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2013

DECRETO NE N° 23, DE 18 DE JANEIRO DE 2018.

Declara luto oficial no Estado de Minas Gerais.

O GOVERNADOR DO ESTADO DE MINAS GERAIS, no uso de atribuição que lhe confere o inciso VII do art. 90 da Constituição do Estado,

DECRETA:

Artigo único – Fica declarado luto oficial no Estado de Minas Gerais, por três dias, a partir da data deste decreto, em sinal de pesar pelo falecimento do Senhor Flávio Henrique Alves, Presidente da Empresa Mineira de Comunicação e da Rádio Inconfidência.

Palácio Tiradentes, em Belo Horizonte, aos 18 de janeiro de 2018; 230° da Inconfidência Mineira e 197º da Independência do Brasil.

FERNANDO DAMATA PIMENTEL


NOTA DE FALECIMENTO

A música, a cultura e a comunicação de Minas Gerais amanheceram de luto nesta quinta-feira (18). Flávio Henrique Alves, presidente da Empresa Mineira de Comunicação (EMC), faleceu nesta manhã em decorrência de complicações posteriores ao quadro de febre amarela. Além de músico talentoso e compositor reconhecido, Flávio atuou com destaque na Rádio Inconfidência, onde também ocupou a presidência. Sua dedicação foi fundamental durante a transferência da Rádio e da Rede Minas para as novas instalações das emissoras, bem como na implantação e integração da Empresa Mineira de Comunicação (EMC). Seu sorriso, seu jeito carinhoso, sua dignidade e sua música ficam marcadas em nossa memória e em nossos corações. O Governo de Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Cultura e todo o Sistema Estadual de Cultura lamentam essa imensa perda e enviam condolências a familiares e amigos. “Flávio Henrique foi, como gestor público, o que sempre foi como artista. Uma pessoa leal e digna que pôs o seu talento a serviço da cultura de Minas Gerais e do Brasil. Todos nós sentimos profundamente a sua partida”, disse o secretário de Estado de Cultura, Angelo Oswaldo.

Flávio deixa esposa e uma filha.

Informações sobre velório e sepultamento serão enviadas em breve.

SECRETARIA DE ESTADO DE CULTURA DE MINAS GERAIS

GOVERNO DE MINAS GERAIS


 

Crédito: Ana Paula Moreira 

O Natal deste ano vai ser repleto de música e literatura na Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais, espaço integrante do Circuito Liberdade. Neste sábado (16) o setor Infanto-juvenil (BIJU) recebe os cantores líricos Ana Carolina de Paula e Eduardo Sant’anna, além do pianista Marcelo Corrêa para o Concerto de Natal. A apresentação reúne trechos das principais obras vocais escritas pelos compositores Johann Sebastian Bach (1685-1750), Wolfgang Mozart (1756-1791) e Georg Handel (1685-1759). Além do concerto, a equipe de contadores de história da BIJU realiza a leitura do conto “Quebra-Nozes em Cordel”, da autora pernambucana Mariane Bigio. A entrada é franca.

O programa do concerto conta com as obras “Magnificat”, composta às vésperas do Natal de 1723, e com a “Oratório de Natal”, escrita em 1734, ambas de autoria de Bach. Mozart também está contemplado no repertório escolhido pelos músicos com a ária “Laudamus te -  Grande Missa em dó menor”. A famosa oratória “O Messias”, de Handel, que retrata a vida de Jesus desde a sua anunciação profética, também faz parte do programa do concerto. A composição, que contém 51 movimentos e é dividida em três partes, foi escrita em 1741.

O texto que será lido pelos contadores de história é uma adaptação do famoso conto “A História de um Quebra-Nozes”, do alemão Ernst Theodor Amadeus Hoffmann, publicado em 1816, e que ganhou o mundo na versão do escritor francês Alexandre Dumas, de 1845. Para acompanhar a leitura, Marcelo Corrêa vai executar ao piano a peça de balé intitulada “O Quebra-Nozes”, composta por Tchaikovsky, em 1892, inspirada no trabalho de Dumas.

A iniciativa da Biblioteca busca aproximar ainda mais os leitores mirins do universo literário, unindo música e literatura, conforme informa Vanessa Mendes, coordenadora do Setor Infanto-Juvenil. “Queremos ressaltar esse tempo de confraternização e partilha por meio do coroamento das ações de incentivo à leitura desenvolvidas em 2017. Vamos levar para os frequentadores da BIJU um Natal recheado de literatura, poesia e música”.

SOBRE OS MÚSICOS

Eduardo Sant’Anna iniciou sua formação musical aos 14 anos na Escola de Música Villa-Lobos em sua cidade natal, Rio de Janeiro. Ao longo de vinte anos de estudo e pesquisa acadêmica, interpretou as partes de barítono solista em diversas obras, entre elas “A Flauta Mágica” (Papageno) e “O Barbeiro de Sevilha” (Figaro). Desde 2005 é membro vitalício da Internacional Writers and Artists Association (IWA), onde foi condecorado com o Prêmio: The Best Performing Artist of Brazil - 2013.

Ana Carolina de Paula é cantora e atriz, atualmente membro do Coral Lírico de Minas Gerais. Possui bacharelado em Canto Lírico pela UFMG, formação profissionalizante em teatro pelo Teatro Universitário da Universidade Federal de Minas Gerais, além de formação diversificada em cursos livres de teatro, música, dança e antropomúsica. Ana Carolina de Paula é professora de Expressão e Técnica Vocal na ELA - Escola Livre de Artes, Arena da Cultura.

Marcelo Corrêa é mestre em Performance de Piano pela UFMG, instituição pela qual concluiu o Bacharelado em Piano com nota máxima na classe da professora Celina Szrvinsk. Desde 2003 leciona na Escola de Música da UFMG, onde coordena, desde 2014, os cursos de Pós-Graduação Lato Sensu. Desde 2001, Marcelo Corrêa redige as notas de programa para a série Concertos Didáticos UFMG e para os festivais Chopin e Schumann, Franz Liszt, Mozart, Viva os Mestres, Concertos Teatro Bradesco, Concertos Didáticos FEA, Festival de Maio, entre outros. Desde 2012 atua também como redator da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais.

SERVIÇO

Concerto de Natal com os músicos Marcelo Corrêa, Ana Carolina de Paula e Eduardo Sant’anna / A História de um Quebra-Nozes em Cordel

Local: Setor Infantojuvenil - Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais (Praça da Liberdade, 21 – Funcionários, Belo Horizonte/MG)

Data: 16 de dezembro de 2017 (sábado)

Horário: 10h

Entrada: Gratuita

Informações: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. / (31) 3269-1220 / 3269-1223


 

Seguem informações oficiais sobre os horários de velório e sepultamento do músico e compositor Flávio Henrique Alves.

VELÓRIO:

Local: Sala Minas Gerais (foyer) - Rua Tenente Brito Melo, 1090, Barro Preto, Belo Horizonte, Minas Gerais

QUANDO:

HOJE, quinta-feira (18), entre 17h30 e 0h

AMANHÃ,

sexta-feira (19), entre 8h e 10h

Em seguida, o corpo seguirá para o Cemitério Parque da Colina, onde ocorrerá o sepultamento, na sexta-feira (19), restrito a familiares e amigos. A família conta com a compreensão de todos.

SECRETARIA

DE ESTADO DE CULTURA

EMPRESA MINEIRA DE COMUNICAÇÃO

GOVERNO DE MINAS GERAIS


 

Conforme previsto no item 10.1 do Edital LEIC 2017, a relação completa dos projetos autorizados a captar no Edital 2017 da Lei Estadual de Incentivo à Cultura está disponível aqui

Após a última reunião do Colegiado da CTAP e conforme previsto no item 10.5 do Edital LEIC 2017, a Secretaria de Estado de Cultura divulga nova relação de projetos autorizados a captar na Lei Estadual de Incentivo à Cultura 2017. A relação dos projetos autorizados  a captar na Lei Estadual de Incentivo à Cultura está disponível aqui. A lista com as propostas não aprovadas pode ser acessada neste link.

EDITAL LEIC 2017 – ITEM 10.5

“ A SEC/CTAP farão publicar em seu sitio eletrônico da SEC, mensalmente, a relação dos projetos autorizados a captar. Visando o princípio da economicidade a relação será divulgada unicamente no site da Secretaria de Estado de Cultura: www.cultura.mg.gov.br


 

Nesta quarta-feira (17), o secretário-adjunto João Miguel recebeu a Medalha do Mérito Legislativo entregue anualmente pela Câmara Municipal de Guaranésia. A comenda condecora personalidades e instituições que se destacam por ações desenvolvidas em benéficos do município e seus habitantes. Impossibilitado de comparecer à solenidade realizada no fim do ano passado em Guaranésia, João Miguel foi condecorado em seu gabinete pelo vereador José Osmar da Costa Júnior, o Juninho Capoeira, que estava acompanhado das lideranças políticas Rodrigo Cristiano dos Santos e Antônio Marcos dos Santos.

"Recebo a Medalha com a maior responsabilidade. Sei da importância e do necessário trabalho que a Câmara Municipal desempenha para a efetivação de políticas públicas visando o pleno desenvolvimento sócio humanitário da população guaranesiana. Nesse sentido, agradeço de todo o coração a gentil sensibilidade que brota do corpo legislativo”, pontua João Miguel.


 

 

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Seminário Integrado Parque Estadual do Rio Preto

 

 

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Seminário Integrado Parque Estadual do Rio Doce

 

Com temas voltados para a importância da diversificação da oferta turística local e regional, três edições foram realizadas com mais de 150 participantes representantes do trade turístico das regiões dos Parques Estaduais do Itacolomi, Rio Doce e Rio Preto. Entre os participantes estavam funcionários e gestores de 14 unidades de conservação, sete circuitos turísticos e dois convention & visitors bureaux e empresários das regiões.


Entre os temas abordados estavam concessão de serviços, formatação de produtos turísticos, gastronomia, artesanato, trabalho em rede, concessão de serviços, trilhas de longo curso,  cicloturismo, observações de aves entre outros.  Durante o ciclo, foram ministradas mais de 15 palestras que promoveram um diálogo intenso e maduro entre o público presente nos eventos, trazendo importantes discussões que caminham para o desenvolvimento de produtos turísticos nas Unidades de Conservação (UCs) visitadas.


Durante cada seminário, foram construídas coletivamente cinco propostas que contribuem para a diversificação da oferta turística das UCs e do seu entorno. “Nossa ideia agora é fomentar a execução e implantação de pelo menos uma proposta de cada uma das três UCs que receberam os seminários,” reforça o secretário de Estado de Turismo de Minas Gerais, Ricardo Faria.


Diante de um quadro positivo, a Setur já está viabilizando para que o projeto tenha continuidade em 2018. “Existe a intenção de prosseguimento do projeto no próximo ano em  outras UCs, com uma programação mais extensa e integrando cada vez mais a Setur-MG, o IEF, as UCs, circuitos turísticos e o trade turístico do entorno dessas áreas”, conclui.

A Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais, o Conselho Estadual de Patrimônio Cultural, CONEP/MG, e o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico, IEPHA/MG, consideram o ICMS Patrimônio Cultural um dos mais importantes instrumentos de salvaguarda, valorização e conservação dos bens materiais e imateriais protegidos em Minas Gerais. Cerca de 700 municípios desenvolvem políticas de patrimônio cultural a partir desses recursos. O ICMS Patrimônio Cultural constitui, portanto, um dos fundamentos indispensáveis da política cultural de Minas Gerais, sendo um exemplo para as demais unidades federativas do Brasil.

Angelo Oswaldo de Araújo Santos

Secretário de Estado de Cultura e Presidente do CONEP/MG

 

Michele Abreu Arroyo

Presidente do IEPHA/MG    

 

A plataforma contém vídeos de capacitação  e sensibilização que estão inseridos no Programa de Sensibilização e Capacitação de Gestores Municipais e da Cadeia Produtiva do Turismo, intitulado Panorama do Turismo.

 

Neste primeiro momento, foram inseridos quatro vídeos, sendo eles: O Turismo para desenvolver o meu município; Diretrizes e Integração – Conselho e Política Municipal do Turismo; Planejando o Turismo na Minha Cidade e Turismo de Negócios e Eventos.  O próximo vídeo “Mapa da Regionalização do Turismo” com o foco nas diretrizes da política de regionalização já está processo de finalização para compor a rede.

Facilitando a divulgação dos vídeos elaborados pela Setur, a plataforma visa ainda a promoção e o acompanhamento dos acessos aos produtos compartilhados. A ferramenta permite também que a Setur consiga contabilizar as visualizações por vídeo assim como gerar avaliações e sugestões do público.

 

O programa Panorama do Turismo visa sensibilizar e capacitar gestores e agentes públicos e privados do turismo e áreas correlacionadas, quanto a aplicabilidade da Política Pública do Turismo por meio da divulgação e debate de vídeos temáticos utilizando uma linguagem didática, lúdica e dinâmica.


“Nosso objetivo é alcançar os gestores municipais. Dessa forma, compartilhamos os vídeos no canal do Youtube para apresentar as possibilidades que o turismo pode trazer para os municípios”, afirma o secretário de Estado de Turismo de Minas Gerais, Ricardo Faria.

 

Turismo de Negócios e Eventos

Dentro da programação de capacitação, o vídeo Turismo de Negócios e Eventos foi elaborado com o objetivo de sensibilizar e destacar a importância econômica do Turismo de Negócios e Eventos e sua cadeia produtiva para Minas Gerais.

 

O tutorial surgiu da necessidade de incluir o segmento na agenda de governo  dos municípios mineiros com o objetivo de fomentar e apoiar as ações dessa importante cadeia produtiva. Com esse tutorial, espera-se contribuir com o aumento das oportunidades de  negócios e eventos no Estado, como, feiras, seminários, fóruns e reuniões.

 

O vídeo utiliza de linguagem lúdica e dinâmica para abordar assuntos como:

 

  • Turismo como propulsor da economia;
  • Cadeia Produtiva do Turismo de Negócios e Eventos;
  • Trabalho em rede e parcerias;
  • A importância dos eventos para os negócios locais e a diversificação da economia;
  • O que é e o que faz um Convention & Visitors Bureau;
  • Room Tax.

 

Para ter acesso a todos os vídeos elaborados acessem o canal do youtube clicando aqui.

 


 

 

Com o objetivo de facilitar a vida dos proponentes ao Fundo Estadual de Cultura (FEC), a Secretaria de Estado de Cultura disponibiliza um tutorial em vídeo com o passo a passo para realizar as inscrições no edital 2017.

TUTORIAL

As inscrições devem ser feitas na Plataforma Digital disponível no link aqui.

Todos os formulários do edital podem ser encontrados neste link.

Esta é a primeira vez em que os interessados em participar do edital devem realizar as inscrições de forma online. “Pensando nisso e com o intuito de dar mais subsídios aos usuários da plataforma, elaboramos um vídeo explicando como se deve preencher os diversos campos. Isso vai garantir a correta inserção de dados e dar mais agilidade ao processo”, explica o superintendente de Fomento e Incentivo à Cultura, Felipe Amado.

As inscrições para o Fundo Estadual de Cultura estão abertas até o dia 31 de janeiro. Apenas aqueles que realizaram o cadastro do proponente, que ficou disponível até 5 de janeiro, estão aptos a realizar a inscrição do projeto na plataforma.

Fundo Estadual de Cultura

O FEC 2017 disponibiliza R$ 9,5 milhões para projetos culturais que tradicionalmente encontram dificuldades em captar recursos no mercado. O edital contribui para a democratização da produção cultural do estado e para o fomento às mais diversas manifestações artísticas presentes em Minas Gerais. O repasse de recursos do FEC, ao contrário da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, é direto, sem necessidade de captação junto a empresas, e contempla, de uma forma geral, manifestações da cultura popular, pequenas entidades, grupos e coletivos, tendo uma visão mais voltado ao interior do estado.

O edital de 2017 foi subdividido em duas frentes para aprimorar a distribuição de recursos e dar ainda mais transparência ao processo. Uma das frentes destina-se a Organizações da Sociedade Civil e possui valor total de R$ 7 milhões. Este edital está dividido em três categorias: 1) Projetos que promovam as culturas populares e tradicionais, no valor máximo de até R$ 25 mil, totalizando R$ 2 milhões; 2) Projetos de Cultura em Geral: realizados pelas organizações da sociedade civil, com valor máximo de até R$ 100 mil, somando R$ 3,5 milhões 3) Pontos de Cultura: com valor máximo de até R$ 50 mil, somando R$ 1,5 milhões.

A segunda frente é destinada a instituições de Direito Público Municipal e irá contemplar as mais diversas atividades artístico-culturais em projetos de até R$ 100 mil. Cada prefeitura ou instituição pública (Pessoas Jurídicas de direito público) de natureza cultural vinculada à prefeitura poderá apresentar somente uma proposta. O valor total deste edital é de R$ 2,5 milhões.

Entenda os valores

O FEC 2017 foi dividido em dois editais:

VALOR OBJETO

R$ 7 milhões subdivididos em:

Projetos de Culturas Populares e Tradicionais: R$ 2.500.000,00

Projetos de Cultura em Geral: R$ 3.000.000,00

Lei Cultura Viva: R$ 1.500.000,00

Edital destinado às Organizações da Sociedade Civil
R$ 2,5 milhões Edital destinado às instituições de Direito Público Municipal
R$ 9,5 milhões Valor total do Fundo Estadual de Cultura 2017


 

 

Foto: Bruna Brandão

Encerrando a décima temporada, nos dias 14 e 15 de dezembro, a Filarmônica de Minas Gerais percorre as galáxias em busca de novos sons e novas experiências. O ponto de partida do programa é uma das obras mais enigmáticas do século XX, A pergunta não respondida, de Charles Ives, seguido da exploração sonora da Via Láctea com Os planetas, op. 32, proposta por Holst, até a obra Aproximações Áureas, de Caio Facó,jovemcompositor que recebeu menção honrosa no Festival Tinta Fresca 2016, promovido anualmente pela Orquestra. A regência é do maestro Fabio Mechetti. Ingressos a partir de R$ 40 (inteira).

Na série de palestras sobre obras, compositores e solistas que a Filarmônica promove antes das apresentações, das 19h30 às 20h,o palestrante das duas noites será o percussionista da Filarmônica de Minas Gerais e curador dos Concertos Comentados, Werner Silveira. As palestras são gravadas em áudio e ficam disponíveis no site da Orquestra.

Estes concertos são apresentados pelo Ministério da Cultura e Governo de Minas Gerais e contam com o patrocínio do Mercantil do Brasil por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Já as palestras dos Concertos Comentados são apresentadas pelo Ministério da Cultura e Governo de Minas Gerais.

O repertório

Charles Ives (Danbury, Estados Unidos, 1874 – Nova York, Estados Unidos, 1954) e a obra A pergunta não respondida (1906)

Música para madeiras, trompete e cordas. Suponhamos que, em vez do título pelo qual conhecemos a pequena joia orquestral de Charles Ives, o compositor a tivesse nomeado dessa forma bem menos sugestiva, considerando um dos efetivos instrumentais previstos na partitura. Desprovida da misteriosa evocação de seu título, ainda assim essa miniatura camerística nos surpreenderia. Se acrescentarmos à experiência auditiva dados do Prefácio de Ives, publicado com a partitura, nossa admiração pela obra será ainda maior. Para Ives, trata-se de uma “Paisagem Cósmica”, na qual as cordas evocam “O Silêncio dos Druidas”, e o quarteto das madeiras representa a busca por “Respostas” à “Eterna Pergunta da Existência”, formulada pelo trompete solo. Ainda no Prefácio, o compositor aponta possibilidades de espacialização na disposição instrumental. Observa também que as madeiras não precisam obedecer, rigorosamente, os momentos das entradas previstas na partitura. Estamos, portanto, diante de uma obra-prima de horizontes vastos: politonalidade, polimetria, um certo grau de aleatoriedade, liberdade e rigor, simbolismo, transcendência. Depois de seis insistentes perguntas, que as tentativas confusas das madeiras se mostram incapazes de responder, uma última vez o trompete formula a questão perene que, agora, mergulha no insondável, no “Imperturbável Silêncio”. A singularidade de Ives, com A pergunta não respondida, parece fazer uma alegoria musical às palavras de Varèse: “Em arte, um excesso de razão é mortal. É a imaginação que dá forma aos sonhos”.

Caio Facó (Fortaleza, Brasil, 1992) e a obra Aproximações Áureas (2016)

As obras do jovem compositor cearense Caio Facó mesclam seu criativo pensamento matemático com um expansivo interesse em modos de expressão da cultura e da realidade brasileiras para além de estéticas nacionalistas. Aproximações Áureas é dedicada a seu pai, por lhe ter revelado “o fantástico universo da matemática”, e alia à manipulação calculadade elementos musicais um trabalho de experimentação sonora. Às abstrações matemáticas, juntam-se influências de natureza diversa, como a cena passada na boate Clube Silêncio do filme Mulholland Drive [Cidade dos Sonhos], de David Lynch, que lhe serve de inspiração para um trompete que se ouve, mas não se vê. O título da peça evoca a noção de proporção áurea, constante matemática relativa à natureza do crescimento que, pelo menos desde Fídias, é utilizada em obras de arte e arquitetura. Se o princípio que governa a criação é matemático, sua força expressiva reside, porém, em seu conteúdo sonoro, na natureza dos materiais musicais e no caráter dramático, produzido principalmente pelo colorido orquestral livremente inspirado em Paul Dukas e Gustav Holst. Aproximações Áureas recebeu menção honrosa no Festival Tinta Fresca 2016, promovido pela Filarmônica.

Gustav Holst (Cheltenham, Inglaterra, 1874 – Londres, Inglaterra, 1934) e a obra Os planetas, op. 32 (1914/1916)

Os planetas é o astro-rei do legado de Gustav Holst. Imaginada para uma grande orquestra, a obra é dividida em sete movimentos, cada um retratando um planeta do Sistema Solar. Holst não está preocupado com o discurso científico, mas sim em uma narrativa mítica do Cosmos. É mais astrológica que astronômica, por assim dizer. A astrologia em que o compositor britânico se inspira é a das antigas ciências grega e latina, cuja observação de corpos celestes e o estudo de sua posição e movimentação exprimem propriedades comportamentais dos homens e da natureza. Representados através dos sons, os planetas são deuses da mitologia romana; cada movimento exprime em discurso musical a função cósmica de um astro e o todo da obra, a ordenação dos deuses no universo. O primeiro planeta é Marte – O Anunciador da Guerra, seguido de Vênus – O Anunciador da Paz; Mercúrio – O Mensageiro Alado, Júpiter – O Anunciador da Alegria, Saturno – O anunciador da velhice, Urano – O Mágico, Netuno – O Místico.

Maestro Fabio Mechetti

Desde 2008, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Com seu trabalho, Mechetti posicionou a orquestra mineira nos cenários nacional e internacional e conquistou vários prêmios. Com ela, realizou turnês pelo Uruguai e Argentina e realizou gravações para o selo Naxos. Natural de São Paulo, Fabio Mechetti serviu recentemente como Regente Principal da Orquestra Filarmônica da Malásia, tornando-se o primeiro regente brasileiro a ser titular de uma orquestra asiática. Depois de quatorze anos à frente da Orquestra Sinfônica de Jacksonville, Estados Unidos, atualmente é seu Regente Titular Emérito. Foi também Regente Titular da Sinfônica de Syracuse e da Sinfônica de Spokane. Desta última é, agora, Regente Emérito. Foi regente associado de MstislavRostropovich na Orquestra Sinfônica Nacional de Washington e com ela dirigiu concertos no Kennedy Center e no Capitólio norte-americano. Da Orquestra Sinfônica de San Diego, foi Regente Residente. Fez sua estreia no Carnegie Hall de Nova York conduzindo a Orquestra Sinfônica de Nova Jersey e tem dirigido inúmeras orquestras norte-americanas, como as de Seattle, Buffalo, Utah, Rochester, Phoenix, Columbus, entre outras. É convidado frequente dos festivais de verão nos Estados Unidos, entre eles os de Grant Park em Chicago e Chautauqua em Nova York.

Realizou diversos concertos no México, Espanha e Venezuela. No Japão dirigiu as orquestras sinfônicas de Tóquio, Sapporo e Hiroshima. Regeu também a Orquestra Sinfônica da BBC da Escócia, a Orquestra da Rádio e TV Espanhola em Madrid, a Filarmônica de Auckland, Nova Zelândia, e a Orquestra Sinfônica de Quebec, Canadá. Vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko, na Dinamarca, Mechetti dirige regularmente na Escandinávia, particularmente a Orquestra da Rádio Dinamarquesa e a de Helsingborg, Suécia. Recentemente fez sua estreia na Finlândia, dirigindo a Filarmônica de Tampere, e na Itália, dirigindo a Orquestra Sinfônica de Roma. Em 2016 estreou com a Filarmônica de Odense, na Dinamarca.

Igualmente aclamado como regente de ópera, estreou nos Estados Unidos dirigindo a Ópera de Washington. No seu repertório destacam-se produções de Tosca, Turandot, Carmem, Don Giovanni, Così fan tutte, La Bohème, Madame Butterfly, O barbeiro de Sevilha, La Traviata e Otello. Fabio Mechetti recebeu títulos de mestrado em Regência e em Composição pela prestigiosa Juilliard School de Nova York.

Concentus Musicum de Belo Horizonte

O Concentus Musicum de Belo Horizonte é um grupo misto, com formação vocal e instrumental variável, dedicado à interpretação e difusão de obras dos períodos Barroco, Clássico e Renascentista, bem como de um seleto repertório contemporâneo. Foi idealizado pela maestrina Iara Fricke Matte e fez sua estreia em dezembro de 2016, junto à Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, com quem mantém uma frutífera parceria. Entre seus projetos futuros, incluem-se a montagem de obras vocais e orquestrais de J. S. Bach, de seu contemporâneo Jan Dismas Zelenka e de compositores brasileiros coloniais, além de obras instrumentais do século XVIII e início do século XIX.

Iara Fricke Matte, regente coral

Regente coral e orquestral, Iara Fricke Matte vem se dedicando intensamente ao estudo e à apresentação de obras dos períodos Barroco, Renascentista e Contemporâneo, com ênfase na performance historicamente embasada. Seu repertório é formado de peças corais a capela, sinfônico-corais e sinfônicas, destacando sua grande afinidade com o repertório de J. S. Bach. Iara é Doutora e Mestre em Regência Coral pela Universidade de Indiana e pela Universidade de Minnesota (EUA), onde se especializou em Música Antiga e História da Música. Professora de regência da Escola de Música da UFMG, foi regente titular e diretora artística do coral Ars Nova, da mesma universidade, com o qual conquistou o Troféu JK de Cultura e Desenvolvimento e o terceiro lugar na competição coro misto do 34º Festival de Música de Cantonigròs (Espanha). Em 2016, formou o grupo coral e orquestral Concentus Musicum de Belo Horizonte.

Sobre a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

Belo Horizonte, 21 de fevereiro de 2008. Após meses de intenso trabalho, músicos e público viam um sonho tornar-se realidade com o primeiro concerto da primeira temporada da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Criada pelo Governo do Estado e gerida pela sociedade civil, nasceu com o compromisso de ser uma orquestra de excelência, cujo planejamento envolve concertos de série, programas educacionais, circulação e produção de conteúdos para a disseminação do repertório sinfônico brasileiro e universal. Um dos mais bem-sucedidos programas continuados no campo da música erudita, tanto em Minas Gerais como no Brasil, reconhecida com prêmios culturais e de desenvolvimento econômico, em 2017 a Filarmônica está apresentando sua décima temporada e continua contando com a participação de grandes músicos para celebrar a Música e o respeito conquistado junto ao público.

SERVIÇO

Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

Série Allegro

14 de dezembro – 20h30

Sala Minas Gerais

Série Vivace

15 de dezembro – 20h30

Sala Minas Gerais

Fabio Mechetti, regente

IVES            A pergunta não respondida

C. FACÓ      Aproximações Áureas

HOLST        Os planetas, op. 32

Ingressos: R$ 40 (Balcão Palco e Coro), R$ 50 (Mezanino), R$ 62 (Balcão Lateral), R$ 85 (Plateia Central) e R$ 105 (Balcão Principal).

Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br

Funcionamento da bilheteria:

Sala Minas Gerais – Rua Tenente Brito Melo, 1090 – Bairro Barro Preto

De terça-feira a sexta-feira, das 12h às 21h.

Aos sábados, das 12h às 18h.

Em sábados de concerto, das 12h às 21h.

Em domingos de concerto, das 9h às 13h.

São aceitos cartões com as bandeiras Amex, Aura, Redecard, Diners, Elo, Hipercard, Mastercard, Redeshop, Visa e Visa Electron.

Informações para imprensa:

Personal Press

Polliane Eliziário – Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. – (31) 99788-3029


 

Jussara Thomaz, Angelo Oswaldo e José Roberto de Oliveira

José Roberto de Oliveira, prefeito de Leopoldina, a secretária de Cultura, Jussara Thomaz, e o secretário de Meio Ambiente, Marco Antônio Gorrado, foram recebidos pelo secretário de Estado de Cultura, Angelo Oswaldo. Eles analisaram os programas culturais em curso no município de Leopoldina, com destaque para o Centro Cultural e Biblioteca Municipal, no centro da cidade, o apoio às tradicionais Folias de Reis e os festivais gastronômicos no distrito histórico de Piacatuba. Angelo Oswaldo elogiou as políticas públicas desenvolvidas em Leopoldina, enfatizando também a importância do Conservatório Estadual de Música e da casa de Leitura da Fundação Ormeu Junqueira Botelho. 


Alex Flemming transita pela gravura, instalação, desenho, colagem em esculturas e objetos, e "pintura sobre superfícies não tradicionais”, como o próprio artista define. Toda a multiplicidade de sua obra compõe a exposição Alex Flemming de CORpo e alma, que abrange 37 anos de produção do artista e suas apropriações de temáticas como conflitos, identidade do indivíduo, morte, solidão e sexualidade. As obras são agrupadas em séries de formatos e cores, tratando do caráter circular da arte de Flemming, que costuma abordar e ressignificar a mesma temática em diferentes períodos de sua carreira.

Segundo Henrique Luz, curador da exposição, o panorama retratado não será necessariamente apresentado em ordem cronológica, mas terá um forte caráter retrospectivo. “Para a exposição em Belo Horizonte optou-se por uma mostra mais abrangente, a fim de apresentar vários aspectos da produção de Flemming. A exposição terá 150 obras, algumas vindas especialmente de Berlim”, conta o curador.

Para Flemming, é grande sua expectativa para a exposição no Palácio das Artes. “É uma honra para mim realizar uma mostra retrospectiva dessa magnitude no principal espaço expositivo de Belo Horizonte. Espero que o público responda bem, com uma grande visitação, já que a mostra foi formatada especialmente para o público mineiro”, revela Flemming.

Da colagem à reapropriação – A representação do corpo humano, temática frequente na obra de Flemming, abre a exposição por meio de duas coleções pontuais. O expectador poderá conhecer a série Eros Expectante (1980),com14 gravuras com imagem do retrato nu feminino e masculino, e que rendeu ao artista a bolsa de estudos da Fulbright Foundation. Nessa série, utilizando novas técnicas e dimensões da gravura, Flemming reconstruiu negativos fotográficos e ampliou as imagens de forma inovadora para a época.

A reapropriação imagética também ocorre em A guerra incompreensível (1982), série com seis imagens de fragmentos de jornais que relatam conflitos de guerra. Escritos em diferentes línguas, as imagens são, segundo Flemming, uma metáfora de denúncia política. Como apontado por Henrique Luz, “essas duas pequenas séries podem ser vistas como um núcleo poderoso de ideias que foram trabalhadas até a exaustão por Flemming, nos oferecendo uma reflexão sobre o mundo em que vivemos”.

Retratos, cores e códigos - Em 1998, Flemming realizou 44 painéis em vidro para a Estação Sumaré do Metrô de São Paulo, com fotos de pessoas comuns, às quais sobrepõe com letras coloridas trechos de poemas de autores brasileiros, criando um acúmulo de significados. Um desses vidros estará no percurso da exposição, assim como quatro painéis da série Biblioteca (2016), na qual o artista retratou frequentadores da Biblioteca de São Paulo.

Ao final dos anos 1990, com o avanço da impressão digital e recursos de computação gráfica, Flemming constrói a série Body Builders (2000-2006), fundindo fotografias de homens seminus a mapas de regiões em conflito de guerra, como tatuagens. Segundo o curador, Body Biuders é um trabalho de denúncia contra a guerra pelo mundo e como os jovens são literalmente marcados por esses conflitos. “A intenção de Flemming ao sobrepor imagens é dificultar a leitura rápida das obras, fazendo o observador desacelerar o olhar para compreender não só o que está escrito, mas o que está codificado”, ressalta.

Do céu ao caos – Na série Anjos e Sereias (1983-1985), o artista se debruça sobre a devoção popular realizando uma releitura cromática de santinhos como o de Iemanjá, São Miguel Arcanjo e Santa Cecília. Ainda dentro dessa temática, Flemming se apropria fotograficamente de várias representações de Cristo e suas proporções áureas encontradas em obras do Barroco Brasileiro e Português. O fascínio da morte também estará representado com pinturas em animais empalhados, série apresentada no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, em 1990, e na XXI Bienal Internacional de São Paulo, em 1991.

A série Caos (2008-2015) completa a exposição, composta por pinturas baseadas em fotografias do próprio artista, feitas a partir de 2005, nas quais retrata a vida cotidiana. “Flemming fala sobre a brevidade da vida, sobre a nossa passagem por esse planeta, do caos de onde viemos e para onde retornaremos”, revela o curador. Na parede oposta, estarão várias das roupas que o artista usou durante anos e que foram também pintadas em cores fortes. Sobre elas, Flemming escreveu sentimentos que vivenciou. 



Alex Flemming – Alex Flemming nasceu na cidade de São Paulo, em 1954, e reside atualmente em Berlim, na Alemanha. Pintor, escultor e gravador, frequentou o Curso Livre de Cinema na Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), em São Paulo, entre 1972 e 1974. Cursou serigrafia com Regina Silveira e Júlio Plaza, e gravura em metal com Romildo Paiva, em 1979 e 1980. Na década de 1970, realizou filmes de curtas-metragens e participou de inúmeros festivais de cinema. Em 1981, se muda para Nova York, onde permanece por dois anos e desenvolve projeto no Pratt Institute, com bolsa de estudos da Fulbright Foundation. A partir dos anos 1990, realiza intervenções em espaços expositivos e pinturas de caráter autobiográfico, passando a recolher utensílios como móveis, cadeiras e poltronas, para utilizar em assemblages, aplicando tintas, letras ou textos. Foi professor da Kunstakademie de Oslo, na Noruega, entre 1993 e 1994. Em 2002, são publicados os livros Alex Flemming, pela Edusp, organizado por Ana Mae Barbosa, com textos de diversos especialistas em artes visuais; Alex Flemming, uma Poética..., de Katia Canton, pela Editora Metalivros; e, em 2005, o livro Alex Flemming - Arte e História, de Roseli Ventrella e Valéria de Souza, pela Editora Moderna.

Alex Flemming de CORpo e alma

Local: Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard

Palácio das Artes - Av. Afonso Pena, 1537, Centro

Data: 13 de dezembro a 25 de fevereiro de 2018

Horário: De terça-feira a sábado, das 9h às 21h; aos Domingos, das 16h às 21h

Entrada: Gratuita

Informações para o público: (31) 3236-7400

Informações para a imprensa:

Júnia Alvarenga| (31) 3236-7419 |(31) 98410-7084 | Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Vítor Cruz | (31) 3236-7378 | (31) 99317-8845 | Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.


 

A partir de hoje Minas Gerais passa a ter novas regras de financiamento à cultura. As mudanças significativas partiram de demandas da sociedade organizada e visam facilitar consideravelmente o acesso aos mecanismos de incentivo e fomento, ampliar recursos, diminuir a burocracia, melhorar prazos, descentralizar e democratizar os recursos. O Fundo Estadual de Cultura, importante via de fomento a projetos culturais, terá sua verba aumentada e também passa a aceitar a inscrição de pessoas físicas. Todas essas importantes novidades foram oficializadas nesta segunda (15) pelo governador Fernando Pimentel e pelo secretário de cultura Angelo Oswaldo, durante cerimônia de sanção do Projeto de Lei nº 23.874, que dá corpo à Lei 22.944 e institui o Sistema Estadual de Cultura, o Sistema de Financiamento à Cultura e a Política Estadual de Cultura Viva. 

São várias as mudanças implementadas. Entre as principais, destacam-se:

  • Um mecanismo foi criado para que parte dos recursos de isenção fiscal seja destinado ao Fundo Estadual de Cultura, promovendo um incremento no orçamento destinado a este mecanismo. O FEC atende a projetos que historicamente têm dificuldade na captação de patrocínios, o que também ajuda a democratizar o acesso aos recursos públicos voltados à cultura;
  • O Fundo Estadual de Cultura (FEC) passa a acolher projetos de pessoas físicas, uma das grandes reivindicações da sociedade civil. O objetivo é descentralizar os recursos, permitindo que os benefícios cheguem ao alcance de todos os territórios de Minas Gerais;
  • A lei permitirá o fluxo contínuo para a apresentação dos projetos, bem como sua análise e captação dos recursos, eliminando os prazos restritivos do incentivo fiscal. Desta forma, o edital tem duração ao longo de todo o ano;
  • Os percentuais das contrapartidas para as iniciativas de isenção fiscal serão diferenciados de acordo com o perfil do projeto de incentivo. Propostas de apelo acentuadamente mercadológico e comercial passam a ter percentuais maiores de contrapartida do incentivador, enquanto projetos de caráter eminentemente cultural passam a contar com percentuais mínimos.

Além de incentivar e coordenar as atividades culturais em Minas Gerais, a lei vai permitir a desconcentração territorial e setorial dos recursos (materiais, financeiros, humanos, entre outros) e equipamentos culturais. Por meio dos novos mecanismos de incentivo (isenção fiscal), os proponentes de projetos aprovados podem obter patrocínio de contribuintes de ICMS até o montante de isenção fixado para o ano. Por meio do fomento (verba direta), o Fundo Estadual de Cultura (FEC) abrirá diferentes editais para contemplar as diversas atividades e regiões do estado, inaugurando uma nova fase no apoio às ações culturais.

Crédito: Manoel Marques

O secretário Angelo Oswaldo destacou que as novas regras irão democratizar o acesso e ampliar a captação de recursos destinados ao incentivo financeiro e desenvolvimento de projetos, até então concentrados na capital mineira e região metropolitana. “Havia uma concentração em algumas atividades e em determinados patrocinadores, bem como em algumas áreas geográficas. A partir de agora, o recurso do Fundo vai irrigar democraticamente todas as regiões desse vasto estado, sendo que grande parte do território mineiro, quase 80%, não tiveram acesso aos mecanismos da Lei Estadual de Incentivo à Cultura”, disse Angelo Oswaldo. O secretário destacou ainda que a partir de agora o FEC terá uma forma específica de captação de recursos. “As pessoas vão saber exatamente onde o dinheiro vai ser aplicado, como, por que e como. O Fundo tem regras claras e muito transparentes para essa destinação”, complementou.

Em seu discurso, o governador Fernando Pimentel relembrou a importância de os governos unirem esforços para investirem em políticas estruturais para avanço do setor cultural. “Estamos celebrando juntos uma coisa muito importante, que é a continuidade da política cultural em Minas Gerais. É o que isso simboliza. Vem um governo e faz a lei, vem outro e aperfeiçoa, vem um terceiro e corrige, mas o importante é que todos estão apontando na mesma direção. E o estado se fortalece e o nosso setor cultural se fortalece cada vez mais”, reforçou Fernando Pimentel.

Estiveram presentes na cerimônia o deputado estadual Bosco, representando a Assembleia Legislativa de Minas Gerais; o prefeito de Itapecerica, Wirley Rodrigues Reis, representando a Associação das Cidade Históricas de Minas Gerais; o secretário municipal adjunto de Cultura de Belo Horizonte, Gabriel Portela, além de inúmeros representantes do meio cultural, investidores, artistas, apoiadores e empresários do setor.

Aperfeiçoamento

Caberá ao Sistema Estadual da Cultura ser articulador, no âmbito estadual, das políticas públicas de cultura, estabelecendo mecanismos coordenados ou conjuntos de gestão compartilhada entre o Poder Público e a sociedade civil.

Já ao Sistema de Financiamento à Cultura (SIFC) caberá ampliar e descentralizar os recursos disponíveis, principalmente via Fundo Estadual de Cultura, permitindo repasses fundo a fundo, garantindo maior autonomia local na gestão das políticas municipais de cultura. Além disso, será possível simplificar os processos de contratação e prestação de contas.

A Política Estadual de Cultura Viva permitirá ações na área cultural em benefício de povos, grupos e comunidades em situação de vulnerabilidade social e com reduzido acesso aos meios de produção.


O Projeto Feliz é Quem Toca fecha 2017 com a apresentação dos alunos de todos os seus cinco núcleos nesta sexta (15), às 20h, em frente à Casa de Cultura Simão, em Cataguases, no Território Mata.

Neste semestre, o programa ofereceu aulas gratuitas de Percussão, Teatro, Capoeira, Dança e Introdução ao Audiovisual, duas modalidades a mais do que em 2016.

Projeto contou com recursos da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais e com o apoio do Grupo Bauminas.

PROGRAMAÇÃO

Exibição curtas “Salve eu” e “Carmim”, produzidos pelos alunos do Audiovisual

Professora do Núcleo Feliz é quem Filma: Renatta Barbosa

SALVE EU - Equipe “Cine Moderno Cataguases”

Um jogo conflitante entre o que é real e o que não é. Alguém precisa de ajuda, mas quem será? (Gênero: Ficção/Suspense)

CARMIM - Equipe “Inspirados no Humberto”

Carmem é um artista plástica em deserto criativo. Entre um devaneio e um café, ela encontra uma figura capaz de explodir suas ideias. Mas acontece que as pessoas são como a inspiração, um dia elas aparecem, outros não.

(Gênero: Ficção/Vídeo Arte/Pseudo Romance)

 

Espetáculo “Show de talentos: O ENSAIO”, com os alunos de Teatro

Professora do Núcleo Feliz é quem Drama: Miriam Gaspar

Eles sabem que “prontos para o que der e vier” é uma característica do improvisador cênico, somar isto a uma plateia pronta pra corresponder aos estímulos dramáticos é que será o grande desafio dos atores e atrizes do Feliz É Quem Drama no “Show de Talentos: o ensaio” do Projeto Teatro Feliz É Quem Toca 2017. Roteiros, entradas e saídas, figurinos, make, prazos.... uma infinidade de complicadores a serem enfrentados – ou não – por esta turma que só cresce e amadurece a cada semestre.

 

Apresentação de Capoeira

Professor do Núcleo Feliz é quem Ginga: Maycon Vilela - Chinês

Demonstrando as habilidades desenvolvidas nesse módulo, os alunos se exibem em uma bela apresentação celebrando a arte Capoeira e valorizando a cultura brasileira.

 

Performances “Que tudo acabe em dança” e “À moda retro”, com os alunos de Dança

Professor do Núcleo Feliz é quem Dança: Fabiano Banna

QUE TUDO ACABE EM DANÇA

Grupos de diferente estilos de dança se enfrentam em disputa por território, mas a paz é selada pelo amor pela arte.

À MODA RETRO

Em uma ingênua festa infantil, surge uma brincadeira que revela uma linda performance entre os convidados.

 

Show “ó rapá”, com os alunos de Percussão

Professor do Núcleo Feliz é quem Toca: Rogério Tumati

Em um show contagiante, a Banda Feliz é quem Toca apresenta uma releitura de clássicos da banda O Rappa, passando importantes mensagens através de suas letras fortes e realistas.

O Projeto tem a Coordenação Geral de Rogério Tumati e a Produção Executiva de Patrícia Barbosa, conta com o apoio da Casa de Cultura Simão e do PINA – Ponto de Interação das Artes, onde ocorrem as aulas regulares.  Tem o patrocínio do Grupo Bauminas por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais.

facebook: felizequemtoca

site: www.felizequemtoca.com.br

Contatos: Patrícia Barbosa (32) 9.8889-2494/ Rogério Tumati (32) 9.9129-9436 Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

SERVIÇO

APRESENTAÇÃO DOS ALUNOS DO “PROJETO FELIZ É QUEM TOCA”

Data: 15 de dezembro de 2017

Horário: 20h

Local: calçada central da Av. Astolfo Dutra, nº 468, em frente à Casa de Cultura Simão - Centro Cataguases/MG

Entrada: Gratuita


Uma das questões que mais mobiliza o debate político e cultural no Brasil, o “lugar de fala” é o tema do programa Voz Ativa desta segunda-feira (15), às 22h15, na Rede Minas. A convidada é a pesquisadora em filosofia social Djamila Ribeiro. Uma das referências do feminismo no Brasil, Djamila lançou recentemente o livro “O que é lugar de fala?”, que tem chamado atenção tanto na academia como entre militantes dos movimentos sociais.

Feminista e responsável pela ampliação das referências teóricas nos estudos sobre a mulher negra, Djamila Ribeiro foi secretária-adjunta da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo, na gestão de Fernando Haddad. O trabalho de Djamila tem provocado o público a pensar nos lugares de fala como espaços de poder, propondo uma reflexão sobre o silenciamento histórico das mulheres e dos negros na sociedade brasileira. “O programa Voz Ativa tem como objetivo romper esse silêncio. Nossa proposta é ir além do pensamento único que domina a comunicação no país”, explica Luiza de Castro, presidenta da Rede Minas.

O programa, que é comandado pelo jornalista Florestan Fernandes Júnior, vai tratar também de temas como a apropriação cultural, as lutas de afirmação de identidade e a diversidade do movimento feminista no país. Djamila tem destacado, a partir do conceito de interseccionalidade, que é preciso tratar sem hierarquias todas as formas de opressão, sejam elas contra os pobres, os negros ou as mulheres.

Voz Ativa é uma produção da Empresa Mineira de Comunicação, por meio da Rede Minas e Rádio Inconfidência, e tem parceria com a edição brasileira do jornal espanhol El País. O programa, em edição especial preparada para o rádio, é apresentado pela Inconfidência FM, às terças, a partir das 21h, e pela Inconfidência AM, aos domingos, a partir das 22h.

VOZ ATIVA COM DJAMILA RIBEIRO

Segunda-feira (dia 15), às 22h15, pela Rede Minas

Terça-feira (dia 16), às 21h, pela Rádio Inconfidência FM

Domingo (dia 21), às 22h, pela Rádio Inconfidência AM


 

O feijão e o sonho (1986) - Acrílico sobre tela - Ana Horta

Artista de reconhecimento nacional e com pinturas, gravuras e desenhos que fizeram parte de exposições na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (Rio de Janeiro) e no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (São Paulo), a mineira Ana Horta tem sua obra revista em exposição póstuma na Galeria Genesco Murta.

O público pode conferir Descascando o Branco, mostra com trinta trabalhos produzidos durante a década de 1980, dispostos de maneira cronológica. A exposição é uma parceria entre a Fundação Clóvis Salgado, a família de Ana Horta e a AM Galeria de Arte.

Para a gerente de Artes Visuais da Fundação Clóvis Salgado, Uiara Azevedo, uma das principais características da pintura de Ana Horta é seu traço expressivo, comum entre diversos artistas da década de 1980.

Áfrika (1983) - Acrílico sobre tela - Ana Horta

“O trabalho de Ana tem relação com o gesto, marcando na tela um percurso súbito e imediato. A intensidade e a profusão das cores são características acentuadas de sua pintura. Ela foi uma das artistas mais representativas da sua geração, a importante Geração 80, que tinha jovens artistas brasileiros resgatando a volta da pintura após a repressão artística durante o período militar”, conta Uiara Azevedo. Ainda segundo a gerente, a complexidade visual das obras de Ana Horta pode ser percebida na utilização de cores e formas geométricas.

A própria artista costumava dizer que “a cor é o branco descascado”. A partir dessa ideia, então, surgem todas as profusões e misturas de cores retratadas nas obras. Já as características gráficas simétricas de linguagem urbana são fruto das pinturas em muros e murais de rua – seu trabalho mistura paisagens, arquiteturas e personagens do cotidiano.

Resgate e legado – Apesar de realizar diversas exposições individuais na década de 1980 e ter seus trabalhos expostos em mostras póstumas e coletivas, há dez anos o trabalho de Ana Horta não é exposto individualmente. Um dos principais cuidados na produção da mostra foi a busca por um panorama que retratasse bem a obra de Ana Horta.

A partir de conversas com a família da artista, foi decidido quais obras fariam parte da exposição. Ao todo, foram selecionadas 40 obras que representam um recorte cronológico da breve, porém produtiva, carreira de Ana Horta. Assim, a mostra Descascando o Branco revela sua importância ao apresentar o trabalho da artista a uma nova geração, formando um novo público.

Ana Horta – Mineira de Bom Despacho,Ana Maria Horta de Almeida nasceu em 1957 e faleceu precocemente aos 30 anos, em Belo Horizonte, vítima de um acidente automobilístico. Atuando como pintora, desenhista e professora, ingressou na Escola de Belas Artes da UFMG em 1978 e especializa-se em gravuras, realizando projetos de design gráfico para capas de discos e livros. Dialogando com o que há de melhor entre seus contemporâneos, seja no Brasil ou no mundo, Ana Horta se tornou uma das grandes referências da pintura oitentista brasileira.

DESCASCANDO O BRANCO - Exposição Ana Horta

Período expositivo: 20 de dezembro a 4 de março

Local: Galeria Genesco Murta

Endereço: Av. Afonso Pena, 1537 – Centro, Belo Horizonte/MG

Entrada: Gratuita

Informações para a imprensa:

Júnia Alvarenga l (31) 3236-7419 l (31) 98408-7084 l Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Vítor Cruz l (31) 3236-7378 l (31) 99317-8845 l Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.


 

Jacyntho Lins Brandão / Crédito: Filipe Chaves

por Paulo Henrique Pompermaier

Na adolescência, o mineiro Jacyntho Lins Brandão encontrou uma gramática de grego, escrita em francês, no meio de um amontoado de livros que sua mãe herdara de um parente. Começou ali sua aproximação com uma cultura que marcaria sua trajetória.

Hoje, aos 65 anos, 40 anos deles dedicados ao estudo e ensino do grego como professor de Língua e Literatura Grega na UFMG, Brandão finalizou a tradução-concluída ano passado-, direto do acádio, da Epopeia de Gilgamesh, poema épico da antiga Mesopotâmia [atual Iraque] escrito por volta do século 13 a.C. A tradução, que levou dois anos para ser concluída, sai neste mês pela editora Autêntica. Sua base para estudar os escritos originais foi uma edição crítica do poema publicada em 2003 na Inglaterra.

Escrito em doze tábuas de argila que possuem, cada uma, aproximadamente 300 versos, Gilgamesh narra as lendas e cosmogonias mesopotâmicas, com enfoque na história do rei mitológico sumério que dá título à epopeia. Ao ler sobre culturas do Oriente Médio para um trabalho sobre a Grécia, surgiu o desejo de se aprofundar no mundo mesopotâmico.

“O primeiro requisito foi aprender a língua, o que levou ao desejo de traduzir o poema, o que passou a ser meu projeto oficial de pesquisa”, conta o professor. E seu projeto não para com o Gilgamesh. Brandão já traduziu outro poema acádio, A descida de Ishtar ao mundo dos mortos, e prepara sua edição comentada.

Foi durante o doutorado que Brandão entrou em contato com a cultura mesopotâmica, ao frequentar um curso do professor convidado Jean Bottéro, historiador francês especialista no Antigo Oriente Médio. “Depois desse primeiro contato, novamente uma coisa ficou hibernando em mim. Até que, depois de 20 anos sendo professor de grego, resolvi fazer essa tradução do Gilgamesh”, conta.

Para o professor, sair da Grécia é importante pois ajuda a desmoronar o mito do “milagre grego”, “essa ideia muito preconceituosa de achar que a Grécia foi escolhida como início da cultura ocidental, como se a cultura ocidental fosse diferente das outras culturas por conta disso”.

Aficionado por línguas, Jacyntho estudou russo, francês, alemão e hebraico durante a graduação e, com o acádio, não encontrou muitos problemas. “Comecei a estudar acádio em 2005, mas já havia estudado hebraico antes e, como o acádio é também uma língua semítica, não havia grande novidade do ponto de vista gramatical, embora o sistema verbal seja mais variado que o do hebraico”.

Formado em Letras pela UFMG, seus principais estudos e traduções, no entanto, são sobre a Grécia Antiga, como A poética do hipocentauro (2001), Introdução ao Grego Antigo (2005) e Arqueologia da ficção (2005). Um de seus prosadores antigos preferidos, Luciano de Samósata, foi seu objeto de estudo no doutorado, concluído em 1992 na USP. “Descobri em Luciano uma literatura que me agrada muito, que é meio radical em considerar que, afinal de contas, as coisas humanas são essencialmente ridículas”.

Apesar de brincar que se tornou professor da língua mais inútil, a grega, Jacyntho considera fundamental a cultura antiga: “Estudar poesia antiga é como fazer psicanálise da nossa cultura. De um lado, descobrir, nas convergências, muito das nossas motivações, imaginário e sentimentos. De outro, pela via do estranhamento, experimentar o contato com o outro. Os antigos nos permitem ver nosso tempo e nosso mundo com os olhos que nos emprestam, sua distância, no tempo e no espaço, nos proporcionando mais acuidade de visão”.

DIVULGAÇÃO: Revista CULT - goo.gl/q6ceTV

 

 


 

Um livro surgido de uma inquietação se torna, quase sempre, ferramenta poderosa no debate para o qual se apresenta. Se, além disso, o livro emerge num momento tal que tenha diante de si o terreno aberto das lutas política e urbana, sua responsabilidade é imensa. Não é outro o caso de “O ônibus, a cidade e a luta”, que será lançado neste sábado (16), às 13h30, no Agosto Butiquim. Numa narrativa rigorosa sobre o transporte coletivo urbano no Brasil, André Veloso equilibra, em seu texto, tanto a formação e a trajetória histórica dos diversos sujeitos sociais no processo de modernização produtiva no país quanto a crescente complexidade das cidades brasileiras, de modo a alcançar uma reflexão aguda sobre oferta e demanda desse serviço essencial à dinâmica da vida urbana dos séculos XX e XXI.

Escrevendo desde uma perspectiva marxiana de reprodução ampliada do capital, o livro investiga todo o acervo da pesquisa sobre o tema que já tenha se realizado nas nossas universidades, em geral referenciada ou à trajetória específica do setor de transportes ou a questões da produção do espaço, para, a seguir, se apresentar ao debate contemporâneo: o autor debruça-se com seriedade ímpar sobre os movimentos recentes pelo transporte e a história e contexto específicos do movimento Tarifa Zero BH entre os anos de 2013 e 2015.”

BIOGRAFIA

André Veloso atua na área de planejamento urbano e em áreas ligadas à mobilidade urbana e sua efetivação como direito social. Nascido em Belo Horizonte, em 1989, é ativista das lutas ligadas ao transporte desde 2005 e participa do Movimento Tarifa Zero BH desde 2013, tendo colaborado com sua criação. É formado em Ciências Econômicas pela FACE/UFMG, tendo desenvolvido a pesquisa que fundamenta este livro no programa de mestrado em Geografia, pelo Instituto de Geociências da mesma universidade. Participa de fóruns regionais e municipais de discussão da mobilidade, como o Observatório e o Conselho de Mobilidade Urbana de BH. Juntamente com o Tarifa Zero BH, tem se aproximado da luta pela ampliação de um sistema de linhas populares de ônibus, em vilas e favelas. Atualmente desenvolve pesquisa de doutorado em Economia sobre a história do transporte coletivo no Brasil.


Grupos de congados, guardas de moçambique, marujadas e caboclos têm encontro marcado em Ouro Preto no próximo domingo (14). Na ocasião, a cidade recebe mais uma edição dos festejos de Reinado de Rosário, manifestação da cultura popular que encanta a comunidade há várias gerações. Cortejos, congados, missa festiva e descendimento de mastros preenchem a programação ao longo de todo o dia.

Preservar as seculares tradições festivas e religiosas de Ouro Preto é algo fundamental, e por isso as comunidades dos bairros Alto da Cruz, Padre Faria e Piedade, junto com a Associação Amigos do Reinado, Paroquia de Santa Efigênia, Irmandade Nossa Senhora do Rosário e Santa Efigênia, juntam esforços em prol da revitalização da Festividade do Reinado de Nossa Senhora do Rosário e de Santa Ifigênia do Alto da Cruz “A Fé que canta e Dança” , também conhecida como Festa da Coroação de Chico Rei, criador do congado em Vila Rica e em Minas Gerais nos idos de 1821.

As festividades haviam perdido sua força, mas graças à mobilização da Associação dos Amigos do Reinado, desde 2008 os festejos do Reinado de Rosário de Ouro Preto se robusteceram. “Nossa principal intenção é resguardar a memória de luta e resistência do negro, tudo isso dialogando com a questão da fé também”, informa Kedison Guimarães, capitão da guarda de Moçambique de Nossa Senhora do Rosário e Santa Efigênia.

Participam dos festejos vários grupos de congados, guardas de moçambique, marujadas, caboclos, dentre outras manifestações de diversas regiões de Minas Gerais. A previsão é que cerca de 3 mil pessoas participem do evento, realizado pela Associação dos Amigos do Reinado em conjunto com a Prefeitura de Ouro Preto, através das Secretarias de Cultura e Patrimônio e de Turismo, Indústria e Comércio.

PROGRAMAÇÃO

5h

Alvorada Saída da Escola Desembargador Horácio Andrade em direção à Igreja de Santa Efigênia.

8h

Chegada das Guardas Visitantes.

9h

Saída do cortejo da Capela do Padre Faria em direção à Mina do Chico Rei, buscar o o Reinado Congo de Ouro Preto.

12h

Benção aos Congadeiros de Ouro Preto e ás Guardas Visitantes.

12h30

Cortejo com as imagens de Nossa Senhora do Rosário, Santa Efigênia e São Benedito.

15h

 Missa Festiva com a participação dos Conagdos.

16h

Descendimento dos mastros e encerramento.

Crédito das fotos: José Eduardo Carvalho Monte


A Rede Minas preparou várias novidades no jornalismo, que vão ao ar a partir do dia 11 de dezembro. A emissora passa a contar com novos estúdios, novo jornal, além de reformular a linha editorial de programas já tradicionais. Uma das atrações, inéditas, vai estar ancorada, pela primeira vez em todo o estado de Minas Gerais, por um jornal de âmbito nacional:  o BRASIL EM REDE. De acordo com a diretora de Jornalismo Maria Amélia Ávila, com o noticiário noturno, a ideia é unificar e fortalecer a comunicação pública no Brasil. 

Ainda, de acordo com a diretora, contribuirão com conteúdos diferenciados e informações com credibilidade emissoras parcerias de todas as regiões do país. Apresentado por Luciano Correia e Raquel Capanema, o noticiário vai ao ar de segunda a sexta-feira, de 19h45 as 20h30. 

NEWSROOM

Outra novidade do setor de Jornalismo da Rede Minas é oferecer ao público um estúdio redação, conhecido como Newsroom. Em consonância com o que há de mais moderno em tecnologia para a operação em televisão, o novo estúdio redação permitirá integrar os profissionais nos processos de produção, reportagem e edição, aproveitando uma característica estética das atuais redações de TV como identidade visual. Em meio a isso, o Jornalismo da emissora apresentará novas vinhetas, artes e tarjas para os programas. 

Além de ser usado para apresentação do Brasil em Rede, o estúdio redação também será compartilhado com o Jornal Minas 1º Edição, apresentado por Ruth Soares, e o 2ª Edição, apresentado por Lorena Amaral. Os noticiários vão ao ar de segunda a sexta-feira, de 12h30 as 13h e de 19h30 as 19h45, respectivamente. 

Toda programação do Jornalismo contará também com novos cenários para os programas Opinião Minas, Minas em Rede, Rede Mídia, Palavra Cruzada e Meio de Campo. Segundo a direção da TV, eles continuam com a mesma linha editorial, mesmo horário, para servir às demandas de uma TV Pública. 

O OPINIÃO MINAS conta com nova apresentadora: Érica Vieira. O Palavra Cruzada, por sua vez, terá nos primeiros programas a apresentação de Marcela Martins. Em seguida, assume novamente Maria Amélia Ávila.

Oura novidade é a reformulação da identidade visual do REPÓRTER DA HORA, que oferecerá maior dinamismo em sua apresentação, pertinente à própria estrutura de um boletim diário. 

Um dos programas mais tradicionais da TV mineira, o BRASIL DAS GERAIS retorna à programação com mudanças em sua linha editorial, para deixá-lo ainda mais leve, como uma grande revista para tratar de diversos assuntos. A atração, segundo a diretora Maria Amélia Ávila, volta a ter uma hora de duração, ao contrário dos 45 minutos anteriormente oferecidos ao público, com quadros, colunistas, especialistas e convidados, abrangendo comportamento, cultura, práticas sociais, cidadania, educação, saúde, ou seja, um leque maior de assuntos atuais. 

De acordo com a apresentadora Patrícia Pinho o Brasil das Gerais abordará diferentes pautas por dia, sem perder a profundidade. “”Como a produção está na Diretoria de Jornalismo, queremos ser mais dinâmicos e factuais. E, como estamos ao vivo, seremos mais interativos”, ressalta Patrícia. 


Morreu na manhã desta quarta-feira, em Montes Claros, Norte de Minas, João Batista Farias,  mestre-comandante do Terno de Catopês de Nossa Senhora do Rosário, um dos grupos de dançantes das Festas de Agosto de Montes Claros, no Norte de Minas Gerais. Realizadas há mais de 170 anos, as festividades tornaram-se conhecidas nacionalmente, sendo objeto de estudo em universidades por expressarem a genuina cultura popular. Além disso inspiraram vários músicos. 
O mestre João Farias morreu aos 74 anos, no Hospital Aroldo Tourinho, em Montes Claros, onde estava internado, em decorrência de complicações cardíacas e de agravamento de um quadro de diabetes. O  sepultamento está previsto para a tarde desta quarta-feira, no cemitério local. Como outros “astros” das Festas de Agosto, João Farias levava uma vida simples, como carroceiro.
 
No período das manifestações folcloricas – sempre na terceira semana de agosto, deixava seus afazeres, para se dedicar ao comando de um Ternos de Catopês de Nossa Senhora do Rosário, que encanta moradores e visitantes por conta das roupas (brancas), fitas caloridas, danças e ritmos. Além dos grupos de catopés, as Festas de Agosto contam com os conjuntos de marujos (roupas vermelhas e azuis) e caboclinhos (no tom vermelho, representando o povo indigena).
 
A morte do mestre João Farias foi muito lamentada pela comunidade e, especialmente, por pessoas ligadas à arte à cultura, com muitas mensagens divulgadas nas redes sociais. O cantor e compositor Tino Gomes, que nasceu em Montes Claros, lamentou  o falecimento do mestre catopê com  uma mensagem forma de poema.  “Lá no céu tem um castelo/ô lá no céu tem um castelo/ôooo/quem formou foi o Rei da Glória..."/Viva João Faria na Pátria Espiritual!!!”, escreveu o cantor.
Tino Tomes ainda salientou: “Por aqui cala-se mais um tamboril e ficamos mais pobres de catopês. Vá em Paz irmão você cumpriu bonito seu papel, que Nossa Senhora do Rosário te receba com amor e carinho”.
 
Pesquisador das Festas de Agosto, o antrópolo e professor João Batista Almeida Costa destaca que João Farias tornou-se uma das principais figuras das centenárias manifestações populares. “ Mestre João Faria, vá na Luz e ao encontro dos Catopês que o precederam. Obrigadíssimo por tocar nossos corações e nossa fé na Senhora do Rosário enquanto nos conduzistes em festa pelas ruas de Montes Claros à Capela do Rosário”, registrou Almeida Costa.
 
A Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) também divulgou nota de pesar, lamentando a inestimável perda do mestre da cultura popular. Na nota, a Universidade destaca que o mestre João Farias, “ ao longo de sua vida, com simplicidade, alegria e devoção, tornou-se um ícone das centenárias Festas de Agosto”. 
 
(*) Informações do site www.em.com.br

 

Estiveram presentes no evento cerca de 30 participantes que receberam as instruções do processo com inicio em Janeiro do próximo ano.
O projeto Minas Recebe tem por finalidade melhorar a qualidade e apoiar a comercialização dos serviços e produtos turísticos oferecidos pelas agências e operadoras de turismo receptivo do estado de Minas Gerais e é aberto para participação de empresas mineiras definidas como:

•         Agências de turismo receptivo: pessoas jurídicas que tem como principal atividade a elaboração de produtos turísticos por meio da operação direta, a intermediação remunerada e a venda de serviços turísticos locais, por meios físicos ou online.

•         Operadores de turismo receptivo: pessoas jurídicas que têm como função principal a elaboração e desenvolvimento de pacotes turísticos locais para operadoras e agências de viagens nacionais e internacionais, comercializados por meios físicos ou online.

Resolução SETUR nº 03, de 25 de janeiro de 2017 - Minas Recebe - Arquivo em PDF


DÚVIDAS FREQUENTES - Arquivo em PDF


Inscrições e informações : www.turismo.mg.gov.br/minas-recebe

Fundação Clóvis Salgado acaba de apresentar a programação 2018 da instituição. O planejamento contempla todas as ações realizadas na Casa nos últimos três anos, que tiveram como fio condutor a arte de vanguarda e a valorização dos artistas nacionais. Para este ano, sempre que possível, a programação será baseada no conjunto das atividades artísticas sob o conceito de Manifesto.

O ponto de partida é o Manifesto Antropófago de Oswald de Andrade que comemora, em 2018, 90 anos de publicação. Por sua importância e significação no modernismo brasileiro, serão destacadas obras de artistas identificados com o movimento e com a valorização da cultura nacional, em diversos segmentos.

A escolha de Manifesto também celebra outros importantes acontecimentos artísticos. Ainda neste ano, o Manifesto Dadaísta comemora seu centenário, o Manifesto Concreto completa 60 anos de publicação, o Manifesto Neoconcreto, dos mineiros Amílcar de Castro e Lígia Clark, é quase sexagenário e outros manifestos artísticos também merecem ser lembrados e revisitados para aportarem contribuições ao cenário atual.



Segundo o presidente da Fundação Clóvis Salgado, Augusto Nunes-Filho, ”ampliar e democratizar o acesso à arte, à cultura e à cidadania é sempre a tarefa primeira das instituições culturais públicas. No ano de 2018, a FCS continua atenta aos acontecimentos latentes da sociedade, prezando e sustentando a diversidade nas manifestações artísticas”, aponta.

Ainda de acordo com o presidente da FCS, o conceito de Manifesto pode ser entendido como um reflexo dos recentes acontecimentos que nortearam, indiretamente, a programação artística da casa em 2017.

“Devido a tudo o que aconteceu, principalmente no campo das Artes Visuais, decidimos promover o nosso Manifesto em 2018, com uma programação questionadora, de vanguarda e que preza, acima de tudo, pela qualidade. O público vai aproveitar os nossos já consolidados programas permanentes e, também, desfrutar de atrações inéditas, gratuitas ou a preços acessíveis em todas as áreas da arte e da cultura”, afirma.

Além do tema, outro diferencial para este ano é a proposta de fazer a impressão sistemática da programação em todos os trimestres, disponibilizando o material para o público frequentador da Fundação Clóvis Salgado. O caderno também terá sua versão digital, que estará disponível no site da FCS - www.fcs.mg.gov.br.

Programação diversificada 

Para este ano, a FCS está comprometida com a continuidade dos programas por ela implantados e mantidos ao longo dos últimos três anos. A Cia. de Dança Palácio das Artes, por exemplo, integra mais uma vez a Campanha de Popularização do Teatro & Dança em sua 44ª edição, apresentando Nuvens de Barro. No mesmo Grande Teatro, no Teatro João Ceschiatti e na Sala Juvenal Dias, serão apresentados outros espetáculos integrantes da 44ª campanha.

Na música, seguem, ao longo de 2018, as já tradicionais séries ao meio-dia, da Orquestra Sinfônica e do Coral Lírico de Minas Gerais. O concerto de Abertura da Temporada 2018, nos dias 27 e 28 de fevereiro, com regência de Silvio Viegas, apresenta a Cantata Alexander Nevsky, do russo S. Prokofiev, com o CLMG e a OSMG.

Serão realizadas duas edições da série Sinfônica Pop. Em maio, o grupo mineiro Cobra Coral apresentará canções de autoria de seus integrantes assim como de outros compositores da MPB. A edição de novembro se encontra em estado avançado de planejamento e terá a divulgação do convidado em momento mais oportuno.

Ao longo do ano, a OSMG participará na execução de repertórios diferenciados para jovens na série Concertos Comentados, como O Guia de Orquestra para Jovens, de Benjamin Britten, para adolescentes e Pedro e o Lobo, de Prokofiev, para crianças. No segundo semestre, coro e orquestra fazem a Noite Especial com a Suite nº 3, de Bach, e Bachiana nº 3, de Villa-Lobos, e ainda uma nova apresentação da Noite Tchaikovsky, com a OSMG, o CLMG e a OSPMMG, com regência do maestro argentino Gustavo Fontana.

Consolidando a potência e o diferencial da FCS na apresentação conjunta de seus corpos artísticos, a orquestra e a companhia de dança se apresentam em A História do Soldado, de Stravinsky, em setembro, na comemoração dos 100 anos de estreia da composição. A temporada 2018 será encerrada com a apresentação da Missa do Orfanato, de Mozart, em dezembro.

A Diretoria de Produção Artística e a Diretoria do Centro de Formação Artística e Tecnológica - Cefart - se unem pela primeira vez para a realização conjunta da VI edição do Concurso para Jovens Solistas da OSMG, sob direção do maestro Roberto Tibiriçá, que premiará também, além dos cantores e instrumentistas, um jovem regente.

Ao longo do ano, o Programa Minas Pocket Música se consolidará com a realização de quatro edições, da mesma forma que o Minas Pocket.

Em julho, acontecerá, ainda, a 4ª edição do Inverno das Artes, como também o 4º Palco de Encontro, com realização prevista para agosto, voltando-se uma vez mais para a produção musical mineira.

Tradição e ineditismo na ópera

A FCS produzirá duas óperas, mantendo a semestralidade nessas apresentações. La Traviata, de Verdi, em abril, terá direção musical e regência de Silvio Viegas, concepção e direção cênica de Jorge Takla.  Em outubro, O Holandês Voador, de Richard Wagner, será a primeira montagem de uma ópera wagneriana em Belo Horizonte. A direção musical e regência também serão do maestro titular da OSMG, Silvio Viegas, com concepção e direção cênicas do argentino Pablo Maritano.  

O Centro de Formação Artística e Tecnológica – Cefart abre sua temporada de apresentações em abril com a Série Cefart ao Meio-dia, no Foyer do Grande Teatro.Também haverá a Mostra de Dança, no primeiro semestre, que levará ao palco alunos dos cursos básico ao técnico. Na Escola de Teatro, os formandos apresentam duas montagens de conclusão, uma no primeiro e outra no segundo semestre.

Uma importante atividade de ensino complementar é a realização do Cefart em Cena, que explora a transdiciplinaridade entre as diversas linguagens e as tecnologias do espetáculo. Também será realizado o projeto Curta Cefart, que reúne alunos das Escolas de Dança, Música, Teatro, Artes Visuais e Tecnologia do Espetáculo.

Arte para todos os públicos

Neste início do ano, o Palácio das Artes mantém suas galerias em funcionamento com as exposições O que as Vandas não contam, da Greco Design, na PQNA Galeria até o dia 21; o paulistano Alex Flemming manterá sua exposição Alex Flemming de CORpo e alma na Grande Galeria até 25 de fevereiro; Descascando o branco, numa homenagem à mineira Ana Horta, permanecerá na Galeria Genesco Murta; Linhas de Força do paraense Marcone Moreira, na Galeria Arlinda Corrêa Lima; e Labirinto, do paraibano Christus Nóbrega ficará na Galeria Mari’Stella Tristão. O período expositivo das três mostras se encerra em 4 de março.

Também a CâmeraSete estará aberta à visitação, até 18 de fevereiro, com Diego e Frida – Um sorriso no meio da estrada. A PQNA Galeria será ocupada de 30 de janeiro a 25 de março pela mineira radicada na Suécia, Veronica Alkmim França, com a exposição Delikatessen.

O Edital de Ocupação de Artes Visuais da FCS acontece entre março a junho nas Galerias Genesco Murta, Arlinda Corrêa Lima e Mari’Stella Tristão, do Palácio das Artes, e o Edital de Fotografia da FCS ocupará no mesmo período a CâmeraSete, que receberá ainda a Itinerância do Foto em Pauta, de julho a outubro. Nesse período serão lançados os catálogos dos editais de 2017.

A escolha do Manifesto como conceito da programação da FCS deslocou a realização do Programa ARTEMINAS para outubro, que ocupará pelo quarto ano consecutivo as galerias do Palácio das Artes na valorização e no reconhecimento das artes visuais mineiras.

História e tradição

Em 2018, o Cine Humberto Mauro celebra seus 40 anos. A comemoração se estenderá durante todo o ano, com a realização das já tradicionais mostras e retrospectivas de cineastas brasileiros e estrangeiros, merecendo destaque a Retrospectiva Glauber Rocha. Cursos, debates, seminários e atividades especiais voltadas para a ampliação e formação de público também serão desenvolvidas. 

As atividades de 2018 do Cine Humberto Mauro terão início em janeiro com a mostra Ficção Científica Anos 50. As sessões semanais da História Permanente do Cinema, precedidas de debate, assim como Cineclube Francófono e Cinema e Psicanálise, também terão sua continuidade garantida.

No segundo semestre se realizará um dos principais eventos da FCS, o FESTCURTASBH, que celebrará em sua vigésima edição a potência estética do curta-metragem em recortes históricos e recentes da produção mundial. A parceria entre FCS e BDMG Cultural lançará ainda o 5º edital de Estímulo ao Curta-Metragem de Baixo Orçamento.


 

 

O Circuito Liberdade oferece uma programação gratuita para a população, durante todo o período natalino. As atividades incluem apresentações de bandas e corais, no Coreto da Praça da Liberdade e nas escadarias dos espaços culturais, com grupos consagrados, como o coral BDMG e a Orquestra Jovem das Gerais. Além das apresentações musicais, uma extensa programação foi preparada nos equipamentos culturais que compõem o Circuito.

Coral BDMG - Foto: Divulgação

A iluminação da praça, realizada pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), foi inaugurada no dia 07 de dezembro e abriu o período festivo de fim de ano. No dia seguinte, foi aberta a programação de bandas e corais, que contará com mais de 20 apresentações musicais na praça, além das atrações nos espaços do Circuito Liberdade.

A Casa Fiat de Cultura exibe o presépio colaborativo feito pelo público em atelier aberto e com a curadoria do artista plástico Léo Piló, utilizando material reciclado. Nesta terceira edição do projeto, o presépio foi inspirado nos povos ameríndios: índios brasileiros, Incas, Maias e Astecas – e a flora e fauna do cerrado. O presépio pode ser visitado diariamente, das 10h às 21h, até o dia 06 de janeiro.

Dentro da programação especial de fim de ano, o Planetário do Espaço do Conhecimento UFMG ganha sessões especiais. Além disso, o espaço preparou uma mostra fotográfica sobre os 120 anos de BH, que fica em cartaz do dia 12 ao dia 22 dezembro.

Coral Gremig

A fachada do CCBB BH vai exibir uma projeção mapeada, de 15 de dezembro a 5 de janeiro, com luz, som e  efeitos tridimensionais. O setor educativo do espaço preparou atividades com tema do Natal e uma delas baseada na exposição “Ex-Africa”, que celebra o espírito de comunidade inspirada em tradições da África do Sul. A ideia é que cada visitante leve para casa um presente feito por outro visitante.  Esta é a maior e mais importante exposição de arte africana contemporânea realizada no Brasil.

Museu Mineiro e os 120 anos da capital mineira

O Museu Mineiro, no Circuito Liberdade, também presenteia o público com a exposição “120 anos: Primeiros Registros”, que revela o começo da evolução de Belo Horizonte e poderá ser vista a partir do dia 20 de dezembro. São mais de cem obras que ficarão em exibição na Galeria de Exposição Temporária do Museu Mineiro e na Sala da Memória, dentro do Casarão.

A mostra apresenta ao público um panorama da trajetória inicial da cidade por meio de quadros, fotografias, documentos, plantas cadastrais e objetos, com destaque para uma tela retratando o engenheiro construtor Aarão Reis (1853-1936) com o projeto original de BH nas mãos, e uma bonequinha de biscuit que pertenceu à menina Alice, uma das que participaram do primeiro sorteio de lotes da nova capital.

“120 anos: Primeiros Registros” foi realizada por meio das equipes da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais, do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG), da Superintendência de Museus e Artes Visuais (Sumav) e do Arquivo Público Mineiro.

Sala das Sessões reaberta

Museu Mineiro - Foto: Acervo

Vale também uma visita por todo o Museu Mineiro, que teve alguns de seus espaços restaurados. A Sala das Sessões, que esteve fechada há aproximadamente seis anos, teve suas pinturas e parietais e seu forro restaurados, o piso de madeira recuperado e instalada nova iluminação expositiva adequada para destacar o acervo pictórico exibido no local. Da coleção em exposição, destacam-se pinturas clássicas como as seis telas de autoria de Manoel da Costa Ataíde (1762-1830), o quadro “A Má Noticia”, do artista Belmiro de Almeida, pintado em 1897, telas de Aníbal Mattos e de outros expoentes da pintura mineira acadêmica do início do século XX.

No hall de acesso às salas expositivas, o público poderá admirar um conjunto de pinturas parietais, descoberto durante a restauração, sob seis camadas de tinta, provavelmente de autoria de Frederico Steckel, o mesmo artista que atuou no Palácio da Liberdade. São figuras aladas, folhas de acanto e outras ornamentações.

Na entrada do 2º pavimento, está em exposição obras de autoria do pintor natural de Ouro Preto Honório Esteves (1869-1933), com destaque para a obra O Pastor Egípcio e o retrato de Peter Lund. À frente da sala Honório Esteves, foi montada uma pequena galeria de retratos dos monarcas com figuras em óleo sobre tela de Dom João VI, Dona Maria I, Pedro I, Pedro II e o Brasão da família imperial.

No primeiro pavimento, próximo à entrada do Casarão, fica a Sala Jeanne Milde, em homenagem à escultora belga (1900-1997) que chegou a BH em 1929, numa missão pedagógica europeia, para trabalhar no ensino de arte e educação. O público poderá apreciar a escultura “As adolescentes”,  as pinturas de artistas renomados no cenário cultural mineiro dentre eles: Guignard, Amilcar de Castro, Márcio Sampaio, Mário Silésio, Érico de Paula, Maria Helena Andrés, Lótus Lobo, Yará Tupinambá, Aurélia Rubião e Inimá de Paula.

Acesse o site http://circuitoculturalliberdade.com.br/plus/ e conheça a programação completa do período natalino.

Confira quando e onde se apresentam os corais e as bandas:

* A programação está sujeita a mudanças devido ao período de chuvas

 * Confira no link a seguir as alterações no trânsito na região da Praça da Liberdade e áreas de estacionamento durante o período natalino: http://bit.ly/2AwBAsZ

Coral Infanto-juvenil do Tribunal de Justiça de MG

Data: 12/12

Horário: 19h30

Local: Coreto

Banda Musical da Polícia Militar de Minas Gerais 

Data: 12/12

Horário: 21h

Local: Coreto

Coral BDMG

Data: 13/12

Horário: 19h30

Local: Coreto

 

Banda Sinfônica do Corpo de Bombeiros Militar de MG

Data: 13/12

Horário: 21h

Local: Coreto

Coral Copasa

Data: 14/12

Horário: 19h30

Local: Memorial Vale

Coral da Assembleia de Minas Gerais

Data: 14/12

Horário: 21h

Local: Coreto

Artistas da Paz

Data: 15/12

Horário: 19h30

Local: Coreto

Banda Musical da Policia Militar de Minas Gerais

Data: 15/12

Horário: 21h

Local: Coreto

Orquestra Jovem Das Gerais

Data: 18/12

Horário: 19h

Local: Coreto

Coral Copasa

Data: 18/12

Horário: 20h

Local: Coreto

Coral do Sesiminas

Data: 19/12

Horário: 19h30

Local: Coreto

Banda Sinfônica do Corpo de Bombeiros Militar de MG

Data: 19/12

Horário: 21h

Local: Coreto

Coral GREMIG/CEMIG

Data: 20/12

Horário: 19h30

Local: CCBB

Bombeiro Instrumental Orquestra show - BIOS

Data: 20/12

Horário: 21h

Local: Coreto

Coral Infanto-juvenil do Cefart -Fundação Clóvis Salgado

Data: 21/12

Horário: 19h30

Local: Museu Das Minas E Do Metal

Academia Musical Orquestra Show- AMOS

Data: 21/12

Horário: 21h

Local: Coreto

Academia Musical Orquestra Show - AMOS

Data: 22/12

Horário: 21h

Local: Coreto

SERVIÇO

EXPOSIÇÃO: “BELO HORIZONTE – 120 ANOS: PRIMEIROS REGISTROS”

Local: Museu mineiro – Avenida João Pinheiro, 342 – Belo Horizonte/MG

Horário de Visitação: 3ª, 4ª e 6ª – 10h às 19h | 5ª – 12h às 21h | Sábados, domingos e feriados – 12h às 19h.

Entrada: Gratuita

Informações: (31) 3269-1103

Informações para imprensa: 32352817/2812

 

Em seu balanço anual sobre a produção operística brasileira, o site Movimento.com, especializado no tema, elegeu Norma, montagem da Fundação Clóvis Salgado, a melhor produção de ópera no Brasil em 2017. A exitosa temporada realizada em Minas Gerais também ganhou destaque em outras categorias. 

Melhor produção de ópera: Norma, produção da Fundação Clóvis Salgado para o Palácio das Artes, em Belo Horizonte, por sua encenação criativa e eficiente e pela excelente performance musical geral (solistas bem escalados fazem a diferença).

Melhor figurinista: Sayonara Lopez, por seus trabalhos nas duas produções do Palácio das Artes (Norma e Porgy and Bess), ambos marcados por grande criatividade e riqueza de caracterização (esta com o auxílio de Lázaro Lambertucci).

Melhor iluminador: Fabio Retti, por seu excelente trabalho na Norma de Belo Horizonte, no qual contribuiu para a construção de uma ambientação ao mesmo tempo crua e atraente, de acordo com a proposta da encenação.

Melhor regente: Silvio Viegas, por seus ótimos trabalhos de direção musical e regência nas produções mineiras de Norma e Porgy and Bess, e, especialmente, pela sua excelente condução de Don Giovanni no Theatro da Paz.

Melhor cantor: Fernando Portari, tenor, por sua performance brilhante e irrepreensível como Pollione, em Norma, no Palácio das Artes.

A reportagem está disponível no link http://www.movimento.com/2017/12/resumo-da-opera-2017-um-balanco-da-temporada-e-os-melhores-do-ano/


 

Todo o trabalho de restauro da Matriz de Itatiaia, em Ouro Branco/MG pode ser visto por turistas e interessados em cultura e arte barroca. A igreja está aberta a visitação de sexta a domingo, das 9h às 16h. O valor do ingresso é R$ 5,00. Há gratuidade para a comunidade de Itatiaia e para crianças de até cinco anos. O valor arrecadado é utilizado pela Associação Sócio Cultural Os Bem-Te-Vis exclusivamente para a conservação e preservação da igreja, para que sempre seja possível que pessoas conheçam a história, a arquitetura e a arte da Matriz.

A abertura da Matriz de Santo Antônio para visitação faz parte das ações do plano de fomento ao turismo e à cultura, que teve início com as atividades de educação patrimonial que foram desenvolvidas em paralelo ao restauro. Os monitores, que acompanham os visitantes, cuidam da portaria e da manutenção a igreja são moradores de Itatiaia, em uma ação que reforça o sentido de pertencimento e de preservação do bem culturais mais importante de localidade.

Para Wilton Fernandes, presidente da Associação Sócio Cultural Os Bem-Te-Vis, o projeto de conservação da Matriz de Santo Antônio de Itatiaia não terminou com a entrega das obras de restauro, em 13 de junho de 2017. “E importante que a comunidade se mantenha unida e forte na preservação da nossa igreja. E Os Bem-Te-Vis estão convictos de que nossa atuação, que levou às obras de restauro, vai nos garantir uma igreja sempre preservada, mantendo Itatiaia em sintonia com sua história”, completa.

O restauro

O bem mais precioso de Itatiaia, a Matriz de Santo Antônio, estava precisando de intervenções de restauro. A comunidade se uniu para buscar formas de viabilizar as obras. A construção do projeto, sua aprovação junto aos órgãos responsáveis e a busca por patrocínio foram realizados pelos moradores de Itatiaia, por meio da Associação Sócio Cultural Os Bem-Te-Vis. O projeto previu o restauro dos elementos integrados da Matriz (altares, arco cruzeiro, púlpitos, pia batismal e coro) e das imaginárias, além da reforma do piso e da laminação do telhado, com instalação de sistema de câmeras, alarme e proteção contra incêndios.

O restaurador-chefe, Gilson Ribeiro, iniciou os trabalhos já descobrindo, sob as camadas de repintura dos retábulos colaterais, a pintura original com motivos florais. A limpeza dos altares também revelou peças, que estão expostas em um espaço de referência, dentro da Matriz. A equipe de restauro foi reforçada por Aryanne Félix e Josiane Perucci, duas jovens da comunidade de Itatiaia. Incentivadas pelo trabalho, as duas foram aprovadas no curso de restauro da Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop).

A partir de agora, a comunidade de Itatiaia se ume para um novo trabalho: manter a Matriz em todo o seu esplendor. Para isso, durante o restauro, a equipe técnica promoveu palestras e oficinas de educação patrimonial, com objetivo de formar, nos moradores de Itatiaia, guardiões que vão defender a igreja e promovê-la como exemplo da história de Minas Gerais e da arte barroca do Estado. Assim, é natural que a Matriz de Santo Antônio esteja, agora, aberta à visitação.

Matriz de Santo Antônio – Itatiaia (Ouro Branco/MG)

A Matriz de Itatiaia foi construída na primeira metade do século XVIII por iniciativa das irmandades do Santíssimo Sacramento, Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e São Benedito. Apresenta duas etapas distintas de construção. A parte dos fundos do templo (capela-mor e corredores laterais) foi executada em estrutura de madeira com vedação de pau-a-pique que comprova ser a capela original. A ela foram acrescidas, posteriormente, a atual nave, as torres e o frontão, em pedra. (Fonte: Iphan)

O trabalho de restauro dos bens integrados e Acervo de Imaginárias da Matriz de Santo Antônio foi realizado pela Associação Sócio Cultural Os Bem-Te-Vis, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e com o apoio Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), do Ministério da Cultura (MinC) e do Governo Federal. O projeto contemplou a recuperação do interior da construção e seus elementos artísticos como retábulos, púlpitos, arco-cruzeiro, balaustrada da nave, coro e pia batismal. Também foram contempladas a reforma do assoalho, a instalação de câmeras de segurança, a laminação do telhado e a restauração e conservação do acervo de imaginárias.

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Assessoria de Imprensa: Converso Comunicação - (31) 3551-0618

Aline Monteiro: (31) 99347-2319

 

Para participar, as agências ou operadoras de turismo receptivo devem, obrigatoriamente, trabalhar com a comercialização de roteiros em Minas Gerais, bem como possuir site, blog ou rede social que divulguem informações atualizadas sobre o turismo mineiro, dentre outros requisitos técnicos informados na Resolução 03 de 25 de janeiro de 2017.

 

Uma vez aprovada, a empresa poderá participar, por exemplo, de qualificações e capacitações, ações de relacionamento, feiras profissionais do setor e viagens de reconhecimento. Ela também terá os contatos e os produtos turísticos divulgados no portal Minas Gerais e em materiais promocionais da Setur. A participação no projeto terá validade de um ano, mediante

frequência mínima em reuniões técnicas, entre outros requisitos.

 

“O Minas Recebe colocou a nossa empresa no mapa do mundo. Nós éramos uma empresa pequena, trabalhávamos em âmbito local. Com o Minas Recebe aprendemos sobre administração, formas de divulgação e tivemos a possibilidade de participar de feiras. Não tínhamos  a menor ideia de que isso era possível. Da noite para o dia passamos a ter contato com operadoras gigantescas do Brasil e do mundo”, salienta o gerente operacional da Primotur, Helder Primo.


Em contrapartida ao apoio da Setur, as empresas habilitadas para participar do Minas Recebe devem seguir as diretrizes traçadas pela pasta, manter vigentes as exigências legais solicitadas e promover os destinos mineiros.


“Esperamos que as agências possam aderir ao projeto na expectativa de crescimento tanto para a empresa quanto para o turismo em Minas Gerais”, reforça o secretário de Estado de Turismo de Minas Gerais, Ricardo Faria.


 

Crédito: Guito Moreto/ Agência Globo

RIO — Principal entrave para a visibilidade de filmes nacionais, o gargalo na distribuição é questão prioritária nos planos da Agência Nacional de Cinema (Ancine), que vai bancar, a partir de agora — num “novo ciclo de gestão” —, até metade dos recursos de distribuição de um filme. Primeira mulher a assumir o cargo, a diretora-presidente interina do órgão, Debora Ivanov, também quer garantir a diversidade nos comitês de seleção do Fundo Setorial Audiovisual (FSA), um dos mais importantes mecanismos de fomento do setor. Ela reconhece ainda haver falhas nas regras da Cota de Tela, que determina uma quantidade mínima de obras brasileiras em cartaz nos cinemas. Indicada para o cargo em junho, a advogada e produtora paulista diz não saber se será efetivada na função, mas, em entrevista ao GLOBO, diz estar “confortável” com a possibilidade e garante ter o apoio do setor.

 

A produção de filmes brasileiros é recorde. Em 2016, foram lançados 143 longas. Mas muitos tiveram bilheteria pífia. Como resolver isso?

Diagnosticamos que vínhamos investindo 96% dos recursos do FSA na produção, e apenas 4% na distribuição. No novo ciclo de gestão, a primeira ação será bancar até 50% do publicity and advertising de uma obra. Isso significa dividir, com o distribuidor, os custos de marketing, cópias e VPF (taxa paga pelos distribuidores a fim de cobrir os gastos dos exibidores com equipamentos). Vamos casar dinheiro com o distribuidor para fortalecer a presença do filme no mercado. Às vezes, ele não tem recursos básicos para fazer o marketing mínimo nas redes sociais. Não dá para falar ainda em valores, porque cada projeto é diferente. Os próximos editais já terão as novas regras.

 

A expectativa é a de que o orçamento do Ministério da Cultura (MinC) seja reduzido. De onde virá o dinheiro?

Os recursos do FSA vêm, principalmente, do Condecine, a taxa paga por toda obra exibida comercialmente no cinema ou na TV. O dinheiro, na verdade, será realocado. De que adianta produzir tantos filmes se eles não são vistos? Nosso objetivo é equalizar o investimento em produção e distribuição.

 

O FSA investiu R$ 720 milhões no setor, no ano passado. Um relatório da Ancine mostrou que o audiovisual injetou R$ 24,5 bilhões na economia em 2014. Como estão esses dados, hoje?

Só saberemos quando fecharmos o balanço, no fim de fevereiro. Mas é um mercado que só cresce. É maior do que a indústria farmacêutica, de papel e de eletrodomésticos. Muita gente não sabe disso. Não há crise que faça com que as pessoas deixem de consumir entretenimento.

 

Você é a primeira mulher a assumir a presidência da Ancine. O que pretende fazer para melhorar a representatividade de minorias no audiovisual?

Em 2016, das 2.500 obras registradas na Ancine, apenas 17% tinham mulheres na direção e 21% nos roteiros, sendo que somos 51% da população. Estabelecemos, então, paridade de gênero nas comissões de seleção dos projetos contemplados por mecanismos de fomento. Não é uma imposição para forçar a presença feminina, mas uma medida para transformar o olhar. Também tentamos contar com a presença de pessoas negras ou pardas. Estamos fazendo um levantamento da presença dos negros no audiovisual e, embora eu ainda não possa falar em números, o resultado é pífio. Vou incluir as questões de gênero e raça no planejamento estratégico dos próximos quatro anos.

 

Qual a vantagem do cinema brasileiro frente aos de outros países?

Temos investido na descentralização. O cinema, hoje, é feito em todos os cantos do país. Por lei, o FSA é obrigado a investir 30% (de seus recursos) nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. A Ancine decidiu investir 10% no Sul, em Minas e no Espírito Santo. Então 40% do FSA são destinados a essas regiões, o que tira o monopólio de Rio e São Paulo. Há uma diversidade que não se via.

 

Mas há outros problemas, como as poucas salas de cinema no país.

Ao todo, 90% dos municípios não têm sala de cinema. No Brasil, há apenas 3.167 salas. O México tem mais de 6 mil, e os EUA, mais de 44 mil. Nem tudo está dentro da alçada da Ancine, mas, só para apresentar um panorama, um outro gargalo está na formação da área de negócios. O jovem sai da universidade sem a menor noção sobre como atingir o seu público, estruturar uma empresa. Na França, há pós-graduação em distribuição e exibição. Nossa formação é descolada da necessidade do mercado.

 

A Cota de Tela foi criada para garantir a presença de filmes brasileiros nos cinemas, mas ainda há queixas do setor em relação ao sistema.

O mercado teve dificuldade de cumprir a Cota de Tela. Quem descumpriu terá que compensar no próximo ano. Alguns pequenos exibidores argumentam que a cota poderia ser cumprida com uma programação horizontal, ou seja, programar um filme brasileiro para todos os dias, às 17h. Hoje, você pode colocar um filme em duas das quatro sessões de uma sala e, assim, cumprir meia cota, mas um horário não é o suficiente. Com a digitalização, surge a multiprogramação: você tem a possibilidade de colocar filmes brasileiros e estrangeiros em várias salas e em horários diferentes. A Cota de Tela poderá abraçar esse tipo de programação fragmentada ou não? Estamos nesta discussão.

 

Uma queixa de produtores é a de que alguns exibidores colocam filmes brasileiros em horários ruins.

Sim, mas também há o argumento de que isso é uma negociação entre exibidor e distribuidor. Essa discussão promete avançar rapidamente, porque hoje temos um sistema de controle de bilheteria. Sabemos em tempo real como está a performance de um filme em cada sessão e sala. Antes, esse monitoramento não era possível.

 

E como está a discussão sobre a tarifação dos serviços de streaming?

O Conselho Superior de Cinema havia colocado como meta concluir uma proposta de regulamentação do VOD (Vídeo sob demanda, na sigla em inglês), mas não houve consenso. Os canais de TV pagam impostos de Condecine e cumprem cota, e VOD é isento de tudo isso. Falta decidir se a cobrança será feita por título ou faturamento da plataforma.

 

Você foi indicada pelo MinC como diretora-presidente em caráter provisório. Como fica a sua situação?

Não sei. Fui convidada para assumir a presidência. Sei que conto com o apoio do setor. Estou confortável. Depois de dois anos na diretoria (Debora é diretora da Ancine desde outubro de 2015), sinto-me à vontade na administração pública e já consigo me movimentar melhor na luta.

 

DIVULGAÇÃO: O GLOBO - https://oglobo.globo.com/cultura/filmes/presidente-da-ancine-vai-priorizar-investimento-na-distribuicao-de-filmes-em-2018-22174265


 

Verão Arte Contemporânea ocupa desde ontem (7) 17 espaços culturais de BH, além de uma apresentação em Ibirité e Contagem. Serão 29 dias de teatro, dança, artes visuais, gastronomia, arquitetura, cinema, literatura, música, moda e também discussões políticas com o  M.A.R.P. Idealizado e realizado pelo Grupo OficcinaMultimédia (GOM), que em 2017 completou 40 anos de trajetória, o evento reafirma seu compromisso de incentivar a pesquisa e a experimentação nas artes, valorizando a criação artística local e trazendo novidades a cada edição. Boa parte da programação do VAC tem preços populares e algumas atrações possuem entrada gratuita.

VAC 2018 é patrocinado pela CODEMIG,  Governo de Minas Gerais e Sesc. Tem apoio cultural da Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Fundação Municipal de Cultura, e Centro de Referência da Juventude; Fundação de Educação Artística; Teatro Bradesco; Cinema Belas Artes; Galpão Cine Horto; ZAP 18; BH Trans; Restaurante Bem Natural; Restaurante Cantina do Lucas; Fundação Clóvis Salgado; Rede Minas; Memorial Minas Gerais Vale; Centro Cultural Banco do Brasil; Circuito Liberdade; Iepha; Governo de Minas e Governo Federal.

Ione de Medeiros, Jonnatha Horta Fortes e Henrique Mourão do Grupo OficcinaMultimédia (GOM) reforçam a continuidade do evento nas diversas linhas conceituais que se entrelaçam na programação e destacam a parceria com a classe artística. “O GOM investe na organização do evento, faz a curadoria, elabora a programação e mantém sua continuidade, graças às parcerias com os artistas e com instituições culturais de BH. Gosto de dizer que o evento é mágico porque persiste, apesar da insegurança e dos contratempos, mas as pessoas ficam surpresas com a sua extensão e a qualidade da sua programação. A mágica, neste caso, está também no colaborativismo dos artistas e parceiros que apoiam e investem na realização do VAC por acreditarem na sua importância para a cidade e para as pessoas que aqui vivem. É emocionante ver todos juntos realizando um evento que quer levar arte para todos, que valoriza e incentiva a liberdade de escolha e de expressão”, reflete Ione de Medeiros que, em 2018, completa 35 anos de trajetória na direção do GOM. 

Entre as novidades deste ano, o VAC 2018 inaugura uma instalação em espaço aberto como um “tableau vivant”  recriando o quadro impressionista “O Almoço sobre a relva” de Edouard Manet. “O formato da instalação é de um ateliê para modelo ao vivo a partir das recriações do quadro. O evento quer reiterar o espaço do nu na arte, que escandalizou críticos e público em 1863 e ainda hoje vem sendo questionado”, conta Jonnatha Horta Fortes do GOM. Segundo ele, a proposta deste ateliê, compreende a presença de artistas que poderão pintar as recriações ao vivo da obra de Edouard Manet. O “Almoço Sobre a Relva” será realizado nos jardins do Teatro Francisco Nunes no dia 30 de janeiro, terça-feira, às 20h. A entrada é franca e os interessados devem retirar o convite uma hora antes do evento, limitado a um par de convites por pessoa.

Abertura

Tradicionalmente a abertura do VAC é um dos seus principais destaques. Neste ano, não será diferente: o evento que dá início ao Verão será realizado no dia 7 de janeiro, domingo, às 19h, no Sesc Palladium, os ingressos serão comercializados no valor de R$ 2,00 (inteira) e R$ 1,00 (meia). O espetáculo integra música e a dança da América Latina e conta com a presença da Orquesta Atípica de Lhamas, a Cia Café com Dança, além de uma convidada especial: Maria Alcina cantando música brasileira. "Queremos promover um encontro festivo juntando a Orquesta Atípica de Lhamas, a cantora convidada, Maria Alcina, e a participação dos bailarinos da Cia. Café com Dança, para comemorar este investimento cultural, que já faz parte do calendário do verão em BH", reforça Ione de Medeiros.

M.A.R.P

Criado em 2006 pelo GOM, o M.A.R.P – Movimento de Arte e Reflexão Política, retorna ao VAC e, desta vez, em parceria com o Coletivo Alternativa Popular, irá promover uma mesa redonda composta por artistas e intelectuais e público com o título “E agora José?”. O objetivo é introduzir no VAC um momento de reflexão sobre inquietações relacionadas à arte e à cultura na atualidade. O debate será no dia 18 de janeiro, quinta-feira, às 20h, no Centro Cultural Banco do Brasil. João Paulo Cunha, Jacyntho Luiz Brandão e Nívea Sabino serão os debatedores do encontro que será mediado por Francisco Cesar. No evento haverá também a presença de NilcéaMoraldeia representando o Coletivo Alternativa Popular. A entrada é franca e a classificação 16 anos.

Moda

No dia 13 de janeiro, sábado, às 14h, o Centro de Referência da Juventude recebe o bazar “Moda X-Tudo – Mercado das Pulgas no VAC”. A entrada é franca e a classificação é livre. O evento vai valorizar produtos de baixo custo reciclando a moda e promovendo uma circulação de roupas e adereços. Projetado com um “Mercado das Pulgas”, o objetivo é diversificar o consumo de usados, introduzindo nas bancas livros, revistas, CD’s e outras quinquilharias.

Gastronomia

Já na área da gastronomia será montada uma grande mesa para 30 pessoas desfrutarem um jantar cujo cardápio será mantido em segredo até o momento da degustação. Com nome de “VER(ÃO) – O Jantar Secreto”, os alimentos serão preparados com ingredientes que seriam descartados. O objetivo é valorizar uma comida sem rótulos, promovendo uma noite de experiências e sensações desafiadoras. O chef Carlos Normando, criador do Projeto Gororoba, será o responsável pelo cardápio que terá entrada, prato principal e sobremesa. O jantar é no dia 10 de janeiro, quarta-feira, às 19h, no Centro de Referência da Juventude (CRJ).A entrada é franca e os interessados devem retirar convite uma hora antes do evento, limitado a um convite por pessoa.

Arquitetura

Nos dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro, às 18h30, a Sala Multiuso do Centro Cultural Banco do Brasil recebe o seminário “Comum I Público” para discutir a produção do comum em tempos de ameaças à democracia. Serão abordadas questões sobre geopolítica, globalização desigual, atuação dos mecanismos transnacionais na fragilização do público, soberania nacional e popular, redes de movimentos sociais e universidades em defesa do que é público e do que é da ordem do comum. A curadoria do seminário é de Natacha Rena, Marcela Brandão e Mariana Moura. Entrada franca, classificação livre.

“A Arquitetura traz à tona questões sociais pertinentes da contemporaneidade, e levanta reflexões relacionadas a questões de geopolítica, da globalização desigual e atuação dos mecanismos transnacionais, na fragilização do público, soberania nacional e popular, no perigo da onguetização. E o papel da sociedade civil e rede de movimentos sociais e universidades em defesa do que é público e do que da ordem do comum”, reflete Ione de Medeiros.

Literatura

No bate-papo “Lucia conversa com Chico”, no dia 1º de fevereiro, às 20h, no auditório do Memorial Minas Gerais Vale, Lucia Castello Branco, escritora, psicanalista e professora titular em estudos literários da Faculdade de Letras da UFMG, conversa com o produtor musical mineiro Chico Neves. O bate-papotraz à tona a memória de quatro décadas da música popular brasileira e de tudo o que envolve a gravação e a produção dos discos no Brasil. A carreira de Chico Neves, contada em livro pelo escritor e jornalista Paulinho Assunção, tem lançamento previsto para 2018. O evento tem entrada franca.

Artes Visuais

A partir de 9 de janeiro, o VAC apresenta dentro do Projeto Parede do Sesc Palladium o artista Eder Oliveira. O projeto é um desdobramento do trabalho do artista, iniciado desde 2005 que trata sobre retrato e identidade a partir da imagem do homem amazônico. Partindo de apropriações de fotos publicadas em jornais de Belém do Pará, onde vive, a ação discorre sobre as relações possíveis entre imagem, identidade, poder, cor, mídia e marginalização. O processo de construção do trabalho poderá ser acompanhado de 9a 14 de janeiro, e a obra ficará exposta até 4 de março.  

Cinema

A IX Mostra de Cinema, Cultura, Arte e Poder ocupará os cinemas Sala Humberto Mauro, Sesc Palladium, Centro Cultural Banco do Brasil e Cine Santa Tereza. Todas as exibições são gratuitas com retirada de ingressos 30 minutos antes do início de cada sessão. Com curadoria de Sávio Leite e do GOM, a mostra trata de semelhanças e especificidades da linguagem audiovisual em filmes que dialogam no eixo da cultura, da arte e do poder. Serão exibidos curtas e longas-metragens de jovens talentos emergentes e consagrados diretores cinematográficos brasileiros.

Ione reforça que a Mostra mantém o foco no tema -  Cultura Arte e Poder- e prioriza a produção nacional, valorizando trabalhos recentes com foco na ficção e em documentários que  resgatam a história da cultura brasileira. “Alguns filmes terão debate após a exibição. Entre eles o escritor João Silvério Trevisan, no Cinema José Tavares de Barros (SESC Palladium), após o documentário “Lampião da Esquina”. Francisco Franco diretor do filme  “Os Três Atos de Carlos Adão” e André Lage diretor de “Los Leones”.

“A Farra do Circo”, “A Batalha do Passinho”, “O Homem que matou John Wayne”, “Ameaçados”, “Confession”, “Histórias que nosso cinema (Não) contava” e “As Incríveis Artimanhas da Nuvem Cigana” são alguns dos títulos presentes na mostra.

Dança

A Laia Cia de Danças Urbanas traz o espetáculo “Nada mais é” nos dias 21 e 22 de janeiro, às 19h, na Sala Multiuso do Centro Cultural Banco do Brasil. A obra se estrutura a partir da desconstrução de pilares que alicerçam nossa formação e que nos afetam desde a infância: o machismo, a religião e o racismo. A classificação é livre e os ingressos custam R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia).

No sábado, 27 de janeiro, às 18h, Contagem recebe o “Palco Hip Hop – Danças Urbanas” que propõe a valorização, difusão e promoção das danças da cultura hip hop. O palco terá apresentações de MCs, DJs, grupo de dança e grafiteiros, além de uma batalha livre de danças urbanas. Já no domingo, 28, o palco vai para o Teatro Municipal de Ibirité, às 17h. Nos dias 3 e 4 de fevereiro, o Palco chega ao Grande Teatro do Sesc Palladium. Nas três cidades, os ingressos serão vendidos a R$ 2,00 (inteira) e R$ 1,00 (meia).

Já o Ballet Jovem Minas Gerais apresenta o “Ritos/Pragmático” no Teatro Bradesco, às 21h, do dia 3 de fevereiro, sábado. O espetáculo fala “dos ritos que estão presentes em nosso cotidiano e em nossos gestos”. A classificação é livre e os ingressos custam R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (a meia).

O Grupo Cultura de Guetto ocupa o Teatro Bradesco nos dias 1 e 2 de fevereiro, às 20h, com o espetáculo “Exit”. A apresentação questiona se é possível criar algo novo, o limite para a criatividade, quais são as liberdades que nos deixam presos, as escolhas que nos fazem livres e como escapar da rotina. O espetáculo celebra os 11 anos do Grupo que nasceu em 2006 reunindo amigos do bairro Pompéia, região leste da capital. A classificação é livre e o valor é R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia).

Teatro

Na área da dramaturgia, o VAC investe em propostas de pesquisa e inclui espetáculos recentes, além de uma estreia. O Grupo Planos Incríveis apresenta a peça “Os Indicados”, de 11 a 14 de janeiro, no Teatro Marília. Evandro Passos e AruanaZamby se apresentam no Centro Cultural Banco do Brasil com o espetáculo “O negro conta” nos dias 12 e 13 de janeiro, às 19h. Já o Este Coletivo é o responsável pelo “Suave Coisa Nenhuma”, também no CCBB, de 17 a 20 de janeiro, às 19h. O ZAP 18 recebe o “Homem Vazio na Selva da Cidade” de 19 a 21 de janeiro.

“O Mergulho”, do Novo Coletivo de Teatro, ocupa o CCBB de 24 a 27 de janeiro. O Galpão Cine Horto recebe “A Cerimônia e Os Negros” de 25 a 28 de janeiro, às 19h. A Cia 5 Cabeça traz para o VAC “Uma Tendência para Alegria”, de 2 a 4 de fevereiro, no CCBB. Todas essas apresentações teatrais custam R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia).

Já a Janela da Dramaturgia realiza uma edição especial no VAC com a reapresentação de leituras performáticas de textos teatrais inéditos da última edição do projeto. Nos dias 27 e 28 de janeiro, no Teatro de Bolso do Sesc Palladium. A entrada é franca e tem duração de 4h com intervalos a cada uma hora. “A Janela da Dramaturgia vai promover a leitura de novos dramaturgos mineiros, com textos dedicados à infância e juventude”, comenta Ione de Medeiros.

Música

As compositoras Marina Cyrino, Nathália Fragoso, Patrícia Bizzotto e Thais Montanari se apresentamnos dias 10 e 11 de janeiro, às 19h, no CCBB. “Vale ressaltar que são jovens  compositoras  sintonizadas com a pesquisa de novas linguagens musicais contemporâneas”, lembra Ione de Medeiros. O Grupo de Percussão da UFMG celebra 20 anos e homenageia Esdras Ferreira, o Neném, no CCBB, dia 11 de janeiro, às 20h. O CCBB também recebe os artistas Alexandre Andrés e Rafael Martini com a apresentação “Haru” no dia 24 de janeiro, às 20h.

O compositor e instrumentista argentino Rufo Herreraapresenta um recital revelando as diferentes facetas do bandoneón. O repertório inclui obras de J.S. Bach, AstorPiazzolla, e do próprio Rufo Herrera. Para este recital, Herrera também convidou os bandoneonistas Otto Hanriot e Francisco Cesar, para a estreia de sua mais recente obra, composta para três bandoneóns: Variações Ad Libitum. O recital será no auditório do Memorial Minas Gerais Vale na quinta-feira, 25 de janeiro, às 19h.

Já o Teatro Francisco Nunes recebe o lançamento do álbum “Boa Noite” do Grupo Julgamento, que comemora 20 anos, no dia 26 de janeiro, às 20h. E no sábado, 27 de janeiro, às 20h, o Teatro Francisco Nunes será palco dos MCs da Favelinha.

O MeiaMeia, do Arcomusical Brasil, é a atração do domingo, 28 de janeiro, às 19h, no CCBB. No dia seguinte, 29, o CCBB recebe o grupo Semreceita. E, encerrando a programação musical do VAC, José Luis Braga lança o CD “Nossa Casa” no dia 4 de fevereiro, às 19h.

 

SERVIÇO

VERÃO ARTE CONTEMPORÂNEA CELEBRA 12 ANOS EM 2018 COM NOVIDADES E PROGRAMAÇÃO EM 10 ÁREAS CULTURAIS DIFERENTES

Verão Arte Contemporânea 2018

Data: 7 de janeiro a 4 de fevereiro

Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia-entrada). Há espetáculos com entrada franca, mediante retirada ingressos uma hora antes do evento.

Informações: www.veraoarte.com.br

Redes sociais:https://www.facebook.com/veraoarte/  

Site:  veraoarte.com.br/

Hashtags: #VACváeveja #vac2018 #veraoarte

RealizaçãoGrupo OficcinaMultimédia

Patrocínio: Codemig, Governo de Minas Gerais e Sesc

Apoio cultural: Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Fundação Municipal de Cultura, e Centro de Referência da Juventude; Fundação de Educação Artística; Teatro Bradesco; Cinema Belas Artes; Galpão Cine Horto; ZAP 18; BH Trans; Restaurante Bem Natural; Restaurante Cantina do Lucas; Fundação Clóvis Salgado; Rede Minas; Memorial Minas Gerais Vale; CCBB; Circuito Liberdade; Iepha; Governo de Minas e Governo Federal.

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O último mês de 2017 já está batendo em nossas portas, e, como não podia faltar, dezembro traz a mostra artística do Projeto Circo da Gente, Projeto de Extensão da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), desenvolvido pela OCA – Organização Cultural Ambiental.

O tema deste ano é o espetáculo Tamanho Família, um trabalho de ficção que propõe um olhar sobre a família, mais especificamente, a família do circo. A apresentação pode ser vista nos dias 16 e 17 de dezembro, às 19h30, no Circo da Estação Ferroviária (praça Cesário Alvim s/nº - Barra – Ouro Preto/MG), com entrada gratuita. A entrada é gratuita e os ingressos são distribuídos uma hora antes do espetáculo.

A família do circo é composta por acrobatas, equilibristas, malabaristas e palhaços, cada qual contribuindo à sua maneira para a força e a união do grupo. Essa família, mais do que especial, irá proporcionar um grande espetáculo, para fechar o ano com chave de ouro!

A mostra artística de fim de ano é um trabalho do programa sociocultural Circo da Gente, em parceria com a Organização Cultural Ambiental (OCA). O Circo da Gente é um espaço educativo da criança e do adolescente, lúdico por natureza, que propicia oportunidades de desenvolvimento integral para todos os envolvidos, além de ser um Projeto de Extensão que proporciona grandes oportunidades para alunos da UFOP.

Não deixe de aproveitar esse espetáculo vivo, cheio de surpresas, que mexe profundamente com as energias e toca nos corações. Ideal para todas as idades, é um programa perfeito para se divertir e se encantar com toda a família!

Patrocinadores:

Prefeitura de Ouro Preto, Governo de Minas Gerais, Fundo Estadual de Cultura e Cemig

Apoios:

Café & Cia, OPTC, Empresários Ouro Preto, FIA - Fundo da Infância e da Adolescente 

Parceiros institucionais: 

UFOP, DeArt, Proex, CMDCA, CMAS, FEOP


 

A maior maratona cultural de artes cênicas de Minas Gerais irá ocupar, entre os dias 5 de janeiro e 4 de março, os teatros da capital mineira com uma programação diversificada de espetáculos de teatro, dança e stand-up comedy. A Campanha de Popularização do Teatro e Dança levará ao público 132 espetáculos, sendo 54 deles inéditos nesse evento. Serão exibidas 15 apresentações de dança, 29 peças infantis e 88 voltadas para o público adulto.

A iniciativa de popularização do teatro e dança é promovida pelo Sindicato dos Produtores de Artes Cênicas de Minas Gerais (Sinparc) e a 44ª edição tem como tema "Vem pra Campanha!". O principal propósito é promover o acesso do público a preços populares.

As peças participantes contemplam diferentes modalidades, valorizando a pluralidade estética e textual das artes cênicas. O stand-up comedy é uma das novidades desta edição, que consiste na apresentação humorística de um artista, que não utiliza recursos cenográficos nem caracterizações. O presidente do Sinparc, Rômulo Duque, considera que é importante valorizar todas as modalidades que estão sendo produzidas em Belo Horizonte. "O humor é uma realidade da arte cênica e, por isso, decidimos incluir as apresentações de stand-up. O teatro é muito rico em gêneros, temos peças dramáticas, humorísticas e musicais", ressalta.

Pensando na difusão da cultura a todos, algumas peças têm acessibilidade física, visual e auditiva para os públicos infantil e adulto. Além das peças teatrais, uma palestra sobre a importância social do teatro completa a grade de ações do Sinparc e acontecerá em fevereiro. Para Rômulo Duque, a Campanha é uma oportunidade única para vivenciar a cultura de forma acessível. “Esperamos que o público aproveite esse momento e se emocione com as peças. O teatro é uma experiência insubstituível e que toca a sensibilidade do público. Enquanto existir sentimento haverá pessoas querendo se conectar com os outros por meio da arte”, destaca o presidente do Sinparc.

 A 44ª edição terá a duração de oito semanas e são esperados 250 mil espectadores. Os valores dos ingressos serão de R$ 10, R$ 11, R$ 13, R$ 15, R$ 17 e R$ 19  e podem ser adquiridos online nos postos de venda da Sinparc. Os ingressos adquiridos pela internet ou pelo aplicativo da campanha, Vá ao Teatro MG, não terão taxa de conveniência.  Os valores promocionais não serão praticados nas bilheterias dos teatros, cujos preços variam de acordo com cada produção. Praças de Belo Horizonte, Betim e Contagem receberão espetáculos gratuitos.

A 44ª Campanha Popularização do Teatro e Dança se estenderá às cidades de Betim, Juiz de Fora e Nova Lima e conta com o incentivo do Ministério da Cultura, Governo de Minas Gerais, Fundação Municipal de Cultura, patrocínio da TV Globo Minas, Instituto Unimed BH, Ole Consignado, Cimento Nacional, Usiminas e RH Magnesita.

PROJETOS ESPECIAIS

Caminho das Artes

Como nas edições anteriores, a Campanha acontece também no Caminho das Artes, que fica no Centro de Arte Suspensa Armatrux (C.A.S.A.), em Nova Lima.

Projeto Campanha Mostra

Dentro da grade de programação dos espetáculos da 44ª Campanhade Popularização do Teatro e da Dança, a Campanha Mostra reúne espetáculos com algumas semelhanças de linguagem, temas e forma de produção nos teatros da Funarte e do CCBB. Acesse a programação completa no site http://www.vaaoteatromg.com.br/.

 Venda online e aplicativos

Os interessados em assistir as atrações da 44ª Campanha de Popularização do Teatro e Dança podem adquirir o ingresso pelo site www.vaaoteatromg.com.br ou pelo aplicativo gratuito do Sinparc ‘Vá ao Teatro MG’, que está disponível para download em tablets, smarthphones e iPhones pelo link www.vaaoteatromg.com.br/mobile. As compras realizadas online não terão taxa de conveniência.

Além de o público poder acessar a programação completa e comprar os ingressos sem precisar entrar na fila, o site e aplicativo oferecem ainda a ficha técnica dos espetáculos, sinopses e todas as informações sobre as peças teatrais com acesso simples e dinâmico.  O sistema de pagamento é o PagSeguro, que garante comodidade e segurança na compra.

Serviço: 44ª Campanha de Popularização do Teatro e Dança

Data: 5 de janeiro a 4 de março de 2018

Preço: R$ 10 / R$ 11 / R$ 13 / R$ 15 / R$ 17 / R$ 19  (preço nos postos de venda para peças adulto, infantil e dança).

Nas bilheterias dos teatros, os preços são diferentes, conforme cada estabelecimento.

 

Postos Fixos

Posto Edifício Maletta (Sobreloja)

Rua da Bahia - 1148 - Centro

Segunda a sábado - 14h às 19h | Domingos 14h às 18h

Funcionamento: 5 jan a 4 mar (exceto de 10 a 13 fev)

Posto Shopping Cidade (Piso G5)

(Rua Tupis, 337 – Centro)

Segunda a sábado - 10h às 19h | Domingos das 10h às 18h

 Funcionamento: 5 jan a 19 fev

Posto Shopping Pátio Savassi (Piso L3)

(Av. do Contorno, 6.061 – Funcionários)

Terça a sábado das 14h às 19h | Domingos das 14h às 18h

Funcionamento: 05 jan a 04 mar (exceto de 10 a 13 fev)

 

Posto Shopping Estação BH (1º Piso)

(Av. Cristiano Machado, 11.833 – Venda Nova)

Terça a sábado das 14h às 19h | Domingos das 14h às 18h

Funcionamento: 05 jan a 04 mar (exceto de 10 a 13 fev)

Partage Shopping Betim (3º Piso)

(Rodovia Fernão Dias km 492, 601)

Terça a sábado das 13h às 19h | domingos das 14h às 18h

Funcionamento: 05 jan a 04 mar (exceto de 10 a 13 fev)

Posto Itaú Power Shopping (2º Piso)

(Av. General David Sarnoff, 5160 – Cidade Industrial)

Terça a sábado das 14h às 19h | domingos das 14h às 18h

Funcionamento: 05 jan a 04 mar (exceto de 10 a 13 fev)

 

Venda On-line e Aplicativos da Campanha

Outra forma de adquirir os ingressos é pelo site www.vaaoteatromg.com.br ou pelo aplicativo gratuito do Sinparc ‘Vá ao Teatro MG’, que está disponível para download em tablets e  smarthphones e pelo                            link www.vaaoteatromg.com.br/mobile

O pagamento é feito por meio de cartão de débito e cartão de crédito. A pessoa deverá retirar o ingresso na bilheteria do teatro 30 minutos antes do espetáculo.

SERÃO ACEITOS VALE CULTURA E DOTZ

Nos Postos Sinparc, o ingresso pode ser pago com Dotz.

*Limitado a dois pares de ingressos por CPF, a cada dia.

DZ 1135 (1 ingresso)

DZ 2280 (2 ingressos)

DZ 4535 (4 ingressos)

Necessária a apresentação do Cartão Dotz e/ou CPF do titular e senha.

Informações: www.sinparc.com.br – (31) 3272-7487 (horário de atendimento: diariamente das 9h às 13h30 e das 14h30 às 19h).

 

Acompanhe a 44ª Campanha de Popularização Teatro & Dança no site e nas mídias sociais:

Site: www.vaaoteatromg.com.br

Facebook: www.facebook.com/Va-ao-teatro-MG

Twitter: @vaaoteatromg

Informações à imprensa

Press Comunicação | 3245-3778

Nina Rocha | Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. | 98652-1778

Cristiane José | Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. | 98577-0253


 

Em apresentação no formato voz e violão, o cantor Sérgio Santos encerra a temporada 2017 do programa Minas Pocket Música, da Fundação Clóvis Salgado. O repertório passa pela extensa carreira do músico, com oito discos lançados e diversas composições para artistas como Alcione e Milton Nascimento. Um dos destaques da apresentação é a comemoração do aniversário do disco Áfrico, considerado um marco na carreira do artista, lançado em 2002 e que comemora 15 anos em 2017.

Origens e influências – O trabalho de Sérgio Santos é marcado por um conjunto diverso de influências: seu pai, alagoano, foi responsável por introduzi-lo à música nordestina, sua mãe, carioca, apresentou a ele o samba. Pela discografia de Santos é possível se deparar com valsas, choros, frevos e baiões. Sem educação formal em música, o cantor, que é autodidata, aprendeu a tocar por observação. Outra influência marcante é a música negra, que passa por toda a carreira do cantor, seja como homenagem ou temática presente em muitos de seus registros.

A carreira do mineiro de Varginha é extensa: composta por oito discos de estúdio, além de composições e participação em trabalho de outros artistas, Sérgio Santos foi indicado ao Grammy Latino em 2010, por sua canção “Litoral e Interior”. O repertório do show, pensado na proposta voz e violão, foi construído a partir de canções que combinassem com a atmosfera mais intimista, sem deixar de ser representativo da discografia do artista. “Acho bacana a ideia de fazer um apanhado da minha história, da minha carreira. Tem músicas do Áfrico, um disco muito importante e que comemora 15 anos em 2017 e estou fazendo vários shows em homenagem. Haverão canções do Litoral e Interior”, comenta o cantor, que será acompanhado pelo violonista Sílvio Damico.

Relação com a FCS – A relação de Sérgio Santos com a Fundação Clóvis Salgado é estreita e marcada por muito carinho e respeito. A última apresentação que o músico realizou no Palácio das Artes foi em 2016, no Grande Teatro, um show em homenagem a Cartola e a Vander Lee. “Para mim, a Fundação Clóvis Salgado é um dos pilares da cultura de Minas Gerais e é muito importante, por todos os corpos que abriga, além de lidar com a formação musical. Sempre é prazeroso estar em contato com a Fundação, contribuindo com as programações e atividades”, pondera Sérgio.

Para o músico, o Programa Minas Pocket é fundamental para a divulgação da cultura produzida em Minas. “Um projeto como o Minas Pocket é sempre importante, para dar destaque à produção feita em Minas. Hoje em dia qualquer espaço de divulgação cultural é muito importante, porque a cultura é um motor de discussão de ideias. Ter instituições que se preocupam com a exposição e a promoção da cultura são muito importantes para nossas carreiras como artistas”, finaliza o músico. 

A apresentação de Sérgio Santos marca o fim da temporada 2017 do Minas Pocket. O programa é mais uma iniciativa da FCS para ampliar a formação de público e garantir acesso aos equipamentos culturais da Instituição. Para Philipe Ratton, da diretoria de programação artística da Fundação Clóvis Salgado, “Nossa proposta foi fazer com que várias linguagens artísticas marcassem presença no complexo cultural do Palácio das Artes. O objetivo era promover um diálogo entre os gêneros e permitir que o público tenha acesso a essas linguagens e estilos diversos e conseguimos bastante êxito nesse sentido.

Sérgio Santos – Compositor, cantor, violonista e arranjador, Sergio Santos é mineiro de Varginha. Começou sua carreira na década de 1980. A partir de 1991, inicia parceria com o compositor Paulo César Pinheiro. Com oito discos gravados, tendo Áfrico eleito o melhor CD de 2002 (Prémio Rival BR) e Litoral e Interior indicado ao Grammy Latino em 2010. Apresentou-se em espaços como o Blue Note Tokyo e no Hollywood Bowl, em Los Angeles, dois dos palcos mais importantes do mundo. Já dividiu palco com Dori Caymmi, Edu Lobo, Joyce, Francis Hime, Leila Pinheiro e Lenine, entre outros.

Sobre o programa Minas Pocket – O Minas Pocket é uma iniciativa da FCS para integrar diferentes segmentos culturais. As apresentações musicais contaram com a presença de artistas como Alda Rezende, Affonsinho, Celso Adolfo, Juarez Moreira, Lyrical Jazz e Nivaldo Ornelas, entre outros. Por meio desse programa, além da Música, acontecem eventos distintos sobre Literatura, Design, Arquitetura, Dança, Performance e Teatro. Desse modo, a instituição potencializa a produção e a fruição cultural na cidade.

MINAS POCKET MÚSICA – SÉRGIO SANTOS

Data: 13 de dezembro (quarta-feira)

Horário: 20h

Local: Sala Juvenal Dias – Palácio das Artes

Endereço: Av. Afonso Pena, 1537 – Centro

Ingressos: R$20,00 (inteira) e R$10,00 (meia-entrada)

Informações para a imprensa:

Júnia Alvarenga | (31) 3236-7419 | (31) 98408-7084 | Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Vítor Cruz | (31) 3236-7378 | (31) 99317-8845 | Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

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Daniel de Matos (estagiário)

Assessora-chefe de Comunicação Social - Júnia Alvarenga

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Av. Afonso Pena, 1537 - Centro - Belo Horizonte - MG

www.fcs.mg.gov.br

O jornalista e escritor Carlos Heitor Cony morreu, por volta das 23h da última sexta-feira (5), aos 91 anos. A Secretaria de Estado de Cultura lamenta o falecimento e envia suas condolências à família. O escritor estava internado desde 26 de dezembro no Hospital Samaritano, no Rio. Em 1º de janeiro, foi submetido a uma cirurgia no intestino e teve complicações. A causa da morte foi falência de órgãos. As informações são do site G1.

 

Com uma longa carreira de jornalista, iniciada ainda nos anos 1950, e atuação nos principais jornais e revistas do país ao longo das últimas décadas, Cony é considerado um dos maiores escritores brasileiros. Ganhou alguns dos principais prêmios literários do país.

É autor de 17 romances, como "O ventre" (1958), "A verdade de cada dia", "Tijolo de segurança" e "Pilatos" (1973), uma de suas obras-primas. Depois deste último, passou mais de 20 anos sem publicar nenhum outro romance, quando lançou "Quase memória" (1995). A obra, que vendeu mais 400 mil exemplares, rendeu o Prêmio Jabuti, assim como "A casa do poeta trágico" (1996).

Cony também escreveu coletâneas de crônicas, volumes de contos, ensaios biográficos, obras infantojuvenis, adaptações e criou novelas para a TV. Foi comentarista de rádio, função que exerceu até o fim da vida, na CBN.

Crédito: Antônio Gaudério


Com objetivo de conhecer as ações e projetos desenvolvidos, os alunos passaram o dia na Setur. Durante a manhã, foram apresentadas as superintendências de Estrutura (SET) e Gastronomia e Marketing (SGMT), e o papel que cada uma desempenha. Na parte da tarde, a superintendência de Política (SPT) juntamente com a Diretoria de Pesquisa e Estatística, por meio do Observatório do Turismo de Minas Gerais, reforçou as suas principais atuações explicando as pesquisas realizadas e a metodologia utilizada pela rede.

A UFVJM integra a rede do Observatório do Turismo e fomenta a criação de novos projetos em conjunto. “A perspectiva e o entusiasmo dos alunos é algo muito positivo para nós. O trabalho em rede é fundamental para a otimização das ações no turismo mineiro”, ressalta o secretário de Estado de Turismo, Ricardo Faria.

A Secretaria de Estado de Cultura lamenta o falecimento do músico mineiro Renato Guima, 57 anos, e de sua filha Renata Rodrigues, 29 anos. Ambos morreram em um acidente na BR-262, em Manhuaçu, na Zona da Mata, na última quinta-feira (4), conforme informações do site G1. Segundo o Corpo de Bombeiros, uma árvore caiu sobre o carro em que eles estavam.

 

O veículo que Renato dirigia foi atingido o choque resultou na morte instantânea de pai e filha. A mulher do artista e mãe de Renata também estava no carro e foi hospitalizada. Ela foi socorrida consciente e com um corte na região frontal da cabeça, conforme a equipe de resgate.

 

Renato Guima era cantor, compositor, violonista, produtor e diretor artístico e musical. Nascido em Belo Horizonte, integrava as bandas Lombinho com Cachaça e Dance Club. Nas redes sociais, amigos da família lamentaram a perda.

 


A cônsul da Itália, Aurora Russi, prestou uma homenagem especial ao secretário de Estado de Cultura, Angelo Oswaldo, durante o Momento Grazie, cerimônia anual em que o Consulado italiano distingue personalidades que colaboraram com o êxito de sua missão em Minas Gerais.

Ao agradecer a distinção, o secretário Angelo Oswaldo lembrou que, em 2018, completam-se os quatro anos de permanência de Aurora Russi à frente do Consulado mineiro. “Vamos sentir a sua falta”, disse o secretário, “e nos lembraremos sempre do admirável trabalho realizado em todo o Estado de Minas Gerais”.


 

Para dar início às atividades em 2018, a Aliança Francesa de Belo Horizonte apresenta uma “Flash Expo” do jovem francês Samuel Perrard, que está de passagem pela capital mineira. Samuel apresenta 10 trabalhos abstratos nas técnicas de pintura acrílica e desenho em pastel.

O trabalho de Perrard é fruto de pesquisas sobre as formas geométricas, com uma predileção por figuras circulares. O artista combina as composições de flexibilidade e vivacidade com pureza de desenho de linha para criar um contraste entre o arredondamento de formas e precisão do traço. Sua obra tem por objetivo traduzir a luz com cores, onde texturas brilhantes se misturam com cores frias, criando uma imagem global harmoniosa. Suas cores são associadas por proximidade ou por contraste cromático: laranja-azul, vermelho-verde e amarelo-roxo ocasionalmente.

A música eletrônica francesa será a trilha sonora da abertura da exposição. O Dj mineiro Pablo Araujo, que já abriu mostra para Samuel na Europa, vai comandar as pick-ups no evento tocando, entre outros sons, Cassius, Le Rhythm Digitales, La Femme, Nouvelle Phenomene, Daft Punk, Air e Paradis.

SERVIÇO

EXPOSIÇÃO DE PINTURAS - SAMUEL PERRARD

Abertura: 10 de janeiro (quarta feira), de 18h às 22h

Período:  de 11 a 13 de janeiro, de 8h às 20h

Local: Aliança Francesa Belo Horizonte (Rua Tome de Souza, 1418, Savassi, Belo horizonte/MG)

Informações: (31) 3291 5187

Produtor: Manoel Hagen – (31) 98810-8260  Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.


 

 

O Painel Permanente de Poesia Juca Silva Neto recebe durante a primeira quinzena de janeiro uma exposição contendo obras de 17 poetisas brasileiras. A mostra está sendo exibida na Biblioteca Pública Municipal Doutor Antônio Teixeira de Carvalho, que funciona no andar superior do Centro Cultural Hermes de Paula.

As poetas e ativistas culturais contemporâneas opinam, por meio dos poemas, sobre a situação da mulher no mundo, colocando em pauta questões como respeito e ampliação de direitos.

Participam da exposição as poetas Mirna Mendes, criadora do Salão Nacional de Poesia Psiu Poético, Karla Celene Campos, Marli Fróes, Adri Aleixo, Marlene Bandeira, Maria Cida Neri, Ana Elisa Ribeiro, Isabel Lôpo, Lia Testa, Olívia Ikeda, Noélia Ribeiro, Sandra Fonseca, Patrícia Giseli, Telma Borges, Sarah Sanches, Lívia Prado e Virna Teixeira. A mostra é gratuita e pode ser visitada de segunda a sexta-feira, de 8h às 21h.

 

CONHEÇA UM POUCO DE ALGUMAS POETAS QUE INTEGRAM A EXPOSIÇÃO

Olivia Ikeda é viciada no Psiu Poético e sofre crise de abstinência nos anos em que não participa do salão de alguma maneira. Mora em João Pessoa e gosta do mar e de água de coco, mas, de vez em quando, sente saudade dos amigos de Montes Claros e do sabor do pequi.

Lia Testa gosta de palavras que se encontram em permanente estado encantatório e de envolvimento. Busca ritos degustativos de salivas que molham a linguagem numa fala erótica e de erotização. Acredita que a poesia está em todos os espaços para recodificar o corpo. Tenta viver/estabelecer uma íntima relação de atravessamento com a palavra, pelo desejo/sonho de encontrar seu intenso e incessante tecido (palpável ou impalpável), para chegar a um estado poético possível. Toma a sua produção como um “work in process”, impelida de desdobramentos múltiplos, de energias moventes e de imersões. Além de se dedicar à produção poética e à produção de obras-colagens (feitas à mão), é professora de Literatura Portuguesa da UFT, Mestre em Letras e Doutora em Comunicação e Semiótica. Têm trabalhos publicados em revistas acadêmicas e literárias, participa de algumas antologias poéticas e é autora dos livros “guizos da carne: pelos decibéis do corpo” (Poesia Menor, 2014) e “sanguínea até os dentes”.

Marli Fróes é natural de Montes Claros-MG, poeta, capoeirista, professora de literatura, ensaísta, Doutora em Estudos Literários pela Universidade Federal de Juiz de Fora-MG. Publicou os livros de poesias “Visceral”, em 2007 e “Carnaverbo” em 2010; Fendas (no prelo). Possui outras publicações em jornais e antologias diversas. Há alguns anos, juntamente com o poeta, jornalista e escritor Jurandir Barbosa, organiza as Antologias “Psiu poético” e “Poetas de Uma Só Língua – Encontro de Poetas da Língua Portuguesa”, antologia que reúne poetas do Brasil, Angola, Portugal, Moçambique e Guiné Bissau”. Participa da Antologia 30 anos luz, que comemora os trinta anos do Salão Nacional de Poesias Psiu Poético (2016). È pertencente à primeira geração do Salão Nacional de Poesias Psiu Poético, em Montes Claros, sendo homenageada por este Salão, em 2008. Foi homenageada em 2014 pelo Sampoesia- São Paulo Mostra Internacional de poesia, em 2014. Dirige o Grupo Performático “Expressões do Ser-tão”, que é vinculado ao Instituto Federal de Educação do Norte de Minas Gerais e participa do Grupo performático Piquenique Antropofágico”, dirigido pela poeta e performer Patrícia Gisele. Membro do NEABI (Núcleo de Estudos Afro brasileiros e indígenas) do IFNMG. Coordenadora do Grupo de Estudos cadastrado no CNPQ (Grupo de Estudos e Pesquisas em Estudos Culturais e Literaturas Indígena, Afro e Afrodescendente (IFNMG): GEPELIA). (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

Isabel Lôpo

Isabel Lôpo é atriz, cronista e poetisa. Graduada em História pela UNOPAR e Técnica em Ciências Políticas pela ESAB, é cronista colaboradora dos jornais: Jornal de Notícias, Gazeta Norte Mineira e O Norte, de Montes Claros/MG. Atuou em peças como: “O Espantalho Apaixonado”, texto de Amelina Chaves e direção de João Jorge Soares; Viva o Luxo! Mora o bucho”, texto e direção de João Jorge Soares; Ópera ”CavalleriaRusticana”, projeto doa PMMG de Montes Claros; Performance musical “Poemas e Canções”, autoria do músico/juiz Danilo Campos; Performance musical “Rapariga do Bonfim”, autoria do músico/compositor Elthomar Santoro; Performance Poética “Mistura de Amores”, poema de sua autoria – Psiu-Poético; Performance Poética “Briga Boa”, poema de sua autoria – Psiu-Poético. No cinema atuou nos filmes: Curta metragem “Lapa Grande – 8.000a.C Descobrindo o Paraíso”, roteiro/direção de Ronaldo Goc; Curta metragem “Além das Nossas Janelas”, roteiro/direção de Alexandre Naval – 2015 ( Vencedor do 14° Festival Nacional de Guaíba/RS, categoria Ficção ); Curta metragem “O Pó de Apolo”, roteiro/direção de Ronaldo Goc; Curta metragem “Estação Montes Claros - A Revolta do Pequi”, roteiro/direção de Alexandre Naval; Videoclipe “A Lenda do Arco-íris”, roteiro de Amelina Chaves e direção de Alexandre Naval; Curta metragem “Rebeka - A Tráfica da Lapa”, roteiro de Adriana Calumby e direção de Edison Eduardo; Longa Metragem “A Menina Que Construía Barcos” do diretor Denis Pinina. Encontrou na arte de escrever a melhor forma de desabafar seus anseios, pensamentos, opinião e desejos, compartilhando suas melhores histórias, numa linguagem prática, objetiva e sucinta. Se nas crônicas costuma tratar de variados assuntos, na poesia faz uso da linguagem erótica, despudorando a mente de seu variado público.

Sarah Sanches

Sarah Sanches acredita na poesia como eterna vontade de se expressar além das palavras. Busca o sentido oculto dos versos, respira rimas, tem saudades palpáveis e vazios extensos. Produz desde sempre, mente inquieta, mãos ágeis: contos, crônicas, fabulas, cartas de amor e prosas sem sentido. Publica seus trabalhos no blog “Borboletas Arianas” e participa do Psiu Poetico. É mãe, poeta, vivente, natural da cidade do sol, criadora de causos e amante incorrigível do silencio (que não fala, mas grita).

SERVIÇO

PAINEL PERMANENTE DE POESIA JUCA SILVA NETO – EXPOSIÇÃO COM 17 POETAS MULHERES

Local: Biblioteca Pública Municipal Doutor Antônio Teixeira de Carvalho (Praça Doutor Chaves, 32, Centro - Montes Claros/MG)

Data: até 12 de janeiro

Horário: segunda a sexta-feira, de 8h às 21h

Entrada: Gratuita


 

Governo de Minas Gerais, por meio da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), irá destinar R$ 1,8 milhão a cooperativas ou associações de artesãos mineiros, por meio de um novo edital de fomento. O anúncio foi feito esta semana pelo governador Fernando Pimentel, na abertura da 28ª Feira Nacional de Artesanato, no Expominas Belo Horizonte. O objetivo é estimular o segmento do artesanato, reconhecendo-o como estratégico para o desenvolvimento econômico sustentável do Estado e promovendo o fortalecimento das entidades e profissionais da atividade. Os interessados devem ler o edital, disponível aqui, e enviar suas propostas à Empresa até o dia 16 de fevereiro de 2018.

Crédito: Leonardo Horta

Com ações voltadas às associações e cooperativas de artesãos, o Governo do Estado de Minas Gerais e a Codemig buscam minimizar a informalidade do setor, capacitar e qualificar os artesãos e fomentar canais de comercialização. Dessa forma, o Artesanato Mineiro torna-se mais competitivo em nível nacional e mais reconhecido internacionalmente, consolidando-se como um meio de desenvolvimento econômico, social e cultural em Minas Gerais.

Serão selecionadas 18 entidades, buscando contemplar os 17 territórios de desenvolvimento do Estado. Cada selecionado receberá no máximo R$ 100 mil, a serem destinados à compra de matéria-prima e ferramentas e ao custeio de capacitações profissionais.

“Investindo em importantes instituições do artesanato, a Codemig contribui para a promoção desse ofício, nas suas mais nobres e diversificadas tipologias, e oferece, de maneira organizada e permanente, uma proposta de convergência para as diversas manifestações artísticas do setor em Minas Gerais”, afirma o presidente da Codemig, Marco Antônio Castello Branco.

Podem se inscrever associações e cooperativas que atuem em uma ou mais das seguintes categorias: Cerâmica; Madeira; Pedras e Gemas; Fio e tecidos; Fibras vegetais; Couros e Peles; Metais; Vidro; Sementes e raízes; e Papel e papelão.

Programa +Artesanato: identidade cultural e desenvolvimento econômico

O Governo do Estado de Minas Gerais, por meio da Política Estadual de Desenvolvimento do Artesanato Mineiro – Programa +Artesanato, tem por objetivo valorizar o segmento e reconhecê-lo como estratégico para o desenvolvimento econômico sustentável do Estado. As ações do Programa fundamentam-se nos princípios da sustentabilidade socioeconômica e ambiental, da valorização do território como reconhecimento da singularidade e da autenticidade da produção artesanal local, bem como da preservação da tradição artesanal, da identidade local e do senso de comunidade.

Entre as iniciativas vinculadas ao +Artesanato e coordenadas pela Codemig, estão a criação e a implementação da Vila do Artesanato em Araxá, espaço voltado para divulgação, exposição e comercialização de produtos artesanais.

O artesanato brasileiro é conhecido em todo o mundo por sua criatividade. Esse rico conjunto de produtos, desenhos e tons surgiu da herança dos povos que por aqui passaram e constituem a cultura brasileira. Saber identificar e estimular a identidade cultural de cada região, por meio do artesanato, é de fundamental importância para a cultura e para o artesanato em si. Identificar cada cultura através de traços, cores e texturas características agrega valor ao ornamento, seleciona o público para o qual será vendido e aumenta as chances de apreciação por parte do consumidor.

 


Foto: FCLopesEMD.A.PRESS

por Ana Clara Brant

Desde 1974, Belo Horizonte começa o ano com uma agitada agenda cultural. Isso porque, pouco depois que o ano vira, a cidade é invadida, no bom sentido, por diversos espetáculos que integram a Campanha de Popularização do Teatro & Dança. Na opinião de Rômulo Duque, presidente do Sindicato dos Produtores de Artes Cênicas de Minas Gerais (Sinparc), promotor da Campanha, “a cidade se identifica muito com a Campanha. É uma tradição do belo-horizontino e de quem está pela capital mineira passando as férias conferir algo da programação”.


Nesta 44ª edição – que começa nesta sexta-feira (5) e segue até 4 de março – serão encenados 132 espetáculos, sendo 54 inéditos. Haverá ainda 15 atrações de dança e 29 infantis. As entradas variam de R$ 10 a R$ 19; serão aceitos Dotz e Vale Cultura como pagamento, prática adotada desde o ano passado. “A novidade é que quem for comprar por meio do cartão via site ou aplicativo da campanha (Vá ao teatro MG) não terá de pagar taxa de conveniência”, diz Duque, que anuncia ainda “ espetáculos gratuitos em algumas praças de BH, Betim e Contagem”.

A expectativa do organizador é atrair um público maior do que o do ano passado. “Tivemos cerca de 250 mil pessoas em 2017, e a Campanha foi realizada em um período menor. Já chegamos a receber 400 mil. É raro um festival de teatro no país que alcance esses números. Muita gente só vai ao teatro nessa época. Então isso já é positivo.”

A ressalva ao otimismo está no fato de o principal posto de vendas da Campanha, no Mercado das Flores (esquina de Afonso Pena com Rua da Bahia) estar em obras desde agosto. “Tentamos argumentar com o prefeito, mas não teve jeito. A licitação já havia saído. Por ali estar fechado, muita gente acha que não está acontecendo nada do Sinparc. A solução foi buscar alternativas, como um posto de vendas no Maletta, que é um lugar bem central”, afirma.

SEM PARAR A Campanha se estende por Betim, Contagem, Juiz de Fora e Nova Lima. Sete Lagoas terá sua versão própria em meados de janeiro. Mesmo atravessando o período carnavalesco (de 10/2 a 13/2), a programação não vai parar. “O carnaval em BH está bombando. Então certamente cai o movimento nos teatros. Mas tem sempre quem prefira algo mais tranquilo”, diz Duque.

O esforço de ampliar a acessibilidade dos espetáculos, empreendido no ano passado, volta ao foco. “Com o mote ‘Vem pra Campanha’, queremos abranger todo mundo mesmo. Por isso temos uma parte dos espetáculos com linguagem de libras e audiodescrição e teremos uma parcela boa de cortesias para deficientes físicos, auditivos e visuais”, afirma o presidente do Sinparc.

A novidade incluída na programação 2018 é uma mostra específica do formato stand up comedy, que ocupará o Teatro da Biblioteca Pública Minas Gerais, na Praça da Liberdade, a partir de 10 de janeiro. “É um gênero popular, que conquistou os brasileiros, e a plateia se identifica muito com os humoristas. Não se justifica mais não aceitar essa modalidade.Tudo que pudermos fazer para popularizar o teatro e com qualidade vamos fazer”, comenta Duque.

Thiago Comédia é um dos convidados da mostra. Embora seja veterano na Campanha de Popularização, ele se diz ansioso com a novidade. “Acho ótimo a gente explorar todos os meios que envolvem arte, seja infantil, musical, dança, stand up. Não está nada fácil levar o público ao teatro, e este é um gênero que tem muita aceitação. Vários humoristas vão se revezar todas as quartas e quintas. Já que é uma campanha de popularização, ela tem que se abrir a tudo e a todos”, avalia.

Thiago também estará no evento com mais três produções: Absurdo, montagem em que interpreta oito personagens cômicos baseados em situações do dia a dia; Como se livrar das dívidas em 12 hilárias prestações, e Cassino da Kayete. “Não basta estar na programação. Nós, artistas, temos que fazer a nossa parte, ainda mais que o público oscila bastante. Tem que divulgar, fazer marketing, correr atrás mesmo. Há espetáculos muito bons e para todos os gostos, mas, se não correr atrás, fizer um trabalho de formiguinha, o público não vai.”

O Caminho das Artes, que fica no Centro de Arte Suspensa Armatrux (C.A.S.A.), em Nova Lima, os teatros da Funarte e do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB-BH) voltam a formar um circuito que abriga espetáculos com semelhanças de linguagem, temas e forma de produção.

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Confira onde está os postos de vendas fixos

Posto Edifício Maletta

Rua da Bahia, 1.148, Centro - Sobreloja
Segunda a sábado, das 14h às 19h; domingo, das 14h às 18h
Funcionamento: 5/1 a 4/3 
(exceto 10/2 a 13/2)

Posto Shopping Cidade
Rua Tupis, 337, Centro - Piso G5
Segunda a sábado, das 10h às 19h; domingo, das 10h às 18h
Funcionamento: 5/1 a 19/2

Posto Shopping Pátio Savassi
Av. do Contorno, 6.061, Funcionários - Piso L3?
Terça a sábado: das 14h às 19h; domingo, das 14h às 18h
Funcionamento: 5/1 a 4/3 (exceto 10/2 a 13/2)

Posto Shopping Estação BH
Av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova - 1º Piso?
Terça a sábado, das 14h às 19h; domingo, das 14h às 18h
Funcionamento: 05/1 a 4/3 (exceto 10/2 a 13/2)

Partage Shopping Betim
Rodovia Fernão Dias km 492, 601 - 3º Piso
Terça a sábado, das 13h às 19h; domingo, das 14h às 18h
Funcionamento: 5/1 a 4/3 (exceto 10/2 a 13/2)

Posto Itaú Power Shopping
Av. General David Sarnoff, 5.160, Cidade Industrial - 2º Piso
Terça a sábado, das 14h às 19h; domingo, das 14h às 18h
Funcionamento: 5/1 a 4/3 (exceto 10/2 a 13/2)

*A venda digital é feita no site www.vaaoteatromg.com.br e pelo aplicativo gratuito Vá ao Teatro MG


44ª Campanha de Popularização Teatro & Dança
De sexta-feira (5) a 4 de março, em diversos espaços da cidade. Ingressos: R$ 10, R$ 11, R$ 13, R$ 15, R$ 17 e R$ 19 (preço válido nos postos de venda para espetáculos de teatro adulto e infantil e dança). Nas bilheterias dos teatros, os preços são diferentes, conforme cada estabelecimento. Mais informações e programação: www.sinparc.com.brwww.vaaoteatromg.com.br e (31) 3272-7487. Serão aceitos Vale Cultura e Dotz como pagamento.  

Participaram da reunião o secretário de Estado de Turismo de Minas Gerais, Ricardo Faria, acompanhado do superintendente de Gastronomia e Marketing Turístico, Daniel Marques, o presidente da Belotur, Aluizer Malab, acompanhado do diretor de Promoção Turística e Marketing, Marcos Barreto, e da chefe do departamento de Promoção Turística, Fernanda Lacerda e a gerente de vendas da Copa Airlines, Jaqueline Miranda.

A companhia tem voos diretos diários saindo de Belo Horizonte (Confins) para a cidade do Panamá, que é considerada um ponto de conexão para todas as Américas. Na ocasião, as estratégias de promoção conjunta de Minas Gerais nos principais mercados emissores do continente americano foram articuladas.

Investimentos em publicidade, realização de road shows, participação em feiras e ações voltadas para o consumidor final de destinos como Estados Unidos, Colômbia e México ganharam destaque durante o encontro. “Além disso, a Setur irá executar atividades como famtours e presstrips para receber jornalistas e/ou formadores de opinião para uma viagem de familiarização no nosso Estado. Acreditamos que, assim, podemos apresentar belezas naturais, cultura, história e, também, a rica gastronomia mineira para os turistas por meio do olhar desses convidados”, afirma Ricardo Faria.


 

Foto: Pedro França, agência Senado.

A Ancine (Agência Nacional de Cinema) tem novo diretor-presidente. Christian de Castro é o nome que vai comandar a agência até outubro de 2021, segundo decreto publicado no “Diário Oficial” desta terça (2). Castro, de 48 anos, substitui Debora Ivanov, que comandava a agência interinamente desde junho de 2017.

Consultor especializado em Economia Criativa e pós-graduado em Film & Televison Business pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), Castro tem no currículo mais de 18 anos de experiência no setor. Entre outras frentes, Christian já atuou como diretor-executivo da Luz Mágica Produções, produtora criada por Cacá Diegues e Renata de Almeida Magalhães, e foi um dos criadores do RB Cinema I Funcine, o fundo de investimentos privado do cinema brasileiro, que investiu recursos em filmes como “O ano em que meus pais saíram de férias” (2006), de Cao Hamburger.

*com informações do Jornal O Globo

 


 

A cidade de Cedro do Abaeté, localizado na região central de Minas Gerais, realiza neste domingo (10) o 4º Encontro de Folias de Reis. O evento, que é gratuito, acontece no Parque de Rodeios e Festas Pedro Inácio. O encontro pretende reunir cerca de 15 grupos de folias, que serão recebidas com festa pela Folia de Reis Estrela do Oriente, Patrimônio Cultural Imaterial do município.

Com muita descontração e alegria, os grupos de Folias de Reis vão apresentar suas habilidades para toda comunidade. A festa também irá presentear os participantes com uma lembrança para levar um pouco desta importante manifestação artística para casa.

Folias de Minas

As folias possuem mais de três séculos de prática e forte representatividade na religiosidade e cultura mineiras. Em geral, são organizadas por um grupo de devotos, saindo na chamada “jornada” ou “giro”, que passa pelas casas da comunidade, cantando e festejando para o santo de devoção do grupo.

Estas manifestações culturais acontecem em todo o território mineiro e se revelam de diferentes formas e com várias nomeações. Chamadas também de “terno”, “charola” e “companhia”, os grupos se organizam para homenagear diversos santos, e não apenas os Reis Magos, como acontece nas Folias de Reis no dia 6 de janeiro.

No dia que marca a comemoração do Dia de Reis (06/01), o Conselho Estadual de Patrimônio de Minas Gerais (Conep) reconheceu as Folias de Minas como Patrimônio Imaterial do Estado.

SERVIÇO

4º ENCONTRO DE FOLIAS DE REIS DE CEDRO DO ABAETÉ

Data: 10 de dezembro de 2017

Horário: 11h

Local: Parque de Rodeios e Festas Pedro Inácio (Avenida Coronel Francisco Guimarães, 132 – Centro, Cedro do Abaeté/MG)

Entrada: Gratuita


Durante este mês de janeiro, o Espaço do Conhecimento UFMG, integrante do Circuito Liberdade, realiza programação especial de férias, que inclui contação de histórias, sarau infantil, exibição de desenhos animados, oficinas, exposição e exibição de filme inédito sobre a Antártica.

As atividades, gratuitas, seguem até 4 de fevereiro. Apenas os ingressos para o planetário são pagos, com entradas a R$ 6 e R$ 3 (meia).

No planetário, haverá sessões diárias para o público infantil. O terraço astronômico recebe oficinas sobre astronomia. No Jogo do sistema solar, cartas testam o conhecimento dos visitantes sobre os astros que giram em torno do Sol. Já no Teatro dos planetas, os participantes assumem os lugares dos planetas, representando seus movimentos e posições.

Outra atração é a exibição do filme Viagem à Lua, de 1902, que conta a história de um grupo capturado por extraterrestres no nosso satélite natural.

Curta-metragem

Fotografias e vídeos inéditos em 360°, produzidos na Antártica por pesquisadores da UFMG vinculados ao projeto MycoAntar, combinados com animações, podem ser vistos no curta-metragem Perspectivas Austrais, em formato fulldome, que explora os recursos do planetário digital e garante sensação de completa imersão. Produção da equipe do Núcleo Audiovisual do Espaço, o filme expõe as belezas de paisagens extraordinárias e o cotidiano dos cientistas que realizam pesquisas nas terras geladas.

A exibição é parte da exposição Expedição Antártica, cujas sessões acontecem terça, quinta e sábado, às 15h, e quarta, sexta e domingo, às 14h. Os visitantes verão cápsulas sensoriais que mostram as dificuldades de adaptação humana ao continente mais gelado do mundo. Eles também poderão experimentar os obstáculos criados por neve, vento e escuridão. A mostra também revela as belezas do território e suas potencialidades científicas.

Toda a exposição, tema de reportagem publicada na edição 2002 do Boletim UFMG, é explorada de forma divertida. Na atividade Caça aos vestígios na Antártica, a criançada usa luvas, jalecos, pincéis e lupas para encarnar o papel de um arqueólogo em busca de objetos encontrados pelo continente. Na Expedição bioantártica, os pequenos viram biólogos à procura de novas espécies. Na Expedição medicina antártica, eles se tornam médicos e aprendem a medir as mudanças sofridas pelo corpo em um ambiente muito frio.

Outra grande riqueza antártica está nos fungos, foco de muitos pesquisadores brasileiros que vão ao continente, pois podem trazer contribuições ao tratamento de muitas doenças. Na oficina Fantásticos fungos antárticos, as crianças são convidadas a criar personagens inspirados nas suas cores e formas. Na atividade Astronomia Antártica, elas aprendem sobre as constelações que podem ser observadas durante a noite polar e recebem explicações sobre o belo fenômeno da aurora austral.

(Re)contando histórias

Na programação de férias, as crianças vão ouvir e contar as suas histórias preferidas. Na atividade Cosmogonia yorubá através da música, o som será usado para explicar a versão da criação do mundo com base na tradição do povo que viveu onde hoje fica a Nigéria. Em Cosmogonia árabe e outras histórias, o surgimento da Terra será abordado pela perspectiva islâmica. Em Histórias da África de A a Z, serão apresentadas famosas lendas de países do continente africano, como das culturas Banto e Zulu.

Para o Sarau infantil, as crianças podem levar ao Espaço seus livros preferidos e compartilhar histórias.

Corpo e mente

Na oficina Criança também faz yoga!, as crianças aprendem a canalizar impulsos, emoções e sensações físicas de maneira positiva, com base em posturas, mantras e respiração. Nos Jogos teatrais, elas descobrem um pouco sobre o universo do teatro e seus elementos.

A exposição Demasiado humano é palco de uma caça ao tesouro, em que os visitantes, fantasiados e munidos de lupas e mapas, percorrem o museu em busca de pistas.

A atividade Brincando de ser cientista desafia a criançada a descobrir o objeto que está dentro de uma caixa fechada, usando apenas os sentidos e a intuição.

Passado no presente

Na oficina Redes ancestrais, um papel simula as paredes das cavernas, e a tinta guache, as tintas primitivas. A atividade propõe que as crianças imaginem como se comunicar pela arte rupestre.

Em Coletando fósseis: A história de Mary Anning, os participantes são apresentados à exploradora e paleontóloga inglesa que explorou a evolução da vida na Terra a partir de vestígios deixados por fósseis.

Guardiã dos pesadelos

Na mostra de curtas de animação, serão exibidos quatro filmes, entre os quais, Diário de areia, produção de alunos da UFMG que conta a história de Erin, uma adolescente de 15 anos. Guardiã dos pesadelos, a jovem tem a missão de purificar os sonhos ruins que escapam para o mundo humano. A atividade conta com a participação da aluna do curso de Cinema de Animação da UFMG Beatriz Correia, que vai abordar a produção de desenhos.

Mais informações sobre as atividades do Espaço do Conhecimento podem ser obtidas pelo telefone (31) 3409-8350. 

O museu está localizado na Praça da Liberdade, 700, Funcionários, em Belo Horizonte/MG.

*Com informações da Assessoria de Comunicação do Espaço do Conhecimento

DIVULGAÇÃO: AGÊNCIA MINAS


 

Crédito: Vinícius Cardoso

Como parte das comemorações do aniversário de 120 anos de Belo Horizonte, a Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais promove a exposição Pontos Bordados. A mostra traz cerca de 120 trabalhos que ilustram os diversos pontos turísticos da capital mineira, como a Igreja da Pampulha, a Praça do Papa e o Pirulito da Praça Sete. Também ilustram os trabalhos outros belos cenários da cidade, como o Mercado Central, o Parque Municipal, a Praça da Liberdade e o Estádio Mineirão. Com entrada franca, a exposição tem início na próxima segunda (11), no hall do setor de Coleções Especiais, e segue até o dia 31 de janeiro de 2018.

Crédito: Vinícius Cardoso

Pensada a partir da Oficina de Bordados, ministrada ao longo deste ano na biblioteca, a exposição apresenta obras dos participantes do curso, promovido em parceria com o Projeto Mãos que Bordam, da professora e psicopedagoga Fátima Coelho. Com o objetivo de resgatar a memória afetiva através do bordado, a iniciativa envolveu mais de 65 pessoas, a maioria da terceira idade e alunos da escola de moda da UEMG. Do total dos participantes, 35 alunos vão receber o diploma no dia da abertura da mostra. “Tanto a oficina quanto a exposição evidenciam a importância de se promover um espaço em que a população idosa possa desenvolver sua capacidade artística”, pontua Eliani Gladyr, coordenadora do Setor de Coleções Especiais da Biblioteca. “A biblioteca tem cumprido esse papel e ainda aberto espaço para os jovens, promovendo uma saudável troca de experiências”, completa Eliani.

Crédito: Vinícius Cardoso

As obras que compõem a exposição utilizam as técnicas do bordado Crazy (união de vários tecidos e retalhos com bordados variados), do bordado Matiz – Pintura de agulha (ponto reto irregular em formato de figuras), do Livre (modo livre de emprego do ponto), do Stumpwork (bordado em relevo, tridimensional) e da Feltragem (confecção do tecido utilizando lãs de merino). Para Fátima Coelho, a mostra com trabalhos realizados pelos participantes da oficina traduz a importância do trabalho desenvolvido. “Quando você vê uma obra sua exposta, a relação com o objeto muda. É um trabalho de valorização do ser por meio do bordado”, avalia Fátima.

A exposição fica em cartaz até o dia 31 de janeiro de 2018 e pode ser visitada de segunda a sexta-feira, de 8h às 18h.

SERVIÇO

EXPOSIÇÃO PONTOS BORDADOS – 120 ANOS DE BELO HORIZONTE

Abertura: 11 de dezembro, às 15h

Período da exposição: de 11/12/2017 a 31/01/2018

Horário: de segunda a sexta-feira de 8h às 18h

Local: Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais - Hall das Coleções Especiais (Praça da liberdade, 21 - Funcionários, Belo Horizonte/MG)

Informações: 3269-1228

Entrada: Gratuita


 

 

Foto: Leo Lara

Estão abertas as inscrições para as oficinas gratuitas que integram o programa de capacitação e formação da 21ª Mostra de Cinema de Tiradentes, que acontece de 19 a 27 de janeiro de 2018. Os interessados devem ler o regulamento e preencher o formulário disponível no site oficial do evento até 5 de janeiro. São 10 modalidades com oferta de 225 vagas para atender públicos e interesses diversos. Todos os anos, a Mostra Tiradentes promove a formação e capacitação técnica para o mercado de cinema e oferece oportunidades para nova geração de atores e realizadores.  Inscrições devem ser realizadas  www.mostratiradentes.com.br.

“Promover ações de formação é um dos pilares da programação das edições anuais da Mostra Tiradentes que renova anualmente seu compromisso com o desenvolvimento da indústria audiovisual em Minas Gerais e no Brasil”, ressalta a coordenadora do evento e diretora da Universo Produção, Raquel Hallak.

Uma das atividades mais concorridas é a tradicional oficina de “Realização em Curta Digital” ou Oficina do Bigode (apelido do instrutor, o cineasta Luiz Carlos Lacerda). Nessa oficina, o aluno faz parte de uma equipe que tem a oportunidade de fazer um curta-metragem, aprendendo todas as etapas da produção no processo. Pela Oficina do Bigode já passaram alunos que se tornaram cineastas bem-sucedidos, como o carioca Bruno Safadi. São 35 vagas, a partir de 18 anos.

Para os interessados na arte da interpretação, a dica é a oficina “Atuação no cinema realista”, com Renan Rovida, que visa estimular a vivacidade nas atuações em cinema e qualificar a apreciação e as práticas artísticas de atores e atrizes. O trabalho dos desses artistas também será abordado nas oficinas “Direção de Atores”, com Eduardo Bordinhon, que terá foco no desenvolvimento da relação entre diretores e atores na realização de um filme; e “Do Ator ao Personagem – A produção de elenco no audiovisual”, ministrada por Alessandra Tosi, que abordará o processo de pesquisa e produção de elenco em uma obra audiovisual, no contexto do mercado atual.

Foto: Leo Lara

Há ainda duas oficinas mais voltadas para o mercado de cinema: “Elaboração e financiamento de projetos audiovisuais”, com Guilherme Fiúza Zenha e Júlia Nogueira; e “Introdução a projetos audiovisuais multiplataformas” com Gustavo Padovani.

Em 2018, a Mostra Tiradentes oferece quatro opções de oficinas para o público infantojuvenil. O diretor de cinema, tv e webséries Guto Aeraphe, irá ministrar duas atividades. A “Caixa Criativa dos Escritores”, para jovens de 17 a 20 anos, interessados em potencializar a criação de histórias que envolvam uma estrutura dramática, como romances, peças teatrais, roteiros para tv e cinema, etc. E a oficina “Dramaturgia em 360 Graus – O desafio da narrativa em todas as direções”. Voltada para jovens a partir de 15 anos, a atividade abordará conceitos técnicos e teóricos para a construção, produção e gravação de vídeos em 360 graus, em que o espectador é levado ao centro da ação dramática.

Para quem tem uma ideia na cabeça e gostaria de transformá-la em um filme de ação, a pedida é a oficina “Por trás da câmera”, com Anna Rosaura Trancoso e Claudio KeimDoreto, onde os participantes vão vivenciar todo o processo de produção, desde o roteiro até a finalização. E para a turminha entre 12 a 14 anos, a dica é a oficina “Cinema eArtes Plásticas – Histórias de Sombras”, com a artista plástica Daniela Penna. A garotada poderá soltar a imaginação criar histórias a partir da construção de teatro de sombras.

Confira abaixo as oficinas que serão ministradas na 21ª Mostra Tiradentes:

PÚBLICO ADULTO

ATUAÇÃO NO CINEMA REALISTA

Instrutor: Renan Rovida - SP

Período: 22 a 25 de janeiro

Horário: 9h30 às 13h30

Faixa etária: a partir de 18 anos

Carga horária: 16h

Número de vagas: 20

DIREÇÃO DE ATORES

Instrutor: Eduardo Bordinhon - SP

Período: 20 a 23 de janeiro

Horário: 9h30 às 13h30

Faixa etária: a partir de 18 anos

Carga horária: 16h

Número de vagas: 20

DO ATOR AO PERSONAGEM – A PRODUÇÃO DE ELENCO NO AUDIOVISUAL

Instrutora: Alessandra Tosi - SP

Período: 23 a 26 de janeiro

Horário: 14h às 18h

Faixa etária: a partir de 18 anos

Carga horária: 16h

Número de vagas: 25

ELABORAÇÃO E FINANCIAMENTO DE PROJETOS AUDIOVISUAIS

Instrutores: Guilherme Fiúza Zenha e Júlia Nogueira - MG

Período: 20 a 23 de janeiro

Horário: 14h às 18h

Faixa etária: a partir de 18 anos

Carga horária: 16h

Número de vagas: 20

INTRODUÇÃO A PROJETOS AUDIOVISUAIS MULTIPLATAFORMAS

Instrutor: Gustavo Padovani - SP

Período: 21 a 24 de janeiro

Horário: 14h às 18h

Faixa etária: a partir de 18 anos

Carga horária: 16h

Número de vagas: 20

REALIZAÇÃO EM CURTA DIGITAL

Instrutor: Luiz Carlos Lacerda - RJ

Período: 20 a 26 de janeiro

Horário: 10h às 13h e 15h às 18h

Faixa Etária: a partir de 18 anos

Carga Horária: 42h

Número de Vagas: 35

PÚBLICO JUVENIL

CAIXA CRIATIVA DOS ESCRITORES

Instrutor: Guto Aeraphe - MG

Período: 21 de janeiro

Horário: 14h às 18h

Faixa etária: De 15 a 18 anos

Carga horária: 4h

Número de vagas: 20

CINEMA E ARTES PLÁSTICAS – HISTÓRIAS DE SOMBRAS

Instrutora: Dani Penna - MG

Período: 22 a 26 de janeiro

Horário: 14h às 17h

Faixa etária: De 12 a 14 anos

Carga horária: 20h

Número de vagas: 20

DRAMATURGIA EM 360 GRAUS – O DESAFIO DA NARRATIVA EM TODAS AS DIREÇÕES

Instrutor: Guto Aeraphe - MG

Período: 22 de janeiro

Horário: 10h às 13h e 15h às 18h

Faixa etária: De 17 a 20 anos

Carga horária: 6h

Número de vagas: 20

POR TRÁS DA CÂMERA

Instrutoras: Anna Rosaura Trancoso e Claudio KeimDoreto - RJ

Período: 22 a 26 de janeiro

Horário: 13h às 18h

Faixa etária: De 14 a 18 anos

Carga horária: 20h

Número de vagas: 25

TODA PROGRAMAÇÃO É OFERECIDA GRATUITAMENTE AO PÚBLICO.

***

Acompanhe a 21ª Mostra de Cinema de Tiradentes e o programa Cinema Sem Fronteiras 2018.

Participe da Campanha #EufaçoaMostra

Na Web: mostratiradentes.com.br No Twitter: @universoprod

No Facebook: universoproducao / mostratiradentes

No Instagram: @universoproducao     Informações pelo telefone: (31) 3282-2366

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Serviço

 21ª MOSTRA DE CINEMA DE TIRADENTES

19 a 27 de janeiro de 2018

FUNDO NACIONAL DA CULTURA

LEI FEDERAL DE INCENTIVO A CULTURA

LEI ESTADUAL DE INCENTIVO À CULTURA

Patrocínio:  ITAÚ, COPASA|GOVERNO DE MINAS GERAIS, CEMIG| |GOVERNO DE MINAS GERAIS

Parceria Cultural:SESC MG

Fomento:CODEMIG|GOVERNO DE MINAS GERAIS

Incentivo: SECRETARIA DE ESTADO DE CULTURA| MINAS GERAIS

Idealização e realização:UNIVERSO PRODUÇÃO

SECRETARIA DO AUDIOVISUAL |MINISTÉRIO DA CULTURA - GOVERNO FEDERAL|ORDEM E PROGRESSO

LOCAIS DE REALIZAÇÃO DO EVENTO

Centro Cultural Sesiminas Yves Alves   

Largo das Fôrras 

Largo da Rodoviária   

Escola Estadual Basílio da Gama

ASSESSORIA DE IMPRENSA 

Universo Produção|  (31) 3282.2366  - Lívia Tostes – (31) 99232.2256   Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

ETC Comunicação | (31) 2535.5257 |99120.5295 / Nudia Fusco - Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. / Bárbara Prado – Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. / Luciana d’Anunciação – Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Produção de texto: Marcelo Miranda


 

No mês do aniversário da cidade, o BDMG Cultural realizará o Seminário  Escrita, memória, movimento: BH 120 anos. Em pauta, temas relacionados à história da fundação da capital, à sua memória, à sua arquitetura, à sua cultura, às atuais formas de convivência urbana e  ao meio ambiente . O encontro, nos dias 14 e 15 de dezembro, no auditório Marco Túlio, na sede do BDMG, contará com a presença de importantes pesquisadores sobre a história de BH. O acesso será gratuito. Não será necessário realizar inscrição.

Ao todo, serão cinco mesas com as participações de Augusto Carvalho Borges, Bruno Viveiros , Carlos Antônio Leite Brandão, João Antônio de Paula , Maria Eliza Linhares Borges, Regina Horta Duarte, Sérgio Alcides, Tito Flávio de Aguiar,e Wander Melo Miranda.

Bruno Viveiros - Crédito: Isabelle Chagas

“O que a cidade de Belo Horizonte como espaço de história e de cultura se tornou na altura dos seus 120 anos? Como ela se transformou? O que restou da utopia dos seus idealizadores? Estas perguntas podem ser um bom ponto de partida para pensarmos juntos sobre a cidade que herdamos, sobre a cidade que temos, e a cidade que queremos”, afirma a responsável pela curadoria do seminário, a professora Eliana Dutra, da UFMG. 

O desafio proposto aos conferencistas do seminário é o de procurar novas chaves interpretativas para os dilemas do espaço público que a modernidade belo-horizontina formatou, assim como para os novos desafios colocados nos espaços da cultura, da natureza, e do meio ambiente da cidade. “ Nossa cidade é escrita como um texto nunca finalizado, e por milhares de mãos, dos seus traçados, da sua forma material e arquitetônica, às suas expressões poéticas e memoriais. Belo Horizonte é uma cidade em contínuo movimento. Seja pela variedade das vivências que comporta,, pela diversidade das experiências e das práticas sociais que acolhe, pelas investidas da sociabilidade popular contra a pobreza da cidade moderna a que assiste, pelas intervenções divergentes e a pluralidade de apropriações que seu espaço permite, seja pela sociabilidade que reinventa seus espaços físicos e simbólicos e suas supostas destinações”, explica Eliana sobre a importância de se olhar para a nossa cidade nestes 120 anos.

Um balanço crítico sobre as questões da nossa cidade, como será realizado no seminário, pode fazer com que elementos férteis brotem para o esboço de novas figurações de futuro para a cidade. Para Rogério Faria Tavares, presidente do BDMG Cultural, este encontro oferecerá um espaço privilegiado para uma reflexão profunda e sofisticada, estimulada por intelectuais que se dedicam a estudar a cidade: “O evento é a contribuição do BDMG Cultural para o avanço das pesquisas e dos debates públicos sobre a capital. Quanto mais e melhor pensarmos sobre ela, mais chances teremos de melhorá-la e de aperfeiçoar nossa relação com ela e com o que ela oferece”.

Programação:

14 de dezembro

Abertura: 8h30

Mesa 1 (9h às 12h) – Belo Horizonte entre Palavras e Formas – O que restou da modernidade?

Carlos Antonio Brandão – 9h às 10h

Wander Melo de Miranda – 10h30 às 11h30

Mesa 2 (14h às 17h) – Nas Margens da Cidade: criar e habitar no silêncio dos gestos do trabalho

Maria Eliza Linhares Borges – 14h às 15h

Tito Flávio de Aguiar – 15h30 às 16h30

15 de dezembro

Mesa 3 (9h às 12h) -  Atritos no Tempo – Elaborações memoriais e poéticas das percepções da Capital

Sérgio Alcides – 9h às 10h

Bruno Viveiros – 10h30 às 11h30

Mesa 4 (14h às 17h) – Movimentos contra Linhas – Limites e transgressões dos espaços na natureza e na cultura belo-horizontinas

Regina Horta Duarte – 14h às 15h

Augusto Carvalho Borges – 15h30 às 16h30

Encerramento: 17h30 às 18h30

Que horizontes para Belo Horizonte?

João Antônio de Paula

Conheça a curadora do evento e os conferencistas:

- Eliana Dutra (curadora)

Eliana de Freitas Dutra é professora titular do departamento de História da UFMG, professora no programa de Pós-Graduação em História pela mesma instituição, vice-presidente do International Committee of Historical Sciences e pesquisadora 1A do CNPq. Foi membro do Conselho Diretor do IEAT/UFMG, de 2011 a 2013 e é autora de diversos livros. Eliana também é organizadora das obras coletivas L’Imprimé dans la Construction de la Vie Politique; O Brasil em Dois Tempos; Política, Nação e Edição; BH. Horizontes Históricos.

- Augusto Carvalho Borges

Augusto Carvalho Borges é graduado e mestre em História pela UFMG. Atualmente, é assistente de pesquisa da mesma instituição pelo Projeto República. Possui experiência na área de História, com ênfase em História do Brasil, com atuação nos temas republicanismo, cinema e culturas políticas.

- Bruno Viveiros

Bruno Viveiros faz doutorado em História, na UFMG. É autor do livro Som Imaginário: a reinvenção da cidade nas canções do Clube da Esquina e curador da exposição “Canção Amiga – Clube da Esquina”, pelo Centro de Referência da Música de Minas (CRMM / UFMG). Bruno é pesquisador do Projeto República, núcleo de pesquisa, documentação e memória, da UFMG, e é produtor do programa Decantando a República, da rádio UFMG Educativa.

- Carlos Antônio Leite Brandão

Professor titular da Escola de Arquitetura da UFMG e pesquisador do CNPq, Carlos Antônio de Leite Brandão foi diretor da mesma instituição e presidiu o Instituto de Estudos Avançados Transdisciplinares da universidade. Graduou-se em Arquitetura e fez mestrado e doutorado em Filosofia também pela UFMG, e pós-doutorado na École des hautes études em sciences sociales (EHESS), em Paris. Suas pesquisas e diversas publicações concentram-se na história, na teoria e na filosofia da arte, da arquitetura e da cidade, com ênfase no renascimento, na antiguidade e na contemporaneidade.

- João Antônio de Paula

Graduado em ciências econômicas pela Universidade Federal de Minas Gerais, mestre em economia pela Unicamp e doutor em história econômica pela USP, João Antônio de Paula é professor titular do Departamento de Ciências Econômicas e do Cedeplar. Foi Pró-Reitor de Planejamento e Desenvolvimento e Pró-Reitor de Extensão da UFMG. Tem experiência nas áreas de economia e história, com ênfase em história econômica e economia política, atuando principalmente nos seguintes temas: economia política, meio ambiente, história econômica, economia mineira, cidades.

- Maria Eliza Linhares Borges

Professora do Programa de Pós-Graduação em História da UFMG, Maria Eliza Linhares Borges é doutora em sociologia pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ). É pós-doutora em Cultura Visual, pela Universidade de São Paulo e pesquisadora do núcleo de história oral da FAFICH.

- Regina Horta Duarte

Regina Horta Duarte é professora titular do Departamento de História da UFMG. Publicou vários artigos em revistas brasileiras e internacionais. É membro fundador da Sociedad Latinoamericana y Caribeña de História Ambiental. Foi editora chefe das revistas HALAC, Revista Brasileira de História e da Varia Historia. Atuou como professora visitante na University of Texas in Austin e na Universidad de Costa Rica. Atualmente, pesquisa a história dos zoológicos da América Latina, nas primeiras décadas do século XX. Regina possui um canal no Yotube sobre história ambiental, com dezenas de programas disponíveis, intitulado As 4 Estações UFMG, além de ser pesquisadora nível 1 do CNPq, e pesquisadora mineira da FAPEMIG.

- Sérgio Alcides

Formado em Comunicação Social, Sérgio Alcides exerceu a profissão de jornalista antes de fazer mestrado em História, tornando-se professor universitário. Atualmente, leciona na Faculdade de Letras da UFMG. Recebeu o Prêmio Minas de Cultura e o Prêmio Cidade do Recife por seu livro Estes Penhascos, sobre o poeta Cláudio Manuel da Costa. Sérgio escreve artigos sobre outros escritores brasileiros e estrangeiros.

- Tito Flávio de Aguiar

Tito Flávio de Aguiar é graduado em Arquitetura e Urbanismo, pela UFMG, e doutor em História pela mesma universidade. Desde 2010, é professor adjunto do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Escola de Minas, na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), atuando no curso de graduação em Arquitetura e Urbanismo e no Mestrado Profissional em Construção Metálica. Colabora em pesquisas no Centro de Convergência de Novas Mídias (UFMG) e no Estopim – Núcleo de estudos Interdisciplinares do Patrimônio Cultural (UFMG). Foi professor do Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix e da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Atuou como conselheiro suplente do Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município de Belo Horizonte.

- Wander de Melo Miranda

Wander de Melo Miranda é professor titular de Teoria da Literatura na UFMG e professor visitante do Programa de Pós-Graduação em, Crítica Cultural (UNEB), diretor da Editora UFMG e pesquisador 1ª do CNPq. Publicou diversos livros, como Corpos escritos: Graciliano Ramos e Silviano Santiago, Graciliano Ramos e Nações Literárias.

Conheça o BDMG Cultural

O BDMG Cultural é um instituto que há 27anos realiza ações na área da música, das artes visuais, do audiovisual e das artes cênicas. Braço cultural do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais, a instituição acredita que a cultura faz parte do desenvolvimento e está diretamente ligada a qualidade de vida. Suas ações culturais abrem espaço para jovens, novos e consagrados artistas. A galeria de arte promove exposições abertas à visitação diariamente, de 10h às 18h, inclusive aos finais de semana e feriados. A instituição faz parte do Circuito Liberdade, corredor cultural localizado em uma histórica área da capital mineira e composto por 16 equipamentos, entre museus e centros culturais.

Serviço

Escrita, memória, movimento: BH 120 anos

Dias 14, de 8h30 às 17h, e 15 de dezembro, de 9h às 18h30

Auditório do BDMG – Rua Bernardo Guimarães, 1.600, Lourdes

Acesso gratuito. Não é necessária inscrição. Sujeito a lotação do espaço (200 lugares)

Mais informações: (31) 3219-8691

*Assessoria de imprensa: Luiza Serrano – (31) 3219-8691 / 99313-5508 (favor não divulgar os números)

Para mais informações:
Ana Patrícia Gusmão
Tel.: 31 39159579
email: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.


 

Nos dias 08, 09 e 10 de dezembro, ocorrerá no Vale do Sereno, uma feira de cerveja artesanal diferente. Nas Barbas do Major – Cerveja Artesanal de Verdade, é uma feira que reunirá 15 cervejarias, 08 restaurantes e food trucks, 09 bandas, 02 escritores, 02 artistas plásticos, 02 motoclubes e um clube de carros antigos. Tudo isso no berço cervejeiro mineiro: a cidade de Nova Lima.

Os artistas plásticos e bebedores de cerveja Sanzio Marden e Wallison Gontijo estarão exibindo suas telas na exposição “Cervejeiros do Mundo”. Rildo Souza e Cézar Torres Ribeiro, historiadores e idealizadores do projeto “Memórias e Estórias de Botecos de Belo Horizonte” estarão vendendo os dois primeiros livros da série: “Entre caixotes e balcões” e “Silvio’s Bar”.

A boa música fica por conta de nove bandas locais, incluindo o Pearl Jam e Guns N’Roses Cover, que se revezarão nos três dias de evento. De acordo com a organização da feira, os preços não serão tabelados, sendo que cada expositor será livre para cobrar pelos seus produtos o preço que achar justo. Ainda segundo os organizadores, os valores de participação serão mais amistosos, o que permitirá a venda de cerveja por valores também mais baixos, beneficiando o visitante, que poderá experimentar e conhecer novos sabores e marcas a preços mais modestos.

A entrada é gratuita, o espaço é coberto e as opções de estacionamento são confortáveis, seguras e próximas ao local. Haverá espaço kids e seis praças de alimentação para conforto e comodidade do visitante.

Serviço:

Local: Rua Dimas Henrique Freitas, 17 Vale do Sereno - Nova Lima

Horário: 14 às 22 horas

Informações: (31)991007198

 

Democratizar o acesso ao livro, à informação e à leitura como forma de ampliar as condições para o desenvolvimento cultural, humano, social e do aprendizado são alguns dos objetivos do Edital de Criação de Bibliotecas Públicas Municipais, que está com inscrições abertas até 10 de fevereiro de 2018. Iniciativa da Secretaria de Estado de Cultura, por meio da Superintendência de Bibliotecas Públicas e Suplemento Literário, o certame irá selecionar três propostas e cada uma delas vai receber um acervo de, no mínimo, mil itens, entre livros em impressão comum e Braille, periódicos, CDs, DVDs e audiolivros, totalizando cerca de R$ 40 mil em recursos por município. A seleção é destinada prioritariamente às cidades que ainda não possuem uma biblioteca pública. Os municípios que já possuem o equipamento cultural também estão aptos a participar, desde que a proposta vise a criação de uma sucursal em distritos ou zona rural. As inscrições devem ser realizadas presencialmente na Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais ou enviadas pelos correios. Acesse o edital e os formulários neste link.

A diretora do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas Municipais, Cleide Fernandes, destaca a força do edital, que está em sua 3ª edição e já beneficiou 15 municípios. “O edital é uma ação importante de democratização do acesso à leitura, especialmente à literária. O acervo selecionado possibilita aos cidadãos o contato com livros informativos e obras literárias relevantes”, pontua Cleide. Atualmente, Minas Gerais possui 815 bibliotecas, distribuídas em 744 municípios, e é o estado brasileiro com o maior Sistema de Bibliotecas Públicas. 

No edital 2016, os municípios de Córrego Danta, Formiga (ambos no território Oeste), Belo Vale e Jaboticatubas (território Metropolitano) foram os grandes vencedores do certame. Além deles, a cidade de Congonhas (Vertentes), com aproximadamente 54 mil habitantes, segundo dados do IBGE, também foi uma das agraciadas e já conta com o novo equipamento cultural. Inaugurada no dia 14 de dezembro, a nova biblioteca, que está localizada no distrito de Lobo Leite, mais especificamente na antiga e charmosa estação Estação Ferroviária, recebeu o nome de Cônego Luiz Vieira da Silva (1735-1809) em homenagem ao líder da igreja local que deu suporte a Tiradentes durante a Inconfidência Mineira. “Somos imensamente gratos à Secretaria de Estado de Cultura, na pessoa ímpar do secretário Angelo Oswaldo que, além de promover tantas e significativas atividades sob sua gestão, ainda doou à Biblioteca o livro “O Diabo na Livraria do Cônego”, de Eduardo Frieiro”, destaca a secretária Municipal de Educação, Maria Aparecida Resende. Para a secretária, a biblioteca é um local para deixar a imaginação fluir e de aprendizado. “A leitura é algo de imensurável valor, no livro e pelo livro incorporam-se fatos e acontecimentos, alegrias e tristezas, realizações e decepções, como num mundo mágico”, pontua.

Os interessados em participar da seleção deste ano deverão considerar em seus projetos aspectos como a promoção da leitura na localidade; a democratização do acesso ao livro, à informação e à leitura; o estímulo à integração da biblioteca com outras linguagens culturais; e o estímulo ao registro e difusão da memória bibliográfica da comunidade, entre outros.

SERVIÇO

EDITAL CRIAÇÃO DE BIBLIOTECAS PÚBLICAS MUNICIPAIS

Período de inscrições: 20 de dezembro de 2017 a 10 de fevereiro de 2018

Inscrições presenciais ou via correios:

Superintendência de Bibliotecas Públicas e Suplemento Literário

Diretoria do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas Municipais

Edital 01/2017 – Criação de Bibliotecas Públicas Municipais

Praça da Liberdade, nº21, Funcionários, salas 303/304.

30.140-010 – Belo Horizonte/MG

Horário para inscrições presenciais: de 9h às 17h

Contato para informações ao público e inscrições: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo./ 31 3269-1202 ou 1252


A Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais (Setur –MG) comemora a chegada do novo voo que é resultado de conversas e parcerias traçadas anteriormente entre o governo de Minas, a Azul e a concessionária BH Airport. Na ocasião, a companhia realizou uma cerimônia de lançamento, reunindo executivos do governo mineiro e do consulado norte-americano no Estado. “Acreditamos que esse resultado positivo é fruto do diálogo que iniciamos com a companhia aérea, apresentando e divulgando nossos atrativos turísticos e contribuindo com a empresa na promoção de Minas Gerais junto aos principais mercados emissores”, declara o secretário de Estado de Turismo de Minas Gerais, Ricardo Faria. 

O voo, durante a alta temporada, será operado todas as segundas, quartas, sextas-feiras e domingos, sempre com partidas às 23h55. A partir de 17 de fevereiro, as operações passarão a ser diurnas e apenas três vezes por semana. “Essa é mais uma conquista para o turismo mineiro. Por meio deste voo, que liga Beagá a Orlando, numa rota internacional de extrema procura, um leque de oportunidades para apresentar Minas Gerais nos Estados Unidos se abre”, reforça Faria.

Os EUA são o segundo maior mercado emissor de turistas para Minas Gerais, segundo dados da BH Airport. Em 2016, 570.350 norte-americanos visitaram o Brasil, de acordo com o Anuário Estatístico de Turismo da EMBRATUR. “O mercado norte-americano tem grande interesse pelos segmentos de cultura e natureza. Dessa forma, temos que ofertar nossos atrativos para que esses turistas sejam provocados a conhecer a capital mineira, assim como as cidades históricas e as inúmeras belezas naturais que o Estado possui”, convida o secretário de Turismo, Ricardo Faria.


 

iblioteca Cônego Luiz Vieira da Silva 

A Secretaria de Estado de Cultura prorrogou o prazo de inscrições no Edital de Criação de Bibliotecas Públicas Municipais. Os municípios interessados têm agora até o dia 9 de março para participarem da seleção. A iniciativa busca democratizar o acesso ao livro, à informação e à leitura como forma de ampliar as condições para o desenvolvimento cultural, humano, social e do aprendizado. O certame irá selecionar três propostas e cada uma delas vai receber um acervo de, no mínimo, mil itens, entre livros em impressão comum e Braille, periódicos, CDs, DVDs e audiolivros, totalizando cerca de R$ 40 mil em recursos por município. A seleção é destinada prioritariamente às cidades que ainda não possuem uma biblioteca pública. Os municípios que já possuem o equipamento cultural também estão aptos a participar, desde que a proposta vise a criação de uma sucursal em distritos ou zona rural. As inscrições devem ser realizadas presencialmente na Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais ou enviadas pelos correios. Acesse o edital e os formulários neste link.

A diretora do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas Municipais, Cleide Fernandes, destaca a relevância do edital, que está em sua 3ª edição e já beneficiou 15 municípios. “O edital é uma ação importante de democratização do acesso à leitura, especialmente à literária. O acervo selecionado possibilita aos cidadãos o contato com livros informativos e obras literárias relevantes”, pontua Cleide. Atualmente, Minas Gerais possui 815 bibliotecas, distribuídas em 744 municípios, e é o estado brasileiro com o maior Sistema de Bibliotecas Públicas.

Inauguração da Biblioteca Cônego Luiz Vieira da Silva

No edital 2016, os municípios de Córrego Danta, Formiga (ambos no território Oeste), Belo Vale e Jaboticatubas (território Metropolitano) foram os grandes vencedores do certame. Além deles, a cidade de Congonhas (Vertentes), com aproximadamente 54 mil habitantes, segundo dados do IBGE, também foi uma das agraciadas e já conta com o novo equipamento cultural. Inaugurada no dia 14 de dezembro, a nova biblioteca, que está localizada no distrito de Lobo Leite, mais especificamente na antiga e charmosa estação Estação Ferroviária, recebeu o nome de Cônego Luiz Vieira da Silva (1735-1809) em homenagem ao líder da igreja local que deu suporte a Tiradentes durante a Inconfidência Mineira. “Somos imensamente gratos à Secretaria de Estado de Cultura, na pessoa ímpar do secretário Angelo Oswaldo que, além de promover tantas e significativas atividades sob sua gestão, ainda doou à Biblioteca o livro “O Diabo na Livraria do Cônego”, de Eduardo Frieiro”, destaca a secretária Municipal de Educação, Maria Aparecida Resende. Para a secretária, a biblioteca é um local para deixar a imaginação fluir e de aprendizado. “A leitura é algo de imensurável valor, no livro e pelo livro incorporam-se fatos e acontecimentos, alegrias e tristezas, realizações e decepções, como num mundo mágico”, pontua.

Os interessados em participar da seleção deste ano deverão considerar em seus projetos aspectos como a promoção da leitura na localidade; a democratização do acesso ao livro, à informação e à leitura; o estímulo à integração da biblioteca com outras linguagens culturais; e o estímulo ao registro e difusão da memória bibliográfica da comunidade, entre outros.

SERVIÇO

EDITAL CRIAÇÃO DE BIBLIOTECAS PÚBLICAS MUNICIPAIS

Período de inscrições: até 9 de março de 2018

Inscrições presenciais ou via correios:

Superintendência de Bibliotecas Públicas e Suplemento Literário

Diretoria do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas Municipais

Edital 01/2017 – Criação de Bibliotecas Públicas Municipais

Praça da Liberdade, nº21, Funcionários, salas 303/304.

30.140-010 – Belo Horizonte/MG

Horário para inscrições presenciais: de 9h às 17h

Contato para informações ao público e inscrições: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo./ 31 3269-1202 ou 1252


 

Conhecida pela diversidade de manifestações culturais, Belo Horizonte ganha agora um palco intimista para exibir toda qualidade de seus músicos e artistas locais. Estruturado para ser uma vitrine interativa com o público de todas as idades, o “Festival Junto e Aglomerado” vai reunir tendências urbanas em música e arte no espaço DO/AR, no próximo dia 10/12, de 14h às 21h. A iniciativa surgiu da classe artística, puxada pelo bloco de carnaval Seu Vizinho, para um propósito relevante: arrecadar dinheiro para as ações do projeto social realizado no morro do Aglomerado da Serra, na capital mineira.

A principal atração do Festival fica justamente por conta do Seu Vizinho, que tem uma bateria de percussionistas formada por crianças e adolescentes atendidos nas aulas de música do projeto. Apostando em cultura e inclusão social, um time de voluntários se dedica às oficinas, mas o desafio agora é profissionalizar as ações desenvolvidas para ampliar a rede de atendimento às famílias em situação de vulnerabilidade. O trabalho é uma espécie de orientação solidária com o poder de afastar a juventude de ameaças como as drogas e a criminalidade.

Além do samba, a diversidade musical está bem representada em gêneros que transitam por opostos, da MPB ao eletrônico. Dentre as atrações confirmadas, Alice Del Picchia apresenta as canções do álbum recém-lançado “Casulo”. O trabalho autoral também coloca em evidência Thales Silva, o Minimalista, que divulga o segundo disco solo, “Banzo”. Ao som de reggae, a banda Black N’ Yellow vai colocar o público para dançar. Já a Vulgo garante uma apresentação enérgica com clássicos do rock. Outra atração que promete surpreender é a URBN, um coletivo de DJs com sons variados e que comanda as pick-ups em uma Kombi personalizada.

O brinde à rede de voluntários, que emprestou o seu talento e ainda doou os cachês para a campanha, está garantido com o apoio da Xeque Mate, uma empresa local que desenvolveu a bebida destilada que mistura xarope de guaraná, mate, limão e rum. O registro desse momento especial será feito em fotos e vídeo pela produtora Fauno, que também vai disponibilizar uma mesa de escambo para quem quiser trocar objetos que possam ser úteis para outras pessoas. É possível, ainda, doar roupas e brinquedos no ponto de arrecadação montado no local.

Toda renda arrecadada com a venda de ingressos, produtos e serviços será revertida para as ações sociais do Seu Vizinho. Até mesmo quem não for à festa, poderá contribuir com doações em dinheiro para o projeto ao acessar a página do evento no site Sympla. Com a proposta de superar as barreiras invisíveis que distanciam morro e asfalto, o "Festival Junto e Aglomerado” mostra que é possível a integração da periferia com a cidade a partir da arte e da cultura, pois, como diz o lema do projeto, somos todos vizinhos e quem está ao lado estende a mão um para o outro. 

Serviço:

Dia: 10/12/2017.

Local: DO / AR. Rua Amoroso Costa, n° 32.

Hora: 14h às 21h.

Ingresso: R$ 35,00.

Venda: site Sympla


 

A festa do Reinado de Nossa Senhora do Rosário e Santa Efigênia é realizada em honra a Chico Rei no mês de janeiro. Como herança africana, a comemoração é movida pela fé e regada de alegria, música e dança, encantando as ruas de Ouro Preto. A abertura das festividades começa neste domingo (7) com a Benção ao Reinado, que será realizada na escadaria da Igreja Santa Efigênia. A programação se estende até o dia 14 de janeiro.

A festa celebra a figura de Chico Rei que veio do Congo trazido como escravo para o Brasil. Em Ouro Preto, ele conseguiu comprar sua alforria e de outros conterrâneos, que o consideraram “rei”. A festa reúne cerca de 35 Guardas de Congado, Moçambique, Marujos, Caboclos, Catopés e Folias de várias regiões do Estado.  

PROGRAMAÇÃO

07/01 (Domingo)

ABERTURA DAS FESTIVIDADES

12h Benção ao Reinado

Local: Escadaria da Igreja Santa Efigênia

19h Missa

Local: Capela do Padre Faria

20h Levantamento das Bandeiras de Nossa Senhora do Rosário, Santa Efigênia e São Benedito

Local: Adro da Capela do Padre Faria

08/01 (Segunda-Feira)

19h30

Palestra: Religiosidade na obra de Joao Guimaraes Rosa.

Objetivo: Perceber a devoção religiosa dos ineiros na obra do grande escritor Guimaraes Rosa que aborda seus livros, temáticas universais, tais como o amor, o medo, a coragem, a fé, a religiosidade, ou seja, inquietações e questionamentos pertencentes a qualquer homem, de qualquer tempo e lugar .

Palestrante: Viviane Michelline Veloso Danese (Doutorado em Literaturas de língua portuguesa na PUC/BH)

Local: Casa de Cultura Negra do Alto da Cruz.

09/01 (Terça-feira)

19h30

Palestra: Irmandades e Congados: uma experiência transatlântica.

As festas d Nossa Senhora do Rosário possuem maior expressão cultural no Centro Oeste e Sudeste do Brasil, como em alguns estados do Nordeste. Os Congados são diretamente ligados à matriz africana, que incorporam à fé católica, ritos e mitos pertencentes à África, O corpo adquirem movimentos performáticos nos ritos da festa do Rosário, pois fazem parte da Congada, que são as danças e os cantos na alvorada, levantamento de mastros, coroação de reis e rainhas, procissão de congos e todos os ritos em relação ao sagrado.

Palestrante: Leda Maria Martins (poeta, ensaísta, pós doutorado em Performance Studies em New York, professora da UFMG, coordenadora do programa de Pós –Graduação em Letras FALE/UFMG, diversos livros e capítulos em livros publicados)

Local:  Casa de Cultura Negra do Alto da Cruz

10/01 (Quarta-feira)

19h30

 Palestra: O Candomblé no Brasil

Pensar no candomblé no Brasil é falar da miscigenação, ancestralidade, sincretismo e diversidade, isto é porque o Candomblé é uma manifestação tipicamente brasileira, de religiosidade de matriz africana que só existe no brasil.

Palestrante: Mãe Maria Emília Leite de Azevedo (estudou no Liceu Coração de Jesus, turma 1979, PUC/SP e Faculdade integradas Tibiriçá).

Local:  Casa de Cultura Negra do Alto da Cruz.

11/01 (Quinta-feira)

19h

Celebra e Tríduo em Louvor a Nossa Senhora do Rosário e Santa Efigênia com a participação do Terço dos Homens do Bairro Piedade.

Local:  Capela do Padre Faria.

12/01 (Sexta-feira)

19h

Celebra e Tríduo em Louvor a Nossa Senhora do Rosário e Santa Efigênia com a participação do Terço dos Homens do Bairro Taquaral.

Local: Capela do Padre Faria

13/01 (Sábado)

19h

Missa e encerramento do Tríduo em Louvor a Nossa Senhora do Rosário e Santa Efigênia.

Local: Igreja de Santa Efigênia.

14/01 (Domingo)

Dia festivo

05h

Alvorada Saída da Escola Desembargador Horácio Andrade em direção à Igreja de Santa Efigênia.

8h

Chegada das Guardas Visitantes.

9h

Saída do cortejo da Capela do Padre Faria em direção à Mina do Chico Rei, buscar o Reinado Congo de Ouro Preto.

12h

Benção aos Congadeiros de Ouro Preto e ás Guardas Visitantes.

12h30

Cortejo com as imagens de Nossa Senhora do Rosário, Santa Efigênia e São Benedito.

15h

 Missa Festiva com a participação dos Congados.

16h

Descendimento dos mastros e encerramento.

 

Nos dias 08, 09 e 10 de dezembro ocorrerá na Rua Dimas Henrique de Freitas, no Vale do Sereno, em Nova Lima, uma feira de cerveja artesanal diferente. Nas Barbas do Major – Cerveja Artesanal de Verdade, é uma feira que reunirá 15 cervejarias, 08 restaurantes e food trucks, 09 bandas, 02 escritores, 02 artistas plásticos, 02 motoclubes e um clube de carros antigos. Tudo isso no berço cervejeiro mineiro: a cidade de Nova Lima.

Os artistas plásticos e bebedores de cerveja Sanzio Marden e Wallison Gontijo estarão exibindo suas telas na exposição “Cervejeiros do Mundo”. Rildo Souza e Cézar Torres Ribeiro, historiadores e idealizadores do projeto “Memórias e Estórias de Botecos de Belo Horizonte” estarão vendendo os dois primeiros livros da série: “Entre caixotes e balcões” e “Silvio’s Bar”.

A boa música fica por conta de nove bandas locais, incluindo o Pearl Jam e Guns N’Roses Cover, que se revezarão nos três dias de evento. De acordo com a organização da feira, os preços não serão tabelados, sendo que cada expositor será livre para cobrar pelos seus produtos o preço que achar justo. Ainda segundo os organizadores, os valores de participação serão mais amistosos, o que permitirá a venda de cerveja por valores também mais baixos, beneficiando o visitante, que poderá experimentar e conhecer novos sabores e marcas a preços mais modestos. 

A entrada é gratuita, o espaço é coberto e as opções de estacionamento são confortáveis, seguras e próximas ao local. Haverá espaço kids e seis praças de alimentação para conforto e comodidade do visitante. A feira acontece sempre no horário de 14 a 22 horas. São esperados 4500 visitantes por dia de evento.


 

por CARLOS ANDREI SIQUARA

Prestes a adentrar o seu último ano à frente da secretaria de Estado de Cultura, Oswaldo faz um balanço do funcionamento da Lei Estadual de Incentivo à Cultura em 2017 e detalha parte do funcionamento da nova lei, que deverá entrar em vigor em 2018. Ele ressalta a valorização do Fundo Estadual de Cultura e destaca a abertura do Teatro Paschoal Carlos Magno. 

Que avaliação você faz do funcionamento da Lei Estadual de Incentivo à Cultura neste ano e quais são as expectativas em torno da nova legislação? O edital deste ano foi último da lei de 1997. Ele proporcionou um montante elevado da ordem de R$ 92 milhões. O programa encerrou no último dia 29 porque é feriado bancário e, com isso, termina o ano fiscal. Muitas pessoas esperavam pela prorrogação da lei, mas nós não temos legalmente como dilatar o prazo, uma vez que é o ano fiscal que termina e a própria lei de 1997 também. Mas nós estamos vendo como poderemos considerar os projetos já aprovados no edital de 2017, mas que não captaram. Veremos como eles podem ser convalidados na vigência da nova lei. Dessa forma, esses projetos não terão que passar pelo rito burocrático outra vez e poderão captar dentro da lei. A nova lei já foi aprovada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais e será sancionada pelo governador Fernando Pimentel. Uma mudança é que, a partir de 2018, a Lei Estadual de Incentivo à Cultura vai funcionar como a lei federal. Os projetos poderão ser apresentados ao longo de todo o ano e, à medida que forem aprovados, poderão fazer a captação.

De que forma a nova lei vai contemplar o Fundo Estadual de Cultura? Essa nova lei compreende tanto o mecanismo de incentivo, que é esse de captação, e do fomento, que é do recurso distribuído por editais do Fundo Estadual de Cultura. Antes existiam duas leis distintas. Nós, agora, estamos fundindo isso numa lei só, aprimorando os mecanismos da lei de incentivo e da lei de fomento num só instrumento legal. Uma das conquistas importantes é que a nova lei veio fortalecer o Fundo Estadual de Cultura, pois todos os patrocinadores do incentivo terão que depositar o valor correspondente a 30% do patrocínio no Fundo Estadual de Cultura. Este também será um recurso público, porque parte do imposto que ele iria pagar vai ser depositado no Fundo. Então, num projeto aprovado no valor de R$ 100 mil, o patrocinador vai depositar mais R$ 30 mil no Fundo Estadual de Cultura. Se o teto dele for de R$ 100 mil, então ele vai ter que apoiar um projeto menor, de R$ 70 mil, para equilibrar porque ele vai ter que colocar algum recurso no Fundo. Então, se nós tivermos, por exemplo, R$ 90 milhões disponível para a Lei Estadual de Incentivo à Cultura, teremos quase R$ 30 milhões para o Fundo. Com esse montante podemos ter grandes projetos para diversas áreas que têm dificuldade de captar via Lei de Incentivo, como as culturas indígenas, grupos musicais do Vale do Mucuri, que têm necessidade de um apoio maior. Programas do Vale do Urucuia, do Triângulo Mineiro, as Folias de Reis, entre outros grupos que nunca tiveram muito apoio. O mesmo acontece com a Zona da Mata, o Sul de Minas. Valorizando o Fundo dessa forma ele terá recursos que nunca teve e nós podemos contemplar uma diversidade de manifestações culturais que encontramos em todas as regiões.

Neste ano veio à tona algumas críticas ao programa Música Minas, principalmente em relação ao funcionamento da curadoria. Como você percebe esses questionamentos? Essas críticas vêm de um grupo muito reduzido de pessoas que se beneficiaram mais intensamente ou que deixaram de controlar o programa. São muitas as pessoas beneficiadas. Mais de 300, entre artistas e agentes da produção musical de Minas Gerais que participaram do programa. As críticas vêm de pessoas que nós, inclusive, salvamos. Quando entramos na secretaria, o Ministério Público estava em cima dos gestores do Música Minas. O Tribunal de Contas já tinha glosado a prestação de contas deles. Esse grupo que tinha acertado que o projeto era fruto de uma parceria público privada e que os músicos iriam gerir os recursos. Mas havia tanto problema de gestão que nós resolvemos assumir o programa. Isso diminuiu o custo operacional e houve mais recurso para ser aplicado. Todas as críticas nós acolhemos e fazemos reflexões sobre elas nas reuniões semanais. Elas são analisadas e investigadas. Mas essas críticas são tão superficiais que nem nos permitem chegar a uma conclusão que não seja a de que algumas pessoas realmente querem é criar caso e que, realmente, não há um problema maior, porque as respostas têm sido muito positivas.

Recentemente, houve a reinauguração da sala de sessões do Museu Mineiro, que levou seis anos para ser reaberta. Esse tempo foi necessário em razão das etapas requeridas pelo processo de restauração ou em razão de questões orçamentárias? Havia a necessidade de recursos. Nós encontramos o museu praticamente fechado. Houve um trabalho grande de restauração da Superintendência e do Museu Mineiro. Ao mesmo tempo, nós revitalizamos o Museu Guimarães Rosa, em Cordisburgo. Nós reabrimos o Museu Casa Alphonsus de Guimaraens, que estava fechado em Mariana, e revitalizamos o museu Casa Guignard, em Ouro Preto. Mesmo enquanto a sala de sessões passava pelo processo de restauração, a sala de exposições temporárias já estava funcionando muito bem desde o ano passado. Havia uma sala em que eu fiz as primeiras reuniões como secretário de Estado de Cultura e fizemos dela um espaço para apresentar uma síntese da arte mineira do século XX. Essa sala foi batizada Jeanne Milde. Nós também encerramos o contrato com o restaurante que havia lá, mas não tinha sentido algum. Ele ocupava uma espaço grande e o museu não tinha uma recepção, sanitários adequados, guarda-volumes, uma lanchonete, uma área de pequenas exposições, e que agora existem. Essas são atividades essenciais para o funcionamento de um museu, mas antes não havia espaço para isso. Nós também conseguimos reabrir o Rainha da Sucata, o prédio da Escola da UEMG está sendo concluído e está encaminhada para o prédio Verde, onde funcionava a Secretaria de Aviação, a existência da Casa do Patrimônio. O Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) vai voltar para a praça da Liberdade. Lá, vai haver um laboratório de restauro, uma biblioteca e um auditório também.

2018 será o seu último ano à frente da secretaria. Há alguma outra prioridade que considera importante concluir? Temos uma obra que deve ser inaugurada em 2018: o Teatro Paschoal Carlos Magno, em Juiz de Fora; e é um belíssimo teatro, de 400 lugares, que começou a ser construído em 1980 e nós fizemos um convênio com recursos da Codemig e da prefeitura de Juiz de Fora. O Estado pôs R$ 8 milhões lá. Esta é uma obra importantíssima para Juiz de Fora. Eu penso que nós estamos com as novas legislações, com o Plano Estadual, que é uma diretriz para dez anos, com o Plano do Livro e da Leitura, que devemos implementar no próximo ano. Estamos num bom caminho e vejo que esse foi um período positivo. Fui secretário de Cultura no governo de Itamar Franco, de 1999 a 2002, e agora fui convidado pelo Fernando Pimentel. Eu assumi e secretaria com ele num período extremamente crítico, mas eu vejo resultados muito positivos e o governo nos assegurou recursos para que nada ficasse parado.


 

Com o patrocínio da ArcelorMittal BioFlorestas por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, está sendo realizado o projeto cultural “Caravana de Artesania”. O projeto - que integra o Programa BioFlorestas em Cena - promove oficinas, encontros e apresentações de artes cênicas (teatro e circo) nas cidades de Carbonita e Senador Modestino Gonçalves, com o objetivo de gerar sensibilização, capacitação, intercâmbio e fruição artística.

De abril a novembro, o projeto atuou em Carbonita nos locais: centro, bairros Simão, dos Leites e povoado de Lagoa e distrito de Abadia. Em dezembro, retorna ao distrito de Abadia. Serão desenvolvidas as seguintes ações: oficina montagem, intervenções artísticas e rodas de conversa “Rede Comunitária de Cultura”, além da divulgação/mobilização para as atividades.A programação artística contará com uma equipe de artistas e professores de Belo Horizonte formada por: Cristiano Pena (Associação Pano de Roda), Cícero Silva (Ateliê Titetê), Thais Oliveira (Cia Gêmea), Affonso Monteiro e Paula di Franko (Circo Aloma).

Também haverá apresentações do espetáculo brincante “Na Roda” com o Grupo Maria Cutia em Abadia e Carbonita. O Grupo Maria Cutia é uma companhia de teatro de rua que desenvolve uma investigação autoral denominada música-em-cena. “Na Roda” é um espetáculo com histórias, músicas e brincadeiras inspiradas na cultura popular do Vale do Jequitinhonha e norte de Minas.

Todas as atividades são gratuitas e abertas às pessoas de todas as idades. Informações pelos telefones (38) 9 9999-9506 e (31) 9 9897-6912 Vivo ou pelo site www.idearioarte.blogspot.com.br. Confira abaixo a programação e participe!

O projeto Caravana de Artesania integra o programa BioFlorestas em Cena da empresa ArcelorMittal BioFlorestas. Está sendo realizado pela Associação Pano de Roda, que se dedica à capacitação, ao intercâmbio e à fruição artística na área de artes cênicas (teatro e circo) a partir dos princípios da colaboração, da dedicação artística e da busca pela justiça social. Criada em 2003, a associação trabalha de forma continuada em Belo Horizonte e cidades do interior de Minas Gerais. Com o patrocínio da ArcelorMittal, desenvolveu um importante trabalho na região centro oeste mineira, de 2011 a 2016, formando diversos grupos de estudos cênicos e agora em 2017 iniciou um novo ciclo na região do Vale do Jequitinhonha.

AGENDA

Programação artística em Abadia - 8 a 17 de dezembro

  • Oficina montagem
  • Intervenções artísticas
  • Rodas de conversa “Rede Comunitária de Cultura”
  • Ações de divulgação e mobilização

Local: Salão do Conselho Comunitário

Apresentações artísticas (música, teatro e histórias) em Abadia e Carbonita

Em Carbonita – centro:

Dia 9 de dezembro (sábado) às 19h

Espetáculo “Na Roda” com Grupo Maria Cutia

no Centro Cultural Professora Helena Leite

Em Abadia - distrito:

Dia 10 de dezembro (domingo) às 10h

Espetáculo “Na Roda” com Grupo Maria Cutia

na Praça de Nossa Senhora da Abadia

Atividades gratuitas. Participem!

Informações: (38) 9999-9596 e (31) 99897-6912 Vivo

www.idearioarte.blogspot.com.br

Projeto: Caravana de Artesania

Parceria: PROSESC e Prefeitura Municipal de Carbonita - Secretaria Municipal de Cultura

Patrocínio: ArcelorMittal BioFlorestas – Programa BioFlorestas em Cena

Realização: Associação Pano de Roda

Incentivo: Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais - Governo de Minas Gerais


Democrático e republicano: essa é a linha editorial do Voz Ativa, que estreia na Rede Minas no dia 8 de janeiro, às 22h15. Política, economia, cultura, comportamento, ativismo e outras pautas fazem parte da atração, que traz a cada semana um convidado. Com novas vozes, um dos objetivos do novo programa é ampliar a oferta de informação e reflexão sobre a realidade brasileira, sem partidarismos e sem fugir do debate de ideias.

O nome do programa evoca a canção Roda Viva, que teve sua utilização autorizada pelo compositor Chico Buarque, com versão de Fernanda Porto. O âncora é Florestan Fernandes Júnior, um dos jornalistas mais experientes do país, que contará sempre com a colaboração de representantes da imprensa de Minas Gerais e de outros estados na condução do debate, além da participação de especialistas nos temas tratados.

A entrevista de estreia é com o dramaturgo e diretor de teatro José Celso Martinez, ícone das artes cênicas no Brasil. Nela, Zé Celso esbanja ousadia, bom humor e irreverência ao tratar de temas como a disputa com Silvio Santos em torno da construção de um shopping nas imediações de seu Teatro Oficina, no bairro paulistano do Bixiga, e a nova montagem de O Rei da Vela, 50 anos depois das apresentações que marcaram a história do teatro brasileiro.  

Âncora do Voz Ativa, Florestan Fernandes

Entre os convidados para dialogar com Zé Celso estão o diretor João das Neves, referência no teatro político brasileiro, a diretora do grupo Oficcina Multimédia, Ione de Medeiros, e a jornalista Carla Jimenez, editora brasileira do El País.

Entre os próximos entrevistados já estão confirmados os nomes do cientista político Jessé Souza, autor de A elite do Atraso; do secretário municipal de Cultura de Belo Horizonte, Juca Ferreira; da filósofa e feminista Djamila Ribeiro; do estilista Ronaldo Fraga; e do coreógrafo do Grupo Corpo Rodrigo Pederneiras.

O Voz Ativa é uma produção da Empresa Mineira de Comunicação, por meio da Rede Minas e da Rádio Inconfidência.

O programa vai ao ar pela Rede Minas toda segunda-feira, a partir do dia 8, às 22h15. Em edição especial para rádio, com uma hora de duração, será apresentado às terças-feiras, a partir do dia 9, às 21h, na Inconfidência FM. Aos domingos, a partir do dia 14, às 22h, o programa vai ao ar pela Inconfidência AM.

Com direção de Chico de Paula, o Voz Ativa oferece canais abertos com o público para poder comentar, sugerir temas e entrevistados via redes sociais, nos seguintes endereços:

Facebook - www.facebook.com/maisvozativa

Twitter - www.twitter.com/maisvozativa

Instagram - www.instagram.com/maisvozativa

YouTube - www.youtube.com/channel/UCzVjtLnY1qQcxBY4keS6tdA<

SERVIÇO

ESTREIA “VOZ ATIVA”, NA REDE MINAS

Data: 8 de janeiro de 2018 (segunda-feira)

Horário: 22h15

Canal: Rede Minas 



Até o dia 29 de dezembro, as organizações da sociedade civil (OSC) podem se inscrever no edital de Chamamento Público do Prêmio Cena Minas. O objetivo do pleito é estabelecer um Acordo de Cooperação entre a Secretaria de Estado de Cultura e uma OSC para a realização de propostas técnicas que viabilizem a premiação do edital, que destina R$ 2 milhões para atender 60 projetos já executados nas áreas do circo, dança e teatro. O edital pode ser acessado aqui e os anexos neste link.

As inscrições podem ser realizadas via Correios, por meio do envio da documentação via Sedex. Os interessados também podem se inscrever presencialmente no Protocolo Central da Cidade Administrativa (Rodovia Papa João Paulo II, 4001, Prédio Gerais, 1° andar, lado par, Bairro Serra Verde, Belo Horizonte/MG, CEP 31.630-901), de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

PRÊMIO CENA MINAS

O Prêmio Cena Minas tem como objetivo incentivar as produções de teatro, dança e circo por meio do estímulo à produção e pesquisas de linguagens. Além disso, a premiação fomenta a circulação artística e contribui para a formação de público em artes cênicas.

Em sete edições, o Prêmio Cena Minas atingiu uma marca de 307 projetos contemplados, beneficiando 140 cidades beneficiadas com ações do prêmio por edição. Desde o seu lançamento, o programa investiu cerca de R$ 9,3 milhões direcionados ao fomento do teatro, da dança e do circo, em suas diversas expressões artísticas.

SERVIÇO

EDITAL DE CHAMAMENTO PÚBLICO DO PRÊMIO CENA MINAS

Período de inscrições: até o dia 29 de dezembro

Inscrições presenciais:

De segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, no Protocolo Central da Cidade Administrativa (Rodovia Papa João Paulo II, 4001, Prédio Gerais, 1° andar, lado par, Bairro Serra Verde, Belo Horizonte/MG, CEP 31.630-901).

Inscrições via Correios

Protocolo Central da Cidade Administrativa (Rodovia Papa João Paulo II, 4001, Prédio Gerais, 1° andar, lado par, Bairro Serra Verde, Belo Horizonte/MG, CEP 31.630-901)

 

A Secretaria de Estado de Cultura esclarece detalhes sobre o decreto 47.325/2017publicado na edição desta sexta (29) no Diário Oficial de Minas Gerais com relação à Lei Estadual de Incentivo à Cultura. A principal novidade refere-se à flexibilidade na apresentação da declaração de incentivo (DI), a saber:

- Os proponentes que tiveram seus projetos autorizados a captar devem protocolar sua declaração de incentivo (DI) até o dia de hoje, 29 de dezembro, conforme previsto no edital lançado em maio de 2017.

- Excepcionalmente, serão aceitas declarações de incentivo que não estejam completas, ou seja, que ainda não tenham conseguido a assinatura do patrocinador ou qualquer outra pendência com relação a este formulário. ATENÇÃO: mesmo com pendências, é imprescindível que o documento seja protocolado hoje. Sem este protocolo, nenhuma documentação apresentada posteriormente será considerada.

- Os documentos devem ser enviados via correios ou protocolados em algum dos endereços a seguir, respeitados os respectivos prazos de funcionamento:

Cidade Administrativa – Belo Horizonte. Superintendência de Fomento e Incentivo à Cultura –Prédio Gerais, 4º andar (até 18h).

Unidade de Atendimento Integrado – UAI Praça Sete Belo Horizonte – Avenida amazonas, 478, Centro, Belo Horizonte, Minas Gerais (até 18h30)

Superintendências Regionais da Fazenda:

SRF Endereço Cidade Telefone
BELO HORIZONTE Av. Afonso Pena, nº 3892 - 11º andar - Cruzeiro Belo Horizonte (31)3289-6921
DIVINÓPOLIS Rua Mato Grosso, nº 600 - 5º andar - Centro Divinópolis (37)3301-2100
GOVERNADOR VALADARES Rua Peçanha nº 662 - 9º andar - Centro Governador Valadares (33) 3203-3700
IPATINGA Av. Vinte e Oito de Abril, nº 630/640 - Centro Ipatinga (31) 2136-4100
JUIZ DE FORA Rua Halfeld, nº 414 - Sala 206 Juiz de Fora (32) 3313-2300
MONTES CLAROS Av. Major Alexandre Rodrigues nº 223 - Ibituruna Montes Claros (38) 3229-7800
UBERABA Rua Gabriela Castro Cunha, nº 450 - Vila Olímpica Uberaba (34)3318-8800
UBERLÂNDIA Praça Tubal Vilela, nº 165 - 10º Andar Uberlândia (34)3292-8600
VARGINHA Av. Celina Ferreira Ottoni, nº 39 - Jardim Vale dos Ipês Varginha (35) 3068-0100
CONTAGEM Av. Babita Camargos nº 766 - 3º andar - Cidade Industrial Contagem (31) 3306-0700

IMPORTANTE!

- Os documentos que estiverem pendentes, conforme descrito no item 8.6 do Edital LEIC 2017, poderão ser complementados ou corrigidos no prazo de até sessenta dias, contados a partir de 31 de dezembro de 2017.

Dúvidas podem ser esclarecidas nos telefones 31 3915 2717, 2691 ou 2698. Ou pelo email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

SECRETARIA DE ESTADO DE CULTURA

 

As câmaras temáticas são agrupamentos de instituições que compõem o Conselho Nacional de Turismo, com o objetivo de identificar e discutir assuntos específicos capazes de impactarem na consecução da Política Nacional do Turismo.


Para o secretário de Turismo, Ricardo Faria, essa posição de Minas Gerais só foi possível com muito trabalho. “Somos referência na política de regionalização, com mais de 70% do Estado participante. Nossa vocação turística fica evidente com esse crescimento que mostra também que o Governo de Minas Gerais, por meio da Setur, está trabalhando para fomentar o setor enquanto fator de desenvolvimento econômico”.


Conselho Nacional de Turismo (CNT)


O Conselho Nacional de Turismo é um órgão colegiado com a atribuição de assessorar o ministro do Turismo na formulação e na aplicação da Política Nacional de Turismo e dos planos, programas, projetos e atividades derivados. É composta por representantes do governo federal e dos diversos segmentos do turismo totalizando 70 conselheiros de instituições públicas e entidades privadas do setor em âmbito nacional.


 

imagem de destaque
 
Na próxima quinta-feira (7/12), às 17h, a Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop) abre a visitação e votação popular do 45º Concurso Nacional de Presépios, na sede do Rosário. O concurso, que chega à 45ª edição, busca estimular e valorizar a arte e a tradição religiosa, permitindo que artesãos, artistas e quaisquer interessados usem de sua criatividade para a elaboração dos trabalhos.

Os presépios ficam abertos a votação popular, permitindo que cada pessoa indique, por meio de uma cédula, a obra que mais lhe agradar. Os visitantes terão acesso a variadas releituras do costume natalino. 

Premiação

Serão quatro premiações que somam um total de R$ 3.200. No primeiro momento, três obras serão indicadas por um júri técnico, no dia da abertura da exposição sendo premiadas com os valores de R$ 1.000, R$ 700 e R$ 500, respectivamente.

A seguir, os demais presépios, com exceção do melhor avaliado, serão votados pelo júri popular. Uma cédula será entregue aos visitantes na Galeria de Arte Nello Nuno, em Ouro Preto/MG, local onde as obras ficarão expostas até o dia 6 de janeiro de 2018.

Ao final da exposição, os votos serão apurados e o ganhador recebe um prêmio no valor de R$1.000. As premiações serão entregues até o dia 30 de março de 2018.

Os trabalhos congratulados com as premiações citadas acima serão incorporados ao acervo de presépios da Faop.

Presépios

A representação do nascimento de Jesus Cristo, em Belém, norte de Israel, cercado de animais, anjos, pastores e dos três reis magos – Baltazar, Belchior e Gaspar – teve início no século XIII, pelas mãos de São Francisco de Assis, com o objetivo de tornar mais fácil a assimilação da história pelos camponeses da época.

O costume, assim como a fé cristã, ganhou o mundo com as colonizações. No século XVII, o religioso Gaspar, homônimo do rei mago, de Santo Agostinho criou o primeiro presépio no Brasil, na cidade de Olinda/PE.

Serviço: 

Abertura do 45º Concurso Nacional de Presépios
Local:
Rua Getúlio Vargas, 185, bairro Rosário, em Ouro Preto/MG
Data: 7 de dezembro de 2017 (quinta-feira)
Horário: 17h
Público: Moradores e turistas
Entrada gratuita
Informações: (31) 3552-2480 ou Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

A Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais (Setur-MG) publicou, no dia 28/12/2017, a relação dos municípios habilitados no ICMS Turismo, os valores dos índices definitivos de Investimento em Turismo dos Municípios (IIT) e de participação para fins de distribuição da parcela de ICMS pelo critério turismo em 2018, ano-referência 2016.

 

 

Publicação dos municípios habilitados e dos índices provisórios para repasse do ICMS critério turismo.


O governador Fernando Pimentel lançou nesta terça-feira (5/12), durante a abertura da 28ª Feira Nacional de Artesanato, no Expominas, em Belo Horizonte, o Projeto +Artesanato, a primeira política pública de artesanato do Estado. O objetivo é coordenar as ações que vão incentivar a formalização e a organização da cadeia produtiva formada por artesãos e associações.

Será instituído o Comitê Gestor do projeto, para coordenar a elaboração do Plano Quadrienal, estabelecer diretrizes e regras para a Casa do Artesanato Mineiro e desenvolver as marcas do Projeto +Artesanato. A casa será um espaço público destinado à capacitação dos artesãos e ao fortalecimento da cadeia produtiva do artesanato.

Ao lado da presidente do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas), Carolina Pimentel, o governador Fernando Pimentel lembrou que a criação de uma política pública voltada para o setor era uma demanda antiga.

"O que nós estamos celebrando aqui é a importância dessa atividade para Minas Gerais, que faz parte da nossa cultura, da nossa tradição. Vou mais fundo. Faz parte da nossa alma. O artesanato, no fundo, nunca esteve no centro das preocupações do governo, e agora está. O que nós fizemos aqui hoje é o sonho que o setor tinha há muito tempo e que, agora, se realiza: criar uma política pública. E aí tem os instrumentos para isso, daí a importância do edital da Codemig (Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais) de fomento para as associações e cooperativas de artesãos. Então, é trazer permanentemente a atividade do artesanato para o centro do governo, como querem os mineiros e as mineiras”, afirmou.

Fernando Pimentel ainda pontuou que o artesanato é uma atividade que está presente em todas as regiões do Estado. "O artesanato retrata aquilo que Minas representa. Alguém poderia perguntar qual Minas, e eu diria todas, já que Guimarães Rosa disse que são muitas Minas. A Minas cafeeira do Sul, a Minas sertaneja do Norte, a Minas industrial e mineral aqui do Centro, a Minas montanhosa da Serra da Mantiqueira e da Serra Gerais, enfim, todas as Minas estão representadas na atividade do artesanato. A Minas rebelde dos Inconfidentes, mas também a Minas religiosa, meio beata, quase carola das cidades históricas, que também faz parte da nossa tradição. Todas as Minas. Com todas as dificuldades que vocês conhecem, que são muitas, nós continuamos do lado certo, do lado dos valores de Minas Gerais, do lado do nosso povo trabalhador", concluiu.

Durante o evento foi assinado pelo governador decreto instituindo cinco grupos de trabalho encarregados de elaborar o diagnóstico e propor medidas e políticas que constarão no Plano Quadrienal de Desenvolvimento do Artesanato de Minas Gerais. São eles: Legislação e Políticas Públicas; Comercialização; Desenvolvimento Regional; Inclusão e Desenvolvimento Social; Salvaguarda dos Mestres Artesãos.

Um terceiro documento assinado durante a abertura da feira define como prioridade o lançamento de edital de seleção de proposta visando ao fortalecimento e fomento das cooperativas e associações de artesanato em Minas Gerais. O investimento, por parte da Codemig, é de R$ 1,8 milhão, valor que beneficiará 18 associações ou cooperativas de artesãos nos 17 Territórios de Desenvolvimento do Estado. Cada entidade selecionada receberá até R$ 100 mil.

A presidente do Instituto Centro de Capacitação e Apoio ao Empreendedor (Centro Cape), Tânia Machado, lembrou que o artesanato é uma forma de geração de renda e emprego. Segundo ela, a criação do programa será um incentivo importante para esse setor. "Tem 14 anos que aguardamos um programa como esse do governo. A feira deve vender R$ 60 milhões. Para vender isso, a estimativa é que adquiriu R$ 24 milhões em insumos. O artesanato é importante para geração de renda e emprego. Muitas indústrias começaram a vida artesanalmente, o que mostra que o artesanato pode se formalizar e sindicalizar. Se antes já fazíamos muito, agora faremos ainda mais com este programa do governo, que tem sido um parceiro", afirmou.

Segundo o secretário de Estado de Desenvolvimento Integrado e Fóruns Regionais, Wadson Ribeiro, o artesanato de Minas Gerais corresponde a 10% do setor nacional. "Isso representa algo em torno de 300 mil artesãos, movimentando cerca de R$ 300 milhões por ano. Então, é importante ter um programa voltado para esse setor, algo que está acontecendo pela primeira vez. Uma política mineira voltada para o artesanato vai ensejar em programas como esse para apoiar as associações de artesãos, estimular a participação em feiras", disse, lembrando que a feira aquece a economia mineira.

A feira

A 28ª Feira Nacional de Artesanato vai até o próximo domingo (10/12) e ocupará todo o pavilhão do Expominas com 1.200 estandes e a participação de 7.000 artesãos de todo o Brasil. Destes, mais de mil são provenientes dos diversos Territórios de Desenvolvimento de Minas Gerais. A expectativa é de que o evento movimente R$ 60 milhões e receba um público de aproximadamente 180 mil pessoas.

Anualmente, o setor de artesanato movimento cerca de R$ 2,2 bilhões em Minas Gerais. O Estado liderou o ranking dos estados brasileiros que mais exportaram artesanato em fevereiro de 2017.

Também participaram do evento, entre outras autoridades, os secretários de Estado de Planejamento e Gestão, Helvécio Magalhães, de Cultura, Angelo Oswaldo, de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Pedro Leitão, de Desenvolvimento Agrário, Professor Neivaldo, e de Desenvolvimento do Norte e Nordeste, Epaminondas Pires de Miranda, a presidente do Iepha, Michele Arroyo; o diretor-geral do Idene, Gustavo Xavier, o vice-presidente da Fiemg, Agnaldo Diniz, a diretora de Fomento à Indústria Criativa da Codemig, Fernanda Machado, e o deputado estadual Thiago Ulysses, além de artesões.

Fomentando o setor em Minas Gerais, os convênios, no valor de 360 mil reais, preveem o projeto e a instalação de um portal de entrada que tem como foco incentivar o turismo transmitindo boas vindas a quem chega e, também, mostrando um pouco do que o município pode ofertar.

 

Abaeté, Araújos, Campo do Meio, Claraval, Córrego Fundo, Formiga, Gouveia, Guidoval, Igaratinga, Maravilhas, Novo Oriente de Minas e Piumhi foram as cidades contempladas até o momento.

 

Para o secretário de Estado de Turismo de Minas Gerais, Ricardo Faria, o portal de embelezamento é uma ferramenta extremamente importante para beneficiar o setor. “Por meio dos portais que ficarão alocados na entrada principal da cidade, o município poderá desejar de forma simbólica boas vindas aos turistas. Além disso, essa é uma forma estratégica de convidar os visitantes a conhecer melhor os atrativos que o local possui”, destaca.

 

“Hoje é essencial que as cidades tenham um diferencial. Com a assinatura dos convênios, os municípios agraciados poderão usufruir de mais um instrumento de apoio e promoção ao turismo”, reforça Ricardo Faria.

 

“Estamos otimistas com a chegada do portal para nossa cidade. Dessa forma, apostamos no turismo como fator de desenvolvimento, contribuindo com a geração de emprego e renda visando ao desenvolvimento social”, comemora o prefeito de Novo Oriente de Minas, Fabinho.


 

imagem de destaque Pedro Mendes -A exposição "Índia", de Pedro Mendes, está entre as selecionadas

 

A Galeria de Arte da Cemig receberá, nos próximos dois anos, exposições individuais de oito artistas selecionados na 24ª Concorrência de Talentos, que, em sua diversidade de estilos e formas, compõem um panorama atual da arte contemporânea em Minas Gerais.

O Conselho Curador da galeria analisou 89 projetos inscritos, dos quais foram selecionadas oito propostas que irão ocupar, em 2018 e 2019 o Espaço Cultural Cemig, localizado no saguão do edifício sede da companhia, no bairro Santo Agostinho, em Belo Horizonte. A seleção foi feita pelos críticos de arte Márcio Sampaio, Sérgio Rodrigo Reis e Guilherme Horta.

Obras selecionadas

As obras selecionadas trazem estilos e propostas diversas, por meio da utilização de técnicas variadas. Quadros da artista Maíse Couto, à base de tintas a óleo, acrílica e carvão vegetal, e de Joaribe, com óleo sobre telas, são dois destaques da programação.  A fotografia também estará representada pelas exposições “Índia”, de Pedro Mendes, e “BH – Milhares de Brilhos Vidrilhos”, de Mario Carazzato.

Alexandre Menezes e Renato Morcatti foram selecionados para apresentar seus desenhos e pinturas. “Horizontes”, proposta de Alexandre Menezes, será composta por pinturas e desenhos, e “Casta”, de Renato Morcatti, apresentará trabalhos feitos com grafite e carvão sobre papel e aço e, também, esculturas em cerâmica. Esculturas em madeiras são o tema da exposição do artista Sérgio da Silva Martins, enquanto a artista Bya Medeiros foi selecionada com uma proposta de instalações produzidas a partir de tapetes de terra, cerâmica e fotos.

30 anos de sucesso absoluto

A Galeria de Arte é um sucesso absoluto de público, durante seus 30 anos de existência. O espaço, inaugurado na década de 80, foi responsável pela associação da marca da Empresa ao meio cultural mineiro, relacionando a Cemig com a sustentabilidade e a democratização da arte, em um espaço aberto e gratuito.

Nos últimos anos, grandes nomes passaram pelo espaço cultural da Cemig por meio da Concorrência de Talentos, dentre os quais, Adel Souki, Eymard Brandão, Fabrício Fernandino, Fátima Pena, Lauro Roberto Lisboa, Maurino Araújo e Orlando Castaño. Personalidades ligadas às artes, como a colecionadora Márcia de Moura Castro, e artistas, como Mário Zavagli, criaram exposições especialmente para comemoração dos aniversários da Empresa.

Artistas selecionados para o calendário 2018/2019 da Galeria de Arte da Cemig:

- Alexandre Menezes, com a exposição "Horizontes"

- Bya Medeiros, com a exposição "Paisagem – Impermanências, 2017"

- Joaribe, com a exposição "Real de Lúdico"

- Maíse Couto, com a exposição "Tu És Eu, Eu Sou Tu"

- Mario Carazzato, com a exposição "BH – Milhares de Brilhos Vidrilhos"

- Pedro Mendes, com a exposição "Índia"

- Renato Morcatti, com a exposição "Casta"

- Sérgio da Silva Martins, com a exposição "Cotidiano"

* Reportagem de Raphael Vidigal publicada no jornal O Tempo em 27 de dezembro de 2017.

As vozes de Luís Carlos Prestes, Fidel Castro, Yasser Arafat, Carlos Lacerda, Eric Hobsbawn. As letras de Gabriel García Márquez, Augusto Boal, Otto Lara Resende, Dom Paulo Arns. Imagens raras de Paulo Coelho, Raul Seixas, Assis Chateaubriand, Olga Benário. Todo esse material em forma de fitas, vídeos, fotos, cartas e outros suportes pertence ao jornalista Fernando Morais, 71, que desde janeiro acena com a vontade de doá-lo para sua cidade natal, Mariana. “A ideia surgiu porque tenho uma biblioteca numerosa, em torno de 5.000 exemplares, a maioria de não ficção. Eu pretendia doar para algum lugar, mas, quando fui mexer, descobri que, além de livros, sou um guardador de coisas”, conta.

Quase um ano depois, o projeto Casa de Mariana, inicialmente previsto para ser instalado na residência onde o escritor nasceu, começa a sair do papel. Uma parceria ampla entre Governo do Estado de Minas Gerais, Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), Academia Marianense de Letras e Instituto Fernando Morais vai propiciar a construção do espaço numa rua histórica de Mariana, onde viveu o major Diogo de Vasconcelos no século XVIII. As obras estão previstas para o começo do próximo ano.

Secretaria viabiliza instalação da biblioteca de Fernando Morais na cidade de Mariana

“Quando coloquei uma postagem singela nas redes sociais falando desse meu plano, uma alma caridosa me procurou querendo doar uma quantia de dinheiro para ajudar. Alguém que eu nem conhecia e pediu para se manter anônimo”, revela. “Só que aí a negociação com o atual dono da casa onde nasci emperrou, porque ele pediu um valor fora da realidade. Tenho a impressão de que ele achou que a gente tinha muita grana. Reportei isso ao doador, e ele disse que o dinheiro era para ser investido nesse projeto, fosse onde fosse”, completa Morais.

Centro cultural. Atualmente, um grupo de três professores e oito estagiários da Ufop trabalha para digitalizar todo o acervo cedido pelo escritor. “Estando na nuvem, como dizem, um pesquisador do Cazaquistão que quiser escrever um ensaio sobre Getúlio Vargas vai encontrar muito do que precisa sem sair da terra dele”, avalia Morais.

A intenção é criar, para além de um museu, um centro cultural, onde oficinas, palestras e seminários farão parte do calendário. “O primordial é ir mudando a vocação da cidade. Mariana não pode ter sua receita refém apenas da mineração, o que sempre traz riscos à natureza. Aliás, essa observação, para os moradores dali, é falar de corda em casa de enforcado”, declara, em referência ao trágico rompimento de uma barragem que completou dois anos no mês de novembro.

“Tiradentes conseguiu se tornar um ponto anual para cinema e gastronomia. Vem cozinheiro do mundo inteiro fritar um ovo aqui”, brinca. “Se a Casa de Mariana contribuir nesse sentido, para mim já está pago”, garante Morais.

Para isso, ele promete se valer de amizades forjadas durante 50 anos de atividade profissional. “Posso pedir ao Mario Prata para dar quatro dias de oficinas sobre dramaturgia, novela. Chamar o Oliver Stone, que é o único que tem três Oscars, dois como diretor e um como roteirista, para ele ministrar aulas de roteiro, olha que luxo, e tudo de graça para quem vai assistir”, sustenta.

Com obras traduzidas em inúmeros idiomas, a escolha por Mariana passou longe do acaso. “Não sou um marianense só oficial. Sempre que tenho um tempo escapo para lá. Todos os meus livros, no ‘quem é o autor’, falam que nasci em 1946 e sou de Mariana, estejam eles traduzidos em russo, chinês, polonês ou japonês”, informa.

Política. Além de correspondências e diversas anotações para entrevistas, biografias, reportagens e provas documentais de sua atuação política (foi deputado e secretário de Cultura e Educação), o entrevistado se deparou com curiosidades que decidiu chamar de “fetiches e cacarecos”. “Tenho a placa original do carro dos pistoleiros da rua Tonelero (na tentativa de assassinato a Carlos Lacerda em 1954), o relógio de ouro que Muamar Kadafi me deu, uma caixa de charutos de prata portuguesa com uma dedicatória de Fidel Castro e um taco de beisebol com um bilhete escrito por Hugo Chávez”, enumera. E para 2018 ele já tem outro projeto engatilhado. “Estou escrevendo um livro sobre o Lula, que começa no dia da prisão dele em abril de 1980 e termina quando ele entrega a faixa presidencial para a Dilma, em 2011”. 


A feira é um dos eventos mais importantes do setor na América Latina e tem como objetivo divulgar e promover a comercialização de produtos artesanais produzidos nos diversos municípios turísticos do estado. Na última edição, contou com mais de 7000 expositores e mais de 158.000 visitantes.

Inserido no Calendário Brasileiro de Exposições e Feiras, publicado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o evento cultural oferece ainda aos artesãos e artistas locais infraestrutura para popularizarem seus produtos diretamente com o consumidor final.

A Setur-MG terá oportunidade de participar do evento apresentando os circuitos turísticos do Estado por meio do artesanato. Sendo eles: Veredas do Paraopeba, Pico da Bandeira, Vilas e Fazendas de Minas, Verde Trilhas dos Bandeirantes, Lago de Três Marias, Grutas, Caminhos Verdes de Minas, Lago de Furnas, Nascentes do Rio Doce, Pico da Bandeira, Serras de Minas e Velho Chico.

O artesanato ganha destaque no Brasil e no mundo e impressiona aqueles que têm curiosidade em saber de onde vem e como é feito, o que repercute especialmente no setor turístico. “Minas Gerais se destaca diante das riquezas de opções de produtos feitos por artesãos. Com isso, os produtores podem vender sua arte movimentando a cadeia produtiva do turismo e desenvolver economicamente a região, por meio da comercialização de produtos exclusivos”, conta o secretário de Estado de Turismo de Minas Gerais, Ricardo Faria.

“Além disso, os turistas podem levar um pedacinho de Minas Gerais para eternizar sua passagem em solo mineiro. Seja uma lembrança ou um presente, o artesanato mineiro está gerando muitos frutos para as regiões e, consequentemente para o nosso turismo”, conclui.

Mais informações:  http://www.feiranacionaldeartesanato.com.br

Com mais de 90 anos de vida, a Banda de Música Santa Cecília de São Gonçalo da Ponte de Belo Vale acaba de ganhar um registro documental sobre sua bela história. Viabilizado pelo Fundo Estadual de Cultura, o jornalista Tarcísio Martins publica o livro “Memórias: Retratos da Banda de Música Santa Cecília de São Gonçalo da Ponte de Belo Vale”. 

O lançamento ocorreu nas cidades de Congonhas, Belo Horizonte e Belo Vale, e contou com a participação de grupos folclóricos, homenagens a músicos e diretores da banda. A publicação debruça-se sobre a trajetória da “Banda Santa Cecília”. A pesquisa revela o expressivo trabalho da corporação, com ponto de partida em foto de 1923. A ‘Lyra Bello Vallense Santa Cecília’, corporação pioneira, era formada por mestres das letras e da música, formadores de novos valores, difusores das orquestras, coros de igrejas, saraus e corporações musicais. Mestres que nasceram em vilas, nas encostas da Serra da Moeda, Médio Paraopeba, e fizeram ecoar seus sons pelo belo vale.

O livro aborda traços da origem das bandas de música em Minas e no Brasil; destaca suas manifestações nas infantarias militares, aponta sua relação com festejos religiosos e eventos populares, como meio de interação social com as comunidades, e contextualiza apresentações da Banda Santa Cecília em encontros sociais, políticos e culturais que marcaram o desenvolvimento da cidade. O projeto é uma realização da Associação do Patrimônio Histórico, Artístico e Ambiental de Belo Vale (APHAA-BV).

O desafio para a sobrevivência das bandas de música, que se acomodam e deixam de existir é ponto de alerta na publicação. O autor sugere que essas corporações sejam reconhecidas e preservadas como patrimônio imaterial em cada município onde estão estabelecidas. “O que está motivando que as bandas de música caminhem rumo ao esquecimento, silenciando ruas e praças, sem os sons de seus instrumentos”, questiona o autor.

(*) Com informações do site Correio de Minas.

PROGRAMA BANDAS DE MINAS

A Secretaria de Estado de Cultura possui o programa Bandas de Minas, que atua na promoção, valorização e permanência das bandas civis por meio da doação de instrumentos musicais, vestimentas e indumentárias, realização de oficinas, realização de pesquisas e registros, encontros de bandas, entre outras ações de fomento a essa tradicional manifestação artística de Minas Gerais.

Com valor total de R$ 1 milhão, o edital está com inscrições abertas até o dia 22 de janeiro. Destina-se à compra de aproximadamente instrumentos para bandas civis de música como forma de contribuir para a manutenção e o aperfeiçoamento desta importante manifestação artística. É promovido em parceria com a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (CODEMIG).

Outras informações pelo telefone (31) 3915-2650 e (31) 3915-2671, pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo link http://bit.ly/2DgflEy


 Estado de Minas

(foto - Beto Novaes_EM_DA Press)

por Gustavo Werneck

De volta à cena para encantar, preservar a história e disseminar cultura. Quase seis anos longe dos olhos dos moradores e visitantes, um espaço emblemático do Museu Mineiro, no Circuito Cultural Praça da Liberdade, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, reabre as portas completamente restaurado e com nova adequação das obras de arte, valorizando, assim, o acervo com seis telas de autoria de Manuel da Costa Ataíde (1762-1830), mestre do Barroco, e de outros expoentes da pintura. Na celebração dos 120 anos da capital, a reinauguração da Sala das Sessões marca a conclusão das intervenções no prédio da Avenida João Pinheiro, antiga sede do Senado Mineiro, e os 35 anos da unidade, vinculada à Secretaria de Estado da Cultura.

Entre as novidades para o aniversário de BH, informa Andréa de Magalhães Matos, superintendente de Museus e Artes Visuais (Sumav) da Secretaria de Estado da Cultura, está a mostra Primeiros registros – a data de abertura será divulgada durante a semana –, com mais de 100 obras do Museu Mineiro, Arquivo Público Mineiro e Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha). Na Galeria de Exposição Temporária, estará um panorama da trajetória da cidade por meio de quadros, fotografias, documentos, plantas cadastrais e objetos, com destaque para uma tela retratando o engenheiro construtor Aarão Reis (1853-1936) com o projeto original de BH nas mãos, e uma bonequinha de biscuit que pertenceu à menina Alice, uma das que participaram do primeiro sorteio de lotes da nova capital.

“Este é um museu mineiro, com obras de artistas mineiros ou daqueles que retrataram Minas Gerais”, ressalta Andréa, orgulhosa por dirigir uma instituição que guarda a memória do estado e muito da capital. No total, são 3,5 mil peças, das quais 700 em exposição e de várias épocas e estilos. “Nosso objetivo é manter o dinamismo do museu, formar novos públicos e valorizar movimentos artísticos e culturais”, afirma.

foto - Beto Novaes_EM_DA Press

SURPRESAS Como dizia um poeta, trata-se, nesse momento, de um “museu de grandes novidades”. Quem entrar na construção em estilo eclético terá outras boas surpresas além da Sala das Sessões, agora com o forro e as pinturas parietais (feitas diretamente no reboco) reluzentes sob a iluminação expositiva e própria para destacar o acervo pictórico. No hall, pode ser admirado outro conjunto de pinturas parietais, que, conforme pesquisas, tem autoria do mesmo artista que trabalhou no Palácio da Liberdade, o alemão Frederico Steckel (1834-1921). A superintendente conta que foram removidas seis camadas de tinta até se chegar ao original.

Bem na entrada, estão em exposição obras de autoria do pintor natural de Ouro Preto Honório Esteves (1869-1933). Todos os quadros retratam personagens masculinos, destaca a superintendente, e, de cara, causa grande impacto a figura de um egípcio. Caminhando um pouco mais, fica-se frente a frente com a Sala dos Monarcas e vale o convite para contemplar as figuras, em óleo sobre tela, de dom João VI, Pedro II, dona Maria I e o brasão da família real.

No primeiro pavimento, mais perto da avenida, fica a Sala Jeanne Milde, homenagem à escultora belga (1900-1997) que chegou a BH em 1929, numa missão pedagógica europeia, para trabalhar no ensino de arte e educação. Os olhos não se cansam de admirar a escultura As adolescentes, verdadeira poesia feita com o cinzel. Sem pressa, tem-se a chance de conhecer o acervo moderno, com pinturas de Guignard (1896-1962) e trabalhos de Amílcar de Castro, Márcio Sampaio, Mário Silésio e Érico de Paula. “Este acervo é permanente, com obras datadas de 1929 em diante”, explica Andréa.

A conclusão das obras de restauro emociona a equipe do Museu Mineiro. “Estamos extasiados”, revela Andréa, revelando que foram empregados R$ 250 mil, via lei estadual de incentivo à cultura, com patrocínio da Cemig. “Não gastamos nada além disso, a curadoria foi daqui mesmo, enfim, fizemos milagre.”

foto - Beto Novaes_EM_DA Press

TESOUROS O casarão da Avenida João Pinheiro, antes de abrigar o Museu Mineiro, teve múltiplas serventias – residência de secretários de governo no início de BH, Senado e na década de 1960 a 1981, Pagadoria do Estado. Hoje, leva os visitantes a fazer uma viagem sensorial ao caminhar por ambientes distintos e admirar imagens, oratórios e prataria, a maioria originária da Coleção Geraldo Parreiras, adquirida pelo estado em 1978. Na Sala das Colunas, causa impacto o pórtico de madeira trabalhada, com anjos, que pertenceu a uma igreja, já demolida, do interior. Nas vitrines, é de encher os olhos as imagens de Santana Mestra, São José de Botas, Nossa Senhora da Conceição e outros santos.

O olhar curioso do visitante vai encontrar muitas preciosidades: a colher de pedreiro que assentou a primeira pedra da construção da Cidade de Minas, nome anterior a Belo Horizonte – a ferramenta, com inscrição datada de 7 de setembro de 1895, tem lâmina de ouro e prata e cabo de madeira e estará na mostra Primeiros registros; o livro contando a festa do Triunfo Eucarístico, realizada em Ouro Preto em 21 de maio de 1733, e considerada pelos estudiosos uma das mais ricas e belas do Brasil colonial; um relógio pertencente a Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes (1746-1792), e outros objetos que contam parte da história de Minas. Na Sala das Sessões, vale a pena ficar longos minutos observando a o quadro A má notícia, datado de 1897 e de autoria do mineiro Belmiro de Almeida (1858-1935).


SERVIÇO

Museu Mineiro: Avenida João Pinheiro, 342 – Bairro Funcionários, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte
Aberto às terças, quartas e sextas, das 10h às 19h; às quintas, das 12h às 21h; e sábados e domingos, das 12h às 19h
Telefones: (31) 3269-1103 e 1106 (visitas de grupos devem ser marcadas com antecedência)
Entrada franca

Camadas do tempo

Em maio, conforme mostrou o Estado de Minas, foi descoberta no Museu Mineiro, sob seis camadas de tinta, a última delas na cor preta, um conjunto de pinturais parietais – feitas diretamente nas paredes, sobre o reboco. São figuras aladas, folhas de acanto e outras ornamentações. Um mês antes, especialistas do Grupo Oficina de Restauro, de BH, iniciaram os serviços de recuperação nessa área do museu. Tudo começou com a prospecção na parede pintada de preto, e, após a intervenção, a equipe descobriu várias camadas de marrom, de massa e outros materiais e cores diferentes. No ambiente ao lado, que era preto e agora exibe um tom pêssego, dando mais leveza ao ambiente, não houve registro desses trabalhos, tão em moda na BH do início do século 20.

1895
O acervo do Museu Mineiro começa a ser constituído com a criação, em Ouro Preto, do Arquivo Público Mineiro

1910 

Lei 528, de 20 de setembro, autoriza a formação de coleções de objetos para composição do futuro museu

1977
Decreto 18.606 determina a implantação do Museu Mineiro e o desvincula do Arquivo Público

1978
Museu recebe 187 peças de arte sacra (séculos 18 e 19) da coleção Geraldo Parreiras, adquirida nesse ano pelo governo do estado

1982
Museu é inaugurado em 10 de maio e funciona no prédio do antigo Senado Mineiro

1984
Em abril, museu passa a ser vinculado à recém-criada Secretaria de Estado da Cultura

2002
Término do processo de revitalização do Museu Mineiro, iniciado em 1999, que culminou na abertura da exposição Colecionismo mineiro

2012
Em 18 de janeiro, Museu Mineiro é reaberto, com espaço multiuso e novos sistema elétrico, projeto luminotécnico, pintura e museografia

2017
Em dezembro, são concluídas as obras de restauração do museu, com a reabertura da Sala das Sessões


O período de inscrições para o Programa Bandas de Minas ficou mais elástico. Os proponentes ganharam mais tempo para se inscreverem e agora têm até o dia 22 de janeiro de 2018 para submeterem os projetos à Secretaria de Estado de Cultura (SEC). O edital disponibiliza R$ 1 milhão para a compra de aproximadamente instrumentos para bandas civis de música como forma de contribuir para a manutenção e o aperfeiçoamento desta importante manifestação artística. Promovido em parceria com a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (CODEMIG), o edital pode ser acessado aqui. Os projetos devem ser inscritos presencialmente na SEC ou encaminhado via Correios.

Com cerca de 700 bandas de música espalhadas por seus territórios de desenvolvimento, Minas Gerais é o estado com maior número de registro de bandas e celeiro de músicos desta tradição. “Gosto de lembrar sempre de uma frase do saudoso arcebispo mineiro Dom Oscar Oliveira que dizia que festa sem banda é arroz doce sem canela, não tem gosto. Em nosso estado nós sabemos disso, seja em uma festa cívica, militar ou religiosa, a banda de música é essencial”, pontua o secretário de Estado de Cultura, Angelo Oswaldo.

Além de contemplar as Bandas Civis de Música, o edital 2017 também irá atender bandas militares em funcionamento na Polícia Militar e nos Bombeiros, que serão contemplados com a doação de 200 instrumentos musicais, no valor total de R$ 500 mil.

PROGRAMA BANDAS DE MINAS

O programa atua na promoção, valorização e permanência das bandas civispor meio da doação de instrumentos musicais, vestimentas e indumentárias, realização de oficinas, realização de pesquisas e registros, encontros de bandas, entre outras ações de fomento a essa tradicional manifestação artística de Minas Gerais.

SERVIÇO

EDITAL DO PROGRAMA BANDAS DE MINAS 2017

Período de inscrições: 22 de janeiro de 2018, via correios ou presencialmente

Inscrições presenciais: de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h

Endereço:

Secretaria de Estado de Cultura - Superintendência de Interiorização e Ação Cultural

Diretoria de Programas e Articulação Institucional

Cidade Administrativa - Edifício Gerais - 5º andar (Rodovia Papa João Paulo II, 4001 - Bairro Serra Verde, 31630-901 - Belo Horizonte/MG)


Livros e rios como pessoas

Acesse a matéria original aqui.

…com o tempo, as pessoas que mais nos acompanham na vida talvez sejam livros. No meu caso, as pessoas que mais demoram na minha vida são mesmo feitas de papel. Valter Hugo Mãe

 

Por Plauto Cardoso (*)

EL ARGENTINO

Em 47 anos de vida, me mudei 34 vezes. Fiz essas contas pensando alto durante o embarque de minhas caixas no caminhão que levaria minha última mudança do Rio de Janeiro para a capital mineira, Belo Horizonte. Notei que contava em voz alta ao ouvir um suspiro do caminhoneiro que lamentava não me ter encontrado antes, assegurando-me que já teria se aposentado.

Jurei que desta vez voltava a Belo Horizonte sem cozinhar um plano de fuga internacional no caminho. Era a quarta vez que por algum motivo a cidade me atraia de volta.

34 mudanças. Quando chego a Belo Horizonte com a outra parte da mudança agora vindo da minha doce e vibrante Buenos Aires, minha esposa sabia exatamente em quais malas estavam meus livros: as únicas cujo conteúdo precioso para seu dono era denunciado pelo investimento em embalagens plásticas especiais e apólice de seguro.

Quando se mudava para assumir o cargo de juiz na fronteira com a Guiana Francesa, no então território do Amapá, um dos barcos que levava os livros do meu pai começa a se afundar. Sem hesitar e pensar no risco a que expunha sua vida, meu pai de pronto se joga nas águas incertas do Rio Amazonas na tentativa de salvar a vida daqueles que iriam lhe fazer companhia no meio da selva, longe de sua esposa e filhos: seus livros. Guardo até hoje alguns exemplares ainda marcados pelas manchas das águas amazonenses. Sempre imagino que me foram doados como lembrança de como se deve tratar livros.

Clarice Lispector dizia que a coluna que mantinha no Jornal do Brasil a sequestrava intelectualmente a semana inteira. A escrita, antes mesmo de existir, já opera sua transformação no mundo do próprio autor. “O eco é anterior à voz que pronunciamos”, nos recorda o cantor espanhol Enrique Bunbury.

Diria que o fato de se escrever para um jornal nos aguça mais ainda a percepção. O deslocamento de nossa ótica é tão significativo que as mudanças são percebidas pelo escritor antes mesmo que escreva. É como se nos mantivéssemos em um certo estado de constante alerta. Mesmo relaxados, de repente, vem o momento inspirado pela realidade a nossa volta. É chegado a hora de matear.

Vivendo espiritualmente na Argentina, ansiava por trazê-la de maneira mais sólida para minha Belo Horizonte. A iniciativa da Biblioteca Pública do Estado de Minas Gerais de abrigar de maneira permanente em suas Coleções Especiais esse nosso matear mensal coroa esforços de integração entre povos. As colunas do jornal El Argentino agora são parte da prestigiosa Coleção Mineiriana e as edições impressas serão adicionadas ao Acervo das Coleções Especiais da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais.

Milhares de escolas públicas, em quase todos os 853 municípios do continente que é o estado de Minas Gerais, através da capilaridade da impressionante rede de bibliotecas que gerencia a Biblioteca Pública Estadual, agora farão parte de nosso sonho coletivo de integração legislativa e cultural dos países do Mercosul e de nossa luta em defesa da vida em comum, de nosso patrimônio cultural e ambiental. Agora Gualeguaychú está solidamente a poucos passos de minha casa mineira.

Terra de montanhas e rios que inspiram seus poetas, a intrépida Belo Horizonte dá um gigante passo para o constitucionalismo Sul-Americano. Dia 05 de novembro último, sob a ousada batuta de meu colega na Faculdade Pitágoras, o Prof. Lafayette, ajuíza-se na justiça federal em Minas Gerais a primeira ação na história da Terra Brasilis na qual um rio, o Rio Doce, bate às portas do judiciário como sujeito de direito. E o faz com base na belíssima Constituição de Montecristi de 2008 do irmão Equador, na Lei boliviana dos Direitos da Terra Mãe de 2012, na jurisprudência da Corte Constitucional colombiana que reconheceu em 2016 o rio Atrato como sujeito de direito, na Declaração Mexicana dos Direitos dos Rios, nos tratados internacionais com os quais nos comprometemos como nação e nos valores da Constituição Brasileira.

Livros e Rios como pessoas. Isso me dá esperança na humanidade.

Querido Gualeguaychú, Rio do Jaguar, do Tigre Grande, aquele abraço! Nas suas margens nascerá em julho próximo outra pessoa, um pequeno livro em sua homenagem: Cartas à Gualeguaychú.

 


 

De acordo com decreto, a Política Estadual de Turismo tem o objetivo de implementar mecanismos destinados ao planejamento, desenvolvimento e estímulo do setor em Minas Gerais. A ideia é de democratizar o acesso ao turismo, reduzir as disparidades sociais e econômicas de ordem regional, ampliar os fluxos turísticos, propiciar a prática de turismo sustentável, descentralizar e regionalizar o turismo, dentre outros objetivos.

 

O texto prevê, ainda, a criação do Sistema Estadual de Turismo, que terá a missão de propor planos, programas, projetos e ações voltadas para o turismo no estado e para a melhoria contínua da política pública. Além disso, reconhece os circuitos turísticos como representantes da política de regionalização e legaliza o Observatório do Turismo de Minas Gerais como uma ferramenta de pesquisa.

 

“Com essa lei, é a primeira legislação que reconhece os circuitos turísticos do estado de Minas Gerais. Os circuitos são instâncias de governança, é o braço da secretaria para que possamos chegar em todos os municípios mineiros. Estamos felizes e gostaríamos de dividir com toda cadeia produtiva do turismo essa conquista”, enfatiza o secretário de Estado de Turismo de Minas Gerais, Ricardo Faria.

 

Segundo o decreto, os circuitos turísticos passam a ser os responsáveis pela articulação de ações e pelo levantamento de necessidades locais, apoiando a gestão, a estruturação e a promoção do turismo em uma região. Os circuitos turísticos serão certificados e reconhecidos como integrantes do Sistema Estadual de Turismo, o que vai facilitar a descentralização e a regionalização das ações.

 

Clique aqui para ler o decreto na íntegra.

A ação consiste em um projeto piloto executado em conjunto com as escolas estaduais de Turmalina (E. E. Mestra Celina), Felício dos Santos (E. E. Felício dos Santos), Itabirito (E. E. Engenheiro Queiroz Júnior) e Brumadinho (E. E. Paulina Aluotto Ferreira), envolvendo 160 alunos.

 

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As etapas de apresentação do projeto, montagem da prova nos parques e aulas de navegação aconteceram nos meses de setembro a novembro nas regiões beneficiadas.

A prova do Escola na Trilha aconteceu nos dias 23 de novembro no Parque Estadual do Rio Preto com as Escolas Estaduais Mestra Celina (Turmalina) e Felício dos Santos (Felício dos Santos) e no dia 28 de novembro no Parque Estadual do Itacolomi com as Escolas Estaduais Engenheiro Queiroz Júnior (Itabirito) e Paulina Aluotto Ferreira (Brumadinho).

Por meio da prática esportiva, o Projeto Escola na Trilha tem como objetivo proporcionar a vivência turística e a sensibilização dos alunos do ensino médio da rede pública, fomentando o turismo como vetor de conscientização da utilização dos recursos naturais e de preservação do meio ambiente, patrimônio histórico e cultural dos municípios, possibilitando o enriquecimento do aprendizado.

 

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Regras da competição:

Os alunos são divididos em oito equipes de cinco integrantes que, ao longo do percurso, fazem a contagem de passos (medição da distância percorrida), cálculo de tempo e navegação com planilha e bússola. A prova dura em média duas horas e os participantes percorrem, aproximadamente, dois quilômetros.

Durante a prova, os alunos respondem perguntas referentes aos temas trabalhados em sala de aula e assuntos que envolvem os circuitos turísticos de suas regiões.

As Escolas Estaduais Felício dos Santos e Engenheiro Queiroz Júnior foram as vencedoras das provas no Rio Preto e no Itacolomi, respectivamente. Os alunos vencedores ganharam uma viagem turística para as cidades de Diamantina e Ouro Preto, que acontecerá em fevereiro de 2018.

O projeto conta ainda com as parcerias do IEF, PE do Rio Preto e PE do Itacolomi, das prefeituras dos quatro municípios e dos Circuitos Turísticos Lago de Irapé, dos Diamantes, do Ouro e Veredas do Paraopeba.

 

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O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e em parceria com a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), alterou os patamares da contrapartida do ICMS para as empresas que aderem à Lei Estadual de Incentivo à Cultura (LEIC). A partir de agora, a contrapartida do incentivador, que estava em 20%, foi reduzida para 5% (empresas de grande porte), 3% (médio porte) e 1% (pequeno porte). A notícia foi publicada no Diário Oficial na edição do dia 21 de dezembro.

A iniciativa busca viabilizar um maior volume de patrocínios pelas empresas incentivadoras, facilitando a captação de recursos pelos agentes da cultura. “A redução da contrapartida atende aos anseios de empreendedores culturais e empresas incentivadoras que sinalizaram dificuldades de captação em virtude da crise econômica”, explica o superintendente de Fomento e Incentivo à Cultura, Felipe Amado. “Desta forma, acreditamos que haverá um maior volume de patrocínio cultural aos projetos que receberam autorização de captação pelo Edital LEIC 2017”, completa.

A Lei 17.615/2008, que versa sobre a alteração dos percentuais de contrapartida, pode ser acessada aqui. O documento atualizado de Declaração de Incentivo, necessário para os proponentes que tiveram seus projetos culturais aprovados pela Secretaria de Cultura, pode ser acessado neste link. O edital atualizado pode ser acessado aqui.

Entenda a mudança

A Lei Estadual nº 20.694, de 23 de maio de 2013, que fixava as contrapartidas das empresas incentivadoras aos percentuais de 1%, 3% e 5% teve seu prazo expirado em 31 de dezembro de 2016. Com isso, o valor destinado à contrapartida retornou ao patamar anterior, fixado em 20% para qualquer empresa incentivadora. Como os proponentes encontraram dificuldades em captar os recursos junto ao mercado, o Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, propôs a alteração da Lei na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Após votação na ALMG, os valores da contrapartida retornaram ao patamar fixado em 2013, o que facilitará a captação de recursos pelos agentes culturais.

Neste ano, o edital da Lei Estadual de Incentivo à Cultura foi lançado no valor de R$ 92,3 milhões.

Democratização e interiorização

Pautado na democratização e interiorização, o edital deste ano conta com R$ 92,3 milhões em incentivos, a maior quantia já registrada em toda a história da lei, lançada em 1998. Outro destaque é o caráter de descentralização dos recursos, com destinação de 45% da verba total - R$ 41,5 milhões - a projetos de proponentes do interior. 

O edital visa viabilizar a realização de projetos culturais por meio de recursos da Lei Estadual de Incentivo à Cultura via renúncia fiscal atrelada ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O formato foi construído após consulta pública e diálogo com o Conselho Estadual de Política Cultural.

Há novidades nesta edição. Cada uma das oito categorias artísticas contempladas pelo edital conta com montante de recursos previamente estabelecido, de forma a garantir uma melhor distribuição dos mesmos a projetos com perfis diferentes, evitando a concentração da verba em propostas similares. Entre as categorias também há novidades: criação artística e novos artistas; circulação de manifestações culturais, oficinas e formação cultural, e eventos com no mínimo três edições.


Na Zona da Mata para as homenagens à memória do pioneiro Guido Marlière, em Guidoval, o secretário Angelo Oswaldo reuniu-se em Cataguases com representantes do Polo Audiovisual. Mais um longa-metragem se acha em produção, com a atriz Lilia Cabral estrelando "Maria do Caritó", que conta com a participação da atriz mineira Larissa Bracher.

O diretor do Polo Audiovisual, César Piva, acompanhou o secretário Angelo Oswaldo, a reitora da UFOP, Cláudia Marlière, e a presidente da FAOP, Júlia Mitraud, e o secretário de Cultura de Cataguases, Fausto Menta, na visita ao set das filmagens, na localidade de Sinimbu, às margens do rio Pomba, nos arredores de Cataguases. Um circo foi armado no local, para acolher diversas cenas. 

Para Angelo Oswaldo, o Polo da Zona da Mata torna-se um dos mais importantes do Brasil e consolida a presença de Minas Gerais na linha de frente da produção nacional, abrigando inclusive realizações internacionais. 

O FILME

O filme "Maria do Caritó" tem direção de João Paulo Jabur e desde o início de novembro vem sendo rodado na Zona da Mata mineira. Lilia Cabral é a protagonista, uma mulher solteira que faz várias simpatias para arranjar um marido, segundo informações do jornal O Globo.

a produção é uma comédia baseada na peça homônima de grande sucesso, indicada a seis categorias do Prêmio Shell 2010 (do qual ganhou a de melhor direção para João Fonseca), estrelada pela atriz Lilia Cabral. Caritó é a pequena prateleira no alto da parede, ou nicho nas casas de taipa, onde as mulheres escondem, fora do alcance das crianças, o carretel de linha, o pente, o pedaço de fumo, o cachimbo. E assim, ficar no caritó é como quem diz que ficou na prateleira, sem uso, esquecida, guardada intacta.

 


 

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As inscrições para 11ª edição dos editais de Ocupação de Artes Visuais e de Fotografia da Fundação Clóvis Salgado (FCS) foram prorrogadas até 12 de janeiro de 2018. O resultado será divulgado em 7 de fevereiro do ano que vem.

Podem se inscrever artistas e coletivos do Brasil e, do exterior, desde que possuam visto de permanência definitivo no país. A ficha de inscrição e orientações sobre a documentação exigida estão disponíveis no site da Fundação Clóvis Salgado: www.fcs.mg.gov.br.

Realizado de forma consecutiva desde 2015, o Edital de Ocupação de Artes Visuais irá selecionar três projetos para as galerias Arlinda Corrêa Lima, Genesco Murta e Mari’Stella Tristão, no Palácio das Artes.

E, pelo segundo ano seguido, haverá seleção de dois projetos para o Edital de Ocupação de Fotografia da CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais.  

Sobre os editais

Desde 2015 a FCS tornou o edital anual a criou um edital especifico para fotografia. A inciativa pretende estimular a nova produção nas artes visuais em âmbito nacional.

Os artistas selecionados receberão R$ 5.500, para cada exposição coletiva, e R$ 4.000 para as individuais, além de transporte de obras, montagem e divulgação da exposição pelas equipes de Artes Visuais e de Comunicação da Fundação Clóvis Salgado. A instituição também garantirá a publicação de um catálogo das exposições.

A Comissão de Seleção do Edital contará com a participação de profissionais convidados, com notória especialização em artes visuais.

Serão avaliados os portfólios dos inscritos e os projetos apresentados conforme os seguintes critérios: qualidade e contemporaneidade, relevância estética e conceitual, originalidade e ineditismo em Belo Horizonte e adequação ao espaço físico pretendido.

Para o edital de Ocupação de Artes Visuais já foram selecionados artistas como Adriana Maciel, André Griffo, Bete Esteves, Éder Oliveira, Isabel Löfgren e Patricia Gouvêa, Marcelo Armani, Nydia Negromonte, Ricardo Burgarelli e Ricardo Homen.

Já para o Edital de Ocupação de Fotografia, a CâmeraSete recebeu trabalhos de Luiza Baldan, Nelton Pellenz, Tiago Aguiar e do Coletivo Família de Rua. 

Serviço:

Edital de Ocupação de Artes Visuais e Fotografia
Inscrições:
www.fcs.mg.gov.br
Período: até 12 de janeiro de 2018

Outras informações:
Assessoria de Comunicação da Fundação Clóvis Salgado
(31) 3236-7312


 

Considerada uma das precursoras no cinema dirigido por mulheres, Ida Lupino, atriz, produtora, roteirista e diretora inglesa, foi a primeira mulher a dirigir um filme noir e a segunda a ser filiada ao Sindicato de Diretores de Hollywood (a primeira foi Dorothy Arzner).

Apesar de fundar uma produtora em parceria com o então marido Collier Young e dirigir oito longas metragens e séries de televisão como Alfred Hitchcock Presents (1955-1965) e The Twilight Zone (1959-1964), pouco é falado sobre a importância da diretora, focalizando apenas sua extensa carreira como atriz, com mais de trinta filmes. Buscando resgatar a memória e os filmes dirigidos por Ida Lupino é que a Fundação Clóvis Salgado promove, por meio do Cine Humberto Mauro, a mostra inédita Dirigido por Ida Lupino, focando na filmografia completa da diretora.

O estilo de Ida Lupino é marcado por seu rigor formal e sua segurança na direção, além da identificação com o cinema noir. Muitos dos seus filmes se apropriam das convenções de tal gênero, como por exemplo, a utilização de luz e sombras para evidenciar o estado de espírito dos personagens. Um dos destaques da mostra é O mundo odeia-me (1953), um noir obscuro e tenso, que acompanha a trajetória de uma dupla de homens que, numa viagem ao México, oferecem carona para um estranho sem imaginar que ele é um perigoso assassino. Quem ama não teme (1949), também presente na mostra, segue um tom de denúncia social e conta a história de uma dançarina que contrai poliomielite, na mesma época em que Los Angeles sofria com uma epidemia da doença. O mundo é o culpado (1950), longa que aborda a temática do estupro e trata do estigma sofrido pela protagonista após ser vítima de violência sexual, também integra a mostra.

Uma atriz subversiva - Ida Lupino, anglo-americana, nasceu em Londres, mas recebeu a nacionalidade norte-americana e começou sua carreira como atriz ainda criança. Filha de Stanley Lupino e Connie O’Shea, dois atores de teatro, Ida já participava desde criança de apresentações com a família em feiras e em espetáculos de teatro. Aos 14 anos aparece em seu primeiro filme, e seu primeiro papel de destaque é em Dentro da Noite (1941), noir de Raoul Walsh. Por É difícil ser feliz (1943) é premiada pelos Críticos de Nova York como melhor atriz.

Apesar das atuações aclamadas, Lupino era uma figura com pequeno destaque na indústria cinematográfica, recebendo os papéis que Bette Davis recusava, título que a própria atriz ironizava: “A Bette Davis dos homens sem verba”. Em suas atuações, brincava com a ideia de vulnerabilidade, com personagens que pareciam inofensivos e vulneráveis, mas que no fundo se mostravam agressivos e agiam de maneira inesperada. Além disso, Ida Lupino também recusava papéis que julgava inadequados e, enquanto atriz contratada nos Estúdios Warner, foi suspensa.

Como comenta Vitor Miranda, coordenador da Gerência de Cinema da Fundação Clóvis Salgado, “Ida era uma pessoa inquieta, gostava de aprender e não aceitava o lugar designado a ela. Depois de gravar suas cenas, ela observava o funcionamento do estúdio, como as câmeras eram utilizadas, e pouco a pouco passa a conquistar espaço na função de roteirista e, então, direção”. A suspensão da Warner, que deveria se tornar uma punição, acabou se tornando uma gratificação, possibilitando a Lupino observar o modo como os diretores faziam seu trabalho e aprender com eles para, posteriormente, dirigir seus próprios filmes.  

O olhar político – Um encontro com Roberto Rosselini afetou o trabalho de Ida Lupino e trouxe questões profundas para o cinema empreendido pela cineasta, como a preocupação em retratar o cotidiano do homem comum. Para Vitor Miranda, Ida é um contraponto ao momento que o cinema americano vivia: “Ida decide filmar histórias de cidadãos comuns, pacatos, envolvidos em temas polêmicos. Maternidade fora do matrimônio, violência sexual, bigamia, abusos dentro do mundo dos esportes, eram temas difíceis, ignorados em Hollywood e que foram abordados pela cineasta”.

Tratando de temáticas sociais e polêmicas, Ida Lupino também trabalha com a questão de gênero. “As mulheres no cinema de Lupino não são relegadas a lugares comuns, estereotipadas. Há uma humanização. Elas trabalham e possuem certo protagonismo em suas histórias pessoais. São pequenos detalhes que hoje podem passar despercebidos, mas na época tinham um caráter transgressor”, aponta Miranda.  

Respeitada dentro da indústria cinematográfica, infelizmente Ida Lupino não dirigiu nenhum grande sucesso bilheteria. Ainda segundo Miranda, “é preciso ressaltar que o cinema dela está atrelado a um cenário de produção independente. Ida Lupino fundou com seu marido na época, Collier Young, a produtora The Filmakers. Ela atuou em alguns filmes para financiá-los, convidou amigos a atuarem, ensaiou cada tomada várias vezes e filmou em lugares públicos, diminuindo inúmeros custos de produção”.

História Permanente do Cinema – No dia 14 de dezembro, dentro da mostra Dirigido por Ida Lupino, na sessão da História Permanente do Cinema é possível conferir a atuação de Lupino em Dentro da Noite, de 1941, dirigido por Raoul Walsh. No elenco, nomes como Ann Sheridan e Humphrey Bogart. Na narrativa, uma mulher mata o marido para ficar com seu amante, e ao ser recusada pelo último, decide acusá-lo pelo crime que ela cometeu. A sessão será comentada.


 

Presépio de Córrego Fundo, no Território Oeste, é um dos destaques/ Crédito: Luana

O Circuito de Presépios e Lapinhas de Minas Gerais vai exibir, durante o período natalino, 295 montagens de 131 cidades mineiras. Esta é a segunda edição desta ação do Iepha-MG em parceria com os municípios que, além de expor seus presépios residenciais ou comunitários, criam um roteiro de visitação no estado e pontuam no ICMS Patrimônio Cultural. 

As cidades se cadastraram por meio do site do Iepha-MG (www.iepha.mg.gov.br), que disponibiliza um guia online com endereços e horários para visitação. Acesse o guia aqui

Os destaques deste ano foram os municípios de  Medina, no Vale do Jequitinhonha, com 44 presépios;  Santa Luzia e Guapé, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), com 19 montagens cada;  Piranguçu, no Sudoeste, com 15; e Rio Vermelho, também na RMBH, com 14 montagens.

A articulação das iniciativas fortalece a política do Governo de Minas Gerais de difusão e promoção do patrimônio protegido pelo Iepha-MG

A presidente do Iepha-MG, Michele Arroyo, reitera que esta é uma forma de promover e salvaguardar o patrimônio cultural de Minas Gerais e as tradições coletivas tanto da capital quanto das cidades do interior.

“A iniciativa procura fortalecer os laços de parceria entre o patrimônio cultural, os municípios e o Governo de Minas Gerais por meio do Iepha-MG”, atesta Michele.   

O Circuito de Presépios e Lapinhas faz parte de uma ação de salvaguarda das Folias de Reis que, neste ano, foram reconhecidas como patrimônio cultural de natureza imaterial do estado.  No ano passado, foram castrados 250 presépios residenciais e comunitários, montados em 150 cidades.

Em Minas, a tradição dos presépios está presente desde o século 18, com muitos deles montados nos chamados oratórios-lapinhas, encontrados nas regiões de Santa Luzia e Sabará.


 

Em comemoração aos 120 anos de Belo Horizonte, no dia 12 de dezembro, o Grupo Galpão apresenta um sarau especial do espetáculo Os Gigantes da Montanha, clássico de Luigi Pirandello, na Casa Fiat de Cultura, parte integrante do Circuito Liberdade. O grande sucesso de público e crítica no repertório de 35 anos do grupo teatral, que estreou em 2013 com direção de Gabriel Villela, será apresentado em formato de sarau, com início às 19h e uma seleção musical de aproximadamente 30 minutos. O público conhecerá tradicionais canções italianas presentes no repertório da peça. A entrada é gratuita e a classificação é livre. Não haverá distribuição de ingresso ou senha, com espaço sujeito à lotação, por isso, é importante chegar cedo.

O evento também marca a parceria entre Grupo Galpão, Casa Fiat de Cultura, Fundação Torino e Consulado da Itália, que celebra três grandes momentos: 120 anos de Belo Horizonte, 35 anos do Grupo Galpão e 150 anos de nascimento do consagrado poeta e dramaturgo Pirandello. “Ser um portal de acesso à cultura italiana é uma das principais vocações desta Casa, desde sua inauguração. Nesta ocasião tão importante, em que comemoramos os 120 anos de BH, temos o prazer de trazer a nosso público a italianidade de Luigi Pirandello, junto à mineiridade do Grupo Galpão”, afirma o presidente da Casa Fiat de Cultura, José Eduardo de Lima Pereira.

A iniciativa resultará na publicação de uma HQ do espetáculo, a ser lançada em 2018. “Depois de uma apresentação de "Os Gigantes da Montanha" na Praça Roosevelt, em São Paulo, fomos surpreendidos com os belos desenhos do ilustrador Carlos Avelino. A força teatral do seu traço levou Inês Peixoto a idealizar e propor a criação de uma HQ da nossa adaptação da peça para o teatro de rua”, afirma o ator e diretor artístico do Galpão, Eduardo Moreira que conta ainda o objetivo principal do projeto, levar a força e a beleza da obra de Pirandello para um público novo e jovem.

O Grupo Galpão tem o patrocínio da Petrobras, e a iniciativa é uma realização da Casa Fiat de Cultura, com patrocínio de Fiat Chrysler Automóveis (FCA), CNH Industrial Capital, Banco Fidis, Fiat Chrysler Finanças, New Holland Construction, Banco Safra e Verde Urbanismo, e apoio institucional de Circuito Liberdade, Instituto Estadual do Patrimônio Histórico (Iepha), Governo de Minas e Governo Federal.

Sarau Os Gigantes da Montanha

A fábula Os Gigantes da Montanha narra a chegada de uma companhia teatral decadente a uma vila mágica, povoada por fantasmas e governada pelo Mago Cotrone. Gabriel Villela e o Galpão experimentam a música, ao vivo, tocada e cantada pelos atores, como um elemento fundamental na tradução do universo da fábula para o teatro popular de rua. Atemporal, o espetáculo convida o público a um mergulho teatral e musical, que funde e sintetiza o brasileiro com o universal, o erudito com o popular, a tradição com a vanguarda. Na versão sarau, trechos do texto do autor, o dramaturgo italiano Pirandello, misturam-se ao repertório musical que reúne árias e canções italianas, misturando o popular e o moderno. “Ciao Amore”, “Bella Ciao” e outras músicas ganham novos arranjos e coloridos para ambientar a atmosfera onírica de Os Gigantes da Montanha. 

 


 

Foto: Omar Freire

A imponente Sala das Sessões, situada no Museu Mineiro, espaço integrante do Circuito Liberdade, foi reaberta na tarde desta terça (19), após um período de seis anos em que esteve fechada. O amplo salão com pé direito alto passou por uma minuciosa obra de restauro e está disponível para visitação gratuita. “A restauração é um marco para a cultura de Minas Gerais. É uma casa que se mistura com a história da capital, tendo sido a casa do Senado Mineiro, em 1905”, comemorou o secretário de Estado de Cultura, Angelo Oswaldo, durante a solenidade de reinauguração. A inauguração de novas exposições, uma delas com acervo que presta homenagem aos 120 de Belo Horizonte, e a primeira exibição no museu da tela “Cenas de Garimpo”, do pintor Di Cavalcanti, complementaram a lista de novidades do Museu Mineiro, que completou 35 anos em 2017.

Sala das Sessões - Foto: Omar Freire

Com 169,5 m², a Sala das Sessões teve suas pinturas parietais e forro restaurados, o piso de madeira recuperado e ganhou uma nova iluminação expositiva que destaca o acervo pictórico. O projeto de restauração foi executado de março a dezembro de 2017, pelo Grupo Oficina de Restauro, com acompanhamento e fiscalização do IEPHA.

A nova proposta expográfica de longa duração exibe obras do acervo do Museu Mineiro com mais de três mil peças de variadas tipologias, datadas dos séculos XVIII ao XXI. Na Sala das Sessões destacam-se pinturas clássicas como as seis telas de Manuel da Costa Ataíde, o quadro “A Má Noticia”, de Belmiro de Almeida, as telas de Aníbal Mattos e os trabalhos de outros expoentes da pintura mineira do início do século XX.

Na Sala Honório Esteves consta um conjunto de pinturas parietais descoberto durante a restauração, sob seis camadas de tinta, provavelmente de autoria de Frederico Steckel, artista que também assina pinturas do Palácio da Liberdade. Telas do pintor ouro-pretano que nomeia o local completam o acervo, entre elas “O Pastor Egípcio” e o retrato de Peter Lund.

Datados dos séculos 18 e 19, belos retratos de monarcas feitos em óleo, com imagens de Dom João VI, Dona Maria I, Pedro I, Pedro II e o Brasão da família imperial encontram-se no Gabinete. No piso inferior, a artista Jeane Milde foi homenageada com sala que recebe seu nome. Nela estão expostas obras de importantes artistas mineiros como Guignard, Amilcar de Castro, Márcio Sampaio, Mário Silésio, Érico de Paula, Maria Helena Andrés, Lótus Lobo, Yará Tupinambá, Aurélia Rubião e Inimá de Paula.

Também estiveram presentes na solenidade aSuperintendente de Museus e Artes Visuais, Andrea Matos; a presidente do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA), Michele Arroyo; a coordenadora do Circuito Liberdade, Marcela França; o presidente da Fundação Clóvis Salgado, Augusto Nunes-Filho; a presidente da Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP), Júlia Mitraud, o presidente do Instituto Cultural Filarmônica, Diomar Silveira, além de representantes de diversos setores artísticos.

Exposição Belo Horizonte - 120 anos: Primeiros Registros

Foto: Omar Freire

Em celebração do aniversário de Belo Horizonte, o Museu Mineiro, o Arquivo Público Mineiro e o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico - IEPHA apresentam a mostra “Belo Horizonte - 120 anos: Primeiros Registros”, com mais de cem obras das três instituições, em exibição na Galeria de Exposição Temporária do Museu Mineiro e na Sala da Memória, dentro do Casarão. A exposição representa um panorama da trajetória inicial da cidade por meio de quadros, fotografias, documentos, plantas cadastrais e objetos, com destaque para uma tela retratando o engenheiro construtor Aarão Reis com o projeto original de BH nas mãos, e uma bonequinha de biscuit que pertenceu à menina Alice, uma das que participaram do primeiro sorteio de lotes da nova capital. A boneca foi doada ao Museu Mineiro pela servidora do IEPHA e fotógrafa Izabel Chumbinho. A mostra fica em cartaz até  4 de março de 2018.

MUSEU MINEIRO

Criado em 1982, o Museu Mineiro está localizado na Avenida João Pinheiro, ao lado do Arquivo Público Mineiro, e integra o Circuito Liberdade. Seu riquíssimo acervo documenta, de forma material e simbólica, momentos distintos da formação da cultura do Estado. Atualmente, o museu dispõe de aproximadamente três mil objetos.

Antiga sede do Senado Mineiro e da Pagadoria Geral do Estado, o prédio é tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico. Fica sob gestão da Superintendência de Museus e Artes Visuais da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais.

O Museu Mineiro coloca à disposição do público exposições de longa duração e mostras temporárias, tanto de artistas consagrados quanto de iniciantes, além de ampla programação relacionada ao patrimônio material e imaterial do estado. A instituição tem como objetivo preservar, pesquisar e difundir registros da história e da cultura mineira.

SERVIÇO

MUSEU MINEIRO

Local: Avenida João Pinheiro, 342 – Funcionários, Belo Horizonte/MG

Horário de visitação:

Terça, quarta e sexta-feira: 10h às 19h

Quinta-feira: 12h às 21h

Sábados, domingos e feriados: 12h às 19h

Entrada: Gratuita

Informações: (31) 3269-1103

Assessoria de Imprensa: Angelina Gonçalves – (31) 3269-1109 | (31) 98876 – 8987


A Cantata é realizada tradicionalmente no Hall das Bandeiras do Palácio da Inconfidência, sede do Legislativo mineiro - Arquivo ALMG
A Cantata é realizada tradicionalmente no Hall das Bandeiras do Palácio da Inconfidência, sede do Legislativo mineiro - Arquivo ALMG - Foto: Sarah Torres

 

Mantendo a tradição de celebração do espírito natalino, a Cantata de Natal da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) acontece no dia 6 de dezembro, uma quarta-feira, a partir das 19 horas, no Hall das Bandeiras do Palácio da Inconfidência. O evento é gratuito e oferece um repertório de músicas eruditas e canções populares de Natal, que marcam as festividades de fim de ano e fazem parte do calendário oficial de eventos de Belo Horizonte.

Nesta edição, a Cantata de Natal contará com a participação de 16 corais de diferentes instituições, totalizando aproximadamente 300 vozes. Os coralistas e regentes são voluntários e serão acompanhados pela Orquestra de Câmara Opus, com participações especiais do cravista Antônio Carlos de Magalhães e da soprano Bárbara Penido.

Além do Coral da Assembleia, participarão da Cantata de Natal os corais Canarinhos de Itabirito, Coral AABB-BH, Coral Cidade em Canto (Cidade Administrativa), Coral Contas & Cantos (Tribunal de Contas), Coral da Copasa, Coral do Ministério Público, Coral Encanto das Gerais OAB/CAA, Coral Imprensa-ABT, Coral do Ipsemg, Coral Jovem Sesc, Coral Puer Singers (Jovens Cantores do Iemg), Coral Vozes da Liberdade (MPF-MG), Coral Vozes das Gerais (INSS/Receita Federal BH) e Coral Vozes na Estrada (DER/MG).

Os regentes são André Durval, Cleude William, Cristina Maria Miranda Bello, Eliane Fajioli, Eric Lana, Flávia Campanha, Guilherme Bragança, Karina Cunha Haddad Faria, Leonardo Cunha, Paulo Ricardo Castro Costa, Robson Lopes, Rodrigo Garcia, Sérgio Canedo e Vivian Assis.

Canções serão dinâmicas

Guilherme Bragança conta que a diversidade será a marca registrada do repertório deste ano
Guilherme Bragança conta que a diversidade será a marca registrada do repertório deste ano - Foto: Guilherme Bergamini

 

De acordo com o regente do Coral da Assembleia, Guilherme Bragança, a diversidade será a marca registrada do repertório deste ano. Sem dispensar clássicos da música erudita, as 13 faixas trazem também canções populares e tradicionais de festas de Natal de outras partes do mundo. "A diversidade é o cerne tanto no fazer político quanto no fazer artístico da ALMG", explicou.

Um dos destaques é a canção “A Soulful Celebration”, versão gospel do Hallelujah, do Messias de Haendel, lançada em 1992. O álbum com esta canção venceu o Grammy de Melhor Álbum Contemporâneo de Gospel naquele ano e foi amplamente elogiado pelo uso de múltiplos gêneros de música afro-americana, incluindo espiritual, blues, ragtime, big band, jazz fusion e hip hop.

Outra novidade é “Christmas Time Is Here”, de Vince Guaraldi, composta pelo jazzista americano em 1965 para o desenho de TV Charlie Brown Christmas. A canção já foi regravada por diversos músicos, incluindo Tony Bennet, Diana Krall e Toni Braxton.

Música de Simone Guimarães e Sérgio Natureza, “Ô de casa” também faz sua estreia na Cantata deste ano. A música foi composta na tradição da Folia de Reis e arranjada pelo regente Fábio Nery. E cantada em Yorubá, “Om Obani”, frase que significa "Ele é o Rei", é de autoria do compositor nigeriano Christopher Ayodele e promete emocionar os mineiros que assistirem ao evento neste ano.

Países nórdicos - Visitando os natais de países nórdicos, temos duas canções. A primeira delas é “Gaudete”, canção sacra de Natal publicada na Finlândia em 1582. É provável que tenha origem num hino monofônico do final do período medieval, sendo acrescentadas outras linhas melódicas durante o século XV.

A segunda é “Wśród Nocnej Ciszy”, música natalina tradicional polonesa, cujo título significa “Na quietude da noite”, com arranjo do inglês Douglas Brooks-Davies.

Músicas tradicionais como “Joy to the World”, de G. F. Haendel; “Gloria”, de Antonio Vivaldi; “Eis dos Anjos a Harmonia”, de Felix Mendelssohn; e “Silent Night”, de Franz Gruber e Joseph Mohr também farão parte do repertório desta 11ª Cantata.


A Estação Ferroviária de Lobo Leite sempre será marcada pelas idas e vindas de pessoas que utilizavam o trem para viajar. Agora, as viagens serão por meio dos livros, já que esse charmoso espaço passa a abrigar a Biblioteca Cônego Luiz Vieira da Silva, inaugurada na tarde desta quinta-feira (14). O nome foi escolhido pela comunidade em trabalho desenvolvido com a escola municipal Amynthas Jacques de Moraes. Foram doados R$ 50 mil em livros e materiais didáticos, adquiridos pelo Governo Municipal por meio da edição 2016 do edital de Criação de Bibliotecas Públicas Municipais, da Secretaria de Estado de Cultura.

Estiveram presentes na cerimônia o prefeito Zelinho; a secretária municipal de Educação, Maria Aparecida Resende; diretora do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas Municipais, Cleide Fernandes; o secretário adjunto de Educação, Thales Gonçalves; a diretora da Biblioteca Municipal Djalma, Cristiane Aparecida de Melo Souza; a diretora da E.M. Amynthas Jacques de Morais, Maria de Fátima Gonçalves Lobo; o vereador Edonias Clementino de Almeida; a bibliotecária Margarida Ferreira; secretários municipais de Governo, Lúcio Coimbra, de Obras, Rosemary Aparecida Benedito, e de Cultura, Míriam Palhares; e o secretário adjunto de Desenvolvimento e Assistência Social, Henrique Marani.

Alunos da escola municipal Amynthas Jacques de Moraes cantaram os hinos Nacional e de Congonhas, além de recitarem poemas. A solenidade também contou com a participação da Banda Sinfônica da Secretaria Municipal de Educação.

O prefeito Zelinho reforçou que o Governo Municipal tem investido e avançado nas áreas de educação, cultura, esporte e saúde. São 32 escolas, sendo que 23 funcionam em tempo integral. O chefe do Executivo parabenizou as crianças pela conquista e pontuou: “Toda escola hoje tem uma biblioteca. Temos leitura, esporte e lazer nas escolas. Era isso que pretendíamos. Queremos que vocês estudem e aproveitem bem os ensinamentos, as bibliotecas públicas. Que vocês estudem bastante, para que possamos ter bons profissionais no futuro”.

A secretária municipal de Educação, Maria Aparecida Resende, destacou o trabalho desenvolvido para que o Município fosse contemplado pelo edital de Criação de Bibliotecas Públicas Municipais do Estado de Minas Gerais. “Apenas cinco cidades de Minas Gerais conseguiram os recursos para a implantar a biblioteca, entre elas, Congonhas. Aqui era uma Estação, onde as pessoas viajando em busca de sonhos. Com os livros fazemos a mesma coisa, porque por meio deles construímos ideais e viajamos”, completou.

Congonhas é uma das três cidades mineiras que possuem o Plano Municipal de Livro, Leitura e Bibliotecas, segundo a diretora do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas Municipais, Cleide Fernandes. “Realmente é uma cidade sai sempre à frente. São apenas três cidades em Minas Gerais que têm esse plano. Reconhecemos que todos da administração pública estão preocupados em implementar suas ações”, disse. Ela também acrescentou: “Essa biblioteca só é possível porque alguém imaginou, fantasiou, foi atrás e transformou em realidade. Agradeço por terem pessoas que se preocupam com a cultura e a educação da comunidade, e por empreenderem esforços para tornar essa fantasia em realidade”.

Para a presidente da Associação Comunitária de Lobo Leite (ASCOM), Renata de Freitas, a biblioteca “Vai ser muito importante para as crianças e vai criar o hábito da leitura. É importante para a comunidade inteira. Agradeço ao Governo Municipal e a todos que ajudaram a implementar esse espaço em Lobo Leite”.

O nome da biblioteca é uma homenagem a Cônego Luiz Vieira da Silva, nascido no Arraia de Soledad, onde hoje se encontra Lobo Leite. Ao lado de Cláudio Manoel da Costa, Inácio Jose de Alvarenga e Tomas Antônio Gonzaga, ele apoiou Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, durante Inconfidência Mineira, que marcou a história de Minas Gerais.

Projeto

A Secretaria de Estado de Cultura elabora editais destinados às prefeituras que tenham interesse em criar bibliotecas públicas municipais. Devem ter prioridade os municípios que não possuem nenhuma biblioteca pública municipal. No entanto, as prefeituras que já têm este serviço podem participar com o objetivo de criar uma sucursal, preferencialmente em distritos ou na zona rural.

O apoio às propostas selecionadas consiste na entrega de um conjunto para criação de bibliotecas públicas municipais, no valor aproximado de R$ 50.399,60. Cada conjunto é composto por:  mínimo de mil itens entre livros, periódicos, CD’s, DVD’s, audiolivros, livros em Braille; três estantes dupla face; duas estantes expositoras; um carrinho para transporte de livros; e 40 bibliocantos.

Bibliotecas públicas

Congonhas conta com a Biblioteca Pública Municipal Djalma Andrade, duas Bibliotecas Comunitárias, nos bairros Vila Cardoso e Dom Oscar, e 32 bibliotecas escolares. Vale ressaltar que em todas as bibliotecas são realizadas atividades literárias de incentivo ao livro e à leitura.

Fonte: Secom Congonhas: http://bit.ly/2kOCCpz


 

Deputada Marília Campos e Mestre Conga

Por iniciativa da deputada Marília Campos, a Assembleia Legislativa rendeu homenagem ao samba, no centenário da publicação da partitura de “Pelo telefone”, do compositor Donga. A sessão solene foi presidida pelo deputado Geraldo Pimenta, representando o presidente Adalclever Lopes, e teve a participação do secretário de Estado de Cultura, Angelo Oswaldo, que representou o governador Fenando Pimentel, e da presidente do Sindicato dos Músicos de Minas Gerais, Vera Pape. O compositor e instrumentista Mestre Conga, de 90 anos, falou em nome dos sambistas mineiros, lembrando a luta pelo reconhecimento do samba e contra a discriminação que envolveu seus primeiros aficionados. Numerosos musicistas lotaram o plenário da Assembleia, e houve apresentações após as falas e a entrega de uma placa alusiva ao Mestre Conga.

Secretário Angelo Oswaldo, deputada Marília Campos e casal de passistas de samba

A deputada Marília Campos destacou as raízes afro-brasileiras do samba, sua resistência contra os preconceitos e a importância na história musical de Minas Gerais e do país. O secretário Angelo Oswaldo elogiou a iniciativa da parlamentar, e saudou os sambistas mineiros, “conterrâneos de Ari Barroso, Ataulfo Alves e Clara Nunes”, pela notável contribuição à MPB.

 

Governo do Estado de Minas Gerais, por meio da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) e no contexto do Programa +Gastronomia, lança dois novos editais de fomento à gastronomia.

edital de incentivo a festivais gastronômicos, já em sua quarta edição, destina R$ 1,5 milhão à valorização da gastronomia no estado, por meio do apoio a 12 eventos nos cinco territórios gastronômicos mineiros ― Cerrado, Central, Espinhaço, Mantiqueira e Rios. Já o edital de apoio a food trucks irá distribuir R$ 450 mil entre 25 desses empreendimentos.

Ao todo, 37 propostas serão contempladas, e quase R$ 2 milhões serão direcionados ao setor. Os interessados devem ler os editais, disponíveis no site da Codemig, e enviar suas propostas até o dia 28 de fevereiro de 2018.

O objetivo da iniciativa é potencializar a cadeia produtiva gastronômica em Minas Gerais e movimentar o fluxo turístico regional e nacional, reforçando o posicionamento do estado como destino turístico gastronômico de referência no país.

“A posição de destaque já conquistada pela gastronomia mineira mais do que justifica os investimentos em organização, estrutura e em boas estratégias de promoção e comercialização. Além dos editais, o projeto da Mineiraria ― que inclui a Casa da Gastronomia, a Cozinha Escola Mineiraria no Mercado Central e os espaços itinerantes ― demonstram o comprometimento da Codemig em fomentar o setor”, afirma o presidente da Codemig, Marco Antônio Castello Branco.

Edital de Incentivo a Festivais Gastronômicos

O edital irá apoiar 12 projetos, em duas categorias: Festivais Gastronômicos, voltada para eventos que já realizaram pelo menos uma edição nos últimos dois anos, e Novos Eventos, que pretende estimular a criação de novos festivais e iniciativas pelo Estado. Critérios como a relação do festival com as tradições regionais, o envolvimento de produtores locais e a acessibilidade, bem como a capacidade técnica dos organizadores, serão levados em conta na avaliação das propostas.

A importância dos festivais gastronômicos como potencializadores do turismo em Minas Gerais é evidente. Segundo levantamento da Secretaria de Estado de Turismo (Setur-MG), a gastronomia é o principal elemento associado ao estado por 29% dos visitantes que passam por aqui. Desse modo, investir em gastronomia é capitalizar esse forte elemento cultural e transformá-lo em experiências inigualáveis. Além de atrair turistas, os festivais catalisam um movimento de profissionalização da gestão cultural e dos setores ligados à gastronomia nas cidades participantes.

O Governo de Minas Gerais já realizou três edições da iniciativa, totalizando mais de R$ 3 milhões destinados à gastronomia mineira. Foram beneficiados 25 municípios, em 12 dos 17 territórios de desenvolvimento. Os eventos contemplados na quarta edição serão realizados ao longo de 2018.

Edital de Apoio a Food Trucks

Já no edital para proprietários de food trucks, 25 empreendimentos da Região Metropolitana de Belo Horizonte serão contemplados com R$ 18 mil cada, a serem repassados ao longo de 12 meses, que poderão ser usados em ações de manutenção dos trucks. Todos os participantes deverão oferecer ao menos uma opção de prato típico ou produto característico do estado de Minas Gerais e detalhar no projeto sua relação com a culinária mineira.

A nova modalidade apoia diretamente pequenos empreendedores da gastronomia e um formato de experiência gastronômica inovador, que tem ganhado cada vez mais espaço entre os consumidores.

Programa +Gastronomia

Lançado em maio deste ano pelo governador Fernando Pimentel, o +Gastronomia envolve diversas instâncias da administração estadual para, em conjunto com a sociedade civil e a iniciativa privada, fomentar e valorizar a cadeia produtiva da gastronomia, reconhecendo-a como setor estratégico para o desenvolvimento sustentável de Minas Gerais.

A política tem por objetivo orientar as ações de governo voltadas ao fortalecimento da gastronomia mineira e de toda a sua cadeia produtiva: segmentos da produção de insumos, de abastecimento e armazenamento, de comércio, de indústria e de serviços. Além da geração de emprego e renda, o +Gastronomia se pauta pela preservação das tradições gastronômicas, pelo reforço da identidade local e do senso de comunidade e pela busca da sustentabilidade socioeconômica e ambiental.


 

Conforme previsto no item 10.3 do Edital LEIC 2017, o Colegiado da Comissão Técnica de Análise de Projetos (CTAP) vem realizando reuniões mensais para viabilizar o julgamento dos projetos inscritos na Lei Estadual de Incentivo à Cultura.

A última reunião, referente aos projetos apresentados no Edital 2017, acontecerá em duas datas: 6 e 11 de dezembro, a partir das 9h, no Auditório do IEPHA (Rua dos Aimorés, 1697, Funcionários, Belo Horizonte - MG).

A Secretaria de Estado de Cultura disponibiliza 50 vagas (lotação máxima do auditório) para a sociedade civil participar como ouvinte da reunião.

Este ano, a Lei Estadual de Incentivo à Cultura registrou 2057 projetos inscritos no edital.

Confira o cronograma completo das reuniões do Colegiado

•         1ª Reunião - 18/07/2017

•         2ª Reunião - 09/08/2017

•         3ª Reunião - 13/09/2017

•         4ª Reunião - 10/10/2017

•         5ª Reunião - 09/11/2017

•         6ª Reunião - 06/12/2017 e 11/12/2017


 

 

O Fundo Estadual de Cultura (FEC) teve seu período de inscrições prorrogado. Viabilizado pela Secretaria de Estado de Cultura, o mecanismo de fomento ampliou o prazo para os proponentes apresentarem suas propostas culturais. A primeira etapa deve ser realizada até o dia 5 de janeiro de 2018. Nesta fase, o proponente deve efetuar seu cadastro na plataforma online. Após validação, a fase posterior é a inscrição do projeto, que deve ser realizada no período de 3 a 31 de janeiro de 2018. A plataforma digital para cadastro do proponente e a inscrição da proposta está disponível no aqui. Os editais podem ser encontrados neste link.

O Fundo Estadual de Cultura 2017 disponibiliza R$ 9,5 milhões para projetos culturais que tradicionalmente encontram dificuldades em captar recursos no mercado. O edital contribui para a democratização da produção cultural do estado e para o fomento às mais diversas manifestações artísticas presentes em Minas Gerais. O repasse de recursos do FEC, ao contrário da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, é direto, sem necessidade de captação junto a empresas, e contempla, de uma forma geral, manifestações da cultura popular, pequenas entidades, grupos e coletivos, tendo uma visão mais voltado ao interior do estado.

Para o superintendente de Fomento e Incentivo à Cultura, Felipe Amado, o FEC vem sendo estruturado e aprimorado a partir dos anseios da população, como forma de promover um edital que esteja diretamente ligado às demandas da sociedade. “Nosso objetivo é transferir recursos do Fundo Estadual de Cultura aos 17 territórios de desenvolvimento de Minas Gerais, além de manter o aporte de recursos a projetos de culturas populares e tradicionais, e também aos pontos de cultura”, pontua Felipe.

O edital de 2017 foi subdividido em duas frentes para aprimorar a distribuição de recursos e dar ainda mais transparência ao processo. Uma das frentes destina-se a Organizações da Sociedade Civil e possui valor total de R$ 7 milhões. Este edital está dividido em três categorias: 1) Projetos que promovam as culturas populares e tradicionais, no valor máximo de até R$ 25 mil, totalizando R$ 2 milhões; 2) Projetos de Cultura em Geral: realizados pelas organizações da sociedade civil, com valor máximo de até R$ 100 mil, somando R$ 3,5 milhões 3) Pontos de Cultura: com valor máximo de até R$ 50 mil, somando R$ 1,5 milhões.

A segunda frente é destinada para instituições de Direito Público Municipal e irá contemplar as mais diversas atividades artístico-culturais em projetos de até R$ 100 mil. Cada prefeitura ou instituição pública (Pessoas Jurídicas de direito público) de natureza cultural vinculada à prefeitura poderá apresentar somente uma proposta. O valor total deste edital é de R$ 2,5 milhões.

ENTENDA OS VALORES

O FEC 2017 foi dividido em dois editais:

VALOR OBJETO

R$ 7 milhões subdivididos em:

Projetos de Culturas Populares e Tradicionais: R$ 2.500.000,00

Projetos de Cultura em Geral: R$ 3.000.000,00

Lei Cultura Viva: R$ 1.500.000,00

Edital destinado às Organizações da Sociedade Civil
R$ 2,5 milhões Edital destinado às instituições de Direito Público Municipal
R$ 9,5 milhões Valor total do Fundo Estadual de Cultura 2017

 

SERVIÇO

INSCRIÇÕES FUNDO ESTADUAL DE CULTURA

Primeira etapa – Cadastro do Proponente

Até 5 de janeiro de 2018

Segunda etapa – Inscrição dos projetos

De 3 a 31 de janeiro de 2018

As inscrições devem ser realizadas por meio da Plataforma Digital Fomento e Incentivo à Cultura, disponível no endereço https://tinyurl.com/ybp3bxky

 


Mariana vai ganhar um grande centro cultural para acolher a biblioteca do escritor Fernando Morais, nascido na cidade. Terreno pertencente ao Estado e vinculado à Secretaria de Estado de Cultura foi cedido à Academia Marianense, por meio de convênio firmado ontem pelo secretário Angelo Oswaldo e a presidente da entidade, professora Hebe Rolla Santos. A Academia e o Instituto Fernando Morais vão viabilizar a construção do centro cultural no terreno que pertenceu ao primeiro Diogo de Vasconcelos, no século XVIII.

O secretário Angelo Oswaldo destacou a importância de Mariana e Minas Gerais receberem o acervo Fernando Morais. “A Universidade do Texas e várias instituições paulistas haviam manifestado interesse até na aquisição da coleção bibliográfica constituída pelo escritor, mas Fernando Morais fez questão de doa-la à primeira cidade mineira, sua terra natal. É um presente admirável a Mariana e ao Estado”. Localizada em pleno centro histórico da cidade, a área receberá a edificação, na qual serão realizadas atividades culturais variadas e funcionará, aberta ao público, a biblioteca de Fernando Morais. As obras devem começar no início do ano.

Angelo Oswaldo e Hebe Maria Rôla Santos assinam convênio

Participaram do ato, na Secretaria de Estado de Cultura, a presidente da Casa de Cultura - Academia Marianense de Letras, Hebe Maria Rôla Santos, o vereador Cristiano Vilas Boas, representando a Câmara marianense, Reinaldo Morais, irmão de Fernando Morais, os acadêmicos Rafael de Moura Santos e Anísio Chaves, a historiadora Patrícia Silveira, a superintendente Amaure Klausing e a diretora Sílvia Sanguinete.

Fernando Morais

Ex-secretário de Estado da Educação e da Cultura de São Paulo, o jornalista e escritor Fernando Morais é um dos intelectuais mais atuantes do Brasil. As biografias de Assis Chateaubriand, Olga Benário e Paulo Coelho, de sua autoria, figuraram entre os livros mais vendidos do país. Recentemente, ele lançou “Os Últimos Soldados da Guerra Fria”, sobre a atuação de agentes cubanos nos Estados Unidos.


 

Foto: Omar Freire

A imponente Sala das Sessões, situada no Museu Mineiro, espaço integrante do Circuito Liberdade, foi reaberta na tarde desta terça (19), após um período de seis anos em que esteve fechada. O amplo salão com pé direito alto passou por uma minuciosa obra de restauro e está disponível para visitação gratuita. “A restauração é um marco para a cultura de Minas Gerais. É uma casa que se mistura com a história da capital, tendo sido a casa do Senado Mineiro, em 1905”, comemorou o secretário de Estado de Cultura, Angelo Oswaldo, durante a solenidade de reinauguração. A inauguração de novas exposições, uma delas com acervo que presta homenagem aos 120 de Belo Horizonte, e a primeira exibição no museu da tela “Cenas de Garimpo”, do pintor Di Cavalcanti, complementaram a lista de novidades do Museu Mineiro, que completou 35 anos em 2017.

Sala das Sessões - Foto: Omar Freire

Com 169,5 m², a Sala das Sessões teve suas pinturas parietais e forro restaurados, o piso de madeira recuperado e ganhou uma nova iluminação expositiva que destaca o acervo pictórico. O projeto de restauração foi executado de março a dezembro de 2017, pelo Grupo Oficina de Restauro, com acompanhamento e fiscalização do IEPHA.

A nova proposta expográfica de longa duração exibe obras do acervo do Museu Mineiro com mais de três mil peças de variadas tipologias, datadas dos séculos XVIII ao XXI. Na Sala das Sessões destacam-se pinturas clássicas como as seis telas de Manuel da Costa Ataíde, o quadro “A Má Noticia”, de Belmiro de Almeida, as telas de Aníbal Mattos e os trabalhos de outros expoentes da pintura mineira do início do século XX.

Na Sala Honório Esteves consta um conjunto de pinturas parietais descoberto durante a restauração, sob seis camadas de tinta, provavelmente de autoria de Frederico Steckel, artista que também assina pinturas do Palácio da Liberdade. Telas do pintor ouro-pretano que nomeia o local completam o acervo, entre elas “O Pastor Egípcio” e o retrato de Peter Lund.

Datados dos séculos 18 e 19, belos retratos de monarcas feitos em óleo, com imagens de Dom João VI, Dona Maria I, Pedro I, Pedro II e o Brasão da família imperial encontram-se no Gabinete. No piso inferior, a artista Jeane Milde foi homenageada com sala que recebe seu nome. Nela estão expostas obras de importantes artistas mineiros como Guignard, Amilcar de Castro, Márcio Sampaio, Mário Silésio, Érico de Paula, Maria Helena Andrés, Lótus Lobo, Yará Tupinambá, Aurélia Rubião e Inimá de Paula.

Também estiveram presentes na solenidade aSuperintendente de Museus e Artes Visuais, Andrea Matos; a presidente do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA), Michele Arroyo; a coordenadora do Circuito Liberdade, Marcela França; o presidente da Fundação Clóvis Salgado, Augusto Nunes-Filho; o presidente do Instituto Cultural Filarmônica, Diomar Silveira, além de representantes de diversos setores artísticos.

Exposição Belo Horizonte - 120 anos: Primeiros Registros

Foto: Omar Freire

Em celebração do aniversário de Belo Horizonte, o Museu Mineiro, o Arquivo Público Mineiro e o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico - IEPHA apresentam a mostra “Belo Horizonte - 120 anos: Primeiros Registros”, com mais de cem obras das três instituições, em exibição na Galeria de Exposição Temporária do Museu Mineiro e na Sala da Memória, dentro do Casarão. A exposição representa um panorama da trajetória inicial da cidade por meio de quadros, fotografias, documentos, plantas cadastrais e objetos, com destaque para uma tela retratando o engenheiro construtor Aarão Reis com o projeto original de BH nas mãos, e uma bonequinha de biscuit que pertenceu à menina Alice, uma das que participaram do primeiro sorteio de lotes da nova capital. A boneca foi doada ao Museu Mineiro pela servidora do IEPHA e fotógrafa Izabel Chumbinho.

MUSEU MINEIRO

Criado em 1982, o Museu Mineiro está localizado na Avenida João Pinheiro, ao lado do Arquivo Público Mineiro, e integra o Circuito Liberdade. Seu riquíssimo acervo documenta, de forma material e simbólica, momentos distintos da formação da cultura do Estado. Atualmente, o museu dispõe de aproximadamente três mil objetos.

Antiga sede do Senado Mineiro e da Pagadoria Geral do Estado, o prédio é tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico. Fica sob gestão da Superintendência de Museus e Artes Visuais da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais.

O Museu Mineiro coloca à disposição do público exposições de longa duração e mostras temporárias, tanto de artistas consagrados quanto de iniciantes, além de ampla programação relacionada ao patrimônio material e imaterial do estado. A instituição tem como objetivo preservar, pesquisar e difundir registros da história e da cultura mineira.

SERVIÇO

MUSEU MINEIRO

Local: Avenida João Pinheiro, 342 – Funcionários, Belo Horizonte/MG

Horário de visitação:

Terça, quarta e sexta-feira: 10h às 19h

Quinta-feira: 12h às 21h

Sábados, domingos e feriados: 12h às 19h

Entrada: Gratuita

Informações: (31) 3269-1103

Assessoria de Imprensa: Angelina Gonçalves – (31) 3269-1109 | (31) 98876 – 8987


 

 

A Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais, por meio da Superintendência de Interiorização e Ação Cultural, divulga o resultado do Edital de Chamamento Público do Programa Música Minas. A Flama – Associação de Amigos da Fundação de Educação Artística foi a única entidade a participar do edital, e, portanto, a vencedora do pleito. A Flama, que já havia vencido o edital passado, obteve na fase classificatória a pontuação de 135,88 pontos, o que representa 77,6% dos 175 pontos distribuídos.

O Música Minas realiza residências musicais nos territórios de minas por meio do edital de Chamamento Público. Mais de 50% dos recursos do edital é operado pela sociedade civil por meio do Chamamento Público, que obedece ao Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC). Em 2016, as residências artísticas foram realizadas com bastante sucesso nas cidades de Belo Horizonte, Diamantina, Pouso Alegre, Montes Claros, Uberlândia e Ouro Preto. As residências musicais visam promover a formação e criação musical calcada em recursos da contemporaneidade. Pesquisa, experimentação e compartilhamento do conhecimento musical são eixos importantes da ação, bem como dinamismo e fortalecimento das cenas musicais nos territórios de desenvolvimento do Estado. O objetivo também é englobar diferentes gêneros, categorias e formas de fazer música, além de expandir a dimensão criativa e formativa do programa Música Minas, com foco no processo artístico colaborativo.

Foram seis cidades percorridas ao longo de junho a novembro do ano passado e cerca de 180 participantes em todas as residências artísticas promovidas. O resultado de todo esse trabalho foi apresentado no dia 23 de maio, no Cine Humberto Mauro, com o lançamento do livro “Territórios de Invenção: por uma formação musical expandida”, publicação organizada pela pesquisadora Lúcia Campos, e a exibição do documentário “Territórios de Invenção”, produzido pelo cineasta Pedro Aspahan, que traz os encontros e os processos coletivos de composição realizados durante as residências.


 

O músico mineiro Cláudio Faria, de 48 anos, faleceu neste domingo (17) em decorrência de uma neurotoxoplasmose. Cantor, compositor, tecladista, arranjador e produtor, o artista estudou na Escola de Música da UFMG e na Fundação Clóvis Salgado. Cláudio integrava a banda de Beto Guedes e lançou seu último álbum, intitulado “O que ninguém ensina”, no ano passado. O trabalho prestava uma homenagem à mãe do músico, a artista plástica Maria Simim Faria, que morreu em 2014. O secretário Angelo Oswaldo lamenta a partida de Cláudio Faria. “Expressamos nossa homenagem ao músico jovem e talentoso. Ele deixa uma legenda significativa na música mineira”, afirma Angelo.


 

Conceição Evaristo - Crédito Gustavo Miranda

Uma das principais premiações do gênero no país, o Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura, da Secretaria de Estado de Cultura, anuncia os vencedores de mais edição. A mineira Conceição Evaristo, nascida no morro do Pindura Saia, em Belo Horizonte, é a grande vencedora do edital. Pela primeira vez, uma escritora negra é a ganhadora na categoria Conjunto da Obra. Autora de uma obra extensa, que inclui prosa e poesia, a belo-horizontina também ficou conhecida pela importância e densidade de seus romances, como “Ponciá Vicêncio” (2003) e “Becos da Memória (2006)”, que trata da complexidade humana e dos sentimentos de quem sofre com o preconceito, a fome e a miséria. “Estou muito feliz e emocionada com o prêmio que vêm da minha terra. Ontem (29/11) foi meu aniversário. É mesmo um presentão”, afirmou, bem-humorada, Conceição Evaristo.

Segundo Lucas Guimaraens, superintendente de Bibliotecas Públicas e Suplemento Literário da Secretaria de Estado de Cultura, a poesia de Conceição consegue aliar, de modo magistral, forma e conteúdo. “É muito comum termos poemas carregados de sentimentos, às vezes muito fortes, mas embalados por uma frágil arquitetura verbal. Em Conceição vemos uma impressionante consciência formal”, afirma.

O prêmio tem como objetivo divulgar a literatura brasileira, reconhecendo grandes nomes nacionais e abrindo espaço para os jovens escritores mineiros. O edital distribui R$ 258 mil em quatro categorias: Poesia (R$ 30 mil); Ficção (R$ 30 mil); Conjunto da obra (R$ 150 mil); e Jovem Escritor Mineiro (R$ 48 mil).

Mulheres mostram a força de sua produção

Além da vitória de Conceição Evaristo, as mulheres levaram prêmios em todas as outras categorias desta edição. Na categoria Ficção (Romance) a obra vencedora foi “Mobiliário para uma fuga em março”, sob o pseudônimo O. Callas, de Marana Borges. Na categoria Poesia, a obra vencedora foi “Fabulário”, sob o pseudônimo Esme, de Ana Cláudia Costa dos Santos. A Jovem Escritor desta edição é Sara Abreu Pinheiro e Silva, que venceu com o projeto “Membro Fantasma”. Na categoria Jovem Escritor, a Comissão Julgadora decidiu também dar menção honrosa para “A Casa dos Amores Loucos” com pseudônimo Tatiana Metanova e de autoria de Giovanna Ferreira Silva.

Para o professor João Batista Santiago Sobrinho, jurado da categoria Romance, o livro de Marana Borges é um trabalho escritural denso com metáforas surpreendentes. “A autora correu riscos poéticos muito acertados numa linguagem que nos desprograma e dessa forma nos retira do lugar comum. Prosa poética imaginativa em torno de uma casa, onde a personagem narradora faz atravessar inúmeros tempos, um caos de olhares e afetos atravessando o corpo que lembra, sofre, ama, odeia intensamente”, pontua João.

Jurado na categoria Poesia, o poeta e escritor Ricardo Aleixo conta que bastou uma rápida folheada para identificar no livro de Ana Cláudia Costa dos Santos uma poeta digna do nome. “Trata-se de alguém que leu bem a melhor poesia nossa, que lida de forma bastante competente com a camada sonora do texto – ponto fraco da maior parte do que se publica no Brasil, hoje”, avalia Ricardo.

Cléber Araujo, jurado na categoria Jovem Escritor, conta que a amostra de texto literário apresentada no projeto permitiu que os jurados vislumbrassem com clareza a potencialidade da escrita do proponente e as chances concretas de um resultado relevante. “Membro Fantasma é estruturalmente muito bem elaborado, pois a concatenação de artifícios feita, atribui um aspecto polifônico e jornalístico ao texto”, conta Araújo.

Conheça um pouco das obras e das escritoras premiados

Sara Pinheiro

“Membro Fantasma”, vencedor na categoria Jovem Escritor, relata a trajetória de Diana, uma brasileira que está em Assunção (Paraguai) à procura de relatos sobre a ditadura de Stroessner a fim de escrever uma ficção. Nesse percurso, histórias ouvidas e lembranças familiares revelam-se e embaralham-se na imaginação da personagem. A narrativa pretende dialogar com o gênero reportagem, estabelecendo um jogo entre o romance de ficção e não-ficção. A autora Sara Pinheiro é dramaturga e atriz. Graduada em Letras pela UFMG, e em Teatro pelo Centro de Formação Artística e Tecnológica (Cefart) da Fundação Clóvis Salgado e pela École Philippe Gaulier (França). Em Belo Horizonte, foi integrante da Cia. do Chá, e colaboradora do grupo de teatro de bonecos Pigmalião Escultura que Mexe. Ao lado de Vinícius Souza, foi idealizadora da mostra Janela de Dramaturgia, que teve suas três primeiras edições publicadas em coletânea pela editora Perspectiva/ SP. Como dramaturga, seus últimos trabalhos foram “Cine Splendid” (Coprodução entre Brasil e Paraguai pelo Programa Iberescena), “O Berro” (U.V.A Conexões artísticas), “Noturno” (grupo Teatro Invertido), e “S/TÍTULO, Óleo sobre tela” (Cia. do Chá).

 

Ana Claudia Costa dos Santos

 “Fabulário”, premiado na categoria de Poesia, divide-se em três partes: “Museu mínimo”, que consiste em uma tentativa de apropriação poética de diferentes linguagens, como a do cinema ou a dos sonhos; “Microcosmo”, na qual os poemas se inspiram em gêneros textuais diversos (carta e notícia, por exemplo); e “Fabulário”, seção homônima ao livro, em que os poemas contam pequenas histórias. Ao longo da obra, vários sujeitos líricos se manifestam, constituindo um mosaico de personagens que, de certa forma, revelam aspectos da subjetividade da autora. A autora Ana Claudia Costa dos Santos nasceu em 1984, em Porto Alegre (RS), onde mora e trabalha como revisora de textos. É mestre em Estudos Literários Aplicados pela UFRGS e graduada em Jornalismo pela mesma instituição. Tem textos publicados em antologias nas revistas Bravo!, Cult e Ficções e no jornal Rascunho. Foi contemplada, em 2008, com a Bolsa Funarte de Estímulo à Criação Artística, na categoria Criação Literária. “O que Faltava ao Peixe”, livro de contos resultante do projeto premiado, foi lançado em 2011 pela Libretos, com edição financiada pelo Fumproarte. Em 2017 estreou na poesia com a coletânea Móbile (Editora Patuá).

 

Marana Borges

"Mobiliário para uma fuga em março", vencedor na categoria Romance é um "romance-poema", na definição da autora, que parte dos objetos de uma casa para construir a arquitetura (cheia de fendas) de uma família. A autora Marana Borges, nascida em 1984, em São Paulo, é jornalista formada pela Universidade de São Paulo e mestre em Teoria da Literatura pela Universidade de Lisboa. Colaborou com diversos veículos de comunicação e foi correspondente em Portugal. Seu trabalho artístico abrange a poesia, a narrativa e a música popular. Em 2010 ficou em primeiro lugar no programa de bolsas de criação literária da Fundação Biblioteca Nacional. Também foi finalista do Prêmio Nacional Sesc de Literatura em 2015 e 2016. A escritora participou da antologia de contos "De tudo fica um pouco" (Dublinense, 2011). Seu livro de poemas "Breve ensaio sobre a morada" deve ser publicado em 2018.

Saiba quais foram os jurados do Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura

CONJUNTO DA OBRA POESIA JOVEM ESCRITOR FICÇÃO
Anelito Pereira de Oliveira Ricardo Aleixo Rogério Tavares João Santiago
Jacyntho Lins Brandão Antonio Barreto Flávia Figueirêdo Luís Henrique Pellanda
Sílvia Rubião Tonico Mercador Cleber Cabral Ana Paula Maia

Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura

O Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura tem revelado e reconhecido grandes fazedores da escrita. Na categoria “conjunto da obra” já foram homenageados Adélia Prado (2016), Fábio Lucas (2015), Ferreira Gullar (2013), Rui Mourão (2012), Affonso Ávila (2011), Silviano Santiago (2010), Luís Fernando Veríssimo (2009), Sérgio Sant’Anna (2008) e Antonio Candido (2007).

Em 2016, a obra vencedora na categoria “Ficção (Romance)” foi “Floresta no Fim da Rua, de Silvio Rogério Silva (SP). As menções honrosas foram para a obra “Começo em Mar”, da escritora Vanessa Maranha, e para “Pela primeira vez em muito tempo”, de Vinícius Bopprê Oliveira.

Já na categoria “Poesia” a obra vencedora foi “Um Carro Capota na Lua”, do autor Tadeu de Melo Sarmento (PE). O “Jovem Escritor Mineiro” foi Jonathan Tavares Diniz (MG), que venceu com o projeto “Cólera”.


 

Com o objetivo de ampliar a formação em arte e cultura em Belo Horizonte e no estado, o Governo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado (FCS) e da Secretaria de Estado de Cultura, apresentou na manhã desta sexta-feira (15/12) a nova unidade do Centro de Formação Artística e Tecnológica da FCS (Cefart): O Cefart Andradas.

Localizado em um espaço privilegiado na avenida dos Andradas, ao lado da Serraria Souza Pinto e próximo ao Parque Municipal e à Praça da Estação, o prédio vai abrigar algumas atividades das escolas de Artes Visuais, Dança, Música, Teatro e Tecnologias do Espetáculo, entre outras, que compõem a atual matriz curricular do Centro de Formação.

O projeto arquitetônico do Cefart Andradas (Crédito: Paulo Lacerda/FCS)

 

A solenidade de abertura, realizada na sede do Cefart Andradas, contou com a presença do secretário de Estado de Cultura, Angelo Oswaldo, do presidente da Fundação Clóvis Salgado, Augusto-Nunes Filho, da presidente do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), Michele Arroyo, e da assessora de gabinete da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão, Ana Paula Oliveira, representando o secretário Helvécio Magalhães, além de representantes do poder público e da sociedade civil.

Durante a cerimônia, os participantes ressaltaram a importância do Cefart como um dos principais centros de formação artística no país, além de apontarem o Cefart Andradas como um exemplo de fomento à circulação das artes e da cultura na cidade.

O presidente da FCS, Augusto Nunes-Filho, pontuou que a futura inauguração do Cefart Andradas fortalece, ainda mais, a própria Fundação Clóvis Salgado que, por meio dessa iniciativa, ganha destaque no cenário do fomento artístico e cultural. Para Augusto Nunes-Filho, o Cefart Andradas é um importante marco da atual administração. “Além de atender a antigas demandas dos próprios alunos, esse espaço vai potencializar nossa produção artística em diferentes linguagens”, comemora.

Para Angelo Oswaldo, o novo prédio se integra ao conjunto arquitetônico da Serraria Souza Pinto, outro espaço administrado pela FCS. “Com a inauguração do Cefart Andradas, e consequentemente, o início das atividades, o Governo do Estado vai fomentar ainda mais a arte e a cultura por diferentes pontos de Belo Horizonte, criando, assim, um espaço diverso, democrático e fundamental para a circulação artística em nossa cidade”, destacou o secretário.

Palhaço Amador, Augusto Nunes-Filho e Ana Paula Oliveira (Crédito: Paulo Lacerda/FCS)

 

O processo de aquisição do espaço se prolongou por dois anos, período em que houve uma série de pesquisas, negociações, decisões e encaminhamentos. De acordo com Ana Paula Oliveira, da Seplag, a entrega do espaço “simboliza todo o empenho do Governo de Minas Gerais para fortalecer a cultura e a educação no Estado”. 

Diferentes possibilidades

O Cefart Andradas vai funcionar em um espaço diferenciado. A proposta é que, com a reforma arquitetônica, o local esteja ainda mais integrado ao corredor cultural da Praça da Estação. O prédio possui 3.300 m², distribuídos em quatro andares que, com as futuras readequações, serão utilizados como sala de aula, estúdios de dança e espaço para ensaios.

Além de abrigar as escolas de formação artística e de tecnologia do espetáculo do Cefart, o espaço, também será a nova sede do Centro Técnico de Produção – CTP, da Fundação Clóvis Salgado. O local, que atualmente funciona em Sabará, é responsável pela produção de cenários, figurinos e adereços para as óperas e outras produções da FCS.

De acordo com Vilmar Souza, diretor do Centro de Formação, a vinda do CTP para o Cefart Andradas vai integrar ainda mais o espaço. “Nossos alunos, principalmente aqueles que cursam disciplinas de Tecnologia do Espetáculo, poderão compreender ainda mais o complexo processo de produção e criação cênicas”, pontua.

Arte em percurso

Para conhecer o novo espaço, o público foi convidado a participar de uma visita. Guiados pelo ex-aluno do Cefart e estudante da Residência em Teatro da FCS, Thiago Amador, que incorporou sua personagem, o palhaço Amador, os participantes da cerimônia de inauguração acompanharam um cortejo artístico, com apresentações do espetáculo KARAR Itinerante, ocupando todos os andares do prédio e criados por alunos das escolas de dança, música e teatro. Entre vários instrumentos musicais, canções e passos improvisados de dança, o palhaço simbolizou a multiplicidade artística e o sincretismo cultural que vão sustentar as atividades da extensão do Cefart.


 

 

A Secretaria de Estado de Cultura realizou nesta quarta-feira (29) mais uma entrega de instrumentos musicais por meio do edital Programa Bandas de Minas. A solenidade, que aconteceu na Cidade Administrativa, contou com a participação de representantes das tradicionais bandas civis de música de Minas Gerais, do diretor Presidente do Instituto Cultural Filarmônica, Diomar Silveira, do presidente membro do conselho de administração do Grupo Asamar, Roberto Soares Filho, e da Secretária Municipal de Esporte, Lazer, Cultura e Turismo do município de Presidente Kubitschek, Renata de Oliveira. Cinco instituições receberam das mãos do secretário de Estado de Cultura, Angelo Oswaldo, um bombardão, equipamento de sopro também conhecido como tuba.

Foram contempladas as bandas de Música Lyra Conceição de Ibitipoca, de Lima Duarte (território Mata), representada por Nelson de Paula; e a Banda Euterpe Padre João Maria Porrier, de Presidente Kubitschek (território Alto Jequitinhonha), que teve como representante Clayton dos Santos. Além dessas, também receberam o bombardão a Banda de Música Santa Cecília, de Ritápolis (território Vertentes), que teve como representante Fábio da Silva, a Corporação Musical São José, de São José da Lapa (região metropolitana), representada por Claudinei dos Santos, e a Corporação Musical São Thomeense, de São Thomé das Letras (território Sul), representada por Claudinei Moreira.

PROGRAMA BANDAS DE MINAS

O programa atua na promoção, valorização e permanência das bandas civispor meio da doação de instrumentos musicais, vestimentas e indumentárias, realização de oficinas, realização de pesquisas e registros, encontros de bandas, entre outras ações de fomento a essa tradicional manifestação artística de Minas Gerais.


 

O consagrado coral BDMG faz apresentação no Coreto da Praça da Liberdade

A magia do Natal vai envolver a capital mineira com uma extensa programação nos equipamentos culturais geridos pelo Governo de Minas Gerais. O público será presenteado, por exemplo, com atividades que incluem apresentações de mais de 20 bandas e corais, no coreto da Praça da Liberdade, com grupos consagrados, como o coral BDMG e a Orquestra Jovem das Gerais.

No Circuito Liberdade, gerido pelo Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha/MG), o público poderá contemplar mostras fotográficas no Museu Mineiro e Planetário do Espaço do Conhecimento UFMG, projeções tridimensionais na fachada do Centro Cultural Banco do Brasil e até um presépio colaborativo feito pelo público em atelier aberto, na Casa Fiat de Cultura.

“A programação de fim de ano do Circuito Liberdade tem atrações gratuitas para toda a família. A exposição “120 anos: Primeiros Registros”,  no Museu Mineiro é uma mostra surpreendente sobre Belo Horizonte e uma grande homenagem à capital”, destaca Marcela França, coordenadora geral do Circuito Liberdade.

Cantatas e leituras realizadas por contadores de histórias na Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais, além de apresentações de orquestras e corais infanto-juvenis realizadas pela Copasa, vão incrementar o espírito natalino durante todo o período.

As récitas de “Messias”, realizadas pela Fundação Clóvis Salgado (FCS), são uma oportunidade única de assistir à Cia. de Dança Palácio das Artes, à Orquestra Sinfônica e ao Coral Lírico de Minas Gerais juntos, em uma mesma montagem, no Grande Teatro do Palácio das Artes.

A programação especial se estende por toda Belo Horizonte. Quem passeia pela cidade às vésperas dos recessos e férias já pode ver, desde o último 7 de dezembro, as luzes de Natal em homenagem ao 120º aniversário de Belo Horizonte, na Praça da Liberdade.

São mais de 350 mil microlâmpadas de LED, projeto conceitual elaborado pela arquiteta Maria Carolina de Assis Quadros, de Divinópolis, vencedora do primeiro concurso de ideias da Cemig, que foi aberto a toda a população.

As luzes de Natal, em uma iniciativa inédita este ano, alcançam outras regiões da capital, como Praça do Cardoso, na Comunidade da Serra e a Praça Amintas de Barros, em Venda Nova. O público poderá conferir a decoração desses locais e da Praça da Liberdade até o dia 6 de janeiro de 2018.

Circuito Liberdade

Museu Mineiro tem exposições, uma das coleções exibe “A Má Noticia”, do artista Belmiro de Almeida, pintado em 1897 / Foto: Divulgação MM

Além do cenário luminoso natalino, a programação foi planejada atendendo a todos os públicos, com atividades no Circuito Liberdade que merecem destaque. A programação completa das bandas e corais que se apresentam na Praça da Liberdade pode ser acessada clicando aqui.

O presépio colaborativo feito pelo público em atelier aberto, com a curadoria do artista plástico Léo Piló, está exibido na Casa Fiat de Cultura. Nesta terceira edição, o projeto foi inspirado nos povos ameríndios: índios brasileiros, Incas, Maias e Astecas – e a flora e fauna do cerrado. O presépio pode ser visitado diariamente, das 10h às 21h, até o dia 6 de janeiro.

O Museu Mineiro encarta mais de cem obras que ficarão em exibição na Galeria de Exposição Temporária e na Sala da Memória, dentro do casarão, que poderão ser vistas a partir do dia 20 de dezembro.

A programação completa do Natal no Circuito Liberdade está no site, clicando aqui

Fundação Clóvis Salgado

Exposição “Alex Flemming de Corpo e Alma”, no Palácio das Artes / Foto: Divulgação FCS

Na Fundação Clóvis Salgado o grande evento esperado neste fim de ano são as récitas de "Messias", coreografia baseada no oratório do compositor alemão Haendel, no encerramento da temporada 2017, no Grande Teatro do Palácio das Artes. As apresentações acontecem nos dias 20, 21 e 22 de dezembro, às 20h30. Os ingressos custam R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia).

A exposição “Alex Flemming de Corpo e Alma” rreúne 150 trabalhos do artista paulistano, Alex Flemming, na Galeria Alberto da Veiga Guignard, do Palácio das Artes, até 25 de fevereiro de 2018. De terça a sábado, das 9h30 às 21h, e domingo, das 16h às 21h.

A programação dos espaços da Fundação Clóvis Salgado durante o período natalino podem ser acessados clicando aqui. No mês de janeiro, o Palácio das Artes recebe nova agenda, com ampla programação para 2018.

Copasa

A agenda das cantatas com o Coral da Copasa, o Coral Infantil Gotas da Canção e a Orquestra Jovem das Gerais pode ser acessada clicando aqui.

As apresentações acontecem em diversos pontos da cidade, como Memorial Minas Gerais Vale e Coreto da Praça da Liberdade.

Biblioteca Pública Estadual 

Árvore de Natal temática da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais / Foto: Vinícius Cardoso

A Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais realiza eventos de confraternização para toda a família . A primeira Cantata de Natal, da Biblioteca Pública, com o Grupo Kerigma, que desde 2001 leva através da arte mensagens de amor, paz e esperança, é o mais aguardado. A cantata acontece no dia 20 de dezembro, às 19h.

A leitura do livro A História de um Quebra-Nozes, romance de Ernest Theodor Amadeus Hoffmann, clássico conto de Natal recriado por Mariane Biggio, utilizando as rimas do cordel, será apresentada pela equipe de contadores de histórias do setor Infantojuvenil (BIJU), nesta sexta-feira (16/12), às 10 horas.

A programação completa pode ser acessada clicando aqui.

DIVULGAÇÃO: AGÊNCIA MINAS


O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) irá realizar no dia 1º de dezembro, sexta-feira, o 1º Concerto para Solidariedade. O evento, que acontecerá no Grande Teatro do Palácio das Artes, será um encontro entre a Banda Sinfônica do CBMMG e a Bombeiro Instrumental Orquestra Show (BIOS). O musical irá contar com a participação da banda Tianastácia e do Coral 120 vozes do Festival Internacional de Corais (FIC). Os ingressos para o concerto serão trocados por um quilo de alimento não perecível (exceto sal e fubá).

O 1º Concerto para Solidariedade é uma iniciativa que, além de reunir a boa música, irá contribuir com a associação beneficente Núcleo Assistencial Caminhos para Jesus, projeto que presta assistência material e amparo a crianças, adolescentes, adultos e idosos.

Os ingressos serão trocados na Academia de Bombeiros Militar, Rua Piauí, 1815 – Funcionários; na Cidade Administrativa do Estado de Minas Gerais, Rod. Papa João Paulo II, 4143, edifício Minas – Serra Verde; e no Núcleo Assistencial Caminhos para Jesus, Rua José Ferreira Magalhães, 341 – Floramar, entre os dias 23 e 30 de novembro, de 09h às 17h.

Informações sobre o 1º Concerto para Solidariedade no site do Corpo de Bombeiros – www.bombeiros.mg.gov.br


A Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania (Sedpac) premiou, nesta quarta-feira (13.12), durante as atividades da 1ª Mostra de Direitos Humanos, os vencedores do Prêmio Mineiro de Direitos Humanos (PMDH) – Edição 2017, que tem como tema “Mídia e Direitos Humanos”. Neste ano, foram avaliadas ações, programas ou projetos voltados às iniciativas de Mídia e Direitos Humanos. A premiação foi concedida nas seguintes categorias: Coletivos de Comunicação, Produção jornalística em áudio; Produção jornalística em texto; Produção jornalística em vídeo; Produção jornalística em internet; Foto jornalismo; reportagem especial e Campanha.

Para avaliar e selecionar os vencedores foi instituído um Grupo de Trabalho composto por representantes da Sedpac e convidados da sociedade civil. O edital com o regulamento do Prêmio Mineiro de Direitos Humanos – Edição 2017 foi divulgado no site da Sedpac no dia 8 de novembro.

Premiados da EMC

Categoria Produção Jornalística  - Áudio

Rádio Inconfidência: Coluna LGBT Todas as Cores

Categoria Produção Jornalística  - Vídeo

Rede Minas: Programa Mulhere-se

Vídeo: https://goo.gl/cwTbXo

Fotos: https://goo.gl/z2GciG

PMDH

Criada em 2015, a premiação tem o objetivo de valorizar os segmentos que se destacaram nas práticas de promoção, proteção e defesa dos direitos humanos no Estado. Na primeira edição foram premiados 33 municípios em Minas Gerais que registraram índice zero de homicídio nos últimos 10 anos e ano passado a premiação teve como tema “Mediação de Conflitos Coletivos e Outras Formas de Prevenção e Solução Pacífica de Conflitos Coletivos”.


Não é à toa que a gastronomia mineira vem se consolidando como identidade do Estado. Conforme 29,2% dos entrevistados, a primeira imagem que elas lembram quando se fala “Minas Gerais” está relacionada à gastronomia. O famoso pão de queijo ganhou destaque com 41,5%, seguido do não menos saboroso queijo com 23,5%. Entretanto, Minas Gerais já tem marcas garantidas por meio de suas montanhas/serras (12,4%) e continua sendo um destino importante de forma cultural (11,1%).


Além dos próprios mineiros que visitam Minas Gerais, totalizando 60,2% das visitas, os dados mostram que os estados de São Paulo (17,6%) e Rio de Janeiro (9,3%) estão no topo da lista de quem escolhe as terras mineiras como destino.


Lazer/passeio continua sendo a principal motivação das viagens de que vem a Minas Gerais, somando 39,9%. As visitas a amigos e parentes se encontram na sequência com 28,1% e logo atrás é possível relacionar os motivados pelos negócios com 15,5%.


Dentre as pessoas que viajam motivadas a lazer/passeio, 45,3% buscam o turismo cultural. Os que desejam o contato com a natureza – ecoturistas – representam 35,7%.
Para quem está planejando uma próxima visita aos destinos mineiros, alguns dos circuitos mineiros estão na lista de interesses. O Circuito Serra da Canastra segue na liderança com 19,3% (Araxá, Perdizes e São Roque de Minas são alguns municípios que compõem o circuito). O Circuito dos Diamantes, dessa vez, ficou com 16,5% das intenções, tendo os municípios de Diamantina e Serro como destaques. Em seguida, o Circuito Belo Horizonte com 15,8% (Belo Horizonte).


Alcançando bons índices, o nível de satisfação que abrange os serviços ou dimensões turísticas, tais como segurança pública, qualidade de hospedagem, opções de lazer e entretenimento, hospitalidade, gastronomia/restaurantes dentre outros, teve uma média de 8,2 num total de 10, representando um aumento de 4,3%, quando comparado com 2014. Com as maiores avaliações, destacaram os serviços de hospitalidade (8,9), gastronomia/restaurantes (8,8) e qualidade da hospedagem (8,8) com as maiores avaliações. Os pontos de melhoria foram observados nos preços em geral (7,4), transporte público (7,4) e na sinalização e informação turística (7,4).


Quando perguntados se a viagem a Minas atendeu às expectativas, 87,9% das pessoas afirmaram que as expectativas foram atendidas plenamente ou foram superadas.
O tempo médio de permanência no Estado durante o período destacado foi de 6,7 dias. Comparando o valor com 2014, ano da última pesquisa, nota-se um crescimento de 25,8%, quando os visitantes permaneciam 5,3 dias em média. Já o gasto médio dos visitantes durante a viagem é de R$704,10, um aumento de 11,7% quando esse valor é comparado aos resultados de 2014. Dentre os visitantes que mais gastam em Minas Gerais, destacam-se aqueles que vêm ao Estado a negócios (R$1.112,21), lazer (ecoturismo: R$474,02/turismo cultural: R$415,79) e os que visitam amigos e parentes (R$430,76).


As informações foram recolhidas por meio de aplicação de 7.365 questionários em 39 municípios mineiros determinados de forma estratégica para o turismo no Estado. A margem de erro é de 2%. A análise prioriza também compreender as motivações e as expectativas de quem visitou as mais diversas regiões do Estado.


Para o secretário de Estado de Turismo de Minas Gerais, Ricardo Faria, a Pesquisa de Demanda Turística que é realizada periodicamente desde 2006, é essencial para traçar estratégias de gestão e para conhecer melhor os gargalos e as necessidades dos turistas. “O estudo fornece uma série histórica de grande importância para análises estatísticas, gerando dados concretos do turismo mineiro. Assim, conseguimos criar políticas eficazes para as atividades que envolvem o setor alcançando resultados positivos em demandas desenvolvidas pela nossa equipe”.