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Edital é apresentado na cidade de Patos de Minas; secretário Leônidas Oliveira cumpre outras agendas na região

A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) lança, nesta terça-feira (6/7), o “Requalifica Minas – Equipamentos Culturais Públicos”, mais novo Edital do Fundo Estadual de Cultura (FEC). Voltado exclusivamente ao repasse a municípios, o edital irá disponibilizar R$ 5 milhões a prefeituras ou instituições públicas (pessoas jurídicas de direito público sem fins lucrativos) de natureza cultural vinculadas a prefeituras. O objetivo é premiar projetos de modernização de equipamentos culturais municipais, como arquivos públicos, bibliotecas públicas e museus públicos, bem como a execução de ações para democratizar o acesso aos bens culturais nos territórios mineiros.

O edital é lançado pelo secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, na cidade de Patos de Minas, às 10h, durante encontro de prefeitos e secretários municipais de Educação e Cultura do Alto Paranaíba.

“Ao fortalecer arquivos, bibliotecas e museus públicos municipais, a Secretaria de Cultura e Turismo reforça a contribuição destes equipamentos para a garantia e ampliação do acesso aos bens culturais nos territórios de Minas Gerais, componentes estes indispensáveis à dimensão da produção desses espaços. O edital permite também garantir a manutenção e modernização dos locais, assegurando a sustentabilidade e a guarda de seus acervos”, destaca o secretário Leônidas Oliveira.

Poderão ser financiados os projetos que, de acordo com a Lei Estadual nº 22.944/2018, atendam aos seguintes requisitos: sejam considerados de interesse público; sejam projetos de caráter prioritariamente cultural; visem à produção, exibição, utilização, ou circulação pública de bens artísticos e culturais; visem à promoção do desenvolvimento cultural regional; contribuam para a garantia do pleno exercício dos direitos culturais e de democratização do acesso aos bens e serviços culturais.

Inscrições
O edital será publicado no Diário Oficial no dia 7/7. O período de inscrição estará aberto de 22/07/2021 a 21/08/2021. Os interessados devem se inscrever na Plataforma Digital Fomento e Incentivo à Cultura da Secult, onde podem também atualizar seus dados cadastrais antes mesmo do período de inscrição estar vigente.

O montante de R$ 5 milhões será distribuído para até 100 projetos, divididos em três categorias: a categoria 1 irá contemplar Arquivos públicos municipais (R$ 750 mil); a categoria 2, Bibliotecas públicas municipais (R$ 3,5 milhões); e a categoria 3, Museus públicos municipais (R$ 750 mil). Acesse o edital completo AQUI.

Comitiva da Secult cumpre agenda no Alto Paranaíba
Na região do Alto Paranaíba, juntamente com o lançamento do Edital Requalifica Minas, o Governo do Estado promove, em Patos de Minas, em 6/7, a assinatura do Decreto de Liberdade Econômica, apresentado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (SEDE).

Além da participação do secretário de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, e do secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Passalio, o evento, que acontece no Centro Universitário de Patos de Minas, terá a presença de autoridades como o prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão; a vice-prefeita da cidade, Sandra Gomes; o presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Julvan Lacerda; o presidente da Associação dos Municípios da Microrregião Alto Paranaíba (Amapar) e prefeito do Carmo do Paranaíba, César Caetano; o presidente do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável do Alto Paranaíba (Cispar), e prefeito de Guimarânia, Adílio Alex dos Reis; além de secretários municipais e membros do legislativo estadual e federal.

Ainda no dia 6/7, às 11h30, o secretário Leônidas Oliveira se reúne com secretários de Cultura da região e com o deputado Bosco, presidente da Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Em seguida, o secretário de Cultura e Turismo e a comitiva da Secult visitam o Museu da Cidade de Patos de Minas, o Conservatório Municipal e a Biblioteca Pública João XXIII.

No dia 7/7, em agenda na cidade de São Gotardo, a equipe da Secult visita a Igreja Matriz São Sebastião; o Prédio Amarelo; a Escola Estadual Conselheiro Afonso Pena; o Cruzeiro da Praça São Sebastião; a Câmara Municipal de Vereadores, para conhecer o arquivo municipal; e a Fazenda Agrícola. Além disso, haverá visita ao Reitor da Faculdade São Gotardo, João Ed, e uma reunião na Escola Municipal Professor Balena, sobre o Festival Folclórico Municipal. A agenda oficial da Secult no Alto Paranaíba se encerra em São Gotardo com uma reunião com o Congado da região. De lá, a equipe parte para Santo Antônio do Monte, onde serão anunciadas outras ações da Secretaria.

 

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Imagem: Pedro Vilela

Os espaços culturais sob gestão da Secretaria de Estado e Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) em Belo Horizonte retomam as atividades presenciais nesta semana. A reabertura acontece em consonância com o Decreto publicado pela administração municipal no sábado (3/7), autorizando a flexibilização de shows, teatros e museus na capital.

A partir de quarta-feira (7/7), o Museu Mineiro, o Centro de Arte Popular e o Museu dos Militares Mineiros, que integram o Circuito Liberdade, reabrem suas portas ao público com as programações vigentes. Também na quarta-feira, a Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais retomará atividades presenciais apenas na galeria de arte Paulo Campos Guimarães, com a exposição gratuita “Jean-Denis Pendanx, Viagens em Quadrinhos”, que pode ser visitada das 8h às 18h, de segunda a sexta, e das 8h às 12h, aos sábados. Já o Arquivo Público Mineiro retomará o atendimento presencial a partir da mesma data (7/7) mediante agendamento prévio, com dois dias de antecedência, pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. O espaço estará aberto das 9h às 12h e de 13h às 17h, de segunda a sexta-feira.

Já a Fundação Clóvis Salgado (FCS), instituição vinculada à Secult, estreia o espetáculo gratuito “...Incomoda, Incomoda, Incomoda”, no Grande Teatro do Palácio das Artes, na terça-feira (6/7) apenas para convidados. A montagem, que celebra os 35 anos do Curso Técnico de Teatro do Centro de Formação Artística e Tecnológica (Cefart) e marca a formatura dos alunos do curso, fica em cartaz de 7 a 11 de julho. Os horários são às 20h30, de quarta-feira a sábado, e às 19h no domingo, com retirada de ingressos duas horas antes da apresentação, na bilheteria do teatro.

Na quinta-feira (8/7), a FCS estreia a exposição “Imagens Resolutivas”, resultado da 4ª edição do Festival Internacional de Fotografia de Belo Horizonte (FIF-BH), ocupando as galerias Genesco Murta, Arlinda Corrêa Lima e Galeria Aberta Amilcar de Castro, além da fachada do Palácio das Artes, e a CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais. A partir de 16/7, o Cine Humberto Mauro retoma as sessões com a Mostra Joan Crawford. Os ingressos serão distribuídos antes de cada sessão, com lotação máxima do cinema de 30 lugares (25% da ocupação).

Circuito Liberdade
O Centro Cultural Unimed-BH Minas já estará de portas abertas a partir de terça-feira (6/7), e o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBBBH) reabre na quarta-feira (7/7) com as exposições "Yara Tupynambá - 70 Anos de Carreira" e "Abraham Palatnik - A Reinvenção da Pintura". O BDMG Cultural também estará aberto na quarta-feira (7/7).

A partir desta quinta-feira (8/7), a Filarmônica de Minas Gerais volta a receber o público na Sala Minas Gerais, com apresentação inédita do pianista israelense Alon Goldstein, que vai executar a obra Segundo Concerto para Piano, de Brahms. Serão dois concertos com o mesmo repertório, na quinta-feira (8/7) e na sexta-feira (9/7), às 20h30. A presença do público está limitada ao máximo de 393 pessoas por apresentação, o que corresponde a 26% da capacidade total da Sala (1.493 lugares). A apresentação de quinta-feira é somente para assinantes e terá transmissão ao vivo por meio do canal da Filarmônica no YouTube. A apresentação de sexta é também aberta ao público, com venda de ingressos a partir de quinta-feira (8/7).

Protocolos para reabertura
O funcionamento dos espaços seguirá os protocolos sanitários definidos pela Prefeitura de Belo Horizonte. No caso dos museus, a capacidade máxima de público deve ser de 50%. Já em teatros e apresentações culturais, como shows, o limite é de até 600 pessoas sentadas. Caso haja consumo de bebidas e alimentos no local, o número é reduzido para 400 pessoas.  O uso de máscara de proteção, cobrindo nariz e boca, para ter acesso a quaisquer dependências dos espaços, será obrigatório. Os visitantes deverão manter as mãos higienizadas, seguir o fluxo único das exposições e manter o distanciamento mínimo em relação a outras pessoas. O distanciamento deverá ser respeitado tanto na fila de acesso ao local quanto no trajeto expositivo.

É necessário que cada visitante traga consigo sua própria máscara, seja ela reutilizável ou descartável. Os bebedouros de água que exigem aproximação da boca para ingestão estarão lacrados, permitindo-se somente o funcionamento do dispensador de água para copos descartáveis ou garrafas trazidas pelos visitantes. Os frequentadores também deverão seguir recomendações como evitar aglomerar e conversar, manusear telefone celular, ou tocar o rosto durante a permanência no interior do espaço; realizar a higienização das mãos ao entrar e sair dos locais; seguir sempre as instruções dos funcionários e não frequentar o teatro ou centro cultural caso apresentem qualquer sintoma de resfriado ou gripe.

 

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Imagem: Lúcia Sebe

Romeu Zema acompanhou voo inaugural, vindo de SP, no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte

 

Minas Gerais ganhará novas rotas aéreas comerciais com a entrada no mercado da Itapemirim Transportes Aéreos (ITA), companhia aérea do Grupo Itapemirim. O governador Romeu Zema acompanhou, nesta quinta-feira (1/7), a chegada da primeira aeronave ao Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, vinda de São Paulo/Guarulhos.


O batismo da aeronave ocorreu às 7h57, com o pouso no pátio do Aeroporto de Confins. Até junho de 2022, a ITA contemplará em sua malha 35 destinos, incluindo Belo Horizonte e Uberlândia.



“As novas opções de voos vêm em um ótimo momento, pois sabemos que a atividade do turismo foi muito afetada pela pandemia nesses últimos 18 meses e, com o avanço da vacinação, com certeza haverá recuperação e o setor vai passar por um crescimento muito grande. Esse novo modo de atender o cliente vai contribuir muito para que mais turistas cheguem a Minas Gerais e, com isso, vamos ter a oportunidade de ocupar mais nossos hotéis e toda a cadeia do turismo vai sair ganhando, gerando milhares de empregos”, apontou Romeu Zema.


Os voos da ITA serão feitos por aviões Airbus A320, com capacidade para transportar até 162 passageiros. São 18 assentos a menos em relação à configuração máxima do modelo, com customização para possibilitar mais espaço entre as poltronas, estando todas as fileiras de assentos dentro dos padrões da categoria A do selo Anac de conforto.



O governador também destacou a ampliação da malha aérea como diferencial para atrair mais investimentos a Minas Gerais. “Concorrência sempre fez bem e quem ganha, no final, é o consumidor. Belo Horizonte precisa ter mais destinos conectados ao Aeroporto de Confins, porque isso significa também atração de investimentos. Quanto maior a malha aérea, maior a possibilidade de vinda de investimentos, aumentando o fluxo de turistas também”, disse.



Para Milena Pedrosa, subsecretária de Turismo da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult), a diversificação de voos vai contribuir para estimular que mais pessoas viajem e conheçam o estado. “A conectividade é importantíssima para o turismo acontecer, principalmente em um estado como Minas Gerais, com tantos atrativos turísticos. Então, mais uma companhia aérea significa mais turistas, mais pessoas chegando a Belo Horizonte, que é nosso hub hoje, mas também, a partir do modal terrestre, será possível fazer uma conexão ainda maior em todo o estado, que tem 853 municípios, contemplando as cidades barrocas, coloniais, além de outros destinos como nossos parques naturais, o Lago de Furnas, dentre outros”, afirmou.



Investimentos
Adilson Furlan, vice-presidente corporativo do Grupo Itapemirim, ressaltou a facilidade que a empresa tem para atuar em termos de ligação de destinos, por trabalhar também com operações rodoviárias no país, anunciando que deverão ser implantadas nove rotas em Minas até o final de 2021.



“Dentro da nossa proposta, de conforto, segurança e conectividade, identificamos a oportunidade para democratizar o acesso e fazer com que os passageiros possam conhecer as cidades históricas de Minas Gerais. Belo Horizonte é uma cidade importante e, à medida que ampliarmos a frota de aeronaves, nossa proposta e estratégia é, sim, aumentar o número de voos aqui. Consequentemente, a conectividade vai proporcionar que a gente traga esse multimodal começando por Minas Gerais. Identificamos nove rotas no estado. A conexão parte do Aeroporto de Belo Horizonte, e, para viabilizar isso, estamos trabalhando em conjunto com a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade (Seinfra) e com a Secult, porque existem questões regulatórias a serem observadas”, explicou.

Além da nova companhia aérea, o Grupo Itapemirim lançou, recentemente, alternativas no modal terrestre, no qual já opera. Em evento na Cidade Administrativa de Minas Gerais, em fevereiro, foi apresentado o serviço Dream Bus, com perspectiva de inclusão de mais de 30 veículos na frota, totalizando investimentos de aproximadamente R$35 milhões para todo o projeto, até o final de 2021. Inicialmente o serviço está nos ônibus da linha Belo Horizonte-Brasília/ Brasília-Belo Horizonte.

Fotos: Márcio Massiere/ Secult

Durante sessão, secretário Leônidas Oliveira destacou projetos que a pasta vem desenvolvendo no primeiro semestre de 2021

As ações da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult) para enfrentamento da pandemia e consequente retomada gradual e segura das atividades culturais e turísticas foram apresentadas na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), nesta quinta-feira (1/7), durante o Assembleia Fiscaliza.  

Durante a reunião conjunta da Comissão de Cultura, Comissão de Desenvolvimento Econômico e Comissão Extraordinária de Turismo e Gastronomia, na plenária da ALMG, o secretário Leônidas Oliveira elencou as medidas adotadas pela pasta durante o primeiro semestre de 2021 e que têm impactos significativos para alavancar os segmentos turístico e cultural do estado.

“A transversalidade entre Cultura e Turismo tem sido o eixo norteador de todas as ações da pasta, porque ela potencializa e une os dois setores. O turismo traz as pessoas, a cultura oferece as experiências que elas buscam. Sabemos que 42% do turismo em Minas Gerais é impulsionado pelo patrimônio histórico, e 30% pela cozinha mineira. Então temos 70% de um turismo cultural, e a isso somam-se o turismo de aventura, de paisagem, de natureza, o ecoturismo e o turismo rural. Por isso a importância de trabalhar essa conexão entre os dois setores para a geração de emprego e renda e desenvolvimento social”, pontuou o secretário.

Uma das iniciativas de destaque da Secult é o Programa Reviva Turismo, ação apresentada ao público em março deste ano e que vai injetar R$ 17,5 milhões no segmento para estimular o desenvolvimento socioeconômico de Minas Gerais por meio de parcerias público-privadas e parcerias. A medida, que se baseia em quatro eixos (Biossegurança, Estruturação, Capacitação e Marketing) também visa à geração de emprego e renda no estado, bem como o posicionamento de Minas como um dos três principais destinos turísticos no país.

“O desenvolvimento socioeconômico deve ser o maior objetivo pós-pandemia, e o Reviva Turismo tem a meta de criar 100 mil empregos até o ano que vem e posicionar Minas Gerais entre os três principais destinos turísticos do Brasil. Muitas ações já estão em andamento, como o incentivo à adoção de medidas de biossegurança; o selo Evento Seguro, que serviu de inspiração para outros 10 estados brasileiros; as capacitações de profissionais do setor; a revisão de políticas públicas e a promoção e marketing dos municípios, com o programa Gerais + Minas, que já tem 254 municípios mineiros listados para fazerem parte das produções audiovisuais que vão valorizar a cultura e o turismo, mostrando o que todas as nossas regiões têm de melhor. Acrescido a isso temos a criação de novos produtos turísticos e novos voos em parceria com a Itapemirim, que em breve vai implementar  rotas terrestres para ligar cidades turísticas mineiras diretamente ao Aeroporto Internacional de Belo Horizonte. Com tantas outras iniciativas, acreditamos que o Reviva Turismo será um dos principais propulsores da geração de emprego e renda em Minas Gerais”, ressaltou Oliveira.

Ainda no setor de turismo, o secretário destacou outros programas e projetos da Secult para o fortalecimento da área, como o ICMS Turismo, iniciativa única no país para o repasse do ICMS, incentivando a constante melhoria da gestão turística nos municípios mineiros. Até o momento, o ICMS Turismo possibilitou a geração de 11 mil registros ativos no estado e a formalização do trabalho de 514 guias de Turismo.

Incentivo à Cultura
Já para a área da Cultura, a grande conquista deste semestre são os novos editais lançados com os recursos diretos do Fundo Estadual de Cultura (FEC). Ao todo, estão sendo destinados R$16 milhões para projetos em temas como artes cênicas, música, audiovisual, literatura, culturas populares, artes visuais; além de formação e capacitação e estruturação de sistemas de cultura nos municípios do estado.

“Queremos que estes editais cheguem a todo o estado de Minas Gerais e, para chegar no interior, temos que falar a linguagem do interior. Temos que contemplar as festas da igreja, de aniversário da cidade, festivais de comidas e bebidas, festas folclóricas. Todas as manifestações que traduzem a cultura das cidades mineiras. Se não chegarmos aos municípios e falarmos  a linguagem das pessoas e dos povos, não estaremos fazendo cultura pública”, destacou o secretário.

Leônidas Oliveira aproveitou a oportunidade para falar do Descentra Minas, pacote de medidas que propõem mudanças na Lei Estadual de Incentivo à Cultura para que os recursos cheguem ao interior. “No ano passado, dos R$ 116 milhões disponíveis, apenas R$ 31 milhões foram usados. Em função de burocracias jurídicas e exigências incabíveis, o dinheiro está voltando para os cofres públicos e a cultura de todas as regiões de Minas Gerais precisa desse dinheiro mais do que nunca, porque está impossibilitada de trabalhar”, defendeu.

A prorrogação da Lei Aldir Blanc em Minas Gerais também ganha visibilidade. Com a publicação da Resolução Secult Nº 51 em 26/6, os prazos para liquidação e encaminhamento das contratualizações realizadas em 2020 foram estendidos até 31 de dezembro de 2021. Também a prestação de contas passa a ter um novo prazo de entrega: 30 de janeiro de 2022.

Com a operacionalização da Lei Aldir Blanc, a Secult destinou aproximadamente R$ 122 milhões em Editais Emergenciais que contemplam variadas linguagens artísticas e culturais. O último balanço da lei aponta para 7.215 pagamentos concluídos (99,17%) e 56 (0,78%) a serem executados no início do mês de julho. O Auxílio Emergencial da Lei Aldir Blanc destinou mais de R$ 4,5 milhões a 1.562 beneficiários.

“Foi a primeira vez no Brasil, com os recursos da Lei Aldir Blanc em Minas Gerais, que 75% dos municípios mineiros receberam recursos da Cultura. Isso nunca tinha acontecido antes”, detalhou Leônidas Oliveira.

A grande mobilização feita em 2020 para a operacionalização da lei no estado também gerou uma diversa oferta cultural para o público mineiro. Por meio das várias ações contempladas, a Secult deu início, no dia 30/6, ao Festival Cultura da Paz, criado para evidenciar o trabalho de artistas, trabalhadores e trabalhadoras da cultura, além do resultado das diversas ações promovidas em Minas Gerais por meio da Lei Aldir Blanc.

Os frutos dessa empreitada se traduzem em espetáculos de artes cênicas, como dança, teatro e circo; mostras de cinema; projetos variados de valorização do patrimônio, artesanato e culturas populares; projetos de música, como álbuns e espetáculos; além do incentivo e apoio a Pontos de Cultura e à produção e pesquisa em temáticas artístico-culturais, o que movimenta a cadeia produtiva no estado e gera emprego e renda para profissionais que tiveram suas atividades afetadas durante a pandemia.

Equipamentos culturais
Apesar da paralisação das atividades, os museus, tanto de Belo Horizonte, como das cidades do interior, ampliaram sua programação virtual, com a oferta de exposições e minicursos, além de 14 assessorias técnicas a outros museus. O Sistema Estadual de Bibliotecas também alcançou um público maior, ora pela diversidade de conteúdos em plataformas digitais, ora pela realização de 53 assessorias técnicas a outras bibliotecas municipais e comunitárias de Minas Gerais.

Já o Arquivo Público Mineiro lançou, em 2021, o Plano de Diretrizes para a Salvaguarda do Patrimônio Documental Arquitetônico e Urbanístico de Minas Gerais (2021-2022), ação estruturante para o diálogo e a formalização de arquivos municipais. A entidade também contabilizou 73.216 mil itens documentais tratados e 58 assessorias técnicas para gestão de arquivos, bibliotecas e museus.

No Circuito Liberdade, que passou por uma ampliação em 2020, o destaque é o lançamento do Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) Circuito Liberdade. A iniciativa tem a proposta de estreitar a interface entre cultura e turismo, bem como oferecer novos espaços a interessados, que podem apresentar estudos e propostas para auxiliar a administração pública a estruturar projetos de concessões de imóveis pertencentes ao Estado situados ao redor da Praça da Liberdade.

Entidades vinculadas à Secult
As instituições culturais vinculadas à Secult também obtiveram bons resultados no primeiro semestre de 2021. A Empresa Mineira de Comunicação (EMC) lançou, em parceria com a Secult, o Gerais+Minas, programa de interiorização das grades de programação da Rede Minas e da Rádio Inconfidência, alcançando todo o território mineiro.

O Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) concluiu o projeto de adequação arquitetônica e projetos complementares para Sistema de Proteção e Prevenção de Combate a Incêndio e Pânico para o Museu Crédito Real, em Juiz de Fora, e Museu Casa Guimarães Rosa, em Cordisburgo. O Instituto também deu início à segunda etapa da obra de restauração da Igreja do Santíssimo Sacramento, em Jequitibá, às pinturas parietais do Transepto da Igreja do Sagrado Coração de Jesus, em Belo Horizonte, com entrega prevista para julho de 2021, e a restauração do Retábulo da antiga Igreja Matriz da Boa Viagem de Curral de El-Rey, em Belo Horizonte, com previsão de entrega também em julho de 2021.

O Iepha-MG tem, ainda, as seguintes ações em andamento: Restauração do Vapor Benjamim Guimarães, em Pirapora; Adequações no prédio do Arquivo Público Mineiro, em Belo Horizonte; Programa Luz no Patrimônio para iluminação cênica em Conceição do Mato Dentro (município sede e distritos de Córregos e Santo Antônio do Norte), Catas Altas e Mariana (distrito de Santa Rita Durão); Projeto Mapeamento da Cozinha Mineira; Centro do Patrimônio Cultural Cemig; Implantação de projetos de segurança contra intrusão em 57 edificações tombadas com acervo entre outras atividades a serem executadas ao longo do ano.

Na Fundação Clóvis Salgado (FCS), a ampliação da oferta cultural marca o período. A instituição alcançou 180,3 mil pessoas ainda no primeiro semestre com as diversas atividades realizadas de forma virtual ou presencial. Também foram realizadas duas exposições no Palácio das Artes e uma ação inédita de ocupação urbana na fachada do local. Em relação à formação em arte e cultura, foram ofertadas aulas remotas para a continuidade dos cursos regulares das Escolas de Teatro, Dança, Música, Artes Visuais e Tecnologia da Cena, Cursos Complementares e Cursos de Extensão, do Centro de Formação Artística e Tecnológica (Cefart).

E a Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP) ofertou Cursos livres nas áreas de Artes Plásticas, Artes Visuais, Teatro e Música em 66 municípios do estado, com 263 alunos matriculados. A instituição também finalizou o restauro de cinco esculturas e conta com outra 21 em processo avançado, além do restauro do Chafariz de Ouro Preto. Foram realizadas três exposições presenciais na Galeria de Arte Nello Nuno e uma ação de mapeamento de autores independentes, que alcançou 32 cidades do estado.

Já a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais realizou inúmeras atividades educativas e ações on-line para o público. Destacam-se Concertos exibidos pela Rede Minas; Concertos da série Fora de Série, sobre evolução das orquestras ao longo dos séculos e vídeos do Projeto Orquestra para cego ver e para surdo sentir com audiodescrição e legendas, disponibilizados no canal de Youtube da Orquestra.

 

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Imagens: Guilherme Bergamini 

Bate-papo com Márcia Clementino Nunes será transmitido pelo Instagram em celebração ao Dia da Gastronomia Mineira

Gastronomia e Literatura são dois assuntos que muito interessam ao povo mineiro. E é pensando nesse forte diálogo entre essas duas áreas que a Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais realiza a live “A Cozinha de Minas é de ouro”, com participação da chef de cozinha e historiadora Márcia Clementino Nunes. O evento virtual, que também celebra o Dia da Gastronomia Mineira, comemorado em 5 de julho, será transmitido pelo Instagram da Biblioteca Estadual (@bibliotecaestadualmg) na segunda-feira (5/7), a partir das 15h. A mediação é de Eliani Gladyr.

Durante a live, Márcia vai abordar os aspectos da formação histórica e cultural da cozinha mineira tenho, como ponto de partida, o período do Ciclo do Ouro no Brasil, quando, a partir do século XVIII, bandeirantes iniciaram a exploração do interior da colônia à procura de metais preciosos. De acordo com a convidada, esse momento foi fundamental tanto para a formação do território mineiro quanto para a criação de uma identidade social, cultural e, principalmente, gastronômica de Minas Gerais.

“O contexto histórico já mostra que a cozinha mineira está ligada à riqueza mineral. A descoberta de ouro nas minas foi fundamental no período colonial para o desenvolvimento da nossa história como estado, como povo. Nossa cozinha, em especial, foi forjada nesse ambiente mineral, de busca pelo ouro, pelas riquezas das minas. Acabado o ciclo do ouro naquele período, ficou, como herança, esse patrimônio repleto de referências e culturas que é a cozinha de Minas Gerais”, destaca Márcia.

Coautora do livro “História da Arte da Cozinha Mineira por Dona Lucinha”, Márcia Clementino Nunes é profunda conhecedora das tradições gastronômicas do estado. E, para ela, gastronomia e literatura estão diretamente ligadas à história de Minas Gerais. Ao estudar as manifestações de religiosidade popular e dos elementos simbólicos da Festa do Rosário do Serro. Depois de concluído esse processo de investigação, Márcia passou a dedicar seus estudos à cultura culinária mineira.

“Depois da linguagem, a comida é o mais importante elo entre o homem e a cultura. E, dessa forma, também, a gastronomia se liga à cultura. A mesma paixão que tenho pela culinária, alimento pela literatura e tudo isso é uma herança. O gosto pelo saber e pelos sabores estão quase que conectados o tempo todo em nossa história como povo mineiro. O que se produz em Minas como literatura é uma síntese de histórias e memórias. Assim também é a nossa veia gastronômica, cheia de referências e identicidades”, pontua.  

Dia da Gastronomia Mineira
Celebrado em 5 de julho, o Dia da Gastronomia Mineira surgiu em homenagem ao nascimento do escritor Eduardo Frieiro, autor de “Feijão, Angu e Couve – ensaio sobre a comida dos mineiros”, publicado em 1966. Frieiro também foi o primeiro diretor da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais. A data foi criada em 2012, pelo Governo do Estado, como forma de referenciar tradições e costumes culinários de Minas Gerais, que são reconhecidos no Brasil e no mundo.

Márcia Clementino Nunes
Natural do Serro, graduou-se em História pela UFMG em 1987. Estudou as manifestações de religiosidade popular e produziu uma pesquisa da história e significação simbólica da Festa do Rosário do Serro. Por influência do curso que fez, percebeu a importância cultural e histórica do trabalho de Dona Lucinha e passou a dedicar-se, junto a ela, ao estudo da cultura culinária mineira. Atualmente administra um dos Restaurantes Dona Lucinha.

É coautora do livro História da Arte da Cozinha Mineira por Dona Lucinha. O trabalho é fruto de uma parceria de mãe e filha voltadas para a pesquisa de um mesmo tema. O livro serviu de fonte de inspiração para o tema do Carnaval de 2015 da Salgueiro. Fruto da sua pesquisa sobre religiosidade popular publicou, em 2018, Festa do Rosário do Serro. A obra será disponibilizada em biblioteca digital voltada para os portadores de deficiência visual.

 

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