Brasil, marcada por ritos singulares como o Ofício de Trevas, a Procissão do Enterro e o Combate dos Sinos.

 20260215 Beto Hektor 0B8753Setores integrados representam cerca de 8% da economia mineira, somam mais de 809 mil empregos formais e reforçam a mineiridade como ativo de desenvolvimento territorial (Foto: Beto Hektor)

Minas Gerais fecha o primeiro semestre de 2026 com cultura e turismo consolidados como uma das principais forças econômicas do Estado. Considerando o PIB mineiro acumulado em 12 meses, estimado em R$ 1,167 trilhão pela Fundação João Pinheiro, a participação do turismo, que responde por quase 7% da economia estadual, e o impacto econômico da cultura e da economia criativa, os dois setores representam uma força econômica superior a R$ 94 bilhões, equivalente a cerca de 8% da economia mineira.

O resultado reforça a estratégia do Governo de Minas de tratar cultura, patrimônio, turismo, gastronomia, natureza, fé, eventos, festas tradicionais e experiências territoriais como uma cadeia integrada de desenvolvimento. Mais do que setores complementares, cultura e turismo movimentam hotéis, bares, restaurantes, transportes, comércio, produção cultural, economia criativa, audiovisual, artesanato, museus, centros culturais, equipamentos culturais, cidades históricas, rotas turísticas e comunidades em todas as regiões do Estado.

O impacto também aparece na geração de trabalho e renda. Juntas, as duas áreas somam mais de 809 mil empregos formais em Minas Gerais, sendo 375.951 vínculos na cultura e 433.858 no turismo. O dado confirma a transversalidade entre os setores e sua capacidade de dinamizar economias locais, ampliar oportunidades e fortalecer o desenvolvimento regional.

“Minas é feita de identidade, trabalho e futuro. Quando cultura e turismo movimentam mais de R$ 94 bilhões, estamos falando de uma economia real, presente na vida das pessoas, que gera emprego, renda e orgulho para os mineiros. O nosso governo tem trabalhado para valorizar ainda mais a mineiridade e fazem Minas crescer a partir daquilo que Minas tem de mais autêntico”, ressalta o governador de Minas Gerais, Mateus Simões.

No turismo, Minas mantém trajetória de protagonismo nacional. O setor responde por quase 7% do PIB estadual e, em 2024, o Estado recebeu mais de 32 milhões de turistas. Aplicado ao PIB acumulado em 12 meses, esse percentual representa uma movimentação estimada em aproximadamente R$ 81,7 bilhões. Na cultura, o impacto econômico da economia criativa alcançou R$ 12,7 bilhões em 2024, impulsionado por investimentos em fomento, patrimônio, equipamentos culturais, culturas populares, Afromineiridades, formação, festivais, museus, bibliotecas e ações descentralizadas.

"Minas entendeu que identidade também é economia. Cultura e turismo não são áreas acessórias: são desenvolvimento, emprego, renda, pertencimento e futuro. Cada festa popular, cada museu, cada cozinha, cada igreja, cada paisagem, cada rota e cada manifestação cultural movimenta uma cadeia produtiva viva, que vai do artista ao hoteleiro, da cozinheira ao guia, do mestre da cultura popular ao empreendedor", acrescenta
o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira.

O fechamento do semestre ocorre em um ano estratégico para a consolidação da transversalidade entre cultura e turismo em Minas. Em 2026, o Governo do Estado apresentou o Minas Essencial, programa que organiza essa integração como política pública de desenvolvimento, conectando patrimônio, promoção turística, economia criativa, gastronomia, religiosidade, natureza e experiências regionais.

Entre as frentes em curso estão o Minas para Minas, o Minas Santa, o Minas Hospeda, a valorização das rotas turísticas, a promoção da cozinha mineira, o fortalecimento do Circuito Liberdade, o apoio aos municípios e a ampliação dos mecanismos de fomento. A diretriz é descentralizar oportunidades e fazer com que os benefícios econômicos da cultura e do turismo cheguem aos 853 municípios mineiros.

"O turista que vem a Minas busca uma experiência completa. Ele vem pela comida, pela fé, pelas montanhas, pelas cidades históricas, pelos vinhos, pelos queijos, pelas festas, pelos museus, pela música e pelo modo mineiro de receber. Tudo isso é cultura. E é justamente essa cultura que transforma Minas em destino, gera renda e fortalece os territórios", conclui Oliveira.

Credito UMAMI comunicacaoReconhecimentos e indicações mostram um estado que amplia presença, qualifica sua oferta e se afirma entre os destinos mais laureados do país (Foto: Umami Comunicação)

 

Minas Gerais foi vencedor nacional na categoria Gastronomia do M&E Awards – Destinos do Ano 2026, promovido pela Mercado&Eventos, em votação que reuniu mais de 84 mil votos de profissionais do setor e leitores de todo o país. A premiação reconhece destinos que se destacaram nacionalmente em áreas estratégicas como promoção, inovação, sustentabilidade e desenvolvimento turístico.

A conquista reafirma a força da gastronomia mineira como um dos principais ativos do turismo brasileiro, resultado de um trabalho contínuo de valorização dos territórios alimentares, da produção local, dos saberes tradicionais e da capacidade de Minas de oferecer experiências autênticas ligadas à sua cultura. A entrega oficial do troféu ocorrerá no dia 14 de abril, durante a WTM Latin America 2026, em São Paulo.

“Minas Gerais tem na cozinha uma de suas expressões mais autênticas. Cozinhar faz parte da nossa cultura, da nossa convivência e da forma como recebemos as pessoas. Eu mesmo gosto de cozinhar e sei que, em Minas, a comida nunca é apenas alimento: ela é memória, encontro, afeto e identidade. Este prêmio nacional reconhece exatamente isso: um estado que transformou sua tradição gastronômica em experiência turística de grande valor, com o queijo, os mercados, as feiras, os festivais e a força de uma cozinha que representa muito bem quem somos”, afirma o governador Mateus Simões.

“Este reconhecimento nacional confirma que Minas Gerais soube transformar sua cozinha em um dos grandes vetores de posicionamento turístico do estado. O queijo minas artesanal, hoje símbolo internacional da nossa identidade, as feiras gastronômicas espalhadas pelos territórios mineiros, os festivais, os mercados e a força da cozinha tradicional e contemporânea formam um conjunto que atrai visitantes, movimenta economias locais e fortalece a imagem de Minas no Brasil e no exterior. A gastronomia mineira se tornou uma experiência completa de cultura, território e hospitalidade”, acrescenta o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira.

Outro reconhecimento relevante vem do fortalecimento do afroturismo no estado. O município de Contagem, integrante da IGR Veredas, conquistou o 2º lugar no Prêmio Rotas Negras, iniciativa promovida pelo Governo Federal. A premiação reconhece projetos e políticas públicas voltadas à valorização da cultura afro-brasileira e ao desenvolvimento do afroturismo.

Além dos prêmios já conquistados, Minas Gerais chega à WTM Latin America com presença destacada em outras premiações nacionais neste mês. O estado é finalista no Prêmio de Turismo Responsável, promovido pela própria feira, na categoria Melhores Iniciativas de Turismo Regenerativo, reconhecimento voltado a experiências e políticas associadas à sustentabilidade e ao desenvolvimento responsável dos destinos.

No Prêmio do Afroturismo Guia Negro, Belo Horizonte concorre como Melhor Destino Nacional; a Belotur está entre os destaques do ano; e a experiência Caminhada Belos Horizontes Negros, da Sensações Turismo, disputa como Melhor Experiência Brasil Adentro.

Minas também figura entre os finalistas de O Melhor do Turismo Brasileiro Estadão, com Monte Verde concorrendo em Turismo de Inverno, o Inhotim como Melhor Atrativo Turístico e o Clara Arte Resort na categoria Hotel Boutique.

foto MarceloSantAnnaPrograma Minas da Fé vai inventariar caminhos, lugares, ritos, celebrações devocionais, irmandades, confrarias, ex-votos e a cultura da promessa em todo o território mineiro (Foto: Marcelo Sant'Anna)

 

 A religiosidade popular é uma das marcas mais profundas da identidade cultural de Minas Gerais. Presente em igrejas, santuários, romarias, jubileus, festas de padroeiros, capelas rurais, cruzeiros, irmandades, confrarias, presépios, lapinhas, folias e na cultura da promessa, ela reúne memória, patrimônio, espiritualidade e formas de organização comunitária que atravessam gerações.

Com o objetivo de reconhecer, documentar e valorizar esse patrimônio vivo, o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG) e do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), dará início à construção do programa Minas da Fé, iniciativa idealizada com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – Regional Leste 2 (CNBB Leste 2).

“Essa parceria é muito importante porque se somam forças para cuidar daquilo que é de todos. Minas Gerais é um estado de alma religiosa, e essa alma vai ser cuidada agora a partir desse programa Minas da Fé, em que vários atores sociais se unem para cuidar desse patrimônio”, ressaltou o arcebispo metropolitano de Montes Claros e presidente do Regional Leste 2 da CNBB, Dom José Carlos de Souza Campos.

E como parte das ações voltadas à preservação do patrimônio cultural religioso, a Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop) também realizará o edital Imaginárias de Minas, que tem como objetivo formar um banco de cadastro reserva de bens culturais móveis e acervos documentais de caráter histórico e religioso no estado. Esses bens e acervos poderão ser utilizados, de forma gratuita, como material didático nas atividades práticas do Curso Técnico em Conservação e Restauro. As inscrições são gratuitas e estarão abertas de 2 de julho a 16 de agosto de 2026, por meio do site da Faop.

Ambas as ações foram anunciadas nesta quinta-feira (2), em evento realizado na Casa de Retiros São José, em Belo Horizonte.

Minas da Fé

O programa pretende estruturar uma política permanente de cadastro e inventário das referências culturais ligadas à religiosidade popular, identificando bens materiais e imateriais, paisagens culturais, celebrações, lugares de devoção, formas de expressão, saberes tradicionais e modos comunitários de organização da fé presentes em Minas Gerais.

“Nós avançamos na proteção de bens materiais, mas no âmbito da imaterialidade é premente a necessidade de conhecer a riqueza da diversidade desse patrimônio da fé em Minas Gerais”, reforçou o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira.

“Então, esse é um dia e um momento histórico e de muita alegria para todos nós que amamos nossa história, que amamos o patrimônio histórico, de forma ampla, sem curadoria daquele que vale ou não vale, mas pensando em todos os povos, para fortalecermos o que nós chamamos de mineiridade”, concluiu o secretário.

O programa será estruturado em seis frentes de inventário: Cruzeiros, Cruzes de Caminho e Marcos Devocionais da Paisagem Mineira; Jubileus, Romarias e Celebrações Devocionais;
Presépios, Lapinhas e Tradições do Ciclo Natalino Popular; Festas e Devoções Marianas; Irmandades, Confrarias e Associações Devocionais; e Ex-votos, Votos e Cultura da Promessa.

“O inventário é, primeiramente, um instrumento de pesquisa, de produção de conhecimento, mas ele é também um instrumento jurídico de proteção do patrimônio cultural. Então, conhecer esse patrimônio e reconhecer o valor desses objetos é um passo importantíssimo e imprescindível para nós avançarmos para as outras etapas que permitem transmitir esses bens culturais até as futuras gerações”, pontuou o promotor de justiça e coordenador de patrimônio cultural do Ministério Público de Minas Gerais, Marcelo Mafra.

Imaginárias de Minas

O edital da Faop contempla esculturas sacras em madeira policromada, pinturas sobre cavalete, livros raros, manuscritos, mapas, gravuras e acervos documentais históricos localizados em Minas Gerais. Podem participar prefeituras, museus, arquivos públicos, bibliotecas, centros de memória, além de paróquias, igrejas, dioceses, irmandades e confrarias formalmente responsáveis pelos bens culturais.

A partir da inscrição no cadastro, a Faop poderá selecionar, conforme critérios técnico-pedagógicos, os bens que poderão integrar as atividades formativas do curso. Todo o processo de conservação e restauro será realizado gratuitamente, contribuindo para a preservação do patrimônio cultural mineiro e para a formação de novos profissionais especializados na área.

A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG) informa que Rodrigo Câmara assumirá a presidência da Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP), sucedendo Wirley Rodrigues Reis, o Teko, que deixa o cargo a pedido. Natural de Ouro Preto, Rodrigo possui trajetória nas áreas de comunicação, curadoria, patrimônio cultural e gestão pública, tendo atuado, entre outras funções, como curador do Palácio da Liberdade e secretário municipal de Cultura.

A Secult-MG também agradece a atuação de Teko à frente da Fundação, destacando sua dedicação, compromisso público e contribuição institucional. O desligamento ocorre por decisão pessoal, marcando o início de um novo ciclo em sua trajetória profissional.

Referência na formação artística e na preservação do patrimônio, a FAOP ocupa papel estratégico na cultura mineira, com atuação que ultrapassa Ouro Preto e alcança todo o estado. O Governo de Minas reafirma a importância da instituição e de seu corpo técnico, destacando a continuidade das ações e o compromisso com o fortalecimento da arte, da educação e do patrimônio cultural em Minas Gerais.

 

O Museu Mineiro recebe neste sábado (04/07), às 19h, uma apresentação especial da 24ª edição do Festival Internacional de Corais (FIC), que neste ano homenageia o cantor e compositor mineiro Vander Lee. Com entrada gratuita, o concerto será realizado na Sala das Sessões do museu e convida o público a vivenciar uma experiência musical que une tradição coral, memória cultural e a riqueza da canção popular brasileira.

Reconhecido como uma das mais importantes iniciativas de difusão do canto coral no país, o Festival Internacional de Corais promove, ao longo do ano, uma extensa programação em Belo Horizonte e em diversas cidades de Minas Gerais, reunindo corais, orquestras, bandas, congados e artistas convidados em apresentações gratuitas realizadas em museus, praças, escolas, hospitais, igrejas e outros espaços culturais.

Em sua 24ª edição, o festival reverencia a obra de Vander Lee. Dono de um repertório marcado pela poesia, pelo lirismo e pela forte identidade mineira, o artista inspira os grupos participantes a reinterpretarem suas canções em arranjos corais, estabelecendo um diálogo entre a música popular e a tradição do canto coletivo.

Ao levar essa homenagem para o Museu Mineiro, o Festival Internacional de Corais amplia o encontro entre diferentes linguagens artísticas e reforça o papel dos museus como espaços vivos de produção, circulação e fruição cultural.

Museu Mineiro: um encontro com a história, a arte e a identidade de Minas Gerais

Inaugurado em 1982, o Museu Mineiro é uma das mais importantes instituições dedicadas à preservação, pesquisa e difusão do patrimônio histórico, artístico e cultural de Minas Gerais. Vinculado à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG), o museu reúne um acervo diversificado que revela diferentes aspectos da formação histórica e da produção artística mineira, consolidando-se, ao longo de mais de quatro décadas, como um espaço de referência para moradores, pesquisadores e visitantes interessados na riqueza cultural do estado.

Em suas galerias, o público encontra obras de grandes nomes da arte brasileira e mineira, como Manoel da Costa Ataíde, Alberto da Veiga Guignard, Yara Tupynambá, Amílcar de Castro, Jeanne Milde, Inimá de Paula, Lótus Lobo, Celso Renato, Sara Ávila, Maria Helena Andrés e Di Cavalcanti, entre outros artistas que ajudaram a construir a história das artes visuais em Minas Gerais.

A principal atração do museu é a exposição de longa duração "Minas das Artes, Histórias Gerais", que convida os visitantes a percorrerem diferentes momentos da trajetória cultural mineira por meio de um acervo singular. A mostra reúne importantes exemplares de arte sacra dos séculos XVIII e XIX, além de peças emblemáticas, como a histórica Bandeira da Inconfidência Mineira, os manuscritos originais de "Tutaméia", de João Guimarães Rosa, o célebre retrato de Aleijadinho e uma expressiva coleção de santos de devoção popular.

O percurso evidencia a pluralidade das manifestações artísticas e culturais de Minas Gerais, oferecendo uma experiência que conecta história, memória, identidade e patrimônio.

*Este conteúdo foi produzido durante o período de restrição eleitoral e publicado somente após a oficialização do término das eleições.

 

Serviço:
Festival Internacional de Corais (FIC) – Tributo a Vander Lee
Data: 4 de julho de 2026 (sábado)
Horário: 19h
Local: Sala das Sessões do Museu Mineiro – Belo Horizonte
Entrada gratuita

WhatsApp Image 2026 03 26 at 14.52.55Iniciativa fortalece a formação profissional, valoriza o patrimônio cultural e impulsiona o desenvolvimento regional (Foto: Cesar Tropia)

 

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) e da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), lançou o programa “Guia Minas - Qualificando o Turismo” nessa quinta-feira (26). A iniciativa será ofertada em 63 escolas, distribuídas em 61 municípios, ampliando o acesso à educação profissional e promovendo experiências turísticas seguras, educativas e culturalmente valorizadas.

Com foco na qualificação para o mercado de hospitalidade e lazer, o curso técnico em Guia de Turismo chega como uma estratégia para fortalecer o desenvolvimento regional e gerar renda nos municípios mineiros. O curso técnico contribui diretamente para a valorização do patrimônio histórico, cultural e ambiental de Minas Gerais, incentivando práticas de turismo sustentável e a preservação das identidades locais.

Para a secretária de Estado de Cultura e Turismo, Bárbara Botega, a iniciativa reforça a conexão entre educação, cultura e turismo. “Cabe a nós preparar o maior número possível de pessoas para que consigam compreender, organizar e comunicar a experiência de estar em Minas Gerais. Os guias de turismo são fundamentais nesse processo, pois são responsáveis pela vivência e pela forma como os visitantes percebem o nosso estado”.

“Queremos impulsionar ainda mais o momento que Minas Gerais vive no setor, apoiando o desenvolvimento dessa área, que gera oportunidades e crescimento para todos. A educação terá um papel fundamental nesse processo, levando formação técnica aos municípios turísticos”, disse Rossieli Soares, secretário de Estado de Educação de Minas Gerais.

Este curso técnico é destinado a estudantes do ensino médio da rede estadual, além de jovens, adultos e idosos que já concluíram essa etapa de ensino e desejam se qualificar profissionalmente, obtendo certificação técnica. Nesta etapa, o programa contempla municípios mineiros estratégicos por sua relevância e potencial como polos importantes para o turismo.

Matrícula

Os interessados no curso técnico em Guia de Turismo poderão se inscrever a partir de 15 de maio, por meio do Sistema Único de Cadastro e Encaminhamento para Matrícula (Sucem). O início das aulas está previsto para 3 de agosto, sendo o curso presencial e realizado no período noturno. 

A formação

Com carga horária total de 800 horas, distribuídas ao longo de um ano, o curso técnico é estruturado em dois módulos complementares. No primeiro, com 400 horas, os estudantes obtêm certificação intermediária como Operador de Turismo, desenvolvendo competências relacionadas ao planejamento e organização de roteiros, comercialização de serviçosturísticos, gestão de reservas, organização de eventos, além de noções de segurança e primeiros socorros.

Já no segundo módulo, também com 400 horas, a formação é aprofundada e resulta na diplomação como Técnico em Guia de Turismo, com foco na condução de grupos, na logística em tempo real, na leitura de mapas, no uso de equipamentos e na interpretação do patrimônio cultural e ambiental, preparando os estudantes para a atuação direta com o público.

O curso integra um ecossistema de aprendizagem dinâmico, que articula teoria e prática por meio de viagens técnicas de campo, aulas em sala e laboratórios e visitas a instituições do setor turístico. As atividades envolvem pesquisa, planejamento e simulações, com interação
direta com o mercado. A evolução dos estudantes é registrada por meio de atas, fotografias, projetos e listas de presença.

Expectativa

Na Escola Estadual Manoel Loureiro, em João Monlevade, uma das 63 escolas selecionadas para a oferta do curso técnico em Guia de Turismo, a diretora Odília da Consolação Peixoto Viegas destaca a importância da iniciativa para os estudantes.

“É um curso técnico extremamente benéfico, que amplia o acesso ao conhecimento, fortalece a formação dos alunos e abre novas oportunidades no mercado de trabalho. A educação técnica tem um papel fundamental nesse processo, pois prepara os estudantes de forma mais prática e direcionada, aproximando-os das demandas reais do setor e aumentando suas chances de inserção profissional”, afirma a diretora.

Habilitação

A iniciativa reforça o compromisso do Governo de Minas em integrar educação e desenvolvimento econômico, formando profissionais preparados para atuar com responsabilidade socioambiental e contribuir para o crescimento sustentável do turismo no estado. Atualmente, para exercer a profissão de guia é necessário possuir curso técnico e inscrever-se no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur). 

Dessa forma, com o Guia Minas - Qualificando o Turismo, a SEE/MG e a Secult consolidam uma política pública que conecta formação, cultura e oportunidades, transformando conhecimento em desenvolvimento para todas as regiões de Minas Gerais.

Metodologia

A definição dos 61 municípios contemplados nesta etapa do programa seguiu uma metodologia técnica estruturada pela Secult e pela SEE, baseada em quatro pilares. Foram considerados indicadores estruturantes, como o Mapa do Turismo Brasileiro, os atrativos cadastrados na Plataforma Integrada do Turismo (PIT) e a proximidade com destinos de relevância nacional e internacional, incluindo Unidades de Conservação. Também foi realizado um diagnóstico de mercado, com consulta a agências de receptivo do programa Minas Recebe, para identificar regiões com maior demanda por guias profissionais.

Outro critério foi o chamado “vazio formativo”, a partir do cruzamento entre o número de guias cadastrados no Cadastur e a oferta recente de cursos, garantindo que a formação chegue a localidades ainda não atendidas. Por fim, a viabilidade educacional foi validada pela SEE, em conjunto com as Superintendências Regionais de Ensino, assegurando que as escolas selecionadas tenham condições adequadas para ofertar o curso com qualidade.

A lista completa de municípios pode ser conferida neste link.

festarosario consuelodeabreuPrimeiros dez editais do Fundo Estadual de Cultura 2026 já estão disponíveis e contemplam artistas, coletivos, municípios, bibliotecas, museus e instituições culturais de todas as regiões do estado (Foto: Consuelo de Abreu)

Minas Gerais se consolida como um dos estados que mais investem em fomento à cultura no país. Segundo dados do setor, o estado ocupa a segunda posição nacional em volume de recursos destinados ao fomento cultural, atrás apenas do Rio de Janeiro. Nesse contexto, o Governo de Minas lançou, nesta terça-feira (30/6), os primeiros dez editais do Fundo Estadual de Cultura (FEC) 2026.

Ao todo, serão publicados 16 editais, que somam R$ 31,9 milhões em investimentos. A iniciativa amplia o alcance das políticas públicas de cultura, fortalece a produção artística em todas as regiões e reforça a estratégia de descentralização dos recursos, com foco no interior do estado, na diversidade cultural e na valorização dos trabalhadores da cultura.

Os editais são coordenados pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG), em parceria com a Fundação Clóvis Salgado (FCS), a Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop), o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) e a Empresa Mineira de Comunicação (EMC).

As inscrições estão abertas até 26 de julho, exclusivamente pela Plataforma Digital Fomento e Incentivo à Cultura.

“Minas Gerais vive um novo momento nas políticas públicas de cultura. Hoje, o estado está entre os maiores investidores do Brasil em fomento cultural, atrás apenas do Rio de Janeiro, e isso não é apenas um dado orçamentário: é uma escolha política. Significa reconhecer que cultura gera trabalho, renda, identidade, pertencimento e desenvolvimento”, afirma o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira.

Nesta primeira etapa, os editais contemplam áreas como patrimônio cultural, literatura, bibliotecas, artes cênicas, música, artes visuais, audiovisual, moda, artesanato, economia criativa, formação cultural, circulação artística, museus, memória, Carnaval, bolsas culturais e fortalecimento de instituições culturais.

Entre os destaques estão os investimentos voltados para bibliotecas públicas municipais, bibliotecas comunitárias e espaços de leitura. As ações buscam ampliar o acesso ao livro e à literatura, formar mediadores de leitura e apoiar agentes culturais que atuam diretamente nos territórios.

Também serão apoiados projetos de criação, produção e circulação artística, incluindo mostras, festivais, apresentações, desfiles, feiras e a participação de artistas mineiros em eventos dentro e fora de Minas Gerais. A medida fortalece a economia criativa, amplia oportunidades para artistas, técnicos, produtores e coletivos culturais, além de estimular a presença da produção mineira em novos circuitos.

“Os editais do Fundo Estadual de Cultura chegam para ampliar oportunidades em todas as regiões do estado, especialmente no interior. Estamos falando de artistas, coletivos, bibliotecas, museus, mestres da cultura, instituições, blocos de Carnaval, produtores e trabalhadores da cultura que fazem Minas acontecer todos os dias”, destaca Leônidas Oliveira.

Na área do patrimônio cultural, os editais contemplam iniciativas de preservação da memória, fortalecimento de museus, acervos e organizações da sociedade civil. Também haverá reconhecimento de mestres e mestras dos ofícios técnicos das artes e concessão de bolsas para projetos culturais, com destaque para iniciativas lideradas por mulheres.

O Carnaval mineiro também integra o conjunto de editais, com premiação para blocos de rua, escolas de samba, blocos caricatos e coletivos carnavalescos. A proposta reconhece o Carnaval como patrimônio cultural vivo, expressão da identidade mineira e importante vetor de desenvolvimento econômico, turístico e comunitário.

Segundo o secretário, o FEC 2026 reforça a diretriz de descentralização da política cultural mineira. “A cultura de Minas não está em um único lugar. Ela está nos vales, no Norte, no Jequitinhonha, no Mucuri, no Sul, no Triângulo, na Zona da Mata, no Centro-Oeste, na Região Metropolitana e em cada município mineiro. O papel do Estado é fazer com que o recurso público chegue a esses territórios e fortaleça quem produz cultura na ponta”, afirma.

As propostas serão analisadas pela Comissão Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura (Cefic), com base em critérios como qualidade técnica, relevância cultural, impacto social, democratização do acesso, regionalização dos investimentos e fortalecimento da produção cultural no interior do estado.

Com o FEC 2026, Minas avança em uma política cultural mais ampla, descentralizada e estruturante. Os editais ampliam oportunidades, movimentam a economia criativa, fortalecem instituições culturais e reconhecem a cultura como dimensão essencial do desenvolvimento, da identidade e da vida pública em Minas Gerais.

“Investir em cultura é investir em futuro. É fortalecer a economia da criatividade, preservar a memória, formar novos públicos, estimular a circulação artística e valorizar a diversidade que faz de Minas um dos territórios culturais mais potentes do país”, conclui Leônidas Oliveira.

046A5708 paulo lacerdajpegExposições, debates, ações educativas e espetáculos em BH e Diamantina compõem o projeto que celebra o legado nos 50 anos de morte de Juscelino Kubitschek (Paulo Lacerda/Divulgação)

 

Com uma ampla agenda cultural, artística e educativa, o Ano JK foi lançado nesta quarta-feira (25/3), no Palácio das Artes. O projeto ressalta a contribuição de Juscelino Kubitschek para a modernização do país, em razão dos 50 anos de sua morte em 2026. A iniciativa é do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), em parceria com Fundação Clóvis Salgado (FCS), Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) e Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais (IHGMG).

"Juscelino Kubitschek foi um homem que ousou sonhar grande e, mais do que isso, teve a capacidade de realizar, deixando um legado que inspira a refletir sobre o futuro que se deseja construir", destacou a secretária da Secult-MG, Bárbara Botega.

Programação Ano JK

A programação acontece entre março e setembro e inclui exposições, palestras, mostras de cinema, concursos literários e ações educativas. As atividades serão realizadas em espaços do Circuito Liberdade, como o Palácio da Liberdade, o Palácio das Artes, a Biblioteca Pública Estadual e o Arquivo Público Mineiro, além de outras instituições culturais.

O encerramento será no dia 12/9, em Diamantina, com a estreia da ópera inédita Chica, produzida pelos corpos artísticos da Fundação Clóvis Salgado. Na sequência, haverá récitas da montagem nos dias 23, 25 e 27/9, no Palácio das Artes.

No Palácio da Liberdade, no sábado (28/3), das 15h às 16h, será realizada a visita mediada “JK: Mineiridade e Modernismo” propondo uma reflexão sobre a relação entre a identidade mineira e o projeto político e cultural liderado por Kubitschek.

Palácio das Artes

O Palácio das Artes, que completa 55 anos em 2026, recebe ações comemorativas que evidenciam sua ligação com JK, incluindo o lançamento de um livro sobre sua história e uma exposição com croquis de Oscar Niemeyer, reforçando o diálogo entre arquitetura, cultura e política. Entre os destaques está a mostra de cinema “JK e o sonho moderno”, no Cine Humberto Mauro, que apresentará filmes que abordam os impactos da modernização na sociedade e o contexto histórico do desenvolvimentismo, entre 29 e 30/4.

“O Palácio das Artes foi idealizado ainda na gestão de JK, como prefeito de Belo Horizonte, e simboliza esse legado e reforça a importância de celebrar sua trajetória por meio da arte e da cultura”, ressaltou o presidente da Fundação Clóvis Salgado, Sérgio Rodrigo Reis.

Conjunto Moderno da Pampulha

O Iepha-MG também integra a agenda com debates e a exposição Minas Moderna: Patrimônio e Futuro, em junho, tomando o Conjunto Moderno da Pampulha como referência para discutir a relação entre modernismo, identidade e políticas públicas. No mesmo período, o Arquivo Público Mineiro promove visitas guiadas a uma mostra documental sobre a construção de Brasília, reunindo registros históricos do projeto que simboliza a modernização nacional.

Em agosto, o IHGMG realiza homenagens, concurso literário, palestras, exibição de documentário e seminário acadêmico sobre a trajetória de JK, além de uma missa em sua memória. Já a Biblioteca Pública Estadual apresenta a exposição JK: Muito além de seu tempo, com recortes da imprensa que retratam diferentes momentos da vida e da carreira do ex-presidente.

A Casa Fiat de Cultura também participa da programação com uma exposição prevista para julho, que relaciona o projeto desenvolvimentista de JK ao processo de industrialização do país, com ênfase no setor automobilístico. A proposta conecta cultura, indústria e transformação social, inserindo a atuação da instituição em uma narrativa mais ampla sobre modernização e mobilidade no Brasil.

 

A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG) publicou, nesta sexta-feira (26), os resultados preliminares dos editais 03/2026 – Fomento a Projetos Continuados de Pontos e Pontões de Cultura e 05/2026 – Premiação de Pontos e Pontões de Cultura, realizados no âmbito da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB).

Os proponentes já podem consultar as listas de classificação disponíveis aqui.  

Os editais integram o conjunto de ações do Governo de Minas para fortalecer a Política Nacional de Cultura Viva no estado, promovendo o reconhecimento, a valorização e o fortalecimento dos Pontos e Pontões de Cultura, além de ampliar o acesso da população às atividades culturais desenvolvidas em diferentes territórios mineiros.

 

Cultura Viva

Esta página reúne informações sobre a Política Estadual de Cultura Viva em Minas Gerais, incluindo a legislação estadual, os editais e a composição do Comitê Gestor.

Legislação

A Política Estadual de Cultura Viva é disciplinada pelas seguintes normas:

  • Lei nº 22.944/2018, que institui a Política Estadual de Cultura Viva no Estado;
  • Lei nº 24.462/2023, que dispõe sobre o Sistema Estadual de Cultura e integra a Política Estadual de Cultura Viva aos instrumentos de financiamento cultural;
  • Decreto nº 48.819/2024, que regulamenta o Sistema Estadual de Cultura e a Política Estadual de Cultura Viva.

Conforme a legislação, o acesso aos recursos públicos destinados à Política Estadual de Cultura Viva ocorre por meio de editais públicos, observados os requisitos e critérios estabelecidos em cada edital.

Editais

Os editais públicos são utilizados para a seleção de Pontos e Pontões de Cultura, observadas as regras e os critérios previstos em cada instrumento.

O financiamento ocorre por meio dos instrumentos previstos na legislação estadual, conforme as disposições de cada edital.

Comitê Gestor

O Comitê Gestor da Política Estadual de Cultura Viva possui composição e atribuições definidas pelo Decreto nº 48.570/2023.

Composição

O Comitê é composto por:

  • 4 representantes do Estado;
  • 3 representantes da sociedade civil indicados pelo Fórum dos Pontos de Cultura;
  • 1 representante do Conselho Estadual de Política Cultural.

Os membros têm mandato de dois anos, com possibilidade de recondução, conforme a regulamentação.

Atribuições

Compete ao Comitê Gestor:

  • definir critérios de inclusão no cadastro da política;
  • acompanhar a execução das ações;
  • contribuir para a elaboração do Plano Setorial de Cultura Viva;
  • analisar relatórios de gestão.

 

foto3 filipenatanaelParceria garante continuidade de uma das mais importantes políticas públicas culturais do país até 2030 (Foto: Filipe Natanael)

O Governo de Minas renovou, nesta quinta-feira (25/6), o contrato de gestão da Filarmônica de Minas Gerais com o Instituto Cultural Filarmônica, garantindo a continuidade das atividades da orquestra até 2030. A assinatura foi realizada na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte, consolidando um dos mais importantes projetos culturais do país e reafirmando o compromisso do Estado com a excelência artística, a formação cultural e o acesso à música de concerto.

Coordenada pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG), a renovação estabelece novas metas voltadas à ampliação do alcance social e territorial da Filarmônica. Entre os avanços previstos estão a criação da Orquestra Jovem, o aumento das vagas para músicos em formação, a expansão dos recitais da Academia Filarmônica e a realização de mais concertos gratuitos em cidades mineiras, fortalecendo a presença da música de concerto.

O novo contrato também prevê a ampliação dos concertos especiais realizados em parceria com artistas e grupos mineiros, além da criação do Concurso Jovens Solistas, iniciativa que se soma a projetos já reconhecidos nacionalmente, como o Festival Tinta Fresca e o Laboratório de Regência, voltados ao incentivo de novas gerações de músicos, compositores e regentes.

A parceria firmada nesta gestão também amplia os Concertos Didáticos, atividade destinada a estudantes da rede pública de ensino e instituições sociais. O número de apresentações passará de 10 para 15 por ano, ampliando o alcance da iniciativa de 14 mil para 21 mil alunos anualmente. A expansão representa a inclusão de mais 7 mil estudantes em ações de formação e aproximação com a música de concerto.

Para o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, a renovação representa o fortalecimento de uma política pública que projeta Minas Gerais nacional e internacionalmente. “A Filarmônica de Minas Gerais é uma das maiores realizações culturais do nosso estado e um patrimônio vivo dos mineiros. Ao renovar este contrato até 2030, o Governo de Minas reafirma seu compromisso com a formação de talentos e a valorização da música como instrumento de desenvolvimento humano, social e econômico”, destaca.

Segundo o presidente do Instituto Cultural Filarmônica, Wilson Brumer, a renovação fortalece a dimensão estratégica da orquestra para Minas Gerais. “A renovação deste contrato mostra a importância que o Governo do Estado está dando a este importante ativo cultural e turístico que temos em Minas Gerais. As novas metas acordadas demonstram, também, nosso esforço para honrar a confiança que o Estado nos concede, de transformar, cada vez mais, a Sala Minas Gerais e a Filarmônica de Minas Gerais numa política de Estado”, afirma.

Homenagem a Itamar Franco

A cerimônia também marcará a inauguração do busto do ex-presidente Itamar Franco (1930-2011), que dá nome ao Centro Cultural Presidente Itamar Franco, e a reinstalação da placa inaugural da Sala Minas Gerais. Produzida pelo artista Evandro Carneiro, a obra passa a integrar o conjunto cultural que abriga, além da Sala Minas Gerais, a Rede Minas, a Rádio Inconfidência e a Mineiraria.

Criada em 2008 como resultado de uma política pública do Estado, a Filarmônica de Minas Gerais tornou-se referência nacional e internacional pela excelência artística de sua programação. Conduzida por seu Diretor Artístico e Regente Titular, Fabio Mechetti e composta por 90 músicos de diversas nacionalidades, a orquestra acumula prêmios, mais de 20 gravações e uma indicação ao Grammy Latino, contribuindo para consolidar Belo Horizonte como um dos principais polos da música de concerto da América Latina.

A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG) informa aos agentes culturais do estado que foi prorrogado o prazo de inscrições para os editais 1, 2 e 4 da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – Ciclo 2.

Os interessados agora têm até o dia 27 de março de 2026 para se inscrever. A ampliação do prazo busca garantir maior participação e ampliar as oportunidades para que iniciativas culturais de diferentes regiões de Minas Gerais possam acessar os recursos da PNAB.

 

Caminhada ecoliteraria MCGR Ronaldo Alves2023Maior encontro dedicado à obra de Guimarães Rosa reúne literatura, arte, memória, espetáculos, exposições, lançamentos de livros e narrativas do Grupo Miguilim (Foto: Ronaldo Alves)

Entre os dias 5 e 11 de julho, Cordisburgo, cidade natal de João Guimarães Rosa, recebe a 38ª Semana Rosiana, um dos mais importantes encontros literários do país. Com o tema “O sertão é do tamanho do mundo: 70 anos das obras Grande Sertão: Veredas e Corpo de Baile”, a edição de 2026 celebra as sete décadas de publicação dos livros que transformaram a literatura brasileira e projetaram o sertão mineiro para o cenário cultural universal.

Realizada pelo Museu Casa Guimarães Rosa, em parceria com instituições culturais e educacionais do município, a Semana Rosiana reúne pesquisadores, escritores, artistas, educadores e leitores de diversas regiões do Brasil em uma programação que inclui palestras, mesas de debate, lançamentos de livros, exposições, oficinas, espetáculos, saraus, exibições de cinema, caminhadas ecoliterárias e as tradicionais apresentações do Grupo Miguilim.

Mais do que uma homenagem à obra de Guimarães Rosa, o evento propõe uma reflexão sobre temas que atravessam sua literatura, como identidade, memória, território, afetos e destino. Ao longo da programação, o público poderá revisitar personagens marcantes como Riobaldo, Diadorim, Miguilim e Manuelzão, reafirmando a atualidade e a força criativa do universo rosiano.

Um dos destaques da edição é a intensa agenda de lançamentos editoriais. Entre as obras apresentadas estão a biografia “João Guimarães Rosa”, do jornalista e historiador Leonencio Nossa; “Anatomia do Grande Sertão – Uma leitura geográfica do Grande Sertão: Veredas”, de Paulo Guimarães Salles; além de títulos de poesia, literatura infantil, livros artesanais e pesquisas inspiradas na obra rosiana. A programação editorial evidencia a permanência de Guimarães Rosa como fonte de investigação acadêmica, criação artística e reinvenção permanente do sertão brasileiro.

Outro momento aguardado é a abertura da exposição “De setenta e setentas distâncias do profundo mesmo da gente: o ser:tão em todo lugar”, do artista cordisburguense José Osvaldo dos Santos, o Brasinha. A mostra reúne 140 placas pintadas a partir de trechos retirados de Grande Sertão: Veredas e Corpo de Baile (setenta de cada obra) em homenagem aos 70 anos dos livros. Inspirado na tradição popular dos pintores de placas, Brasinha transforma palavras de Rosa em uma cartografia afetiva do sertão, propondo ao visitante uma travessia entre literatura, memória e arte.

Criada em 1980 pela Academia Cordisburguense de Letras João Guimarães Rosa, a Semana Rosiana consolidou-se como uma das principais iniciativas de valorização da literatura brasileira. Além de promover o estudo e a difusão da obra rosiana por meio de diferentes linguagens artísticas, o evento fortalece a economia local e amplia a circulação de visitantes em Cordisburgo.

Durante a semana, os participantes também poderão conhecer dois dos maiores patrimônios culturais e turísticos da região: a casa onde nasceu Guimarães Rosa, hoje transformada em museu, e a Gruta do Maquiné, considerada uma das mais belas cavernas do mundo. Assim, literatura, patrimônio, memória e turismo se encontram em uma celebração que reafirma a dimensão universal do sertão mineiro e a permanência da obra de um dos maiores escritores da língua portuguesa.

A Semana Rosiana é promovida pelo Museu Casa Guimarães Rosa, Prefeitura Municipal de Cordisburgo, Grupo de Contadores de Estórias Miguilim, Academia Cordisburguense de Letras Guimarães Rosa, Secretaria de Turismo e Cultura de Cordisburgo, Secretaria de Educação Esporte e Lazer de Cordisburgo e Conselho Municipal do Patrimônio Cultural de Cordisburgo.

Confira a programação completa neste link.

Serviço
38ª Semana Rosiana
Data: 5 a 11/07

 

WhatsApp Image 2026 03 09 at 11.02.46A Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop) dá continuidade à formação artística promovida em Guaxupé com novas atividades em abril. (Foto: Divulgação FAOP)

A Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop) dá continuidade à formação artística promovida em Guaxupé com novas atividades em abril. Em parceria com a Prefeitura de Guaxupé, a instituição está com inscrições abertas para dois cursos de curta duração: “Introdução à conservação e preservação de acervos culturais” e “Bordado”. As atividades acontecem entre os dias 7 e 10 de abril de 2026, das 14h às 18h, na Rua Luís Costa Monteiro, nº 89, Centro, e são voltadas para pessoas a partir de 16 anos. As inscrições podem ser realizadas por meio de formulário eletrônico de 19/03 até 06/04.

O curso “Introdução à conservação e preservação de acervos culturais”, ministrado pela professora Lúcia Ferreira Brandão, apresenta noções fundamentais sobre a importância da preservação de obras e acervos culturais.“O curso tem o objetivo de capacitar os participantes para identificar problemas, propor soluções técnicas e desenvolver práticas adequadas de gestão, manuseio e conservação”, explica a professora.

Já o curso “Bordado”, conduzido pela professora Ednara Marlise de Moraes, propõe o desenvolvimento de conhecimentos teóricos e práticos sobre o bordado manual, valorizando sua história e identidade cultural. Na oficina os participantes terão contato com diferentes técnicas e processos criativos.

Segundo a professora, a proposta é estimular a experimentação e a criação coletiva. “O bordado manual carrega uma história e uma identidade cultural muito fortes. Na oficina, buscamos explorar diferentes técnicas e processos de criação, estimulando a experimentação, o surgimento de ideias autorais e a troca de saberes entre os participantes”, destaca Ednara.

Ao final da formação, os alunos serão incentivados a desenvolver projetos próprios. “A proposta é que os participantes possam aplicar as técnicas aprendidas na criação de peças autorais e explorar o bordado como linguagem artística e meio de expressão”, completa.

Ao final das atividades, no dia 10 de abril, às 18h, será realizada uma mostra final dos trabalhos desenvolvidos, seguida da entrega de certificados aos participantes.

As atividades integram o Programa de Formação em Arte e Preservação do Patrimônio Cultural da Faop em Guaxupé, que teve início em fevereiro de 2026 com oficinas de desenho e técnicas alternativas de gravura e seguirá ao longo do ano com novas ações formativas no município.

 

 

 

Grupo Miguilim credito Museu Casa Guimaraes Rosa2Evento antecipa as comemorações dos 70 anos de "Grande Sertão: Veredas" e "Corpo de Baile" em Cordisburgo, cidade natal do escritor (Foto: Museu Casa Guimarães Rosa/Divulgação)

O Museu Casa Guimarães Rosa preparou uma programação especial para celebrar o RiobalDia, movimento literário e data comemorativa criada em homenagem ao escritor mineiro João Guimarães Rosa e à sua obra-prima, “Grande Sertão: Veredas”. As atividades, gratuitas e abertas ao público, serão realizadas nesta sexta-feira (26), véspera do aniversário de nascimento do autor.

A programação inclui dois ensaios abertos do Grupo de Contadores de Estórias Miguilim: “Miguilim – com e sem o Dito”, às 8h30, no Centro de Atendimento ao Turista (CAT), e “O Julgamento de Zé Bebelo”, às 18h30, na Casa de Leitura João da Cunha.

Inspirada em Riobaldo, protagonista de Grande Sertão: Veredas, a iniciativa mobiliza leitores, estudiosos e admiradores da literatura rosiana em diferentes lugares do Brasil, promovendo encontros, leituras e atividades que convidam o público a revisitar personagens, narrativas e reflexões que continuam atravessando gerações.

O nome do evento foi criado pela pesquisadora e professora Maria Cecilia Marks. A proposta nasceu a partir de uma provocação literária: se existe o Bloomsday, celebrado em homenagem a Leopold Bloom, personagem de Ulisses, de James Joyce, por que não dedicar um dia a Riobaldo, Diadorim e ao universo criado por Guimarães Rosa?

Neste ano, a programação ganha um significado especial por anteceder a 38ª Semana Rosiana, que será realizada entre os dias 5 e 11/07, em Cordisburgo, com o tema “O Sertão é do tamanho do mundo: 70 anos das obras ‘Grande Sertão: Veredas’ e ‘Corpo de Baile’”. Os ensaios abertos apresentados durante o RiobalDia integram a preparação do Grupo Miguilim para o evento e oferecem ao público uma prévia das homenagens que marcarão as comemorações dos 70 anos das obras publicadas por Guimarães Rosa em 1956.

Museu Casa Guimarães Rosa

Inaugurado em 1974, o Museu Casa Guimarães Rosa está localizado na cidade de Cordisburgo/ MG, sendo uma instituição dedicada à preservação da memória biográfica e literária de um dos maiores escritores da literatura nacional. Os documentos, fotografias e objetos do acervo do Museu refletem aspectos da vida pessoal de Guimarães Rosa, além de sua atuação profissional como médico, escritor e funcionário do Ministério das Relações Exteriores.

O Museu Casa Guimarães Rosa está instalado na casa onde Guimarães Rosa nasceu e viveu os primeiros anos de sua infância (1908 – 1917). O edifício é composto pela residência onde a família Guimarães Rosa habitava e pela venda mantida pelo pai do escritor, “seu” Florduardo, ou simplesmente “seu Fulô”.

No Museu, o visitante tem a oportunidade de conhecer o universo mágico do sertão mineiro, onde Guimarães Rosa nasceu e se formou. Da infância na “Venda do Seu Fulô”, onde ouvia as histórias fantásticas dos vaqueiros e fregueses de seu pai, à atuação como Cônsul no Rio de Janeiro, Hamburgo, Bogotá e Paris, a vida do escritor está retratada no acervo, nas exposições e nas ações que o Museu desenvolve.

Atualmente, o Museu Casa Guimarães Rosa exibe a exposição de longa duração Rosa dos Tempos, Rosa dos Ventos, que proporciona uma imersão nos espaços residenciais da Família Guimarães Rosa e na literatura de seu membro mais ilustre. O universo rosiano e sertanejo se mesclam oferecendo ao público uma mostra da genialidade de Guimarães Rosa como escritor, médico, cônsul, pai, filho, marido e membro da Academia Brasileira de Letras.

Serviço:

Programação RiobalDia
Data: 26/07
Horários:
8:30 - “Miguilim - com e sem o Dito”
Local: CAT- Centro de Atendimento ao Turista Cordisburgo - MG
18:30 - “O Julgamento de Zé Bebelo”
Local: Casa de Leitura João da Cunha Cordisburgo-MG
Entrada gratuita

CAP 2 Israel CrispimProgramação comemorativa inclui a abertura da mostra “A imaginação que nasce da Terra – Vale do Jequitinhonha”, de Augustto Ribeiro, e a exposição “Memórias de pedra e cal”, com curadoria de Bia Pimentel (Foto: Israel Crispim)

O Centro de Arte Popular (CAP) celebra seus 14 anos de atuação com uma programação especial que reafirma a missão do museu de valorizar e difundir as expressões da cultura popular mineira. As comemorações começam na quarta-feira, 18 de março, às 19h, com a abertura da exposição “A imaginação que nasce da Terra – Vale do Jequitinhonha”, do artista e pesquisador Augustto Ribeiro, que apresenta ao público um panorama da tradição ceramista do Vale do Jequitinhonha, uma das mais emblemáticas manifestações da arte popular brasileira.

A mostra evidencia o percurso histórico e simbólico da cerâmica produzida na região, revelando como o fazer utilitário do cotidiano  se transformou, ao longo do tempo, em uma linguagem artística de forte identidade cultural e reconhecimento nacional e internacional.

Diretamente ligada à relação dos artesãos com a terra e com a vida cotidiana, essa tradição ceramista ampliou suas possibilidades expressivas e deu origem a peças que hoje se tornaram referências da arte popular brasileira, como as famosas bonecas de barro do Vale do Jequitinhonha. Ao reunir diferentes dimensões desse processo criativo, a exposição propõe uma celebração da continuidade e da vitalidade dessa produção artística.

“A imaginação que nasce da Terra – Vale do Jequitinhonha” poderá ser visitada de 19 de março a 21 de junho de 2026, na Sala de Exposições Temporárias do museu.

História e memória do Centro de Arte Popular

Como parte da programação de aniversário, o público também poderá conhecer a exposição “Memórias de pedra e cal: ecos da história do Centro de Arte Popular”, com curadoria de Bia Pimentel. A abertura acontece no dia 21 de março, sábado, às 14h30, no Espaço de Convivência do museu.

A mostra apresenta um breve recorte da história do edifício que abriga o CAP, reunindo plantas da fachada e objetos que ajudam a reconstruir momentos marcantes da trajetória do prédio. A proposta é lançar um olhar sobre as diferentes camadas de memória que compõem o espaço e refletir sobre as relações entre passado e presente na construção da identidade do museu.

A exposição ficará em cartaz até 10 de maio de 2026.

Sobre o Centro de Arte Popular

Inaugurado em 2012, o Centro de Arte Popular se consolidou como um importante espaço dedicado à valorização das manifestações culturais populares de Minas Gerais. Instalado em um edifício construído na década de 1920 para uso residencial, que posteriormente abrigou o antigo Hospital São Tarcísio , o museu reúne obras que traduzem, em materiais como barro, madeira e outros suportes, os universos simbólicos e cotidianos de diferentes comunidades do estado.

Seu acervo apresenta trabalhos de artistas de diversas regiões mineiras, como o Vale do Jequitinhonha, Cachoeira do Brumado, Divinópolis, Prados, Ouro Preto e Sabará, revelando a pluralidade estética e cultural da produção popular.

O espaço conta com quatro salas de exposição permanente, uma sala destinada a exposições temporárias, uma sala para oficinas de arte e um pátio interno, compondo um ambiente dedicado ao encontro entre tradição, memória e criação artística.

Serviço

Exposição | A imaginação que nasce da Terra – Vale do Jequitinhonha
Artista: Augustto Ribeiro
Abertura: 18 de março de 2026, às 19h
Visitação: até 21 de junho de 2026
Local: Sala de Exposições Temporárias – Centro de Arte Popular

Exposição | Memórias de pedra e cal: ecos da história do Centro de Arte Popular
Curadoria: Bia Pimentel
Abertura: 21 de março de 2026, às 14h30
Visitação: até 10 de maio de 2026
Local: Espaço de Convivência – Centro de Arte Popular

 

 

 foto2 filipenatanelManifestação bicentenária de matriz quilombola e afro-mineira reúne fé, dança, máscaras, música e ancestralidade em celebração única no país (Foto: Filipe Natanael)

O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), iniciou o processo de documentação da Caretagem de Paracatu com vistas à sua proteção como patrimônio cultural imaterial do Estado. Nesta terça-feira (23), a equipe da Secult-MG acompanhou a manifestação no município para realizar registros técnicos, audiovisuais e institucionais que serão organizados e encaminhados ao Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), subsidiando a construção de um dossiê para reconhecimento da manifestação.

Presente há mais de dois séculos na região, a Caretagem é uma das mais expressivas manifestações da cultura popular mineira. Vinculada às comunidades quilombolas e à devoção a São João, reúne dança, música, máscaras, indumentárias coloridas, guizos, rituais e saberes transmitidos entre gerações. Os caretas percorrem ruas, casas e espaços comunitários, transformando a celebração em um território de pertencimento, memória e identidade coletiva.

Para o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, a singularidade da manifestação justifica seu reconhecimento e proteção. “A Festa de São João de Paracatu é única no mundo. Não existe outra celebração que reúna, da mesma forma, ancestralidade quilombola, cultura afro-mineira, devoção popular, máscaras, música, dança e memória comunitária. A Caretagem é uma expressão extraordinária da civilização mineira e um patrimônio vivo construído pela fé, pela resistência e pela criatividade de seu povo”, afirma.

A manifestação dialoga simbolicamente com tradições de mascarados presentes em diferentes partes do mundo, como os Caretos de Podence, em Portugal. Entretanto, em Minas Gerais, essa linguagem foi recriada a partir da experiência afro-brasileira, quilombola e da religiosidade popular, dando origem a uma celebração com características próprias e identidade singular.

Segundo Leônidas Oliveira, a permanência da Caretagem ao longo de mais de 200 anos demonstra a força da diversidade cultural mineira. “A Caretagem permaneceu viva porque foi incorporada à alma da comunidade. É uma manifestação que atravessa gerações e segue preservada pela força do afeto, da fé e da tradição”, destaca.

O prefeito de Paracatu, Pedro Aguiar Adjuto, ressaltou a importância da iniciativa para a valorização da cultura local. “A Caretagem é parte da identidade de Paracatu e das comunidades que a mantêm viva há séculos. O acompanhamento do Governo de Minas representa reconhecimento, respeito e compromisso com a preservação dessa herança para as futuras gerações”, afirma.

A atuação da Secult-MG envolve o acompanhamento da manifestação, a produção de registros e a articulação institucional necessária para subsidiar os procedimentos de proteção junto ao Iepha-MG. O objetivo é fortalecer a salvaguarda da tradição, valorizar seus mestres, brincantes e comunidades guardiãs, além de ampliar sua visibilidade no âmbito das políticas públicas de cultura, patrimônio e turismo.

Com os registros realizados, o Governo de Minas busca consolidar um conjunto de informações históricas, simbólicas, territoriais e comunitárias que demonstrem a relevância da Caretagem para a memória e a identidade cultural mineira. Mais do que preservar uma celebração, o processo reconhece uma tradição que fortalece laços comunitários, transmite valores e reafirma a potência da cultura popular como patrimônio vivo de Minas Gerais.

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Alta procura e números expressivos movimentam o espaço criado para promover encontros e apresentar a cultura mineira (Foto: Filipe Natanael)

Em meio ao ambiente dinâmico do South by Southwest, onde tecnologia, criatividade e inovação se encontram, a Casa Minas mostrou que cultura também se constrói em torno da mesa e das conversas. Ao longo de três dias, o espaço reuniu gastronomia, painéis, apresentações artísticas e encontros que promoveram trocas de experiências entre brasileiros e participantes de diferentes partes do mundo.Em meio ao ambiente dinâmico do South by Southwest, onde tecnologia, criatividade e inovação se encontram, a Casa Minas mostrou que cultura também se constrói em torno da mesa e das conversas. Ao longo de três dias, o espaço reuniu gastronomia, painéis, apresentações artísticas e encontros que promoveram trocas de experiências entre brasileiros e participantes de diferentes partes do mundo.


A cozinha mineira foi um dos principais pontos de atração. Para garantir autenticidade aos sabores apresentados em Austin, foram levados mais de 80 quilos de produtos, entre doces, cafés e geleias. Entre eles, doce de leite, goiabada, pé de moleque e bala de leite ajudaram a recriar no Texas o sabor tradicional das cozinhas mineiras.
A procura do público foi intensa. Apenas entre sábado e domingo foram servidas mais de 2.500 porções de pratos como torresmo, pastéis de angu, rosca de rapadura e cafés especiais. Ao longo dos três dias, outro símbolo da culinária do estado também se destacou: cerca de 3 mil pães de queijo foram preparados e servidos aos visitantes.


A curadoria gastronômica foi assinada pelos chefs Carol Fadel, responsável pelo café da manhã; Yves Saliba, que apresentou releituras de pratos clássicos; e Caetano Sobrinho, que levou ao happy hour a tradição da comida de boteco, com mandioca frita, pastéis variados e petiscos que despertaram a curiosidade de visitantes estrangeiros.
Segundo Carol Fadel, a proposta foi levar não apenas receitas, mas o espírito de hospitalidade característico da culinária mineira. “A gente trouxe essa alma mineira para cá. Além dos sabores, levamos acolhimento. Muitas pessoas vieram dizer que estavam com saudade de casa e outras vieram conhecer a riqueza da cozinha mineira.”


Diretamente do Canadá, a universitária Datise Biasi, da Universidade de Toronto, celebrou o reencontro com sabores brasileiros. “Não sei há quanto tempo eu não comia um pão de queijo. E esse ainda é especial, com esse recheio maravilhoso. O tempero mineiro é único. Obrigada, Casa Minas”, disse.
A carioca Nanda Coimbra, que mora no Tennessee, também se surpreendeu. “Esse pão de queijo está uma delícia. Eu nunca tinha comido pão de queijo com linguiça, está perfeito. E a caipirinha também está maravilhosa.”


Além da gastronomia, a Casa Minas também foi palco de painéis e conversas que estimularam a troca de experiências entre profissionais de diferentes áreas, conectando cultura, tecnologia, economia criativa e inovação. Um dos destaques foi o painel “Protagonistas na Casa Minas: Liderança Feminina na Era da IA”, mediado pela secretária de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Bárbara Botega.


O encontro reuniu lideranças femininas para discutir comunicação, marketing, propósito, trajetória profissional e os desafios das novas gerações em um cenário cada vez mais impactado pela inteligência artificial.


O debate também apontou uma transformação na forma de exercer liderança. “Hoje a liderança é mais horizontal do que vertical. E muitos atributos associados às mulheres, como a capacidade de conectar pessoas e construir redes, contribuem para ampliar a presença feminina nesses espaços”, destacou.


Ela também ressaltou que esse protagonismo já é realidade no estado. “No Governo de Minas, quase 70% dos cargos de liderança são ocupados por mulheres, o que mostra que essa transformação já está acontecendo.”


A programação da Casa Minas também incluiu apresentações artísticas, DJ sets, muralismo ao vivo com o artista Sergio Iron, lançamento de livro, exibição de documentário sobre cultura popular e um encontro com o futurista Neil Redding.

 

 

 

 

 

 

foto AscomFAOPEntrega marca nova etapa da preservação de um dos mais antigos templos religiosos de Minas Gerais e reforça a atuação da Fundação na conservação do patrimônio cultural mineiro (Foto: Ascom Faop/Divulgação)

 

A Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop) realizou, nesta terça-feira (23/6), na Igreja Matriz de Nossa Senhora de Nazaré, em Cachoeira do Campo, a entrega de 11 imagens sacras restauradas pertencentes à Igreja de São Bartolomeu, um dos templos religiosos mais antigos de Minas Gerais. Entre as obras está a imagem de Nossa Senhora do Carmo, do século XVIII, atribuída a Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.

A devolução do conjunto representa mais uma etapa do processo de preservação do patrimônio cultural da localidade, cuja igreja passa por obras de restauração desde 2024. As peças retornarão aos retábulos históricos do templo, considerados alguns dos exemplares mais antigos da talha do Estilo Nacional em Minas Gerais.

Além da imagem atribuída a Aleijadinho, serão entregues as esculturas de São João Nepomuceno, Santa Efigênia, Sant’Ana, Nossa Senhora do Pilar, São Benedito, Nossa Senhora do Rosário, um Crucificado e um Divino Espírito Santo, todas datadas do século XVIII. A imagem de Nossa Senhora das Candeias já foi devolvida à Arquidiocese, enquanto outra representação de Nossa Senhora do Rosário segue em processo de restauração.

Para o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, a entrega das imagens representa a devolução de parte da memória e da identidade cultural da comunidade. “Quando restauramos uma obra sacra, preservamos muito mais do que um bem artístico. Preservamos histórias, afetos, tradições e manifestações de fé que atravessam gerações. A devolução desse conjunto, especialmente da imagem atribuída a Aleijadinho, reafirma o compromisso do Governo de Minas com a proteção do patrimônio cultural e com a valorização das comunidades que mantêm viva essa herança”, destaca.

O presidente da Faop, Rodrigo Câmara, sublinha que a entrega reafirma o papel da instituição como referência nacional na conservação de bens culturais. “Além de restaurar obras de arte, estamos contribuindo para a preservação da memória, da identidade e da fé de uma comunidade. Cada peça devolvida representa o compromisso da Faop com a proteção do patrimônio cultural mineiro e com a transmissão desse legado às futuras gerações”.

Segundo a coordenadora do Núcleo de Conservação e Restauro da Faop, Valéria Tomé França, o conjunto reúne obras de grande relevância artística, histórica e religiosa. “São imagens que testemunham a formação das primeiras comunidades mineiras e preservam importantes referências da devoção popular. Entre elas, destaca-se a Nossa Senhora do Carmo atribuída a Aleijadinho, considerada por especialistas uma obra de sua fase inicial”, afirma.

Valéria ressalta ainda que algumas das esculturas possuem relevância documental singular. As imagens de Nossa Senhora do Rosário, do Divino Espírito Santo e de Nossa Senhora das Candeias aparecem registradas em documentos históricos e foram citadas na obra Santuário Mariano, do frei Agostinho de Santa Maria, importante compilação sobre devoções marianas no mundo português.


 TRO0666Equipamentos culturais têm  20 de março para cadastrar atividades da edição que acontece em 9 de abril (Foto: Cesar Tropia)

 

Gestores de equipamentos culturais de todo o estado já podem se inscrever para participar da 16ª edição da Noite Mineira de Museus e Bibliotecas, que será realizada na quinta-feira, 9 de abril. O período de inscrições vai de 10 a 20 de março de 2026. Para acesser o cadastro clique neste link 

A iniciativa reúne museus, bibliotecas e, mais recentemente, arquivos, que também passaram a integrar oficialmente a programação da Noite Mineira. A participação desses equipamentos amplia o alcance da ação e fortalece a valorização da memória e do patrimônio documental mineiro, reafirmando o compromisso do projeto com a preservação e difusão do conhecimento.

A 16ª edição chega após o expressivo engajamento registrado na 15ª Noite Mineira, a primeira realizada em 2026, que superou expectativas ao reunir um número significativo de municípios e centros culturais participantes em diversas regiões de Minas Gerais. O resultado reforça o interesse das cidades em integrar a programação e consolidar o evento como um importante movimento de mobilização cultural no estado.

Realizada a cada dois meses, a Noite Mineira promove a ampliação do horário de funcionamento de museus, bibliotecas e arquivos no período noturno, com início recomendado das atividades a partir das 18h. Durante o evento, os equipamentos culturais oferecem ao público programação gratuita e diversificada, que pode incluir exposições, saraus literários, apresentações artísticas, rodas de conversa, oficinas, visitas guiadas, intervenções cênicas e outras ações culturais.

A proposta é aproximar as comunidades locais desses espaços, estimulando o encontro entre público, patrimônio e produção cultural. Ao promover atividades noturnas e gratuitas, a iniciativa fortalece o papel dos equipamentos culturais como espaços de convivência, aprendizado e construção de identidades, além de ampliar o acesso da população às experiências culturais.

A Noite Mineira de Museus e Bibliotecas é realizada pelos próprios equipamentos culturais participantes, com articulação da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, por meio da Superintendência de Bibliotecas, Museus e Economia da Criatividade, responsável pela coordenação geral, orientação aos municípios e divulgação da programação em âmbito estadual.

Gestores interessados em integrar a programação da 16ª edição devem realizar o cadastro das atividades entre 10 e 20 de março, garantindo a participação de seus equipamentos culturais nesta mobilização que celebra a cultura, a memória e o conhecimento em todo o estado.

Serviço:
16ª NOITE MINEIRA DE MUSEUS E BIBLIOTECAS
Data:
09 de abril de 2026
Horário: 18h às 22h
Inscrições para gestores: 10 a 20 de março de 2026


 

 

 

foto2 filipe natanael

Projeto conecta espaços culturais, amplia o Circuito Liberdade e cria novo percurso de experiências entre a rodoviária e a Serra do Curral (Foto: Filipe Natanael)

Belo Horizonte passa a contar com um novo eixo de integração cultural, turística e patrimonial. Lançada nesta quinta-feira (18/6), no Cine Theatro Brasil, a Avenida Cultural transforma a Avenida Afonso Pena em um grande corredor de arte, memória, educação, economia criativa e turismo, conectando equipamentos culturais, patrimônios históricos, espaços de convivência e paisagens urbanas ao longo da principal via da capital.

A iniciativa é realizada pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), da Fundação Clóvis Salgado (FCS), e do Cine Theatro Brasil e Associação Cine Theatro Brasil. O projeto também integra o Minas Essencial, programa que articula cultura, patrimônio e turismo em uma estratégia de valorização da identidade mineira.

Com o lançamento, o Circuito Liberdade amplia sua atuação e incorpora novos espaços à sua rede. Passam a integrar o complexo o Parque Municipal Américo Renné Giannetti, a Casa Baanko, o Centro de Entretenimento de Arte e Cultura (Ceac), no Edifício Acaiaca, o Automóvel Clube e a Igreja São José.

Esses equipamentos se somam a instituições já presentes na Afonso Pena, como o Cine Theatro Brasil, o Palácio das Artes, a CâmeraSete, o P7 Criativo, o Mercado das Flores, o Museu do Judiciário Mineiro e o Museu dos Brinquedos.

"A Avenida Cultural traduz o propósito do Minas Essencial: revelar e valorizar aquilo que é único, autêntico e representativo da experiência mineira. Ao integrar espaços culturais, patrimônios, manifestações artísticas e paisagens urbanas ao longo da Afonso Pena, o projeto transforma a avenida em um convite permanente para descobrir a essência de Belo Horizonte", afirma o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira.

A Avenida Cultural contará com programação permanente ao longo do ano. Entre os destaques estão a quinta edição da Festa da Luz, entre os dias 25 e 28/6, ocupando a Praça da Estação, o Viaduto Santa Tereza e a Praça Fuad Noman; uma intervenção da Cia. de Dança Palácio das Artes na Rodoviária de Belo Horizonte, em julho; a segunda temporada do projeto Cine em Cena, com atividades culturais durante as férias escolares; o flash mob dos corpos artísticos da Fundação Clóvis Salgado na Praça Sete, em agosto; e o Quarteirão das Artes, entre os dias 25 e 28/9, reunindo música, dança, gastronomia, fotografia e economia criativa.

A programação inclui ainda ações voltadas às crianças em outubro, com a mostra Cine Brasil de Teatro Infantil e o Dia do Pequeno Artista, promovido pelo Cefart, além de uma apresentação do Coral Lírico de Minas Gerais na Igreja São José, em novembro.

Outro destaque será o projeto Curto-Circuito, iniciativa do Circuito Liberdade que levará ativações artísticas urbanas para diferentes pontos da Avenida Cultural, ampliando o acesso à arte e ocupando espaços que tradicionalmente não recebem programação cultural.

O presidente da Fundação Clóvis Salgado e coordenador-geral do Circuito Liberdade, Yuri Mesquita, ressalta que o projeto fortalece a integração entre cultura e turismo. “Despertamos para a ideia desse grande corredor atentando para a própria matéria-prima que o Circuito Liberdade vem construindo ao longo dos anos. Há uma enormidade de programação e projetos que movimentam a cidade, principalmente na região central. Agora, unimos tudo nesse grande projeto, deixando a gestão mais horizontalizada. E isso reposiciona o olhar sobre o turismo e a cultura de Belo Horizonte”.

O Cine Theatro Brasil atuará como polo irradiador da programação da Avenida Cultural. Para a diretora-executiva da Associação Cine Theatro Brasil, Eliane Parreiras, o projeto representa uma ampla articulação institucional.

“Raríssimas vezes vi uma união de esforços criar tanta potência para uma cidade. Estar à frente do Cine Theatro Brasil, que por sua vez é ponto de articulação da Avenida Cultural, é uma oportunidade de demonstrar que cultura, turismo e criatividade se fazem, principalmente, com conexões e redes de colaboração”, afirma.

A Avenida Cultural também oferecerá percursos temáticos gratuitos reunidos sob o conceito de Travessias Urbanas. A primeira rota, denominada “Povos Indígenas, Art Déco e Cosmologias do Centro”, conecta o Edifício Acaiaca, o Cine Theatro Brasil, a Igreja São José e os murais do projeto CURA, propondo reflexões sobre patrimônio, ancestralidade indígena, arte pública e memória urbana.

Imagem: Divulgação UFMG

 

Na próxima quarta-feira (18), as professoras Renata Marquez e Déborah Lima conduzem um bate-papo sobre expressões artísticas e diversidade de saberes no Espaço do Conhecimento UFMG. Contando com a presença de mulheres que possuem obras expostas no museu, o evento permitirá ao público conhecer a instalação “Sonhar a Terra” pela perspectiva tanto das curadoras quanto das artistas. A atividade acontece às 18h e tem entrada gratuita.

Os trabalhos artísticos, tema principal da roda, integram o 3º andar do Espaço, reinaugurado em dezembro de 2025. Eles refletem os diversos tipos de práticas e conhecimentos que sustentam as tradições de povos quilombolas e indígenas no Brasil. As obras incluem flâmulas com ilustrações produzidas por mulheres indígenas dos povos Pataxó, Pataxoop e Maxakali; Ilustrações desenvolvidas pela pesquisadora Mariana Oliveira sobre a RMBH; Tamboretes da comunidade do Quilombo da Faceira; Bordados confeccionados pelo Quilombo do Curtume e pela comunidade Mulheres da Ponte, além de redes de descanso de diferentes povos indígenas, que podem ser utilizadas pelo público dentro da proposta da instalação. 

Além da conversa, haverá uma visita mediada ao local da atividade, que é inspirado no pensamento dos mestres Nego Bispo e Ailton Krenak. Os diferentes ambientes disponíveis no andar abordam o envolvimento de povos tradicionais com a terra, seus modos de cultivo, respeito à natureza e sonhos sobre o futuro, convidando o público a sonhar, também, outras formas de habitar o mundo. 

 

Por meio das atividades, os participantes podem conhecer também parte do processo de renovação da exposição demasiado humano, que acontece desde 2023. A atração permite entender como os seres humanos, em sua experiência na Terra, buscam responder a questões existenciais como “De onde viemos?”, “Quem somos?” e “Para onde vamos?”. O objetivo é que os visitantes percebam como a ciência e a cultura são processos vivos, marcados por dúvidas, incertezas e descobertas contínuas. 

O evento faz parte da edição de 2026 do Festival de Verão UFMG. Não é necessário retirar ingressos antecipadamente ou realizar inscrição para participar da atividade. A programação completa das ações do Festival está disponível no site e no instagram da iniciativa.

Festival de Verão UFMG

Criado em 2007, o Festival de Verão UFMG é realizado anualmente pela Pró-reitoria de Cultura (Procult) da Universidade. A iniciativa visa oferecer ao público e à cidade de Belo Horizonte um vasto e significativo programa cultural durante o período de verão. A proposta é reconhecer e promover o processo de interação dinâmica entre cultura e educação. Mais informações: ufmg.br/festivaldeverao e @festival_ufmg  

 

Serviço:“Sonhar a Terra”: roda de conversa com mulheres artistas e visita mediada à exposição demasiado humano

Quando: 18/03 (Quarta-feira), às 18h

Onde: Espaço do Conhecimento UFMG (Praça da Liberdade, 700 – Funcionários)

 

O Espaço do Conhecimento UFMG estimula a construção de um olhar crítico acerca da produção de saberes. Sua programação diversificada inclui exposições, sessões de planetário, debates, oficinas e ações educativas diversas. O museu integra a Pró-reitoria de Cultura (Procult) da Universidade e conta com a Fundação Rodrigo Mello Franco de Andrade (FRMFA) e a Fundação de Apoio da UFMG (Fundep) no desenvolvimento de seus projetos. Integrante do Circuito Liberdade, é fruto da parceria entre a UFMG e o Governo de Minas. As ações do Espaço do Conhecimento UFMG são viabilizadas por Leis de Incentivo à Cultura,com patrocínio do Instituto Unimed-BH e da Cemig, e apoio da Supermix, da Blip e da Construtora Ápia.

Sobre o Instituto Unimed-BH

O Instituto Unimed-BH completou 20 anos em 2023. A associação sem fins lucrativos foi criada em 2003 e, desde então, desenvolve projetos socioculturais e socioambientais visando à formação da cidadania, estimulando o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, fomentando a economia criativa, valorizando espaços públicos e o meio ambiente. Ao longo de sua história, o Instituto destinou cerca de R$ 190 milhões por meio das leis de incentivo municipal e federal, fundos do idoso e da criança e do adolescente, com o apoio de mais de 5,6 mil médicos cooperados e colaboradores da Unimed-BH. Em 2023, mais de 20 mil postos de trabalho foram gerados e 2 milhões de pessoas foram alcançadas por meio de projetos em cinco linhas de atuação: Comunidade, Voluntariado, Meio Ambiente, Adoção de Espaços Públicos e Cultura, que estão alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030. 

Sobre a Cemig

Como a maior incentivadora da cultura em Minas Gerais, a Cemig segue investindo e apoiando as diferentes produções artísticas existentes nas várias regiões do estado. Afinal, fortalecer e impulsionar o setor cultural mineiro é um compromisso da Companhia, refletindo seu propósito de transformar vidas com energia.  Ao abraçar a cultura em toda a sua diversidade, a Cemig potencializa, ao mesmo tempo que preserva, a memória e a identidade do povo mineiro. Assim, os projetos incentivados pela empresa trazem na essência a importância da tradição e do resgate da história, sem, contudo, deixar de lado a presença da inovação.  Apoiar iniciativas como essa reforça a atuação da Cemig em ampliar, no estado, o acesso às práticas culturais e em buscar uma maior democratização dos seus incentivos.

BibliotecaMunicipal FernandesTourinho 11 3.jpg Marina GuidoMuseus, bibliotecas, arquivos e centros culturais promovem 124 atividades simultâneas em todas as regiões de Minas Gerais nesta quinta, 18 de junho (Foto: Marina Guido)

Rodas de conversa sobre patrimônio cultural, exposições, apresentações artísticas, oficinas, saraus, atividades para crianças e ações que conectam memória, leitura e identidade local. Essas são algumas das experiências que estarão à disposição do público durante a 17ª Noite Mineira de Museus e Bibliotecas, realizada no próximo dia 18 de junho. A iniciativa do Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG), mobiliza nesta edição 115 equipamentos culturais em 96 municípios, com uma programação gratuita formada por 124 atividades.

Ao longo da noite, bibliotecas, museus, arquivos, centros culturais, galerias e espaços de memória abrirão suas portas para receber visitantes em uma grande celebração da cultura mineira. Entre os destaques da edição está a participação da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais, em Belo Horizonte, que promoverá a visita guiada "Tipógrafos e Editores: A trajetória do livro no Brasil – 1808 a 1930", conduzindo o público por parte de seu acervo de obras raras e pela história da cultura escrita no país.

Em diferentes regiões do estado, a programação assume características próprias e dialoga com as tradições locais. Em Conceição do Mato Dentro, por exemplo, a Noite Mineira será marcada pela "Seresta Literária", que reúne música, poesia e memória. Já em Alpinópolis, um dos municípios estreantes nesta edição, o público será convidado a participar de uma programação inspirada em histórias, lendas e narrativas do imaginário popular.

A abrangência territorial segue como uma das marcas da iniciativa. Nesta edição, sete municípios participam pela primeira vez: Alpinópolis, Conselheiro Lafaiete, Curvelo, Itanhandu, Perdões, Piranguinho e Porteirinha. A adesão dos novos participantes amplia a presença da Noite Mineira em todas as regiões do estado e reforça seu papel como instrumento de democratização do acesso à cultura.

Mais do que uma programação especial, a Noite Mineira de Museus e Bibliotecas reafirma a importância desses equipamentos como espaços vivos de encontro, formação, preservação da memória e construção de pertencimento. Em uma mesma noite, centenas de profissionais da cultura e milhares de visitantes são convidados a descobrir histórias, acervos e experiências que ajudam a compreender a diversidade cultural de Minas Gerais.

Confira a programação completa neste link.

Serviço

17ª Noite Mineira de Museus e Bibliotecas
Data: 18/06 (quinta-feira)
Horário: 18h às 22h
Programação gratuita

Mostra reúne obras inéditas de Isaura Pena, Júnia Penna e Louise Ganz inspiradas na natureza, na paisagem e nas transformações do território

 

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Arte: Louise Ganz | Imagem: Divulgação

O Museu Mineiro abre sua programação de exposições temporárias de 2026 com a mostra “O Vento é Verde”, que fica disponível até 09 de Abril, na Galeria de Exposições Temporárias da instituição. A exposição reúne um conjunto de obras inéditas das artistas visuais e professoras do Departamento de Artes Plásticas da Escola Guignard, Isaura Pena, Júnia Penna e Louise Ganz, e apresenta diferentes abordagens poéticas sobre aspectos da natureza e da paisagem.

Resultado dos processos de pesquisa e investigação artística das três artistas, a exposição articula desenho e pintura em trabalhos que refletem sobre a experiência do território, a memória dos lugares e as transformações do ambiente natural. Embora partam de procedimentos e referências distintas, as artistas convergem no interesse pela observação sensível da paisagem e por suas camadas históricas, ecológicas e imaginárias.

Em seus trabalhos, Isaura Pena apresenta desenhos realizados com aquarela e grafite sobre papel a partir de plantas do Parque Municipal Américo Renné Giannetti, elaboradas por Aarão Reis e Paul Villon. A artista investiga as transformações desse espaço ao longo do tempo e desenvolve também a série “parques inventados”, em que propõe reflexões sobre a construção e a imaginação dos lugares.

Já Júnia Penna apresenta desenhos que dialogam com o ciclo natural das árvores, marcadas pela perda e pela renovação das folhas ao longo das estações. Parte das obras nasce de suas experiências com o grupo Pintura ao ar livre de Belo Horizonte no Parque Ursulina de Andrade Mello, em 2024, período em que cerca de um terço da área do parque foi atingida por um incêndio. Na série “Foco”, a artista utiliza gravetos queimados e grafite sobre papel, enquanto em outra série recorre ao bastão a óleo e à técnica de ponta seca para a construção das imagens.

Louise Ganz apresenta pinturas em grande escala realizadas com tinta acrílica sobre tela, desenvolvidas a partir de suas frequentes visitas ao Parque Estadual da Serra do Rola-Moça, à região de Casa Branca, em Brumadinho, e a áreas mineradas do estado. A partir dessas experiências de imersão na paisagem, a artista constrói composições que mesclam observação direta e invenção, resultando em paisagens imaginadas.

O título da exposição foi extraído de uma passagem da carta escrita por Manuel Bandeira a João Guimarães Rosa após a leitura do romance “Grande Sertão: Veredas”, em 1957. No trecho, o poeta afirma: “O sertão é uma espera enorme. E o silêncio? O vento é verde. Aí, no intervalo, o senhor pega o silêncio, põe no colo.” A frase sugere uma dimensão poética e contemplativa da paisagem, que atravessa as pesquisas apresentadas na mostra.

O texto de apresentação da exposição é assinado pela professora da Universidade Estadual de Campinas, Taísa Palhares, pesquisadora reconhecida por seus estudos em arte moderna e contemporânea no Brasil.

Sobre as artistas:

Isaura Pena - Artista plástica e professora do Departamento de Artes Plásticas da Escola Guignard-UEMG desde 1996. Doutora em Arte Contemporânea pelo Colégio das Artes - Universidade de Coimbra, Portugal, 2018, com bolsa do Programa de Doutorado Pleno no Exterior-CAPES; especialista em Artes Plásticas e Contemporaneidade pela Escola Guignard-UEMG, 2009 e bacharelado em Desenho pela Escola de Belas Artes UFMG, 1983. Realiza exposições coletivas e individuais no Brasil e no exterior desde 1983. Membro do grupo de pesquisa ESTE: estudo em arte vinculado à Escola Guignard-UEMG; e do grupo de estudos NEDEC vinculado à EBA-UFMG, Escola Guignard-UEMG e FAV-UF. Vive e trabalha em Belo Horizonte.

Júnia Penna - Artista visual, professora do departamento de Artes Plásticas da Escola Guignard-UEMG desde 2005. Doutora pelo Programa de Pós-graduação em Artes em Artes do Instituto de Artes da UERJ. Mestrado em Artes Visuais na Escola de Belas Artes -UFMG, em 2003. Em 2005 foi contemplada com a bolsa da Pollock-Krasner Foundation. Participou e coordenou o ateliê coletivo Galpão EMBRA, em Belo Horizonte entre 1989-1998. Desenvolve trabalhos artísticos no campo do desenho, escultura e instalação. Participa de exposições individuais e coletivas nacionais e internacionais. Mora e trabalha em Belo Horizonte.

Louise Ganz - Artista visual, professora do departamento de Artes Plásticas da Escola Guignard-UEMG desde 2010. Doutora pelo Programa de Pós-graduação em Artes Visuais da Escola de Belas Artes da UFRJ. Mestrado em Artes Visuais na Escola de Belas Artes da UFMG, em 2008. Tem graduação em Artes Plásticas pela Escola Guignard e em Arquitetura pela EA-UFMG. Trabalha com pintura, tendo a natureza como principal motivo. Desde 2005 realiza viagens imersivas e trabalhos relacionados com a terra, a paisagem e a cidade. Participa de exposições individuais e coletivas, com trabalhos em acervos como MAP(BH) e MAR(RJ). Mora e trabalha em Belo Horizonte.

Museu Mineiro

Inaugurado em 1982, o Museu Mineiro reúne em seu acervo um conjunto bastante diversificado de objetos referentes à história e à produção cultural e artística mineiras. Nas salas de exposição são exibidas obras de artistas consagrados, tais como: Manoel da Costa Ataíde, Yara Tupynambá, Amílcar de Castro, Jeanne Milde, Inimá de Paula, Lótus Lobo, Celso Renato, Sara Ávila, Guignard, Maria Helena Andrés, Di Cavalcanti etc.

Atualmente, o Museu exibe a exposição de longa duração “Minas das Artes, Histórias Gerais”, onde o visitante tem a oportunidade de conhecer uma vasta coleção de arte sacra, datada dos séculos XVIII e XIX, além de preciosidades do acervo, como a bandeira da Inconfidência Mineira, os

manuscritos originais da obra “Tutaméia” de Guimarães Rosa, o retrato de Aleijadinho e a coleção de santos de devoção popular.

Serviço:

Exposição “O vento é verde”, de Isaura Pena, Júnia Penna e Louise Ganz

Período de Visitação: até 09 de abril de 2026

Local: Museu Mineiro | Galeria de Exposições Temporárias

Endereço: Av. João Pinheiro 342 – Lourdes – Belo Horizonte, MG

Horário de visitação: Terça a sexta, de 12h as 19h Sábado, domingo e feriados, de 11h as 17h

Entrada gratuita

A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG) informa que o módulo de Prestação de Contas da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) – Ciclo 1 estará disponível na Plataforma Descentra a partir do dia 25 de junho de 2026.

Para garantir a organização da migração dos procedimentos para o novo sistema, as solicitações de readequação serão recebidas por e-mail somente até o dia 19 de junho de 2026. Após essa data, os pedidos deverão ser realizados exclusivamente por meio da Plataforma Descentra.

As solicitações encaminhadas por e-mail após o prazo informado não serão analisadas.

A partir de 25 de junho, os agentes culturais deverão acessar a Plataforma Descentra para realizar os procedimentos referentes à prestação de contas, observando as orientações disponibilizadas no sistema.

Os agentes culturais que estiverem aguardando a análise de solicitações de readequação podem ficar tranquilos: o prazo para a realização da prestação de contas será contabilizado somente após a resposta da respectiva readequação.

As solicitações de readequação atualmente em análise seguirão seu trâmite regular. Os proponentes serão devidamente comunicados após a formalização dos instrumentos necessários e, até lá, os projetos devem continuar sua execução normalmente.

A Secult-MG orienta os agentes culturais a observarem atentamente os prazos e procedimentos estabelecidos, garantindo a correta tramitação de seus processos e o cumprimento das etapas previstas pela PNAB.

WhatsApp Image 2026 03 15 at 15.58.14O som, o sabor e o “jeitinho” de Minas em Austin (Foto: Filipe Natanael)

Cafezinho passado na hora, pão de queijo saindo quente, música mineira ecoando e conversas que misturam cultura, tecnologia e futuro. Foi nesse clima “mineirinho” que Minas Gerais apresenta a Casa Minas durante o South by Southwest 2026. O espaço criado para promover encontros traduz traços marcantes da cultura mineira: grandes projetos que começam em volta da mesa, união de cultura com desenvolvimento e visão de futuro.Cafezinho passado na hora, pão de queijo saindo quente, música mineira ecoando e conversas que misturam cultura, tecnologia e futuro. Foi nesse clima “mineirinho” que Minas Gerais apresenta a Casa Minas durante o South by Southwest 2026. O espaço criado para promover encontros traduz traços marcantes da cultura mineira: grandes projetos que começam em volta da mesa, união de cultura com desenvolvimento e visão de futuro.


A abertura da Casa Minas aconteceu no mesmo momento em que o estado ocupou espaço de destaque na agenda oficial do festival, com o Minas Day, realizado no sábado (14/03). Ao longo do dia, quatro painéis reuniram representantes de instituições mineiras e líderes globais da tecnologia para discutir temas estratégicos como transição energética, minerais críticos, inteligência artificial e economia criativa. Enquanto os debates movimentaram a programação oficial do festival, a Casa Minas funciona como extensão cultural, sendo um ambiente onde negócios e arte caminham juntos. A proposta é apresentar ao público internacional um retrato contemporâneo de Minas Gerais, um estado que conecta tradição, inovação e criatividade.

“A presença de Minas Gerais no South by Southwest faz parte de uma estratégia de posicionamento internacional do estado. A Casa Minas foi concebida justamente para levar ao exterior o que temos de mais autêntico: nossa produção cultural, nossa música, nossa criatividade e também a força da nossa cozinha. Ao apresentar essa diversidade em um dos maiores encontros globais de inovação, mostramos que a cultura mineira é um ativo estratégico capaz de abrir portas para turismo, parcerias e novos negócios”, detalha a secretária de Estado de Cultura e Turismo, Bárbara Botega.


A programação artística reúne gerações e linguagens da cultura mineira. O ponto alto deste domingo é a apresentação de Toninho Horta, um dos nomes centrais do histórico Clube da Esquina. No palco da Casa Minas, o guitarrista interpreta clássicos como Durango Kid, Beijo Partido, Manuel, o Audaz, Travessia, além de uma versão solo de Moon River, revelando ao público internacional a sofisticação musical que marcou gerações da música brasileira.


A nova cena mineira também ganha destaque com a cantora e compositora Nath Rodrigues, que se apresentou no after de sábado e fará nova apresentação nesta segunda (15/03). Multi-instrumentista e vencedora de diversos prêmios ligados à canção brasileira, a artista apresenta no festival o show Cordas Gerais, em formato duo com o músico Acauã Rane. O espetáculo combina berimbau, guitarra, violino e baixo elétrico em uma sonoridade que mistura poesia, ritmos brasileiros e influências contemporâneas.
Outro momento marcante da programação é a participação do Favelinha Dance, grupo formado no Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte. O coletivo se apresentou na estreia da Casa Minas e fará desfile no último dia. Com trajetória internacional, o grupo já levou apresentações e oficinas a cidades como Londres, Bristol e Paris, apresentando coreografia a partir das estéticas do funk e das danças urbanas, uma das expressões mais potentes da cultura periférica brasileira.


As artes visuais também integram a experiência com intervenções de muralismo ao vivo do artista Sérgio Iron, criando uma obra que dialoga com o ambiente vibrante do festival.
Na gastronomia, a Casa Minas revela outro dos patrimônios culturais do estado. A curadoria dos chefs Carol Fadel e Yves Saliba apresenta um percurso que começa com o tradicional café da manhã mineiro, repleto de quitandas, cafés especiais e queijos artesanais e segue para releituras contemporâneas de pratos clássicos da culinária regional, acompanhados por cachaças de origem e autêntica comida de boteco.

 

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Municípios como Jacutinga e Albertina atraem investidores internacionais e ampliam o protagonismo de Minas na produção dos vinhos de inverno (Foto: Ascom Secult-MG)

A Serra da Mantiqueira vive um novo ciclo de desenvolvimento econômico, turístico e cultural impulsionado pela expansão da vitivinicultura e pelo crescimento do enoturismo. Na região conhecida como Serra dos Encontros, situada na divisa entre Minas Gerais e São Paulo, cerca de 100 projetos de vinícolas em um raio de 100 quilômetros e investimentos privados estimados em mais de R$ 1 bilhão apontam para a formação de uma das novas grandes fronteiras do vinho brasileiro.

O movimento envolve vinícolas, restaurantes, hospedagens, experiências gastronômicas, empreendimentos de alto padrão e novos roteiros turísticos estruturados em torno da paisagem, do clima de montanha, da hospitalidade e dos vinhos de inverno. A chegada de grandes investidores nacionais e internacionais ao setor, incluindo grupos estrangeiros do universo do vinho, reforça a atratividade da região e sinaliza uma mudança no mapa do enoturismo brasileiro, historicamente associado ao Sul do país.

Para Minas Gerais, essa transformação tem importância estratégica. A Serra dos Encontros não é apenas um fenômeno paulista. Trata-se de um território compartilhado, com presença mineira direta em municípios como Jacutinga e Albertina, além de forte conexão com outros polos vitivinícolas do Sul de Minas e da Mantiqueira. Jacutinga, tradicionalmente conhecida como polo das malhas, vem se afirmando também como destino emergente da viticultura e do turismo rural, com vinícolas em operação, novos projetos e crescente interesse de visitantes.

A consolidação desse novo polo fortalece diretamente o turismo de inverno em Minas Gerais. A combinação entre altitude, clima seco, dias ensolarados e noites frias cria condições favoráveis para a produção dos vinhos de inverno e para a oferta de experiências turísticas durante a estação. O vinho passa a se somar a outros ativos já consolidados do território mineiro, como café especial, queijo artesanal, azeite, cachaça, cozinha mineira, paisagem rural, patrimônio cultural e modos de fazer tradicionais.

“O vinho de inverno da Mantiqueira já é uma das novas fronteiras do turismo brasileiro, e Minas faz parte dessa história de maneira essencial. Estamos falando de ciência, território, paisagem, trabalho, cozinha, hospitalidade e cultura. O desafio agora é transformar esse potencial em produto turístico estruturado, narrativa forte e presença nacional. Minas tem todas as condições de se consolidar como um dos grandes polos de viticultura e enoturismo do país”, afirma o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira.

O avanço dos vinhos de inverno tem também forte base científica e tecnológica em Minas Gerais. A técnica da dupla poda, que permite deslocar a colheita das uvas para o inverno, foi validada e difundida com contribuição decisiva da Epamig, referência nacional em pesquisa agropecuária. Essa inovação permitiu que regiões de clima tropical de altitude, antes vistas como improváveis para a produção de vinhos finos de alta qualidade, passassem a conquistar reconhecimento nacional e internacional.

As pesquisas conduzidas em Minas envolvem avaliação de cultivares e porta-enxertos, novas variedades de uvas, tecnologias enológicas, uso de madeiras brasileiras no envelhecimento de vinhos, rastreabilidade, caracterização de origem geográfica e estudos sobre o perfil químico e aromático dos vinhos finos produzidos no Sul de Minas. Esse ambiente de pesquisa, inovação e empreendedorismo ajuda a explicar por que a Mantiqueira vem se tornando um dos territórios mais promissores da vitivinicultura brasileira.

A Serra dos Encontros já reúne produtores de Espírito Santo do Pinhal, Santo Antônio do Jardim, Jacutinga e Albertina, articulados em torno de uma vitivinicultura de alto valor agregado, sustentável e competitiva. A região tem se destacado em premiações internacionais e foi apontada como uma das áreas brasileiras mais premiadas no Decanter World Wine Awards 2025, evidenciando a qualidade dos vinhos de altitude produzidos no território.

O crescimento da vitivinicultura na Mantiqueira deve ser compreendido como uma oportunidade de desenvolvimento territorial integrado. O enoturismo não se limita à visita às vinícolas. Ele articula cultura, natureza, agricultura, gastronomia, patrimônio, economia criativa e hospitalidade, formando uma experiência completa e de alto valor agregado.

A estratégia para os próximos anos passa por fortalecer a integração entre os municípios produtores, ampliar a visibilidade dos roteiros de vinho, associar o enoturismo ao calendário do turismo de inverno e conectar a vitivinicultura a outras vocações mineiras. Na Mantiqueira, vinho, café, queijo, cozinha mineira, natureza, patrimônio e bem-estar podem formar uma das experiências turísticas mais sofisticadas e autênticas do Brasil.

Imagem: Divulgação

Imagem: Divulgação

 

Minas Gerais participa pela primeira vez do South by Southwest (SXSW), maior festival de tecnologia, inovação e economia criativa do mundo, realizado em Austin, nos Estados Unidos, e inaugura a Casa Minas, espaço criado para apresentar ao público internacional a força cultural, econômica e criativa mineira.

A proposta da Casa Minas parte de um conceito simples e profundamente mineiro: os grandes negócios começam em volta da mesa. O espaço foi concebido como um ambiente de encontros, conversas e conexões, onde a cultura funciona como porta de entrada para oportunidades reais em diversos setores.

A programação reúne painéis sobre transição energética, minerais estratégicos, tecnologia e inovação e economia criativa, apresentações musicais, moda, audiovisual, cozinha mineira e encontros empresariais que aproximam startups, investidores e representantes de diferentes setores produtivos.

Segundo a secretária de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Bárbara Botega, a iniciativa representa um movimento estratégico de posicionamento internacional do estado.

“Minas Gerais tem uma capacidade única de unir tradição e inovação. Nossa cultura é uma porta de entrada poderosa para o mundo conhecer também o nosso potencial econômico, tecnológico e criativo. A Casa Minas nasce justamente com esse propósito: criar conexões e mostrar que Minas está preparada para dialogar com os grandes temas do futuro”, afirma.

A programação cultural da Casa Minas reúne diferentes gerações e expressões da arte mineira. A música percorre o legado do Clube da Esquina, com apresentação do guitarrista Toninho Horta, até novos nomes da cena contemporânea, como Nat Rodrigues e o músico e produtor Henrique Portugal, além de sets de DJs e outras manifestações da cena cultural atual.

Também estão previstas apresentações de dança e moda com o coletivo Lá da Favelinha, referência em inovação cultural e social em Belo Horizonte, além da exibição de um documentário sobre Milton Nascimento.

A produção artística chega também em cores e formas na pintura ao vivo do artista Sérgio Iron.

Minas Day

A participação mineira no evento começa no próximo sábado (14/3) com o Minas Day, um dia dedicado a conferências sobre assuntos relevantes para o mundo da tecnologia e que Minas tem protagonizado nos últimos anos.

Quatro painéis do Governo de Minas integram a programação oficial do SXSW, com diálogos entre representantes de instituições mineiras e de grupos globais de tecnologia. Os temas são: transição energética (participação do CEO da Cemig, Reynaldo Passanezi), minerais estratégicos (mediação da chefe de gabinete da Codemge, Vanice Ferreira), tecnologia e inovação (mediação do secretário Executivo de Desenvolvimento Econômico, Bruno Araújo) e economia criativa.

Além disso, nos próximos dias do SXSW, na Casa Minas, serão apresentados painéis sobre oportunidades de investimentos no estado, infraestrutura e inteligência artificial. Esses momentos contarão com a participação do diretor de Gestão e Novos Negócios da Invest Minas, Gustavo Garcia, do secretário de Estado Adjunto de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias, Pedro Calixto, e da secretária de Estado de Cultura e Turismo, Bárbara Botega.

“Minas está em destaque no cenário mundial e a nossa estreia no principal evento dedicado à tecnologia é mais um esforço para intensificar a atração de investimentos, especialmente, com forte base tecnológica. Nosso estado já tem o segundo maior ecossistema de startups do Brasil, e com programas como o Novo Seed e Compete Minas, estamos potencializando ainda mais a competitividade no setor de inovação”, destaca o secretário Executivo de Desenvolvimento Econômico, Bruno Araújo.

Cozinha mineira patrimônio do mundo

As delícias mineiras terão papel central na experiência da Casa Minas. A chefe Carol Fadel coordena a programação da cozinha mineira pela manhã, já que diariamente será servido um café da manhã mineiro, com pão de queijo, bolos caseiros e quitandas tradicionais.

A almoço conta com o talento do chef Yves Saliba apresentando os sabores da diversidade da culinária do estado. Degustações de queijos artesanais, cafés especiais, cachaças e vinhos mineiros, além de pratos da cozinha contemporânea inspirada na tradição.

A cultura de boteco é apresentada por Caê e Timbuca.

A expectativa é que a presença de Minas Gerais no SXSW gere centenas de milhares de conexões e negociações, com potencial de movimentar até R$ 200 milhões em negócios, considerando acordos e parcerias que podem surgir a partir das rodadas realizadas durante o evento.

A Casa Minas

Localizada próxima ao complexo da Paramount, um dos polos mais movimentados do SXSW, a Casa Minas terá capacidade para cerca de 400 pessoas e funcionará diariamente com programação cultural, painéis, encontros empresariais e experiências gastronômicas.

A abertura oficial acontece no dia 14, a partir das 18h, marcando o início de três dias de programação que unem cultura, inovação e negócios.

“A Casa Minas mostra ao mundo um estado que conhece profundamente suas raízes, valoriza sua cultura e, ao mesmo tempo, olha para frente. Minas Gerais chega ao SXSW para construir pontes, gerar oportunidades e participar das grandes conversas globais sobre o futuro”, conclui a secretária.

foto ascomsecult divulgacaoEvento realizado pela Secult-MG discute os desafios das bibliotecas diante das transformações digitais e o fortalecimento da rede estadual (Foto: Ascom Secult)

 O VII Encontro do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas e Comunitárias de Minas Gerais começou na última terça-feira (9), no Expominas, em Belo Horizonte. Promovido pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG), por meio do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas e Comunitárias (SEBPC-MG), o evento integra o FLIMINAS – Festival Literário Internacional de Minas Gerais e conta com gestores, bibliotecários, mediadores de leitura, agentes culturais e equipes municipais de diversas regiões do estado.

 Com o tema “Formação de leitores em um mundo mediado por algoritmos: desafios para bibliotecas”, a edição de 2026 propõe reflexões sobre o papel das bibliotecas diante das transformações provocadas pela inteligência artificial, pelas plataformas digitais e pelos novos meios de circulação da informação. O encontro ainda presta homenagem à professora Etelvina Lima, reconhecida como uma das pioneiras da Biblioteconomia em Minas Gerais e no Brasil.

Uma rede pelo acesso à leitura

Durante a cerimônia de abertura, a subsecretária de Estado de Cultura, Maristela Rangel, reforçou a importância das bibliotecas para a ampliação do acesso à leitura. “Precisamos valorizar os nossos leitores e entender como o estado pode fomentar a leitura. Por isso a importância das bibliotecas públicas e comunitárias”, afirmou.

 A diretora do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas da Secult-MG, Júlia Drummond, também apresentou iniciativas em andamento, como a consulta pública para o edital de ocupação dos espaços da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais e os novos editais do Fundo Estadual de Cultura (FEC) voltados ao fortalecimento da rede de agentes e à requalificação de bibliotecas públicas, comunitárias e pontos de leitura em todo o estado. “A leitura tem esse papel muito importante de nos tirar do imediato. As pessoas se veem naquelas histórias e até se reconhecem um dia como escritoras e escritores”, destacou.

Superintendente de Bibliotecas, Museus e Economia da Criatividade, Bruno Tripoloni Balista reconheceu a força da rede mineira de bibliotecas públicas e comunitárias, considerada uma das mais importantes do país: “O nosso sistema é grande, forte, uma rede construída por gestores municipais, bibliotecários, agentes culturais, mediadores de leitura e profissionais que diariamente mantêm viva a missão de garantir o acesso ao livro, à leitura e ao conhecimento em todas as regiões do nosso estado”, disse.

Programação voltada à escuta

Além das palestras e atividades formativas, a programação contará com uma roda de diálogo entre a equipe do SEBPC-MG e representantes das bibliotecas municipais e comunitárias. O encontro incluirá orientações sobre a Declaração de Acervos Culturais, esclarecimentos sobre os cadastros nas plataformas Minas Criativa e BiblioBR, apresentação das diretrizes do futuro edital do Fundo Estadual de Cultura voltado ao setor e um momento de escuta das demandas dos municípios. A iniciativa reforça o papel do Sistema Estadual na articulação da rede de bibliotecas e na construção participativa das políticas públicas de leitura e informação em Minas Gerais.

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Encontro reuniu representantes de todas as regiões do estado com fins de ampliar a presença nos mercados nacional e internacional (Foto: Acervo Sebrae) 

O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG) e em parceria com o SEBRAE Minas, realizou no último dia 5 e 6 de março, a primeira edição do evento voltado para aprimoramento de importantes atores da cadeia produtiva do turismo, os agentes e operadores de turismo receptivo do estado.

Com uma programação robusta e representantes de todas as regiões do estado, o evento contou com palestras e oficinas pensadas no aprimoramento da comercialização do destino Minas Gerais. E rodadas de negócios entre empresas mineiras e empresas de turismo nacionais e internacionais, estimulando a ampliação da presença de Minas Gerais no mercado nacional e internacional.


 Apoio à comercialização do destino Minas

A realização Encontro Check In Minas Recebe, contou com a presença das empresas habilitadas no Programa Minas Recebe edição 2025/26. Iniciativa coordenada pela SECULT MG, criada em 2017 e que contabilizou nesta edição sua segunda maior adesão da história do programa, com 107 empresas habilitadas.

Os empreendimentos que participam do Minas Recebe recebem a metodologia do Check-in Turismo, programa do Sebrae Minas voltado para a estruturação dos produtos e destinos, network com o trade turístico e governanças locais e fortalecimento das cadeias relacionadas ao turismo, levando em consideração a demanda do mercado.

Desde o início da iniciativa, os pequenos negócios vêm recebendo consultorias para qualificação em gestão, marketing, inovação, operação de negócios turísticos e promoção das experiências ofertadas aos turistas nas áreas de gastronomia, música, agroecologia, cervejaria, arte e design.

No Minas Recebe, ao todo, 220 empresas se inscreveram no processo, que avalia critérios técnicos e legais para integrar a iniciativa. As empresas habilitadas passam a participar, durante um ciclo de um ano, de uma agenda estruturada de qualificação, promoção comercial e acesso a mercados.

“Minas Gerais tem um enorme potencial turístico e uma forte cultura de hospitalidade. O papel do Governo do Estado é criar um ambiente favorável para o setor, mas são os receptivos e empreendedores que transformam a experiência do visitante e movimentam a economia. Iniciativas como o Minas Recebe fortalecem o turismo e ajudam a levar desenvolvimento para todas as regiões do estado”, destaca a secretária de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Bárbara Botega.

Crescimento do programa

Desde sua criação, o Minas Recebe tem ampliado o número de empresas participantes, acompanhando o crescimento e a profissionalização do turismo receptivo em Minas Gerais, saindo de 49 empresas em 2017 para 107 neste ano.

Além das empresas já habilitadas, novas inscrições puderam ser realizadas até o dia 10 de março. As empresas aprovadas nesse período também passarão a integrar o programa e participar das ações junto às demais habilitadas.

O Minas Recebe conta atualmente com participação de todas as regiões do estado, com pelo menos uma empresa habilitada em cada região. A abrangência garante que o programa fortaleça o turismo receptivo de forma descentralizada, ampliando oportunidades em todo o território mineiro.

Após a habilitação, as empresas passam a integrar um ciclo estruturado de desenvolvimento, que inclui treinamentos em marketing, precificação, estruturação de produtos e posicionamento de mercado, ações de promoção comercial do destino Minas Gerais, participação em feiras e eventos estratégicos do setor turístico, conexão direta com operadoras de turismo e canais de venda.

A iniciativa busca ampliar a competitividade dos serviços turísticos mineiros e fortalecer a presença do estado nos principais mercados emissores de turistas.

“Minas Gerais tem avançado no fortalecimento do turismo por meio de investimentos, estratégias integradas e parcerias. O Sebrae contribui com a qualificação de pequenos negócios, a estruturação de rotas turísticas e a promoção do destino, em um trabalho conjunto com o Governo do Estado e diversas instituições”, destaca o diretor-técnico do Sebrae Minas, Douglas Cabido.

Com essa estratégia, o Minas Recebe se consolida como uma política pública estruturante do Governo de Minas, voltada à profissionalização do turismo receptivo, à geração de negócios e ao desenvolvimento econômico das diversas regiões do estado.

 

 

 

 

A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG) informa que está aberto o período de habilitação para os agentes culturais contemplados nos editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). O envio da documentação obrigatória deverá ser realizado até 12 de junho de 2026, até às 23h59, exclusivamente por meio da Plataforma Descentra, na aba “Habilitação”.

A Secult-MG reforça que não serão aceitos documentos encaminhados por e-mail ou por quaisquer outros meios físicos ou digitais. Após o encerramento do prazo, o sistema será fechado e não haverá possibilidade de envio ou complementação da documentação.

Caso seja identificada alguma inconformidade nos documentos apresentados, o agente cultural será formalmente notificado durante a fase de recurso, recebendo orientações sobre a documentação que deverá ser substituída ou corrigida. No entanto, se as pendências permanecerem após a análise do recurso, a inscrição será definitivamente inabilitada.

A Secretaria orienta os contemplados a reunirem a documentação necessária com antecedência e a realizarem o envio dentro do prazo estabelecido para garantir a continuidade do processo de habilitação.

Minas Santa

Iniciativa valoriza experiências culturais autênticas e celebrações que estendem por todas as regiões do estado durante a Semana Santa. (Foto: César Trópia)

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG), lança a quarta edição do Minas Santa, nesta quinta-feira no Museu Mineiro. A iniciativa, promovida em parceria com o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop) e Fundação Clóvis Salgado (FCS), consolida o estado como um dos principais destinos do país durante o período da Semana Santa. O projeto integra fé, tradição, gastronomia, cultura e turismo, promovendo experiências únicas em todas as regiões do território.

Em abril de 2025, Minas Gerais reafirmou sua vocação como grande território da fé ao registrar resultados expressivos com o Minas Santa. Durante a Semana Santa, 550 mil turistas e fiéis participaram das celebrações em todo o estado, que somaram 667 eventos realizados em 460 municípios.

"Para o Governo de Minas a Semana Santa é tratada com a dimensão e o respeito que merece, como cultura, como tradição e também como oportunidade de desenvolvimento para nosso estado. A Semana Santa além de ser uma celebração religiosa também é momento de alta no turismo, economia criativa e geração de renda a milhares para os mineiros", enumera a Secretária de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Bárbara Botega.

O programa superou expectativas e gerou mais de R$ 1,9 bilhão em impacto econômico direto apenas no período, valor que corresponde a quase 40% da estimativa anual de R$ 5 bilhões movimentados pelo turismo religioso em Minas. Os números consolidam o segmento como motor estratégico de desenvolvimento, unindo cultura, espiritualidade e acolhimento como marcas da identidade mineira.

Para 2026, o Minas Santa contará com uma estratégia ampla de comunicação e promoção, estruturada em campanhas publicitárias, ações digitais e mobilização regional. A campanha prevê veiculação em veículos de mídia e plataformas digitais, com foco na valorização das celebrações religiosas, das manifestações culturais e da culinária típica do período, como símbolo da identidade mineira. "Muitas tradições já começaram com o período da Quaresma e com o lançamento oficial faremos também uma divulgação muito grande para transportar essa experiência para o Brasil", apresenta a secretária.

Em conjunto com a promoção turística, serão realizadas, por meio do IEPHA-MG, ações de salvaguarda e proteção das celebrações e ritos da Quaresma e da Semana Santa no estado. Um cadastro das festividades (Turismo de Fé) relacionadas ao período também é realizado pelo instituto. Acesse o site aqui. 

O cadastro mapeia os congressos, retiros, shows e espetáculos de toda comunidade religiosa e manifestações de fé, assim como abre espaço para as expressões religiosas de matriz africana, como a Feitura do Cordão de São Francisco, no terreiro do Quilombo Pena Branca, no município de São Francisco, no Norte de Minas.

O projeto contempla ainda articulação com municípios e Instâncias de Governança Regionais para fortalecimento das programações locais, além de apoio à divulgação de eventos tradicionais, encenações da Paixão de Cristo, concertos sacros, procissões e festivais gastronômicos. A proposta é integrar promoção turística e valorização do patrimônio cultural, gerando fluxo de visitantes, movimentação econômica e visibilidade para os destinos mineiros. “Todas as nossas cidades, as nossas comunidades se envolvem nesse trabalho, são as costureiras, os artistas, o pessoal que trabalha com a música, o coral. Então é todo um trabalho que envolve a comunidade, e esse trabalho na atividade da Semana Santa tem uma capilaridade em todos os nossos municípios, não só nas sedes, mas também nos distritos menores."

Todas as informações sobre as celebrações e eventos previstos poderão ser acessadas no portal Turismo em Minas Gerais. Nesse mesmo espaço, os municípios poderão cadastrar suas programações, que estarão disponíveis ao público em um portfólio completo com a programação das cidades.

O Minas Santa também convida visitantes a percorrerem rotas que integram espiritualidade, arte, gastronomia e natureza. Entre os destinos emblemáticos estão Caeté, Congonhas, Mariana, Tiradentes e São João del-Rei, dentre outros destinos que compõe a Cordilheira do Espinhaço, além Geoparque Uberaba - Terra de Gigantes, no Triângulo Mineiro, e o Vale do Peruaçu, no Norte de Minas. Na Rota das Artes, que conecta Belo Horizonte, Brumadinho (com o Inhotim) e Ouro Preto, o visitante encontra a expressão contemporânea da criatividade mineira.

Minas Santa no Palácio das Artes

Abrindo as comemorações do Minas Santa, Coral Lirico e Orquestra Sinfônica de Minas Gerais apresentarão o Requiem de Mozart, com regência de André Brant e com os solistas Andréia de Paula, Júlia Solomon, Lucas Viana e Sávio Sperandio. A apresentação será no dia 25 de março, 20h, Grande Teatro CEMIG Palácio das Artes.
O cine Humberto Mauro também apresenta programação temática com a mostra de filmes: ESPECIAL DE PÁSCOA: Série Padre O’Malley – O Humanista. Na Sexta-feira da Paixão será exibido O Bom Pastor (Going My Way, Leo McCarey, EUA, 1944), as 16h. No sábado da Aleluia, Os Sinos de Santa Maria (The Bells of St. Mary's, Leo McCarey, EUA, 1945), as 16h.

d92c6211 96f8 447f 9099 dcfcbcd63bae 9492c24b5c BH Airport DivulgacaoAmpliação da operação da Azul em Confins soma mais de 17,5 mil assentos nas férias de julho e reforça crescimento da temporada Inverno em Minas, criada pelo Governo de Minas em 2024 (Foto: BH Airport/Divulgação)

O turismo de inverno em Minas Gerais entra em sua terceira edição consolidado como uma das principais estratégias de promoção turística do estado. Lançado pelo Governo de Minas em 2024, o programa Inverno em Minas vem ampliando a visibilidade dos destinos mineiros durante a estação, fortalecendo a economia local, aumentando o fluxo de visitantes e impulsionando oportunidades em diversas regiões.

Os resultados começam a aparecer também nos indicadores de mercado. A Azul Linhas Aéreas anunciou a ampliação de sua operação no BH Airport, em Confins, durante as férias de julho, com 110 voos extras e mais de 17,5 mil assentos adicionais. O reforço da malha aérea confirma o crescimento da demanda pelos destinos mineiros e fortalece a conectividade do estado com importantes mercados emissores de turistas do país.

A edição de 2026 do Inverno em Minas foi lançada em Monte Verde, na Serra da Mantiqueira, um dos principais destinos brasileiros de clima frio e hospitalidade. A escolha do destino simboliza a força que o turismo de inverno vem alcançando em Minas Gerais, reunindo cultura, gastronomia, patrimônio, natureza, cafés, vinhos, montanhas e experiências ligadas à identidade dos territórios mineiros.

Para o governador de Minas Gerais, Mateus Simões, o crescimento da temporada demonstra a capacidade do estado de transformar seus ativos culturais e naturais em desenvolvimento econômico.

“Minas Gerais tem um potencial turístico extraordinário e o nosso trabalho é transformar esse potencial em emprego, renda e oportunidade para os mineiros. O Inverno em Minas mostra exatamente isso: quando o Estado organiza, promove e conecta seus destinos, o mercado responde, os turistas chegam e a economia se movimenta em todas as regiões”, afirma.

Segundo o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, o aumento da conectividade aérea demonstra o amadurecimento da estratégia adotada pelo Governo de Minas.

“Quando criamos o Inverno em Minas, em 2024, tínhamos a convicção de que o inverno poderia se tornar uma grande temporada turística para o estado. Estamos na terceira edição do programa e os resultados começam a aparecer de forma cada vez mais clara. Minas está atraindo mais visitantes, ganhando visibilidade nacional e movimentando sua economia a partir da força de seus territórios, de sua cultura, de sua gastronomia e de sua hospitalidade”, destaca.

O secretário ressalta que o aumento da oferta aérea representa mais do que um dado operacional.

“O crescimento da conectividade é um dos melhores indicadores da confiança do mercado no destino Minas Gerais. Quando uma companhia amplia voos e assentos, ela está respondendo a uma expectativa concreta de demanda. Isso significa mais turistas circulando pelo estado, mais ocupação hoteleira, mais consumo nos restaurantes, mais oportunidades para produtores locais, artistas, artesãos e empreendedores do turismo”, completa Oliveira.

O reforço da operação em Confins fortalece o papel do BH Airport como principal porta de entrada para os destinos mineiros e amplia o acesso dos visitantes às montanhas da Mantiqueira, às cidades históricas, aos circuitos gastronômicos, aos parques naturais e aos festivais culturais que movimentam o estado durante os meses mais frios do ano.

Com mais conectividade, programação diversificada e promoção integrada dos territórios, Minas Gerais consolida o inverno como uma temporada estratégica para o turismo e para a economia criativa, ampliando a presença do estado no cenário nacional e fortalecendo o desenvolvimento regional.

Após reunir mais de 6,7 mil participantes em 2025, os "Aulões do Turismo"  retornam com foco em tendências de mercado, segmentação turística  e internacionalização de destinos. 

A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG) abre as inscrições para o 3º Ciclo dos Aulões do Turismo. A iniciativa, que se consolidou como um dos principais pilares de capacitação do setor no estado, busca fortalecer a gestão pública municipal e regional através de encontros virtuais com especialistas renomados. 

O sucesso do projeto ultrapassou as fronteiras mineiras. Em 2025, os 16 encontros realizados atraíram gestores de 484 municípios mineiros, além de participantes de outros 26 estados brasileiros e até uma presença internacional vinda de Moçambique. Ao todo, mais de 6,7 mil profissionais foram capacitados. 

O que há de novo no 3º Ciclo? 

Atendendo a pedidos dos próprios participantes, o novo cronograma apresenta datas mais espaçadas (quinzenais), permitindo organizem suas agendas sem comprometer o aprendizado. A programação de 2026 foca na segmentação turística. 

"Nosso objetivo é ampliar o repertório técnico das secretarias municipais e IGRs, trazendo o que há de mais atual em tendências globais para a realidade local de cada território mineiro", destaca a Secretária de Estado e Turismo Bárbara Botega. 

Programação 

As aulas acontecem ao vivo, sempre das 10h às 11h30min, entre março e junho. Entre os temas de destaque estão: 

  • 17/03 - Aulão Tendências do Turismo em 2026: O que Elas Revelam Sobre os Territórios Marcela Saad (WeConnect Turismo) 

Abertura Institucional 

Bárbara Botega (Secretária de Estado de Cultura e Turismo) 

  • 31/03 - Aulão Identidade, Brasilidade e Território: Como Reconhecer a Vocação Turística Local  Thiago Bicalho (Sensações Turismo) 
  • 14/04 - Aulão Turismo de Negócios e Eventos (MICE):  Oportunidades para Municípios de Diferentes Portes  Cintia Mari Hayashi (Embratur) 

Mediadora: Patrícia Moreira (Subsecretária de Turismo) 

  • 12/05 - Aulão Turismo Cultural e de Memória: Narrativas, Cotidiano e Identidade como Experiências Autênticas Diomira Faria (Professora/UFMG) 
  • 26/05 - Aulão Turismo Rural: Território, Produção Associada e Desenvolvimento Local Thatiana Garcia (Emater) 
  • 09/06 - Aulão Turismo Comunitário, Inclusão e Economia Criativa: Como fortalecer o empreendedorismo local  Lupri do Carmo (Nzinga Turismo - Rota dos Quilombos) 
  • 23/06 - Aulão Gastronomia, Sabores e Identidade: A Cozinha Local como Experiência Turística  Rafael Hunn (Frente de Gastronomia Mineira - IGR Caminhos Gerais) 
  • 25/06 - Aulão Do Local ao Global: Como Preparar o Município para Novos Mercados e Oportunidades Lilas Nascimento (Embratur) 

Como participar 

As inscrições são gratuitas e realizadas via Sympla. Devido à alta demanda, as vagas são limitadas a 1.000 participantes por encontro. Cada Aulão oferece certificado individual. 

  • Link para Inscrição:https://www.sympla.com.br/evento-online/auloes-do-turismo---3-ciclo/3326342 
  • Informações:Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. | (31) 3915-9558 

A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG) informa que os resultados finais dos Editais nº 01/2026, nº 02/2026 e nº 04/2026 da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) – Ciclo 2 estão sendo revisados.

A medida foi adotada após a constatação de inconsistências no sistema. Os resultados revisados serão publicados nos canais oficiais da Secult-MG até o dia 07/06, após a conclusão da análise e a correção das inconsistências verificadas.

Novas informações sobre o andamento da revisão e a publicação dos resultados serão divulgadas por meio do portal institucional e demais canais oficiais da pasta.

IMG 1063A Plataforma TREM oferece trilhas de aprendizagem organizadas de forma dinâmica e flexível. (Foto: Cesar Tropia)

A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG) lançou oficialmente, durante o 9º Encontro de Gestores de Cultura e Turismo de Minas Gerais, a Plataforma TREM – Trilhas de Educação em Minas. Desenvolvido pela Diretoria de Capacitação e Qualificação em parceria com o Núcleo de Tecnologia da Informação e Comunicação, o ambiente virtual de aprendizagem oferece capacitação gratuita para gestores, profissionais, empreendedores e estudantes das áreas de cultura e turismo. 

 

A iniciativa integra a política estadual de qualificação e tem como objetivo fortalecer a cadeia produtiva, apoiar os municípios mineiros e promover o desenvolvimento regional por meio da educação continuada. 

 

Formação gratuita e alinhada às políticas públicas 

 

A Plataforma TREM oferece trilhas de aprendizagem organizadas de forma dinâmica e flexível, permitindo que cada participante construa sua própria jornada formativa.  

 

Os conteúdos incluem cursos completos, microlições, aulões, biblioteca digital e materiais estratégicos voltados à realidade da gestão pública e do mercado e abordam temas como planejamento, uso de dados, regionalização, instrumentos de gestão e políticas públicas, contribuindo para decisões mais estratégicas e estruturadas nos municípios. 

 

Identidade mineira no centro da proposta 

 

Inspirada em uma das palavras mais emblemáticas do vocabulário mineiro, a Plataforma TREM traduz identidade em propósito. Mais do que um ambiente digital, a proposta é transformar conhecimento em impacto real; conectando técnica, inovação e desenvolvimento territorial. 

 

Acessibilidade e inclusão 

 

A plataforma foi estruturada com recursos que garantem acessibilidade e inclusão, como tradução automática em Libras (VLibras), compatibilidade com leitores de tela e ferramentas de personalização de contraste e tamanho de fonte. 

 

Como acessar 

 

A Plataforma TREM é gratuita e aberta a todos que desejam fortalecer seus conhecimentos em cultura e turismo. Gestores públicos, profissionais do setor, empreendedores, estudantes e interessados já podem iniciar sua jornada formativa. 

 

Acesse http://trem.mg.gov.br/, conheça as trilhas disponíveis e escolha o seu caminho! 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG) publicou os resultados finais dos Editais nº 01/2026, nº 02/2026 e nº 04/2026 da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) – Ciclo 2. As listas já estão disponíveis para consulta neste link.

Os editais contemplam diferentes frentes de incentivo ao setor cultural mineiro. O Edital nº 01/2026 destina recursos para Bolsas Culturais de Promoção, Pesquisa, Difusão, Circulação, Residência e Intercâmbio Cultural. Já o Edital nº 02/2026 reconhece e valoriza a atuação de agentes culturais por meio da Premiação de Trajetórias. O Edital nº 04/2026 é voltado à Execução Cultural, apoiando projetos e iniciativas em diversas áreas da cultura.

Os proponentes contemplados devem ficar atentos à próxima etapa do processo. A habilitação terá início em 8 de junho de 2026 e é obrigatória para a formalização do repasse dos recursos. Nessa fase, será necessário apresentar a documentação exigida conforme previsto nos editais.

Para evitar pendências e garantir agilidade na habilitação, a Secult-MG orienta os agentes culturais a verificarem previamente algumas informações importantes. É necessário conferir se a conta bancária informada possui limite adequado para o recebimento dos recursos e se o dígito verificador da conta foi preenchido corretamente, uma vez que sua ausência impede a realização do pagamento.

Também é importante providenciar uma Certidão Negativa de Débitos (CND) com data de emissão recente, a partir de junho de 2026, além de verificar se o número do PIS cadastrado na ficha do agente cultural na plataforma Descentra está correto. O cumprimento de todas as exigências da etapa de habilitação é fundamental para assegurar o recebimento dos recursos pelos agentes culturais contemplados.

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Reconhecido globalmente como o epicentro da convergência entre tecnologia, música, audiovisual e economia criativa, o South by Southwest reúne mais de 500 mil participantes de mais de 100 países (Foto: Secult/Divulgação)

O maior evento mundial de  tecnologia, inovação e economia criativa, realizado em Austin, nos Estados Unidos, Minas Gerais, o  South by Southwest (SXSW) 2026 que começa na próxima semana  recebe uma mostra da potência de Minas nessa edição.  A presença do estado é uma iniciativa do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG) e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Sede-MG), em parceria com a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae Minas) e a Hiker, marcando um novo momento de posicionamento internacional do estado.

“Tudo isso nasceu de um sonho, mas sonhos exigem coragem para enfrentar desafios e romper barreiras. Este é um projeto de Minas Gerais para manter o estado posicionado no mercado internacional, sem perder de vista a nossa força interna de mais de 20 milhões de mineiros; é Minas para Minas, Minas para o Brasil e Minas para o mundo”, contextualiza a secretária de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Bárbara Botega.

Reconhecido globalmente como o epicentro da convergência entre tecnologia, música, audiovisual e economia criativa, o South by Southwest reúne mais de 500 mil participantes de mais de 100 países. Ao integrar oficialmente a programação do evento, Minas Gerais se posiciona como protagonista em agendas globais como transição energética, minerais estratégicos, tecnologia e inteligência artificial, sem abrir mão da cultura como motor de desenvolvimento, identidade e geração de valor.

“Vivemos uma mudança de paradigma que resgata o orgulho de ser mineiro, o sotaque, a hospitalidade e a forma como nos reconhecemos como povo. Cultura e turismo são agentes reais de desenvolvimento, geração de empregos e atração de negócios”, reforçou a secretária.

A estratégia mineira no SXSW 2026 se estrutura em três frentes complementares: o Minas Day, a Casa Minas e ações de pré-SXSW. O Minas Day acontece em 14 de março, com quatro painéis inseridos na programação oficial do evento, conectando inovação, sustentabilidade e economia criativa, além de destacar o papel da cultura, da gastronomia e da mídia na nova economia global.

Já a Casa Minas, que funcionará entre os dias 14 e 16/03, será uma vitrine imersiva da produção artística e criativa do estado. O espaço reunirá música, dança, moda, audiovisual e gastronomia, valorizando talentos mineiros e iniciativas de impacto internacional, como o Lá da Favelinha.

A programação musical começa no dia 14/03, com apresentação de Nath Rodrigues, seguida por apresentação do grupo de dança Lá da Favelinha. No dia 15, o público poderá conferir o show de Toninho Horta. Já no dia 16, o Lá da Favelinha retorna ao palco, reforçando a potência da cena artística e contemporânea de Minas Gerais.
A participação no SXSW 2026 amplia a visibilidade internacional da produção artística mineira e consolida a cultura como ativo estratégico de desenvolvimento econômico. Ao ocupar um dos maiores palcos globais da criatividade, o estado projeta uma imagem contemporânea, inovadora e conectada com o futuro.

“Minas Gerais chega ao SXSW pela primeira vez com uma estrutura robusta e com a cara do nosso estado. Teremos a oportunidade de mostrar ao mundo toda a nossa potencialidade de negócios, além de encantar o público com nossa cultura que reflete a identidade e a criatividade mineira”, acrescenta o diretor de Gestão e Novos Negócios da Invest Minas, Gustavo Garcia.

foto2 filipenatanaelEventos em Jacutinga e Monte Sião integram a campanha Inverno em Minas 2026 e evidenciam a força da moda, do turismo e da economia criativa na Mantiqueira (Foto: Felipe Natanael)

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), participa, neste mês de junho, de duas das mais importantes feiras de moda e negócios do Sul de Minas: a 48ª FestMalhas, realizada em Jacutinga, e a Feira Nacional do Tricô (Fenat), em Monte Sião. Ambas acontecem até o dia 21.

 As iniciativas integram o portfólio oficial da campanha Inverno em Minas 2026, estratégia de promoção turística que posiciona o estado como um dos principais destinos brasileiros da estação mais fria do ano.

Reconhecidas nacionalmente pela força da indústria têxtil e da moda em malharia, as duas feiras movimentam a economia regional, atraem visitantes de diversas regiões do país e ampliam a visibilidade dos destinos mineiros em um período estratégico para o turismo.

Em Jacutinga, a FestMalhas chega à sua 48ª edição consolidada como a maior feira de tricô do Sul de Minas e uma das mais tradicionais do país. Neste ano, o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, é homenageado como patrono do evento.

Em sua edição anterior, a FestMalhas movimentou aproximadamente R$ 52 milhões em negócios e recebeu mais de 250 mil visitantes, de acordo com a Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Jacutinga (ACIJA), realizadora do evento. Conhecida como a Capital Nacional das Malhas, a cidade reúne cerca de 1.100 malharias.

Inserida no Circuito Turístico das Malhas do Sul de Minas, Jacutinga está localizada em uma das regiões mais dinâmicas da Mantiqueira mineira. A proximidade com importantes centros emissores de turistas e aeroportos do Sudeste favorece o fluxo de visitantes e fortalece a integração entre moda, turismo e experiências ligadas ao território.

Além da reconhecida produção de malhas, a região reúne atrativos associados ao turismo rural, à gastronomia, aos cafés especiais, aos vinhos de inverno, à produção de azeites extravirgens e às paisagens serranas que caracterizam a Mantiqueira. A região de Jacutinga também vem se destacando pelo crescimento do enoturismo, com vinícolas em atividade e novos empreendimentos em estruturação, consolidando uma nova vocação turística associada à experiência do inverno.

Para o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, patrono da edição 2026 da FestMalhas, a feira representa muito mais do que um grande evento de moda.

“A FestMalhas revela uma característica muito própria de Minas Gerais: a capacidade de transformar vocações territoriais em experiências completas. A moda é o grande atrativo que traz as pessoas para Jacutinga, mas, quando chegam aqui, elas descobrem uma região inteira. Descobrem a Mantiqueira, a hospitalidade mineira, a gastronomia, os cafés especiais, os vinhos, os azeites, as paisagens de montanha e uma rede de experiências que cresce a cada ano. É exatamente essa diversidade que a campanha Inverno em Minas busca apresentar ao Brasil”, afirma Leônidas Oliveira.

Segundo o secretário, a presença da Secult-MG no evento tem como objetivo ampliar a visibilidade do destino para além da malharia e fortalecer a integração entre turismo, cultura e economia criativa.

“Viemos à FestMalhas para mostrar que Jacutinga é muito mais do que a Capital Nacional das Malhas. A moda é uma porta de entrada para um território extraordinário. Nosso papel é conectar essa força produtiva a uma narrativa maior, que envolve turismo, cultura, gastronomia, vinhos, azeites e experiências autênticas da Mantiqueira. Quando promovemos a feira dentro da campanha Inverno em Minas, estamos promovendo toda a região e estimulando que o visitante permaneça mais tempo, conheça outros atrativos e gere desenvolvimento para diversos setores da economia local”.

Além da comercialização de produtos diretamente dos fabricantes, a programação inclui pratos típicos da cozinha mineira, atrações culturais, espaços de lazer e experiências voltadas para toda a família, ampliando o tempo de permanência dos visitantes e fortalecendo a economia local.

Feira Nacional do Tricô

Em Monte Sião, a Fenat reafirma sua relevância como um dos maiores encontros da moda tricô do Brasil. O evento reúne expositores, lojistas e visitantes de diversas regiões do país, com programação que inclui desfiles, gastronomia, artesanato e atrações para diferentes públicos.

A expectativa é receber cerca de 100 mil visitantes ao longo da programação, consolidando a cidade como um dos principais polos nacionais do setor.

Inverno em Minas

Com o conceito “Minas: o inverno mais acolhedor do Brasil”, a campanha Inverno em Minas 2026 busca transformar a estação em um ativo estratégico para o desenvolvimento dos territórios mineiros. A iniciativa promove roteiros ligados à hospitalidade, à gastronomia, ao turismo rural, às cidades históricas, aos festivais culturais e às experiências de natureza e bem-estar.

Os números demonstram a expansão da campanha. Em 2024, foram cadastrados 267 eventos em 136 municípios. Em 2025, o total chegou a 298 eventos distribuídos em 165 cidades, o que representa crescimento de 11,6% no número de eventos e de 21,3% no número de municípios participantes.

Para 2026, a perspectiva é alcançar cerca de 350 eventos e mobilizar aproximadamente 300 municípios mineiros. A programação oficial segue com cadastro aberto até 31/8 no portal Minas Gerais.

 

Biblioteca Foto Secult MG Divulgacao 1Iniciativa reafirma o papel da literatura como direito cultural e instrumento de conhecimento, expressão e transformação social (Foto: Secult/Divulgação)

 

A VI Semana Estadual de Incentivo à Leitura (SEIL) está com inscrições abertas até 10/03. Com o tema “Ler, Criar, Pertencer”, a iniciativa promovida pelo Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas e Comunitárias, coordenado pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, consolida-se como uma ação estratégica de mobilização das bibliotecas públicas e comunitárias em todo o estado.

Neste ano, a Semana vai acontecer entre os dias 22 e 29/04 e dialogar com o Ano da Economia Criativa, propondo uma reflexão sobre a leitura como base da formação crítica. Além disso o evento celebra a criação literária como expressão cultural e econômica, além de ressaltar o pertencimento como elemento essencial para o fortalecimento das redes culturais e dos territórios mineiros.

Realizada desde 2021, a Semana já abordou temas como “Minas 300 Anos” (2021), “Mineiridade” (2022), “Poesia Mineira” (2023), “Afromineiridades” (2024) e “Ano Mineiro das Artes” (2025), reforçando uma agenda permanente de incentivo à leitura no estado.

Durante a Semana, as instituições são convidadas a promover atividades alinhadas ao tema, como rodas de conversa, oficinas literárias, exposições, encontros com escritores, saraus, intervenções artísticas e ações formativas.

A programação será construída de forma coletiva, a partir das propostas enviadas pelas bibliotecas de todas as regiões de Minas Gerais. As instituições interessadas em participar devem cadastrar suas atividades até 10/03, por meio de formulário online disponível neste link.

As ações inscritas integrarão a programação estadual e serão divulgadas pelo Sistema Estadual de Bibliotecas, ampliando a visibilidade e o alcance das iniciativas em todo o território mineiro.

A SEIL 2026 reafirma o papel da literatura como direito cultural e instrumento de conhecimento, expressão e transformação social, fortalecendo a conexão das comunidades com seus livros, bibliotecas e memórias, além de estimular práticas leitoras e criativas voltadas à valorização da identidade cultural de Minas Gerais.

Serviço
VI Semana Estadual de Incentivo à Literatura – SEIL 2026
Inscrições para bibliotecas: até 10/03
Data de realização: 22 a 29/04

Biblioteca Foto Secult MG Divulgacao 1Iniciativa busca ampliar a participação social na construção das regras que orientarão futuros editais para utilização dos ambientes culturais da instituição (Foto: Secult-MG/Divulgação)

A Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais abriu uma consulta pública para receber contribuições da sociedade civil, artistas, produtores culturais, instituições e demais interessados sobre a ocupação de seus espaços culturais. O processo contempla o Pilotis do Anexo da Biblioteca, a Passarela Cultural, a Galeria de Arte Paulo Campos Guimarães e o Teatro José Aparecido de Oliveira. O formulário está disponível neste link.

A iniciativa tem como objetivo ampliar a transparência e a participação social na definição dos critérios que irão orientar a publicação de um edital específico para utilização desses espaços. Durante o período de 30 dias corridos, a população poderá encaminhar sugestões, propostas e contribuições que servirão de base para a construção de regras mais claras, democráticas e alinhadas à vocação pública da instituição.

A consulta pública integra as ações de fortalecimento da gestão participativa dos equipamentos culturais do Estado e busca garantir que artistas, produtores, coletivos culturais e demais agentes da cultura possam contribuir diretamente para o aperfeiçoamento dos mecanismos de ocupação e uso dos espaços da Biblioteca.

A medida também reforça o papel da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais como um importante equipamento cultural voltado à promoção da leitura, da literatura, das artes, da memória e do acesso à cultura, ampliando as possibilidades de diálogo entre a instituição e a sociedade.

As contribuições recebidas serão analisadas e poderão subsidiar a elaboração do edital de ocupação cultural, fortalecendo a diversidade de usos, a democratização do acesso e a valorização das múltiplas expressões artísticas e culturais presentes em Minas Gerais.

encontrodegestores secultEvento no Palácio das Artes terá capacitação técnica e integração para fortalecer o desenvolvimento cultural e turístico do estado (Foto: Secult/Divulgação

 

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), promove o 9º Encontro de Gestores de Cultura e Turismo de Minas Gerais, que acontecerá nos dias 3 e 4/3, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, reunindo prefeitos, secretários municipais, dirigentes de cultura e turismo e equipes técnicas de todo o estado para dois dias de intenso diálogo, aprendizado e articulação estratégica.

A partir do tema Economia Criativa, ao longo dos dois dias, a programação reunirá painéis, debates, certificações, lançamentos e workshops voltados à qualificação da gestão pública municipal.

Para a secretária de Estado de Cultura e Turismo, Bárbara Botega, o Encontro fortalece a atuação conjunta entre Estado e municípios. “Quando proporcionamos qualificação e integração das políticas públicas, fomentamos o desenvolvimento dos territórios, valorizamos nossas identidades e transformamos a criatividade mineira em força transformadora”, acrescenta.

No primeiro dia, a abertura será realizada às 13h. Às 14h15, o painel “Economia Criativa: conceitos, tendências e experiências em Minas Gerais” traz a participação do professor Elias Mediotti, da Unesco. Na sequência, às 15h, o painel “Legado Criativo: o saldo das políticas públicas em Minas Gerais” reúne a secretária de Estado de Cultura e Turismo, Bárbara Botega, a subsecretária de Cultura, Maristela Rangel, a subsecretária de Turismo, Patrícia Moreira, além dos presidentes do Iepha-MG, Paulo Nascimento, da FAOP, Wirley Reis, e da Fundação Clóvis Salgado, Sérgio Rodrigo Reis.

Às 16h, o painel “Secult em Foco: serviços e oportunidades para 2026” apresenta programas, ações e perspectivas da pasta e de suas vinculadas, com mediação de Christiane Birchal.

No segundo dia, 4/3, a partir das 9h40 será realizado o painel “Criatividade e geração de renda local: como converter talentos e tradições em oportunidades econômicas” contará com Cláudio Burian, da Fundação João Pinheiro, e Eduardo Barroso, da Unesco.

Na sequência, às 11h15, o painel “Turismo e Economia Criativa: estratégias de desenvolvimento para municípios de pequeno e médio porte” reúne Antônio Caeiro, da Planeta Cultura & Sustentabilidade, Sidnéia Martins, da IGR Villas e Fazendas, e Simone Lopes, do Sebrae.

No período da tarde, as atividades acontecem simultaneamente em dois espaços. No Grande Teatro CEMIG, às 14h, o painel “O impacto da Reforma Tributária na descentralização dos recursos estaduais para os municípios” contará com representantes da Secretaria de Estado de Fazenda, com mediação da secretária de Estado Adjunta de Cultura e Turismo, Josiane de Souza. Às 15h, o painel “Mecanismos de Fomento Estadual: LEIC, FEC e PNAB” será conduzido pela Superintendente de Fomento, Capacitação e Municipalização da Cultura, Maria Luiza Jardim, e, às 16h, o Diretor de Economia da Criatividade e Articulação Cultural, José Júnior, ministra o workshop “Implantação de Conselhos Municipais e Fundos Municipais de Cultura”.

Paralelamente, na Sala Juvenal Dias, às 15h será realizado o painel “Do Território ao Mercado: como estruturar produtos turísticos que vendem”, com Thatiana Moura, da Emater, Leidson Nunes, da agência Roteiros do Velho Chico, e Danielle Teixeira, da associação Céu de Montanhas, com mediação de Nathália Heringer, do Sebrae. Às 16h, o painel “Visibilidade não é acaso: como posicionar destinos no ambiente digital” reúne Pedro Viotti, da Trina, Lúcio Fonseca Magalhães, do Ruas de BH, e o Superintendente de Comunicação Digital (Secom), Aluísio Caetano.

Confira a programação completa neste link. 

monteverde3 filipenatanaelIniciativa do Governo de Minas valoriza hospitalidade, gastronomia, vinhos, festivais e experiências nas montanhas para consolidar o estado como referência nacional na temporada de frio (Foto: Filipe Natanel)

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG), lançou nesta quinta-feira (28/5), em Monte Verde, distrito de Camanducaia, no Sul de Minas, a campanha Inverno em Minas 2026. Integrada ao programa Minas Essencial, a iniciativa busca consolidar o estado como um dos principais destinos brasileiros da temporada de frio, promovendo experiências ligadas à hospitalidade, gastronomia, cultura, natureza e bem-estar.

O lançamento ocorreu no Áustria Hotel, em Monte Verde, destino recentemente eleito o “Melhor Destino Turístico de Clima Frio” do Brasil pelo prêmio O Melhor do Turismo Brasileiro, promovido pelo jornal “O Estado de S. Paulo”. O reconhecimento reforça o protagonismo do distrito no turismo nacional e consolida Minas Gerais como referência em experiências ligadas às montanhas, ao aconchego e à hospitalidade.

Realizada em parceria com a Prefeitura de Camanducaia e a MOVE (Agência de Desenvolvimento de Monte Verde e Região), a campanha transforma o inverno mineiro em ativo estratégico da promoção turística nacional, conectando destinos, roteiros e experiências que expressam a mineiridade.

Segundo o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, o inverno potencializa características que fazem parte da identidade cultural mineira. “Minas oferece uma experiência que vai além do clima. É o território do acolhimento, da cozinha afetiva, das montanhas, dos festivais, dos vinhos, dos cafés e das memórias. O Inverno em Minas transforma essa atmosfera em oportunidade de desenvolvimento para os territórios e para toda a cadeia do turismo”, afirma.

Com o conceito “Minas: o inverno mais acolhedor do Brasil”, a campanha aposta em conteúdos e experiências ligadas ao aconchego, ao romance, à desaceleração e às tradições mineiras. Entre os destaques estarão pousadas com lareira, chalés nas montanhas, hotéis fazenda, cafés especiais, vinhos mineiros, azeites, queijos artesanais, gastronomia de fogão a lenha, wellness, turismo rural, trilhas, roteiros gastronômicos e experiências em cidades históricas.

Eixos estruturantes

A edição 2026 será estruturada em três grandes eixos: Território dos Vinhos, Minas Hospeda e Festivais de Inverno. O Território dos Vinhos reúne vinícolas e experiências de enoturismo em regiões como Sul de Minas, Campo das Vertentes, Canastra, Cordilheira do Espinhaço e cidades históricas. Já o Minas Hospeda fortalece a promoção dos meios de hospedagem mineiros, conectando hotéis, pousadas e resorts à experiência da mineiridade e à valorização dos produtos locais.

No eixo dos Festivais de Inverno, a campanha articula eventos culturais, gastronômicos e musicais em todas as regiões do estado, incluindo atrações como a Vesperata de Diamantina, o Festival de Inverno de Ouro Preto, o Festival Cultural e Gastronômico de Prados e o Festival Cultura e Cozinha Mineira do Cerrado, em Patrocínio.

Expansão

Os números das edições anteriores demonstram o crescimento da iniciativa. Em 2024, o Inverno em Minas reuniu 267 eventos em 136 municípios. Já em 2025, foram 298 eventos cadastrados em 165 municípios, crescimento de 11,6% no número de eventos e de 21,3% no número de cidades participantes. Para 2026, a expectativa será alcançar cerca de 350 eventos cadastrados e mobilizar aproximadamente 300 municípios mineiros.

Cadastro

O cadastramento de eventos para integrar a programação oficial ficará aberto entre os dias 28/05 e 31/08, por meio do portal Minas Gerais. A proposta será ampliar a visibilidade das experiências de inverno e fortalecer a promoção integrada dos destinos mineiros.

Monte Verde ocupa papel central nessa estratégia. Localizado na Serra da Mantiqueira, o distrito reúne características que sintetizam o turismo de inverno mineiro: clima frio, paisagens serranas, gastronomia, arquitetura alpina, hospitalidade e programação cultural. Durante a estação, o destino receberá mais uma edição do festival Inverno nas Montanhas, entre 27/6 e 2/8, com apresentações artísticas gratuitas. Já o festival Amor nas Montanhas terá encerramento especial com show gratuito de Beto Guedes no dia 27/6.

Segundo Rebecca Wagner, presidente da MOVE, o lançamento da campanha fortalece ainda mais a posição de Monte Verde no cenário nacional. “Monte Verde já recebeu a primeira Feira Nacional de Destinos Turísticos de Clima Frio e agora sedia o lançamento do Inverno em Minas 2026. É uma iniciativa estratégica para fortalecer e ampliar a divulgação do turismo mineiro neste período tão importante para o setor”, destaca.

A campanha contará com ações integradas de comunicação, promoção turística, presença digital e articulação com o trade, incluindo conteúdos no Portal Minas Gerais, redes sociais e produção de roteiros e portfólios temáticos. O objetivo é consolidar Minas Gerais como referência nacional em turismo de experiência, hospitalidade e gastronomia durante a temporada de frio.

 

DSC 5349O curso é presencial, realizado em Ouro Preto, com aulas teóricas e práticas voltadas à análise, diagnóstico e intervenção em bens culturais móveis (Foto: Ascom Faop/Divulgação)

A Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop) está com inscrições abertas para o processo seletivo do Curso Técnico em Conservação e Restauro, oferecido pela Escola de Arte Rodrigo Melo Franco de Andrade (EARMFA). São disponibilizadas 20 vagas gratuitas para ingresso no primeiro semestre de 2026, no turno da manhã. As inscrições devem ser feitas exclusivamente online entre 20 de fevereiro e 15 de março de 2026, até às 23h59, por meio de formulário eletrônico disponível no site da instituição.

O curso é presencial, realizado em Ouro Preto, com aulas teóricas e práticas voltadas à análise, diagnóstico e intervenção em bens culturais móveis, como papel, escultura policromada e pintura de cavalete. A formação possui carga horária total de 1.558 horas, distribuídas em cinco módulos semestrais, totalizando dois anos e meio de formação. As aulas acontecem de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h.

Podem participar candidatos que já concluíram o ensino médio ou que estejam cursando a partir do 2º ano. Das 20 vagas ofertadas, 10 são destinadas a estudantes de escola pública (com reserva para candidatos autodeclarados pretos, pardos ou indígenas), 1 vaga é destinada a pessoa com deficiência (PCD) e 9 vagas são para ampla concorrência.

O candidato deverá anexar, no momento da inscrição, os documentos de identidade e CPF, histórico escolar do ensino médio, documentos específicos para vagas reservadas (quando for o caso) e demais documentos conforme estabelecido no Edital. A seleção será realizada em etapa única, por meio da análise do histórico escolar. Serão consideradas as notas de língua portuguesa, química, história e biologia.

Cronograma:

Inscrições: 20/02 a 15/03/2026
Resultado parcial: 18/03/2026
Recursos: 19 e 20/03/2026
Resultado final: 24/03/2026
Matrícula presencial: 25 e 26/03/2026
Início das aulas (previsto): 06/04/2026

O edital completo, com todas as regras, documentação detalhada e orientações para inscrição, está disponível no site da Faop, acesse aqui.

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Parceria amplia ações integradas para qualificação, articulação institucional e fortalecimento das políticas públicas museais em Minas Gerais (Foto: Paulo Lacerda)

A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG), por meio da Diretoria de Museus e do Sistema Estadual de Museus de Minas Gerais (SEMMG), assinou na última quarta-feira (27), em Belo Horizonte, um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), fortalecendo as políticas públicas voltadas ao campo museal e ampliando a integração entre Minas Gerais e o Governo Federal.

A assinatura ocorreu durante a programação do Programa (re)Conexões – Minas Gerais, realizado no Palácio das Artes, encontro que reúne gestores culturais, profissionais da museologia, pesquisadores, instituições de memória e representantes de museus de diversas regiões do estado.

O documento foi assiando pela subsecretária de Cultura de Minas Gerais, Maristela Rangel, e pela presidenta do Ibram, Fernanda Castro, que participou da programação do evento promovido em parceria com o Sistema Estadual de Museus de Minas Gerais.

Com vigência inicial de 12 meses, o acordo estabelece uma agenda conjunta de ações voltadas ao fortalecimento do Sistema Estadual de Museus, à ampliação das políticas públicas museais, à formação e capacitação de profissionais do setor, à realização de encontros técnicos e à articulação institucional entre os entes federativos e as instituições museológicas mineiras.

A cooperação prevê ainda iniciativas relacionadas à implantação e ao fortalecimento de sistemas municipais de museus, compartilhamento de informações técnicas, incentivo à participação das instituições mineiras nas ações nacionais do Ibram e integração de Minas Gerais a programas estruturantes do setor museal brasileiro.

Entre as iniciativas contempladas estão programas nacionais como Acervo em Rede, Arqmuseus, Bibliomuseus, Tainacan, Pontos de Memória, Cadastro Nacional de Museus e ações voltadas à gestão de riscos do patrimônio musealizado.

Para a subsecretária de Cultura de Minas Gerais, Maristela Rangel, a assinatura do ACT representa um importante avanço para a consolidação das políticas públicas museais no estado.

“Este acordo reafirma o compromisso de Minas Gerais com a valorização dos museus, da memória e do patrimônio cultural. Trata-se de uma construção institucional estratégica, que fortalece o Sistema Estadual de Museus, amplia o diálogo federativo e cria novas possibilidades de formação, articulação e desenvolvimento para os museus mineiros. Minas Gerais possui uma rede museal diversa, potente e estratégica para a cultura brasileira”, destacou.

A presidenta do Ibram, Fernanda Castro, ressaltou a importância do fortalecimento das redes colaborativas e da aproximação entre os sistemas federal e estadual de museus para o desenvolvimento das políticas públicas do setor em todo o país.

O acordo também institucionaliza ações articuladas entre a Secult-MG e o Ibram no âmbito do Programa (re)Conexões, iniciativa nacional voltada à ampliação da participação social, ao fortalecimento do Sistema Brasileiro de Museus e à construção colaborativa de políticas públicas para o campo museal.

A Diretoria de Museus da Secult-MG teve papel estratégico na construção e articulação do ACT, consolidando Minas Gerais como referência nacional no fortalecimento das políticas museais e no desenvolvimento de ações integradas voltadas à preservação, valorização e difusão do patrimônio cultural.

54 AP 5384Folia mineira injetou cerca de R$ 5,83 bilhões na economia do estado, alta de 10% em relação ao ano anterior, com crescimento expressivo da ocupação hoteleira e do Carnaval das Cidades Históricas, marcando o estado como destino plural da folia (Foto: Dirceu Valério)

 

Com forte participação popular e centenas de ações descentralizadas, o Carnaval da Liberdade 2026, realizado pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), chega ao fim consolidando mais um ano de crescimento histórico para todo o estado.

Ao longo dos quatro dias de festa, entre sábado (14/2) e terça-feira (17/2), Minas Gerais reuniu 14,9 milhões de foliões no estado, sendo 6,5 milhões apenas em Belo Horizonte, superando em 14,2% os números registrados em 2025 — quando o estado recebeu 13,2 milhões de foliões, sendo 6 milhões apenas na capital mineira.

Os resultados reafirmam a força da vocação carnavalesca mineira como motor de turismo e desenvolvimento econômico. Os dados são do Observatório do Turismo de Minas Gerais, vinculado à Secult-MG.

"Esses números mostram a potência que se tornou o Carnaval de Minas Gerais, o nosso Carnaval da Liberdade. Estamos comemorando este momento tão importante no processo de consolidação da nossa festa. Minas Gerais conquistou e vai continuar conquistando todo o mundo", disse a secretária de Estado de Cultura e Turismo, Bárbara Botega.

Os números consolidados do Carnaval em Minas Gerais foram divulgados nesta quinta-feira (19/2), no Palácio da Liberdade, durante coletiva de imprensa conduzida pela secretária da Secult-MG, Bárbara Botega. A apresentação contou com a participação de representantes das Forças de Segurança e das demais secretarias de Estado que atuaram de forma integrada na organização da festa.

“Foi preciso muito planejamento, trabalho e união entre todas as secretarias e demais envolvidos. Muitas pessoas atrás das mesas e gabinetes, planejando e criando estratégias para que pudéssemos ir às ruas com segurança e a possibilidade de escolher se queríamos ir à folia ou escolher a tranquilidade”, ressaltou a secretária adjunta de Comunicação Social, Cássia Ximenes.

Carnaval na capital

Apenas as ações do Carnaval da Liberdade 2026 promovidas pelo Governo de Minas, por meio da Secult-MG e da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), reuniram milhares de pessoas em Belo Horizonte. A multidão de foliões ocupou, entre sábado e terça-feira, as três Avenidas Sonorizadas — Amazonas, Andradas e Brasil — para apresentações de 23 blocos carnavalescos, dentro do projeto Via das Artes, que neste ano contou com painéis de led para reverberar obras de arte, além de tecnologia de ponta para aprimorar a qualidade do som aos foliões.

O Palácio do Samba, que levou o melhor do samba raiz aos jardins do Palácio da Liberdade durante os quatro dias de Carnaval, reuniu um público médio de 1,5 mil pessoas por dia. A iniciativa apresentou 87 atrações que marcaram a história do gênero em Minas Gerais, oferecendo uma programação diversificada. Ao todo, foram gerados cerca de 120 postos de trabalho diretos.

O Carnaval da Liberdade em Belo Horizonte também contou com a participação da Sinfônica Pop e shows com 25 artistas no Palco Aberto, no Palácio das Artes, durante o pré-Carnaval.

Economia carnavalesca

Mais uma vez, a movimentação econômica e o impulsionamento da economia criativa foram um destaque à parte em Minas. Neste ano, foram R$ 5,83 bilhões movimentados na economia mineira devido ao Carnaval, um aumento de 10% em relação ao ano passado, quando houve movimentação financeira de R$ 5,3 bilhões. Os dados exemplificam o impacto positivo para o turismo, a hotelaria, a gastronomia, o transporte e o setor de serviços.

"Esses valores confirmam muito a importância do carnaval de Belo Horizonte, mas do interior também. Tivemos recorde de pessoas visitando nossas cidades históricas e a região do Lago de Furnas. Portanto, o Carnaval da Tranquilidade também foi o responsável para chegarmos nesses valores significativos", ressaltou Bárbara Botega.

Investimentos do Governo de Minas

Ao todo, o investimento completo do Governo de Minas no Carnaval da Liberdade 2026 foi de R$ 26,5 milhões em ações coordenadas pela Secult-MG, com apoio da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), da Codemge e da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).

O Edital Carnaval da Liberdade Cemig 2026 destinou R$ 12 milhões, via Lei Estadual de Incentivo à Cultura, quase 200% a mais do que em 2023 e acima do valor aportado em 2025, fortalecendo blocos, artistas e iniciativas culturais na capital e no interior.

Já a Codemge aportou 13,5 milhões em diversas frentes de apoio à folia, como a estruturação das Avenidas Sonorizadas em Belo Horizonte, incluindo as avenidas Amazonas, Brasil e Andradas, além da estruturação do Palácio do Samba, no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, e ações de sinalização e acessibilidade nas regiões de concentração de blocos.

Completando os investimentos, Copasa aportou mais de R$ 1 milhão em diversas ações, incluindo a distribuição de água para os foliões e o patrocínio ao projeto Reciclabelô, com distribuição de kits de trabalho para catadores de materiais recicláveis na capital mineira.

Hotelaria

Em 2026, a hotelaria de Belo Horizonte manteve desempenho elevado durante o Carnaval da Liberdade, com média de ocupação de 85,62%, e pico de 92,3% no fim de semana, superando em 3,5% o percentual máximo registrado em 2025 (90,2%). O valor da diária média na capital mineira cresceu 15,2% na região Centro-Sul e 11,2% nas demais regiões.

Nos destinos de lazer, principalmente no interior do estado, os resultados foram ainda mais expressivos. Os hotéis de lazer monitorados pela Associação Mineira de Hotéis e Lazer (AMIHLA) registraram 97% de ocupação em 2026, evidenciando a alta procura por experiências ligadas ao descanso, à natureza e ao turismo de bem-estar durante o período carnavalesco.

O desempenho confirma a consolidação do Carnaval da Liberdade como um modelo equilibrado, capaz de impulsionar tanto os grandes centros urbanos quanto os destinos turísticos voltados ao lazer, fortalecendo de forma ampla a atividade econômica e turística em Minas Gerais.

Cidades históricas

O Carnaval da Liberdade levou mais de 376 mil pessoas às cidades históricas mineiras, como Ouro Preto, Mariana, Tiradentes, São João del-Rei e Diamantina, representando crescimento de 7,5% em comparação ao Carnaval de 2025. Muitos turistas, porém, optaram por descansar, fugindo do agito e buscando destinos em meio à natureza. Exemplo disso é Capitólio, o Mar de Minas, que recebeu mais de 315 mil visitantes durante o período do Carnaval da Liberdade 2026, cerca de 15 mil turistas a mais do que em 2025.

Carnaval da mobilidade

O fluxo de visitantes também atingiu números históricos em Minas Gerais durante o período do Carnaval, segundo levantamento da Secretaria de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra-MG). O Terminal Rodoviário Governador Israel Pinheiro (Tergip), em Belo Horizonte, contabilizou 152.258 passageiros, alta de 2,6% em relação aos 148.256 passageiros de 2025. No transporte aéreo, o número de passageiros em voos internacionais no Aeroporto de Confins avançou 18,5%, saltando de 7.500 para 8.887 viajantes.

 

fotoreco2 paulolacerdaEncontro promovido pelo Ibram em parceria com o Sistema Estadual de Museus de Minas Gerais acontece nos dias 27 e 28 e inclui oficina sobre gestão de riscos em museus (Foto: Paulo Lacerda)

O Palácio das Artes recebe nos dias 27 e 28 o Programa (re)Conexões, promovido pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), em parceria com o Sistema Estadual de Museus de Minas Gerais (SEMMG), em Belo Horizonte. O encontro acontecerá no Teatro João Ceschiatti, reunindo profissionais de museus, pesquisadores, estudantes, gestores culturais, coletivos, pontos de memória e representantes do campo museal de diferentes regiões do estado.

Nesta edição, o programa propõe um espaço de escuta, diálogo e construção colaborativa em torno de pautas estratégicas para o setor museal brasileiro. No dia 27, das 10h às 17h30, serão debatidos temas ligados à reestruturação do Sistema Brasileiro de Museus (SBM), à implantação do Sistema de Participação Social (SPAS) do Ibram e à normatização do Fórum Nacional de Museus.

Já no dia 28, será realizada uma oficina sobre Plano de Gestão de Riscos, ministrada pela especialista Simone Mitsumori. A atividade terá carga horária de quatro horas e emissão de certificado para os participantes. Na sequência, a Diretoria de Museus convida para uma visita mediada ao Museu Mineiro, às 15h.

Segunda edição em Minas Gerais

A edição de 2026 dá continuidade ao processo de fortalecimento institucional iniciado em Minas Gerais em 2024, quando o estado voltou a integrar de maneira mais próxima as articulações promovidas pelo Ibram. O encontro realizado naquele ano marcou a retomada do diálogo federativo no campo museal mineiro e ampliou a participação de instituições parceiras, incluindo a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), por meio do curso de Museologia.

“Minas Gerais possui uma das maiores redes museais do país, com mais de 400 museus registrados. Receber o (re)Conexões fortalece o diálogo entre instituições, profissionais e políticas públicas fundamentais para o futuro do setor em nosso Estado”, diz o Superintendente de Museus, Bibliotecas e Economia da Criatividade, Bruno Balista.

O Programa (re)Conexões é uma retomada do antigo Programa Conexões, lançado pelo Ibram em 2012, e percorre diferentes estados brasileiros com o objetivo de ampliar a participação social e promover discussões estruturantes para as políticas públicas de museus no país.

 

Serviço

Programa (re)Conexões – Minas Gerais
Data e horário: 27/005, das 10h às 17h30 e 28/05, das 09 às 13h e das 15h às 16h (visita mediada no Museu Mineiro)
Local: Palácio das Artes - Teatro João Ceschiatti (Av. Afonso Pena, 1537, Centro, Belo Horizonte)

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Projeto social articulado pela Polícia Militar reúne crianças e adolescentes em desfile que une cultura, educação e cidadania na Praça da Liberdade (Foto: Cesar Tropia)

Mais de 120 crianças e adolescentes de comunidades de Belo Horizonte participaram, no domingo (15), do desfile do Bloco Show, na Praça da Liberdade, durante o Carnaval da Liberdade 2026. A apresentação, que seguiu em cortejo até a região da Savassi, marcou o início de uma campanha educativa com o tema “Inclusão”, com foco no enfrentamento ao capacitismo e na valorização das diferenças.

O bloco é resultado de um trabalho contínuo de formação cultural e socioeducativa desenvolvido ao longo do ano com jovens de comunidades como Alto Vera Cruz, Vila Ponta Porã, Granja de Freitas, Vila Acaba Mundo, Pedreira, Vila São Rafael,Taquaril, Morro das Pedras, Ventosa e Serra.

Com idade média de 13 anos, os integrantes participam de oficinas de musicalização, dança e atividades educativas, que utilizam a cultura como ferramenta de prevenção social e fortalecimento do protagonismo juvenil.

Idealizado pelo 22º Batalhão da Polícia Militar de Minas Gerais em parceria com a OSC Grupo FOCUS, o projeto atua como ação de polícia comunitária, promovendo inclusão social por meio da arte e da ocupação qualificada do espaço público.

“Pra mim é um motivo de orgulho estar aqui hoje no Palácio da Liberdade, na Praça da Liberdade, com o Bloco Show, que é fruto de um projeto social que abrange crianças de dez comunidades que compõem a área de atuação do 22º Batalhão da Polícia Militar de Minas Gerais. Com essa apresentação, nós iniciamos uma campanha de prevenção com o tema ‘Inclusão’, um manifesto anticapacitismo. Esse manifesto vai basear as ações do ano inteiro com essas crianças, que aqui são também artistas que contribuem com o Carnaval da Liberdade”, destacou o Sargento Johnny.

A secretária de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Bárbara Botega, acompanhou o desfile e ressaltou a importância da iniciativa. “Esse projeto é um exemplo magnífico da força da Polícia Militar e do potencial de uma ação que consegue unir educação, cultura, inclusão, prevenção e segurança. Parabéns à PM pela iniciativa e que esse projeto, que abraça tantas comunidades de BH, cresça e se fortaleça sempre”, elogiou.

Para os jovens participantes, o bloco representa oportunidade de aprendizado, pertencimento e transformação. “Eu participo do bloco há mais de cinco anos e é muito legal ter essa experiência. Aqui aprendemos a tocar e, há mais de três anos, aprendemos a desfilar também. Eu pretendo continuar no Bloco até quando der”, relatou a integrante Maria Luiza.

Além do desfile carnavalesco, o tema da inclusão seguirá como eixo das atividades ao longo de 2026, com ações educativas previstas para alcançar cerca de 10 mil crianças e adolescentes da rede pública, ampliando o impacto social do projeto e consolidando o Bloco Show como ferramenta permanente de prevenção e cidadania.

DSC00228 Filipe Natanael 1Programa nasce como a mais ampla política estadual voltada à organização, promoção e valorização dos meios de hospedagem mineiros, em parceria com entidades da cadeia hoteleira (Foto: Filipe Natanel)

O Governo de Minas lançou nesta terça-feira (26), no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, o Minas Hospeda, programa que transforma a hospitalidade mineira em política pública voltada à organização, promoção e valorização dos meios de hospedagem em todas as regiões do estado. Desenvolvida pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG), a iniciativa integra o Minas Essencial e busca fortalecer a rede hoteleira, ampliar a visibilidade dos empreendimentos e consolidar Minas Gerais como referência nacional em acolhimento e experiência turística.

O programa nasce em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Minas Gerais (ABIH-MG), Associação Mineira de Hotéis de Lazer (AMIHLA) e Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA). Durante o lançamento, foi firmado um protocolo de intenções entre as instituições para estruturar ações conjuntas de qualificação, promoção e fortalecimento da cadeia hoteleira mineira.

Para o governador Mateus Simões, o programa reconhece a hospitalidade como ativo econômico e cultural do estado. “Minas sempre foi reconhecida pelo seu modo de receber. O que fazemos agora, com o Minas Hospeda, é transformar essa vocação em política pública, ampliando oportunidades para os empreendedores, os municípios e toda a cadeia do turismo”, afirma.

Segundo o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, o programa conecta hospedagem e identidade cultural. “Hospedar em Minas é muito mais do que oferecer uma estadia. É apresentar uma cultura, uma mesa, um modo de receber, uma paisagem e uma memória. O Minas Hospeda transforma hotéis, pousadas e resorts em vitrines vivas da mineiridade”, destaca.

A primeira entrega prática do programa será a ampliação do cadastro estadual dos meios de hospedagem por meio do portal Minas Gerais. Os empreendimentos poderão realizar ou atualizar seus registros diretamente na plataforma, fortalecendo a organização da oferta turística do estado. Minas Gerais possui atualmente cerca de 5 mil meios de hospedagem. Dados do Observatório do Turismo mostram que cinco em cada dez turistas utilizam hotéis e pousadas durante suas viagens pelo estado, enquanto a Pesquisa de Demanda Turística 2025 aponta notas de 9,2 para hospitalidade e 9,0 para hotéis e gastronomia.

O Minas Hospeda será desenvolvido em quatro frentes estratégicas: organização e visibilidade da hotelaria; valorização da experiência mineira nos meios de hospedagem; promoção e articulação comercial; e criação do Selo Minas Hospeda, voltado ao reconhecimento da excelência em acolhimento, sustentabilidade, acessibilidade e identidade cultural.

O programa também se conecta à revitalização do Minas Recebe, iniciativa voltada ao fortalecimento do turismo receptivo, integrando hospedagem, promoção, experiências territoriais e comercialização turística em uma estratégia conjunta de fortalecimento da cadeia do turismo.

Durante o lançamento foi apresentada a 5ª edição do Congresso AMIHLA — Desafios da Hotelaria 2026, que acontece nos dias 27 e 28, no CenterMinas Expo, em Belo Horizonte. Considerado o maior evento da hotelaria de lazer em Minas Gerais, o congresso integra as ações do Minas Hospeda ao reunir empresários, gestores e especialistas em torno de temas como inovação, gestão, qualificação e tendências do setor.

A programação contará com palestras do secretário Leônidas Oliveira, do economista Ney Freitas, da especialista em inteligência artificial generativa Kamila Cheliga e de outras lideranças da hotelaria nacional. O evento também terá feira de negócios com soluções tecnológicas, fornecedores e expectativa de receber cerca de 2 mil participantes ao longo dos dois dias.

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Rotas transformam vocações territoriais em produtos turísticos, fortalecem economias locais e revelam novas formas de viver a mineiridade (Foto: Edward Elias Junior)

Minas Gerais avança na consolidação de uma política pública estruturante para o turismo. A partir do Projeto Estratégico de Diversificação da Oferta Turística – Novas Rotas Turísticas em Minas Gerais, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), em parceria com o Sebrae Minas, tem implementado uma iniciativa inovadora que soma resultados expressivos no setor.

Entre 2023, ano de sua criação, e 2025, foram lançadas 14 rotas turísticas, impactando 58 municípios, em nove mesorregiões do estado, com a criação de 14 governanças, mais de 550 empresas atendidas, 143 experiências turísticas estruturadas e mais de 10 mil horas de consultoria especializada. O impacto econômico também se fez sentir, com aumento médio de 22% no faturamento dos negócios participantes.

A iniciativa surgiu de um olhar atento aos dados. Ao analisar a pesquisa de demanda do Observatório do Turismo de Minas Gerais (2022), o vice-governador Mateus Simões identificou uma concentração de produtos turísticos em destinos já consolidados, e questionou como ampliar o tempo de permanência do visitante, diversificar experiências e levar o turismo a novos territórios do estado.

A resposta veio na forma de um projeto estruturante, orientado pela criação de novos produtos turísticos organizados em rotas temáticas, conectadas às vocações culturais, naturais e produtivas de cada região.

Para Mateus Simões, a iniciativa consolida o turismo como vetor de desenvolvimento regional. "Quando estruturamos novas rotas, estamos organizando a oferta, gerando oportunidades em diferentes regiões e fortalecendo cadeias produtivas locais. O turismo passa a ser uma política de desenvolvimento, baseada em planejamento, dados e valorização das nossas identidades", afirma.

Desde o início, o projeto estabeleceu uma meta clara: estruturar 16 novas rotas turísticas até 2026, cobrindo todas as regiões de Minas Gerais. O ano de 2023 marcou o início da fase piloto, com a implantação da Rota das Artes e das Rotas do Café do Sul de Minas e do Café do Cerrado Mineiro, quando foram testados modelos de governança, planejamento, qualificação e promoção.

Por meio do programa Check-in Turismo, do Sebrae Minas, os pequenos negócios receberam consultorias para a qualificação das experiências e fortalecimento da governança, contribuindo para a estruturação dos destinos e o aumento da competitividade dos pequenos negócios.

Já no final de 2025, o Projeto Estratégico de Diversificação da Oferta Turística alcançou um marco expressivo: 14 rotas estruturadas e lançadas, do total de 16 previstas até 2026.

As duas rotas que faltam para alcançar o objetivo inicial já estão em fase de planejamento e prototipagem, com lançamentos programados para este ano. E há mais por vir: o sucesso da iniciativa ampliou horizontes.

Diante dos resultados alcançados, tanto em impacto econômico quanto em fortalecimento da governança regional, qualificação do trade e valorização dos territórios, a Secult-MG e o Sebrae Minas estudam a ampliação do projeto com a incorporação de mais seis novas rotas turísticas, expandindo ainda mais o alcance da política pública e consolidando Minas Gerais como referência nacional em turismo de experiências.

"O Projeto Novas Rotas Turísticas deixa, assim, um legado: uma nova forma de planejar o turismo em Minas Gerais, baseada na escuta dos territórios, na valorização da mineiridade e na construção coletiva de experiências autênticas. Um projeto que nasceu como resposta a um desafio e que, hoje, se projeta como política pública estruturante, viva e em permanente expansão", avalia a secretária de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Bárbara Botega.

Mais do que criar roteiros, o projeto se consolidou como uma política pública de desenvolvimento territorial. Cada rota passou a contar com um plano de trabalho exclusivo, elaborado a partir da leitura do território, envolvendo ações de fortalecimento da governança, desenho de experiências, criação de identidade e marca, capacitação do empresariado local, promoção e apoio à comercialização.

“As Novas Rotas Turísticas significam um avanço estratégico para o turismo em todo o estado e amplia o protagonismo dos pequenos negócios dessa cadeia, ao promover a diversificação dos produtos, valorizar identidades locais, além de criar experiências válidas e autênticas para os visitantes. É uma iniciativa que gera renda, amplia a competitividade e conecta cultura e empreendedorismo no nosso estado”, ressalta o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, Marcelo de Souza e Silva.

Rotas lançadas a partir de 2023

Rota das Artes (Metropolitana de Belo Horizonte)
Rota Cafés do Sul de Minas (Sul e Sudoeste de Minas)
Rota Café do Cerrado Mineiro (Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba)
Rota de Cicloturismo Bahia–Minas (Jequitinhonha / Vale do Mucuri)
Rota do Queijo do Serro (Metropolitana de Belo Horizonte)
Rota Queijo, Café e Cachoeira (Canastra, Oeste de Minas / Sul e Sudoeste de Minas)
Rotas Experiências Canastreiras (Oeste de Minas / Sul e Sudoeste de Minas)
Rota Vulcânica (Sul e Sudoeste de Minas)
Rota Caparaó Mineiro (Zona da Mata)
Rota Caminho da Agonia (Sul e Sudoeste de Minas)
Rota Caminhos Franciscanos (Vale do Mucuri / Vale do Rio Doce / Zona da Mata)
Rotas do Cipó (Metropolitana de Belo Horizonte)
Cordilheira do Espinhaço – Do Jequi ao Norte (Norte de Minas)
Destino Peruaçu (Norte de Minas)

 

 WhatsApp Image 2026 05 13 at 14.51.28Ação é viabilizada por meio da Plataforma Semente e prevê a elaboração de diagnósticos do estado de conservação de 511 caixas com documentos (Foto: APM/Divulgação

Está em andamento no Arquivo Público Mineiro (APM), o projeto “Páginas da História de Minas”, iniciativa voltada à preservação e preparação técnica de documentos históricos da instituição.

Proposta por meio da Associação Cultural do Arquivo Público Mineiro (ACAPM), importante parceira do APM na captação e gestão de recursos destinados à preservação documental, a iniciativa contempla documentos produzidos pela Presidência da Província entre 1821 e 1889. Esses materiais necessitam de cuidados técnicos especializados para garantir sua preservação e possibilitar futuras ações de digitalização e acesso público.

Viabilizado por meio da Plataforma Semente, o projeto prevê a elaboração de diagnósticos do estado de conservação de todas as caixas que compõem parte do conjunto documental, totalizando 511 caixas. Também serão realizadas ações de higienização, troca de acondicionamento e preparação técnica para digitalização.

A execução do projeto atende à Recomendação Conjunta MPMG/CPPC nº 26/2019 e dá continuidade aos trabalhos desenvolvidos anteriormente pelo projeto Arquivo Público Mineiro: Preservação do Patrimônio, que já promoveu ações de conservação em parte significativa da documentação histórica sob guarda da instituição.

 

 TRO8213Ações culturais exaltam a hospitalidade mineira e dão as boas-vindas aos visitantes nos dias 12, 13 e 14 (Foto: César Tropia) 

Belo Horizonte, um dos principais destinos de Carnaval no Brasil, começa a celebrar a folia já na chegada dos visitantes. Durante os dias 12, 13 e 14, os espaços de desembarque do Aeroporto Internacional e da Rodoviária se transformam em extensões do Carnaval da Liberdade 2026, sob o conceito “É só entrar. A rua é nossa.”.

A iniciativa é do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), e conta com o patrocínio da Cemig, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura.
Como parte dessa programação de boas-vindas, a Cia de Dança Palácio das Artes realiza duas apresentações do flash mob “Delírio Carnavalesco”, criado a partir de um arranjo coreográfico com trechos do repertório da companhia. A performance surpreende o público em meio à rotina dos espaços de circulação, celebrando o encontro entre arte, movimento e alegria. A primeira apresentação aconteceu nesta quinta-feira, às 11h, na Rodoviária, e a segunda acontece, às 16h, no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte.

Para a secretária de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Bárbara Botega, a ação traduz a hospitalidade mineira e celebra a cultura do estado. “O Carnaval da Liberdade começa no momento em que o visitante pisa em Minas. Queremos que cada pessoa que chegue ao nosso estado se sinta acolhida, convidada a fazer parte da festa e a ocupar a rua com alegria e respeito. Essa ação traduz a hospitalidade mineira e mostra que o nosso Carnaval é construído com participação, diversidade e pertencimento”, destacou.

No aeroporto, o momento de retirada de bagagens se transforma em uma experiência inesperada de Carnaval. Instrumentos de sopro e percussão surgem discretamente entre os passageiros e, aos poucos, a música toma conta do ambiente. O ritmo cresce, dançarinos e personagens carnavalescos entram em cena e um cortejo espontâneo conduz os recém-chegados até o saguão, criando uma atmosfera vibrante e acolhedora.
Logo após o desembarque, os turistas são convidados a conhecer a Casa Mineira, espaço cenográfico inspirado na hospitalidade do estado. Ao atravessar o ambiente, o público percorre um túnel imersivo com painéis de LED de alta resolução, efeitos visuais e trilha sonora que transportam o visitante diretamente para o Carnaval nas ruas de Belo Horizonte com imagens reais da folia, sons de bateria, blocos e multidões. A ativação acontece duas vezes por dia, durante os três dias de programação.

Na Rodoviária de Belo Horizonte, a ação ganha uma versão adaptada ao fluxo intenso de passageiros. A Casa Mineira recebe o público com DJ ao vivo, painéis audiovisuais com imagens do Carnaval da capital, interação com os viajantes e distribuição de brindes, garantindo que quem chega de ônibus também experimente uma recepção calorosa e o início antecipado da festa.


O Carnaval da Liberdade 2026 é uma iniciativa do Governo de Minas, por meio da Secult-MG e da Fundação Clóvis Salgado, em parceria com a Codemge, com realização do Instituto João Ayres. Criado em 2023, o projeto se consolida como um dos principais motores da economia criativa e do turismo no estado.

Museu Mineiro 3 Foto César TrópiaMunicípios e instituições têm até 26 para cadastrar atividades da edição que acontece em 18/06 (Foto: Cesar Tropia)

A Noite Mineira de Museus e Bibliotecas está com inscrições abertas para a 17ª edição, que será realizada no dia 18/06 , mobilizando equipamentos culturais de diversas regiões do estado em uma programação noturna gratuita voltada à valorização da cultura, da memória e do patrimônio mineiro.

Gestores culturais de todo o estado têm até o dia 26/05 para cadastrar suas atividades a partir do preenchimento do formulário acessível neste link.

A Noite Mineira é uma iniciativa do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo, com coordenação da Superintendência de Bibliotecas, Museus e Economia da Criatividade, e realização dos equipamentos culturais participantes do evento.

Museus, bibliotecas e arquivos de Minas Gerais podem integrar a programação dessa ação, que segue ampliando sua rede de participação em todo o estado. A permanência dos arquivos entre os equipamentos aptos a participar reforça o caráter abrangente da iniciativa e reconhece a importância dos acervos documentais na preservação da memória coletiva e na difusão do conhecimento.

Realizada bimestralmente, a Noite Mineira propõe a ampliação do horário de funcionamento desses espaços culturais no período noturno, com atividades a partir das 18h. Durante o evento, o público pode participar gratuitamente de uma programação diversa, que inclui exposições, saraus, oficinas, apresentações artísticas, rodas de conversa, visitas mediadas, intervenções culturais e ações educativas desenvolvidas de acordo com as especificidades de cada município.

A iniciativa busca aproximar as comunidades locais dos equipamentos culturais, fortalecendo museus, bibliotecas e arquivos como espaços de convivência, aprendizado, pertencimento e construção de identidades. Além de incentivar o acesso à cultura, a programação também contribui para dar visibilidade aos equipamentos culturais municipais e estimular o engajamento das comunidades com seus patrimônios locais.

Serviço:

17ª Noite Mineira de Museus, Bibliotecas e Arquivos
Data: 18/06
Horário: 18h às 22h
Inscrições para gestores: até 26/05

 MG 6284 Cesar TropiaEstado reforça seu protagonismo na execução da PNAB, ampliando o acesso aos recursos, valorizando a diversidade cultural, os territórios e as identidades (Foto: Cesar Tropia)

 O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), lança os editais do segundo ciclo da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) Ao todo, serão investidos R$ 100,7 milhões, distribuídos em cinco editais, que somam 2.996 oportunidades entre bolsas, premiações e fomento a projetos culturais em todo o território mineiro.

O novo ciclo contempla diversas linguagens artísticas e culturais, amplia o alcance da política pública e traz marcos históricos para Minas Gerais, como a linha exclusiva e inédita de fomento voltada aos povos indígenas, além do fortalecimento da cultura popular afro-mineira e da Rede Cultura Viva.

“O segundo ciclo da PNAB em Minas consolida uma política pública construída a partir da escuta, da diversidade e do compromisso com os territórios. Ao criar, pela primeira vez, uma linha específica de fomento para os povos indígenas e ao fortalecer as culturas populares e tradicionais, o Estado reafirma a cultura como direito, identidade e também como eixo estratégico da economia da criatividade. Este é um investimento histórico que reconhece trajetórias, estimula a criação, movimenta redes locais e amplia oportunidades para quem faz cultura no dia a dia em todas as regiões de Minas Gerais”, reforça a secretária de estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Bárbara Botega.

Editais

O Edital 01/2026 – Bolsas Culturais destina R$ 8,16 milhões para 231 bolsas voltadas à pesquisa, circulação, intercâmbio, residências artísticas e participação em eventos estratégicos no Brasil e no exterior, contemplando áreas como música, teatro, audiovisual, literatura, dança, circo, design, entre outras. Inscrições de 23/02 a 23/03/2026.

O Edital 02/2026 – Premiação Cultural, com investimento de R$ 32,1 milhões, oferece 1.411 premiações para reconhecimento de trajetórias artísticas e culturais relevantes em Minas Gerais. O edital reforça o olhar para a cultura popular afro-mineira e inaugura uma linha exclusiva para povos indígenas, com aporte de R$ 1 milhão. Inscrições de 23/02 a 23/03/2026.

A Rede Cultura Viva ganha destaque com dois editais específicos. O Edital 03/2026 – Fomento a Projetos Continuados de Pontos e Pontões de Cultura investe R$ 10,35 milhões em 85 projetos, fortalecendo ações culturais de base comunitária. Inscrições de 01/03 a 31/03/26.

Já o Edital 05/2026 – Premiação de Pontos e Pontões de Cultura destina R$ 2,88 milhões para 120 iniciativas já realizadas por esses agentes culturais nos territórios. Inscrições de 01/03 a 31/03/26.

O maior volume de recursos está concentrado no Edital 04/2026 – Execução Cultural, que soma R$ 47,27 milhões para 1.149 projetos. O edital contempla cinco categorias: capacitações; promoção da memória e preservação de acervos; mostras, festivais e encontros; criação e produção artística; e manutenção de grupos, coletivos e espaços culturais. Inscrições de 23/02 a 23/03/2026.

Histórico e compromisso com a diversidade

O lançamento do segundo ciclo dá continuidade a uma trajetória consistente da PNAB em Minas Gerais. No primeiro ciclo, executado em 2024 e 2025, foram investidos R$ 140 milhões, por meio de 13 editais, que resultaram no pagamento de 4.701 projetos culturais, alcançando 385 municípios e registrando mais de 18 mil inscrições. Minas também se destacou nacionalmente por ser o primeiro estado a destinar mais de 30% dos recursos da PNAB às culturas populares e tradicionais.

WhatsApp Image 2026 05 15 at 17.55.56 1O lançamento reafirma o protagonismo da Biblioteca Pública Estadual como espaço de promoção da leitura, da formação cultural e do encontro entre diferentes expressões da literatura

A Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais sediou o lançamento oficial do Festival Literário Internacional de Minas Gerais (FliMinas) 2026, na última sexta-feira (15). A cerimônia reuniu representantes do setor cultural e educacional, autoridades, parceiros institucionais, escritores, imprensa e convidados.

O lançamento reafirmou o protagonismo da Biblioteca Pública Estadual como espaço de promoção da leitura, da formação cultural e do encontro entre diferentes expressões da literatura. O equipamento, vinculado à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG), integra a rede de instituições que apoiam a realização do festival, reforçando o compromisso do Governo de Minas com o fortalecimento das políticas públicas do livro, da leitura e das bibliotecas.

Promovido pela HPL Eventos, o FliMinas acontecerá entre os dias 7 e 13 de junho de 2026, no Expominas, com expectativa de receber até 300 mil visitantes ao longo de sete dias de programação. O festival nasce com a proposta de consolidar Minas Gerais como um dos grandes polos literários do país, promovendo o acesso à leitura, a formação de novos leitores e o intercâmbio entre cultura, educação e inovação.

Durante o evento de lançamento, foram apresentados os conceitos centrais da primeira edição do festival, os eixos temáticos, a proposta pedagógica, as ações de inclusão e acessibilidade, além das diretrizes de democratização do acesso ao livro e à literatura. A programação também prevê a divulgação das atividades formativas, espaços dedicados ao público infantil e infantojuvenil e iniciativas voltadas à mediação de leitura.

Mais do que uma feira literária, o FliMinas se apresenta como uma ampla plataforma de promoção do livro e da leitura, reunindo autores nacionais e internacionais, editoras, livrarias, bibliotecários, professores, estudantes, pesquisadores e agentes do setor editorial. A programação será híbrida, com atividades presenciais e digitais, incluindo palestras, mesas de debate, oficinas, lançamentos de livros, performances poético-musicais, exposições temáticas, contações de histórias e ações formativas.

Entre os destaques previstos estão o Encontro Nacional de Influenciadores Literários (ENIL), além de uma galeria dedicada a grandes autores mineiros, valorizando a literatura produzida em Minas Gerais e reforçando a diversidade cultural do estado.

O FliMinas também terá forte dimensão educacional e social, com ações voltadas especialmente para estudantes e professores da rede pública. Estão previstas distribuições de vales-livro, atividades de formação para educadores e iniciativas de fortalecimento de bibliotecas escolares e comunitárias.

Inspirado no conceito “Minas são muitas, Gerais são tantas”, o festival propõe transformar a pluralidade cultural mineira em um grande encontro literário, reunindo vozes de diferentes territórios do estado e promovendo o diálogo com autores e agentes da leitura do Brasil e de países de língua portuguesa. A proposta busca afirmar Belo Horizonte como um grande mapa literário vivo, conectando tradições, sotaques, narrativas e experiências diversas.

Além do impacto cultural e educacional, o FliMinas apresenta significativo potencial de movimentação econômica, fortalecendo a cadeia produtiva do livro, a economia criativa e o turismo cultural, com geração de empregos e estímulo a diferentes segmentos ligados à produção cultural.

O festival é realizado pela HPL Eventos e conta com apoio institucional do Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo, da Secretaria de Estado de Educação, do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas e da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais, além de diversas instituições do setor editorial e cultural.

foto ascominvestminasA partir dessa participação inédita, estado consolida uma agenda internacional integrada, que articula turismo, cultura, inovação e negócios (Foto: Ascom Invest Minas)

 

Minas Gerais se prepara para participar, pela primeira vez, do South by Southwest (SXSW) 2026, maior evento mundial de tecnologia, inovação e criatividade, realizado em Austin, nos Estados Unidos. A participação inédita é uma iniciativa do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG) e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG), em parceria com a Codemge, o Sebrae Minas e a Hiker, e marca um novo momento de posicionamento internacional do estado.

“Tudo isso nasceu de um sonho, mas sonhos exigem coragem para enfrentar desafios e romper barreiras. Este é um projeto de Minas Gerais para manter o estado posicionado no mercado internacional, sem perder de vista a nossa força interna de mais de 20 milhões de mineiros — é Minas para Minas, Minas para o Brasil e Minas para o mundo”, destacou a secretária de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Bárbara Botega, durante a apresentação do projeto em encontro realizado nesta terça-feira (10), em Belo Horizonte.

Reconhecido globalmente como o epicentro da convergência entre tecnologia, música, audiovisual e economia criativa, o SXSW reúne mais de 500 mil participantes de mais de 100 países. Ao integrar oficialmente a programação do evento, Minas Gerais se posiciona como protagonista em agendas globais como transição energética, minerais estratégicos, tecnologia e inteligência artificial, sem abrir mão da cultura como motor de desenvolvimento, identidade e geração de valor.

“Vivemos uma mudança de paradigma que resgata o orgulho de ser mineiro, o sotaque, a hospitalidade e a forma como nos reconhecemos como povo. Cultura e turismo são agentes reais de desenvolvimento, geração de empregos e atração de negócios”, reforçou a secretária.

A estratégia mineira no SXSW 2026 se estrutura em três frentes complementares: o Minas Day, a Casa Minas e ações de pré-SXSW. O Minas Day acontece em 14 de março, com quatro painéis inseridos na programação oficial do SXSW, conectando inovação, sustentabilidade e economia criativa, além de destacar o papel da cultura, da gastronomia e da mídia na nova economia global.

Já a Casa Minas, que funcionará entre os dias 14 e 16 de março, será uma vitrine imersiva da produção artística e criativa do estado. O espaço reunirá música, dança, moda, audiovisual e gastronomia, valorizando artistas mineiros e projetos de reconhecimento internacional, como o Favelinha Dance e a Favelinha Fashion Week.

A programação inclui nomes como Djonga, Marina Sena, Toninho Horta, Pereira da Viola, Nath Rodrigues, além de experiências gastronômicas com os chefs Carol Fadel, Maria Clara Magalhães, Yves Saliba e Caetano Sobrinho, e live painting com Sérgio Iron.

A participação no SXSW 2026 amplia, assim, a visibilidade internacional da produção artística mineira e consolida a cultura como ativo estratégico de desenvolvimento econômico. Ao ocupar um dos maiores palcos globais da criatividade, o estado projeta uma imagem contemporânea, inovadora e conectada com o futuro.

“Minas Gerais chega ao SXSW pela primeira vez com uma estrutura robusta e com a cara do nosso estado. Teremos a oportunidade de mostrar ao mundo toda a nossa potencialidade de negócios, além de encantar o público com nossa cultura que reflete a identidade e a criatividade mineira”, acrescentou o diretor de Gestão e Novos Negócios da Invest Minas, Gustavo Garcia.

A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG) informa que, considerando a forma como Plataforma Descentra permite apenas 1 recurso após o resultado preliminar, conforme regras da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), e que os resultados dos Editais 01 e 02/2026 foram retificados, informamos que os recursos enviados com base na primeira publicação foram removidos do sistema.

Dessa forma, é necessário que seja realizado novo pedido de recurso até as 23h59 do dia 18/5/2026, caso não concorde com as notas divulgadas na versão retificada do resultado preliminar.

 TRO7599Iniciativa integra 47 municípios e consolida o estado como um dos principais destinos carnavalescos do Brasil (Foto: Cesar Tropia)

As Cidades Históricas de Minas Gerais reafirmam, em 2026, seu papel central na preservação e na reinvenção do Carnaval mais tradicional do estado. Com programação diversa e extensa, o Carnaval da Liberdade e da Tranquilidade 2026 nas Cidades Históricas foi lançado na manhã de sexta-feira (6/2), durante coletiva de imprensa realizada no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte.

A iniciativa é do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), em parceria com a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e a Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais, e consolida Minas como um dos principais destinos carnavalescos do Brasil, unindo tradição, inovação, segurança e opções de tranquilidade.

O evento contou com a participação do bloco Zé Pereira da Chácara, de Mariana, que veio acompanhado da Charanga Oi’to Tontos, e também do Bloco de Percussão Ponto de Cultura Tapera Real, de Conceição do Mato Dentro, da Batucada das Minas e da Charanga Pop, ambas de Tiradentes, e do bloco BatCaverna, de Diamantina. Os grupos mostraram a força cultural da folia, que se expande no estado além da capital.

Ao todo, a iniciativa abrange 47 municípios integrantes da Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais. Entre os destinos estão quatro patrimônios culturais da humanidade, Ouro Preto, Diamantina, Congonhas e o complexo das Cavernas do Peruaçu, localizado em Januária.

“O Carnaval nas Cidades Históricas valoriza a identidade cultural de Minas Gerais, fortalece o turismo e promove desenvolvimento com respeito às tradições locais. Estamos mostrando ao Brasil que é possível viver um carnaval diverso, democrático e seguro, que movimenta a economia, gera emprego e renda e, ao mesmo tempo, preserva o nosso patrimônio histórico e cultural”, destacou a secretária de Estado de Cultura e Turismo, Bárbara Botega.

A expectativa é de forte impacto no turismo e na economia criativa. Ouro Preto estima receber cerca de 60 mil foliões, movimentando aproximadamente R$ 20 milhões, e São João del-Rei, com impacto estimado em R$ 50 milhões. Em Diamantina, a perspectiva é receber 40 mil foliões por dia, movimentando turismo, comércio e serviços. Em 2025, a cidade registrou mais de 350 mil foliões e R$ 30 milhões gerados, números que demonstram a força do Carnaval tradicional.

“Com o crescimento da festa de Belo Horizonte, o Carnaval nas Cidades Históricas teve uma queda no movimento, mas isso vem mudando, e a cada ano nós percebemos um fortalecimento e um retorno do Carnaval nas nossas cidades. Com isso Minas Gerais se torna realmente um patrimônio cultural do Carnaval. Antes as pessoas queriam ir para a praia nessa época do ano, hoje todo mundo quer vir para cá”, pontuou o vice-presidente da Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais e prefeito de Diamantina, Geferson Burgarelli.

Entre os grandes símbolos dessa tradição está o Bloco Zé Pereira da Chácara, de Mariana, que completa 180 anos em 2026, reafirmando Minas Gerais como berço de alguns dos blocos carnavalescos mais antigos do Brasil, ao lado do Zé Pereira dos Lacaios, de Ouro Preto.

Em Mariana, a folia acontece de 12/2 a 17/2 com o tema “O mar de gente tem um gigante à frente”, reunindo desfiles de blocos, escolas de samba e shows no centro histórico, com destaque para as celebrações do quase bicentenário do Zé Pereira da Chácara. Já em Ouro Preto, o carnaval acontece entre os dias 12/2 e 17/2 com mais de 50 blocos de rua, escolas de samba e grandes atrações musicais, além do Carnaval da Tranquilidade em distritos como Lavras Novas e São Bartolomeu, que combinam programação cultural e experiências junto à natureza.

São João del-Rei e Tiradentes mantêm o perfil que consagrou o carnaval da região do Campo das Vertentes, com blocos tradicionais, marchinhas, ocupação dos centros históricos e uma programação que valoriza a memória cultural, atraindo turistas interessados em vivências autênticas e seguras.

Em Itabira, o tema A Cor Dessa Cidade inspira um carnaval descentralizado, com pré-Carnaval, concursos tradicionais, blocos de rua e festas nos bairros e distritos turísticos. No Sul de Minas, Aiuruoca realiza a 86ª edição do Aiurufolia, reconhecido como o primeiro Carnaval antecipado do Brasil, mantendo viva uma tradição iniciada em 1938 na Serra da Mantiqueira. Já Bom Jardim de Minas promove o BJ Folia 2026, alinhado ao conceito do Carnaval da Liberdade, com blocos tradicionais, marchinhas e shows diurnos que fortalecem a identidade cultural local.

Também participam da programação municípios como Bom Jesus do Amparo, Sabará, Caeté e Lagoa Santa, que apostam em carnavais familiares, comunitários e seguros, com valorização das tradições locais, programação infantil e ocupação dos espaços públicos.

foto2 renatagarbocciIniciativa deve mobilizar mais de 400 municípios e cerca de 700 eventos em todo o território mineiro (Foto: Renata Garbocci)

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG) e Cemig, lançou nesta quinta-feira (14/5), em coletiva de imprensa no Palácio da Liberdade, o Minas Junina 2026 como uma grande celebração da cultura popular e das tradições que atravessam gerações em todas as regiões do estado.

Integrando o programa Minas Essencial, a iniciativa reforça a conexão entre cultura, turismo e desenvolvimento regional. Com previsão de mobilizar mais de 400 municípios e cerca de 700 eventos em todo o território mineiro, o Minas Junina consolida-se como uma política estruturante de valorização das manifestações populares, fortalecendo a identidade cultural dos territórios e ampliando a circulação de visitantes pelo estado entre maio e julho.

"Essa campanha é fundamental na consolidação da atração de turistas e no fortalecimento da economia criativa. Em 2025, foram mais de 3,5 milhões de visitantes transitando em Minas Gerais com esse foco de participar dos festejos do Minas Junina, e, neste ano, nós temos a perspectiva de crescimento para além de 10%, tanto no número de festividades quanto de municípios participantes, e, consequentemente, no número de turistas", destacou a secretária de Estado Adjunta de Cultura e Turismo, Josiane de Souza.

A estratégia de promoção inclui ampla divulgação por meio do portal Minas Gerais, redes sociais e campanhas integradas de promoção turística, ampliando a visibilidade dos destinos mineiros dentro e fora do estado.

O objetivo é fortalecer o estado como um dos principais destinos brasileiros do turismo cultural e de experiência durante o período junino.

“A partir de hoje, nós estamos abrindo o cadastro para os municípios inscreverem suas programações no portal Minas Gerais, o que gera um grande portfólio com todos os eventos do estado. Ao integrar o Minas Junina, os municípios também pontuam em dois programas importantes: o ICMS Turismo e o ICMS Cultural”, ressaltou a subsecretária de Turismo, Patrícia Moreira.

Arraiá da Liberdade

Entre os destaques da programação está o Arraiá da Liberdade, que recebe o 3º Arraial Dona Lucinha, no dia 27/6, a partir das 15h, nos jardins do Palácio da Liberdade.

O evento reúne manifestações culturais de diversas regiões do estado, com apresentações de quadrilhas, grupos tradicionais, música, gastronomia e experiências que celebram a diversidade da cultura popular mineira.

A ambientação da feira gastronômica contará com estandartes do artista plástico Marcelo Brant, de Diamantina, e a cenografia terá participação especial do artista plástico Léo Piló.

“Nós fizemos dois pequenos arraiás dentro do restaurante Dona Lucinha, e agora nós viemos para os jardins do Palácio da Liberdade com uma alegria imensa de estar nesse lugar tão maravilhoso. Aqui nós vamos trazer atrações culturais diversas, fazendo a conexão do interior com Belo Horizonte”, celebrou a curadora e chef Márcia Nunes, filha de Dona Lucinha.

A programação contempla Oficina de Guisadinho Mineiro com a chef Elzinha Nunes, também filha de Dona Lucinha; o cortejo de abertura com o grupo A Dança dos Caboclos do Congado do Serro; a participação do cordelista Paulinho Ferreira; apresentações do Batuque na Cozinha e do Trio Petronilho; além do encerramento com a tradicional quadrilha junina São Gererê.

Interior

O Minas Junina também reforça o protagonismo do interior na construção da identidade cultural mineira. Em cidades como Pavão, Paraopeba, Janaúba, Jequitinhonha, Itinga, Monte Azul, Lagoa da Prata e São João Nepomuceno, os festejos movimentam comunidades inteiras e transformam as tradições juninas em experiências que unem fé, música, gastronomia e hospitalidade.

Também integram a programação a 19ª Festa do Maior Pé de Moleque do Mundo, em Piranguinho, no Sul de Minas; o São João e Festival Sons e Sabores do Nordeste, em Extrema; além de dezenas de arraiais, festas comunitárias e celebrações religiosas espalhadas por todas as regiões mineiras.

20250301 172522 Renata GarbocciConfira a programação oficial da festa que vai contagiar mineiros e visitantes, entre os dias 5 e 18/02 (Foto: Renata Garbocci)

O Carnaval da Liberdade 2026 reafirma Belo Horizonte como um dos grandes polos da cultura carnavalesca do país, com uma programação diversa, gratuita e inovadora que valoriza os artistas mineiros, a experiência dos foliões e o protagonismo da música mineira e brasileira. Com ações que se estendem do pré-Carnaval aos dias oficiais da folia, o projeto reúne samba, música sinfônica, baile, intervenções artísticas e blocos de rua, consolidando o Carnaval como uma manifestação cultural democrática, plural e estratégica para a economia criativa.

A iniciativa é do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo e da Fundação Clóvis Salgado, em parceria com a Codemge e realização do Instituto João Ayres. Criado em 2023, o Carnaval da Liberdade se consolida como uma política pública que integra cultura e turismo, fortalece a cadeia produtiva do setor e amplia a visibilidade de Belo Horizonte e de Minas Gerais como destino cultural.

“O Carnaval da Liberdade é uma política pública que integra cultura e turismo, valoriza nossos artistas e celebra a hospitalidade mineira, que é uma das marcas mais fortes de Minas Gerais. É uma festa que acolhe, que convida o Brasil inteiro a viver a nossa cidade, a nossa música e os nossos sabores, atraindo visitantes, movimentando a economia e fortalecendo Minas como um destino cultural cada vez mais desejado”, destaca a secretária de Estado de Cultura e Turismo, Bárbara Botega.

Entre os destaques de 2026 está a programação das avenidas sonorizadas, que qualificam tecnicamente os desfiles nas avenidas Brasil, Amazonas e Andradas, ampliando a experiência do público, e o projeto Via das Artes, que integra diferentes ações culturais ao longo da programação. Também fazem parte da agenda o Palco Aberto – Nova Geração do Samba em BH, as apresentações da Sinfônica Pop, o Palácio do Samba e a feira gastronômica Vila Mineiridade. Uma das novidades do ano é o Samba na Andradas, com show de Rodriguinho, no dia 18/02, após os desfiles das escolas de samba.

“Para a Codemge, realizar esse convênio representa o compromisso de estruturar o Carnaval de Belo Horizonte com qualidade cultural, técnica, inclusão, segurança e impacto para a economia criativa. As avenidas sonorizadas e o Via das Artes mostram como a Companhia atua para viabilizar projetos culturais que fortalecem o turismo, valorizam os artistas mineiros e geram desenvolvimento para a cidade e para Minas Gerais”, afirma a diretora-presidente da Codemge, Luísa Barreto.

A programação de pré-Carnaval começa com o Palco Aberto, nos jardins do Palácio das Artes, reunindo artistas e grupos da nova cena do samba mineiro, além do Baile das Artes, que celebra a diversidade cultural com música, performances e homenagens. A Sinfônica Pop promove concertos no Palácio das Artes e a céu aberto, homenageando Ary Barroso e Clara Nunes. No Palácio do Samba, a Velha Guarda ocupa o Palácio da Liberdade em uma programação dedicada à tradição do gênero.

Durante os dias oficiais do Carnaval, as avenidas sonorizadas recebem 23 blocos, incluindo participações especiais, enquanto a Vila Mineiridade reúne mais de 30 expositores com gastronomia típica mineira e afro-mineira, consolidando-se como ponto de encontro dos foliões.

SERVIÇO

Palco Aberto - Nova Geração do Samba em BH
Local: Jardins do Palácio- Palácio das Artes - Endereço: Av. Afonso Pena, 1537

Data: 05/02
Horário: 18 às 23h
Atrações:
19h - Cinara Gomes
21h - Aline Reis
DJ Balzzac

Data: 06/02
Horário: 18 às 23h
Atrações:
19h - Grupo Nossa Roda BH
21h - Aline Calixto
DJ Fê Linz

Data: 08/02
Horário: 18 às 23h
Atrações:
19h - Grupo de Choro do Cefart
21h - Giselle Couto
DJ Vini Brown

O evento contará com uma área para venda de alimentos e bebidas e estação para customização de adereços de Carnaval.
Entrada sujeita à lotação do espaço.

Sinfônica Pop
Data: 12/02
Horário: 12h
Atrações: Michelle Andreazzi, Júlia Rocha, Adrianna (Baile de Dri), JuJu Pauline, Coral Lírico de Minas Gerais (CLMG).
Local: Grande Teatro Cemig Palácio das Artes - Endereço: Avenida Afonso Pena, 1537

Data: 13/02
Horário: 19h
Atrações: Michelle Andreazzi, Júlia Rocha, Adrianna (Baile de Dri), JuJu Pauline
Local: Avenida Brasil, em frente ao Colégio Arnaldo - Endereço: Praça João Pessoa, 200

Palácio do Samba - Velha Guarda do Samba
Local: Palácio da Liberdade - Endereço: Praça da Liberdade s/nº

Data: 13/02 - Abertura Oficial
Horário: 18 às 22h

Data: 14 a 17/02
Horário: 13 às 21h

Vias Sonorizadas
Locais: Av. Brasil, Av. Andradas e Av. Amazonas

Data: 14/02

Local: Av. Brasil
Atrações:
8h às 14h - Bloco 1: Eduardo & Mônica
14h às 20h - Bloco 2: Eu Não Vou Embora

Local: Av. Andradas
Atrações:
8h às 14h - Bloco 1: Tchanzinho Zona Norte
14h às 20h - Bloco 2: Volta Belchior

Local: Av. Amazonas
Atrações:
14h às 20h - Bloco 2: Aline Calixto

Data: 15/02

Local: Av. Brasil
Atrações:
8h às 14h - Bloco 1: Beiço do Wando
14h às 20h - Bloco 2: Batuque Coletivo

Local: Av. Andradas
Atrações:
8h às 14h - Bloco 1: Bloco da Esquina
14h às 20h - Bloco 2: Bloco É o Amô

Local: Av. Amazonas
Atrações:
8h às 14h - Bloco 1: Bloco Abalô-caxi
14h às 20h - Bloco 2: Angola Janga

Data: 16/02

Local: Av. Brasil
Atrações:
8h às 14h - Bloco 1: Filhos de Oyá
14h às 20h - Bloco 2: Bloco dos Gêmeos - Luisa Sonza

Local: Av. Andradas
Atrações:
8h às 14h - Bloco 1: Havayanas Usadas
14h às 20h - Bloco 2: Swing safado

Local: Av. Amazonas
Atrações:
8h às 14h - Bloco 1: Baianas Ozadas
14h às 20h - Bloco 2: Ziguiriguidum

Data: 17/02

Local: Av. Brasil
Atrações:
8h às 14h - Bloco 1: Bloco Ordinááários
14h às 20h - Bloco 2: Bartucada

Local: Av. Andradas
Atrações:
8h às 14h - Bloco 1: Batekoo
14h às 20h - Bloco 2: Lavô, tá Novo

Local: Av. Amazonas
Atrações:
8h às 14h - Bloco 1: Bloco Funk You
14h às 20h - Bloco 2: Baianeiros

Samba na Andradas
Local: Av. Andradas - Em frente à Praça Rui Barbosa

Data: 18/02
Horário: 03h
Atrações: Show Rodriguinho

A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG) informa que, após análise dos apontamentos apresentados por agentes culturais e pelo Conselho Estadual de Cultura de Minas Gerais, realizou nova conferência das pontuações dos Editais nº 01/2026 – Bolsas Culturais, nº 02/2026 – Premiação Cultural e nº 04/2026 – Execução Cultural.

Durante a verificação, foram identificados equívocos na aplicação da pontuação referente ao Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) e, nos Editais nº 01/2026 e nº 04/2026, no critério destinado a agentes culturais que nunca foram contemplados em editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB).

A Secult-MG está realizando os ajustes necessários no sistema e republicará, entre os dias 13 e 15 de maio de 2026, os resultados preliminares retificados.

Com a nova publicação, será reaberto o prazo para interposição de recursos pelos agentes culturais interessados.

Os resultados completos estarão disponíveis no site Secult-MG⁠, com extrato publicado no Diário Oficial do Estado de Minas Gerais.

 X1A2359.JPGAvenidas sonorizadas e samba durante a madrugada estão entre as principais atrações da festa, que pode gerar um impacto econômico de mais de R$ 5 bilhões (Foto: Cristiano Machado)

Com programação descentralizada, presença em cerca de 450 municípios e experiências que conectam cultura, turismo e identidade, o Carnaval da Liberdade 2026 reafirma Minas Gerais como um dos maiores e mais diversos destinos carnavalescos do país.

A iniciativa do Governo de Minas se consolida como uma política pública estruturante que integra a folia da capital Belo Horizonte ao interior, valoriza as identidades locais e amplia o acesso à cultura em todo o estado.

O evento chega a 2026 após uma trajetória consistente de crescimento desde a sua criação, em 2023, quando marcou a retomada do pós-pandemia e estabeleceu as bases da descentralização, da valorização cultural e da integração com o turismo.

"O Carnaval da Liberdade é a expressão da diversidade cultural e territorial de Minas Gerais. Estamos falando de uma política pública que valoriza as tradições locais, movimenta a economia, gera trabalho e renda e, ao mesmo tempo, fortalece o sentimento de pertencimento dos mineiros", afirmou a secretária de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult), Bárbara Botega.

Para este ano, a expectativa é de 14,9 milhões de foliões em Minas, superior aos 13,2 milhões que participaram das festividades no estado em 2025. Com um impacto econômico de aproximadamente R$ 5,75 bilhões e ocupação hoteleira que pode chegar a 95%, o Carnaval se reafirma como um dos principais motores da economia criativa e do turismo em Minas Gerais.

Em 2026, o Carnaval da Liberdade está ainda mais estruturado, diverso e inclusivo, combinando grandes programações urbanas, festas tradicionais, manifestações culturais regionais e opções voltadas ao descanso, à natureza e à espiritualidade.

A proposta reforça o conceito que orienta a campanha de 2026: "Fica mais um cadin! Em Minas, a folia não tem pressa", convidando mineiros e visitantes a viverem o Carnaval de forma ampliada, explorando diferentes territórios e experiências.

"Damos mais um passo importante ao integrar ainda mais cultura e turismo, mostrando que Minas é um destino completo para quem quer viver a folia, mas também para quem busca descanso, natureza e espiritualidade", ressaltou a secretária Bárbara Botega.

Capital do Carnaval

Em Belo Horizonte, o Carnaval da Liberdade 2026 apresenta uma programação robusta e inédita, com investimentos recordes em infraestrutura e fomento cultural. O Edital Carnaval da Liberdade Cemig 2026 destinou R$ 12 milhões, via Lei Estadual de Incentivo à Cultura, quase 200% a mais do que em 2023 e acima do valor aportado em 2025, fortalecendo blocos, artistas e iniciativas culturais na capital e no interior.

A cidade volta a contar com avenidas sonorizadas, garantindo qualidade técnica, valorização dos artistas e mais conforto para o público. A Via das Artes, consolidada como um dos principais eixos do Carnaval belo-horizontino, reúne 23 blocos confirmados, além de intervenções artísticas que dialogam com música, cultura urbana, artes visuais e tecnologia.

Entre os dias 14 e 17/2, as avenidas Brasil, Andradas e Amazonas recebem uma programação organizada por horários, com grandes nomes e blocos consagrados, como Eduardo & Mônica, Beiço do Wando, Bloco da Esquina, Baianas Ozadas, Bartucada, Filhos de Oyá, Angola Janga, Baianeiros e Bloco dos Gêmeos, com participação de Luísa Sonza, entre outros.

"A Cemig tem orgulho de ser uma das principais impulsionadoras da política cultural de Minas Gerais, contribuindo para fortalecer a identidade, a diversidade e a produção artística do estado", apontou a gerente de Comunicação da companhia, Hannah Drumond.

Outra novidade de 2026 é o Samba nas Andradas, programação inédita na madrugada da Quarta-feira de Cinzas (18/2), às 3h, com show de Rodriguinho.

"No Carnaval, nossa atuação abrange todos os eixos da cultura e da indústria criativa, sempre com o compromisso de valorizar os artistas mineiros e ampliar o acesso da população às manifestações culturais. Buscamos apoiar o Carnaval não apenas no período da festa, mas ao longo de todo o ano, com ações que dão sustentabilidade e fortalecem a cadeia cultural e econômica que torna essa celebração possível", completou Hannah Drumond.

Circuito Liberdade e programação cultural ampliada

A agenda cultural também se estende aos equipamentos do Circuito Liberdade, fortalecendo a transversalidade entre cultura e turismo.

O Palácio das Artes recebe o Palco Aberto (nos dias 5, 6 e 8/2), o tradicional Baile dos Artistas (7/2), a Mostra Especial de Carnaval no Cine Humberto Mauro (10 a 12/2) e a abertura oficial do Carnaval da Liberdade, com o Concerto Sinfônica Pop em homenagem a Clara Nunes e Ary Barroso (12 e 13/2). O Palácio do Samba, no Palácio da Liberdade, retorna entre os dias 13 e 17/2, celebrando a memória, a tradição e a força do samba mineiro.

As vias sonorizas e a programação da Via das Artes, que abrange as atrações de pré-Carnaval e o Palácio do Samba, contam com o investimento de R$ 13,4 milhões.

Carnaval que conecta territórios

Mais do que um grande evento na capital, o Carnaval da Liberdade é uma política pública que conecta Minas Gerais de ponta a ponta. Cidades como Bonfim, Matozinhos, Lagoa da Prata, Prados, Jequeri, Três Marias e Minas Novas estão com programação cadastrada no Portal Minas Gerais, além de destinos históricos tradicionalmente associados à folia, como Ouro Preto, Tiradentes, São João del-Rei, Diamantina e Sabará.

Paralelamente, o Carnaval da Tranquilidade amplia as possibilidades para quem busca descanso, natureza e espiritualidade durante o feriado. Destinos como Baependi, Santo Antônio do Itambé, Caxambu, Araxá, São Lourenço, Carrancas, São Thomé das Letras, Capitólio e Monte Verde, além de regiões de parques e serras como Canastra, Peruaçu, Serra do Cipó e Ibitipoca, reforçam Minas como um estado plural, capaz de oferecer múltiplas experiências no mesmo período.

"Nós estamos prontos para receber o Carnaval de 2026 e transformá-lo no melhor do Brasil. Aqui é o Carnaval da Liberdade, para cada um fazer o que quiser, seja brincar, se divertir ou aproveitar a tranquilidade e o descanso", destacou a secretária de Estado Adjunta de Comunicação Social de Minas Gerais (Secom), Cássia Ximenes.

Estande de Minas Gerais no Salão Nacional do Turismo Foto Secult MG DivulgaçãoCom estande interativo, Estado reforçou protagonismo no maior evento do setor no país com destaque para novos roteiros turísticas e ações do programa Minas Essencial (Foto: Secult)

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo, participou do 10º Salão Nacional do Turismo, promovido pelo Ministério do Turismo, com um estande que traduz, em experiências sensoriais e conteúdo estratégico, a diversidade, a autenticidade e a potência do turismo mineiro. Realizado entre os dias 7 e 9/5, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza, o evento reuniu toda a cadeia produtiva do setor, sendo a principal vitrine do turismo brasileiro.

No espaço dedicado ao Governo de Minas, o público conheceu destinos, vivências e produtos turísticos apresentados pelas Instâncias de Governança Regional (IGRs) Grutas e Lago de Furnas, além de representantes da Cordilheira do Espinhaço. A participação da atual gestão integra o programa Minas Essencial, estratégia do Governo de Minas que posiciona o estado como destino de experiências autênticas, conectando cultura, território e mercado.

Entre os destaques do estande estão as rotas turísticas estruturadas pelo Governo de Minas, em parceria com o Sebrae Minas, no âmbito do Projeto Estratégico de Diversificação da Oferta Turística. Lançadas recentemente durante o Minas Travel Market (MTM), em Belo Horizonte, essas rotas ampliam a oferta turística e fortalecem o desenvolvimento regional. Estão também em evidência os roteiros Geoparque Uberaba, Vale dos Tropeiros, Serra de Cocais, Ipatinga Rural, Caminhos de Nossa Senhora da Lapa e Quilombo São Domingos, que traduzem a pluralidade dos territórios mineiros e suas vocações.

“O governo de Minas investe na valorização dos seus territórios, na criação de experiências autênticas e na promoção de destinos que dialogam com a identidade do nosso povo. Estar neste evento é reafirmar o protagonismo do estado no cenário nacional e ampliar oportunidades para toda a cadeia produtiva do turismo”, destaca o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira.

Máscaras da Caretagem

Uma das experiências mais marcantes do estande de Minas Gerais será a vivência “Máscaras da Caretagem – Mãos na massa com tradição”, conduzida pelas mestras do Quilombo São Domingos, em Paracatu.

A atividade será guiada por Dona Cristina, mestra griô e guardiã da tradição, que convida o público a mergulhar no universo da Caretagem — manifestação cultural ligada às celebrações de São João Batista, transmitida entre gerações no quilombo.

Durante a experiência, os participantes aprendem a confeccionar máscaras utilizando técnicas tradicionais, em um ambiente repleto de histórias, cores e significados. Entre tintas, moldes e narrativas, a vivência revela valores de fé, identidade e resistência, transformando o fazer artesanal em um potente instrumento de conexão com a ancestralidade e a cultura viva de Minas Gerais.

Museu Mineiro 2 Foto César TrópiaPrimeira edição de 2026 amplia participação e passa a incluir arquivos na programação (Foto: Cesar Tropia)

Gestores culturais de todo o estado já podem inscrever suas atividades para a 15ª Noite Mineira de Museus e Bibliotecas, que será realizada em 26/02. O prazo para cadastramento vai até o próximo o dia 03/02, e a expectativa é de uma ampla adesão de municípios, instituições e comunidades culturais de Minas Gerais. Para acesser o cadastro clique neste link.

Esta edição marca um momento especial na trajetória do programa: pela primeira vez, arquivos também poderão se inscrever e integrar oficialmente a programação da Noite Mineira, ampliando o escopo da iniciativa e fortalecendo ainda mais a valorização da memória, da documentação histórica e dos patrimônios arquivísticos do estado. A novidade reforça o caráter inclusivo e abrangente da iniciativa, que passa a reconhecer, de forma mais ampla, os diversos equipamentos culturais dedicados à preservação e difusão do conhecimento.

A Noite Mineira de Museus e Bibliotecas é um conjunto de eventos culturais realizados, bimestralmente, em diversos municípios mineiros, com o objetivo de ampliar o horário de funcionamento de museus e bibliotecas no período noturno, a partir das 18h. Durante a ação, o público tem acesso gratuito a uma programação diversa, que pode incluir exposições, oficinas, saraus literários, rodas de conversa, apresentações artísticas, intervenções cênicas, visitas guiadas, exibições audiovisuais e outras atividades que dialogam com as especificidades culturais de cada território.

A iniciativa busca aproximar as comunidades locais desses espaços, fortalecendo museus, bibliotecas, e agora também arquivos, como lugares de encontro, reflexão, aprendizado e construção de identidades. Além de ampliar o acesso à cultura, a Noite Mineira contribui para a valorização do patrimônio cultural, o engajamento comunitário, a promoção do turismo cultural e o uso contínuo dos equipamentos culturais.

A iniciativa é do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo, com coordenação da da Superintendência de Bibliotecas, Museus e Economia da Criatividade e realização dos próprios museus, bibliotecas e arquivos participantes. Além disso, as secretarias municipais de cultura têm papel central no planejamento, execução e comunicação das ações em suas cidades.

Gestores interessados devem realizar o cadastramento de suas atividades até 03/02, garantindo a participação de seus municípios na 15ª Noite Mineira de Museus e Bibliotecas, um convite à vivência cultural noturna e à celebração da memória, da arte e do conhecimento em Minas Gerais.

Serviço:
15ª NOITE MINEIRA DE MUSEUS E BIBLIOTECAS
Data: 26 de fevereiro de 2026
Horário: 18h às 22h
Inscrições até 03/02

Reunião do Consec em Poços de Caldas Foto Ascom SecultMaior parte dos projetos inscritos no segundo ciclo da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) são do interior de Minas (Foto: Ascom/Secult)

O Conselho Estadual de Política Cultural (Consec) iniciou um percurso de reuniões itinerantes pelo estado de Minas Gerais, a partir de Poços de Caldas, que sediou o primeiro encontro dessa iniciativa, na última quinta-feira (7). Na ocasião, foram apresentados resultados e discutidos os rumos das políticas culturais no estado.

Um dos temas destacados foi o impacto das estratégias traçadas pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), em diálogo com a sociedade civil, para os mecanismos de fomento à cultura no estado, como os editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).

Ao longo da reunião, foram apresentados painéis estratégicos da execução da PNAB em Minas Gerais, demonstrando o avanço da descentralização dos recursos e a ampliação da participação de agentes culturais do interior.

O mapeamento realizado pela Secult-MG demonstrou que no primeiro ciclo da PNAB, 81,77% dos recursos foram destinados a projetos selecionados do interior do estado, um marco para a política de democratização do acesso aos mecanismos de fomento. Já o ciclo 2, que está em vigência, também representa outro avanço, com 82,17% das propostas inscritas oriundas do interior de Minas Gerais.

Outro destaque é o perfil diverso dos inscritos. Entre os participantes, 60,82% se autodeclaram pessoas negras e 51,90% são mulheres, o que evidencia o alcance social das políticas de fomento e a ampliação da participação de grupos historicamente sub-representados na cultura. Para o secretário de Estado de Cultura de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, a itinerância do conselho fortalece a territorialização.

“Quando a cultura chega aos territórios, ela transforma realidades, amplia pertencimentos e fortalece identidades. Os resultados da PNAB em Minas mostram que estamos consolidando uma política cultural verdadeiramente descentralizada, construída em diálogo com a sociedade civil e capaz de alcançar o interior do estado, os pequenos municípios e grupos historicamente pouco acessados pelos mecanismos de fomento”, avalia o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira.

“A itinerância das reuniões do Consec reforça justamente esse compromisso: ouvir os territórios, compreender suas singularidades e garantir que a cultura seja exercida, de fato e de direito, em toda Minas Gerais”, acrescenta.

O encontrou contou também com a participação da subsecretária de Cultura, Maristela Rangel, do secretário municipal de cultura de Poços de Caldas, Luiz Fernando Gonçalves e do presidente da Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP), Rodrigo César Câmara Baia.

Além dos avanços da PNAB, o encontro também reforçou a importância da integração entre cultura, patrimônio e turismo por meio do programa Minas Essencial, que propõe conectar de uma forma transversal a riqueza cultural e histórica com o desenvolvimento econômico do turismo no estado. A realização da reunião em Poços de Caldas simboliza esse movimento de aproximação entre o poder público, os agentes culturais e os territórios, fortalecendo uma política cultural cada vez mais democrática, diversa e descentralizada em Minas Gerais.

Reconhecimento

A abertura da reunião foi marcada pela apresentação dos Ternos de Congos e Caiapós de Poços de Caldas, que durante o evento receberam a Declaração de Patrimônio Cultural, concedida pelo Instituto Estadual de Proteção do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas (Iepha-MG). O cadastro do Patrimônio Cultural reconhece os grupos como detentores dos Caminhos, expressões e celebrações do Rosário em Minas Gerias e bem cultural protegido.

foto Ascom FaopDesenho e técnicas alternativas de gravura são o foco dos primeiros encontros a serem realizados na cidade do Sul de Minas (Foto: Ascom Faop)

A Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop), em parceria com a Prefeitura de Guaxupé, está com inscrições abertas para os cursos de curta duração do Programa de Formação em Arte e Preservação do Patrimônio Cultural, que terão início em fevereiro de 2026. As primeiras oficinas são de desenho e técnicas alternativas de gravura, e integram um cronograma de ações que se estenderão ao longo do ano na cidade localizada no Sul de Minas.

As atividades acontecerão na Rua Luís Costa Monteiro, nº 89, Centro, e são voltadas a jovens, adultos, professores, artesãos e agentes culturais, com foco na formação artística, na experimentação de técnicas e na valorização do patrimônio cultural. Entre os dias 02 e 06/02, serão realizadas duas oficinas presenciais, com 15 vagas cada.

A oficina Desenho: Técnicas de Expressão, ministrada pelo artista César Teixeira é voltada para jovens de 13 a 17 anos e será realizada de segunda a sexta-feira, das 14h às 18h. A proposta é desenvolver conhecimentos técnicos e expressivos em desenho, estimulando a percepção sensível, a criatividade e a experimentação artística por meio do estudo de elementos como ponto, linha, forma, volume, textura, luz e sombra.

Já a oficina Técnicas Alternativas em Gravura: multiplicar imagens, criar memórias,
ministrada pela artista Gabriela Rangel, é destinada a jovens e adultos a partir de 16 anos e acontece de segunda a sexta-feira, das 18h às 22h, propondo a iniciação na linguagem da gravura a partir do uso de técnicas e materiais alternativos, com foco em processos criativos contemporâneos, no reaproveitamento de materiais e na construção de uma linguagem gráfica individual e coletiva.

Ao final das oficinas, os participantes com frequência mínima de 75% receberão certificação concedida pela Faop. As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas por meio de formulário on-line, disponível neste link.

A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais informa que os recursos disponibilizados no âmbito da Lei Descentra Cultura, vinculados ao mecanismo de Incentivo Fiscal à Cultura (IFC), encontram-se integralmente comprometidos, conforme os critérios estabelecidos na legislação vigente.

A execução e distribuição dos recursos observaram estritamente o disposto no Decreto nº 49.163/2026, que atribui à Secult a definição de faixas de valor para enquadramento de projetos e organização dos ciclos de análise, bem como na Resolução Secult nº 27/2026, que promoveu ajustes normativos na regulamentação do Sistema de Financiamento à Cultura, inclusive quanto aos procedimentos operacionais, fluxos de tramitação e critérios aplicáveis às Declarações de Incentivo (DI).

Nesse contexto, a alocação dos recursos foi realizada conforme a ordem cronológica de protocolo das Declarações de Incentivo, em consonância com os limites orçamentários estabelecidos para cada faixa de valor, garantindo isonomia e previsibilidade no atendimento das propostas.

A distribuição foi concluída nos seguintes marcos temporais, ressaltando-se que os projetos contemplados encontram-se atualmente em tramitação administrativa para fins de homologação final:

Nível 1 (até R$ 300.000,00): projetos protocolados até 24/04/2026 às 19:35;

Nível 2 (de R$ 300.000,01 a R$ 600.000,00): projetos protocolados até 16/04/2026 às 10:16;

Nível 3 (a partir de R$ 600.000,01): projetos protocolados até 19/03/2026, às 11h21.

Após os referidos horários, verificou-se que os recursos disponíveis em cada uma das faixas já se encontravam totalmente comprometidos, não sendo possível a habilitação de novas propostas dentro do exercício vigente.

Ressalta-se que o modelo adotado pelo Sistema de Financiamento à Cultura – Descentra Cultura Minas Gerais tem como finalidade promover a descentralização, democratização e municipalização dos recursos culturais no Estado, assegurando maior capilaridade territorial e eficiência na aplicação dos recursos públicos.

A Secult reafirma seu compromisso com a transparência, segurança jurídica e equidade na gestão dos mecanismos de fomento cultural, em conformidade com os instrumentos normativos vigentes.

A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais divulga, para conhecimento do público e dos proponentes, síntese das diretrizes consolidadas sobre execução e alterações de projetos aprovados no âmbito da Lei Estadual de Incentivo à Cultura (IFC) e do Fundo Estadual de Cultura (FEC), à luz do Decreto nº 48.819/2024 eda Resolução Secult nº 38/2024.

Principais pontos:

 Início da execução. O prazo de execução conta da captação mínima de 20%do valor aprovado. Se houver necessidade de alterar o projeto, a execução dessas partes depende de autorização prévia da Secult, formalizada por readequação ou por adequação de cronograma, conforme as normas vigentes.                                                                                     

Readequações. Constituem requisito prévio para qualquer modificação de conteúdo do projeto aprovado. A exigência alcança apenas empreendedores ou beneficiários que pretendam alterar metas, etapas, despesas ou demais aspectos do plano originalmente aprovado.                                                                                 

O que pode seguir sem esperar. Enquanto a readequação estiver em análise, permanece impedida somente a execução do que será modificado. As partes já aprovadas e não atingidas por pedido de alteração podem ser executadas após captação mínima prevista.                                                                                      

Adequação de cronograma. É cabível quando o projeto permanece idêntico ao originalmente aprovado quanto a conteúdo e valor (captação integral, no IFC, ou repasse integral, no FEC), sendo ajustadas apenas as datas de execução. Não há exigência desse procedimento se não houver mudança de cronograma.                                                                                       

Prestação de contas e metas. A conformidade das despesas e o cumprimento de metas são avaliados sempre em relação à versão vigente do projeto no momento   da   execução.   Readequações   e   adequações   de   cronograma substituem, para todos os efeitos, as disposições anteriores nas partes que alterarem.

Trata-se de entendimento jurídico de caráter orientativo, em apoio à atuação técnica e decisória da Administração, preservadas as competências dos setores responsáveis. Proponentes e beneficiários podem consultar integralmente a regulamentação no Decreto n.º 48.819/2024 e na Resolução Secult n.º 38/2024. Dúvidas operacionais devem ser encaminhadas a Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

PreparaDiamantina set25 Foto Nereu Jr 0001 55Ação promovida pelo Sebrae Minas, com apoio da Secult-MG, reúne jornalistas de veículos nacionais para vivência imersiva no Circuito Gastronômico inspirado na cozinha garimpeira (Foto: Nereu Jr)

Diamantina, joia do patrimônio cultural brasileiro, reafirma seu protagonismo no cenário turístico nacional ao se consolidar, também, como um destino de excelência gastronômica. Entre os dias 22 e 26/4, a cidade histórica recebeu uma press trip estratégica que reuniu jornalistas de importantes veículos do país para uma imersão sensorial e cultural promovida pelo programa Prepara Gastronomia, do Sebrae Minas, com apoio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG).

A iniciativa integra um movimento mais amplo de valorização da identidade alimentar mineira e marca um novo capítulo para o turismo gastronômico em Minas Gerais. Diamantina foi escolhida como um dos territórios piloto para a nacionalização do programa, reforçando seu potencial como polo criativo, autêntico e competitivo no segmento.

Ao longo de cinco dias, os participantes vivenciaram uma programação cuidadosamente desenhada para apresentar, de forma profunda e envolvente, a riqueza da cultura alimentar diamantinense. O roteiro incluiu experiências que foram além da degustação: visitas ao Mercado Velho, contato direto com produtores da agricultura familiar, aulas-show com chefs e empreendedores locais, além de tours pela Rota Artesanal, revelando a produção de queijos, cervejas e vinhos que traduzem a essência do território.

O ponto alto da programação foi a abertura oficial do Circuito Gastronômico “Cozinha Garimpeira: histórias que se cruzam”, que acontece de 23/4 a 23/5 e reúne 15 pratos autorais criados por estabelecimentos locais. Inspiradas nas tradições garimpeiras e nos saberes ancestrais da região, as receitas reinterpretam ingredientes e técnicas, conectando passado e presente em experiências gastronômicas únicas.

Durante a press trip, também foram apresentados o Estudo de Identidade Gastronômica de Diamantina e o Plano de Futuro para o setor, promovidos pelo Sebrae Minas. Ambos são marcos estruturantes que orientam o desenvolvimento sustentável da gastronomia local. O material, fruto de pesquisa aprofundada iniciada em 2025, mapeia ingredientes, receitas, personagens e práticas culturais, consolidando uma narrativa potente que integra turismo, economia criativa e patrimônio imaterial.

Confira o documentário sobre a identidade gastronômica de Diamantina neste link.

foto6 maristelachavesOficinas, ateliês, exposições, espetáculos de teatro, música, dança e ações formativas são opções para todas as infâncias e a família (Foto: Maristela Chaves)

 

Durante o mês de janeiro até início de fevereiro, o Circuito Liberdade terá uma programação de férias que reúne mais de 140 atividades que oferecem opções para a família e todas as infâncias. Espetáculos, ações formativas, oficinas, exposições e ateliês convidam o público a curtir o tempo livre com criatividade e muita cultura. A programação completa pode ser acompanhada neste link. 

Confira abaixo alguns destaques:

No dia 13, a Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais recebe “O Circo Chegou”, espetáculo que traz canto, violão, dança, mágica e bonecos do universo circense, dando protagonismo às crianças, que poderão brincar também com malabares. Já no dia 22, haverá a contação de histórias “Janela de Sonhos: histórias para encantar as férias”. Paralelamente, no Palácio da Liberdade, também haverá contação de histórias dentro do projeto “Férias no Palácio”: “A natureza das cores por Maria Lira” será promovida no dia 22/1, e “A flor de sapucaia e o beijo-flor aranã”, no dia 24/1, ambas com entrada gratuita.

Exposições

No Palácio das Artes, a mostra “Bonecos Giramundo”, que apresenta cerca de 600 peças, entre bonecos, máscaras, objetos de cena e elementos cenográficos, segue em cartaz até o dia 26/2. O público pode conferir criações que marcaram a trajetória do grupo de teatro de bonecos Giramundo no teatro, no cinema de animação e na televisão. A mostra tem entrada gratuita, na Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard, principal espaço expositivo do Palácio das Artes.

Já no CCBB BH, os fãs do universo otaku, fenômeno global da cultura pop japonesa, podem apreciar “Yoshitaka Amano – Além da Fantasia”, em cartaz até março. São 218 obras do artista japonês, um dos mais influentes quadrinistas, criadores de animes, mangás e games da atualidade. A mostra inclui pinturas, ilustrações originais, objetos e uma sala imersiva desenvolvida para ampliar a experiência sensorial dos visitantes.

Na Casa Fiat de Cultura, o projeto De Férias com Arte, que vai até dia 23 de janeiro, convida o público para atividades lúdicas em torno da exposição “Rembrandt – O mestre da luz e da sombra”. Duas atividades, A lição de anatomia com Dr. Tulp e Detetives da Casa Fiat de Cultura, vão se unir para envolver os pequenos na atmosfera do grande pintor holandês, enquanto aprendem sobre o corpo humano e tentam descobrir a que pinturas correspondem os fragmentos visuais recebidos num envelope secreto. Em “Luz e sombra da imaginação”, as crianças são convidadas a compreender quem foi o consagrado artista, por meio de um livro infantil ilustrado.

Para os professores, o museu preparou a formação “Entre a luz e a sombra na história da arte”, entre os dias 22 e 23 deste mês, no YouTube da Casa Fiat de Cultura. Os profissionais da educação aprendem sobre história da arte, partindo do diálogo entre movimentos como Renascimento, Maneirismo, Barroco e Romantismo. A proposta aproxima obras de artistas como Caravaggio e Rembrandt, para investigar como questões sociais, religiosas e políticas atravessaram a produção artística dos séculos XVI a XVIII.

Já na Casa dos Quadrinhos, espaço destinado à formação de ilustradores, as crianças terão espaço para aprendizagem. O Curso de Férias: Arte Visuais Para Crianças de 07 a 12 anos, com duração de cinco dias será ofertado duas vezes. A primeira a partir do dia 16/1 e a segunda a partir do dia 19/1, ambas pagas e inscrição feita pelo site do espaço. No último dia do mês acontece o “Encontro de Ilustradores — Cafezinho e Cacarecos, Edição Dia do Quadrinho Nacional”, com entrada gratuita.

Primeira infância

Há programação dedicada também aos bebês e às crianças muito pequenas. O Centro Cultural Branco do Brasil (CCBB-BH) realiza a “Mostra Primeira Infância em Férias”, até o dia 26. A iniciativa celebra os 15 anos do Eranos Círculo de Arte, companhia gaúcha, referência nacional nas pesquisas em teatro para a primeira infância. São três espetáculos: o “Barquinho Amarelo”, em que crianças a partir de um ano de idade serão estimuladas pela jornada poética de um barquinho de papel; “Mergulho”, que narra, para crianças de um a seis anos, o encontro delicado de personagens que vivem em universos distintos; e a performance poética “Pô!Ema – Criação Poética com Crianças”, indicada para crianças a partir de três anos, que retrata uma escritora em crise criativa.

Além dos espetáculos, a preços populares, a mostra oferece uma programação gratuita, incluindo a exposição “O Céu, o Mar e a Palavra” e sessões de cinema com produções audiovisuais do grupo. Com “Ateliê Bebê – Pequenas Peças, Grandes Descobertas”, o museu apresenta o famoso jogo de encaixe de peças "Tetris", em um ambiente rico em estímulos sensoriais. Para o mesmo público, o Memorial Minas Gerais Vale preparou entre os dias 29 e 31 deste mês, a “Oficina Ninho de Leitura”, em que serão explorados sentidos, palavras e sentimentos a partir da literatura infantil,  contando  histórias  com recursos diversos. 

Museu dos Brinquedos

O espaço do Circuito Liberdade dedicado especialmente às crianças preparou o múltiplo ateliê “Brincar de Arte no Museu dos Brinquedos”. Até o fim deste mês, o Museu dos Brinquedos convida as crianças e suas famílias a viverem experiências que unem brincadeiras e diversas modalidades artísticas. O público encontrará um percurso artístico com estações de pintura gigante, modelagem com argila, construção de brinquedos com materiais reutilizados, “faz-de-conta” com fantasias e adereços e teatro de fantoches. Além das atrações permanentes no museu: quintal de brinquedos e brincadeiras tradicionais e exposição de brinquedos de diferentes épocas e culturas, que contará com a apresentação da marionete Vovó Luiza. A entrada no Museu dos Brinquedos tem preço popular e durante as férias todos pagam meia-entrada.

Oficinas

As opções de oficinas marcam presença significativa na programação: são mais de 20 oportunidades de envolvimento das crianças em atividades coletivas. No Espaço do Conhecimento UFMG, o público explora cosmologias de outros povos, aprende sobre o sistema solar, descobre animais da megafauna, viaja pelo universo, aprende Libras, reflete sobre a participação das mulheres na ciência, colocando a mão na massa, seja em pintura, bordado ou modelagem, além de navegar nos pensamentos. As atrações são gratuitas e vão até 31 de janeiro.

Do dia 29 de janeiro ao dia 1°de fevereiro, o Memorial Minas Vale toma emprestado o espaço do Centro de Arte Popular para promover oficinas artísticas. As crianças serão envolvidas em musicalização, com instrumentos diversos, buscando suas próprias melodias. A pintura também estará presente, incentivando os pequenos a explorarem as formas, cores e texturas que caracterizam a arte do Vale Jequitinhonha. Tem espaço ainda para confecção de criaturas fantásticas, a partir do universo onírico das obras do artista Ulisses Pereira, explorando materialidades da argila e as diversas possibilidades de esculturas, adornadas com folhas, galhos, pedrinhas e o que mais houver nos quintais do museu.

No MM Gerdau - Museu das Minas e do Metal o projeto Férias é no Museu 2026 vem com o tema “Coleções e Memórias” e conduz os participantes pelo universo dos minerais e do colecionismo, despertando memórias pessoais e coletivas. A programação reúne contação de histórias, oficinas de colagem, carimbo e escultura, convocando ao mergulho em tradições metalúrgicas milenares e investigação das obras da exposição “Omar Franco 70//50”. Para encerrar a programação, no dia 31 de janeiro, acontece o “Encontro de Colecionadores Mirins de Minerais".

Campanha de Popularização do Teatro e da Dança

A tradicional temporada mineira de espetáculos populares e a preço acessível se soma à programação de férias no Circuito Liberdade. De 8 de janeiro a 8 de fevereiro, a 51ª Campanha de Popularização Teatro & Dança de Minas Gerais movimenta Belo Horizonte com teatro adulto, infantil, dança contemporânea, comédias e dramas. Das centenas de atividades na capital, 60 são destinadas ao público infantil. Integrantes do Circuito Liberdade como Biblioteca Pública de Minas Gerais, Centro Cultural Unimed BH-Minas, Palácio das Artes, Teatro Feluma, Teatro da Cidade e Teatro SESIMinas serão palco das atrações, com ingressos promocionais a R$25. A programação completa e a venda de ingressos é realizada no site vaaoteatromg.com.br

 

expozebu divulgacaoIniciativa lançada na 91ª ExpoZebu, em Uberaba, reconhece a força das raízes mineiras, movimenta a economia do interior e passa a integrar o programa Minas Essencial (Expozebu/Divulgação)

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG), lançou neste sábado (25), durante a abertura da 91ª ExpoZebu, em Uberaba, a campanha “Minas Festas de Peão”. A iniciativa valoriza essas manifestações como expressões legítimas da cultura sertaneja e passa a integrar o programa Minas Essencial, reforçando a estratégia de promoção integrada da cultura, do turismo e das tradições do estado.

A 91ª ExpoZebu, maior feira de gado zebu do mundo, é realizada em Uberaba desde 1935. Com expectativa de receber cerca de 400 mil visitantes e superar os resultados da edição anterior, o evento reúne programação técnica, leilões, rodadas de negócios internacionais e grandes atrações culturais, consolidando-se como uma das principais vitrines do agronegócio e do turismo de eventos no país.

A campanha tem como objetivo mapear, valorizar e promover eventos em todas as regiões mineiras, reconhecendo essas manifestações como parte fundamental da identidade cultural do estado. Estruturada a partir de um trabalho em rede com municípios, Instâncias de Governança Regionais (IGRs), Federação dos Circuitos Turísticos de Minas Gerais (Fecitur) e gestores locais, a ação organiza um portfólio unificado e fortalece a presença dessas festas no calendário turístico estadual.

Além do valor cultural, o segmento apresenta forte impacto econômico e turístico. No Brasil, as festas de peão movimentaram cerca de R$ 9 bilhões em 2024, reunindo aproximadamente 9 milhões de pessoas em mais de mil eventos. Em Minas Gerais, levantamento da Secult-MG identificou mais de 570 festas de peão, rodeios e exposições distribuídas em 350 municípios, evidenciando a capilaridade e o potencial de geração de emprego, renda e fluxo de visitantes.

Apenas em 2025, o estado registrou 31 etapas de rodeio cutiano, com R$ 322,5 mil em premiações, e 85 etapas de rodeios com touros, somando R$ 1,37 milhão em prêmios, segundo a Federação de Rodeios de Minas Gerais. Esses números reforçam o papel das festas de peão como vetor de desenvolvimento econômico, geração de renda e fortalecimento da identidade cultural mineira.

Para o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, a campanha amplia o olhar sobre essas festas, conectando tradição, turismo, economia criativa e desenvolvimento regional. “Com essa campanha, queremos mostrar ao Brasil que essas manifestações são patrimônio vivo de Minas e também uma grande oportunidade para fortalecer o turismo, gerar renda e valorizar nossas comunidades”, destaca Leônidas Oliveira.

Como parte do fortalecimento desse segmento, o Governo de Minas, por meio da Codemge e da Cemig, terá destinado até o fim do ano, contabilizando-se também os investimentos realizados desde 2025, R$ 20 milhões para a realização de feiras agropecuárias e exposições no estado. Os recursos serão aplicados por meio de apoios, patrocínios, convênios e lei de incentivo à cultura, promovendo e ampliando iniciativas como rodeios, exposições e cavalgadas, que celebram e valorizam as raízes culturais de Minas Gerais.

Ampla divulgação

A estratégia de promoção inclui campanhas digitais, presença institucional em eventos, apoio técnico e capacitações, além do estímulo à economia criativa, com foco em artesanato, gastronomia e receptivo turístico. A divulgação será realizada por meio de plataformas como o Portal Minas Gerais, o blog Daqui de Minas e redes sociais, ampliando o alcance das ações dentro e fora do estado.

A previsão é alcançar cerca de 400 municípios e promover aproximadamente 600 eventos, fortalecendo a interiorização do turismo e ampliando a diversificação da oferta turística mineira.

Principais destinos

Entre os principais polos das festas de peão em Minas estão Divinópolis, com a DivinaExpo; Pedro Leopoldo, com o Pedro Leopoldo Rodeio Show; Governador Valadares, com a Expoagro; Montes Claros, com a Expomontes; Uberaba, com a ExpoZebu; Patos de Minas, com a Fenamilho; São Gotardo, com a Fenacen; Piracema, com a Piracema Ruralista; e Bom Despacho, com o Rodeio Show.

Esses eventos reúnem rodeios, shows musicais, exposições agropecuárias, cavalgadas e experiências gastronômicas, conectando o campo e a cidade, preservando tradições do universo sertanejo e reafirmando Minas Gerais como um dos grandes destinos brasileiros do turismo de eventos, da cultura popular e das festas de raiz.

WhatsApp Image 2026 01 08 at 18.31.57No ranking da TasteAtlas, o prato divide espaço com outras receitas tradicionais da Itália, como parmigiana, a sopa de pedra portuguesa e o malai kofta da Índia (Foto: Mateus Baranowski)

 

O feijão tropeiro acaba de ganhar destaque internacional ao integrar o ranking da plataforma TasteAtlas, figurando na 5ª colocação entre os melhores pratos da categoria “pratos vegetais” do mundo. O reconhecimento coloca a cozinha mineira ao lado de tradições gastronômicas consagradas da Itália, Portugal e Índia, e reforça a projeção global dos sabores de Minas.

Com avaliação de 4,29, o prato é apresentado pela plataforma como uma receita tradicional de Minas Gerais, associada à história dos tropeiros que cruzavam o interior do Brasil transportando mercadorias e saberes.

Preparado com feijão cozido, farinha de mandioca e temperos como alho, cebola, couve e cheiro-verde, o feijão tropeiro reúne simplicidade, sustância e identidade, marcas registradas da cozinha mineira. A TasteAtlas também destaca as diferentes variações regionais da receita, reflexo da diversidade cultural e territorial do estado.

Para a secretária de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG), Bárbara Botega, o reconhecimento internacional reafirma a força da gastronomia mineira. "Nossa cozinha é feita de história, afeto e saberes transmitidos de geração em geração. Esse reconhecimento valoriza não apenas um prato, mas toda uma cultura alimentar que expressa a identidade do nosso povo e fortalece Minas como destino gastronômico no cenário internacional", destaca a secretária.

A presença do feijão tropeiro nesse ranking internacional não é um fato isolado, mas parte de um movimento mais amplo de valorização da cozinha mineira, reconhecida por sua autenticidade, técnicas tradicionais e profunda relação com o território. Herdeira de influências indígenas, africanas e portuguesas, a cozinha de Minas se construiu a partir do aproveitamento integral dos alimentos, do saber transmitido entre gerações e da criatividade diante das condições do interior do país.

Esse reconhecimento internacional dialoga com o trabalho contínuo do Governo de Minas, por meio da Secult-MG, que vem promovendo a cozinha mineira como patrimônio cultural e ativo estratégico do turismo. A secretaria atua na divulgação da gastronomia do estado em feiras nacionais e internacionais, festivais, eventos, seminários e ações de promoção turística, integrando cultura, turismo e economia criativa.

Recentemente, Minas Gerais também foi citada pela revista Condé Nast Traveler como um dos destinos gastronômicos de 2026, reforçando o interesse internacional pela culinária do estado e pelos seus modos de fazer. A presença em rankings e publicações especializadas amplia a visibilidade dos pratos, dos produtores locais, dos chefs, das cozinheiras tradicionais e dos territórios que dão origem a esses sabores.

Chica CesarTropiaProdução inédita terá sua pré-estreia na cidade de Diamantina, em setembro de 2026, com a Orquestra Sinfônica e o Coral Lírico de Minas Gerais (Foto: Cesar Tropia)

Durante encontro promovido pela Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais, nesta sexta-feira (24), em Diamantina, a Fundação Clóvis Salgado (FCS) anunciou a realização da pré-estreia da ópera “Chica da Silva”, no município. Detalhes da produção que integra o Ano JK, programação que homenageia o ex-presidente Juscelino Kubitscheck, foram apresentados pelo presidente da FCS, Yuri Mello Mesquita.

“Chica da Silva é um símbolo do Tejuco, de Minas e do Brasil. É uma honra para todos e todas da Fundação Clóvis Salgado realizar esta grande ópera. Por isso, o pré lançamento será em Diamantina, uma das cidades mais charmosas do Brasil e um dos locais mais importantes da América Portuguesa no século XVIII. Para entendermos a história do nosso país, precisamos conhecer Minas, Diamantina e a nossa Chica da Silva”, ressalta o presidente da FCS.

Com pré-estreia no dia 12/09, em Diamantina, e récitas nos dias 19, 21 e 23 no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes, em Belo Horizonte, a ópera remonta o Arraial do Tijuco (futura Diamantina) no século XVIII. Neste cenário emerge Chica da Silva, uma mulher negra, recém liberta, que desafia as hierarquias do seu tempo ao se unir ao mais poderoso minerador da região, em uma intensa e duradoura história de amor.

Alçada a uma posição de destaque impensável para uma mulher de sua origem, Chica passa a enfrentar a inveja, a hostilidade e as armadilhas de uma sociedade de matriz portuguesa que se recusa a aceitar, em silêncio, sua ascensão — sobretudo quando se vê sozinha, após a partida de seu companheiro.

O feminino e a construção simbólica de Minas Gerais

Ao longo da manhã, os participantes do encontro também acompanharam debates importantes sobre a história e a cultura local. O secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, ministrou a palestra “A invenção do feminino: ausência de mulheres e devoção mariana na formação das cidades históricas de Minas Gerais”.

Ao refletir sobre a importância da ópera “Chica da Silva”, Oliveira ressaltou que o espetáculo contribui para esse debate sobre o feminino e seu lugar central na construção simbólica de Minas Gerais. Embora presentes na devoção, na arte e na vida cotidiana, nem sempre as mulheres são reconhecidas em sua dimensão histórica e social.

“Ao levar Xica à cena, a arte devolve corpo, voz, conflito e complexidade a uma figura que a memória simplificou. A ópera permite que Xica retorne não como ilustração folclórica, mas como pergunta viva sobre Minas”, analisa o secretário. “E talvez seja essa a potência maior da arte: fazer o passado falar de novo, não para repeti-lo, mas para desestabilizar o presente. Quando Xica volta como música, drama e cena, ela nos obriga a rever a própria narrativa mineira”, complementa.

A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG) informa que já está autorizado o recebimento das documentações obrigatórias para homologação da Declaração de Incentivo referentes aos projetos aprovados na Lei Estadual de Incentivo à Cultura.

Os empreendedores contemplados devem solicitar o acesso ao processo SEI pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. e, em seguida, encaminhar a documentação necessária para análise e continuidade dos trâmites de autorização de patrocínio.

Lista de documentos:

Resolução 38/2024

Art. 115 - O empreendedor deverá apresentar os seguintes documentos obrigatórios relativos ao incentivador, todos legíveis:

I - anexo da Declaração de Incentivo - DI, devidamente preenchido em arquivo PDF. (O modelo da DI está disponível neste link.)  

II - Certidão de Débitos Tributários - CDT da empresa incentivadora, com data vigente, e cuja solicitação deve ser realizada junto ao sítio eletrônico da SEF www.fazenda.mg.gov.br;

III - cópia de documento que comprove os poderes legais atribuídos ao representante legal da empresa, tais como, contrato social, estatuto, ato de posse, etc;

IV - cópia da procuração pública ou particular, se for o caso de delegação à terceiros, devidamente registrado ou com firma reconhecida em cartório, na qual esteja devidamente identificado o representante legal autorizado e a sua autonomia para assinar pela empresa com data vigente;

V - documento de identidade do representante legal no qual conste o número do CPF;

A Secult-MG permanece à disposição para esclarecimentos e orientações ao longo do processo e reforça a importância do envio tempestivo dos documentos para assegurar o andamento regular das etapas previstas.

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